Pedofilia na Igreja: discriminação e hipocrisia – Observador

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Já muitas vezes aqui escrevi sobre a pedofilia na Igreja, sempre na expectativa de não voltar a este tema, que é para mim doloroso. Se, uma e outra vez, a ele tenho regressado, tem sido porque novos factos a tanto me têm obrigado, bem como o mandato de São Pedro: “estai sempre prontos a dar razão da vossa esperança” (1Pd 3, 15).
Em “Eu vos peço em nome de Deus”, uma longa entrevista ao Santo Padre pelo jornalista argentino Hernán Reyes Alcaide, o Papa Francisco diz que a Igreja não se pode desculpar pelo facto dos abusos de menores estarem “muito presentes em todas as culturas e sociedades”, pois “milhares de vidas” foram destruídas, pelos que as deviam ter protegido e cuidado. Por isso, “tudo o que se fizer, para reparar esse dano, será sempre insuficiente”. Chega a afirmar que o seu primeiro ‘mandamento’ para a Igreja é ‘extirpar’ todos os abusos, porque expressam “uma verdadeira cultura de morte”. “Um só e único caso já é em si mesmo uma realidade monstruosa”, “um crime atroz”, “uma ferida feita a Deus” (La Razón, 18-10-2022).
Que a Igreja assuma toda a sua culpa, que não é pouca, sem subterfúgios nem desculpas de mau pagador, não quer dizer que os católicos devam ter, em relação a esta matéria, uma atitude ingénua, ou acrítica. É verdade que os filhos das trevas são mais astutos do que os filhos da luz (Lc 16, 8), mas não se confunda humildade com estupidez: os cristãos devem reconhecer as suas culpas, mas também os outros culpados têm que assumir as suas responsabilidades.
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Lobby por Dorival Júnior na CBF para o lugar de Tite. Xenofobia, medo de técnicos estrangeiros, ajuda o treinador do Flamengo – R7

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LeBron James faz apelo a Elon Musk sobre racismo no Twitter | NSC Total – NSC Total

Polêmica nas redes
Matéria do Washington Post mostrou que desde que o bilionário comprou a rede social uso de termo racista aumentou em 500%
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A polêmica em relação à compra do Twitter por Elon Musk continua. Uma matéria do Washington Post revelou que desde que a rede social foi adquirida pelo empreendedor, o uso de um termo racista contra negros aumentou em 500%. A proliferação do termo fez LeBron James se pronunciar e fazer um apelo ao bilionário para que providências sejam tomadas.
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— Eu não conheço o Elon Musk e, para ser honesto, eu não poderia me importar menos com quem é o dono do Twitter. Mas eu vou dizer que se isso for verdade, eu espero que ele e sua equipe levem isso muito a sério porque é extremamente assustador. Tantas pessoas descompensadas dizendo que discurso de ódio é liberdade de expressão —defendeu.
I dont know Elon Musk and, tbh, I could care less who owns twitter. But I will say that if this is true, I hope he and his people take this very seriously because this is scary AF. So many damn unfit people saying hate speech is free speech. https://t.co/Sy0jvXIBnC

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Aumento do risco de cancro do útero em troca do cabelo perfeito? A escolha difícil que enfrentam as mulheres negras – CNN Portugal

Eris Eady estava a percorrer as redes sociais, esta semana, quando viu o título de uma notícia que associava os produtos químicos de alisamento do cabelo a um aumento do risco de cancro do útero. Parou.
No início dos anos 2000, Eady trabalhava como esteticista e utilizava frequentemente os produtos para alisar o seu cabelo e o de outras mulheres. Nessa altura, afirma, as escolas de estética raramente tinham aulas sobre como cuidar do cabelo natural das mulheres negras; quem tinha interesse em saber, tinha de aprender sozinho.
“Não era um local onde o cabelo natural pudesse prosperar. Era um ambiente complicado para ficar enraizado – passo o trocadilho”, afirma.
Eris Eady afirma que sempre que alisava o cabelo, ficava com feridas no couro cabeludo. Contra as recomendações da mãe, que receava que fosse discriminada, deixou de colocar produtos químicos no cabelo e passou a usá-lo de forma natural. Mas pagou um preço pelo seu cabelo curto natural: as pessoas dirigiam-lhe insultos homofóbicos.
Quase duas décadas depois, Eady diz que se preocupa com as consequências para a saúde desse período da sua vida em que alisava o cabelo. A sua ansiedade aumentou esta semana, quando leu sobre o novo estudo e como as mulheres negras podem ser mais afetadas, devido à sua maior utilização de desfrisantes e outros produtos de alisamento do cabelo.
“Usei desfrisantes durante muito tempo, portanto, isto poderá ainda afetar-me”, diz Eady, que trabalha como líder de diversidade numa ONG, em Cleveland, Ohio. “Tenho 38 anos e não tenho filhos. Assim, quando vi isto questionei-me: ‘será que é esta a razão?’ Não tenho tentado engravidar, mas também não tenho tentado não engravidar”.
O estudo deixa as mulheres que utilizam os produtos sem saber se devem reduzir a sua utilização ou de devem deixar de utilizá-los completamente.
Também reforça um dilema que muitas mulheres negras enfrentam, algumas das quais utilizam produtos de alisamento do cabelo para estarem de acordo com os padrões de beleza caucasianos. A investigação demonstrou que as mulheres negras com penteados naturais, incluindo “afros”, torcidos, tranças e rastas, podem enfrentar discriminação racial no local de trabalho.
Então, o que fazer? Usar o cabelo natural e potencialmente prejudicar a carreira? Ou alisá-lo e arriscar a saúde?
A investigação publicada na segunda-feira, no Journal of the National Cancer Institute, descobriu uma ligação entre a utilização de determinados produtos de alisamento do cabelo, como desfrisantes químicos e produtos de prensagem, e um risco aumentado de cancro do útero – a forma de cancro mais comum no sistema reprodutivo feminino.
A associação entre os produtos de alisamento do cabelo e os casos de cancro do útero foi mais acentuada em mulheres negras, que compunham 7,4% dos participantes no estudo, mas quase 60% dos que comunicaram algumas vez terem usado alisadores.
“A conclusão é que a carga da exposição parece ser mais elevada entre as mulheres negras”, afirma Chandra Jackson, uma das autoras do estudo e investigadora no National Institute of Environmental Health Sciences.
As conclusões seguem um estudo semelhante, de 2019, que associava a utilização de tinta de cabelo permanente e alisadores de cabelo químicos a um risco mais elevado de cancro da mama. O risco era superior a seis vezes mais alto para as mulheres negras.
Os especialistas afirmam que vários fatores levam as mulheres a utilizar produtos de alisamento do cabelo, incluindo os padrões de beleza eurocêntricos e um desejo de versatilidade na mudança de penteados e autoexpressão.
Mas algumas mulheres negras e latinas também afirmam que sentem pressão social para usar o cabelo de uma forma que reduza as microagressões e a discriminação no local de trabalho.
Um estudo de 2020 da Michigan State University concluiu que cerca de 80% das mulheres negras afirmam que alteram o estado natural do seu cabelo porque consideram-no essencial para o êxito social e económico.
Estudos desse mesmo ano, de investigadores da Fuqua School of Business da Duke University, concluíram que as mulheres negras com penteados naturais têm menor probabilidade de conseguirem entrevistas de emprego do que as mulheres brancas ou as mulheres negras com cabelo alisado. Os participantes nos estudos afirmaram que percecionavam os penteados negros como menos profissionais.
Mas com os riscos para a saúde associados aos produtos químicos de alisamento do cabelo, a escolha para algumas mulheres reduz-se simplesmente a escolher o menor de dois males, afirma Nsenga Burton, crítica de cultura e codiretora de Concentração de gestão de cinema e multimédia, na Emory University.
“As mulheres negras não devem ter de escolher entre ascender aos padrões de beleza dominantes para se manterem empregadas e arriscar as suas vidas para fazê-lo”, afirma Burton. “É mais do que um dilema irresolúvel: é loucura e discriminação”.
Burton afirma que, embora as atitudes estejam a mudar e as pessoas estejam a ficar mais recetivas aos penteados negros naturais, o preconceito continua a ser um problema no local de trabalho.
Burton passou ao penteado natural na década de 2000 e usa o cabelo em mechas, um estilo no qual os fios de cabelo natural individuais são entrelaçados. Planeia manter o seu cabelo dessa forma.
“Se puder salvar vidas, mais uma razão para fazê-lo”, afirma.
Jasmine Cobb, professora de Estudos Africanos e Afro-americanos da Duke University e autora de “New Growth, The Art and Texture of Black Hair”, questiona-se se glorificar o cabelo liso é uma reminiscência de uma cultura que já mudou há muito tempo. Cobb diz que deixou de colocar produtos químicos no cabelo na década de 2000.
“Pergunto de alisar o cabelo ainda traz benefícios sociais no século XXI ou se estamos a agarrar-nos a ideias sobre o valor de alisar o cabelo de há mais de 50 anos”, afirma.
De qualquer forma, um conceito não evoluiu muito, diz: “A sociedade continua a promover cachos compridos e fluidos, quer o cabelo seja liso, quer texturizado”.
A normalização do cabelo liso e comprido começa nos primeiros anos de vida, mesmo nos desenhos animados infantis, afirma Keisha L. Bentley-Edwards, professora associada de medicina, da Duke University.
Bentley-Edwards diz que cortou o cabelo curto há muitos anos e depois mudou para rastas. A maioria das pessoas sentiam-se mais desconfortáveis com as suas rastas, porque eram compridas e fluidas, do que com o seu cabelo curto, afirma.
Mas uma coisa que mudou desde que as duas mulheres começaram a usar o seu cabelo de forma natural, há cerca de duas décadas, é a quantidade de recursos disponíveis agora para as pessoas que decidam usar o cabelo natural, incluindo novos produtos naturais e influencers das redes sociais que promovem a beleza natural.
E, em 2019, os legisladores dos EUA redigiram a lei CROWN, que proíbe a discriminação racial baseada nos penteados e na textura do cabelo, incluindo tranças, mechas ou torcidos. Pelo menos 18 estados dos EUA, incluindo Nova Iorque, Califórnia e Maryland, aprovaram a lei, cujo nome significa Criar um mundo respeitoso e aberto para o cabelo natural (Create a Respectful and Open World for Natural Hair).
Os especialistas afirmam que com estudos a associar os produtos de alisamento do cabelo a riscos de saúde, as proteções legais da lei não podem chegar com rapidez suficiente.
Um estudo de 2016 do Environmental Working Group concluiu que um em 12 produtos de beleza e cuidados pessoais comercializados para mulheres afro-americanas, nos EUA, continham “ingredientes altamente nocivos”. O relatório referia os desfrisantes, as tintas para o cabelo e os descolorantes como os produtos mais perigosos.
“As evidências sobre o impacto químico do alisamento estão a aumentar e a começar a superar os presumíveis benefícios sociais atribuídos ao cabelo alisado”, afirma Cobb. “A devastação do cancro supera o stress de satisfazer as normas sociais em torno da beleza, que estão a mudar”.
Algumas mulheres mantêm que alisam o cabelo por razões não relacionadas com a conformidade com um padrão de beleza específico.
Mercy Owusu, consultora de uma ONG do Gana, sedeada na cidade finlandesa de Espoo, afirma que aplica desfrisante no cabelo frequentemente para torná-lo mais fácil de controlar.
“Na maioria das vezes, gosto de segurá-lo num rabo de cavalo e não consigo fazer isso com o meu cabelo natural; não terá o mesmo aspeto cuidado, porque tenho cabelo muito espesso”, diz.
Owusu afirma que, no passado, não prestou muita atenção a estudos que associam os produtos químicos para o cabelo ao cancro. Parte da razão para ter continuado a alisar o cabelo prende-se com a falta de recursos para controlar o cabelo natural, diz.
Mas, depois de ouvir falar do mais recente estudo, Owusu diz que planeia reduzir o número de vezes que desfrisa o cabelo. E não irá utilizar qualquer produtos químicos no cabelo da sua filha de 8 anos, afirma.
No entanto, Cobb, discorda da ideia de que o cabelo negro não é controlável sem produtos de cuidados capilares.
“Por que motivo acreditamos que o cabelo negro é, no seu estado natural, incontrolável?”, pergunta. “Alisar o cabelo custa tempo e dinheiro, especialmente a manutenção. Quando dizemos que o cabelo liso é mais controlável, não estamos a ter em conta os custos e as consequências físicas associados a um regime de alisamento regular”.
Bentley-Edwards, a professora da Duke University, afirma que o estudo recente deve fazer as mulheres negras refletirem, especialmente as que apresentam fatores de risco adicionais, tais como antecedentes familiares de cancros reprodutivos. Ela diz que, num estudo de 2011, os investigadores também observaram uma relação entre os desfrisantes capilares e miomas uterinos, ou tumores.
“É necessário compreender mais sobre como os ingredientes de alisamento do cabelo interagem com o sistema reprodutor e outros aspetos da saúde”, afirma. “Quais são os mecanismos biológicos envolvidos?”
Todas as mulheres com quem a CNN falou afirmam que as conclusões do novo estudo são extremamente preocupantes, por muitos motivos.
E afirmam que a investigação acrescenta uma nova camada de complicações para as mulheres negras nos Estados Unidos da América, que, por vezes, têm de fazer cedências só para se manterem à tona.
“Não penso que tenhamos deixado de levar estes estudos a sério”, afirma Eady. “Apenas fizemos o que tínhamos de fazer para sobreviver. E, por vezes, isso significa mudar quem somos para conseguirmos prosseguir com a vida. É uma ferramenta de sobrevivência.”

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Brasileiras protestam em Portugal contra violência e xenofobia – Jornal Mundo Lusíada




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Da Redação com Lusa
Neste dia 29, uma concentração de mulheres brasileiras, convocada pela Coletiva Maria Felipa, protestou no Porto contra a violência do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) após denúncia de caso de violação no aeroporto de Lisboa.
As imigrantes brasileiras queixam-se de ser tratadas como objetos sexuais em Portugal, onde este estereótipo se traduz em dificuldades no acesso à habitação e outros serviços.
A iniciativa, marcada para a Praça da Liberdade, no Porto, surge após o alegado ataque de violência sexual por parte de um agente do SEF contra uma brasileira que tentava chegar a Portugal como turista, mas não só.
“Não é um caso que acontece só no SEF, nem só com quem está a chegar a Portugal pela primeira vez. É uma violência quotidiana, muito comum, muito presente nas mulheres brasileiras em Portugal, e não só brasileiras”, disse Aline Rossi, coordenadora política da Coletiva Maria Felipa, que promove a ação.
“Isso tem um histórico, tem uma construção histórica em cima e é uma situação muito complexa, pode implicar violência sexual, assédio, dificuldade de acesso a serviços, nas ruas, no trabalho, na entrada no país” afirmou Rossi à Lusa.
A ativista explicou que o protesto deste sábado é “contra a violação de uma mulher brasileira quando tentava entrar no país, mas também o reflexo de violências que acontecem diariamente com mulheres brasileiras em Portugal”.
E revelou que o aumento da emigração brasileira para Portugal, sobretudo nos últimos quatro anos, foi acompanhado de um aumento do “discurso xenófobo, que não é só contra brasileiros, que é reflexo de um acirramento político, de uma ascensão da extrema-direita na Europa e também em Portugal, com maior visibilidade do partido Chega, e outros muito próximos de grupos neofascistas, como o Mário Machado”.
“Amanhã é um basta a estas violências que acontecem diariamente, a um olhar que está muito enraizado na cultura, também por causa do passado colonial, de ver a mulher brasileira como um objeto sexual, um corpo público e uma mulher fácil. O estereotipo da mulher puta é uma coisa muito viva ainda hoje na cultura portuguesa”, prosseguiu.
E acrescentou: “Quando uma mulher brasileira sofre este tipo de violência [o alegado ataque no SEF], não é só quem ela é naquele momento, é de onde ela vem, o fato de ser brasileira e o que o imaginário português sobre uma mulher brasileira diz, que normalmente relaciona a imagem da mulher brasileira à puta. Tem a ver com o caso das mulheres/mães de Bragança, tem a ver com o passado colonial de exploração sexual e posse do corpo da mulher”.
Por esta razão, Aline Rossi acredita que o caso “não é uma coisa que vem da ascensão recente da extrema-direita e do discurso xenófobo, isso é só uma repaginação de uma cultura e de um pensamento que já estava lá há muito mais tempo e que simplesmente se manifesta nessas situações, porque nunca foi efetivamente de lá erradicado”.
A ativista lamentou que estas ideias se reflitam em dificuldades diárias em Portugal, sendo a mais flagrante a que estas mulheres registram para alugar uma casa.
“Todas nós temos um caso para contar, muitos nos fecham as portas”, referiu, indicando que isso se deve porque julgam que, por serem brasileiras, iriam receber “clientes” nessa casa.
Em relação ao trabalho, a ativista explicou que o assédio muitas vezes não é denunciado, porque estas trabalhadoras ainda não estão com a situação totalmente resolvida a nível dos papéis e, por isso, os casos não são mais conhecidos.




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Vítima de racismo, Jeniffer Nascimento chora com vitória de Lula: 'O amor venceu' – Notícias da TV

Vítima de racismo, Jeniffer Nascimento chora com vitória de Lula: ‘O amor venceu’  Notícias da TV
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Brasileiras denunciam várias formas de violência em Portugal – Jornal de Notícias

Várias mulheres brasileiras protestaram este sábado, na Praça da Liberdade, no Porto, contra as violências de que dizem ser alvo todos os dias em Portugal: assédio, exclusão, ameaças, chantagem e manipulação.
“Qual é o crime de ser emigrante?” ouvia-se através do megafone segurado por Aline Rossi, coordenadora política da Coletiva Maria Felipa, durante o protesto que decorreu este sábado no Porto. Com o objetivo de dar visibilidade ao caso de uma cidadã brasileira que alegadamente foi violada por um agente do SEF em 2020, o grupo de mulheres aproveitou para dar voz e refletir sobre as violências que dizem viver todos os dias em Portugal.
Uma luta contra a discriminação constante, quer no trabalho, quer no acesso à habitação e à saúde juntou as várias mulheres que foram partilhando testemunhos. “Quando tentamos arrendar uma casa, ou nos dispensam automaticamente ou dizem que é uma casa de família”, afirma Aline Rossi. Acrescenta que, através das redes sociais, são muitas vezes alvo de ameaças de violação, de assédio, de agressão, chantagem e manipulação. A discriminação é sentida pelos mais velhos mas também pelos mais novos. “O meu filho é luso-brasileiro e, quando está comigo, fala brasileiro, mas quando está sozinho não o faz porque é excluído”, afirmou.
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Ação da PRF infla xenofobia contra Nordeste em grupos pró-Bolsonaro – Folha

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As operações nas estradas feitas pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), que podem ter causado atraso na votação deste domingo (30), foram exaltadas em grupos bolsonaristas de Telegram. A defesa da polícia, entretanto, também descambou em ataques xenófobos contra eleitores do Nordeste, de onde saiu parte dos relatos negativos sobre as blitze policiais.
No Telegram, o assunto gerou frases como “por mim, pega fogo naquela região inteira, nordestino povo podre”, “estão fazendo operação no Nordeste em diversas rodovias com barricadas, segurando diversos ônibus de pessoas isoladas kkkkkkk elas que se lasquem” e “nordestino é bravo, se não recebe, vota no outro de raiva”.
“A galera aqui do Nordeste que vota no Nine [Lula] agora está nas redes sociais alegando que a PF e a PRF não estão deixando eles votarem. Reduto de petralhas idiotizados”, “ainda bem que a PRF está proibindo os nordestinos de votar, estão salvando nosso país” e “nordestino vota com estômago” são outros exemplos. Um dos bolsonaristas afirmou que eleitores do Nordeste votam no PT por inveja dos parentes que saíram de lá “e proliferaram no Sudeste”.
Após vários relatos de eleitores e 70% mais abordagens do que no primeiro turno até o início da tarde, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes, afirmou que nenhum eleitor foi impedido de votar por causa de operações, que serão investigadas.
A polícia descumpriu o veto dado na noite anterior às ações envolvendo o transporte público de eleitores.
No Nordeste, prefeitos criticaram operações em estradas federais nas proximidades de cidades do interior. Na Bahia, a coligação liderada pelo candidato a governador Jerônimo Rodrigues (PT) também ingressou com uma ação na Justiça Eleitoral denunciando a realização de blitze em rodovias federais em ao menos três cidades e pedindo a prisão do Superintendente da Policia Rodoviária Federal no estado.

Eleitores bolsonaristas, incluindo vários influenciadores de redes sociais, relacionaram diretamente as ações da polícia a uma eventual compra de votos do PT, em especial no Nordeste.
“Milhões já foram apreendidos nos últimos dias pela PRF, que seriam usados em compra de votos. Esquerda quer estender horário de votação no Nordeste para dar vantagem a Lula. Não podemos aceitar!”, escreveu Leandro Ruschel, em mensagem que foi muito circulada no Telegram.
A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) também afirmou que havia denúncias de que eleitores da região estariam recebendo dinheiro e lanche para ir votar.
“Em todas as eleições, o PT sempre comprou votos, sobretudo no Nordeste. Neste ano, a PF resolveu atuar com excelência”, disse um eleitor. “A PRF sinceramente ganhou um lugar muito especial no meu coração”, afirmou outra. “Vamos ganhar, amigos. Alexandre de Moraes acabou de falar que vai deixar a PRF continuar a fiscalização.”
Durante a apuração dos votos no primeiro turno, bolsonaristas iniciaram uma onda de xenofobia contra nordestinos nas redes sociais. Um estudo do InternetLab mostrou que, de uma amostra de 1.060 tuítes que mencionava palavras ligadas à região e seus eleitores, 13,4% afirmavam que o resultado do pleito no Nordeste foi fraudado. Cerca de 160 publicações eram xenófobas.
A pesquisa identificou narrativas comumente usadas para atacar o voto dos nordestinos, como alegações de que eleitores da região não sabem votar ou de que são manipulados pela esquerda e pelo PT.
Segundo o estudo, que analisou apenas o Twitter no dia seguinte ao primeiro turno, cerca de 20% das publicações que mencionavam os termos “nordestina/o”, “Nordeste” e outros léxicos representaram ataques contra eleitores da região.
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Homofobia: aluno petista recebe carta com ameaça de morte em faculdade no Mato Grosso – Brasil de Fato

Início
Direitos Humanos
"Bicha que fede a promiscuidade", "viado (…) tem que morrer", "petista vagabundo". Essas são apenas algumas das ofensas dirigidas a um estudante ameaçado de morte dentro da própria faculdade, por carta. Ele é aluno do curso de Direito da Unifacc, universidade privada de Mato Grosso.
O estudante, que prefere não se identificar, contou que a carta com as ameaças e ofensas foi colocada dentro de uma apostila de estudos. O material ficou perdido por mais de uma semana, até que foi encontrado por uma colega de curso. As folhas foram rabiscadas e outras ofensas foram escritas em meio aos textos didáticos.
A vítima relatou que teve discussão com um professor que foi acusado de assédio por alunas do curso. Ele se envolveu no caso, que culminou com a demissão do docente. O caso prosseguiu, e um coordenador, amigo do professor demitido, discutiu com o estudante. Esse coordenador veio a pedir demissão na sequência.
"Tivemos discussão bem acalorada na frente de toda a turma e no dia seguinte o professor pediu demissão. Nesse mesmo dia a noite minha apostila apareceu na faculdade, estava toda rabiscada, com ofensas, e tinha carta dentro, repleta de ameaças de morte, dando prazo pra ir embora do Mato Grosso, sair da faculdade por que ia morrer", contou ao Brasil de Fato.
O aluno, que está afastado da faculdade desde o último dia 18, quando recebeu as ameaças, acredita que todo o episódio pode ter relação com o posicionamento político dele.
"Foram algumas ameaças homofóbicas, xingamentos em relação a meu posicionamento político, que é algo público, todo mundo da minha faculdade sabe. Estamos vivendo momento em que tudo está muito polarizado. Eu e mais duas ou três pessoas [no grupo de alunos] nos colocamos contra esse governo atual. Eu acredito que de fato isso possa ter uma relação com o ocorrido", afirmou.
O estudante procurou a coordenação da faculdade e está afastado das atividades. Ele cogita até abrir mão de concluir o semestre de aulas, que termina no próximo mês. O Brasil de Fato entrou em contato com a Unifacc e a nota emitida pode ser lida ao final da reportagem.
Vítimas devem denunciar
Após a carta com as ameaças, o estudante da faculdade matogrossense registrou boletim de ocorrência e procurou apoio jurídico. A advogada Amanda Baliza, coordenadora da área jurídica da Aliança Nacional LGBTI+, acompanha o caso.
"Infelizmente chegam casos de violência ou discriminação quase todos os dias, inclusive contra crianças e adolescentes LGBTI+. A desinformação no processo eleitoral tem potencial de instigar a violência", destacou.
Amanda reitera a importância de registrar casos como esse junto às autoridades. A Aliança Nacional LGBTI+ acionou o Ministério Público e a polícia para que a situação seja investigada e o agressor identificado.
"Em uma situação de ameaça é importante registrar o crime em alguma delegacia. Se houver contornos de discriminação é possível que outros crimes sejam registrados, como, por exemplo, racismo, homofobia, transfobia, etc. Outras medidas podem ser adotadas dependendo do caso em concreto, o que deve ser analisado por um advogado ou defensor público", complementou.
Leia abaixo, na íntegra, o posicionamento enviado pela Unifacc -MT: 

A União das Faculdades Católicas de Mato Grosso (Unifacc-MT) torna público de forma categórica o posicionamento da Instituição de Ensino Superior contra a ameaça anônima sofrida por um estudante do Curso de Direito, em Várzea Grande. A Unifacc, que tem entre os valores a promoção da paz e de valorização da diversidade humana, repudia essa execrável e condenável situação que atenta a integridade física, psicológica e emocional do estudante. 
A Direção da IES, além de continuar investigando internamente o fato, se coloca à disposição das autoridades para colaborar e contribuir na elucidação do caso para que os responsáveis pelo ato sejam devidamente punidos conforme prevê a legislação penal. 
Como instituição de ensino que atua na formação profissional de pessoas, a Unifacc-MT defende o respeito a todos os acadêmicos e acadêmicas, independente de orientação sexual, etnia, religião ou posicionamento político. Assim, qualquer atitude que reproduza a intolerância, discriminação e o preconceito continuará sendo declaradamente repudiada e combatida pela organização de ensino.  
A Unifacc-MT, a Católica de Mato Grosso, por meio da Coordenação Pedagógica, está prestando todo tipo de assistência ao acadêmico, e assegura que não será tolerante com a situação e tomará medidas cabíveis e pontuais no âmbito educacional baseadas no regimento da IES.
Edição: Rodrigo Durão Coelho
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