Brasileiros denunciam racismo e xenofobia no mundial de handebol – Yahoo Esportes

Um feito inédito realizado pelo Herkules, clube de handebol de Guarulhos, São Paulo, foi manchado por casos de racismo e xenofobia sofridos pelo elenco da categoria sub-15 de handebol de grama durante o Mundial de Clubes Partille Cup.
O torneio, que acabou com a conquista do clube brasileiro, sendo o primeiro clube da América do Sul a ocupar o lugar mais alto do pódio, teve registrados casos de racismo contra o goleiro Gabriel Ferreira, que foi chamado de macaco por adversários de categorias de idade acima da sua: “Tinha um pessoal que joga nesse time (os adversários), porém eles eram mais velhos, do sub-16. Eles estavam atrás do meu gol e me tirando a atenção, mas eu não estava dando bola. Até que um menino passou mais perto de mim disse “Monkey, monkey (macaco em inglês)” e começou a imitar um macaco. Foi nessa hora que parei o jogo chamei o meu técnico. Fomos atrás, conversamos com o técnico do menino para e explicar a situação, porém não aconteceu nada. Ele foi embora, continuamos o jogo e conseguimos ganhar. Eu joguei o restante da partida chorando muito. Aquilo me entristeceu muito, sabe, por conta das palavras do menino eu fiquei sem chão na hora. Para ser sincero, minhas forças foi por conta de estar bravo e soltei tudo na quadra. Inclusive, depois da partida, um menino do time adversário desse jogo me mandou mensagem pedindo desculpas pelo garoto mais velho do time”.
Leia também:
Ex-goleiro do Fla se declara gay: ‘Ambiente hostil’
Teahupoo, amada pelos surfistas apesar de mortes
Siga o Yahoo Esportes no Youtube
Durante a competição, que abrangia categorias desde garotos dos 6 aos 18 anos de idade, outros casos foram registrados, como conta Debora Suzuki, diretora do projeto: “Logo que a gente chegou, os meninos alemães estavam conversando e perguntaram ‘Como é que vocês chegaram aqui?’. E os nossos meninos responderam: ‘A gente veio de avião’. E eles falaram assim: ‘E tem avião no Brasil? Pensei que chegariam de cipó’. (…) Um alemão, que estava no mesmo alojamento, tirou um dos nossos meninos que estavam tomando banho no vestiário. Ele empurrou o menino e falou ‘Sai daqui’ no sentido de você é brasileiro, você fica para depois, a gente vai tomar banho primeiro. Fez isso com um dos meninos nossos que eram menores. Menores no sentido, de 13 anos e ele tinha em torno de 16, 17 anos”.
A Partille Cup, que é realizada na Suécia, é a maior competição de base do mundo, contando com mais de mil equipes de 30 países diferentes.
Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus e-mails em 1 só lugar
Assine agora a newsletter Yahoo em 3 Minutos
O Real Madrid venceu de virada o Mallorca por 4 a 1 neste domingo, pela 5ª rodada do Campeonato Espanhol, e se manteve na ponta da tabela com 100% de aproveitamento.
(Reuters) – O Wolverhampton Wanderers contratou Diego Costa em uma transferência sem custo, disse o clube da Premier League nesta segunda-feira, com o ex-atacante do Chelsea e do Atlético de Madri caindo de paraquedas em meio a uma crise de lesões no time. O atacante austríaco Sasa Kalajdzic, novo contratado do Wolves por 18 milhões de euros, sofreu uma lesão no ligamento do joelho em sua estreia, enquanto o atacante mexicano Raul Jimenez é desfalque devido a uma lesão na virilha.
Alexandre Praetzel, Jorge Nicola e André Carbone discutem a situação dos estádios dos 20 times da Série A do Brasileirão e o fenômeno da arenização
Atleta alertou para a necessidade de vencer os jogos com mais facilidade
O São Paulo está na final da Copa Sul-Americana e Rogério Ceni falou que caso perca a final para o Independiente Del Valle, o clube pode demiti-lo se quiser sem se preocupar com a multa rescisória. Veja análise no vídeo acima.
Julgado nesta terça-feira, time celeste terá que pagar R$ 800,00 por atraso no jogo disputado em Brasília
Invicto no returno, time mineiro não sabe o que é derrota há oito partidas pelo Brasileirão
Christophe Galtier vem elogiando o astro da Seleção Brasileira
Equipes se enfrentaram pela 26ª rodada do Brasileirão e terminaram no 1 a 1
O Equador corre o risco de ser expulso da Copa do Mundo depois que o jornal inglês Sportsmail obteve novas evidências de que um de seus jogadores usou uma certidão de nascimento falsa, com a confissão feita em uma investigação oficial que foi acobertada pela Federação de Futebol do Equador (FEF).
Empreendimento tem contrapartida exigida pela Prefeitura de Belo Horizonte para que o Alvinegro pudesse construir a sua nova casa
Encarnados jogam melhor, buscam reação e vencem Velha Senhora em Turim com gol do brasileiro
Gonçalo Borges acredita em recuperação da equipe na Champions League
O elenco do Tricolor se reapresentou neste sábado (10) em um único treino antes do duelo de domingo (11) contra o Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro
Acordo para pagamento de R$ 15 milhões em dívidas da RCE devem liberar CNDs do Botafogo, certidões fundamentais para o clube ter patrocínios para os times olímpicos
Fla-Flu acontece no próximo domingo, às 16h, no Maracanã. Ingressos para a torcida tricolor custam a partir de R$ 60 e começam a ser vendidos nesta quarta
Iniciativa da Feel The Match é a primeira do tipo no esporte brasileiro
O Union Berlin venceu fora de casa o Colônia por 1 a 0 neste domingo e se tornou o novo líder do Campeonato Alemão, beneficiado pelo empate sem gols do Freiburg com o Borussia Mönchengladbach no encerramento desta 6ª rodada.
Equipes se enfrentam neste domingo, e Glorioso vai com tudo em busca da vitória no Nilton Santos
NOVA YORK (Reuters) – O jovem espanhol Carlos Alcaraz completou sua rápida ascensão ao topo do mundo do tênis no domingo, conquistando seu primeiro título de Grand Slam e o primeiro lugar do ranking com um placar de 6-4, 2-6, 7-6 (1) e 6-3 sobre o norueguês Casper Ruud na final do Aberto dos EUA. Alcaraz, de 19 anos, caiu de costas e colocou as mãos no rosto antes de saltar para abraçar Ruud na rede.

source

Juíza nega rescisão indireta a empregado discriminado por usar tranças – Migalhas

Apoiadores
Fomentadores

Quem Somos
EDITORIAS
Migalhas Quentes
Migalhas de Peso
Colunas
Migalhas Amanhecidas
Agenda
Mercado de Trabalho
Migalhas dos Leitores
Pílulas
TV Migalhas
SERVIÇOS
Academia
Autores
Autores VIP
Catálogo de Escritórios
Correspondentes
Eventos Migalhas
Livraria
Precatórios
Webinar
ESPECIAIS
#covid19
dr. Pintassilgo
Lula Fala
Vazamentos Lava Jato

Fale Conosco
SERVIÇOS
Academia
Autores
Autores VIP
Catálogo de Escritórios
Correspondentes
Eventos Migalhas
Livraria
Precatórios
Webinar
EDITORIAS
Migalhas Quentes
Migalhas de Peso
Colunas
Migalhas Amanhecidas
Agenda
Mercado de Trabalho
Migalhas dos Leitores
Pílulas
TV Migalhas
quarta-feira, 14 de setembro de 2022
MIGALHAS QUENTES
Publicidade
Publicidade
Da Redação
terça-feira, 13 de setembro de 2022
Atualizado às 12:03
O TRT da 3ª região julgou improcedente o pedido de rescisão indireta de trabalhador que abandonou o emprego, alegando ser tratado de maneira discriminatória no ambiente de trabalho pelo chefe e por colegas. A decisão é da juíza do Trabalho Ana Carolina Simões Silveira, da vara de Ribeirão das Neves/MG.
Um trabalhador foi à Justiça pedir o reconhecimento de rescisão indireta do contrato de trabalho com pagamento das verbas rescisórias e indenização por danos morais, após deixar emprego por racismo e discriminações sofridas.
O repositor, que trabalhou de março a dezembro de 2021 em um sacolão, alega que precisou deixar o trabalho por se tratar de ambiente hostil, em razão do tratamento que recebia do dono do estabelecimento, que lhe dirigia palavras discriminatórias, vexatórias, racistas e homofóbicas.
Segundo o trabalhador, o chefe determinou aos demais funcionários que o mandassem retirar as tranças do cabelo, novo visual que havia adotado, e que após recusar, recebeu áudios pelo telefone com ofensas e palavras de baixo calão, também racistas e discriminatórias do superior. Diante das circunstâncias, não compareceu mais ao trabalho.
O dono do estabelecimento, por sua vez, negou as acusações e afirmou que a exigência para não uso das tranças pelo empregado se deu em cumprimento aos protocolos de higiene no estabelecimento de venda de produtos alimentícios. Sustenta que o funcionário abandonou o trabalho, deixando de comparecer de forma injustificada.
 (Imagem: Reprodução/Arquivo pessoal)

O trabalhador apresentou áudios de WhatsApp como provas, contendo agressões verbais de cunho racista e homofóbico, acompanhadas de palavras de baixo calão e ameaças sobre a condição de superioridade do emissor em detrimento do ofendido. Segundo os autos, nos áudios, há comparação pejorativa entre uso de tranças no cabelo e o termo “macumbeiro”, e entre a não identificação com o gênero masculino na expressão “vira homem” ou “isso não é coisa de homem”.
Todavia, a juíza entendeu que, diante do princípio do devido processual legal e do contraditório, não é possível admitir a validade da prova apresentada.
“A mensagem gravada nos áudios, irrefutavelmente, viola a dignidade da pessoa humana, não se tratando em nenhum trecho de livre exercício de expressão ou de exercício legal de um direito e, por isso, não encontra qualquer respaldo jurídico. Conduta e declaração como as veiculadas pelas gravações devem ser repudiadas, sem qualquer tutela no Estado Democrático de Direito.”
Além disso, para a magistrada, os depoimentos não convergiram sobre a ocorrência de conduta racista e homofóbica ao longo do contrato de trabalho ou tratamento desrespeitoso reiterado contra o trabalhador em específico, a que se possa atribuir caráter de assédio moral.
“Assim, não se desincumbe o reclamante de seu ônus probatório sobre a prova de suas alegações, na forma do art. 818, I da CLT e art. 373, I do CPC, não sendo possível reconhecer a falta grave praticada pela reclamada diante do conjunto probatório.”
Dessa maneira, a juíza considerou que não configurou a justa causa alegada pelo dono do estabelecimento, pois não aplicou a penalidade máxima em tempo e modo. Ao contrário, o comprovante de pagamento rescisório, com base no TRCT emitido pela empresa, foi realizado após o ajuizamento desta ação.
Assim sendo, julgou improcedente o pedido de rescisão indireta, e reconheceu a extinção do contrato de trabalho. As alegações de discriminação e racismo foram consideradas improcedentes e, dessa forma, foi afastada a indenização por danos morais.
O advogado Lucas Valadão Santos atuou no caso.
Consulte a decisão.
 
A empregada declarou que, em mais de uma ocasião, durante o horário de trabalho, a fiscal do caixa a agrediu verbalmente com palavras racistas.
A empresa também descumpriu outras obrigações trabalhistas, como período sem registro e ausência de pagamento de vale-transporte.
Trabalhador diz ter sido aprovado na seleção, mas ao entregar documentação e informar seu gênero, foi descartado do processo.
Publicidade
Publicidade

source

Imagem da rainha Elizabeth 2ª ajudou a ocultar história sangrenta de descolonização – Folha

Acesse seus artigos salvos em
Minha Folha, sua área personalizada
Acesse os artigos do assunto seguido na
Minha Folha, sua área personalizada

Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Gostaria de receber as principais notícias
do Brasil e do mundo?
Expressa as ideias do autor e defende sua interpretação dos fatos​
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Professora de história na Universidade Harvard, autora de três livros sobre o Império Britânico
“O final de uma era” será uma observação repetida amplamente por comentaristas analisando o reinado da rainha Elizabeth 2ª, que bateu tantos recordes. Como todos os monarcas, ela foi ao mesmo tempo um indivíduo e uma instituição.
Elizabeth tinha um aniversário diferente para cada papel: o aniversário real de seu nascimento, em abril, e um aniversário oficial, em junho —e, apesar de conservar seu nome pessoal como rainha, ostentou títulos diferentes dependendo de onde em seus domínios se encontrava.
Elizabeth era tão destituída de opiniões e emoções em público quando suas bolsas onipresentes seriam destituídas de objetos comuns como carteira, chaves e telefone. Sabemos pouco sobre sua vida interior, exceto por seu amor por cavalos e cães —fato que deu a Helen Mirren, Olivia Colman e Claire Foy plateias fascinadas com os insights que encenaram.
A rainha encarnou um engajamento profundo e sincero com seus deveres —seu derradeiro ato público foi nomear sua 15ª primeira-ministra—, e será justamente chorada pela constância incansável com que os cumpriu. Ela tem sido um monumento de estabilidade, e sua morte, que ocorreu em tempos já turbulentos, vai transmitir ondas de tristeza por todo o mundo.
Mas não devemos romantizar sua era. Pois a rainha foi também uma imagem: o rosto de uma nação que, ao longo de seu reinado, assistiu à dissolução do Império Britânico quase inteiro e tendo sua influência global fortemente reduzida. Tanto intencionalmente quanto pelo acaso de sua vida longa, sua presença como chefe de Estado e da Commonwealth ergueu uma fachada tradicionalista impávida ocultando décadas de turbulência violenta. Desse modo, a rainha ajudou a obscurecer uma história sangrenta de descolonização cujas proporções e legados ainda não foram plenamente reconhecidos.
Elizabeth tornou-se rainha no pós-guerra, quando o açúcar era racionado e escombros ainda estavam sendo removidos. Jornalistas descreveram a jovem de 25 anos como uma fênix que se erguia numa nova era elizabetana. Uma analogia inevitável e significativa: a primeira era elizabetana, no século 16, assinalou a emergência da Inglaterra, de Estado de segundo grau para potência ultramarina. Elizabeth 1ª expandiu a Marinha e deitou as bases de um império transcontinental.

Elizabeth 2ª cresceu numa família real cujo significado no império crescera ao mesmo tempo que a autoridade política em casa encolhia. A monarquia reinava sobre uma lista sempre crescente de colônias, incluindo Hong Kong (1842), Índia (1858) e Jamaica (1866). Membros da família real faziam lautas viagens cerimoniais percorrendo as colônias e presenteando governantes asiáticos e africanos com uma sopa de letrinhas de ordens e condecorações.
Em 1947 a então princesa festejou seu 21º aniversário numa tour real na África do Sul, proferindo um discurso muito citado em que prometeu que sua vida inteira, “longa ou curta”, seria dedicada ao serviço dos súditos e da “grande família imperial”. Ela estava em outra tour real, no Quênia, quando foi informada da morte do pai.
No dia da coroação, em 1953, The Times divulgou orgulhosamente a notícia da primeira escalada bem-sucedida até o pico do monte Everest como “um presságio feliz e vigoroso de outra era elizabetana”. Não obstante o tom imperialista da notícia, a rainha Elizabeth 2ª herdou e sustentou uma monarquia imperial ao assumir o título de chefe da Commonwealth.
Receba no seu email os grandes temas da China explicados e contextualizados; exclusiva para assinantes.
Carregando…
“A Commonwealth não guarda semelhança com os impérios do passado”, ela insistiu em sua mensagem de Natal de 1953. Sua história sugere o contrário. Imaginado como coalizão de colônias “brancas” promovida pelo então premiê sul-africano Jan Smuts, o grupo nasceu de uma concepção racista e paternalista do domínio britânico como forma de tutela, educando as colônias para que pudessem assumir as responsabilidades plenas da autonomia. Reconfigurada em 1949 para incluir repúblicas asiáticas recém-independentes, a Commonwealth foi a sequência do império e um veículo para preservar a influência internacional da Grã-Bretanha.
Em fotos das conferências de líderes, a rainha branca está sentada ao centro, entre dezenas de premiês em sua maioria não brancos. Ela levava seu papel muito a sério, às vezes chegando a entrar em conflito com ministros para apoiar interesses da Commonwealth em detrimento de imperativos políticos mais limitados —como nos anos 1960, quando ela propôs a realização de cerimônias religiosas ecumênicas para celebrar o Dia da Commonwealth e incentivou a adoção de uma linha mais dura em relação ao regime do apartheid na África do Sul.

O que não se imaginaria pelas fotos —e é parcialmente esse o objetivo delas— é a violência que ocultam. Em 1948, o governador colonial da então Malásia Britânica declarou estado de emergência para combater a guerrilha comunista, e tropas de Londres usaram táticas de contrainsurgência que os americanos emulariam no Vietnã.
Em 1952, o governador do Quênia impôs estado de emergência para reprimir um movimento colonial conhecido como Mau-Mau; os britânicos encurralaram dezenas de milhares de quenianos em campos de concentração e os submeteram a torturas brutais e sistematizadas. No Chipre, em 1955, e em Áden, no Iêmen, em 1963, governadores britânicos novamente declararam estados de emergência para enfrentar ataques anticoloniais; mais uma vez, torturaram civis.
Enquanto isso, na Irlanda, um conflito levou a dinâmica da emergência ao Reino Unido. Numa reviravolta cármica, em 1979 o IRA assassinou lorde Louis Mountbatten, parente da rainha e último vice-rei da Índia, além de arquiteto do casamento dela com o príncipe Philip.
É possível que nunca saibamos o que a rainha soube ou deixou de saber sobre os crimes cometidos em seu nome. (O que é discutido nas reuniões semanais do monarca com o primeiro-ministro permanece em uma caixa-preta.) Seus súditos não necessariamente têm conhecimento de tudo. Autoridades coloniais destruíram muitos documentos que, segundo um despacho do secretário de Estado para as colônias, “poderiam causar constrangimento ao governo de Sua Majestade” e ocultaram outros intencionalmente em um arquivo secreto cuja existência só foi revelada em 2011.
Apesar de alguns ativistas como a parlamentar trabalhista Barbara Castle terem divulgado e denunciado atrocidades britânicas, as denúncias não tiveram grande repercussão.
E sempre havia mais viagens reais para a imprensa cobrir. Quase todos os anos até a década de 2000 a rainha percorreu países da Commonwealth –boa aposta para atrair multidões entusiasmadas e imagens lisonjeiras. Os quilômetros percorridos e países visitados eram contabilizados como se tivessem sido visitados heroicamente a pé, não por iate real e Rolls-Royce: 71 mil quilômetros e 13 territórios para comemorar sua coroação, 90 mil quilômetros e 14 países para o Jubileu de Prata; outros 64 mil quilômetros por Jamaica, Austrália, Nova Zelândia e Canadá para o de Ouro. O Império Britânico fora em grande medida descolonizado, mas a monarquia, não.
Nos últimos anos, ela acompanhou o Reino Unido lutando para se adaptar à posição pós-imperial. Tony Blair promoveu o multiculturalismo e levou a autonomia administrativa a País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte, mas também reativou o discurso imperial vitoriano quando aliou o Reino Unido às invasões lideradas pelos EUA no Afeganistão e no Iraque.
A desigualdade social e regional cresceu, e Londres virou um paraíso para oligarcas riquíssimos. Apesar de a popularidade pessoal da rainha ter se recuperado da baixa que sofreu com a morte da princesa Diana, a família real se dividiu em torno das acusações de racismo feitas por Harry e Meghan.

Em 1997, Elizabeth derramou lágrimas com a desativação do iate real Britannia, pago pelos contribuintes, meses depois de escoltar o último governador britânico de Hong Kong. Boris Johnson aventou a ideia de construir um novo iate real.
O Estado e as instituições britânicas têm estado sob pressão pública crescente para reconhecer e reparar os legados do império, da escravidão e da violência colonial. Em 2013, em resposta a uma ação judicial movida por vítimas de tortura no Quênia, o governo concordou em pagar quase 20 milhões de libras em danos a sobreviventes. Outro pagamento foi feito em 2019 a sobreviventes no Chipre. Há esforços em curso para reformar currículos escolares, remover monumentos públicos que glorificam o império e alterar a apresentação de locais históricos ligados ao imperialismo.
Mas a xenofobia e o racismo vêm crescendo, alimentados pela política tóxica do brexit. Aproveitando uma aposta feita há anos por eurocéticos (de esquerda e de direita) na Commonwealth como alternativa liderada pelo Reino Unido à integração europeia, o governo Boris, com a agora primeira-ministra Liz Truss como chanceler, promoveu uma visão encharcada de meias-verdades e nostalgia imperial de uma suposta “Grã-Bretanha global”.
A própria longevidade da rainha facilitou a persistência das fantasias ultrapassadas sobre uma segunda era elizabetana. Ela representava um vínculo vivo com a Segunda Guerra e o mito patriótico segundo o qual a Grã-Bretanha sozinha teria salvado o mundo do fascismo.
Elizabeth teve um relacionamento pessoal com Winston Churchill, o primeiro de seus 15 premiês, que Boris defendeu ardorosamente contra críticas bem fundamentadas de seu imperialismo retrógrado. E, é claro, ela era um rosto branco em todos os selos postais, moedas e cédulas em circulação em uma nação que se diversificava rapidamente: na época em que Elizabeth ascendeu ao trono havia uma pessoa não branca em cada 200 britânicos, mas o censo de 2011 revelou que essa proporção subira para sete.
Agora que ela se foi, a monarquia imperial também precisa acabar. Já passou da hora, por exemplo, de mudar o nome da Ordem do Império Britânico, condecoração que ela deu a centenas de britânicos. A rainha foi chefe de Estado de mais de uma dúzia de países da Commonwealth, muitos dos quais agora possivelmente sigam o exemplo de Barbados, que em 2021 decidiu “deixar nosso passado colonial plenamente para trás” e tornar-se uma república.
A morte da rainha também pode beneficiar uma nova campanha pela independência da Escócia —algo a que, ao que consta, Elizabeth se opunha.
Os que anunciaram uma segunda era elizabetana esperavam que Elizabeth 2ª prorrogasse a grandeza britânica; em vez disso, foi a era da implosão do império. A rainha será recordada por sua dedicação incansável a seu trabalho, cujo futuro ela tentou garantir, destituindo o príncipe Andrew, caído em desonra, de seus papéis públicos e resolvendo a questão do título da rainha Camilla.
Mas era uma posição tão estreitamente ligada ao Império Britânico que os mitos da benevolência imperial persistiram, ao mesmo tempo que o mundo à volta de Elizabeth se transformava. O novo rei agora tem uma oportunidade de exercer um impacto histórico real, enxugando a pompa e modernizando a monarquia para torná-la mais semelhante às escandinavas. Esse seria um fim a ser comemorado.
Tradução de Clara Allain
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Leia tudo sobre o tema e siga:
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas (conheça aqui). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Semanalmente, os principais fatos do globo, explicados de forma leve e interessante
Carregando…
Semanalmente, os principais fatos do globo, explicados de forma leve e interessante
Carregando…
Ciência comprova eficácia e aponta novos caminhos para Cannabis medicinal
Na Móbile, projeto de vida começa cedo
Alunos trilham ensino médio de olho no superior
Prevenção ao suicídio exige engajamento de toda a sociedade
Inteligência artificial e automação moldam o futuro das empresas
Soluções de cibersegurança reforçam confiança do consumidor nas empresas
Tecnologia permite que pessoas recebam pela comercialização de seus dados
Especial traz exemplos de como é possível preservar a Amazônia
Imunocomprometidos precisam reforçar atenção e cuidados contra a Covid-19
Tecnologia da Mastercard possibilita transferências com uso de cartão de débito
WhatsApp oferece ferramentas para combater informações falsas
Novo Vista traz alta gastronomia e sofisticação a bordo; conheça
Consumidor já pode pagar suas contas com o rosto
A revolução genética na oncologia
Robôs aprendem, conversam e surpreendem visitantes em exposição em SP
Mastercard garantirá segurança do ecossistema de criptomoedas do Mercado Livre no Brasil
Entenda o que é privacidade e por que precisamos falar sobre isso
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Bolsonaristas agem para separar candidato em SP do aliado Douglas Garcia, que hostilizou jornalista
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Eventual omissão de custos caracteriza infração grave, que pode levar à rejeição da prestação de contas
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Paraná Pesquisas, que fechou contrato milionário com a Secom, adota prática criticada pelo setor

O jornal Folha de S.Paulo é publicado pela Empresa Folha da Manhã S.A.
Copyright Folha de S.Paulo. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folhapress.
Cadastro realizado com sucesso!
Por favor, tente mais tarde!

source

Torcedores do Flamengo fazem comentários xenófobos em postagem de Tom Cavalcante sobre o Ceará – Esporte News Mundo

O dia do Vasco

AO VIVO
O dia do Flamengo

AO VIVO
O dia do Palmeiras

AO VIVO
O dia do São Paulo

AO VIVO
O dia do Santos

AO VIVO
O dia do Red Bull Bragantino

AO VIVO
O dia do Corinthians

AO VIVO
O dia do Cruzeiro

AO VIVO
O dia do Athletico

AO VIVO
O dia do Atlético

AO VIVO
O dia do Internacional

AO VIVO
O dia do Grêmio

AO VIVO
O dia do Botafogo

AO VIVO
O dia do Fluminense

AO VIVO
O dia do Vasco

AO VIVO
INTZ
KABUM
3
2
FIM SEMIF.
PAIN
PRODIGY
3
2
FIM SEMIF.
SANTOS
FLA
1
0
FIM Rod. 21
INTZ
KABUM
0
1
FIM Rod. 21
PAIN
PRODIGY
0
1
FIM Rod. 21
KEYD
FURIA
0
1
FIM Rod. 21
PAIN
FURIA
1
0
FIM Rod. 20
PRODIGY
SANTOS
1
0
FIM Rod. 20
INTZ
KEYD
1
0
FIM Rod. 20
KABUM
FLA
0
1
FIM Rod. 20
SANTOS
FURIA
1
0
FIM Rod. 19
FLA
KEYD
1
0
FIM Rod. 19
KABUM
PAIN
0
1
FIM Rod. 19
PRODIGY
INTZ
1
0
FIM Rod. 19
KEYD
PAIN
1
0
FIM Rod. 18
INTZ
SANTOS
1
0
FIM Rod. 18
PRODIGY
FLA
0
1
FIM Rod. 18
KABUM
FURIA
1
0
FIM Rod. 18
PRODIGY
KEYD
0
1
FIM Rod. 17
FLA
FURIA
0
1
FIM Rod. 17
KABUM
SANTOS
1
0
FIM Rod. 17
INTZ
PAIN
0
1
FIM Rod. 17
FLA
INTZ
0
1
FIM Rod. 16
KEYD
KABUM
0
1
FIM Rod. 16
PRODIGY
FURIA
1
0
FIM Rod. 16
PAIN
SANTOS
0
1
FIM Rod. 16
KABUM
PRODIGY
1
0
FIM Rod. 15
FLA
PAIN
0
1
FIM Rod. 15
INTZ
FURIA
1
0
FIM Rod. 15
KEYD
SANTOS
0
1
FIM Rod. 15
PRODIGY
PAIN
1
0
FIM Rod. 14
SANTOS
FLA
0
1
FIM Rod. 14
KABUM
INTZ
0
1
FIM Rod. 14
KEYD
FURIA
0
1
FIM Rod. 14
FLA
KABUM
1
0
FIM Rod. 13
SANTOS
PRODIGY
0
1
FIM Rod. 13
INTZ
KEYD
0
1
FIM Rod. 13
FURIA
PAIN
0
1
FIM Rod. 13
FURIA
SANTOS
1
0
FIM Rod. 12
KEYD
FLA
0
1
FIM Rod. 12
PAIN
KABUM
0
1
FIM Rod. 12
PRODIGY
INTZ
1
0
FIM Rod. 12
KEYD
PAIN
1
0
FIM Rod. 11
KABUM
FURIA
1
0
FIM Rod. 11
FLA
PRODIGY
0
1
FIM Rod. 11
SANTOS
INTZ
0
1
FIM Rod. 11
PAIN
INTZ
1
0
FIM Rod. 10
PRODIGY
KEYD
1
0
FIM Rod. 10
FURIA
FLA
1
0
FIM Rod. 10
SANTOS
KABUM
1
0
FIM Rod. 10
PRODIGY
FURIA
1
0
FIM Rod. 9
INTZ
FLA
1
0
FIM Rod. 9
PAIN
SANTOS
1
0
FIM Rod. 9
KABUM
KEYD
1
0
FIM Rod. 9
KABUM
PRODIGY
1
0
FIM Rod. 8
INTZ
FURIA
1
0
FIM Rod. 8
KEYD
SANTOS
0
1
FIM Rod. 8
FLA
PAIN
0
1
FIM Rod. 8
FURIA
KEYD
1
0
FIM Rod. 7
FLA
SANTOS
1
0
FIM Rod. 7
INTZ
KABUM
1
0
FIM Rod. 7
PAIN
PRODIGY
1
0
FIM Rod. 7
KEYD
INTZ
1
0
FIM Rod. 6
PAIN
FURIA
1
0
FIM Rod. 6
PRODIGY
SANTOS
0
1
FIM Rod. 6
KABUM
FLA
0
1
FIM Rod. 6
INTZ
PRODIGY
1
0
FIM Rod. 5
KABUM
PAIN
0
1
FIM Rod. 5
FLA
KEYD
1
0
FIM Rod. 5
SANTOS
FURIA
0
1
FIM Rod. 5
FURIA
KABUM
0
1
FIM Rod. 4
PRODIGY
FLA
0
1
FIM Rod. 4
PAIN
KEYD
1
0
FIM Rod. 4
INTZ
SANTOS
0
1
FIM Rod. 4
FLA
FURIA
0
1
FIM Rod. 3
INTZ
PAIN
0
1
FIM Rod. 3
KABUM
SANTOS
0
1
FIM Rod. 3
KEYD
PRODIGY
1
0
FIM Rod. 3
SANTOS
PAIN
1
0
FIM Rod. 2
KEYD
KABUM
0
1
FIM Rod. 2
PRODIGY
FURIA
1
0
FIM Rod. 2
FLA
INTZ
0
1
FIM Rod. 2
PRODIGY
KABUM
0
1
FIM Rod. 1
SANTOS
KEYD
1
0
FIM Rod. 1
FURIA
INTZ
0
1
FIM Rod. 1
PAIN
FLA
1
0
FIM Rod. 1
Transferências
e-Sports
Ao Vivo
Em situação frustrante, tanto atualmente, como na temporada inteira, o Ceará foi ao Maracanã, com seis jogos de jejum, sem vitórias. Para voltar a vencer, o estreante Lucho Gonzalez tinha o intimidador Flamengo pela frente, que com todo o cenário de festa, tinha a missão de vencer e reduzir a distância para o líder Palmeiras, que tropeçou no dia anterior ao ficar no empate com o Red Bull Bragantino.
Contra toda a lógica, Jô colocou o Vovô à frente do placar, ainda na etapa inicial. Na etapa final, Gabi empatou para os donos da casa. A virada, contudo, não veio e o jogo ficou no 1 a 1. Claro que o Ceará precisava muito da vitória, para se distanciar da zona de rebaixamento, mas com todo o contexto, coube ao torcedor Alvinegro, a euforia de ter freado um dos melhores times da América.
A Xenofobia como resposta a frustração
Indignados com o caloroso jogo e com o decepcionante resultado, ”torcedores” do Flamengo foram as redes sociais xingar de forma preconceituosa, o Ceará e sua torcida. As agressões foram em postagem de Tom Cavalcante, torcedor ilustre do Vovô, que comemorou o resultado:
Nos comentários da postagem, vários usuários usaram o fato do Ceará ser da região Nordeste do país, para atacar o clube. Confira:
Procurado pelo Esporte News Mundo, o Ceará não quis se pronunciar sobre o ocorrido. A reportagem buscou contato com o Flamengo, mas não obteve resposta.
O que diz a lei?
A xenofobia, isto é, prática discriminatória contra estrangeiros (nesse caso, usado no sentido de ser de fora do estado), é tipificado na mesma lei que o racismo. O trecho inicial da Lei 9459, de 13 de maio de 1997 , diz o seguinte: ”serão punidos os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena de: reclusão de um a três anos e multa”.
O seu endereço de e-mail não será publicado.




document.getElementById( “ak_js_1” ).setAttribute( “value”, ( new Date() ).getTime() );
Coritiba posta vídeo parabenizando Alex por aniversário de 45 anos
Maiara celebra gol decisivo e avalia classificação do Internacional à final do Brasileirão Feminino
Milan vence Dínamo Zagreb e assume a liderança do grupo da Champions League
Fluminense e BTG avançam mais uma etapa do projeto de investimento
Matheus Peixoto é diagnosticado com mais uma lesão e volta ao DM do Ceará
CBF avalia Fernando Diniz, do Fluminense, como sucessor de Tite na Seleção, diz jornal
SIGA O PÓS-JOGO AO VIVO – Manchester City 2 x 1 Borussia Dortmund
SIGA O PÓS-JOGO AO VIVO – Juventus 1 x 2 Benfica
Palmeiras realiza treino técnico em preparação para clássico contra o Santos
Dorival Júnior defende dois times diferentes nas copas e Brasileirão: “as decisões foram corretas”
Rodrigo Chagas classifica temporada do Jacuipense como positiva e projeta futuro: ‘precisamos buscar sempre a evolução’
Valorant anuncia remodelação do VCT para 2023 e evento no Brasil
Palmeiras vende 36.500 ingressos para clássico diante do Santos
Presidente do Athletico, Petraglia passa mal e realiza exames em São Paulo
Rueda não descarta Luxemburgo como novo técnico do Santos
Ancelotti sobre jogo com o RB Leipzig: ‘Fundamental para a classificação’
Em excelente fase no Goiás, Pedro Raul desperta interesse de clubes brasileiros e do exterior
Goleiro João Carlos fala sobre chance no Cuiabá: ‘Procurei me preparar o ano todo’
Barcelona renova contrato de Gavi até 2026 e coloca multa bilionária
Fluminense lança novo terceiro uniforme; veja imagens
Esporte News Mundo – A notícia está aqui!
Copyright © 2008/2022 – Esporte News Mundo. Todos os direitos reservados

source

De que serve promover a diversidade… se todos pensarem igual? – Dinheiro Vivo

Quando pensa em diversidade organizacional, pensa num local de trabalho composto por pessoas de diferentes raças, religiões, géneros, idades…? Se respondeu afirmativamente, não está errado, já que este é de facto um aspeto relevante no que concerne à diversidade nas organizações. Porém, e de forma realística, os aspetos físicos e socioculturais constituem apenas 50% da noção de diversidade. Os outros 50% recaem sobre a chamada diversidade de pensamento, diferentes valores, ideias e perspetivas.
Foi esta a ideia que Denise Young Smith, antiga vice-presidente da Apple para a diversidade e inclusão, quis transmitir ao mundo quando afirmou que “12 homens brancos, loiros e de olhos azuis podem ser diversos”. Apesar das críticas de que foi alvo na altura, Denise colocou em cima da mesa uma nova perspetiva sobre a forma como as organizações encaram o tema da diversidade e inclusão (D&I). Afinal de que serve promover diversidade, se todos pensarem igual?
É, pois, fundamental evitar quaisquer premissas pré-concebidas. Este é um tema cuja complexidade e individualidade não permitem conceções enviesadas ou definições dogmáticas. Mas, claro, deverá sempre existir um conjunto de premissas-chave a implementar, de forma a criar estratégias o mais bem-sucedidas possível de D&I. E, com isso, conduzir a uma real inovação e crescimento sustentado. Estejamos atentos a três alavancas fundamentais.
Em primeiro lugar, a Organização do trabalho. Levemos em consideração um estudo internacional desenvolvido pela CEGOC, o qual aponta que 63% dos profissionais já sofreram na pele pelo menos uma forma de discriminação. Ora, este é um valor dramático, que merece especial atenção e exigência ao nível dos ambientes de trabalho. Há que os tornar menos “tóxicos” em algumas organizações, através de políticas de “tolerância zero” para a discriminação e o assédio em ambiente laboral. É ainda imperativo realizar de forma constante e coerente questionários que permitam avaliar corretamente os índices de felicidade e bem-estar das equipas. Mas também adotar modalidades de trabalho mais flexíveis para o equilíbrio profissional e familiar, para além de incentivar à criação de equipas de gestão que defendam os valores da D&I na organização.
Depois, a Estratégia de Recrutamento. Ao recrutar profissionais com diferentes experiências, vivências e percursos académicos, tais valências trarão diferentes pontos de vista às organizações. Verifica-se em muitos caso que os responsáveis de Recursos Humanos já se encontram a implementar uma miríade de ações nesse sentido, as quais, no entanto, podem ser melhoradas. Desde a implementação da não-discriminação durante recrutamento, à contratação e integração de novos profissionais, seleção dos candidatos com base em critérios iguais e alinhamento aos valores da organização, para além aplicação do princípio do recrutamento sem CV. Estas são algumas das muitas alternativas que cabe às chefias avaliar e, se tal fizer sentido, colocar em prática.
Subscreva a nossa newsletter e tenha as notícias no seu e-mail todos os dias
Por fim, a importância da Formação. Além das ações de sensibilização e estratégias de comunicação interna para a inclusão e a não-discriminação, torna-se crucial encarar a formação e o desenvolvimento de competências de colaboradores e gestores como essencial em matéria de D&I. Nomeadamente em temas como liderança de equipas diversas, gestão do engagement, empatia, inteligência emocional, confiança. E, muito importante, perceber os riscos e mitigar o impacto dos preconceitos e vieses inconscientes na tomada de decisões.
Promover estas três alavancas é fomentar a comunicação e a colaboração entre os diferentes profissionais e equipas, e com isso valorizar os seus contextos, talentos e contributos únicos. Claro que vão surgir divergências e conflitos que desafiem o status quo, mas os relacionamentos construídos à base de confiança, respeito e empatia vão sempre encontrar um “terreno comum” e desembocar nos mais criativos e audazes planos de ação! “O simples facto de um indivíduo ser diferente de outros à sua volta promove um pensamento mais aberto e divergente, mais rebelde até, nessa pessoa e nos demais”, já escrevia Frans Johansson no seu bestseller “The Medici Effect: Breakthrough Insights at the Intersection of Ideas, Concepts, and Cultures”.
Não nos esqueçamos destas palavras, para que estas sejam mais que uma verve bem-intencionada.
Catarina Correia, Head of Marketing & Communication da CEGOC

source

Coronel Jefferson Schmidt responde 17 perguntas do Página 3 – Página 3

Pergunta 1 – Você é a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo? Acredita que a discriminação sexual deve continuar sendo considerada crime?
R: Prezo pela liberdade de escolhas das pessoas. A Constituição traz o conceito de que a “Lei punirá qualquer discriminação atentatória dos diretos e liberdades fundamentais”; logo compactuo que toda discriminação é nefasta!
Pergunta 2 – No Brasil, o aborto só é permitido em casos de estupro, risco à vida da mãe ou anencefalia do feto. Dessa forma, milhares de mulheres, normalmente de menor poder aquisitivo, recorrem a métodos clandestinos. Você é a favor da legalização do aborto quando a mulher assim desejar?
R: Sou um indivíduo legalista, ou seja, me norteio pelo o que estiver preconizado em Lei (a qual entendemos deva ser estabelecida diante do debate político); meu dever é cumpri-la e defender seu cumprimento.
Pergunta 3 – Você é a favor da descriminalização das drogas? Concorda com o modelo de outros países onde maconha é vendida em comércios supervisionados pelas autoridades?
R: Não! Tudo que se refere a liberação de substâncias psicoativas (drogas ilícitas) não terá meu apoio.
Pergunta 4 – Você é a favor da livre posse de armas, ou apenas nas regiões mais remotas, onde a polícia não pode estar presente para intervenções rápidas?
R: Sou favorável AO DIREITO da aquisição e porte de armas de fogo, por entender que seja uma LIBERDADE de escolha do indivíduo em decidir por ter ou não uma arma de fogo. Todavia, entendo que a Lei deva estipular critérios para a concessão de tal direito, delimitando as etapas de todo processo desde a aquisição até a efetivação do porte.
Pergunta 5 – Você é favor do sistema de quotas para negros nas universidades?
R: Não sou muito adepto em relação ao sistema de cotas para qualquer indíviduo, pois penso que isto não seja um fator que servirá para estabelecer uma igualdade entre indivíduos; pelo contrário, pode até ampliar uma situação de desigualdade em alguns casos.
Pergunta 6 – Você é a favor do uso social da terra? O governo deve desapropriar áreas ociosas para reformar agrária e moradia? As prefeituras devem aplicar IPTU progressivo em terrenos urbanos baldios, mantidos para especulação imobiliária?
R: Atualmente, mas desde 1988, a Constituição garante o direito a propriedade. A reforma agrária que por ventura já tenha sido realizada no país em governos passados não serviu como referência exitosa. A questão do IPTU progressivo, deve ser aplicado nas situações que atentarem contra a Ordem Pública conforme preconiza o Estatuto da Cidade. Lamento que nenhum agente político, responsável pela execução de política urbana, tenha o real conhecimento do que trata o referido dispositivo legal, datado de 2001.
Pergunta 7 – Você defende a livre negociação entre patrões e empregados, ou pensa que deve haver intermediação de sindicatos?
R: Sim. A livre negociação evita a tutela desnecessária do Estado sobre as relações de trabalho. Em países onde isso ocorre há o pleno emprego e indivíduos capacitados recebendo melhores salários. Não precisamos de intermediários desinteressados.
Pergunta 8 – Jovens abaixo de 18 anos que cometem crimes, devem ser penalizados como adultos?
R: Sou favorável a redução da idade penal para 16 anos para que o indivíduo responda por seu atos delituosos. Se com 16 anos pode votar, sou a favor que trabalhe e que seja responsável pelos seus atos.
Pergunta 9 – Você defende a privatização das empresas públicas? De todas?
R: Em parte sim, pois nem todas podem ser privatizadas. O foco de uma estatal é atender a demanda para qual fora criada, sem causar prejuízo ao erário público.
Pergunta 10 – Você acredita que o governo deve aumentar impostos para cobrir déficits fiscais? Isso inclui impostos trabalhistas?
R: Não concordo com aumento de taxação para sanar panes de má versação dos recursos.
Pergunta 11 – Você defende a redução de direitos trabalhistas, para estimular a criação de empregos?
R: Não. Mas vejo que CLT mais atrapalha do que ajuda o empregado. Acredito em direitos trabalhistas básicos que defendam o trabalhador. Mas, de forma alguma, uma legislação muito ampla e genérica que dificulta as relações de trabalho e impede o pleno emprego.
Pergunta 12 – Você é a favor do Bolsa Família (Auxílio Brasil)? Defende o pagamento de qual valor mensal?
R: Sim. O limite prudencial que possa o Governo arcar. Deve ser temporário e para famílias em situação de vulnerabilidade. Mais importante do que conceder esse auxílio é criar mecanismos para que as famílias não dependam dele.
Pergunta 13 – Você defende que o governo estadual e federal sejam obrigados a respeitar um teto de gastos?
R: Sim. Já há previsão disto na chamada Lei de Responsabilidade Fiscal.
Pergunta 14 – Você defende que as universidades públicas sejam gratuitas, mesmo para quem pode pagar?
R: Creio que o foco de uma universidade pública deva ser o oferecimento de um ensino de qualidade, independente da característica do corpo de alunos que possuí.
Pergunta 15 – Você defende que ricos paguem impostos muito mais elevados?
R: Isto em parte já acontece no Brasil, o IRPF – Imposto de Renda de Pessoa Física é tributado conforme a faixa de proventos, na proporção de quem recebe mais paga mais.
Pergunta 16 – Você defende que prefeituras possuam guardas municipais armadas, para executar funções hoje privativas da Polícia Militar?
R: Sou favorável a existência de Guardas Municipais conforme estipula o Art 144 da Constituição, o qual expressa claramente as funções destas corporações. Recentemente decisão do STJ esclarece de forma mais veemente que as Guardas Municipais não são órgãos policiais, logo suas atividades não podem ser de polícia. Acredito que com o tempo possa até a legislação ser mudada, porém a realidade atual é esta.
Pergunta 17 – Quem são seus candidatos a deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da República?
R: Para Deputado Estadual Jefferson Schmidt 51900; para Deputado Federal mantenho o sigilo (embora em minhas propagandas de campanha, sugiro os nomes que mais se adequam ao meu perfil político); para Governador e Senador mantenho o sigilo. E para Presidente voto com Jair Bolsonaro.
© Jornal Página 3 | Todos os direitos reservados.
O Página 3 é o jornal mais antigo de Balneário Camboriú, foi fundado em 26 de julho de 1991. Durante duas décadas foi um semanário impresso e depois evoluiu para online, seguindo a tendência mundial no setor. O Página 3 foi e continua sendo testemunha do cotidiano de uma cidade que é destaque como destino turístico no Brasil e na América do Sul.

source

The White Lotus, série da HBO vencedora do Emmy retrata racismo colonial dos EUA com o Havaí – Revista Fórum

Uma das principais pesquisas sobre o Havaí no Google é: “quem nasce no Havaí é americano?”. A resposta é negativa, pois, apesar do Havaí ser parte dos Estados Unidos, quem nasce no arquipélago não é americano, mas havaiano. 
Em 1898, tropas americanas invadiram o Havaí e depuseram a rainha Liliuokalani. Desde 1900 que o arquipélago foi considera um território dos Estados Unidos. 
Pois bem, esse não-lugar do Havaí frente aos Estados Unidos é o fio que vai conduzir uma série de subtramas da minissérie The White Lotus (HBO), a grande vencedora da 74ª edição do Emmy, que aconteceu na noite desta segunda-feira (12), que levou para casa os prêmios de Melhor minissérie, Antologia ou Filme Para TV; Roteiro e direção para Mike White; ator coadjuvante para Murray Bartlett, e atriz coadjuvante para Jennifer Coolidge. 
De maneira geral, The White Lotus, a partir de histórias banais e clichês de gente rica, apresenta uma série de camadas que nos levam a debates como masculinidades em crise, questões de classe e, principalmente, a maneira como os havaianos se sentem ao verem o seu país, depois de centenas de anos de colonização, ser transformado em um grande resort para pessoas ricas do mundo inteiro, mas principalmente dos EUA. 
O roteiro de The White Lotus também está preocupado em discutir a questão das novas formas de colonização e como culturas originárias são transformadas em objetos de consumos para pessoas que acham o colonialismo uma questão horrorosa, mas não compreendem que, o fato de o Havaí ter sido transformado em um parque de diversões para classes ricas, nada mais é do que a continuação da política colonial iniciada pelos europeus e mantida pelos EUA. 
 

 
Nos primeiros momentos da série The White Lotus acompanhamos algumas famílias brancas e ricas a caminho de um resort de luxo localizado no Havaí. Trata-se do Four Seasons Resort Maui at Wailea, que tem cinco estrelas e diárias de até US$ 9 mil. 
Sem muita pressa, o roteiro escrito por Mike White, que recebeu a premiação de Melhor roteiro em série limitada para TV, nos ambienta com os personagens que estão divididos em subtramas que se desenvolvem simultaneamente. Tudo acontece ao mesmo dentro do resort. 
Dessa maneira, acompanhamos as seguintes histórias: temos o núcleo composto por Mark (Steve Zahn), Nicole (Connie Britton) e seus filhos Olivia (Sydney Sweeney) e Quinn (Fred Hechinger) e Paula (Brittany O’Grady), amiga de Nicole que acompanha a abastada família que passa por uma crise existencial e espera resolver os seus problemas “no contato com a natureza e os povos originários”. 
Em seguida, temos os recém-casados Rachel (Alexandra Daddario) e Shane (Jake Lacy). E para fechar a lista de visitantes ao resort, temos a socialite alcoólatra Tanya, interpretada de forma magistral por Jennifer Coolidge, premiada com a categoria de Atriz coadjuvante para Minissérie em drama. 
No campo dos trabalhadores do resort, somos recepcionados pelo gerente Armond (Murray Bartlett), a massagista Belinda (Natasha Rothwell) e o galã Kai (Kekoa Kekumano).  
A divisão dos núcleos de The White Lotus é composta por uma questão de classe, orientação sexual e identidade nacional. Com uma sequência de cenas constrangedoras, a história da minissérie perpassa por questões históricas, raciais e coloniais mal resolvidas entre os habitantes do Havaí e os turistas que chegam a todo momento dos EUA. 

 
The White Lotus tem uma virada dramática a partir do momento em que os hóspedes passam a ter contato com os trabalhadores do resort, todos nascidos no Havaí. Há dois encontros que merecem destaque.
O primeiro diz respeito a socialite Tanya que, ao passar por uma sessão de massagem com Belinda se sente próxima da trabalhadora e a convida para um jantar. Como chantagem, a herdeira diz que ficou admirada pelo trabalho dela com as mãos e que gostaria de fazer uma proposta para que ela abrisse um salão próprio de estética. 
O outro encontro é quando Paula se envolve com Kai que, todas as noites se apresenta no resort com roupas de seus ancestrais e faz números que remetem àqueles que foram assassinados pelo colonialismo. Há alguns diálogos emblemáticos entre os dois: a vida das pessoas não brancas nos EUA e o fato de Kai não se sentir estadunidense e nem havaiano, pois, os seus símbolos culturais, atualmente, só servem para divertir turistas embriagados. 
A fachada clean do resort onde a trama de The White Lotus se desenrola esconde a expulsão de centenas de famílias que tiveram de deixar as suas casas para ali ser construído o local de férias. Aqui a série expõe uma dor que muito dos trabalhadores do hotel carregam: muitos deles viviam naquele lugar que um dia foi a sua casa. 
Como se vê, apesar da aparência de ser uma trama com ares de comédia banal, The White Lotus traz um dos melhores roteiros dos últimos anos que consegue agregar sem perder o rumo várias questões que emergem nos EUA e no Ocidente como um todo: a busca do macho ancestral, o homem branco que acha que “está perdendo o seu lugar” perante as LGBT, feministas e povos originários e as histórias dos vários colonialismos que ainda persistem em pleno século XXI. 
The White Lotus está disponível na HBO e uma segunda temporada, com novos hóspedes, estreia em breve no canal. 

 

source

MPF obtém condenação de estudantes da Ufal por fraude ao sistema de cotas | Política – Notícias – Jornal Extra de Alagoas

Assessoria
14/09/2022 11h11
O Ministério Público Federal (MPF) obteve decisões judiciais que condenam duas estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) acusadas de fraudar o sistema de cotas para ingresso nos cursos de graduação em Medicina e Psicologia, em 2018.
As sentenças, de autoria do juiz federal Raimundo Alves de Campos Jr., titular da 13ª Vara Federal em Alagoas, condenaram as estudantes a pagarem multa, no valor de R$ 10 mil, cada uma, a título de dano moral coletivo, além da prestação de serviços comunitários gratuitos em suas respectivas áreas de formação em hospital da rede pública ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA) após seis meses de colação de grau e por tempo determinado pelo juiz, com o acompanhamento pelo MPF.
As sentenças foram proferidas no âmbito de duas ações civis públicas (ACP) de autoria da procuradora da República Niedja Kaspary, ajuizadas com o objetivo de dar efetividade às ações afirmativas, buscando resguardar a isonomia entre os concorrentes, a lisura do processo seletivo, bem como o direito dos seus reais destinatários, que são as pessoas com fenótipo vítima de discriminação racial.
As ACPs expõem a gravidade da fraude, uma vez que põe em risco a própria existência da política pública de cotas, prejudicando os seus verdadeiros destinatários, renegando os direitos coletivos da população negra e podendo ensejar na sua revogação, em face de um alegado desvirtuamento dos respectivos propósitos da ação afirmativa.
Este entendimento foi ratificado pelo juiz em sua sentença ao concluir que “permitir que pessoas que não pertencem a grupos historicamente estigmatizados acessem e usufruam do sistema de cotas do ensino público superior, sem que seus atos sejam questionados ou reparados, torna letra morta o próprio sistema e põe em risco o objetivo da política de ação afirmativa”, finaliza.
O juiz, acatando os argumentos do MPF, consignou na sentença que houve a violação injusta e intolerável dos direitos fundamentais da comunidade negra, além de ataques graves à moralidade pública, isonomia, confiança e boa-fé. E reconheceu que as estudantes por não apresentarem traços fisionômicos historicamente passíveis de discriminação social ou racial, que possam ser atribuídos a pessoas negras ou pardas, se beneficiaram indevidamente do sistema de cotas para ingressar nos cursos de graduação, sobretudo quando se observa que as duas não obtiveram pontuação suficiente para ingressar na lista de ampla concorrência dos referidos cursos.
Por fim, a sentença considera que a manutenção da matrícula das estudantes assegura um menor prejuízo à coletividade, uma vez que atualmente ambas se encontram cursando mais da metade do curso e por considerar que o Estado já investiu uma alta quantia na educação das rés e que não terá o retorno esperado pela coletividade.

Receba gratuitamente o melhor conteúdo do EXTRA no seu celular e mantenha-se sempre atualizado.
Leia o EXTRA a qualquer hora com comodidade e agilidade direto do seu computador, tablet ou smartphone
© 2007 / 2022   Jornal Extra de Alagoas – Todos os direitos reservados.
Produzir um conteúdo de qualidade exige recursos.
A publicidade é uma fonte importante de financiamento do nosso conteúdo.
Para continuar navegando, por favor desabilite seu bloqueador de anúncios.

source

Projeto cria medidas para proteger quem denuncia violência contra mulher – Notícias – Agência Câmara de Notícias

Proposta torna obrigatória a comunicação da violência, mas denunciante poderá condicionar revelação à execução de medidas protetivas
14/09/2022 – 09:20  

Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados
Deputada Carmen Zanotto discursa no Plenário da Câmara.
A autora da proposta, deputada Carmen Zanotto

O Projeto de Lei 2103/22 cria mecanismos para a prevenção e o enfrentamento da violência institucional contra mulheres, bem como da proteção das pessoas que comuniquem a violência.
Em análise na Câmara dos Deputados, o texto conceitua violência institucional como aquela praticada por agente público no desempenho de sua função, por meio de atos comissivos ou omissivos que prejudiquem o atendimento às mulheres, ofendam sua integridade, dignidade ou sua saúde física ou mental.
Segundo a proposta, qualquer pessoa que tenha conhecimento ou presencie ação ou omissão que constitua violência institucional contra mulheres terá o dever de comunicar o fato imediatamente aos superiores e à autoridade policial, os quais deverão tomar as providências cabíveis, sob pena de prevaricação, se a omissão não configurar crime mais grave.
O texto prevê que o Poder Púbico garanta meios e estabeleça medidas para proteger e, quando for o caso, compensar a pessoa que denunciar a prática de violência, de tratamento cruel ou degradante.
Tanto a União quanto os estados, o Distrito Federal e os municípios poderão estabelecer programas de proteção e compensação das vítimas, das testemunhas e dos denunciantes.
O denunciante poderá condicionar a revelação de informações de que tenha conhecimento à execução das medidas de proteção. Ainda pela proposta, ninguém será submetido a retaliação, represália, discriminação ou punição por ter denunciado violência institucional.
Legislação fundamental
A autora do projeto, deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), considera fundamental “uma legislação que beneficie e proteja aqueles profissionais que presenciam casos de violência contra mulheres, seja no ambiente de trabalho, seja em outros locais onde mulheres sejam atacadas nos seus direitos”.
Ela lembra do caso ocorrido recentemente no Hospital da Mulher Heloneida Studart do Rio de Janeiro, onde um médico anestesista estuprou uma paciente e foi denunciado pelos profissionais da saúde e funcionários, em especial pela equipe de enfermagem, que, conforme ressaltou a deputada, “atuou de forma essencial na denúncia do crime de estupro de vulnerável”.
Neste ano, o Congresso Nacional já aprovou  a Lei 14.321/22, que tipifica o crime de violência institucional, com pena prevista de detenção de três meses a um ano e multa.
Tramitação
A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Reportagem – Lara Haje
Edição – Natalia Doederlein
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura ‘Agência Câmara Notícias’.
Use esse formulário para comunicar erros ou fazer sugestões sobre o novo portal da Câmara dos Deputados. Para qualquer outro assunto, utilize o Fale Conosco.
Sua mensagem foi enviada.
56ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária

source

Justiça vê discriminação e anula dispensa de trabalhadora com depressão – Rede Brasil Atual

Funcionária foi demitida um dia após o retorno. Perícia havia recomendado tratamento
Publicado 11/09/2022 – 15h13
São Paulo – A 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), em São Paulo, manteve decisão de primeira instância pela reintegração de uma trabalhadora com quadro de depressão que havia sido demitida. Assim, além de anular a dispensa, determinou pagamento de salários e verbas e também de indenização, por danos morais, no valor de R$ 8 mil.
De acordo com a Justiça do Trabalho, a dispensa foi considerada discriminatória. Com atestado médico, a funcionária se afastou do trabalho, em 2019, de 10 a 18 e janeiro e de 2 a 16 de fevereiro. Foi demitida no dia seguinte ao retorno (17). “Segundo laudo médico pericial, tal fato agravou o quadro de depressão da profissional. Foi constatado também que o trabalho atuou como causa para a piora do quadro de saúde dela, que operava como caixa emitindo passagens em uma empresa de transporte turístico”, informa o TRT.
A perícia constatou ainda que a trabalhadora apresentou incapacidade temporária para exercer suas atividades profissionais. Também apresentava ideias suicidas. Assim, houve indicação para tratamento psicoterápico e com medicamentos.
“No mais, do depoimento da testemunha da autora se extrai que a reclamante era submetida a extensas jornadas de trabalho, eis que a referida testemunha afirmou que nunca viu a obreira usufruindo férias e feriados”, afirmou a relatora do processo, desembargadora Sonia Maria Forster do Amaral.
A empregadora alegou que não tinha ciência da situação da funcionária e disse que a medida ocorreu por redução do quadro. Mas a preposta da empresa admitiu ter conhecimento do quadro de depressão da trabalhadora.

source