Daniella Marques: Empreendedorismo é saída para abusos contra mulheres – VEJA

Há apenas dois meses no cargo de presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques assumiu o posto em meio a uma descomunal tormenta provocada pelas denúncias de assédio sexual e moral feitas contra seu antecessor, Pedro Guimarães. Desde então, vem conduzindo uma rigorosa apuração das denúncias e revisão de condutas e processos na instituição. Ao mesmo tempo, mantém em pleno vapor a operação financeira dos ambiciosos programas sociais do governo como o Auxílio Brasil e linhas de crédito para pequenas empresas, cruciais na estratégia eleitoral do presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista a VEJA, concedida em uma passagem pela superintendência do banco em São Paulo, ela afirma que os casos de assédio denunciados na estatal são sintoma de um problema muito maior, que vai das formas mais primitivas de violência contra a mulher até mecanismos mais sutis de discriminação. “Até o mesmo sistema financeiro negligencia a mulher como detentora do poder de consumo”, avalia. Com uma sólida passagem pelo mercado financeiro e próxima ao ministro da Economia Paulo Guedes, de quem foi assessora, Marques, de 42 anos, acredita que um dos caminhos para solucionar o problema é justamente estimular o empreendedorismo feminino como saída da pobreza e inserção mais sólida das mulheres na economia.
A sua chegada à Caixa se deu depois de denúncias muito graves contra seu antecessor, acusado de assediar funcionárias. Como está sendo o trabalho para mostrar o compromisso do banco com as mulheres? Desde o dia da minha posse procurei mostrar que a violência contra a mulher, infelizmente, é uma realidade no país e vai das formas mais primitivas e perversas até casos que resultam em assédio sexual e moral. A estatística diz que pelo menos metade das mulheres economicamente ativas no Brasil é vítima de algum tipo de assédio, o que requer uma mudança cultural de comportamento no ambiente de trabalho. Em um cenário como esse, acho que a crise acabou se tornando uma oportunidade para o banco.
Em que sentido? O Brasil é um país continental, você não consegue conscientizar e difundir a informação se não tem capilaridade nacional. Eu me comprometi coma ideia de que a Caixa, além de ser um banco para todos os brasileiros, seria a mãe da causa das mulheres para que a gente mude rapidamente essa situação. É um tema difícil de encarar. Atuamos não só colocando toda a nossa rede a serviço da conscientização e da prevenção contra a discriminação e a violência, mas também como um agente promotor dessa causa, unindo outras redes Brasil afora, incluindo desde empresas como o Banco do Brasil, Ambev, Cyrela, Localiza, Riachuelo, Multiplan e Havan, entidades como o Sebrae e clubes de futebol como Flamengo, Corinthians e Palmeiras. Entretanto, acredito que, para nós, o processo não termina no trabalho de prevenção e conscientização. Esse é um primeiro passo para uma ação mais ampla.
“Acredito que o empreendedorismo feminino é uma porta de saída do ciclo abusivo. Muitas vezes a mulher permanece vulnerável porque não tem independência financeira”
E como se desenvolveria essa ação? Acredito que a promoção do empreendedorismo feminino, com todo o impacto econômico-social que gera, é uma porta de saída do ciclo abusivo. Muitas vezes a mulher permanece nessa situação porque não tem independência financeira para se manter e a seus filhos. É por isso que criamos produtos financeiros focados em cuidar de quem mais cuida da família. Em um de nossos programas, chamado Caixa pra Elas, estamos capacitando uma rede de 8 000 embaixadoras e embaixadores que darão o apoio e atendimento direcionado, porque o sistema financeiro hoje negligencia a mulher enquanto detentora do poder de consumo. Eu falo isso pelos números. Todo o setor de propaganda, por exemplo, está direcionado para a mulher, até a propaganda de carro. Mas, em produtos financeiros, previdência, seguros, capitalização e no próprio crédito, a mulher não chega a 35% de nenhum deles. Aqui na Caixa não chega a 5%. Entretanto, temos aqui 72 milhões de clientes mulheres, o que significa um espaço imenso para desenvolver tudo isso.
Como a senhora pretende ampliar a relevância dos serviços para essa base tão vasta? A Caixa tem potencial de promover um grande programa de capitalismo popular. Talvez um dos maiores do tipo no mundo. Estamos desenhando e queremos aprofundar a atuação do banco nesse sentido, para que seja o banco do micro e pequeno empreendedor. Estamos fechando uma parceria ampla com a Central Única de Favelas, a Cufa. Vai ser um projeto-piloto, usando a estratégia de relacionamento da Caixa para avançar o empreendedorismo. Também serve como alavanca de crescimento e de construção de renda das famílias, com produtos e serviços exclusivos para mulheres. A Cufa atua hoje em mais de 5 000 comunidades no Brasil e estamos em conversa bem avançada para lançar a parceria agora em setembro. Esse projeto vai servir para a gente entender a dinâmica econômica das favelas com mais profundidade, atuando em todas as dimensões, desde a renegociação de dívida, orientação financeira, formalização e concessão de microcrédito. Estou muito impressionada com o motor econômico que existe nas comunidades. São mais de 17 milhões de pessoas, sendo 9 milhões de mulheres, em 14 000 favelas. É como se fosse o quarto maior estado brasileiro, com um volume financeiro e atividade econômica de 180 bilhões de reais.
No que diz respeito aos casos de assé­dio denunciados na Caixa, como está o andamento da apuração? A gente fez uma ação de governança muito sólida para dar credibilidade, rigor e independência nas investigações. Era preciso proteger todos os envolvidos, para ouvir, dar segurança e apurar. Estamos falando de pessoas. Então, foi feita a contratação, ainda antes da minha chegada, de uma auditoria independente. Foi criada uma comissão de supervisão que monitora o andamento dos trabalhos, com representantes do conselho de administração do banco, do TCU, da AGU e da CGU. Além disso, existe agora uma central de apoio e acolhimento, de diálogo, em uma sala permanente e exclusiva para mulheres. Conversei muito com os outros bancos para compartilhar as melhores práticas, porque toda vez que você tem um evento de risco, você isola a crise, trata ela e vê como se aprimoram os controles. A corregedoria agora não se reporta mais ao presidente, e sim ao conselho de administração.
E quais têm sido os resultados dessas medidas? Um diagnóstico interessante é que toda vez que se fortalece e se faz campanha de prevenção contra abusos, é quase como se você gerasse um estímulo de denúncias. Então, em um primeiro momento, os casos aumentam. Em relação ao assédio moral também acontece isso. O problema é que há uma linha muito tênue para qualificar esse tipo de ação. É um desafio para o Judiciário, e para as empresas em geral. Não é uma questão inerente à Caixa. Então, é natural uma elevação dos casos para se aprofundar no tratamento e, depois, realmente mudar a cultura e reduzir o problema. É uma construção, é algo evolutivo. E, acima de tudo, não é algo que se conclui em sessenta dias.
Antes mesmo de sua posse, a Caixa já concentrava programas cruciais para o projeto de reeleição do presidente Jair Bolsonaro. Ele pediu algo específico ao convidá-la para assumir o cargo? Desde o começo deste governo, eu me juntei a um projeto. Vim servir ao país, com a vontade de retribuir o privilégio que eu tive. A minha família era de classe média e eu tive uma ascensão financeira. Considerava uma chance única de transformação e quis fazer parte disso, independentemente do cargo. Sempre tive uma relação muito próxima com o presidente Bolsonaro, além do ministro Paulo Guedes. Tinha a confiança dele e um diálogo direto. Até mesmo por causa disso, acho muito curiosa essa questão de criarem narrativas sobre o presidente em relação às mulheres. O fato é que, hoje, dos vinte grandes bancos do Brasil, o único presidido por uma mulher é a Caixa, uma indicação dele e com a autonomia concedida por ele. A missão que eu recebi foi realizar a entrega dos programas de assistência social com antecipação de calendário, para que a gente aliviasse a população mais vulnerável. E já está dando um resultado extraordinário.
“Acho curiosa essa narrativa sobre a relação do presidente com as mulheres. Dos vinte grandes bancos, a Caixa é o único com presidente mulher, em uma indicação feita por ele”
Qual resultado? Em sessenta dias intensos entramos com uma grade de programas muito importantes, como o Auxílio Brasil aumentado para 600 reais e que atinge agora 20 milhões de famílias. Há ainda o vale gás, o auxílio caminhoneiro e o auxílio taxista. Além da esfera social, há o Pronampe, que já concedeu 50 bilhões de reais em crédito, sendo que só pela Caixa foram quase 6,3 bilhões de reais para mais de 60 000 empresas concedidos desde o fim de julho.
Sua passagem pelo Ministério da Economia foi muito voltada à desestatização e seu antecessor chegou a divulgar uma ideia de fazer uma privatização da área digital do banco. Esse projeto ainda existe? Por ora, não. Houve um projeto, conduzido durante um ano, mas eu ainda vejo uma grande oportunidade de digitalização da Caixa, ampliando a jornada do cliente. O banco ainda não abre conta-corrente digital. O Banco do Brasil é todo digital. Acho que existe uma grande oportunidade de integração estratégica, com tudo feito na plataforma gov.br. Hoje, são mais de 4 000 serviços. O governo federal brasileiro hoje é o mais digital das Américas, na frente dos Estados Unidos e do Canadá. É o sétimo mais digital do mundo. Se a gente conseguir desenhar algo com o mesmo DNA aqui, pode ter um impacto de redução de despesa pública mesmo. Ainda há um caminho longo para percorrer. O Brasil tem mais de 100 estatais e não está no plano de governo privatizar a Caixa. Mas isso não faz com que deixe de acreditar na agenda de privatizações.
Com sua carreira construída no setor financeiro, como a senhora avalia a experiência na área pública? O que eu mais aprendi é que existe um Brasil que a Avenida Faria Lima não conhece. Em projetos como a reforma da Previdência, toda a discussão de reforma tributária, você conhece as vísceras do país. Em relação à máquina pública, existe um corpo técnico de servidores de excelência. Eu trabalhei com pessoas muito qualificadas dentro do Ministério da Economia e aqui na Caixa. Obviamente, você não tem a flexibilidade que se tem no setor privado. Há uma série de órgãos de controle e burocracias que tornam as decisões menos ágeis. Mas acho excepcional o resultado dessa jornada.
Publicado em VEJA de 7 de setembro de 2022, edição nº 2805
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Assédio moral e discriminação no ambiente de trabalho são temas de Seminário em Boa Vista nesta sexta (2/9) – Informe Manaus

Promovido pela Escola Judicial do TRT-11, o evento terá transmissão pelo Canal da Ejud11 no YouTube. 
329A Escola Judicial da Justiça do Trabalho da 11ª Região (Ejud11) realizará o VI Seminário Roraimense de Direito e Processo do Trabalho, no próximo dia 2 de setembro, em formato híbrido: presencial no auditório do Fórum Advogado Sobral Pinto do Tribunal de Justiça do Estado de Roraima (TJRR), em Boa Vista, e com transmissão pelo canal da Ejud11 no YouTube. Com o tema “Não discriminação no ambiente de trabalho”, o seminário acontecerá das 8h às 12h30. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo Sympla. Faça agora sua inscrição. 
O seminário, que já está na sexta versão, faz parte do projeto “Escola Itinerante” da Ejud11. O objetivo é a disseminação do conhecimento e o fomento de debates sobre questões contemporâneas relativas ao Direito Material e Processual do Trabalho. O público-alvo do evento são magistrados, profissionais do setor público e privado da área jurídica, acadêmicos, e demais interessados na temática. Os inscritos receberão certificado com carga horária de 4h30.
Programação
A abertura do seminário será às 8h com a participação do ministro Breno Medeiros, do Tribunal Superior do Trabalho (TST); do diretor da Ejud11, desembargador Audaliphal Hildebrando da Silva; da presidente do TRT-11, desembargadora Ormy da Conceição Dias Bentes, e demais autoridades.
O evento contará com as seguintes palestras: “A Idiossincrasia da Amazônia”, ministrada pelo General Achilles Furlan Neto, Comandante do Comando Militar da Amazônia; “Justiça do Trabalho Itinerante”, proferida pelo juiz do trabalho Gleydson Ney Silva da Rocha, titular da 1a Vara do Trabalho de Boa Vista; palestra “Mujeres Fuertes”, ministrada pela procuradora Alzira Melo Costa, Procuradora-Chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT AM/RR); “Assédio Moral no Ambiente de Trabalho”, proferida pelo desembargador do trabalho James Magno Araújo Farias, diretor da Escola Judicial do TRT da 16ª Região (Maranhão) e finalizando o evento com a temática “Trabalho 5.0”, pelo ministro Breno Medeiros, do TST.
Entrega de medalhas de honra e prêmio mulheres da JT
Após o encerramento das palestras, a Ejud11 realizará solenidade de entrega de medalhas de honra ao mérito da Escola Judicial – edição 2022, para os indicados do estado de Roraima. Também serão agraciadas as duas vencedoras do Prêmio Mulheres Formadoras e Informadoras da Justiça do Trabalho da 11ª Região (edição 2021): a servidora Elen Regina Barreto Cesar, da Seção do Fórum Trabalhista de Boa Vista; e a procuradora do trabalho Gleyce Amarante Araújo.
VI Seminário Roraimense de Direito e Processo do Trabalho
Data: 2 de setembro de 2022
Local presencial: Fórum Adv. Sobral Pinto – Praça do Centro Cívico, n° 666, Centro.
Sala virtual: Canal da Ejud11 no YouTube 
Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/vi-seminario-roraimense-de-direito-e-processo-do-trabalho-em-boa-vista-rr/1685153
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Morda seus beiços! Morda seus beiços! ou o racismo e autoritarismo escancarados, em debate público, nas terras – Cada Minuto

 
O debate ocorreu em um Portal local, das Alagoas dos Palmares, o estado que lembra que tem um herói preto, quando lhe é conveniente.
Um dos candidatos, homem branco, com gestos tresloucados e um autoritarismo gotejante, gritou ao outro participante; Morda seus beiços! Morda seus beiços! Morda seus beiços! Morda seus beiços! 
Morda seus beiços!   É um incitamento colonialista, cujo intuito é inferiorizar, subjugar   corpos negros.
Beiços, como sinônimo de lábios grossos é um dos fenótipos característico dessa população e algo inaceitável, e considerado como feio, para os padrões coloniais e eurocêntricos de beleza
Quem já não ouviu expressões, como “preto beiçudo”, “preto de beiços arrombados”, uma forma de ridicularizar, menosprezar, coisificar o corpo negro?
 São estereótipos raciais utilizados, largamente, como instrumentos de apartheid, criando um ciclo de exclusão e inferiorização, que afeta diretamente a auto-estima, como também, o sentimento do não-lugar, da ausência de pertencimento..
A expressão usada pelo homem branco ao seu adversário, auto declarado não-branco, desnuda, uma  tática de opressão ( quem é [email protected] conhece bem), muitíssimo, utilizada nas relações de sociabilidades entre a suposta "superioridade" do homem branco e inferiorização [email protected] [email protected]
É uma forma de apagamento social/político e o recado racial é direto: “você não faz parte desse lugar”, ou, “ aqui quem manda sou eu”, ou, “você é [email protected], um ser inferior e está deslocado nesse espaço da Casa Grande”, ou simplesmente: “sabe com quem está falando”?
O candidato branco, sabe qual é seu “legitimado” lugar social de fala,  e por isso chama para si, o conhecimento/poder  hegemônico do mundo todinho e sobre isso o povo das Alagoas de Palmares, do decantada herói preto, faz  silêncio.
Um silêncio social, racialmente, seletivo.
Que o diga o Governo do Estado de Alagoas (viu, Paulo Dantas!) que virou às costas para as políticas de promoção para igualdade racial e ainda paga de “bacana”.
Que criou uma secretaria, alimentanda com dinheiro público e em quase 7 anos não estabeleceu nenhuma política pública afirmativa e antirracisra, mas, partidária…
Em Alagoas, o racismo é, de verdade, um camaleão poliglota.
 
 
Raizes da Africa
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Mulher chama funcionária de loja de "neguinha escrava" na Bahia, e polícia investiga; assista – Hugo Gloss – Hugo Gloss

Caso aconteceu na cidade baiana de Tucano no final de agosto
Uma mulher é investigada pelo crime de injúria racial depois de ter se referido a uma funcionária de uma loja de departamentos como “neguinha escrava“. O caso aconteceu no dia 26 de agosto na cidade de Tucano, na Bahia, mas as imagens viralizaram apenas nesta semana.
De acordo com o g1, a Polícia Civil já identificou a mulher e recolheu as câmeras de segurança do estabelecimento para a investigação. Apesar das gravações não mostrarem como a discussão começou, é possível ver a mulher do lado do caixa proferindo ofensas à funcionária.
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Se enxerga, se coloque no seu lugar, garota, antes de olhar para mim“, gritou a cliente, chamando a funcionária de “bandida“. A vendedora, então, devolve dizendo que a mulher é louca, e responde: “bandida é você“. Depois da atendente revidar os insultos, a cliente ficou ainda mais irritada e disparou outras ofensas racistas. “Louca? Eu te processo antes de você me processar de neguinha. Você me chamou de louca e eu te chamei de neguinha escrava“. “Tá pensando que tá falando com quem, neguinha?“, insiste a mulher, que não teve a identidade revelada. A discussão é acompanhada por outros funcionários da loja, que não interferem na situação.
A atitude que você tem é de uma pessoa desequilibrada“, argumentou a vendedora. “Quem me chamou de louca foi você!“, respondeu a cliente. “Se coloque no seu lugar. Vá fazer seu serviço, louca, neguinha. Me processe!“, continuou. Veja:
Mulher é flagrada sendo racista com funcionária na Bahia pic.twitter.com/1DaHqGTsl1
— Só Mídias (@MidiasSo) September 2, 2022

Para o g1, a Lojas Americanas lamentou a ocorrência e afirmou que “acolheu” e deu apoio e suporte aos trabalhadores. A empresa também disse que está à disposição da polícia. A loja ainda pontuou que “o respeito à diversidade está entre seus valores fundamentais e que tem a equidade racial como um dos pilares da sua estratégia“.
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MPPB pede que escolas promovam ações contra discriminação de gênero – Portal Correio

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“Sou brasileira e negra e esta é a minha história de racismo em Portugal” – Máxima

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Funcionária de loja é vítima de racismo na cidade de Tucano; 'Só via isso em reportagem de jornal' – Acorda Cidade

02, de setembro de 2022
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02 de setembro de 2022 | Feira de santana
Tucano
O caso aconteceu na última sexta-feira (26) e um vídeo viralizou nas redes sociais.
02/09/2022 08h53, Por Gabriel Gonçalves
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A auxiliar de serviços gerais Jéssica Martins, 26 anos, que trabalha em uma loja de rede nacional na cidade de Tucano, foi vítima de racismo e homofobia na última sexta-feira (26), por uma consumidora que estava no estabelecimento comercial.
Ao Acorda Cidade, a funcionária informou que a mulher estava com problemas para efetuar o pagamento das compras, e que em um determinado momento começou a fazer agressões verbais, direcionadas para a atendente do caixa.
“Neste dia eu cheguei, como de costume, em meu local de trabalho, pois eu faço a limpeza do estabelecimento. Lembro que antes das agressões eu ainda passei por esta mulher com o meu material em mãos. No momento que eu estava limpando a área dos caixas, ela estava passando as compras, porém optou por uma forma de pagamento que não estava dando certo, ou seja, era problema do sistema e não temos controle com relação a isso. Ela já estava muito agressiva com a moça que estava operando o caixa e iniciou as agressões verbais e nos chamou de ‘vagabundas’. Chamamos o gerente, e ela ainda o xingou, perguntando se era ele o gerente e o chamou de escravo. Aquilo ali foi um absurdo e comecei a fica incomodada com a situação”, relatou.
Mesmo com a presença do gerente, Jéssica informou que a cliente continuou com as agressões e insinuou que a funcionária tivesse algum tipo de relacionamento com ele.
“Quando o gerente se aproximou, eu informei que a mulher estava descontrolada. Ela simplesmente olhou para mim e perguntou se eu ‘estava dando’ para ele, pelo motivo de estar incomodada. Ela, por muitas vezes, me mandou calar a boca, me chamando de ‘negrinha’, acredito que no pensamento dela, por estar apenas limpando o local, eu não tinha o direito de falar nada. Me chamou de ‘bandida’, ‘vagabunda’, disse que eu deveria estar presa, que a polícia não deveria perder tempo com pessoas que nem eu e nunca imaginei passar por uma situação dessa. Foi algo tão terrível, que eu só via em reportagem de jornal, a gente não sente quando assiste, mas quando é na pele, a situação é diferente. Depois do episódio, eu tive uma crise, a mulher voltou insinuando que a menina do caixa não tinha entregado a nota fiscal, sendo que a todo momento, a nota fiscal estava dentro da bolsa dela”, informou.
Homofobia
Além do racismo, Jéssica também relatou que a cliente chamou, por diversas vezes, o gerente de gay.
“Ela é homofóbica, essa parte no vídeo que foi divulgada, não saiu porque a gente quer preservar a imagem e o trabalho dele. Além de racista, ela foi homofóbica, ela o chama de ‘gay’, diz que o que ele gosta, ela também gosta. Ela já esteve lá no estabelecimento outras vezes, os outros funcionários a reconheceram, e aparentemente, ela é uma pessoa muito fina, toda no salto. Olhando de longe, parece ser uma pessoa elegante, mas percebemos que era desequilibrada e completamente fora de si”, disse.
Denúncia
Jéssica Martins informou à reportagem do Acorda Cidade que o gerente preferiu não prestar queixa para preservar o trabalho.
“Eu fiz um Boletim de Ocorrência na própria sexta-feira, fui na delegacia, chamei uma advogada que tenho conhecimento e agora espero que a justiça seja feita. Já o gerente preferiu não prestar queixa por questão de preservar o emprego dele. Infelizmente, não sei se ela já foi intimada, porque nossa delegacia aqui da cidade não tem delegado pelo que sei. As coisas aqui são devagar, mas acredito que seja um prazo de 15 dias para ser intimada”, concluiu.

Com informações da produtora Maylla Nunes do Acorda Cidade

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CIDADE DO TAMANHO DE TUCANO, ENTROCAMENTO DE RODOVIA FEDERAL E ESTADUAL, REGIÃO COM ALTO ÍNDICE DE CRIMES E NÃO TEM DELEGADO? VIXE, O GOVERNO DO PT TÁ BEM, BEM NO FOCO DA DENGUE.
BOM DIA A TODOS AS PESSOAS TEM QUE APRENDER A RESPEITAR O TRABALHADOR SE A PESSOA TÁ LAI NO SEU EMPREGO PORQUE É UMA PESSOA DIGINA TEM GENTE QUE SE ACHA MELHOR QUE OS OUTROS SÓ PORQUE TEM UM DINHEIRINHO EU JÁ PERDIR UM EMPREGO POR CAUSA DE UMA CLIENTE MESMO EU PROVANDO MINHA INOCENCIA MAS A CLIENTE DISSE QUE SÓ ENTRAVA NA LOJA NO DIA QUE EU NÃO TIVESSE MAIS LÁ QUE O DONO ESCOLHESE OU O FONFIONARIO OU O CLIENTE ESCOLHERAM O CLIENTE E ME MANDARAM EMBORA ISSO NOS ANOS 90 MAS GRAÇAS A DEUS NUNCA ME FALTOU EMPREGO EU TENHO UM ADVOGADO MARAVILHOSO QUE É JUSUS CRISTO O MELHOR DE TODOS
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Bank of America testa entrada zero em bairros negros e hispânicos – O Ribatejo | jornal regional online

O Ribatejo | jornal regional online
Informações sobre Portugal. Selecione os assuntos que deseja saber mais sobre a Folha d Ouro Verde
Análise de notícias da Bloomberg Em março, os dados federais de hipotecas, descobriram que o Wells Fargo aprovou apenas 47% dos pedidos de refinanciamento de proprietários negros em 2020, em comparação com 72% dos pedidos de proprietários brancos.
O termo “redline” Isso se refere à prática de rejeitar hipotecas em bairros predominantemente negros, vem dos programas estaduais de propriedade de imóveis criados sob o New Deal da década de 1930, que oferecia hipotecas seguradas pelo governo como forma de assistência federal. À medida que o software se desenvolvia, o governo usava mapas de cores e um sistema de ordem alfabética para identificar os investimentos mais arriscados. A maioria dos bairros com classificação “D”, indicando os investimentos mais arriscados, foi marcada em vermelho, e os moradores negros que moravam nessas áreas tiveram dificuldade em obter empréstimos garantidos pelo governo.
Em 1968, o Fair Housing Act proibiu a discriminação racial na venda e aluguel de moradias para empresas governamentais e privadas. Mas as disparidades no acesso a hipotecas persistiram por décadas, de acordo com os pesquisadores.
De acordo com a Associação Nacional de Corretores de Imóveisuma associação comercial para profissionais do setor imobiliário, a pandemia exacerbou a diferença racial na propriedade da casa, com o aumento dos preços das casas e a baixa oferta afetando as famílias negras mais do que qualquer outro grupo racial. Em reportagem publicada em janeiroA National Alliance for Community Reinvestment, um grupo de defesa de empréstimos justos, descobriu que o mercado de hipotecas privadas oferece empréstimos em apenas 13,7% dos bairros de baixa e média renda, embora representem 30% dos bairros.
Chris Herbert, diretor-gerente do Joint Center for Housing Studies da Universidade de Harvard, disse que o programa do Bank of America pode ajudar muito as famílias de baixa e média renda e as famílias a comprar casas, já que a falta de poupança para um pagamento inicial tem sido uma grande barreira. “Nesse aspecto, é importante”, disse ele.
Ele disse que rastrear e monitorar os resultados do piloto será fundamental para determinar quais grupos estão participando, se os moradores estão tendo boas chances de possuir casas e qual é o impacto do programa nas comunidades. “Estas são questões em aberto”, disse ele.
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TRE-MT promove curso sobre prevenção aos assédios e discriminação para servidores – Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso

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