Racismo: lojista xinga e expulsa cliente em Copacabana | Repórter Brasil Tarde | TV Brasil | Notícias – TV Brasil |

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Mais um caso de injúria racial. Uma cliente foi xingada e expulsa de uma loja em Copacabana, aqui no Rio, pela dona do estabelecimento.
A vitima, uma mulher preta, ainda teve o celular quebrado. O caso provocou a indignação de dezenas de pessoas que testemunharam as cenas. Olha só.
 
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Criado em 22/09/2022 – 16:20
Reprodução autorizada mediante indicação da fonte.

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Real Madrid mostra apoio a Vini Jr após ofensas racistas e deve acionar a Justiça – Jornal A Crítica

O Real Madrid finalmente se manifestou sobre as ofensas racistas recebidas por Vinícius Júnior na quinta-feira em um programa de televisão na Espanha. O clube merengue disse ser contrário às formas de discriminação, racismo e xenofobia, promete apoio ao atacante e coloca seus advogados à disposição para qualquer ação necessária no campo jurídico.
“O Real Madrid repudia todo tipo de expressões e comportamentos racistas e xenófobos no âmbito do futebol, do esporte e da vida em geral, como os lamentáveis e infelizes comentários feitos nas últimas horas contra o nosso jogador Vinícius Júnior”, iniciou o clube espanhol em seu comunicado.
“O Real Madrid quer mostrar todo o seu carinho e apoio a Vinícius Júnior, um jogador que entende o futebol como uma atitude perante a vida baseada na alegria, respeito e esportividade. O futebol, que é o esporte mais global que existe, deve ser um exemplo de valores e convivência. O clube instruiu seus serviços jurídicos a tomar medidas legais contra qualquer pessoa que use expressões racistas contra nossos jogadores”, finalizou.
Desde o início desta sexta-feira, jogadores e entidades têm se manifestado em defesa de Vinícius Júnior. Pelé, Neymar, Lucas Paquetá e Bruno Guimarães foram alguns dos que foram às redes sociais para tratar do tema. Uma hashtag #BailaViniJr foi criada para defender o jogador.
Vinícius Júnior foi alvo de racismo nesta quinta-feira no programa El Chiringuito de Jugones, da televisão espanhola Mega. O atacante do Real Madrid e da seleção brasileira foi comparado a um “macaco” ao longo de um comentário sobre suas comemorações de gols no Campeonato Espanhol. A ofensa foi feita por Pedro Bravo, representante da Associação dos Empresários de Atletas do país. Mais tarde, em suas redes sociais, ele chegou a se desculpar.
“Deve-se respeitar o adversário. Quando você faz um gol, se quiser sambar, que vá a um sambódromo no Brasil. Aqui (na Espanha) o que se tem de fazer é respeitar seus companheiros de profissão e deixar de fazer macaquice”, afirmou Pedro Bravo, presidente da Associação de Empresário de Jogadores da Espanha.
Em suas redes sociais, diante da repercussão do ocorrido, Pedro Bravo tentou explicar o uso da expressão “Hacer el mono” (“fazer papel de macaco”, em português) e pediu desculpas. “Quero esclarecer que a expressão “fazer papel de macaco” que usei mal para descrever a dança de comemoração do gol de Vinicius foi feita metaforicamente (fazer coisas estúpidas). Como minha intenção não era ofender ninguém, peço sinceras desculpas. Sinto muito”, escreveu.
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Athena. O filme que era para ser sentido no grande ecrã – Diário de Notícias

Após uma passagem no Festival de Veneza que polarizou, Athena chega à Netflix sem cuidados promocionais. É uma obra-prima de Romain Gravas, cineasta ligado ao videoclipe e por isso algo discriminado em França. Um filme que imagina uma rebelião num gueto parisiense.
Operático, transgressor e violento até ao limite, Athena é mais um filme do catálogo Netflix lançado em Portugal sem o mínimo cuidado promocional, enfim, como se fosse produto para encher.
Primeiro ponto: a seleção oficial na Mostra Internacional da Bienal de Veneza em competição é a vitória de um novo tipo de cinema francês em contraponto com um certo cinema de autor banalizado e de fato e gravata. Segundo ponto: Romain Gravas tem contra si uma evidente campanha de discriminação de certos setores de uma crítica obediente e cheia de lugares-comuns, aquela que ainda insiste que um filme, por ter planos-sequência elaborados ou um cuidado visual e meios, é herdeiro de um olhar de publicidade e videoclipe. Enfim, mesmo não sendo uma obra de cerrar fileiras, Athena é um bom caso para se discutir um novo caminho de cinema de entretenimento com mensagens políticas e sociais, aliás, um pouco como Os Miseráveis, de Ladj Ly já o fazia. Como não há coincidências, este é também um projeto de Ladj Ly, aqui responsável pelo argumento em parceria com Romain Gravas e Elias Belkeddar.
cultura. Sidney Poitier, um príncipe em Hollywood
cinema. Nos bastidores de um crime monstruoso
Athena é uma história de uma revolta num bairro periférico da capital francesa. Um grupo de jovens dos subúrbios alia-se e ataca uma esquadra, roubando material de fogo. Em causa estão os protestos face à morte de uma criança do bairro supostamente às mãos de oficiais da polícia.

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Vini Jr: baila em campo e no marketing esportivo – MKTEsportivo

Independente do que ocorrer na Copa do Mundo, ele continuará desempenhando uma bela carreira dentro e fora dos gramados
Fábio Wolff é sócio-diretor da Wolff Sports, e professor em cursos de MBA em Gestão e Marketing Esportivo no Ibmec e na Trevisan Escolha de Negócios
Em choque tenho acompanhado como o racismo e a xenofobia, apesar de tantas e incisivas manifestações em contrário, está ainda impregnado na sociedade mundial.
Declarações e manifestações racistas e xenófobas em jogos de futebol, infelizmente, ainda é algo recorrente. E, hoje, li estarrecido que um atleta de basquete sub-13 do Palmeiras sofreu injúria racial e a comissão técnica, acertadamente, decidiu retirar a equipe da quadra.
Temos uma história linda em relação ao Vini Jr, um atleta sem condições financeiras e que lutou, se aperfeiçoou, e hoje é um dos melhores jogadores do mundo, um verdadeiro exemplo.
E, vejam, estamos falando de um atleta que possui uma postura irretocável, não apenas dentro do gramado, onde esbanja alegria e boa energia, como além do gramado, realizando um trabalho irretocável por intermédio da Fundação Vini Jr, ao proporcional oportunidade a muitas crianças carentes.
Vale menção ao trabalho muito bem realizado por seu staff, por seus empresários da TFM Agency.
Não é à toa de que esse atleta se tornou o protagonista do mercado publicitário brasileiro com diversos contratos assinados: Nike, Eletronic Arts, Vivo, Betnacional e as Casas Bahia.
Independente do que ocorrer na Copa do Mundo, tenho a plena certeza de que o Vini Jr continuará desempenhando uma bela carreira dentro e fora dos gramados.
Aos racistas, o meu recado é de que se continuarem alimentando essa canalhice, talvez acabem fortalecendo o Vini Jr cada vez mais como uma bandeira mundial contra o racismo.
Por hora, o meu desejo e de muitos é de que o Vini continue fazendo as magias de sempre, proporcionando a todos muita felicidade e a esperança de um mundo melhor.
#BailaViniJr
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Candidato a deputado é vítima de racismo: "Fique na senzala" – Aventuras na História

O candidato do PSB a deputado federal pela Bahia, já sofria racismo pelo telefone
Redação Publicado em 21/09/2022, às 14h17
A casa de Damazio Santana dos Santos, de 43 anos, amanheceu nesta terça-feira, 20, pichada com o escrito racista: “Fique na senzala”. O candidato a deputado federal, registrou o caso na polícia, que investigará a situação.
De acordo com o deputado, também conhecido como Nazo, como repercutido pelo G1, ele não queria registrar o caso, por acreditar que poderia ser minimizado. Ele também relatou que já passava por situações semelhantes antes, já que recebia ligações de cunho racista.
“Semana passada, eu já estava recebendo ligações anônimas que demonstravam insatisfação com minha candidatura a deputado. Perguntando o que é que eu queria com política. Como se aquele não fosse um lugar que eu pudesse ocupar”, ele disse ao g1.
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Damazio Santana dos Santos é candidato a deputado pela Bahia e durante a entrevista, também revelou que mesmo com receio de dar queixa na polícia por acreditar que o caso poderia ser minimizado, ficou satisfeito com o atendimento da delegacia da Feira de Santana.
“Eu estava descrente de dar queixa porque não sou filho de ninguém famoso, de governador, de nada, mas, graças a Deus, as pessoas que me receberam na delegacia tiveram uma receptividade muito boa. Eu estava com o presidente do partido, que também é advogado, acho que isso pode ter contado também”, relata.
Em sua rede social, ele contou que essas atitudes racistas são resultado da não aceitação do negro nesses espaços.
“Quando panfletei nas sinaleiras, as pessoas me enxergavam nesse lugar e aceitavam. Quando trabalhei no shopping como vendedor, as pessoas me enxergavam nesse lugar e aceitavam. Agora que quero ser Deputado Federal, as pessoas não me enxergam nesse lugar e não aceitam. Acabei de sair na frente da minha casa e vi que fizeram essa pichação. Não vou parar de bailar!!”, escreveu.
O candidato pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), revelou que mantém relações amistosas com ambos os lados do espectro político e que está recebendo ajuda vinda deles.
“Eu converso com extremos. Eu converso tanto com a galera que é fã de Lula, quanto com a galera que é fã de Bolsonaro. Converso bem com todos, tanto que amigos de todos espectros políticos estão me ajudando nessa situação.”
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Discriminação racial indireta no ambiente de trabalho – CartaCapital

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Juíza do Trabalho no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas). Mestre em Direito pela UFMG.

Discriminações sutis e processos silenciosos de exclusões precisam ser evidenciados

Um dia a raposa convidou a cegonha para jantar. Querendo pregar uma peça na outra, serviu sopa num prato raso. Claro que a raposa tomou toda a sua sopa sem o menor problema, mas a pobre cegonha, com seu bico comprido, mal pôde tomar uma gota. O resultado foi que a cegonha voltou para casa morrendo de fome.
O trecho dessa fábula de Esopo ilustra bem a ideia de que não são aceitáveis critérios que forneçam igualdade de oportunidades meramente formal, revelando-se discriminatórios na sua operação.
Desde a Revolução Francesa, a igualdade é princípio essencial aos regimes republicanos e democráticos. Mas ponderemos: O princípio da igualdade efetiva-se apenas com o combate às condutas expressamente discriminatórias?
Nas relações de trabalho, em razão da desigualdade dos contratantes e da ampla pessoalidade envolvida, o ambiente é propício à projeção de sentimentos e práticas presentes no meio social, tais como o racismo. Todavia, na Justiça do Trabalho é comum a alegação de situações de discriminação racial expressa, enquanto as situações de discriminação velada são de mais difícil identificação e tratamento.
Isso ocorre porque o tratamento discriminatório é mais facilmente comprovável que o impacto discriminatório.
Por exemplo, é mais fácil para o trabalhador provar o dano moral fundado em expressões racistas no ambiente de trabalho do que o fato de ter sido rejeitado em um processo seletivo em razão de sua raça. No processo seletivo com impacto discriminatório não há intenção visível, mas a utilização de medidas aparentemente neutras no critério racial que geram, porém, discriminação dos negros no acesso ao emprego e promoção funcional.
O Direito Americano desenvolveu a Teoria do Impacto Desproporcional, que trata da discriminação indireta, aquela que não decorre de atos específicos e manifestação expressa, mas que se revela, no Brasil, a mais perniciosa e injusta no mercado de trabalho e nem sempre é praticada por indivíduos contra indivíduos, podendo ser uma discriminação institucional e estrutural, sutil e devastadora para todo um grupo social a longo prazo, desafiando, inclusive, ações coletivas.
Note-se que não estamos tratando das qualificações funcionais de boa-fé, que são exigências lícitas para um referido cargo ou atividade, como no clássico exemplo mencionado por Paulo Jakutis em seu manual de estudo da discriminação no trabalho, da exigência de um restaurante francês de contratação de um cozinheiro de origem específica da França. Trata-se aqui de critérios justos em sua forma, mas que contêm barreiras invisíveis, arbitrárias e desnecessárias, que operam injustamente no sentido da discriminação racial ou outra inadmissível.
Definiu a Suprema Corte norte-americana em suas decisões sobre o assunto:
“Pleitos de disparate treatment podem ser distintos de pleitos que enfatizam o disparate impact. O último envolve práticas empregatícias que são facilmente neutras no tratamento dos diferentes grupos mas que de fato incidem mais duramente sobre um grupo que outro e não podem ser justificadas pelas necessidades do negócio. Comprovação de motivação discriminatória, nós temos decidido, não é requerida sob a teoria do disparate impact” (RIOS, Roger Raupp. Direito da antidiscriminação: discriminação direta, indireta e ações afirmativas).
Muitos são os fundamentos legais e principiológicos que permitem o enfrentamento da discriminação indireta. Um dos objetivos fundamentais da república brasileira é o de promover o bem de todos, sem preconceitos e discriminação, conforme o Art. 3º da Constituição de 1988. O rol dos direitos fundamentais do artigo 5º, nos incisos XLI e XLII, pune a prática de discriminação sob quaisquer de suas formas e criminaliza a prática de racismo. No campo dos direitos sociais trabalhistas, o artigo 7º, inciso XXX, contempla o respeito à isonomia e condena a discriminação.
No âmbito infraconstitucional, o Direito brasileiro conta com a Lei 9.029/95, que proíbe genericamente a adoção de práticas discriminatória para efeito de acesso à relação de emprego ou sua manutenção e a Lei 7.716/89, que trata de conduta discriminatória dirigida a determinado grupo ou coletividade. Ainda, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) considera a proteção contra a discriminação um de seus eixos fundamentais de atuação, nos termos da Convenção 111, sobre discriminação em matéria de emprego e profissão.
Conclui-se, assim, que o conceito de igualdade formal, embora inegável seu valor, não tem forças suficientes para reverter situações de desigualdade. É preciso dimensionar o princípio da igualdade, combatendo tanto as práticas discriminatórias explícitas e intencionais, quanto as condutas que, com roupagem de neutralidade, promovem a discriminação e a exclusão.
Em outras palavras, desde que o jantar é oferecido, que os utensílios sejam acessíveis a todos os que desejam comer.
Este texto não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.
Rosilene Nascimento
Juíza do Trabalho no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas). Mestre em Direito pela UFMG.
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Brasil – Mudam as "raças" não muda o racismo – Diário de Notícias

Levantamento por entrevista realizada nos passados dias 8 e 9 pela Datafolha sobre repartição racial das intenções de voto, revela que 42% do eleitorado se declara “pardo”, 34% branco e 15% preto. A estatística oficial brasileira chama “pardos” aos mestiços – sejam de origem branco-negro, povos originais-branco, povos originais-negro – e chama as pessoas de origem oriental de “amarelos”. Num país em que a determinação de “raça” é feita por auto-declaração, as palavras “pardos” e “amarelos” há muito deviam ter desaparecido desse vocabulário estatístico.
A auto-declaração é uma importante precaução do legislador contra classificações raciais feitas pelo Estado, como ocorria na África do Sul do apartheid e como, aliás, ocorre ainda em alguns outros países. Porém, ela tem sido aproveitada para várias mudanças nas declarações, muitas vezes por motivos oportunistas. Por exemplo, brancos ou brancas que se declararam “pardos” para entrarem nas universidades através das políticas de cotas raciais, fraude contra uma medida que visa precisamente corrigir as desigualdades nesse acesso.
Nem sempre as mudanças na declaração têm tais características. Muitas pessoas, simplesmente constataram que – elas próprias ou seus pais – faziam declaração errada em virtude das “configurações de embraquecimento”, muito marcantes no Brasil, pelo menos até há pouco. A política de embraquecimento foi política oficial brasileira nos últimos anos do Império e décadas da República com promoção de fortes movimentos migratórios europeus.
A discriminação racial prosseguiu até hoje, sem oposição eficaz, verificável nos indicadores sociais e na quase total composição branca dos grandes centros de decisão, sobretudo federais, mas também dominante nos escalões estaduais e municipais, seja nas instituições políticas, grandes empresas e universidades.
Já tive ocasião de definir o racismo como principal problema do Brasil num trabalho sobre imposturas identitárias, em virtude de constituir elemento decisivo em dois planos centrais: por um lado, a formatação do poder e por outro, a diminuição das oportunidades da maior parte da população. As “configurações do embraquecimento” são hoje condenadas por qualquer discurso, mesmo dos mais conservadores, mas na prática a herança histórica está quase inalterada.
Por exemplo, todas as candidaturas presidenciais de partidos com assento parlamentar são compostas por pessoas brancas, sem exceção. Não só os candidatos ou candidatas mas até seus estados-maiores.
Nas candidaturas a Governadores ou Senadores notam-se algumas exceções, em parte de pessoas que mudaram a sua auto-declaração racial. A nível de Deputados federais e estaduais o número de candidatos “pretos” ou “pardos” aumentou mas, ainda assim, órgãos de media publicam com frequência mudanças de pessoas anteriormente “brancas” que passaram sobretudo a “pardas”, numa movimentação eleitoral com forte cheiro oportunista. Uma muito notada lista recente assinalava (com fotografias) 42 casos de personalidades com relevo nos seus Estados.
A pesquisa da Datafolha reflete outra alteração de impacto. As auto-declarações dos entrevistados não corresponde aos mesmos percentuais do Censo populacional. Comparando, há uma grande diminuição do número de “brancos”, ligeira baixa no de “pardos” e subida no de “pretos”. Na estatística oficial, os “negros” correspondem à soma de “pardos e “pretos”, portanto, 55% da população (46% declarados pardos e 9% declarados pretos, aproximadamente), enquanto este levantamento da Datafolha tem mais 2%. Já os declarados brancos desceriam de 42% no Censo para os 34% mencionados.
A pesquisa não refere intenções de voto dos classificados como “amarelos e indígenas”, em virtude de assinalar fraca a sua presença na base de dados. Nos Censos populacionais constituem um pouco acima de 1%. A soma dos entrevistados pela Datafolha dá um total de 91%, número que, adicionando esse 1%, deixaria uma “ausência” de 8%.
Assim, de forma preliminar constatamos, se os dados da Datafolha forem realmente representativos, dois fenómenos simultâneos: aumento importante da classificação de “pretos”, que pode ser resultante das passagens de “brancos” a “pardos” e destes a “pretos”; aumento das pessoas que não se racializam, fator que nas nossas observações está efetivamente em alta no Brasil.
Assim, temos um quadro onde progride o confronto entre o conceito norte-americano de dicotomia racial (com “genocídio estatístico” dos mestiços) e o conceito de não-racial, sobretudo usado na luta contra o apartheid para definir o regime após a queda deste e recentemente usado de novo em projeções para o próximo processo eleitoral sul-africano.
Entretanto, por aqui, ganhe quem ganhar, a composição racializada dominante será a mesma.
Pesquisador no NEA/INEST/UFF ( Rio de Janeiro) e no CEI/ ISCTE/IUL. ( Lisboa).

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Mantida condenação de Roberto Jefferson por homofobia contra Leite – Guia Gay São Paulo

Tribunal do Rio Grande do Sul decide manter condenação do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, por discriminação contra o governador Eduardo Leite (PSDB), que é homossexual.
Curta o Guia Gay no Instagram
Conforme a decisão, o político deve pagar R$ 300 mil para o Fundo para Reconstituição dos Bens Lesados (FRBL).
A condenação aconteceu por conta de dois episódios ocorridos em março de 2021. Naquele mês, no Twitter, Jefferson questionou e atacou Eduardo pela proibição da venda de produtos não essenciais no comércio durante a segunda onda de contaminações do Covid 19.
“Por quê o filhote de FHC, Eduardo Leite, RS, não proibiu a venda de cerveja? Porque Leman é financiador da NOM e do PSDB. Li a longa lista de produtos de consumo proibido por Leite, colega de Dória. No item dos chás, não proibiu o chá de rola, que como Doria, ele mama até o fastio”, escreveu.
O segundo episódio ocorreu durante entrevista de rádio, quando o presidente do PTB se referiu ao gaúcho como “viado”.
O Ministério Público entendeu os dois momentos como sendo “incitação à discriminação e ao preconceito em razão da orientação sexual” e que as declarações excedem o limite da liberdade de expressão.

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Pai diz que é agressão e escola garante que foi acidente – JM Madeira

Uma aluna de 9 anos da EB 123/PE do Curral das Freiras recebeu ontem tratamento hospitalar depois de ter sido atingida por uma bola na face durante a aula de educação física. O pai da criança diz que se trata de uma agressão, levada a cabo por uma colega que inclusive no dia anterior já a tinha empurrado pelas escadas abaixo.
Em declarações ao JM, o encarregado de eduçação da aluna lusodescendente diz ainda que a filha é vítima de racismo e xenofobia: “Vai para a tua terra” é uma expressão recorrente que Ronald Ascenção lamenta que a filha tenha de ouvir.
Contactada pelo Jornal, a escola refuta todas as acusações e garante que “há mais crianças da Venezuela” a frequentar o respetivo estabelecimento de ensino e “não há, nem nunca houve racismo nem xenofobia”. Quanto à situação de ontem, tanto Vítor Gomes, diretor da escola, como o professor Arlindo, coordenador, afirmam que foi “um acidente escolar”.
Amanhã, conheça na edição impressa do JM os contornos desta ocorrência que já deu origem a uma participação à inspeção escolar e a uma inquirição aos envolvidos.

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«Discriminação, segregação, censura e candonga institucionalizada» – A Bola

A claque Torcida Verde, do Sporting, emitiu este domingo, através das redes sociais, um comunicado a denunciar vários pontos da organização do Boavista-Sporting.
A publicação, que pode ler em seguida na íntegra, fala em «discriminação, segregação, censura e candonga institucionalizada».
«No Bessa:
Discriminação, segregação, censura e candonga institucionalizada, eis o admirável mundo do futebol negócio. Na deslocação ao Bessa no dia 17 Setembro 2022 vivemos renovados episódios reveladores do ‘admirável mundo do futebol negocio’, onde o estado não ousa intervir. Ao longo das últimas décadas, a Torcida Verde vem denunciando a captura do futebol e clubes pelo cartel de interesses que parasitam no futebol moderno, nos quais os adeptos são meros consumidores… sem quaisquer direitos.
A jornada do Bessa reforçou esta evidência, com uma esclarecedora particularidade: O clube organizador deste jogo permitiu-se vender-nos ingressos com o custo unitário de 25 euros nos quais estavam imprimidos ‘CONVITE’. Um deslate, próprio de quem está convicto do estado de impunidade vigente que permite a candonga ‘oficializada’ com a bênção da LPFP e o bocejo cúmplice das autoridades.
Enquanto isso, a Torcida Verde viu serem interditos mais de 90% dos materiais de apoio ao SCP de que demos conhecimento antecipado.
Das 50 bandeiras solicitadas entraram 5. Das 6 frases e faixas solicitadas entraram 2. Acreditamos que a interdição de algumas dessas frases está relacionado com o teor de da denúncia de agentes de jogadores, das ZCEAP e do ‘Futebol Negócio’. Neste caso nada de novo. Na presente época a Torcida Verde viu serem CENSURADAS mais de uma dezena de intervenções do mesmo teor.
As cenas terceiro mundistas que vivemos na entrada para a famigerada ZCEAP, validam a denúncia da Torcida Verde ao afirmar que a pseudo revogação do Cartão do Adepto evidência a demissão do estado das suas responsabilidades, ao colocar nas mãos do organizador do jogo a decisão unilateral acerca da validação dos materiais a utilizar pelos GOA que, como a Torcida Verde cumprem os requisitos previstos. De nada nos valeu mostrar os emails previamente enviados com os materiais que transportamos desde Alvalade. Neste caso as autoridades foram implacáveis, cumprindo religiosamente directrizes do clube organizador do jogo, exibindo autoritariamente um papel com os materiais ‘autorizados’ pelo organizador do jogo. Uma reacção nos antípodas da completa indiferença quando as mesmas autoridades foram confrontadas com a venda dos ‘bilhetes – convite’.
Esta jornada aziaga teria continuidade no relvado, com um inesperado desaire perante a equipa representativa do clube ‘organizador do jogo’.
A luta continua, hoje e sempre Sporting!»
É o capitalismo… convivem com ele e a pesar do aumento da gasolina pagaram por ela para ir até o estádio… lágrimas de crocodilo para fazer-se passar por pobres exploradis Pobres são as pensões de miséria não os indivíduos das claques, às quais os clubes ajudam é subsidiam

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