Atriz Mirian Macrina denuncia racismo em rede social – Glamour

Por Redação Glamour
13/09/2022 06h53 Atualizado 13/09/2022
Mirian Macrina usou as redes sociais para fazer uma denúncia de racismo. A atriz foi atacada pelo influencer e tiktoker Luiz Halan durante uma live.
Mirian Macrina — Foto: Reprodução/Instagram
No vídeo, ele diz que a artista é horrorosa, fala sobre o tamanho de sua boca, nariz e a textura do cabelo. "Deus, uma cara horrorosa… Olha a foto dela.. Putz.. Olha o tamanho dessa mulher… Ainda está com cabelo falso. Parece um monstro e detalhe: está com cabelo liso. Ela coloca uma boina para tampar os 'parentes'… porque aqui é tudo duro. Eu sei porque eu tenho cabelo duro… Ela não aceita que tem cabelo ruim… Tem que afinar o nariz, o lábio.. Olha o tamanho dessa beiçola, parecem dois pneus. Que isso meu Deus? Estou com medo! Estou chocado com ela. Muito feia! Ela deve agora estar chorando no banho. Se alguém chegar pra você e dizer 'você é bonita', corta a amizade na hora. O cara pra pegar essa garota tem que estar muito bêbado… Olha pra cara a pessoa perde o tesão na hora", diz.
Mirian, que está na série Pico Da Neblina da HBO Max, compartilhou o vídeo de Luiz e pediu justiça: "Terrível atitude de injúria RACIAL(racismo) contra mim. Triste, dolorosas palavras, não podemos deixar isso acontecer! Vamos nos unir família, metade da população brasileira é composta por negros! Compartilhe, divulgue, denuncie. Isso tem que parar!
Luiz Halan ataca Mirian em live — Foto: Reprodução/Internet
Após a denúncia de Mirian, o influencer seguiu com as agressões em sua página. "Essas mulheres com um nariz aqui não são bonitas. E todas que defendem a causa dos negros são cheios de plásticas e tem cabelo liso. Como a Mirian, ela coloca cabelo falso de boneca, já não assumindo sua negritude. Você não tem cabelo liso, não tem e nem vai ter. Você disse que ama o nariz. Ama nada. São traços feios. Me processa mesmo, não tenho medo de você."
Em vídeo, Mirian conta que já tomou as devidas providências. "Explicando como aconteceu as injúrias raciais, por um simples comentário, porém tenho provas, tomamos as providências cabíveis. Veja a FOTO no final do vídeo. O B.O foi feito, abrimos o processo, fui à defensoria pública e também no fórum. Vamos pra cima, NÃO PODEMOS DEIXAR QUE CONTINUE. Postarei nos stories as outras vítimas."

Apoio de internautas e artistas

Nos comentários, Miriam ganhou o apoio de internautas e artistas como Leilah Moreno e Margareth Menezes.
“Esse cara tem tanta r@iva, ranc0r, desprezo por si mesmo que precisa cuspir contra o próximo. Está tão lotado de “nada” por dentro que isso reverbera. O que tem dentro de um ser tomado pela tristeza? … No que se transforma uma pessoa dominada pelo ódi0? O que sai da boca de um ser guiado por energias baixas??? … Tudo isso que se vê nesse vídeo! … É o sexólogo vivo de um ser “sem alma, sem paz, sem amor”!!! É um ser vazio, porém lotado de acúmulos de “NADAS” … Nada…”, escreveu Leilah.
“Esse Drácula do fundo dos infernos! Lumbriga de porta de saída de bosta!”, disse Margareth.

Outras vítimas

Pelo Stories (assista abaixo), ela mostrou que o influencer já havia atacado outras mulheres negras. “Olha aí gente, mais vítimas. Até quando? Cadê as autoridades?”
"Mais uma mulher negra tendo seus traços negróides difamados. Não dá mais Brasil”, se revolta a atriz.

source

Ludmilla relembra casos de racismo em show no Rock in Rio – Tangerina

MÚSICA

Reprodução/Multishow
Atração de encerramento do palco Sunset, cantora comemorou dez anos de carreira no festival
No ano em que comemora dez anos de carreira, Ludmilla provou a força artística mais uma vez no Rock in Rio. Ela foi atração de encerramento do palco Sunset neste domingo (11).
O tom de celebração já começou em um vídeo de abertura, em que ela lembrava momentos da trajetória, incluindo o meme em que fala que o seu maior medo é “cair de moto e se rolar toda”, em uma entrevista à Marília Gabriela.
O show de Ludmilla ainda contou com um espaço de destaque para outras artistas pretas. Ela chamou Tasha & Tracie, MC Soffia, Tati Quebra Barraco e Majur no palco. Cada uma teve a chance de cantar um trecho de uma música própria.
A cantora abriu a performance com uma sequência dos funks Favela Chegou (originalmente, um feat com Anitta) e Verdinha. Antes de Rainha da Favela, foram exibidos diversas reportagens que denunciavam casos de racismo sofridos por Lud ao longo da carreira.
Foi a gente que pediu SIM 🎶 E vamos de MALDIVAS ​💞​​ #LudmillaNoMultishow #RockinRioNoMultishow pic.twitter.com/XOBgGOfvej
— Multishow 🤟 (@multishow) September 12, 2022

“Todo mundo veio para o Sunset me ver”, comemorou ela, emocionada com a quantidade de pessoas na plateia. Ludmilla foi mais um caso de show que juntou muito mais pessoas do que o segundo palco principal do festival comporta.
Músicas gravadas com Gloria Groove no projeto Lud Sessions também ganharam destaque em uma sequência com Modo Avião, A Tua Voz, 700 por Hora, Radar e A Música Mais Triste do Ano. Depois, foi a vez de representar a fase pagodeira, em faixas dos álbuns Numanice. Amor Difícil e Maldivas entraram para a lista. Inspiração para as faixas românticas, a bailarina Brunna Gonçalves, esposa de Ludmilla, fez uma participação com o balé durante a performance.
Depois de um rápido interlúdio, Ludmilla voltou ao palco usando a camiseta da seleção brasileira e óculos escuros para lembrar de Hoje, Cheguei e outros dos primeiros sucessos da carreira.
Lucas Almeida
Repórter. Passou pela MTV Brasil e Veja.com. É fã de um pop triste e não deixa de ouvir todos os lançamentos musicais da semana.
Tangerina é um lugar aberto para troca de ideias. Por isso, pra gente é super importante que os comentários sejam respeitosos. Comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, com palavrões, que incitam a violência, discurso de ódio ou contenham links vão ser deletados.
Ainda não tem uma conta?
Conteúdo fresco, direto da fruta
Quer ficar por dentro das notícias do mundo pop? É só assinar nosso conteúdo semanal

source

Luís Borges critica 'Big Brother'. "Discriminação" – SAPO Lifestyle

Luís Borges voltou a recorrer ao Twitter para comentar a gala do ‘Big Brother’, que regressou este domingo, 11 de setembro, à TVI.
Numa das reações sobre o reality show – que nesta edição reúne casais conhecidos do público e anónimos – o modelo lamentou o facto de não haver nenhum casal homossexual.
“Acho ridículo não termos um casal de paneleiros. Discriminação”, escreveu.

Leia Também: Conheça todos os concorrentes do novo ‘Big Brother’
Leia Também: ‘Big Brother’. Cristina explica decisão de juntar famosos e anónimos
Notificações bloqueadas pelo browser

source

Ellen Jabour desmente Pequena Lo em relato chocante e nega discriminação no Rock In Rio – RD1 – Terra

Uma treta que explodiu no Rock In Rio envolveu o desabafo de Pequena Lo, que afirmou que foi destratada por Ellen Jabour na área VIP, numa tentativa de ser afastada do lugar onde estava. A atriz, no entanto, negou que isso tenha acontecido e se defendeu.
Nos Stories do Instagram, a famosa começou dizendo que não pediu nada de absurdo e que tudo não passou de um mal-entendido:
Sou de paz, sempre respeitei todos a minha volta sem distinções, tinha espaço suficiente pra todo mundo ali e eu estava 100% interessada em assistir ao show em harmonia com todos, como sempre faço. Acho que o que ocorreu ali foi um grande equívoco, talvez até devido a música alta, acho que fui mal interpretada”.

Veja Também

Seguindo esse comunicado, Ellen trouxe a própria versão do que ocorreu com a influencer PCD:
No meio de um show, me perguntaram se ela podia estacionar a motinho ali aonde eu estava com o meu grupo. Eu achei que ela não tinha visto que eu estava junto com o grupo do meu lado direito e falei: ‘Claro, com certeza! Mas você se importa de estacionar ela aqui do meu lado esquerdo? É que eu estou junto com esse grupinho aqui’. Mas a pessoa disse que seria melhor ela entrar ali mesmo”.
Por fim, Jabour desmentiu Pequena Lo e tentou encerrar o assunto, antes de dizer que apoia ONGs e afins:
Eu não entendi bem o por quê, até achei que a moça não tinha ouvido direito (…) mas não discuti e abrimos espaço aonde ela queria. E foi apenas isso. Não aconteceu absolutamente mais nada. Me sinto profundamente magoada de ter sido acusada de coisas que estariam longe de meus pensamentos de fazer propositalmente. E lamento que a Pequena Lo tenha se sentido assim”.
Confira:
Clique aqui e aperte o botão ” Seguir” para você ser o primeiro a receber as últimas informações sobre este assunto no seu celular!
 
 
Uma publicação compartilhada por Nota da Fama ⭐ (@notadafama)

Esse conteúdo não pode ser exibido em seu navegador.
Esse conteúdo não pode ser exibido em seu navegador.

source

Com carro de R$ 154 mil, Gabily relata discriminação em batida policial: 'Me senti constrangida' – R7

source

Racismo como crime inafiançável e o surgimento do SUS são os destaques de 'Brasil em Constituição' na próxima semana – O Universo da TV

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do O Universo da TV.
Acompanhe as principais notícias do setor de TV paga e suas principais operadoras. Fique atualizado também com as principais novidades da programação dos canais, plataformas de streaming e muito mais

source

Rita Pereira Carvalho: “Durante a pandemia, ninguém bateu palmas às empregadas da limpeza nos hospitais“ – Expresso

Siga-nos

As Mulheres Não Existem
12 setembro 2022 12:04
12 setembro 2022 12:04
nuno fox
Habituada a uma vida familiar marcada pela influência feminina, Rita Pereira Carvalho sempre procurou perceber o trabalho desempenhado pelas mulheres. Aos 28 anos escreve “As Invisíveis – Histórias sobre o trabalho da limpeza” publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e que ocupa grande parte da conversa neste episódio. A invisibilidade das mulheres que trabalham a limpar os escritórios, os hospitais e os hotéis, muitas vezes enquanto dormimos, é manifestada com mágoa nos testemunhos relatados ao longo do livro. Mas ser ignorado, não visto, é por vezes uma situação menos incómoda do que ser alvo da brutalidade do racismo e da xenofobia, como tantas vezes acontece a empregadas domésticas rejeitadas por serem negras ou estrangeiras. “Fazer limpezas não é sequer considerado como uma opção para juntar dinheiro” relata Rita Pereira Carvalho, sublinhando o preconceito com que este trabalho indispensável é visto pela maioria. “Durante a pandemia, ninguém bateu palmas às empregadas da limpeza nos hospitais e não foram vacinadas juntamente com os profissionais de saúde” apesar de também fazerem um trabalho essencial.
nuno fox
Neste episódio houve ainda espaço para falarmos um pouco da biografia da repórter de guerra Christiane Amanpour e da entrevista de Maria João Avillez ao Papa Francisco, o qual considerou um “acto de justiça” nomear mulheres para a administração do Vaticano. Recomendámos ainda uma obra de Agatha Christie e “The Baby”, uma série de comédia e terror na HBO.
tiago pereira santos
Todas as semanas, trazemos uma nova convidada para uma conversa exclusiva sobre a sua vida e o percurso profissional – mulheres que são casos individuais e também inspiradores de determinação, curiosidade, inteligência e vontade de arriscar. Vamos também dar a conhecer histórias de mulheres que marcaram a sociedade e foram pioneiras nas suas áreas. Vamos falar das preocupações e reivindicações das mulheres hoje, e das notícias em que as mulheres são protagonistas. E a cada semana vamos trazer novas recomendações de autoras femininas ou em que as mulheres são protagonistas – desde livros, artigos, filmes e exposições a músicas e documentários.
As Mulheres Não Existem é um podcast sobre mulheres para ouvintes de todos os géneros. Pode ouvir e seguir os episódios em todas as plataformas de podcast e no site do Expresso. As Mulheres Não Existem tem o patrocínio do Banco Credibom e piscapisca.pt

Perguntar Não Ofende
Leia também
+ Exclusivos
+ As Mulheres Não Existem
Siga-nos

source

ACM Neto acusa adversários de preconceito ao defender declaração como negro: "Discriminação" – Política ao Vivo

Política ao Vivo. Siga a gente no Instagram: @politicaaovivo
Foto: Divulgação
Convidado do Bahia Meio Dia desta segunda-feira (12), o ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (UB), acusou os opositores políticos de agirem de forma preconceituosa acerca da sua autodeclaração como pardo (considerado parte da população negra segundo o IBGE) no Tribunal Superior Eleitoral. Sua vice, a empresária Ana Coelho (Republicanos), também se declarou parda, sendo alvo de ações.


(adsbygoogle=window.adsbygoogle||[]).push({})
Questionado pelo apresentador Wanderson Nascimento, Neto se defendeu e disse que a leitura social da sua cor é feita por ele, e afirmou que, se colocado ao lado de uma pessoa branca, será sentida a diferença de tons de pele.
“Quem é que faz minha leitura social como branco?”, questionou Neto, sendo rebatido pelo apresentador e continuando seu raciocínio e acusando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de ser o errado na questão da avaliação racial.
“Eu me considero pardo, você pode me colocar ao lado de uma pessoa branca, há uma diferença grande. Negro, não. Então o erro é do IBGE (sobre pardos considerados negros). Em 2016, eu fui candidato a prefeito, naquela época não havia fundo eleitoral, não haviam cotas. Eu me declarei pardo, está lá na minha declaração. Se tem alguém à vontade nessa história, sou eu, porque eu me considero assim. O povo baiano é misturado, há uma miscigenação enorme na Bahia”, continuou.
Neto ainda reafirmou se considerar pardo e disse que não vê por dos adversários os mesmos questionamentos, lembrando que o governador Rui Costa (PT) também se declarou pardo.
“Essa é uma crítica da oposição. Agora, Rui Costa se declarou pardo. O candidato a vice do PT se declarou pardo, e não tem diferença de cor para mim. Então, o político que se diz de esquerda pode se declarar pardo e o outro não. Sabe como é o nome disso? Preconceito, discriminação, coisas que não fazem parte da minha vida […] eu sou um cara que convive com a diversidade, governei Salvador de maneira plural, acolhendo a todos. Não aceito essa colocação, porque dentro de mim, é como um me enxergo”, finalizou o candidato.


(adsbygoogle=window.adsbygoogle||[]).push({})
Este site usa cookies para fornecer a você a melhor experiência de navegação.
Saiba mais em configurações.
Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.
Os Cookies Necessários devem estar sempre ativado para que possamos salvar suas preferências de configuração de cookies.
Se você desabilitar este cookie, não poderemos salvar suas preferências. Isso significa que toda vez que você visitar este site, precisará habilitar ou desabilitar os cookies novamente.
Mais informações em Política de Privacidade

source

Segurança é vítima de racismo no Shopping Metropolitano, na Barra da Tijuca – O Dia

Agora você pode ler esta notícia off-line
Meus links salvos
Meu horóscopo
Meu time do coração

Homem é encontrado baleado dentro de carro…
Escolas adotam protocolos sanitários de combate à…
Aniversário do Guanabara é cancelado
Aulas presenciais retornarão nesta segunda-feira em 16…
No Dia do Médico, Crivella diz: ‘Que…
Agentes prendem suspeitos de furto durante ocorrências…
Justiça eleitoral multa ex-PM youtuber Gabriel Monteiro…
Segurança é vítima de racismo em shopping na Zona Oeste do RioReprodução
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.
Digite seu endereço de e-mail para acompanhar as notícias diárias do Jornal O Dia.
Ação da Prefeitura do Rio termina com agente ferido em Bonsucesso
Na operação, feita pela Subprefeitura da Zona Norte, materiais cortantes usados para assaltos foram apreendidos
Homens são presos após roubo de celular na Zona Sul
Caso aconteceu na Avenida Rui Barbosa, no Flamengo
Câmara Municipal recebe iluminação especial em apoio ao Setembro Amarelo
Palácio Pedro Ernesto passou a noite com a cor da campanha
Polícia prende suspeito de matar irmãos em Paraty
Motivação do crime teria sido pelo envenenamento de um cachorro
Operação mira exploração ilegal de internet ligada a milicianos do Bonde do Zinho
A ação tem como objetivo cumprir 12 mandados de busca e apreensão na Zona Oeste e na Região Metropolitana
PM recupera carreta roubada e carga estimada em R$ 400 mil, na Baixada
Um dos criminosos foi encontrado baleado e socorrido ao Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes
Polícia Militar realiza operações em comunidades do Rio
Em confronto na Vila Kennedy, três suspeitos morreram e outros dois ficaram feridos. Ações acontecem ainda em favelas das zonas Oeste, Norte e da região Central
Leia O DIA a qualquer hora com comodidade e agilidade direto do seu computador, tablet e celular.
Disponível noGoogle Play
Disponível noApp Store
Receba gratuitamente o melhor conteúdo do DIA no seu e-mail e mantenha-se sempre atualizado.
Entrar com Google
Entrar com Facebook
Entrar com Google
Entrar com Facebook
Que pena! Ainda não é possivel realizar a entrega do jornal O Dia em seu endereço. Se preferir, você pode voltar e escolher nosso plano de acesso digital.
Fique de olho! Um e-mail de confirmação será enviado para sua caixa de mensagens.
Em casos de erros de português ou de informações sobre este conteúdo, por favor, nos informe:

source

Ex-goleiro Aranha lança livro sobre José do Patrocínio e usa a literatura para combater o racismo – Awebic – Histórias que Inspiram

“Patrocínio” é o segundo livro da carreira de Aranha
Quem acompanha futebol deve se lembrar do ex-goleiro Aranha, que brilhou jogando por times como Ponte Preta, Atlético Mineiro e Santos. No entanto, ele também foi destaque nas manchetes por ser vítima de racismo dentro de campo.
Após se aposentar, o Aranha decidiu investir na literatura como uma forma de conscientização. O Aranha acaba de lançar o livro “Patrocínio”, sobre José do Patrocínio, um dos principais líderes do Brasil na luta pelo fim da escravidão.
“A gente ficou durante muito tempo refém daquela história de que só através do futebol ou da música, a população negra, a população pobre tem uma chance de mudar de vida e José do Patrocínio mostra que você pode ser qualquer tipo de coisa, um escritor, um dono de jornal, um político, um ativista, você tem várias áreas que você pode estar presente se você estudar, se você se dedicar.
E José do Patrocínio, como era uma pessoa que teve estudo, mesmo no pior momento para ser negro do Brasil, ele serve como grande exemplo”, disse o ex-atleta, segundo o Globo Esporte.
O lançamento do livro foi no Festival Literário Internacional de Poços de Caldas, o Flipoços, em Minas Gerais. Uma ocasião muito especial já que o próprio evento teve como homenageado outro negro que também faz história: o cantor Milton Nascimento.
“Patrocínio” é o segundo livro da carreira de Aranha, cujo nome verdadeiro é Mario Lúcio Duarte Costa. A sua primeira obra, chamada “Brasil Tumbeiro”, foi lançada ano passado e resgata a história dos negros no país.
Segundo o autor, muitas personalidades negras importante foram apagadas e invisibilizadas ao longo dos séculos. Daí a importância de livros como esses, que mostram fatos que muitas pessoas não conheciam.
Uma pesquisa rápida na internet mostra que “Patrocínio” já está disponível para compra no site da Editora Mostarda, responsável pelo lançamento. Clique aqui para adquirir.
Para quem não conhece José do Patrocínio, ele nasceu em Campos, no Rio de Janeiro, em 1853. Filho de uma mulher negra que foi escravizada, começou sua participação nas campanhas pela abolição em 1871, publicando um poema no jornal A República.
Seu envolvimento com o movimento foi crescendo e José do Patrocínio tornou-se uma liderança relevante, com forte atuação em jornais e publicações de oposição à monarquia e ao sistema escravocrata. Felizmente, viu sua luta render frutos: em 1888, foi assinada a Lei Áurea, que deu um fim oficial à escravidão no Brasil. Faleceu em 1905, no Rio de Janeiro, e agora tem sua vida revisitada pelo novo livro.
Parabéns ao Aranha pela iniciativa de escrever o livro e que a obra ajude a combater o racismo e a propagar o respeito, formando pessoas preparadas a abraçar a diversidade do nosso país.
Clique aqui e aperte o botão ” Seguir” para você ser o primeiro a receber as últimas informações sobre este assunto no seu celular!
Fonte: Globo Esporte
O que você achou? Siga @awebic no Instagram para ver mais e deixar seu comentário clicando aqui
Jornalista apaixonado por contar histórias. Paranaense radicado em São Paulo. Louco por viagens e experiências novas.

source