Um olhar sobre os casos de racismo contra os povos indígenas – Tudo Rondônia

Embora exista no Brasil um campo de estudos consolidados sobre o racismo, há poucos estudos voltados a entender como esse fenômeno atinge os povos indígenas
O tema das relações raciais vem ganhando espaço no debate público nos últimos anos, com várias pesquisas demonstrando como essa realidade origina-se em uma longa cadeia de acontecimentos violentos. Como aponta Aníbal Quijano, as vivências e reflexões dos(as) europeus(eias) ao longo do processo colonial construíram um fundo comum a eles(as), a despeito das origens e experiências específicas de cada colonizador(a). Ao mesmo tempo, esse contexto engendrou a noção de que todos(as) os(as) colonizados(as) seriam naturalmente inferiores. Desse modo, quando um grupo ou pessoa é etnificado(a) e/ou racializado(a) pelas relações coloniais, isso implica o estabelecimento de um lugar menor em relação aos(às) europeus(ias), tidos como o humano universal.
Tal condição traz efeitos em nossos dias, e é preciso refletir sobre isso. Embora exista no Brasil um campo de estudos consolidados sobre o racismo, há poucos estudos voltados a entender como esse fenômeno atinge os povos indígenas. São eles próprios quem têm chamado a atenção para o problema, como atesta o projeto Racismo e Antirracismo no Brasil: o caso dos povos indígenas, uma inciativa que pôs em contato lideranças indígenas e pesquisadores(as) sobre o racismo no Brasil.
De acordo com relato de Ailton Krenak, pensador, ativista e coordenador do projeto, publicado no artigo Existência e Diferença: o racismo contra os povos indígenas, da Revista Direito e Práxis, “a doença do racismo, essa espécie de epidemia global do racismo, se originou da nossa separação da natureza, quando nós nos separamos da natureza a ponto de não compartilharmos mais com a natureza a riqueza da diferença. Quando se disse que a diferença é o outro, é a impossibilidade de aceitar a diferença, de aceitar o outro como diferença — isso gerou o que nós reconhecemos historicamente como racismo”.
Visando contribuir para entender melhor esse quadro, recém publiquei um estudo sobre os processos de racialização dos povos indígenas. A pesquisa consistiu na leitura, sistematização e a análise dos episódios de racismo dos relatórios Violência contra os Povos Indígenas no Brasil, divulgados entre 2003 e 2019. Essas publicações, a cargo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), compilam as violências cometidas contra os povos indígenas, havendo uma sessão dedicada ao racismo.
Os relatórios mencionam 290 episódios de racismo contra os povos indígenas, uma média de pouco mais de 18 casos por ano. Houve ocorrências em 24 estados e no Distrito Federal, sendo que sete estados contavam com uma média superior a um episódio anual de racismo, enquanto outros seis entes federativos tiveram média superior a 0,5 caso por ano. Houve atos racistas em 137 cidades do país, cuja população somada era de 46.637.900 pessoas, segundo o Censo de 2010. Vale ressaltar que utilizei somente dados demográficos do Censo de 2010, cujas informações são mais detalhadas sobre os povos indígenas em contraste com os levantamentos anuais da Pnad. Em meio a esse contingente, havia 259.681 indígenas, ou 0,56% da população desses municípios — um percentual próximo a 0,47% de indígenas do Censo de 2010.

 

Gráfico feito pelo autor a partir dos relatórios (Cimi 2006, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019) e do Censo de 2010 (IBGE 2012a).
Como mostra o Gráfico 1 acima, houve 142 episódios de racismo nos 86 municípios com até 50 mil habitantes. Essas 86 cidades contavam com 147.664 indígenas, o que corresponde a 8,77% do total dos residentes e 16,91% da população rural desse grupo de cidades. Deste modo, os(as) indígenas se mantêm como uma minoria da população, mas sua proporção é mais expressiva nesses municípios.
A pesquisa demonstrou que a circulação dos(as) indígenas nas cidades menos populosas ocasiona uma série de episódios de racismo, pois, “como a presença deles é evidente nesses espaços, parece haver uma tentativa de produzir uma disjunção entre os indígenas e o espaço urbano. Se essa separação não acontece de modo absoluto, isto decorre dos outros espaços relacionais com que os indígenas contam para viver. Com base nesse apoio, eles podem suportar o racismo vivido quando acorrem à zona urbana desses municípios”.
Seria de se esperar que a situação fosse distinta nas 51 cidades mais populosas, nas quais a presença indígena é menos notada. Afinal, os 112.017 indígenas formam uma minoria proporcionalmente muito menor, ao comporem somente 0,25% do total de habitantes. No entanto, ocorreram 146 casos nas cidades cuja população é maior do que 50.001.
artigo completo detalha quais fatores conformam esse fenômeno, no entanto, caberia indicar alguns exemplos das situações enfrentadas pelos(as) indígenas em seu dia a dia. Tome-se a manifestação racista ocorrida contra o povo Maxakali em 2004, na cidade de Itinga (MG), que tinha 14.407 pessoas. Naquela ocasião, “as vítimas caminhavam da Aldeia Pradinho até o município de Araçuaí, e, como de costume, pararam para descansar em Itinga. Neste município, não se sabe em qual situação, o grupo foi agredido a pauladas, pedradas e água quente”, conforme consta na página 118 do relatório do Cimi de 2003 a 2005.
Já o povo Terena sofreu outro tipo de ataque em 2013, na cidade de Miranda (MS), que possuía 25.595 habitantes. Naquela ocasião, de acordo com o relatório do Cimi de 2013 (pág. 72), “um grupo de indígenas, dos quais alguns trajavam roupas e adornos, entrou no restaurante para almoçar. Alguns funcionários do estabelecimento não queriam atendê-los(as). Eles(as) pediram para falar com o gerente e este confirmou que a ordem era da chefia e que realmente eles(as) iriam parar de atender os indígenas”.
Assim, a mera circulação pelo espaço urbano resulta em atos racistas, como indica o caso dos(as) indígenas Pataxó que utilizavam o metrô no Rio de Janeiro (RJ) em 2008. “[Eles(as)] foram barrados na estação de metrô Cantagalo, do Rio de Janeiro. O segurança do metrô alegou que ali ‘índio não entra’. Os índios estavam paramentados pois participavam de palestras na cidade”, descreve o relatório do Cimi de 2008 (pág. 91).
Por fim, cabe mencionar o caso — citado na página 141 do relatório do Cimi de 2019 — de uma mãe e sua filha Guarani, moradoras da TI Jaraguá, que se deslocavam para a região da Lapa em 2019, no município de São Paulo, mas no ônibus “três homens as ameaçaram, dizendo que ali não era o lugar delas, que a cidade era lugar de brancos e que índio tinha um(a) filho(a) atrás do outro, além de xingá-las de macacas. A indígena desceu do ônibus com a criança e, chorando, elas voltaram para a aldeia”.
Diante dessas situações complexas (e tristes), o trabalho constatou que: “o racismo dirigido aos povos indígenas não é algo episódico e/ou localizado em paragens específicas do país. Na verdade, estaríamos diante de uma forma estável de relacionamento, ainda que existam diferenças regionais expressivas nos números e nas formas dos casos”.
(*) Rodrigo Barbosa Ribeiro é professor no Departamento de Ciências Sociais da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) — Campus Guarulhos, e faz parte da Cátedra Kaapora de conhecimentos tradicionais e não hegemônicos

A delegação é composta por treze pessoas, entre elas crianças e duas anciãs, que temem a destruição das comunidades e até a extinção das etnias
Mais de 3 mil mudas foram doadas
Perspectiva de moradores de Jaci-Paraná é o aquecimento da economia local
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André Ventura constituído arguido por assédio e discriminação racial – Correio da Manhã

André Ventura constituído arguido por assédio e discriminação racial  Correio da Manhã
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Técnico da Ucrânia foi multado por discriminação contra a RússiaFoto: AFP
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Protestos na Austrália pedem o fim da monarquia britânica – Jornal O Sul – Jornal O Sul

Sexta-feira, 23 de setembro de 2022
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Por Redação O Sul | 22 de setembro de 2022
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A chegada dos primeiros colonos britânicos em 1788 marcou o início de dois séculos de discriminação e opressão dos indígenas australianos.
No dia em que o país realizava homenagens à rainha Elizabeth II, grupos indígenas promoveram manifestações condenando o legado colonial britânico e exigindo a devolução de suas terras tradicionais. No mesmo dia em que a Austrália promoveu um feriado em memória da monarca, centenas de pessoas realizaram um ato público em protesto contra o impacto destrutivo do legado colonial britânico para os povos indígenas.
Os participantes do movimento “Abolir a monarquia” se reuniram nesta quinta-feira (22) em várias cidades, incluindo Sidney, Melbourne e Canberra, para protestar contra a perseguição aos indígenas desde a chegada dos britânicos na Austrália, há mais de dois séculos.
A chegada dos primeiros colonos britânicos em 1788 marcou o início de dois séculos de discriminação e opressão dos indígenas australianos que habitam o continente há cerca de 65 mil anos, segundo estimativas.
Em Sidney, uma multidão se reuniu próximo à estátua da rainha Victoria no Centro cidade, antes de iniciarem uma passeata. O movimento pede a devolução de terras indígenas e compensações por crimes cometidos pelos colonizadores britânicos.
Longa jornada
Durante uma cerimônia em memória de Elizabeth 2ª em Canberra, o governador-geral da Austrália, David Hurley, que representa a monarquia britânica, disse reconhecer as reivindicações dos representantes dos primeiros habitantes do continente.
“Tendo em vista o papel unificador que Sua Majestade desempenhava, eu reconheço que seu falecimento tenha incitado reações diferentes em alguns de nossa comunidade”, afirmou,
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, prometeu que durante os três anos de seu primeiro mandato haverá a realização de um referendo para dar aos povos indígenas o direto de serem consultados por parlamentares sobre questões que os afetem, a chamada Voz no Parlamento.
Mesmo sendo um ávido apoiador do republicanismo, Albanese fez da Voz no Parlamento a sua prioridade, rejeitando discutir uma transição para um regime republicano na Austrália, algo que considerou inadequado durante o período de luto.
Desigualdades
A perseguição aos indígenas ficou marcada na história australiana, desde a dizimação da população após a colonização, até a implementação de políticas como a remoção forçada das crianças.
As desigualdades enfrentadas pelos aborígenes e nativos do Estreito de Torres na Austrália ainda são significativas. Os indígenas, inclusive, têm expectativa de vida bem mais baixa do que a dos demais australianos.
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Mais-valias englobadas, e agora? – Expresso

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Opinião
23 setembro 2022 0:09
23 setembro 2022 0:09
O Orçamento do Estado para 2022 alterou o IRS sobre as mais-valias de ativos financeiros. A partir de 2023 os contribuintes passam a englobar as mais-valias sempre que tenham detido os ativos por menos de 365 dias e a soma das mais-valias com os rendimentos englobados ultrapasse €75.009. Rendimentos englobados são, genericamente, os rendimentos do trabalho, ‘recibos verdes’, pensões e mais-valias imobiliárias. Assim, quem por via destes rendimentos já ultrapasse os €75.009 qualquer euro de mais-valia de curta duração que tenha passará dos atuais 28% para 48%, 50,5% ou 53%, dependendo dos rendimentos totais.
Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.

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Influenciadora que zombou de vagas para autistas vai pagar R$ 10 mil à associação por causa de discriminação, determina Justiça – G1

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‘Não é conseguir dinheiro, é o direito de estar no meu país e ser negra’, diz vítima de racismo em loja, sobre a busca por justiça – G1

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Racismo contra Vinícius: Atlético suspende três adeptos – O Jogo

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Fotografia: EPA
Colchoneros aplicaram o regulamento interno contra os infratores identificados
O Atlético de Madrid suspendeu os três adeptos que foram identificados por proferir insultos racistas a Vinícius, do Real Madrid, no dérbi da semana passada.
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Enquanto decorre o processo os três adeptos estão suspensos, mas podem vir a ser mesmo expulsos se se confirmarem os fatos.
O clube colchonero e a polícia procuram ainda mais responsáveis, analisando imagens de vídeo para tentar identificar as pessoas que proferiram insultos racistas contra o atacante merengue. Tratando-se de acontecimentos fora do estádio e em multidões, a identificação não está a ser fácil.

Os dois golos de Abel Ruiz com os sub-21 da Espanha: ora veja
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Passado e presente: as imagens da Gala do Centenário do Vitória
Há três portugueses no onze de estrangeiros da Ligue 1 que disputam a Liga das Nações
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Imigrantes podem sofrer com uma condição de estresse múltiplo, a síndrome de Ulisses – Jornal da USP

O isolamento e a sensação de não pertencimento são pontos-chave na síndrome, que acomete principalmente migrantes que sofreram com processos complicados durante o trajeto e a chegada ao novo local
Sentir-se deslocado, fora do lugar ou mesmo nutrir um sentimento de não pertencimento são algumas das principais emoções imediatas de quem imigra. Esse sentimento pode ser expandido, à medida que essa migração decorre de fatores extremos. No caso dos refugiados, a condição é ampliada devido aos traumas e às condições desumanas que ocasionaram a migração forçada. 
A síndrome do Imigrante com Estresse Múltiplo, também conhecida como síndrome de Ulisses, é uma condição mental específica que acomete pessoas em trânsito e os sintomas envolvem quadros depressivos, ansiosos e dissociativos. Em alguns casos, elas podem desenvolver quadros de dependência química e até dores físicas. 
O pesquisador do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFCLH) da USP, João Gilberto Belvel, explica que o nome da síndrome tem origem na sua relação com o poema épico de Homero, que descreve a jornada do herói Ulisses. Como na mitologia, a sensação de perda é presente na condição vivida pelos migrantes. Nessa situação, há quase um processo de luto na imigração, que pode estar ligado à solidão do isolamento do convívio social, além da necessidade do recomeço e da instalação de novas raízes sociais e culturais em um novo lugar. 
“Isso é recorrente, a sensação de isolamento, o estresse pela perda absoluta de referências culturais e sociais, o distanciamento dos parentes”, somados à desconexão e impressão de não pertencimento são algumas das principais causas destacadas por Belvel. Tais fatores são ampliados à medida em que a barreira da linguagem se faz presente, sem mencionar a xenofobia.
E não só a chegada ao novo local é motivo de atenção, uma vez que o próprio percurso da migração é um potencial ocasionador da síndrome, como os perigos enfrentados durante a viagem. Para esses indivíduos, o processo migratório estaria, então, “relacionado com o ‘desfazer’ das identidades que sempre fizeram parte dessa pessoa”’, complementa a pesquisadora Julia Bartsch, especialista em psicanálise em imigração no Instituto de Psicologia da USP. 
O choque em recomeçar pode ser atenuado quando há assistência mais direcionada. Ambos os pesquisadores ressaltam medidas que envolvem não apenas o amparo médico na chegada de migrantes em situação de refúgio. A presença de centros de cultura, um assistencialismo pautado na cultura e língua de origem podem diminuir, de certa forma, a distância do local de origem desses migrantes, amenizando o processo da perda em imigrar. 
Jornal da USP no Ar 
Jornal da USP no Ar é uma parceria da Rádio USP com a Escola Politécnica e o Instituto de Estudos Avançados. No ar, pela Rede USP de Rádio, de segunda a sexta-feira: 1ª edição das 7h30 às 9h, com apresentação de Roxane Ré, e demais edições às 14h, 15h e às 16h45. Em Ribeirão Preto, a edição regional vai ao ar das 12 às 12h30, com apresentação de Mel Vieira e Ferraz Junior. Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo do Jornal da USP no celular. 

Política de uso 
A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.

Por Carlos Gilberto Carlotti Junior, reitor da USP, Marcílio Alves, diretor executivo da Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (Fusp), e outros autores*
Por integrantes do Eixo Temático Cultura e Artes, professores de diferentes unidades da USP
Por Edmir Perrotti e Ivete Pieruccini, professores do Departamento de Informação e Cultura da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP

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Noblat destila misoginia e xenofobia ao usar as redes para atacar jornalista cubana – Jornal da Cidade Online

O blogueiro Ricardo Noblat ‘fez aquilo que ele acusa os 'outros’ de fazerem, ao publicar um comentário machista e xenófobo nas redes sociais contra a jornalista da Jovem Pan News, Zoe Martinez.
Tuitou o colunista, de maneira covarde, sem citar o nome e preferindo tratá-la exclusivamente por sua ‘nacionalidade estrangeira’, além de não levar em consideração que ela é colega de bancada de seu filho, o ‘aprendiz de esquerdopata’ Guga Noblat.
Zoe respondeu imediatamente, também no Twitter:
Minutos depois, a comentarista política voltou a escrever, cobrando o mesmo respeito que os esquerdopatas exigem para si mesmos e revelando a hipocrisia de seu ‘agressor’.
O fato não revela qualquer supresa, pois na 'bolha lacradora esquerdopata', é assim… 
O que vale para eles, não vale para os outros!
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