Definido o caso do torcedor do Inter acusado de racismo no Beira-Rio – Portal do Colorado

Portal do Colorado Portal do Colorado – Portal de Noticias do Sport Club Internacional
Depois da polêmica envolvendo o atacante Felipe Pires, que defende as cores do Juventude, e de um torcedor colorado que supostamente teria ofendido o jogador com palavras de cunho racial, o caso foi encerrado pelo próprio jogador que decidiu não seguir com às acusações contra o colorado.

A decisão foi divulgada pelo próprio Inter, que em nota oficial, informou que o atacante alviverde entrou em um acordo com o torcedor e decidiu não levar o fato adiante. Com isso, o caso não será julgado na esfera judicial.
Na ocasião, Felipe Pires acusou o torcedor colorado de ofendê-lo com a palavra macaco. O jogo foi paralisado por alguns instantes, mas não foram apresentadas imagens que comprovassem o fato. Desse modo, o acusado foi levado até o Jecrim do Beira-Rio, onde teve que prestar depoimento.

Depois disso, não houveram manifestações oficiais por parte do Juventude que aguardou o desenrolar do caso com cautela, assim como o Inter, que apesar de oferecer total respaldo ao atleta, divulgou apenas uma nota de repúdio ao crime de forma geral.
O Sport Club Internacional, após depuração de caso envolvendo um torcedor e um atleta do Juventude em partida no Beira-Rio, informa que tomou conhecimento acerca da desistência de qualquer representação por parte do jogador.

O episódio foi resolvido entre as partes diretamente envolvidas, ficando esclarecido o incidente, possivelmente causado pela distância entre os mesmos e o ruído de fundo, existente no estádio.
Reafirmamos a nossa posição de pleno combate e repúdio a qualquer espécie de discriminação. Ficamos satisfeitos que tudo foi devidamente esclarecido e solucionado.”

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Estudante de jornalismo, repórter, redator e, acima de tudo, apaixonado pelo futebol.
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Mariana Rios diz ter sofrido xenofobia na carreira: ''Perdi muitos papéis por conta do meu sotaque'' – CARAS Brasil

Atriz e apresentadora Mariana Rios fala sobre positividade, beleza e carreira em episódio especial do podcast 'Sala de Espera'
CARAS Digital Publicado em 09/09/2022, às 14h35
Nesta semana, Mariana Rios foi a convidada da vez para participar do podcast Sala de Espera, comandado por Daniel Dziabas e Yan Acioli. A artista multifacetada, queridinha entre os brasileiros, participou de um episódio repleto de aprendizados e trocas sinceras sobre carreira, positividade, moda e beleza.
Atriz, cantora, apresentadora e autora, contou sobre sua ambição e foco durante a vida: “Se você não sabe o que você quer, você não sabe qual caminho traçar, por onde percorrer e nem onde você vai chegar. Então eu tracei esse caminho, trilhei esse caminho desde muito nova. Eu sempre soube o que eu queria e o que eu quero até hoje. Quando eu fui para o Rio de Janeiro, eu tinha um objetivo, todas as dificuldades que eu passei no Rio, eu estava completamente abraçada ao meu objetivo e nada daquilo que estava acontecendo no entorno ia tirar o meu foco. E quando eu consegui dar o meu primeiro passo, que foi entrar para a televisão, – ter a oportunidade depois de 4 anos morando no Rio, ralando e lutando muito, levando muito não, passando por muita coisa e tendo muita dificuldade-, quando eu tive essa chance, essa oportunidade, eu agarrei com unhas e dentes… Então é saber o que você quer se não você se perde no caminho.”, disse durante a entrevista.
A cantora falou também sobre como seu sotaque foi um empecilho em alguns momentos durante a vida:Eu já perdi muitos papéis por conta do meu sotaque, só que assim realmente é um esforço maior você tirar o sotaque. Você tem que decorar o texto, você tem que pensar na cena, você tem que pensar em tal frase, você tem que escutar o seu parceiro na cena e você tem que pensar em ser natural e que você não pode falar do jeito que você fala… Então, eu entendo você ter que neutralizar quando o seu personagem é de um estado e você é de outro… Mas tem algumas situações e personagens que eu perdi que eu poderia sim ter usado meu sotaque.”, ressaltou.
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Patrícia Poeta relembra doença que quase a levou a morte: ”Há exatamente um ano, tomei um susto”
Sobre momentos difíceis, a artista explicou como lida com suas questões difíceis e a busca pela felicidade: “Eu acho que todos nós passamos por questões o tempo todo, sempre tem a pedrinha no sapato. A gente sempre tem um lugar que quer chegar, algo que a gente quer alcançar, algo que a gente quer conquistar e um problema a ser resolvido… A vida nunca vai ser um mar de rosas, mas a felicidade está em pontos específicos, momentos… A felicidade é um estado de espírito, esteja feliz hoje, porque não é a busca da felicidade, é a busca por momentos de alegria, de prazer.”, disse.
Mariana contou ainda sobre sua relação com procedimentos estéticos e beleza: “Eu acho que eu estou na minha melhor fase, eu me olho no espelho e gosto do que eu vejo… Eu sempre tive o prazer de falar: ‘Eu não faço nada no meu rosto’, e quando eu senti a diferença em fazer e a naturalidade que ficou e como eu fiquei mais descansada, – parece que o meu rosto descansou-, eu comecei a falar que eu estava fazendo, porque não foi mais um problema para mim.”, ressaltou.
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Pedreiro é ameaçado de morte e sofre racismo em obra no Alphaville – Campo Grande News

Capital
Suspeito de ter cometido o crime era patrão da vítima durante uma construção
Um pedreiro relata ter sido ameaçado de morte e sofrido racismo durante o trabalho, em uma obra no condomínio Alphaville, em Campo Grande. Boletim de ocorrência foi registrado nesta sexta-feira (9) pelos crimes de ameaça e injúria qualificada pela raça, cor, etnia ou origem.
A ocorrência foi registrada na Rua Cambacica, no residencial. A vítima declarou à polícia que o ex-patrão, de 31 anos, e seu pai o ofenderam e disseram que não poderia trabalhar no local. “Você é preto, não merece trabalhar no Alphaville”, consta no documento policial.
Segundo ele, o suspeito disse também que depois do serviço iria matar a vítima. Ele acionou a PM (Polícia Militar), que o levou até a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro.
O suspeito de ter cometido o crime possui processo no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) a respeito de caso de maus tratos contra uma das filhas, de dois anos. Conforme outro boletim de ocorrência associado ao seu nome, registrado em janeiro deste ano, ele trabalhava até então como servente de pedreiro.
Sábado, 10 de Setembro
Todos os direitos reservados. As notícias veiculadas nos blogs, colunas ou artigos são de inteira responsabilidade dos autores. Campo Grande News © 2020.
Design by MV Agência | Desenvolvimento Idalus Internet Solutions.

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"Você não pode…": Mariana Rios abre o coração e diz já ter perdido oportunidade de trabalho por causa de … – Bolavip Brasil

A atriz já sofreu discriminação por causa do sotaque
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09/09/2022 – 17:09hs BRT
09/09/2022 – 17:09hs BRT
Por
Mariana Rios fez uma revelação que surpreendeu os fãs. Durante uma participação no podcast “Sala de Espera“, comandado por Yan Acioli e Daniel Dziabas, ela revelou que já sofreu discriminação por causa do sotaque e que já até perdeu oportunidades de trabalho como atriz por causa da xenofobia.
A atriz comentou sobre as dificuldades enfrentadas por causa do preconceito: “Eu já perdi muitos papéis por conta do meu sotaque, só que assim realmente é um esforço maior você tirar o sotaque. Então, eu entendo você ter que neutralizar quando o seu personagem é de um estado e você é de outro… Mas tem algumas situações e personagens que eu perdi que eu poderia, sim, ter usado meu sotaque”, disse.
A artista também comentou sobre como foi ter que dividir as atenções entre focar na gravação de filmes, ao mesmo tempo em que ela foi obrigada a não falar com sotaque: “Você tem que decorar o texto, você tem que pensar na cena, você tem que pensar em tal frase, você tem que escutar o seu parceiro na cena e você tem que pensar em ser natural e que você não pode falar do jeito que você fala”, explicou.
Mariana também comentou sobre como busca se concentrar no foco profissional: “Se você não sabe o que você quer, você não sabe qual caminho traçar, por onde percorrer e nem onde você vai chegar. Então eu tracei esse caminho, trilhei esse caminho desde muito nova. Eu sempre soube o que eu queria e o que eu quero até hoje”, disse.
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Por que chamar Sérgio Camargo de capitão do mato é racista; entenda o termo – UOL Notícias

Colaboração para o UOL
09/09/2022 04h00
Uma figura identificada como quem oprimia e exercia extrema violência contra outros negros —assim era conhecido o capitão do mato, à época da escravatura. É devido a isso que a utilização do termo pode ser considerada racista.
O assunto entrou em discussão na semana passada, quando o deputado federal André Janones (Avante-MG) chamou o ex-presidente da Fundação Palmares Sérgio Camargo, que é negro, dessa forma nos bastidores do debate dos presidenciáveis.

“Certas frases transcendem o contexto em que são utilizadas, como capitão do mato, negão, japa, etc. Todas elas, independente de como são empregadas, têm caráter ofensivo, racista, porque procura legitimar a opressão da pessoa negra”, explicou ao UOL o professor Adilson Moreira, doutor em direito antidiscriminatório pela Universidade de Harvard.
Ele explica que o racismo é um sistema de dominação social que tem uma dimensão ideológica — baseada na doutrina da superioridade branca, moral, física, estética, religiosa e institucional.
Uma condição para o funcionamento da democracia é a civilidade, o que significa que todas as pessoas têm direito de serem tratadas com respeitabilidade. Moreira salienta que Sérgio Camargo precisa ser denunciado e publicamente criticado por ter operado contra os interesses dos negros, mas não é a ofensa racial que cumpre esse papel.
Exonerado da fundação, Camargo define-se como “negro de direita, anti-vitimista, inimigo do politicamente correto, livre”, nega a existência do racismo estrutural e chamou movimentos negros de “conjunto de escravos ideológicos da esquerda”.
Quando saiu da fundação, se manifestou no Twitter: “Chora, negrada vitimista”.
A Fundação Palmares foi criada com objetivo de promover a inclusão racial e ser um importante espaço de discussão. Para o professor, o convocado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) teve sempre o objetivo “de levar a cabo a política racial anunciada por Bolsonaro; se fosse eleito, negros e indígenas não teriam mais nenhum direito”.
O ex-presidente da instituição estava ‘a serviço das elites brancas’, afirmou Moreira.
O racismo sempre existiu no Brasil e, de acordo com o professor, Camargo provavelmente sabe que ele pode ser parado e assassinado pela polícia a qualquer momento. “Mas ele tem o interesse em negar essa possibilidade. Ele sabe muitíssimo bem que durante a vida inteira ele foi discriminado. Que mulheres brancas atravessam a rua quando o encontram, mas como eles, ele é um agente ideológico a serviço do poder branco, mas nega isso, estrategicamente”.
Ele reforça que não é apenas o desprezo pela cor, mas é uma dominação social que opera a partir de uma lógica própria: a de garantir vantagens competitivas para pessoas brancas, para que elas continuem tendo acesso privilegiado ou exclusivo às oportunidades sociais.
“A sociedade precisa ser permanentemente convencida de que negros não são agentes sociais capazes. Então esse é o motivo pelo qual o racismo existe. Ele é uma estratégia social utilizada com objetivo específico de sempre reproduzir a ideia de que pessoas negras não são atores sociais competentes”, finaliza o professor.
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São Paulo – A media móvel de casos de covid-19 foi hoje a 8.367, queda de 43% ante o índice de duas semanas atrás.

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Tribunal do Pará celebra casamento comunitário homoafetivo – Portal CNJ – CNJ

Transparência e Prestação de Contas
Ouvidoria
As cores do arco-íris cobriram de diversidade o prédio do Fórum Cível de Belém, na Cidade Velha, que viveu uma manhã histórica, na última sexta-feira (2/9), com o I Casamento Comunitário Homoafetivo celebrado no Pará. Foram 24 casais que formalizaram suas relações familiares e agora gozam de todos os direitos assegurados às famílias brasileiras.
A coordenadora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), desembargadora Dahil Paraense, destacou que “este evento é um marco na história do Judiciário paraense, sendo o primeiro casamento comunitário homoafetivo, realizado nas instalações do Fórum Cível, numa parceria entre o TJPA, Ministério Público do Pará e a Coordenadoria de Diversidade Sexual da Prefeitura Municipal de Belém, que possibilita a efetivação de tão almejada garantia de direitos.”
A magistrada disse, ainda, que “o Poder Judiciário do Pará preside este casamento, confiante em que os casais que agora se recebem em matrimônio, construirão os percursos dessa nova família, descortinando os horizontes de uma vida em comum, repleto de boas realizações pessoais, conjugais e coletivas, visto que o amor compartilhado pode ultrapassar o relacionamento a dois e afetar positivamente toda a coletividade”.
“Realizar o primeiro casamento comunitário LGBTQIA+ dentro do Tribunal de Justiça é o reconhecimento dessas famílias, que já vem sendo regularizado, reconhecido pelo Supremo [Tribunal Federal] desde 2011, no entanto, é a primeira vez que o Tribunal abre as portas para a comunidade LGBT para dar reconhecimento e visibilidade a essas famílias que são exatamente iguais a todas as outras”, explicou o juiz Agenor Cássio Nascimento Correa de Andrade, um dos oficiantes da cerimônia.
Segundo ele, o reconhecimento do casamento confere um novo status, um novo estado civil à pessoa, com maior segurança jurídica para, numa eventual enfermidade, numa eventual fatalidade, o companheiro, a companheira, o cônjuge, a cônjuge não ficar desassistido por eventuais relações de Direito. Há 11 anos, o STF reconheceu o direito de casais homoafetivos formalizarem suas relações perante a lei.
Alegria
Renato Modesto e Rafael Arias se conheceram há seis anos e aguardavam pacientemente pela hora da cerimônia, no Fórum Cível. “É uma grande alegria porque é um direito”, diz Renato, ao afirmar que o casamento reafirma perante a lei a união dos dois. “A gente tá formalizando isso, de forma legal.”
Rafael acrescenta que se trata de mais um passo que os dois dão juntos “mostrando, levando nosso amor, porque, como ele disse, é direito de todos”. Para Rafael, “o amor é a obra mais divina de Deus, então a gente precisa amar, ser amado e a gente vem buscar por isso, buscar por esse amor, transmitir esse amor, mostrar às pessoas que a gente está no mundo também pra amar e buscar o nosso direito de ser feliz”.
Beatriz e Letícia são uma família há sete anos e manifestaram sua gratidão pela oportunidade de realizar um sonho longamente acalentado. “A gente tá muito grata e comemorando com as pessoas importantes pra gente”, afirmou Letícia.
“Estamos muito agradecidas por essa oportunidade que o Tribunal deu pra esses casais homoafetivos de estarem realizando, porque é a realização de um sonho, a gente queria já há bastante tempo, enfrentamos muitas coisas, mas graças a Deus superamos todas elas e hoje estamos aqui pra dizer esse sim com a presença de todos e estamos muito felizes e agradecidas pela oportunidade”, refletiu Beatriz.
Bárbara Pastana, presidente do Movimento LGBTQIA+ do Pará, lembrou que a luta pelo reconhecimento de direitos civis a casais homoafetivos no Brasil tem mais de 50 anos e dá um passo adiante no Pará. “Hoje é um novo momento que se expande na construção do debate da participação da população dentro do Legislativo, do Judiciário, podendo estar trabalhando juntos em prol da dignidade da população humana.”
Ela frisou que os espaços e serviços públicos podem e devem ser utilizados pela população LGBTQIA+. “Aprender a se acostumar com esses espaços, não ter sempre que falar que é o primeiro, mas sim todas as vezes que alguém quiser, puder ter acesso ao casamento, isso é garantia de direito.”
Simbólico
O procurador-geral de Justiça César Bechara Nader Mattar disse que os 24 casais que se uniram nesta sexta abrem “um caminho belíssimo para que outras famílias sejam constituídas num relacionamento homoafetivo”. Para ele, a cerimônia foi a “manifestação viva do Direito, o direito se fortalecendo e se mostrando na sua essência”, ponderando, porém, “que nós estamos atrasados”.
Mattar classificou o casamento homoafetivo comunitário como um momento histórico para o Ministério Público e para o Judiciário. “Abre-se um Portal da Esperança a outros casais que têm essa necessidade de constituir família e que ainda não tiveram a coragem de assim o fazer pela discriminação, pelos problemas que enfrentam no dia a dia.”
Segundo o procurador, o combate ao preconceito e à discriminação se faz com o fortalecimento do Ministério Público, do Judiciário, da Defensoria Pública. ”O fortalecimento dessas instituições e somente com elas – e com apoio da sociedade organizada – é que podemos avançar e acabar com o preconceito e a discriminação”, resumiu.
A promotora de Justiça Ana Cláudia Bastos de Pinho, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Direitos Humanos do Ministério Público do Pará, um dos parceiros da iniciativa, lembra que a ideia do casamento homoafetivo surgiu a partir da construção de uma agenda anti-LGBTfóbica no âmbito da instituição. “A gente teve uma reunião com o dr. Agenor, um dos celebrantes hoje, e houve a ideia dessa parceria para o casamento homoafetivo aqui no Fórum Cível, é realmente simbólico.”
Fonte: TJPA
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Racismo, mortes e traições: as crises enfrentadas por Elizabeth II – Folha de Pernambuco

Da dramática morte de sua nora, a princesa Diana, às acusações de racismo lançadas por seu neto Henry e sua esposa, Meghan, Elizabeth II enfrentou várias crises que abalaram a monarquia durante seu reinado.

A morte de seu esposo
Com a morte do príncipe consorte, Philip, duque de Edimburgo, em abril de 2021, Elizabeth II perdeu o homem por quem se apaixonou na adolescência e com quem estava casada há mais de 70 anos. 
Por ela, Philip renunciou aos títulos de príncipe da Dinamarca e da Grécia que recebera ao nascer, adquiriu a nacionalidade britânica e adotou o sobrenome de sua mãe, Mountbatten. 
Ele fez milhares de compromissos públicos com ela até sua aposentadoria em 2017. Uma dedicação à qual Elizabeth II prestou homenagem, chamando-o de seu “pilar”.

O escândalo de Andrew
A amizade do príncipe Andrew com o financista americano Jeffrey Epstein teve seu preço quando este, acusado de explorar sexualmente menores, cometeu suicídio na prisão. Uma americana, Virgina Giuffre, alegou que foi forçada por Epstein a fazer sexo com Andrew, o que ele negou. 
Mas quando tentou se defender na BBC, o príncipe apresentou um desempenho desastroso, com negativas pouco convincentes e sem empatia pelas vítimas de seu amigo. 
Muitas das empresas e universidades com as quais colaborava decidiram rescindir relações e ele teve que se retirar da vida pública. 
Em janeiro de 2022, o príncipe foi privado de suas honras militares pela rainha e deixou de usar o título de Alteza Real. 

O repentino ‘Megxit’
Harry e Meghan anunciaram em 8 de janeiro de 2020, para surpresa de todos, que estavam deixando seus deveres reais. O casal, que rejuvenesceu a monarquia, disse que queria ser financeiramente independente e ir morar na América do Norte, primeiro no Canadá e logo depois na Califórnia. 
Sua partida foi apelidada de “Megxit” pela imprensa britânica. Após um acordo temporário de um ano, Buckingham ordenou que eles renunciassem definitivamente a seus títulos honorários e patrocínios. 
Pouco depois, surgiu uma notícia sobre algumas antigas queixas de assédio de Meghan a um ex-funcionário quando, em 2018, ainda moravam no palácio. A casa real anunciou que iria investigar. 
Em entrevista à estrela de televisão americana Oprah Winfrey em março de 2021, Meghan disse que teve pensamentos suicidas no palácio e foi negado apoio psicológico por prejudicar a imagem da instituição. 
A ex-atriz, que é afrodescendente, afirmou ainda que, quando estava grávida, um membro da família real manifestou preocupação com a cor da pele do filho. A rainha anunciou que essa grave acusação seria tratada na família.

A morte de Diana
Elizabeth II foi amplamente criticada por sua falta de compaixão quando, em 1997, a “princesa do povo”, Diana, mãe de William e Harry, morreu em um acidente de carro. 
Adorada pelas massas, dois anos antes ela havia denunciado na televisão a infidelidade do marido, herdeiro do trono. 
Enquanto a população enlutada colocava milhões de flores do lado de fora dos portões dos palácios de Buckingham e Kensington, o príncipe Charles e a rainha Elizabeth se permaneceram em seu castelo escocês em Balmoral. 
Apesar da onda de indignação que varreu o país, a soberana não saiu de seu silêncio até a véspera do funeral, quando fez um excepcional discurso televisionado.

“Annus horribilis”
O ano de 1992 foi um “annus horribilis” para a rainha, diante dos problemas conjugais de três de seus quatro filhos. A separação mais difícil foi a do príncipe Charles e Diana, após onze anos de casamento tumultuado. Eles se divorciaram quatro anos depois. 
Nesse mesmo ano, Andrew se separou de Sarah Ferguson, fotografada de seios nus no sul da França com seu consultor financeiro lambendo os dedos de seus pés. Eles se divorciaram em 1996. 
A única filha da soberana, a princesa Anne, divorciou-se de seu primeiro marido, Mark Phillips, três anos após a separação altamente divulgada em 1989.

Corações partidos e traições
Apelidada de princesa rebelde, Margaret, irmã mais nova de Elizabeth II, abalou as tradições e convenções impostas anos antes pela família real, que a impediam de viver seu grande amor. 
Ela se casou com Antony Armstrong-Jones, um fotógrafo de moda e cinema um tanto boêmio, em 1960, depois de ser forçada a desistir de seu relacionamento com o militar divorciado Peter Townsend. 
O casal se divorciou em 1978, após o enésimo escândalo causado por suas traições.
 
Edward VIII, amor antes do dever
Quando criança, Elizabeth se tornou princesa de Gales e herdeira do trono quando, priorizando o amor sobre o dever, seu tio, o rei Edward VIII, causou um verdadeiro terremoto ao abdicar em 1936. 
Ele o fez após apenas 326 dias de reinado, para se casar com Wallis Simpson, uma plebeia americana duas vezes divorciada, rejeitada pela Igreja Anglicana. 
Como consequência, o antigo soberano foi repudiado e substituído por seu irmão, o rei George VI, pai de Elizabeth, que assim viu seu destino truncado para sempre por esta crise.

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Traição e racismo: 5 polêmicas de Charles III, novo rei da Inglaterra – Metrópoles


08/09/2022 17:25,atualizado 09/09/2022 0:38
O fim e o início de uma era: com a morte da rainha Elizabeth II, confirmada nesta quinta-feira (8/9), Charles subirá ao trono britânico aos 73 anos. O primogênito da soberana passa de herdeiro a rei na próxima sexta-feira (9/9), em uma cerimônia no palácio de St. James, em Londres (segundo o protocolo London Bridge).
O então “monarca em espera” (por 70 anos!) já teve o nome envolvido em diversas polêmicas. A mais recente delas foi a revelação de que ele recebeu 3 milhões de euros, em dinheiro vivo, de Hamad bin Jassim bin Jaber Al-Thani, da família real do Catar. O montante foi taxado como uma generosa doação a entidades filantrópicas patrocinadas pelo príncipe.
Em três encontros entre 2011 e 2015, maços de 500 euros passaram da mão de um para o outro. Antes dessas supostas doações, uma fundação de Charles já vinha sendo investigada por ter aceitado contribuições de um príncipe saudita posteriormente condecorado com títulos da nobreza britânica.
Mas não para por aí! Confira outros escândalos chocantes envolvendo o então príncipe:
O primeiro casamento dele, firmado com Diana Spencer em 29 de julho de 1981, contou com uma cerimônia suntuosa para três mil convidados na Catedral de St. Paul, na capital inglesa. O enlace foi sucesso de audiência, sendo assistido por 750 milhões de pessoas em 74 países.
O apelidado “casamento do século” foi encarado, na época, como digno de conto de fadas. Afinal, era a primeira vez em 300 anos que um herdeiro ao trono se casava com uma cidadã britânica sem título de realeza (o famoso “príncipe e plebeia”).
Diana e Charles eram os príncipes de GalesDivulgação
A princesa Diana usou a tiara Spencer no dia do casamento com CharlesReprodução/Instagram
Casamento de Diana e Charles@indiahicksstyle/instagram/reprodução
O casamento de Charles e Diana ocorreu em 1981Wally McNamee/CORBIS/Corbis via Getty Images
Princesa Diana com os filhos, William e Harry, e o então marido, CharlesJayne Fincher/Getty Images
Diana, Charles e William posam para uma foto no gramado da Casa do Governo, em 23 de abril de 1983, em Auckland, Nova Zelândia, durante o Royal Tour da Nova Zelândia
Lady Di com o filho William, rainha Elizabeth, Charles e PhilipTim Graham Photo Library via Getty Images
Rainha Elizabeth II, princesa Diana e príncipe CharlesTim Graham Photo Library via Getty Images
O casal teve dois filhos, William e HarryTim Graham Photo Library via Getty Images
O relacionamento deles foi marcado por traições e polêmicas. Eles se divorciaram em 1996Jayne Fincher/Princess Diana Archive/Getty Images
Lady Di entrou para a família real após se casar com o príncipe CharlesDavid Levenson/Getty Images
A história da princesa Diana ocupou os tabloides britânicos nos anos 1990, quando ela revelou ao público que era traída pelo marido, príncipe Charles. Camilla Shand foi apontada como a amante de CharlesNetflix/ Reprodução
O casal se divorciou oficialmente em 1996Terry Fincher/Princess Diana Archive/Getty Images
O casamento real entre princesa Diana e príncipe Charles chegou ao fim quando veio à tona um caso extraconjugal de longa data do herdeiro do trono com Camilla Parker BowlesFoto: Reprodução
Em 1986, alguns anos após o casamento e o nascimento dos dois filhos, os príncipes William e Harry, o matrimônio dos pombinhos foi abalado pela traição sem pudores e escancarada de Charles com Camilla Parker Bowles. Diana também quebrou os votos matrimoniais e teve um affair com o instrutor de hipismo, o capitão James Hewitt. O então príncipe e Lady Di se separaram em 1992. O divórcio oficial veio quatro anos depois, em 1996.
O fim definitivo do casamento aconteceu um ano antes do trágico acidente de carro em Paris, na França, que culminou na morte de Diana. Após a tragédia, Charles assumiu a guarda dos filhos.
O casamento com Camilla aconteceu em 9 de abril de 2005. O enlace ocorreu em uma cerimônia civil em Windsor Guildhall. Depois, uma benção oficial do arcebispo de Canterbury foi realizada na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor.
Diferente do primeiro casamento de Charles, o último teve apenas 28 convidados, todos parentes dos noivos. Vale ressaltar que, na época, a rainha e o marido, o príncipe Philip, compareceram apenas  na segunda celebração da união do filho, o que foi interpretado pelos jornais da época como um sinal de desaprovação.
Antes de se tonar rainha consorte, Camilla era a duquesa de CornualhaChris Jackson – Pool/Getty Images
Camilla é casada com CharlesJacob King-WPA Pool/Getty Images
Recentemente, Charles e Camilla visitaram a Jordânia Jordan Pix/Getty Images
Segunda mulher do príncipe Charles, Camilla soma algumas polêmicasWPA Pool/Getty Images
Camilla Parker e Kate Middleton assumiram maior protagonismo real nos últimos mesesJulian Parker/UK Press via Getty Images
A rainha Elizabeth II com os dois sucessores ao trono e as respectivas esposasDominic Lipinski-WPA Pool/Getty Images
Ao se casar, Camilla recebeu o título de duquesa de CornualhaArthur Edwards – Pool/Getty Images
De acordo com o livro Rabel Prince: The Power, Passion and Defiance of Prince Charles, uma biografia não autorizada da figura real, a monarca teria supostamente chamado a nova esposa do filho de “aquela mulher perversa”, afirmando que “não queria ter nada a ver com ela”.
Nos anos posteriores, entretanto, essa possível animosidade teria desaparecido, uma vez que as duas compareceram a diversos eventos juntas.
Em novembro de 2017, a série de documentos Paradise Papers listou o nome de Charles junto a de outros magnatas, celebridades e poderosos que têm fortunas escondidas em paraísos fiscais. À época, o atual rei negou envolvimento com uma empresa off-shore em Bermuda que teria o beneficiado por meio de negócios estrangeiros e de uma política de mudanças climáticas que ele defendeu em 2007.
Em 2009, foi revelado que Charles chamou o amigo Kolin Dhillon, um empresário de ascendência indiana, de “sooty” (fuligem, em tradução livre). No entanto, Dhillon defendeu o rei contra as acusações de racismo, dizendo que o apelido era um “termo de carinho”.
Em 2013, Charles aceitou uma doação de dois meios-irmãos de Osama Bin Laden, dois anos após a morte do líder da Al-Qaeda, para o Fundo de Caridade do Príncipe de Gales (PWCF). O ato gerou polêmica entre os súditos em razão dos feitos terroristas de Bin Laden. O extremista foi executado durante uma operação dos Estados Unidos na cidade de Abbottabad, localizada próxima a Islamabad, capital do Paquistão.
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Novos episódios da série eerão lançados em fevereiro de 2023
Lucas Bissoli disse que teve o celular furtado por um homem que passava de bicicleta no momento em que ele atendia fã
Rotas estarão disponíveis às segundas, quartas, sextas, sábados e domingos e passagens poderão ser compradas a partir de terça-feira (13/9)
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“Assumem que as mães já vão ter o terceiro ou quarto filho pela ideia de que as mulheres africanas têm muitos filhos”. Associação divulga testemunhos de racismo durante os partos, em Portugal – VISÃO

O número de relatos de mulheres que afirmam terem sido vítimas de “racismo obstétrico” tem vindo a multiplicar-se nos últimos tempos. Entre abusos verbais, restrições de acompanhantes e procedimentos médicos não consentidos, cada vez mais mulheres têm partilhado o que lhes aconteceu durante os partos.
De acordo com o “The Lancet Regional Health Europe”, durante a pandemia de Covid-19 Portugal apresentou taxas de violência obstétrica acima da média europeia, através da realização de episiotomias e manobras “Kristeller” – pressão na parte superior do útero para facilitar a saída do bebé. Contudo, pouco se sabe sobre a influência étnico-racial neste tipo de situações, já que, apesar de ser uma forma de violência que afeta genericamente as mulheres, no caso das mães negras, afrodescendentes e/ou racializadas, trans e não binárias, existe, muitas vezes, um preconceito associado, o que as torna mais suscetíveis a agressões deste género.
Enquanto noutros países já existem dados que evidenciam o racismo vivenciado por mulheres negras nos cuidados maternos, o mesmo não acontecia em Portugal. Foi a partir desta perspetiva que nasceu a associação SaMaNe- Saúde de Mães Negras, a partir de um coletivo formado em 2020 por Carolina Coimbra, Diana Santos, Eunice Baldé, Karla Costa, Laura Brito, Ninfa Lopes e Rita Correia. Num primeiro momento, a associação quis efetuar um levantamento de dados que possam demonstrar, em qualidade e quantidade, a regularidade de práticas de racismo obstétrico em Portugal. Para isso, lançaram um inquérito online em 2021 – ainda a decorrer, neste momento – direcionado à mulheres negras e afrodescendentes, sobre as suas experiências durante a gravidez e parto nos estabelecimentos de saúde materna em Portugal.
Agora, um ano depois de terem lançado o inquérito, a doula e socióloga Carolina Coimbra revela à VISÃO que, de acordo com o que têm visto e ouvido destas mulheres, a negação da analgesia está entre as formas mais comuns de racismo obstétrico no País. Muitos dos relatos recolhidos até agora são sustentados por ideias pré-concebidas de que as mulheres negras são mais tolerantes à dor, e por isso, não lhes é oferecida tão rapidamente, ou de todo, analgésicos como a epidural, afirma Carolina Coimbra. “Não acontece de uma forma tão óbvia”, diz ainda, acrescentando que o pedido acaba por ser continuamente adiado e considerado um exagero quando “realmente têm muitas dores”, até eventualmente chegar a hora de expulsar o bebé e não haver tempo de a epidural fazer efeito.
Carolina Coimbra conta também que, entre os testemunhos recebidos, há alguns de mães que receberam comentários em que se assume que as mesmas já vão ter o terceiro ou quarto filho, precisamente pela ideia de que as mulheres africanas simplesmente têm muitos filhos.
Não sabia lidar com a minha ansiedade e, muitas vezes, devido à minha hipertensão, saía da consulta diretamente para as urgências”
Elsa Batista, mãe de três filhos, diz à VISÃO que foi submetida a procedimentos não consentidos, como inspeções físicas de estagiários em fase de aprendizagem, sem a sua aprovação antecipada. “Comecei a sentir-me numa experiência, ali no meio daquilo tudo”, desabafa. Durante os seus três partos, foi frequentemente alvo de abusos relacionados com o seu peso corporal e a cor da pele. “Tem de comer menos cachupa e moamba”; “Como é que se deixa chegar a isto? (referindo ao peso)”; ou “A pele delas é mais resistente”, foram alguns dos comentários depreciativos que se lembra de ter recebido dos profissionais de saúde nos hospitais portugueses. “Não sabia lidar com a minha ansiedade e, muitax vezes, devido à minha hipertensão, saía da consulta diretamente para as urgências”, conta.
Em casos mais severos, a consequência do racismo obstétrico pode manifestar-se através das altas taxas de óbitos maternos e neonatais. A Direção Geral de Saúde (DGS) indica que, nos últimos anos, um quarto das mortes maternas em Portugal (23%) foram de mulheres oriundas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), o que já levou a associação a questionar às autoridades de saúde o que será implementado para prevenir estas mortes e garantir a saúde e segurança de mães negras em Portugal.
A SaMaNe assegura que se encontra disponível para colaborar na procura de soluções para as desigualdades e iniquidades na saúde das mães negras no País, realçando que não é apenas uma responsabilidade governamental, mas também da sociedade civil em garantir que os direitos destas mulheres sejam garantidos.
Além do questionário, a associação pode ser contactada através do e-mail geral, ola.samane@gmail.com, para apoio emocional, fora do contexto da investigação.

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