Projecto combate exclusão social e discriminação no Bairro Azul da Póvoa de Santa Iria – O MIRANTE

Site temporário
O MIRANTE
Jornalismo de Proximidade
Actualmente vivem no Bairro Azul mais de duas centenas de pessoas de diferentes estratos sociais e etnias.
Quem vive no bairro PER (Plano Especial de Realojamento) da Quinta da Piedade na Póvoa de Santa Iria, também conhecido por Bairro Azul, ainda sente discriminação da restante comunidade e para combater esse preconceito foi lançado um projecto que visa mudar mentalidades. Através da exposição de fotografia “Olhos que Sentem”, visitável até final de Setembro no espaço cidadão da Quinta da Piedade, pretende-se promover a inclusão social e a diversidade através dos rostos que habitam e vivem o bairro diariamente. Faz parte do projecto Arte For All, uma iniciativa criada pela Câmara de Vila Franca de Xira com o objectivo de promover a inclusão e a diversidade.
A exposição “Olhos que Sentem”, com fotografias de Ana Catarina Brito, é uma das várias iniciativas do projecto onde os moradores se dão a conhecer ao resto da comunidade povoense. Sara Bico é psicóloga educacional e Elsa Pereira é animadora sociocultural. Ambas trabalharam no projecto e reconhecem que muitos moradores do bairro acabam por ficar isolados numa bolha social face ao resto da comunidade. O que, dizem, não pode acontecer.
Actualmente o Bairro Azul tem duas centenas de moradores, de vários estratos sociais e onde se incluem cidadãos de etnia cigana, cabo-verdianos, angolanos e moçambicanos. “Qualquer povo, com respeito e amor ao próximo, consegue coabitar, trabalhar e aprender lado a lado”, consideram as técnicas a O MIRANTE.
Procurar uma vida melhor na Póvoa
Fátima Duarte, Angelina Santos e Maria Rosete são algumas das moradoras do bairro que vieram de países de língua oficial portuguesa em busca de uma vida melhor e que hoje frequentam os espaços do centro comunitário onde decorrem estes projectos. Dizem que é uma forma de conviver e de melhorar as relações entre todos.
Cláudia Tavares, 23 anos, é técnica no “Arte For All” há cerca de um ano e faz parte das camadas jovens que passaram a adolescência inseridas nestas actividades. Diz que o projecto veio mudar a forma como as pessoas lidam umas com as outras no bairro, ligando-as, dando-as a conhecer e criando laços mais fortes, o que considera ser essencial para um bairro justo, harmonioso e saudável. Lamenta, no entanto, que há vários anos as coisas tenham sido diferentes, com problemas entre os moradores, mas hoje sente-se feliz por o espaço ser seguro e cheio de vida.

Empresa de processamento e comercialização de areia de sílica, argilas, minerais de feldspato, olivina e reciclagem de vidro produz, na sua unidade de Rio Maior, cerca de 600 mil toneladas de areia de sílica por ano. A Sibelco estabeleceu-se em Portugal em 1973 e existe desde 1872 estando presente em 31 países. A empresa tem na sua visão estratégica a aposta na sustentabilidade, segurança e redução das emissões de dióxido de carbono.
Jorge Ribeiro é um exemplo de trabalho e sacrifício na procura de uma vida melhor. Foi da Póvoa de Santarém para Inglaterra para poder dar melhores condições de vida à sua filha Aline.
Iniciativa promove visitas e reuniões descentralizadas em todas as freguesias e suas localidades
A ribeira de Cuba, na freguesia de Alcanede, foi alvo de uma acção de reabilitação na manhã de sábado, 24 de Setembro
Espectáculo “Um Tordo na Filarmónica” está agendado para sábado, dia 8 de Outubro
Espaço faz parte da história de Vila Franca de Xira.
Cheiro e sujidade na varanda são o que mais preocupa a vizinhança. Câmara e junta apelam ao civismo da comunidade para não alimentar os pombos.
A Mercar surgiu em 1983 integrada no Grupo Ultrena e desde 1994 é uma empresa familiar que tem os olhos postos no futuro respeitando três princípios de actuação que são: Qualidade, Rentabilidade e Volume. A empresa que representa as marcas Renault e Dacia dá uma especial importância à formação e valorização profissional dos seus colaboradores, o que tem sido também importante para se manter na vanguarda num sector exigente.
Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, decidiu visitar a Escola Superior de Desporto de Rio Maior praticamente em cima da hora. Presidente da câmara não a acompanhou nem se fez representar alegando razões de agenda, mas lamenta que alguns membros do Governo se desloquem aos territórios sem dizerem nada aos autarcas.
Líder do município de Torres Novas, Pedro Ferreira, que se o Governo optar pela construção do novo aeroporto no concelho de Santarém esse investimento poderá trazer “um desenvolvimento económico imparável” para a região.
Santarém é uma das possíveis localizações que vai ser estudada
A empresa produz madeira para paletes e embalagem, solhos, molduras, vigas, barrotes e ripas.
Workshop Preparar o Atleta do Futuro, organizado desde 2011 pelo Município, já vai na 20.ª edição
Rapaz, de 10 anos, estava num antigo armazém devoluto, na Rua António Sérgio, em Alpiarça.
Abate para transformação e comercialização de carne e produtos à base de carne
Autarcas locais temem saída do médico devido às condições “indignas”.
Despacho publicado no Diário da República reconhece como “catástrofes naturais” vários incêndios rurais de grandes dimensões que afectaram um conjunto de concelhos sobretudo no Norte e no Centro do país.
A Fonte da Igreja, em Achete, concelho de Santarém, foi restaurada e transformada, tal como o espaço envolvente, numa nova zona de fruição pública
Proposta de especialistas em segurança rodoviária em Estado australiano
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até dia 8 de Outubro
Empresa especialista na extração e transformação de pedra natural desenvolve a sua actividade apostando na inovação e com respeito pelo ambiente. A Silaco, com base operacional no concelho de Ourém, é uma empresa sustentável que tem feito um caminho de crescimento em outros países conquistando o interesse de mercados na Europa Central, nos Estados Unidos da América e no Japão.
Situação começa a causar desconforto na comunidade que diz não compreender porque é que o morador não vai procurar trabalho.
A empresa de abastecimento de água e saneamento é a primeira do distrito de Santarém distinguida pela sua acção na conciliação da vida pessoal, familiar e profissional dos seus colaboradores. A Águas de Santarém tem como principal lema a sustentabilidade e desenvolve a sua actividade com responsabilidade social e ambiental, apostando na inovação e qualidade de serviço aos clientes.
Comissão Europeia diz que recorrerá a tribunal se não forem adoptadas as medidas necessárias
A informação é da CNN Portugal, que refere que o alvo da operação é o secretário-geral da PCM, David Xavier
A empresa instalada no concelho de Benavente está a dar os primeiros passos na internacionalização depois de já ter vincado a sua presença no mercado nacional a partir da qualidade dos serviços que presta. A Servirent está preparada para fornecer módulos para salas de aula, escritórios, sanitários e balneários ou stands de vendas, por exemplo, destacando-se também na área dos contentores frigoríficos e marítimos.
Joaquim Correia Bernardo ajudou a planear o golpe militar em 25 de Abril de 1974 que levou à queda do antigo regime.
A atleta tem 17 anos e este ano vai competir em provas FIS com atletas seniores
Música e showcookings são alguns dos destaques de uma programação vasta que vale a pena colocar na agenda e não deixar passar ao lado.
Feira de Outubro continua a ter mais procura que oferta de feirantes e artesãos, mas apesar disso o presidente de Vila Franca de Xira não se compromete com o alargamento do certame. Tasquinhas, artesanato, música e esperas de toiros são alguns dos destaques.
Câmara disse desconhecer o negócio mas a empresa confirma: há movimentações em curso para adquirir os aviários desactivados na zona de Santa Sofia em Vila Franca de Xira. Investimento de 2,5 milhões de euros permite criar uma dezena de postos de trabalho.
Alojamentos vão ter um total de 112 camas para alunos das Escolas Superiores Agrária e de Educação de Santarém.
A NERSANT vai realizar até ao final do ano quatro “Farm to Fork Innovation Labs”, oficinas de apoio ao empreendedorismo dedicadas à temática da alimentação sustentável.
Manifestação decorreu na tarde de quarta-feira, 28 de Setembro
Empresa vai instalar parque fotovoltaico nas suas instalações em Fátima para reduzir emissões de CO2.
A Ecoveg SA, que em 2013 se deslocalizou para Almeirim, importa e exporta produtos para a agricultura e comercializa também marcas próprias. Especialista em fertilizantes, turfas e substratos, a empresa tem estado na vanguarda do desenvolvimento de soluções para a agricultura, como é o caso dos extratos botânicos e microrganismos que estão ganhar força em Portugal e que a empresa já fornece há 20 anos.
O MIRANTE firmou um compromisso com os empresários e a economia da região que parece selado a ferro e fogo; todos os dias corremos Ceca e Meca para termos notícias de proximidade; e nessas notícias estão sempre os empresários e as suas empresas; exactamente porque são eles que ao lado dos políticos fazem a gestão do território, influenciam as decisões, criam emprego, fazem girar a economia; o mesmo é dizer que assistem ao nascer e ao por-do-sol de cada dia que preenche as nossas vidas.
Serão 16 conferências sobre os Templários na Biblioteca António Cartaxo da Fonseca e no Centro Cultural da Barquinha, com especialistas nacionais e estrangeiros.
Catarina Manuel é pedopsiquiatra na clínica Consultórios Médicos do Jardim, na Praça da República 47, 1º, em Almeirim, junto à Farmácia Barreto do Carmo. 
O presidente da Junta de Vialonga, João Tremoço, vai a todas
Empresa de Almeirim está há três décadas no mercado nacional de revestimentos.
Empresa instalada em Tomar tem-se desenvolvido fruto da aposta em tecnologias modernas e com rigorosa selecção dos sub-produtos que transforma empenhando-se também na suficiência energética. Actualmente a destilaria está dotada de autómatos e programas de monitorização de toda a destilaria.
A Várzea de Vialonga continua a ser ocupada indevidamente por várias empresas que vão fazendo negócio em terrenos classificados como Reserva Ecológica Nacional
No centro de Torres Novas a animação de carácter popular vai ser assegurada por artistas locais, ranchos folclóricos, bandas de música tradicional e fadistas.
Música, artes circences, fanfarras, estátuas vivas e street food animaram o final do Verão em Tomar. Adesão do público motiva município a dar continuidade ao Art’in Rua, que levou à cidade milhares de pessoas.
Dois homens, de 51 e 55 anos, foram detidos pela GNR de Vila Nova da Barquinha por exercerem irregularmente a actividade de segurança privada nesse concelho.
Requalificação das ruas do centro da vila de Azambuja vai prolongar-se até Fevereiro de 2023 e custar mais 127 mil euros devido a trabalhos não contemplados no projecto inicial. Município avalia possibilidade de indemnizar comerciantes queixosos.
À margem
No mundo, estima-se que um terço dos alimentos produzidos é desperdiçado, o que equivale a mais de 1,3 mil milhões de toneladas
Jornadas Nacionais de Catequistas 2022 vão decorrer em Fátima nos dias 22 e 23 de Outubro
Vereador socialista criticou assinatura de acordo sem ser dado conhecimento do mesmo à oposição. Protocolo visa fomentar a cooperação entre os dois municípios sobretudo nas áreas do desporto, turismo e cultura.
O suspeito, um contabilista da organização, que está desaparecido, foi fazendo desvios de dinheiro mensalmente ao longo de vários anos
As doenças cardiovasculares são responsáveis por um terço das mortes que ocorrem em Portugal. Só o enfarte do miocárdio mata, em média, 12 pessoas por dia.
Município está a estudar a possibilidade da atribuição de um seguro de saúde para todos, como nova medida para garantir à população um acesso a cuidados de saúde primários no privado. Já foram recebidas propostas de seguradoras.
Paulo Cláudio é polícia de profissão e presidente do Rancho Folclórico do Verdelho desde 2012. O dirigente afirma a O MIRANTE que nos próximos anos quer que a associação se aproxime da centena de sócios.
Manobras vão ocorrer nos municípios de Vila Nova da Barquinha, Constância, Chamusca, Abrantes, entre outros
À semelhança de exercícios anteriores, são recomendadas diversas medidas à população, nomeadamente não levantar, deslocar ou mexer em qualquer granada ou engenho explosivo encontrado.
Espaço conta com artesanato e produtos locais, havendo a hipótese de se fazer a encomenda e recebê-la em casa assim que se chega da viagem.
Vítor Moura tomou posse como presidente do Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA) em Novembro de 2021 e descreve a O MIRANTE o momento que a instituição vive após a gestão atribulada de Nelson Carvalho. O também vereador do PSD na Câmara de Abrantes fala das dificuldades com que se deparou à chegada, em especial na parte financeira, mas não desiste de ser optimista quanto ao futuro e diz ser imperioso aumentar a resposta em lar para cidadãos deficientes.
Devido às obras, as piscinas municipais de Ourém vão fechar ao público na sexta-feira e a previsão de reabertura é o início do Verão.
Medidas defendidas pelo Bloco de Esquerda teriam um impacto financeiro na ordem dos 3,5 milhões de euros nas contas municipais, referiu o presidente da câmara.
José Saramago em Castril, com Pilar, na inauguração de uma biblioteca com o seu nome e as recordações de “certas histórias tristes da minha terra, recentes e antigas, conhecidas algumas, outras que por caridade guardo para mim, a vergonha que uns quantos deveriam sentir, mas afinal não sentem”.
José Eduardo Marçal teve uma passagem efémera pela política em cargos públicos. Era militante do PSD, mas desfiliou-se há quase cinco anos por estar farto de ver jogos de interesses e de as ideias brilhantes não valerem nada nos partidos.
Exposição é inaugurada no dia 7 de Outubro, pelas 18h00.
​O secretário de Estado do Desporto, João Paulo Correia, visitou o Centro de Alto Rendimento Hippos Golegã, concebido para receber cavaleiros, equipas e selecções nacionais e internacionais de desporto equestre.
Concurso público para as Actividades de Enriquecimento Curricular voltou à discussão na Assembleia Municipal, onde foi questionada a contratação desse serviço a uma empresa em detrimento da associação Choral Phydellius. Factor preço foi decisivo.
O Dia de Campo do Centro Nacional de Competências das Culturas do Milho e Sorgo reuniu 300 participantes em Coruche e durante os trabalhos foram assinados dois protocolos estratégicos para a fileira do milho que envolvem instituições de ensino e investigação.
Iniciativa da Associação de Familiares e Amigos do Doente Psicótico (FARPA) vai estar em exibição de 10 a 21 de Outubro na Escola Superior de Educação de Santarém.

source

Caso da igreja invadida: Barroso distorce lei e apela a "racismo estrutural" – Gazeta do Povo

Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.
Para restabelecer o mandato do vereador de Curitiba Renato Freitas (PT), cassado após invadir uma igreja em Curitiba, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve de fazer um malabarismo jurídico e contrariar suas próprias visões em julgamentos passados. Em sua decisão, o magistrado ainda apelou à tese do racismo estrutural – isto é, à ideia de que nossa sociedade foi estruturada com base na discriminação racial.
>> Faça parte do canal de Vida e Cidadania no Telegram
Em 5 de fevereiro, Freitas participou de uma invasão da Igreja Nossa Senhora do Rosário, em Curitiba, logo após uma missa. Dezenas de pessoas de seu grupo, com bandeiras do PT e do PCB, entraram à força no templo e começaram a gritar palavras como “racistas” e “fascistas”, dirigidas aos católicos. Antes, o grupo atrapalhou a celebração com gritos na escadaria da Igreja, o que obrigou o padre Luiz Haas a rezar a liturgia às pressas.
Depois de o vereador ser cassado na Câmara Municipal por perda de decoro parlamentar, em 22 de junho, a defesa, que não admite existir ilícito e sustenta a tese de “racismo estrutural”, recorreu ao STF. Em uma decisão em que muda a forma como votou no passado em situações similares, Barroso, relator do caso, acatou o argumento da defesa de Freitas de que o processo de cassação não seria válido por ter extrapolado o prazo de 90 dias.
Ainda que o mérito da infração não estivesse sendo julgado, o ministro aproveitou a decisão para dar sua visão sobre o caso. Na interpretação de Barroso, o ato de perturbar cerimônia ou prática de culto religioso – previsto como crime no artigo 208 do Código Penal brasileiro – pode ser descrito como “liberdade de expressão de grupos minoritários em manifestações críticas”.
O magistrado ainda sugeriu que a punição ao vereador poderia ser uma injustiça fruto de “racismo estrutural”. “É impossível dissociar a cassação do mandato do pano de fundo do racismo estrutural da sociedade brasileira”, afirmou o ministro na decisão. “Talvez não por acaso, o protesto pacífico em favor de vidas negras, feito pelo vereador reclamante dentro de igreja, motivou a primeira cassação de mandato na história da Câmara Municipal de Curitiba”, complementou, insinuando que os parlamentares que cassaram o mandato de Freitas teriam uma motivação racista como pano de fundo.
Apesar do discurso ideológico de Barroso, o fundamento da decisão foi uma questão de caráter técnico envolvendo um conflito de entendimentos sobre os prazos previstos em lei para a duração de processos de cassação. Para juristas consultados pela Gazeta do Povo, o ministro acatou uma interpretação equivocada das leis que versam sobre o tema.
Uma lei federal da época da ditadura militar prevê uma duração máxima de 90 dias corridos (art. 5º, VII, do Decreto-Lei nº 201/1967) para o processo de cassação. Já o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba estabelece 90 dias úteis, prorrogáveis no mesmo período.
A representação pela cassação foi admitida pela Mesa da Câmara de Vereadores em 10 de fevereiro deste ano. Já o julgamento foi concluído apenas em 5 de agosto e a resolução da perda do mandato em 8 de agosto. Com isso, foram mais de 90 dias corridos para a decisão final.
Para dar a liminar favorável a Freitas, Barroso afirmou que haveria “plausibilidade jurídica” para adotar a lei federal e não a regra estabelecida na Câmara Municipal. A determinação contraria decisões anteriores do próprio Barroso (leia mais aqui).
O advogado especialista em Direito Constitucional Acácio Miranda explica que a lei citada pela defesa de Freitas e por Barroso, o Decreto-Lei nº 201/1967, prevê que os crimes de responsabilidade de prefeitos sejam julgados pelo Poder Judiciário, sem citar os vereadores. Já nos artigos quarto e sétimo, respectivamente, estabelece que as infrações político-administrativas de prefeitos e vereadores estão sujeitas ao julgamento pela Câmara dos Vereadores, com possibilidade de cassação do mandato.
No caso de Freitas, a cassação se deu por quebra de decoro parlamentar, uma infração político-administrativa – o Conselho de Ética da Casa afastou as denúncias de invasão da igreja e de interrupção de culto religioso. Ou seja, para fundamentar a decisão (e driblar entendimentos anteriores) Barroso utilizou para o vereador a lei federal destinada a prefeitos, sem diferenciar crime de responsabilidade de infração político-administrativa.
“O Barroso fez [isso] muito mais pelo clamor das circunstâncias, dado que o caso foi amplamente divulgado no noticiário, do que com base em aspectos jurídicos”, afirma Miranda. “No caso das infrações político-administrativas, como é o caso do vereador de Curitiba, cabe ao próprio município regulamentar”, diz o advogado.
Antes de julgar o caso de Freitas, Barroso tendeu a reconhecer a responsabilidade da Câmara de Vereadores em processos de cassação por quebra de decoro. Isso ocorreu, por exemplo, em 2020, quando ele avaliou o caso do ex-vereador Vilmar Emílio Heming, cassado na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo (RS) (Rcl 41.280). O ministro afirmou que a cassação não era de responsabilidade federal. Em outro processo, de 2021, Barroso também não restabeleceu o mandato da ex-vereadora Flavia Murray Dartora, que recorreu da decisão na Câmara Municipal de Vereadores de São Miguel do Iguaçu (PR) (Rcl 47.189) pelo mesmo motivo.
“Quebra de decoro não é crime, é uma infração político-administrativa. Então, isso não se aplica ao Decreto-Lei, pode ser a legislação local”, explica Thiago Vieira, mestre em Direito e presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR). “O posicionamento do ministro era totalmente oposto em outros casos”, complementa.
Na liminar a favor de Freitas, Barroso não analisa o atentado à liberdade religiosa em nenhum momento e chama o protesto de “pacífico”. Como já mostrou a Gazeta do Povo em relato sobre a invasão, o protesto perturbou a celebração de uma missa.
Vieira observa que a defesa de grupos raciais, de mulheres, de religiosos e de outros grupos discriminados não pode ser perpetrada por meio de crimes. Ele lembra que o Código Penal, em seu artigo 208, tipifica o crime de perturbar cerimônia ou prática de culto religioso. “Gritar palavras de ordem em defesa da igualdade racial é lícito, mas não na frente de um culto religioso, para atrapalhar; nesse caso, deixa de ser lícito e passa a ser crime”, diz. “Por meio de uma decisão provisória, ele [Barroso] legitimou atos criminosos. Então, é como se para defender uma pauta se pudesse depredar o patrimônio público, por exemplo”, acrescenta.
O especialista em Direito Constitucional Acácio Miranda destaca que a liberdade de expressão não é um direito absoluto. “Todos os nossos direitos terminam quando começam as nossas obrigações. Temos a obrigação de combater atos racistas. Mas, a partir do momento em que se impõe dano a um terceiro, há um excesso em relação a isso. Se fosse um ato na porta da igreja, ninguém discutiria isso. Mas, a partir da entrada na igreja, já sai da esfera da liberdade de expressão”, explica.
Máximo de 700 caracteres [0]
Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade, incluindo o recebimento de conteúdos e promoções da Gazeta do Povo. O descadastramento pode ser feito a qualquer momento neste link.
WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Apenas assinantes podem salvar para ler depois
Saiba mais em Minha Gazeta
Você salvou o conteúdo para ler depois
As notícias salvas ficam em Minha Gazeta na seção Conteúdos salvos. Leia quando quiser.
Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Carregando notificações
Aguarde…
Os recursos em Minha Gazeta são exclusivos para assinantes
Saiba mais sobre Minha Gazeta »

source

Racismo, traição e família: o apimentado debate a governador da Bahia – VEJA

O debate entre candidatos a governador da Bahia realizado pela TV Bahia, afiliada da Rede Globo, teve momentos de tensão, ironias e muitas acusações, quase todas em torno do, por ora favorito, ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).
ACM Neto foi questionado principalmente pelo fato de ter se declarado de cor “parda” no registro de sua candidatura, uma questão delicada em um estado onde a maioria da população é negra ou parda e a questão racial é tratada com prioridade.
Logo de cara, o candidato do PSOL Kleber Rosa, que é negro, chamou ACM Neto de “afroconveniente”. Na carona de uma pergunta de Jerônimo sobre a polêmica racial, o ex-ministro João Roma (PL), que foi aliado por anos de ACM Neto, também cutucou o ex-prefeito. “Jerônimo, não exija tanto de um candidato que não sabe nem a cor da sua pele. Nesses 20 anos de convivência que ele falou (com ACM Neto), nunca me disse que era negão”, afirmou.
A longa convivência entre ambos havia sido citada por ACM Neto após ter sido atacado por Roma, que dissera que o ex-prefeito não tinha “nem condições psicológicas” para governar a Bahia.
ACM rebateu colocando a família de Roma no meio. “Você tem na sua marca de vida como característica principal a deslealdade e a sede de poder. Você foi meu amigo por 20 anos. Vocês estão vendo ele me criticar. Eu garanto que você que está aí do outro lado não faz ideia de que essa mesma pessoa me convidou para ser padrinho da filha dele. Eu não queria entrar nesse tipo de assunto, mas imagine: vocês, quando têm um filho e vão batizar, escolhem para padrinho a pessoa que mais gostam. Pois é. Eu sou padrinho da filha dele”, disse ACM Neto.
Roma não gostou de ver a família citada e revidou. “Eu passei 20 anos limpando o chão para você. Quando foi anunciado que eu fui convidado para ser ministro, você mandou uma pessoa me dizer que não queria mais falar comigo”, disse. E emendou: “Se o senhor não respeita a sua família, respeita a minha”, disse.
A tensão na eleição baiana ocorre em um momento em que o amplo favoritismo de ACM Neto, que sempre liderou com amplas margens os levantamentos de intenção de voto, começou a ser colocado em xeque nas últimas pesquisas, que mostram uma rápida ascensão de Jerônimo Rodrigues, apoiado pelo governador Rui Costa (PT) e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
R$ 1,00/mês 
A partir de R$ 9,90/mês 
A partir de R$ 9,90/mês 
A partir de R$ 9,90/mês 
A partir de R$ 9,90/mês 
A partir de R$ 9,90/mês 
Leia também no GoRead
Copyright © Abril Mídia S A. Todos os direitos reservados.
Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.
Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo
– R$ 1 por mês.

– Acesso ao conteúdo digital completo até o fim das eleições.

– Conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e acesso à edição digital da revista no app.

– Válido até 31/10/2022, sem renovação.
2 meses por R$ 2,00
( Pagamento Único )
Acesso digital ilimitado aos conteúdos dos sites e apps da Veja e de todas publicações Abril: Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Placar, Superinteressante,
Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
a partir de R$ 9,90/mês

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)

source

Lula e o apoio dos artistas – Jornal i

Era uma época em que os jovens lutavam por causas e tinham uma forte consciência ideológica. Hoje, pelo contrário, os mais novos não escondem o seu enorme desinteresse pela política, aliás espelhado nas altas taxas de abstenção.

Há mais de 50 anos Woodstock foi um poderoso foco de protestos contra a guerra do Vietname. Mais ou menos por essa altura, as músicas de Bob Dylan passavam mensagens contra a discriminação social e John Lennon, em Imagine, falava de um mundo diferente, sem fronteiras nem conflitos.
Era uma época em que os jovens lutavam por causas e tinham uma forte consciência ideológica. Hoje, pelo contrário, os mais novos não escondem o seu enorme desinteresse pela política, aliás espelhado nas altas taxas de abstenção.
Ainda assim, estranhamente, tem-se tornado cada vez mais comum os grandes concertos virarem verdadeiros comícios.
Ainda recentemente, a cantora brasileira Anitta – a mesma que subiu ao palco do Rock in Rio, em Lisboa, com uma bandeira de Espanha – declarou o seu apoio a Lula da Silva e o seu ódio a Jair Bolsonaro.
São muitos os artistas e intelectuais brasileiros que têm dado o seu apoio a Lula: além de Anitta, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Chico Buarque, só para citar os mais conhecidos.
Depois, surge um nome um pouco mais insólito: o do vocalista dos Pink Floyd, Roger Waters. “O Lula é candidato à presidência e ele deve ter o nosso apoio, porque ele já esteve nessa posição, é um candidato verdadeiro e confiável para as pessoas do Brasil”, explicou, como se estivesse a falar com crianças ou com pessoas com problemas cognitivos.
É espantoso como um homem que liderou um dos governos mais corruptos de que o Brasil tem memória consegue reunir tanto consenso à sua volta.
Não sei qual será a influência que estes artistas têm sobre os eleitores, se arrastam ou não votos, se os seus apelos são ou não ouvidos.
Mas sei que associarem o seu nome a um político como Lula, um homem com uma sede de poder imensa, uma clientela duvidosa e um historial problemático, acaba por manchá-los um pouco. E outra coisa: democracia devia ser também aceitar que as pessoas são adultas e deixá-las pensar pela sua própria cabeça.

Há seis décadas, na Cuba de Fidel Castro os homossexuais eram ostracizados por serem “contrarrevolucionários”. Agora,
É lançado hoje, no Restelo, pelas 17h30, o livro Matateu e Vicente, Dois Irmãos Belenenses, da autoria de Carlos Pere
O Centro de Artes Digitais Ideal de Barcelona recebe uma exposição imersiva, que transporta os visitantes numa viagem
A linha atendeu, em dois anos e meio, mais de 173 mil chamadas, sendo que, dessas, mais de 10.800 eram de profissiona
A ativista esteve hoje esteve na Assembleia da República para defender que o crime de violação seja público.
James Baugh foi condenado a 57 meses de prisão. 
Antigo líder parlamentar do PSD está acusado pelo homicídio de Rosalina Ribeiro. 
Primeiro-ministro defendeu “cautela máxima” na subida dos salários e justificou mudança de posição relativamente às p
Decisão será conhecida no final de 2023. Pedro Nuno Santos já deixou um recado: “Quem decide a nova localização é o E

iOnline

source

Guterres pede investigação independente sobre morte de iraniana de 22 anos – ONU News

Imprimir
Secretário-geral emitiu nota sobre Mahsa Amini que entrou em coma dias após ser presa por não “usar corretamente” o hijab, o véu para as mulheres; dezenas de manifestantes morreram e centenas foram presos em protestos de rua.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu ao presidente do Irã, Ebrahim Raisi que não permita o uso de “força desproporcional” contra manifestantes que saíram às ruas em protesto à morte de uma jovem, de 22 anos, que estava sob custódia da polícia da moral.
Mahsa Amini estava visitando Teerã, capital do país, quando foi abordada pela polícia por não “estar usando corretamente o hjab”, o véu obrigatório para as mulheres. Sob custódia, ela desmaiou, entrou em coma, e morreu três dias depois.
Segundo agências de notícias, ela teria morrido do coração, mas a família alega que Mahsa foi espancada.
Em Nova Iorque, o líder das Nações Unidas, António Guterres, pediu uma investigação independentes da morte da jovem. O secretário-geral se reuniu com o presidente iraniano durante os debates da Assembleia Geral. Ele enfatizou ao presidente Raisi “a necessidade de respeitar os direitos humanos, incluindo a liberdade de expressão, reunião pacífica e associação.”
 
Uma das maiores preocupações é com relatos de um número crescente de mortes, incluindo mulheres e crianças, relacionadas aos protestos. Em nota, o líder da ONU “pede às forças de segurança que se abstenham de usar força desnecessária ou desproporcional e apela a todos para que exerçam a máxima contenção para evitar uma maior escalada”. Dezenas de pessoas morreram e centenas foram presas desde o início dos protestos há 12 dias.
Guterres pediu uma investigação rápida, imparcial e eficaz sobre a morte de Mahsa Amini.
Em nota separada, especialistas de direitos humanos solicitam ao Irã que suspenda, de imediato, a sentença de execução de duas mulheres condenadas à morte pelo apoio aos direitos de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans, conhecidas por Lgbt.
Zahra Sedighi-Hamadani e Elham Choubdar foram julgadas em agosto. Em 1º de setembro, foram notificadas da condenação à morte pelo Tribunal da Revolução Islâmica de Urumieh por acusações de “corrupção na terra” e “tráfico”. A cidade é a capital da província do Azerbaijão Ocidental.
 
 
O grupo de peritos condena com veemência o veredicto e pede a suspensão e anulação seja feita o mais rápido possível. Para eles, as autoridades devem garantir a saúde e o bem-estar das envolvidas e liberá-las prontamente da detenção. 
O sistema legal do Irã proíbe explicitamente a homossexualidade e as relações entre pessoas do mesmo sexo estão sujeitas à pena de morte de acordo com o código penal do país.
A decisão judicial e a ordem de condenação não são públicas. Apesar disso, os especialistas disseram ter sido informados de que as acusações diziam respeito a discursos e ações em apoio aos direitos humanos dos Lgbt que “enfrentam discriminação no Irã com base em sua orientação sexual e identidade de gênero”.
O grupo de especialistas disse ter recebido relatos de acusações de tráfico contra as mulheres relacionadas aos esforços para ajudar pessoas em risco a deixar o território iraniano. 
A preocupação em relação ao Governo do Irã é de que as duas mulheres possam ter sido detidas arbitrariamente, maltratadas e processadas com base na discriminação de orientação sexual ou identidade.
 
Imprimir

source

Tribunal paulista encerra 3ª edição da Semana de Acessibilidade – Portal CNJ – CNJ

Transparência e Prestação de Contas
Ouvidoria
A 3ª edição da Semana da Acessibilidade, iniciativa organizada pela Coordenadoria de Apoio aos Servidores (CAPS), em parceria com a Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP) do Tribunal de Justiça de São Paulo, terminou na última sexta-feira (23/9). O último dia contou com a participação do secretário nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Claudio de Castro Panoeiro, e da magistrada do TJSP e juíza auxiliar no Supremo Tribunal Federal (STF) Flávia Martins de Carvalho.
Em uma semana inteira de palestras online exibidas pela plataforma Teams, mais de 1.800 pessoas, entre magistrados e servidores, acompanharam as apresentações de especialistas em diversos assuntos ligados à acessibilidade, como tecnologia assistiva, combate à discriminação, barreiras atitudinais e avanços na legislação. Além disso, o evento marcou o lançamento do Guia de Acessibilidade, material informativo disponibilizado virtualmente aos servidores do TJSP com orientações gerais sobre inclusão e atendimento às pessoas com deficiência.
Abrindo o último dia, Claudio de Castro Panoeiro abordou a acessibilidade sob a perspectiva das políticas públicas, especialmente do Cadastro Inclusão e do Sistema Nacional de Informações sobre Deficiência (SISDEF), importantes instrumentos no fornecimento de dados para os gestores públicos implementarem ações inclusivas de forma mais assertiva. “Nossa ideia é alcançar todo o universo de pessoas com deficiência no Brasil, ou seja, 17,3 milhões de pessoas, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. Para isso, avançaremos na construção do novo modelo único de avaliação biopsicossocial”, disse o secretário.
Ao encerrar evento, a juíza Flávia Martins de Carvalho ressaltou que é necessário um esforço contínuo no acolhimento de pessoas com deficiência no sistema de Justiça, sobretudo para garantir a esses cidadãos o acesso pleno a seus direitos. Para ela, a obrigação vai além da necessidade de empatia. “Promover inclusão e acessibilidade não tem nada a ver com o campo da moralidade. O que o sistema de Justiça faz não é uma caridade, é um dever legal”, frisou a magistrada.
Assista às palestras
Resumo da Semana
A 3ª Semana de Acessibilidade teve início na última segunda-feira (19), com abertura conduzida pelo corregedor-geral da Justiça de São Paulo, desembargador Fernando Antonio Torres Garcia, e pelo coordenador da CAPS e integrante da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do TJSP, desembargador Irineu Jorge Fava, que destacaram iniciativas inclusivas promovidas pelo Tribunal nos últimos anos. A palestrante do dia foi a enfermeira e fonoaudióloga Sheila de Souza Vieira, que abordou a importância do papel ativo das pessoas com deficiência na luta pela acessibilidade.
No dia seguinte, Lilian Maria Candido de Souza Dornelas, mestre em Distúrbios da Comunicação Humana, abriu os trabalhos mostrando as principais ferramentas de tecnologia assistiva e a contribuição destas para a autonomia e qualidade de vida de pessoas com deficiência. Na sequência, a diretora clínica e fundadora do Grupo Método Intervenção Comportamental, Maria América Coimbra de Andrade, trouxe aspectos importantes do Transtorno do Espectro Autista (TEA), abordando os diferentes sistemas de classificação ao longo das últimas décadas e os desafios impostos à sociedade na inclusão dessas pessoas.
O combate ao preconceito foi o grande tema da quarta-feira (21/9), data em que se comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A primeira palestrante foi a juíza auxiliar do TJSP Larissa Kruger Vatzco, que falou sobre capacitismo, ou seja, as diversas formas de discriminação sofridas por pessoas com deficiência, destacando aspectos estruturais e sociais e a importância do uso da terminologia correta. Na mesma linha, a cientista social Melissa Bahia palestrou sobre barreiras atitudinais, que são comportamentos que impedem ou reduzem a participação social e acesso a direitos das pessoas com deficiência.
Já o penúltimo dia de programação teve abertura do juiz assessor da Presidência e integrante da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do TJSP, Alexandre Andretta dos Santos, que apontou avanços do Poder Judiciário em termos de inclusão, destacando o intercâmbio com outros tribunais do país. Ele foi seguido pelo secretário-geral da Organização Nacional de Cegos do Brasil e servidor do TJRJ, Márcio Castro de Aguiar, que falou das grandes conquistas e desafios da inclusão no Poder Judiciário, e pelo procurador do Banco Central e vice-presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB-RJ, Luís Claudio Freitas, que abordou os avanços legislativos e a mudança de paradigma proporcionada pela Lei Brasileira de Inclusão. Ao final, foi exibido vídeo da Capoeira Inclusiva promovida pela Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).
Fonte: TJSP
Macrodesafio - Garantia dos direitos fundamentais
Macrodesafio - Fortalecimento da relação interinstitucional do Judiciário com a sociedade
Durante o período emergencial, o atendimento está sendo feito prioritariamente por e-mail:
Por favor habilite seu javascript para enviar este formulário
SAF SUL Quadra 2 Lotes 5/6
CEP: 70070-600
Localização no Google Maps
Telefone (61) 2326-5000
CNPJ: 07.421.906/0001-29
 Política de Privacidade/Termos de uso
 Acesso à Informação
 Balcão Virtual
 Carta de Serviços
 Contatos
 Corregedoria – Marcação de Audiência
 Espaço do Servidor

source

Arezzo lança coleção inspirada na cultura africana e é acusada de racismo – Tribuna Online


Esqueci minha senha
Não tem conta? Acesse e saiba como!

A marca de calçados Arezzo lançou, na semana passada, uma coleção inspirada na ancestralidade e estampas africanas.
No entanto, foi na noite desta terça-feira (27) que a campanha repercutiu, negativamente, nas redes sociais.
Isso porque a garota-propaganda é Jade Picon, que é branca. A coleção faz parte da comemoração dos 50 anos da empresa.
Para a celebração, a Arezzo fez parceria com cinco nomes da moda brasileira, que foram convidados a reinterpretar modelos de sapatos ícones de cada década, começando nos anos 1970.
Uma das parcerias é a marca de roupas de Salvador, Meninos Rei, que, segundo descrição do próprio site, tem como proposta “enaltecer nossa cultura ancestral e celebrar a valorização da nossa raça”.
No Instagram, a marca publicou um vídeo de Jade Picon explicando o conceito da campanha e, na legenda, foi explicado o motivo da parceria com a Arezzo.
“A Meninos Rei foi convidada para fazer parte da campanha que celebra este marco com a missão de recriar um dos modelos best-seller da Arezzo nos anos 70: a sandália Anabela”, iniciou.
“Nossa releitura contou com estampas étnicas hiper coloridas, um trabalho minucioso de patchwork e referências ancestrais que fazem parte do nosso DNA (…) Nossa inspiração para fazer essa releitura foi o que nos alimenta, nossa ancestralidade. As estampas africanas, o patchowrk, o nó que faz a amarração foi uma alusão aos turbantes, coroas e símbolo de empoderamento feminino”, explicou a marca.
Nas redes sociais, usuários acusaram a marca de racismo por usar uma garota-propaganda branca para ilustrar uma coleção baseada na moda africana.
A reportagem entrou em contato com os envolvidos, porém não obteve retorno até a publicação deste texto.  
Quer receber as últimas notícias do Tribuna online? Entre agora em um de nossos grupos de Whatsapp
Quer receber as últimas notícias do Tribuna online? Entre agora em nosso grupo do Telegram

source

Show de Rihanna no Super Bowl é vitória contra racismo na NFL – VEJA

Com o título de “Heroína nacional” em Barbados, onde nasceu, a cantora Rihanna foi homenageada com um feriado nacional no dia de seu aniversário em 20 de fevereiro. No ano que vem, oito dias antes da data em que ela completará 35 anos, em 12 de fevereiro, um outro feriado, desta vez informal, acontecerá nos Estados Unidos. Sem lançar nada inédito desde 2016, e sem se apresentar ao vivo desde 2018, no Grammy, a cantora voltará aos palcos no show do intervalo do Superbowl, a grande final do campeonato nacional de futebol americano (por lá chamado de campeonato mundial, mas onde só jogam times americanos, vá entender). O que importa, no entanto, é que essas apresentações, que duram em média 15 minutos, são responsáveis pelas maiores audiências da TV americana, transmitidas em todo o mundo e movimentam bilhões de dólares em anúncios publicitários. Convidar Rihanna para o show, portanto, é um tiro certeiro que enche os fãs de expectativas. O anúncio, confirmado pela cantora em suas redes sociais, foi feito após rumores de que Taylor Swift teria sido convidada, mas recusou para focar em seu novo álbum.
Em entrevista à rádio online Apple Music 1, o rapper Dr. Dre, que fez o último show do intervalo, ao lado de Kendrick Lamar, Eminem, Mary J. Blige e Snoop Dogg, contou que Rihanna tem a oportunidade de surpreender o mundo. “Eu apenas gosto dela e do que ela faz e de como ela aborda sua arte”, disse Dr. Dre. “É fantástico. Ela tem a oportunidade de realmente nos surpreender. Eu sei que colocamos o sarrafo lá no alto.” Neste ano, a patrocinadora do espetáculo será a Apple Music, que pagou 50 milhões de dólares pelo espaço, antes ocupado pela Pepsi.
O fato é que o retorno de Rihanna aos palcos, especialmente no Superbowl, marcará uma mudança de postura da cantora e também do NFL. Em 2019, ela havia sido convidada para se apresentar, mas recusou a oferta como forma de solidariedade ao jogador Colin Kaepernick, que havia protestado em 2016 contra o racismo, se ajoelhando durante a execução do hino nacional americano antes das partidas – e foi demitido por causa disso. “Existem coisas naquela organização que eu não chego nem perto de concordar e eu não cederia meus serviços para a NFL”, ela disse na ocasião, em entrevista a Vogue.
O tempo passou, a NFL tomou algumas atitudes para mitigar a pecha de racistas, como, por exemplo, ter atualmente cinco treinadores negros comandando os times, um grande avanço, porém insuficiente, já que quase 70% dos jogadores da liga são negros. O próprio show do intervalo também refletiu essa mudança. Além da última apresentação, que contou com Dr. Dre, Snoop Dogg, Eminem, Mary J. Blige, Kendrick Lamar, 50 Cent e Anderson .Paak, a do ano passado teve o rapper The Weeknd e a de 2020 teve a participação de artistas latinos como Shakira, Jennifer Lopez, Bad Bunny, J Balvin e Emme Maribel Muñiz.
A outra grande expectativa dos fãs é pelo aguardado lançamento de seu álbum de inéditas – ou pelo menos de algumas canções inéditas – que poderão ser apresentadas no show. O último disco da artista foi ANTI, de 2016. Após o nascimento de seu primeiro filho neste ano, ela afirmou que tem cantado apenas canções de ninar, mas que os fãs poderiam esperar por novas músicas. “Uma coisa de cada vez”. Se tudo der certo, Rihanna poderá superar o recorde de Katy Perry, que se apresentou em 2015 para uma audiência na TV americana de 118,5 milhões de pessoas. Dona de um patrimônio de 1,7 bilhão de dólares, a maior parte proveniente dos lucros com a linha Fenty Beauty, a apresentação também será uma excelente vitrine para sua marca, onde ela poderá expor seus produtos. Trata-se de um jogo em que ninguém entrou para perder.
R$ 1,00/mês 
A partir de R$ 9,90/mês 
A partir de R$ 9,90/mês 
A partir de R$ 9,90/mês 
A partir de R$ 9,90/mês 
A partir de R$ 9,90/mês 
Leia também no GoRead
Copyright © Abril Mídia S A. Todos os direitos reservados.
Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.
Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo
– R$ 1 por mês.

– Acesso ao conteúdo digital completo até o fim das eleições.

– Conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e acesso à edição digital da revista no app.

– Válido até 31/10/2022, sem renovação.
2 meses por R$ 2,00
( Pagamento Único )
Acesso digital ilimitado aos conteúdos dos sites e apps da Veja e de todas publicações Abril: Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Placar, Superinteressante,
Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
a partir de R$ 9,90/mês

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)

source

Preconceito: 53% desaprovam demonstração pública de afeto de LGBTQIA+ – Estadão Expresso – Estadão Expresso

Pelo menos 9,3% da população brasileira se identifica como integrante da comunidade LGBT+, formada por pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans, queer, intersexo, assexuadas, pansexuais, não binárias e mais. O porcentual pode ser ainda maior, porque 8% não quiseram responder, enquanto 81% disseram não fazer parte do grupo. Os números fazem parte da Pesquisa do Orgulho divulgada na semana passada pelo Instituto Datafolha. FOTO ILUSTRATIVA: GETTY IMAGES
9% da população brasileira se identifica como LGBTQIA+;  para pesquisador, ‘Dimensionar essa comunidade é importante para orientar políticas públicas e também as ações das empresas e dos cidadãos’
Pelo menos 9,3% da população brasileira se identifica como integrante da comunidade LGBT+, formada por pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans, queer, intersexo, assexuadas, pansexuais, não binárias e mais. O porcentual pode ser ainda maior, porque 8% não quiseram responder, enquanto 81% disseram não fazer parte do grupo. Os números fazem parte da Pesquisa do Orgulho divulgada na semana passada pelo Instituto Datafolha.
A pesquisa revela que a proporção de pessoas que se identifica com alguma das letras da sigla LGBTQIAPN+ é bem maior entre os jovens do que entre os mais velhos. Dos 16 aos 24 anos, o porcentual de pessoas que se identifica como integrante da comunidade é de 18%. Cai para 13% na faixa dos 25 aos 34 anos. E vai caindo progressivamente até chegar a 5,3% entre aqueles com mais de 60 anos. O número alto de pessoas que não quiseram responder pode indicar tanto um receio de conversar com o entrevistador quanto simplesmente a não compreensão das opções.
Liberdade — “A questão de gênero tem pautado muitos debates”, constata Paulo Alves, do Datafolha, responsável pela pesquisa. “Dimensionar essa comunidade é importante para orientar políticas públicas e também as ações das empresas e dos cidadãos. É natural que o porcentual seja maior entre os mais jovens, tem a ver com a liberdade de ser, de se expressar, de falar. Os mais velhos não tiveram sequer a chance de pensar nessas possibilidades. A sociedade brasileira mudou muito nos últimos anos.”
O dimensionamento nos dá mais assertividade para cobrar politicas públicas e cobrar de forma específica: nessa região, o problema maior é de violência; nessa outra, é saúde. Esse é um avanço importante (Ana Andrade, Gerente de campanhas da ONG All Out )
A comunidade tende a ser mais presente nas regiões metropolitanas (10,9%) do que nas cidades do interior (8,2%). O mesmo ocorre entre as pessoas com maior nível de escolaridade (11% das que têm curso superior). A maioria é solteira (59%) e não tem filhos (70%). A variação entre as diferentes regiões do País também é significativa. São 10,1% no Centro-Oeste, 9,9% no Sudeste, 9,8% no Norte, 8,7% no Sul e 8,5% no Nordeste.
Silêncio — O trabalho mostrou também que 62% da população LGBTQIAPN+ economicamente ativa não costuma falar sobre sua orientação sexual ou identidade de gênero no trabalho. A hostilidade ou preconceito dentro da família é 16 pontos porcentuais mais alta do que entre o restante da população. Além disso, 17% dizem sofrer discriminação, ante 9% dos demais.
Preconceito — Para os 81% que disseram não fazer parte da comunidade, o Datafolha perguntou a opinião sobre a população LGBTQIAPN+. Segundo a pesquisa, 85% afirmaram respeitar as pessoas LGBTQIAPN+. O porcentual cai para 79% quando a pergunta é se a comunidade deve ter os mesmos direitos da população heteronormativa. E cai ainda mais, para 53%, quando o Datafolha indagou se os LGBTQIAPN+ têm direito de realizar demonstrações públicas de afeto.
Sabíamos que encontraríamos discriminação e visões preconceituosas, mas alguns números são muito fortes (Paulo Alves, do Datafolha)
‘Não tenho vergonha, mas tenho receio’ — Para o servidor público Bruno Ferreira, de 27 anos, que mora em Niterói, região metropolitana do Rio, o dado que indica discriminação não foi uma surpresa. “Existe esse mito de que a sociedade brasileira acolhe bem a diversidade”, afirma. Ferreira já foi abordado na fila do cinema por estar de mãos dadas com o namorado. “Isso vem de uma percepção equivocada de que, quando uma população minoritária ganha direitos, o outro grupo está perdendo direitos. E não é isso que acontece. Ninguém está perdendo nada.”
A designer Luiza Ribeiro, de 28 anos, que vive em Belém, no Pará concorda. “Eu não tenho vergonha de andar de mãos dadas com a minha namorada, mas tenho receio”, afirma. “Principalmente por ser mulher. Já fomos questionadas dentro de um Uber, o motorista começou a tratar a gente de forma diferente, ficou um clima tenso no carro… Aquela agonia de estar com uma pessoa que não gosta da gente.”
O seu endereço de e-mail não será publicado.



O Expresso na Perifa é um hub de conteúdo multimídia produzido por quem vive e conhece o dia a dia das comunidades e periferias do Brasil. É composto por este site, um jornal impresso, podcast e vídeos e faz parte de um projeto da 99, empresa de mobilidade e conveniência, em parceria com o Estadão Blue Studio e coletivos periféricos. Oferece uma leitura leve, rápida e sem complicação para ajudar você a compreender questões importantes da vida, da cidade e do mundo.
©️ 2019-2021 Produzido por Estadão Blue Studio | Todos os direitos reservados
©️ 2019-2021 Produzido por Estadão Blue Studio | Todos os direitos reservados
Login to your account below

Please enter your username or email address to reset your password.

source

‘A Fazenda 14’: Troca de acusações, xenofobia, bate-boca e chororô marcam formação da segunda roça – Observatório dos Famosos

Carregando…
Não foi possível carregar anúncio
Carregando…
Não foi possível carregar anúncio
Nesta terça-feira ( 27), rolou mais confusão para a formação da segunda roça da temporada em “A Fazenda 14”. Na dinâmica apresentada por Adriane Galisteu, não faltaram motivos para que os participantes justificassem suas escolhas e é claro que esses motivos geraram diversos bate-bocas entre os Jogadores.
Além da discussão de sempre, já consagrada nas dinâmicas entre Deolane Bezerra e Deborah Albuquerque, onde a Dra. trouxe a tona um problema vivido pela ex-Power Couple Brasil, no passado, com uma fala polêmica, a mãe ainda acabou acusando a fênix de querer roubar o posto de apresentadora de Adriane Galisteu no ao vivo.
Outro momento marcante, foi a indicação de Vini Buttel, pelo fazendeiro Shayan. Depois de já ter vivido problemas com uma fala interpretada com homofóbica direcionada a Alex Gallete na primeira formação da roça semana passada, o marombeiro voltou a causar estranheza com suas falas, ao se posicionar preconceituosamente deixando claro que estava cometendo um ato de xenofobia, quando discutia com o iraniano e se referiu aos paraguaios de forma negativa.
Surpresa por ser puxada da baia por Deborah, para ocupar o quarto lugar da roça Ingrid Ohara não se conformou e caiu no choro, por várias horas depois da dinâmica do ao vivo, afirmando que não queria está na roça e não quer deixar o programa logo na segunda semana de exibição.
Carregando…
Não foi possível carregar anúncio
Carregando…
Erro ao carregar conteúdo.
Carregando…
Não foi possível carregar anúncio
Carregando…
Não foi possível carregar anúncio
Carregando…
Não foi possível carregar anúncio
Carregando…
Erro ao carregar conteúdo.

source