Poucos casos de racismo são registrados em Londrina, afirma Ministério Público – Tarobá News

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O Ministério Público afirma que o número de queixas formais de racismo é pequeno em Londrina. No ano de 2022, foram oferecidas 21 denúncias de racismo e injúria racial, e uma recomendação administrativa sobre o tema.

Segundo a promotora de Justiça, Susana de Lacerda, há uma grande resistência por parte das vítimas em registrar as queixas. “A maioria dos casos sequer chega ao sistema de justiça porque as vítimas não acreditam que vai haver um desfecho em relação ao crime. Também não acreditam que as próprias instituições estejam prontas para receber esse tipo de denúncia”, disse.

Para a promotora, um longo caminho ainda deve ser percorrido para que os casos sejam punidos. 

Na última terça-feira (23), uma mulher acusou uma idosa de ter proferido xingamentos racistas a ela quando ambas estavam em sessão de fisioterapia em uma clínica, em Londrina. Um boletim de ocorrência foi registrado e a Polícia Civil investiga o caso.
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TCE-AM lança Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Sexual e Discriminação – Fato Amazônico

Na próxima terça-feira (30), o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) implantará a Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Sexual e da Discriminação.
A cerimônia de lançamento será realizada às 9h, no auditório do TCE-AM, com abertura oficial feita pelo presidente do Tribunal, conselheiro Érico Desterro, e pelo corregedor da Corte de Contas, conselheiro Ari Moutinho Júnior. A solenidade contará, ainda, com as palestras das especialistas no tema, Luciana Bertachini e Isabelle Honorato.
O programa foi criado a partir de uma iniciativa da presidência e da Corregedoria do TCE-AM, considerando o dever da administração pública de garantir o bem estar funcional em um ambiente de trabalho harmônico, e ainda, por recomendação do Instituto Rui Barbosa (IRB) e da Associação dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), que seguem um movimento nacional para estipular essa política dentro dos órgãos públicos.
“O lançamento da política foi anunciado durante a última sessão plenária, e por isso conto com a participação de todos para mais essa grande realização dentro da nossa instituição, que não só será um exemplo para outros órgãos, mas também uma soma para melhor realização das nossas obrigações ”, destacou o presidente do TCE-AM, conselheiro Érico Desterro.
A inserção dessa Política de Prevenção e Enfrentamento nas diretrizes do TCE-AM segue os deveres constitucionais e princípios da dignidade humana, cujo objetivo é estabelecer parâmetros voltados para prevenção de situações que caracterizam assédio e/ou discriminação e assim promover a permanência dos valores profissionais e psicossociais dos servidores e colaboradores desta Corte de Contas.
“Como corregedoria, precisamos atuar ativamente em ações que não só corrijam práticas erradas, mas que também previnam, por meio do conhecimento e da sensibilização”, destacou o corregedor-geral do TCE-AM, conselheiro Ari Moutinho Júnior
De acordo com a presidente do comitê da Política, Rita Carvalho, o lançamento servirá como um momento de sensibilização aos servidores, explicando as definições, onde o programa se aplica e quais as formas de intervenção. 
“Nós já passamos da fase de iniciativa feita pelos conselheiros Érico Desterro e  Ari Moutinho Júnior, que juntos criaram o comitê para realizar o programa. A partir de agora é necessário explicar e sensibilizar os servidores. Às vezes o servidor pode achar que não é importante, que não pratica e nem acontece com ele, então é realmente o momento de apresentar o cenário dessa pauta essencial para a comunidade do Tribunal de Contas do Amazonas e agir de acordo com a política que foi elaborada”, explicou a presidente do Comitê, Rita Carvalho.

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Polícia chinesa detém mulher de quimono japonês, provocando indignação em redes sociais – Global Voices Online

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Foto tirada de Xiao Ya em 10 de agosto de 2022. Captura de tela de uma publicação agora censurada no site Weibo.
Neste verão, a guerra cultural chinesa contra o Japão atingiu um novo patamar depois de uma série de controvérsias relacionadas ao país, como o cancelamento do festival de verão Matsuri em várias cidades. O último episódio ocorreu em 10 de agosto de 2022, quando um policial da cidade de Sucheu, na província de Jiangsu, prendeu uma mulher por ela estar vestindo um tradicional quimono japonês enquanto fotografava na rua Huaihai, um distrito gastronômico japonês.
A mulher foi acusada de estar “procurando briga e causando problemas”, alegação comumente usada para reprimir protestos.
Como previsto, nacionalistas on-line apoiaram a ação do policial e condenaram a jovem por ofender o povo chinês, ainda assim muitos outros se posicionaram contra a xenofobia e o abuso de poder do policial. Depois da retaliação on-line, em 19 de agosto, o policial de Sucheu devolveu o quimono confiscado para a mulher.
O incidente do quimono
Manya Koetse, editora-chefe do What's on Weibo, um blogue sobre tendências nas redes sociais, repostou no Twitter o vídeo da cena da mulher sendo presa:
A young Chinese woman was taken away by local police in Suzhou last Wednesday because she was wearing a kimono. “If you would be wearing Hanfu (Chinese traditional clothing), I never would have said this, but you are wearing a kimono, as a Chinese. You are Chinese!” pic.twitter.com/et8vWOferQ
— Manya Koetse (@manyapan) August 15, 2022
Uma jovem chinesa foi apreendida pela polícia local de Sucheu na última quarta-feira por estar vestindo um quimono. ‘Se você estivesse vestindo um Hanfu (tradicional vestido chinês), eu nunca teria que dizer isso, mas se você vestir um quimono, como uma chinesa. Você ainda é chinesa'!
A mulher, sob o pseudônimo Xiao Ya, estava fantasiada de Ushio Kofune, uma personagem fictícia da popular animação japonesa “Summer Time Rendering.”
Como mostrado no vídeo durante a sessão de fotos, um agitado policial aborda o fotógrafo e ela dizendo: “Eu não diria nada se você estivesse vestindo um Hanfu chinês, diria? Mas um quimono japonês? Como você, uma chinesa, se atreve? Você é chinesa? Você é chinesa”! Ele grita com a mulher, apesar da tentativa dela de explicar a sessão de fotos.
Ainda no vídeo, o policial diz que a infração dela foi “procurar briga e causar problemas”, mas não elabora uma explicação antes de usar a força para escoltar a mulher até a delegacia onde foi detida.
Em 12 de agosto, Xiao Ya contou primeiro a seus amigos sobre o incidente com o policial no Qzone, uma popular plataforma de rede social. Depois, a publicação foi repostada no site Weibo e viralizou.
Ela revelou que assim que o policial a levou para a delegacia, seu telefone foi confiscado e teve seu conteúdo inspecionado, incluindo fotos e conversas on-line. A polícia também apagou seu vídeo com a fantasia, confiscou o quimono e pediu para que ela escrevesse uma carta de 500 palavras com uma autocrítica. O interrogatório policial durou cinco horas e ela foi orientada a não publicar nada on-line sobre o incidente. Ela também acredita que a polícia tenha entrado em contato com sua escola de fotografia para garantir que ela recebesse uma “educação” apropriada.
Em uma entrevista ao jornal Beijing Youth Daily (agora censurada), ela revelou que em sua redação de 500 palavras, foi orientada a admitir que vestir um quimono era um “ato perigoso”. No entanto, ela argumentou na entrevista que a subcultura de ACG (abreviação de “Anime, Comic and Games”) não está em desacordo com o patriotismo chinês:
我不光喜歡二次元文化,也喜歡中國的傳統文化。2018年的暑假,我和家人、朋友一起去日本旅遊,我特意帶了漢服,在京都和大阪街頭穿漢服…當我向別人介紹漢服的時候內心很自豪,其實在我眼裡,漢服與和服都是很好看的衣服。我們二次元這個群體也很愛國。
Além da subcultura ACG, eu também gosto da cultura tradicional chinesa. Durante minhas férias de verão em 2018, eu viajei para o Japão com minha família e amigos e levei um conjunto Hanfu [vestimenta típica da dinastia chinesa Han] que eu usei nas ruas de Quioto e Osaka… Eu senti orgulho ao explicar sobre minha roupa típica lá. Para mim, Hanfu e quimono são ambos muito bonitos. Nós, amantes de ACG somos muito patriotas.
Em 23 de agosto, seu vídeo, sua conta pessoal na plataforma Qzone, a republicação no site Weibo e sua entrevista com o jornal Beijing Youth Daily foram todos censurados nas redes sociais.
Sentimento antijaponês emerge na China
À medida que o nacionalismo chinês emerge, jovens que gostam de cultura japonesa se veem sob uma imensa pressão, tendo seus interesses frequentemente distorcidos e politizados. Este ano, espaços particulares, como hotéis e shopping centers de muitas cidades, cancelaram os festivais Matsuri de verão seguindo pedidos de boicote de nacionalistas chineses.
Nacionalistas chineses têm espalhado on-line teorias conspiratórias afirmando que o incidente do quimono está relacionado ao 15 de agosto, data de aniversário da rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial e do fim da Segunda Guerra Sino-Japonesa.
A fantasia de Xiao Ya e seu relato foram distorcidos como um ato político com intuito de prejudicar a vitória chinesa contra a invasão japonesa. Veja abaixo uma típica reação nacionalista no site Weibo:
她为什么要八月十日穿,八月十四日发,让这个事情15日发酵带节奏。其心可诛。查下她的家族吧。说不定是个汉奸家族。 ​
Por que ela usou [o quimono] no dia 10 de agosto e publicou no dia 14 de agosto? Para que tivesse um impacto no dia 15 de agosto. Ela agiu de má-fé. Veja sua família, provavelmente tem um histórico de traidores. 
Meios de comunicação chineses controlados pelo governo, geralmente lembram esta data como o símbolo da vitória chinesa sobre a invasão japonesa em 1945 com a ajuda da resistência do partido comunista chinês.
Para alguns nacionalistas, o uso de um quimono é visto como um ato que “fere os sentimentos do povo chinês”. Veja um comentário no Weibo:
作为施害国家的民族服装,还在我们的特定日期穿着,招摇过市,伤害我们民族感情,我们就是不允许!!!
[Quimono] é a roupa típica de uma país agressor e [ela] escolheu vestir em público e em uma data especial. Isto fere nosso sentimento nacional, e não vamos permitir isso!!!
Recentemente, amantes de cultura japonesa são chamados de Jingri (精日), literalmente traduzido como Japão espiritualizado, um termo depreciativo na China usado para descrever pessoas sem descendência japonesa que apoiam a ideologia japonesa militar e imperial. Xiao Ya está enfrentando uma campanha de difamação e foi chamada de Jingri por influenciadores nacionalistas, incluindo o usuário do Weibo @raffaelloliu, por exibir seu quimono nas ruas chinesas.
Apesar das críticas, desta vez, os nacionalistas não foram bem-sucedidos em dominar o sentimento público. Muitos internautas chineses têm compartilhado fotos de heróis nacionais chineses usando quimonos para combater o aumento de narrativas xenofóbicas, como destacado pelo escritor chinês @GaoFalin:
穿和服竟涉嫌“寻衅滋事”?! pic.twitter.com/E3HENiKYES
— 高伐林 (@GaoFalin) August 16, 2022
Usar um quimono é ‘procurar briga e causar problemas?!’
As personalidades históricas nas fotos são Lu Xun, importante escritor moderno chinês (1883–1936); Qiu Jin, chinesa feminista revolucionária (1875–1907); Zhang Taiyan,  etimologista, filósofo e revolucionário (1869–1936); Chiang Kai-shek, líder da República da China (1887–1975); Li Dazhao,  cofundador do partido comunista chinês (1889–1927); e Guo Moruo, líder do partido comunista chinês (1892–1978).
Muitos internautas criticaram o abuso de poder do policial durante o incidente do quimono. Um usuário do Weibo resumiu as razões por trás da indignação pública:
民众对于苏州和服事件愤怒的三大原因,个个都很现实:
①愤怒于个人权利被随意践踏,日式风情街,穿和服拍个照片,不违反任何法律法规,就如同穿比基尼在海滩游泳一样;
②愤怒于公权力被随意滥用,今天能因为你穿和服定你寻衅滋事,明天就能因为你开三菱车定你寻衅滋事,后天你在家看个奥特曼可能都会被带走;
③愤怒于狭隘的民族主义者如此泛滥,其实民族主义走向一种极端,就有可能成了军国主义,爱国的前提一定是合法、理性。
Existem três razões por trás da indignação pública:
Depois das reações negativas, a polícia devolveu o quimono para Xiao Ya e as autoridades responsáveis por censura apagaram conteúdos relacionados ao incidente que viralizaram.
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Comunicador popular peruano denuncia discriminação por orientação sexual à Corte IDH – JOTA

Direitos humanos
Dezoito anos após ter sido acusado de ‘praticar atos homossexuais’ em cafeteria, Crissthian Olivera pede justiça
O comunicador popular peruano Crissthian Manuel Olivera Fuentes apresentou à Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), nesta quarta-feira (24/8), em Brasília, denúncia contra o Estado do Peru por violações de direitos humanos em razão de atos discriminatórios relacionados à sua orientação sexual.
Ele conta que, em 11 de agosto de 2004, tomava café afetuosamente com seu então namorado em uma cafeteria, dentro de um supermercado na capital Lima, quando ambos foram subitamente abordados por seguranças e convidados a se retirar.
Segundo o relato, os funcionários ordenaram que eles parassem com “aquelas atitudes”, porque “aquilo” não era permitido na cafeteria. Fuentes conta que eles apenas liam poemas um para o outro, sentados “muito juntos”. Nada além disso.
Os seguranças tentaram puxá-lo pelo braço, ao que ele se esquivou e seguiu sentado com o namorado, conta. Em seguida, a gerente da cafeteria interveio: eles teriam que sair porque um cliente havia prestado queixa, alegando que estava com filhos pequenos e que eles não poderiam continuar com aquelas demonstrações de afeto.
“A situação foi bastante humilhante, porque estávamos em uma situação pacífica, romântica, e passamos abruptamente para uma situação totalmente humilhante. De repente, havia quatro seguranças nos tratando como delinquentes, e não só como delinquentes, mas como doentes, como se pudéssemos contagiar alguém com nossa homossexualidade. Eu estava absolutamente convencido de que não tinha cometido nenhum crime e, por isso, busquei justiça”, afirmou o comunicador.
Fuentes então apresentou, em outubro de 2004, uma ação por discriminação sexual ao Instituto Nacional de Defesa da Competência e Proteção da Propriedade Intelectual (Indecopi), um órgão administrativo de proteção ao consumidor. Para comprovar que foi tratado com discriminação na cafeteria, ele apresentou uma reportagem, feita dias depois, na qual um repórter heterossexual repete as mesmas condutas com sua namorada em um supermercado da mesma rede sem que nada aconteça.
Em sua defesa, o responsável pelo supermercado sustentou que o casal foi repreendido porque cometia “atos de homossexualidade”. Também disse que Fuentes havia protagonizado “incidentes” em outros locais e que sua conduta feria a moral e os bons costumes coletivos.
Em agosto de 2005, a denúncia foi declarada sem efeito pelo Indecopi, sob a justificativa de que não havia provas da suposta discriminação e que o interesse da criança facultava ao supermercado permissão para solicitar que ele e o namorado parassem com as demonstrações afetivas.
Inconformado, o comunicador popular pediu a nulidade da decisão administrativa judicialmente, diante da Corte Superior de Lima, mas o pedido foi negado com a mesma justificativa do órgão administrativo: as provas eram insuficientes. A decisão foi mantida em todas as instâncias superiores do Peru.
O reclamante disse que, durante todo o processo judicial, foi ouvido por um juiz apenas uma vez. “A única vez que eu tive contato com um juiz foi uma audiência em que me senti novamente humilhado, porque ele, em plena audiência, me chamou a atenção pela minha postura corporal. Me disse que era falta de respeito. Para ele, era mais importante minha postura corporal do que o que eu tinha a dizer”.
Fuentes pediu aos juízes da Corte IDH que suas alegações não sejam silenciadas. “Meu principal pedido é que acreditem em mim. Porque, por 18 anos, minha palavra foi desvalorizada, descredibilizada. Peço, por favor, que esta Corte acredite em mim de uma vez por todas e, como consequência disso, estabeleça que o fato e o processo foram totalmente discriminatórios. Eu quero justiça e quero que isso acabe”, suplicou.
A pesquisadora Laura Clérico, professora de Direito Constitucional na Universidade de Buenos Aires e professora emérita da Universidade de Universidade de Erlangen-Nuremberg, convocada como perita para a audiência, afirmou que as decisões contrárias a Fuentes estão carregadas de tecnicismos que encobertam a discriminação.
“Neste caso, há um uso do que se chama de tecnicismo. Constantemente se fala de falta de provas suficientes e isso parece encobrir a atitude discriminatória. É como um tapete sobre tudo o que foi feito. Sempre falam de provas insuficientes, porque não se queria acreditar na vítima. O que chama a atenção é a heteronormatividade dominante na Justiça. Nunca, nas ações, se explica os argumentos materiais e processuais que serviram para declarar a inadmissibilidade das provas”, comentou.
A pesquisadora avaliou que os processos envolvendo o comunicador foram baseados em estereótipos, não em fatos.
“A denúncia tinha ideias pré-concebidas, generalizadas, de que pessoas com orientação sexual não heteronormativas são depravadas, doentes, que isso seria contagioso para as crianças. Isso passou despercebido por todas as instâncias administrativas e judiciais. No expediente judicial, aparecem citações a nudismo, sexo e coisas parecidas. Colocam no mesmo saco a simples demonstração de afeto com tudo isso. Qual é a relação?”, questionou Clérico.
Outra perita ouvida, Laura Otero Norza, especialista em Direito do Trabalho, afirmou que, em casos de discriminação em que há indícios consistentes, como é o caso em questão, é preciso inverter o ônus da prova, já que as vítimas geralmente não têm ferramentas para comprovar a violência que sofreram.
“Geralmente, o agredido não tem provas concretas. É só a sua palavra. Quem tem os elementos probatórios é a empresa, não a pessoa que foi discriminada. Daí a importância de se aplicar a inversão do ônus da prova, porque aí podemos tentar amenizar a desigualdade processual entre as partes”, defendeu a perita.
O procurador supranacional do Ministério de Justiça de Peru, Carlos Reaño Balarezo, voltou a alegar falta de provas consistentes e negou que tenha havido discriminação. Além disso, ele afirmou que se trata de um caso isolado, não uma violência sistêmica, o que retiraria a competência da Corte IDH para julgar o caso.
“Não existem provas. No processo administrativo, o senhor Olivera não apresentou justificativas probatórias para comprovar que foi alvo de discriminação. Além disso, os fatos apresentados não fazem parte da controvérsia, porque se trata de um caso particular do senhor Olivera”, afirmou o representante do Estado.
José Carlos Vargas, outro representante do Estado, reclamou que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que apresentou a denúncia à Corte, tenta agir como uma “quarta instância” ao tentar revalorar provas.
“A Comissão quer agir como um tribunal. Além disso, a própria Corte não tem competência absoluta para revalorar as provas. Isso seria uma quarta instância, o que não é aceitável”, declarou o representante.
A comissária Esmeralda Arosemena de Troitiño, da CIDH, rebateu: “Avaliar se as decisões condizem com a Convenção Americana é parte das atribuições da Comissão. O Estado deve demonstrar um erro grave que tenha onerado seu direito de defesa, o que não ocorreu. Caso contrário, não há que se falar em quarta instância”.
Após as exposições, a defesa de Fuentes pediu que o Estado seja condenado por violar direitos às garantias judiciais, à vida privada, à igualdade perante à lei e à proteção judicial. Representante do comunicador, a advogada María Ysabel Cedano, solicitou que a Corte determine medidas efetivas contra a violência de gênero.
“Estamos exercendo nosso direito de reparação histórica. Não se trata de um caso isolado. Nós somos vítimas de violência estrutural e essa violência se expande a cada dia, mesmo 18 anos depois do que aconteceu com Fuentes. Não temos registros de crimes de ódio no Peru, por exemplo. Isso nos diz que não basta aprovar leis, fazer discursos bonitos ou distribuir panfletos. É preciso mudar a estrutura. Não queremos mais normas escritas em papel. O que queremos é proteção e justiça para que nos deixem viver em paz”.
O caso será julgado na Corte IDH pelos magistrados Ricardo C. Pérez Manrique (do Uruguai), Humberto Antonio Sierra Porto (da Colômbia), Eduardo Ferrer Mac-Gregor Poisot (do México), Nancy Hernández López (da Costa Rica), Verónica Gómez (da Argentina), do Patricia Pérez Goldberg (do Chile) e Rodrigo Mudrovitsch (do Brasil).
Erick Gimenes – Repórter freelancer
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Homem é agredido por xenofobia no metrô – Band Jornalismo

Câmeras de segurança do MetrôRio flagraram um passageiro sendo agredido dentro de uma composição. A suspeita é de que o crime tenha sido motivado por xenofobia, que é quando uma pessoa é discriminado por ser nordestino.
No dia 7 de junho, Paulo Vítor Araújo estava voltando do trabalho quando foi surpreendido pelo ataque de um homem enquanto ouvia música dentro do metrô. Paulo entrou na estação da São Conrado e foi atingido com uma bolsa contendo objetos pesados na estação seguinte, na Antero de Quental. O crime foi filmado pelas câmeras de segurança da composição.

“Eu fiquei sem entender o que tinha acontecido e já recebi outra agressão. Eu fiquei sem saber o que fazer. Quando ele estava saindo, ele falou assim: ‘pessoas como você eu trato assim na porrada’”, relatou a vítima.
No vídeo, um homem tenta impedir a agressão, mas o criminoso seguiu agredindo a vítima. O acusado estava acompanhado de uma mulher e o circuito interno acompanhou o embarque e o desembarque do casal. Enquanto fugia, o agressor encontrou um segurança do metrô, mas não foi detido. O segurança estaria sozinho e por conta do comportamento do agressor se sentiu intimidado. Por isso o homem não foi preso em flagrante.

A vítima não conhecia o agressor e não disse não ter tido motivo para o início das agressões.
“O que aconteceu ali foi uma tentativa de homicídio, não foi apenas lesão corporal. Ele levou vários socos no rosto, o autor bateu com algo no rosto dele. Ele teve uma fratura, desnível nos olhos, teve hemorragia cerebral. O agressor só parou de bater porque foi impedido por outras pessoas, ele iria matar”, afirmou Débora Rodrigues, delegada titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).
Em nota, o MetrôRio lamentou a agressão e afirmou que forneceu as imagens e está colaborando com as investigações.
A polícia pede apoio da população para receber informações para identificar o agressor e a mulher que o acompanhava. As denúncias podem ser feitas pelo Disque-Denúncia no telefone 2253-1177.
*Estagiário sob supervisão de Natashi Franco
Li e concordo com os Termos de Uso e Políticas de Privacidade

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Veja a posição de cada clube sobre a proposta da CBF de perda de pontos em caso de racismo – globoesporte.com

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Promotoria abre inquérito para investigar casos de racismo no futebol – VEJA São Paulo

O Ministério Público Estadual abriu um inquérito para investigar os casos de discriminação racial em partidas de futebol. Os promotores deram prazo de 30 dias para que a Federação Paulista de Futebol e as secretarias de estado de Justiça e Cidadania e de Esporte, Lazer e Juventude informem quais são as tratativas em relação às estratégias que serão tomadas para combater a intolerância e discriminação nas partidas.
+Câmara aprova novo projeto urbanístico para o Centro
A portaria que instaurou o inquérito ainda pede informações para saber se existe um procedimento padrão por parte da PM em casos de racismo, discriminação, e LGBTFOBIA nos estádios, além de estatísticas a respeito.
O documento também cita o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), para que digam quais foram as punições aplicadas a casos semelhantes nos últimos três anos.
+Prefeitura de SP divulga medidas para combater varíola dos macacos
Um dos casos mais recentes ocorrido em São Paulo foi durante a partida entre Corinthians e Boca Júnior, na Neo Química Arena, em partida válida pela Libertadores. Na ocasião, no dia 28 de junho deste ano, três torcedores argentinos foram presos após imitarem macacos e fazerem gestos nazistas. Todos foram liberados após o pagamento da fiança.
Relatório
A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) apresentou nesta quarta-feira (24) um relatório anual de discriminação racial. Produzido pelo Observatório de Discriminação Racial, ele aponta crescimento nos casos de racismo, machismo, homofobia e xenofobia no esporte no ano de 2021. Só no futebol, os casos deste ano, até agora, já igualam o total de 2021, com 64 registros.

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Vídeo: Mulher é vítima de racismo ao ouvir que 'preto tem que morrer' em shopping de SP – ISTOÉ

Da Redação
14/08/2022 – 15:57
Laila dos Santos, de 35 anos, contou ao G1 neste domingo (14) que a sua mãe foi vítima de racismo dentro da loja Riachuelo, no Shopping Praiamar, localizado na rua Alexandre Martins, no bairro Aparecida, em Santos (SP). Ela afirmou que uma mulher, 34, apontou um dos dedos e falou em voz alta: “Preto tem que morrer”.

Revoltada, Laila acionou a Polícia Militar e a mulher foi presa em flagrante pelo crime de discriminação.

Laila informou que estava com a sua mãe e outros familiares passeando pelo shopping. Ao se aproximarem da loja Riachuelo, uma começou a ofender a mãe da moça.
“Ela puxou o andador e pegou o cartão dela. Depois, passou perto da gente e perguntou ‘o que você está olhando?’”, disse Laila, que respondeu para a mulher que ela não deveria tratar a sua mãe daquele jeito.
“Eu continuei na porta e minha mãe ficou nas primeiras araras escolhendo a compra para o Dia dos Pais. Essa menina entrou na loja, cutucou a minha mãe e apontou o dedo na cara da minha mãe e falou que ‘preto tem que morrer’. Ela falou em alto tom, e uma funcionária da loja e outras pessoas ouviram”, completou.
Nesse momento, a mulher tentou reverter a situação e disse que precisava ir embora. Então a mãe da agressora afirmou que ela tinha problemas mentais e afirmou que possuía um laudo psiquiátrico.
Mesmo assim, Laila e outras testemunhas não deixaram a mulher sair da loja e chamaram os agentes de segurança do shopping. “Todo mundo falava que isso não ia dar em nada. Mas, eu afirmei que iria até o final e ia registrar um boletim de ocorrência. Estão ofendendo e matando pessoas utilizando como pretexto laudos para fazer o que querem, e isso tem que ser impedido”, disse.
“Chamei os seguranças do shopping para inibir a saída dela. Até o primeiro momento, o pessoal do shopping queria que a gente não filmasse, porque eles não queriam expor a situação, e queriam que a gente fosse para uma sala privada […] Parece que a gente estava errado. É algo que não dá para acreditar”, completou.
Procurada, a Polícia Militar confirmou ao G1 que duas mulheres discutiram dentro do shopping e uma delas proferiu palavras racistas. Depois todas as pessoas envolvidas no caso foram levadas para uma delegacia da região.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) informou por meio de nota que a agressora foi presa em flagrante por ter praticado discriminação. “Ela foi autuada em flagrante e encaminhada a CPJ [Central de Polícia Judiciária] de Santos onde o caso foi registrado.”
O G1 também procurou a assessoria da loja Riachuelo para comentar o caso, mas não obteve retorno até o momento.
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AI alerta para uso de migrantes como "bodes expiatórios" na África do Sul – Notícias ao Minuto

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27/08/22 09:26 ‧ Há 4 Horas por Lusa
Mundo Amnistia Internacional
Em declarações à Lusa, a representante na África do Sul da organização mundial de defesa dos Direitos Humanos, Shenilla Mohamed, sublinhou que “ninguém está acima da lei, e se alguém na África do Sul for acusado de ter infringido a lei, a justiça deve seguir o seu devido curso”.
“No entanto, os migrantes não podem ser bodes expiatórios para o aumento dos níveis de criminalidade, que infelizmente estamos a constatar aqui na África do Sul”, frisou a ativista sul-africana.
Dados oficiais divulgados este mês, indicam que o país – que tem uma das piores taxas de criminalidade do mundo -, registou quase 70 assassínios por dia no primeiro semestre do ano, um aumento de 16,5% em relação ao primeiro semestre de 2021.
Em julho, centenas de moradores caçaram porta-a-porta trabalhadores mineiros em situação ilegal no país, conhecidos localmente por ‘Zama Zama’, após a violação coletiva de oito mulheres na região oeste de Joanesburgo, a capital económica do país.
A AI disse estar “indignada” com o alegado incidente ocorrido nas minas abandonadas da pequena cidade mineira de Krugersdorp, onde um gangue armado invadiu o local onde estavam a decorrer as filmagens de um videoclipe, e violou oito jovens raparigas que faziam parte do elenco. A equipa de filmagem foi também assaltada, segundo a imprensa local.
Pelo menos 350 trabalhadores mineiros em situação ilegal no país, dos quais 43 são moçambicanos, foram presos na sequência do alegado incidente de violação coletiva como parte de várias operações policiais de combate à mineração ilegal nas áreas de Krugersdorp e Randfontein, anunciou fonte da polícia sul-africana.
Pelo menos seis imigrantes moçambicanos, incluindo um menor de 16 anos, encontram-se entre 14 indivíduos que são acusados formalmente de violação, assédio sexual, roubo em circunstância agravada e violação da lei de imigração relacionadas com o incidente que chocou o país, explicou fonte do Ministério Público sul-africano à Lusa.
Shenilla Mohamed salientou ser “importante” notar que “os migrantes detidos imediatamente após o incidente de Krugersdorp não foram acusados de violação, mas por estarem no país sem documentos”, acrescentando que “desde então, 14 dos detidos foram supostamente ligados ao incidente de violação coletiva e enfrentam acusações”.
“Não importa quem sejam os perpetradores, devem ser responsabilizados e mais deve ser feito para proteger as mulheres. A Polícia sul-africana e o Ministério Público devem agora agir rapidamente para garantir justiça para todas as vítimas”, apelou a ativista sul-africana.
Na ótica da Amnistia Internacional na África do Sul, a ausência de “respostas adequadas” por parte do governo sul-africano no combate à galopante criminalidade no país, levou comunidades e grupos de vigilantes a agir ilegalmente contra “migrantes, refugiados e requerentes de asilo, acusando-os pelos elevados níveis de criminalidade”.
Este fenómeno crescente na África do Sul “deixa os migrantes vulneráveis a ataques”, salientou Shenilla Mohamed, para quem “a impunidade para crimes que incitam à xenofobia também contribui para a situação, porque ninguém é responsabilizado”.
“A polícia precisa de agir contra quem comete um crime, mas também contra quem faz justiça com as próprias mãos”, frisou.
Nesse sentido, a ativista considerou à Lusa que o Estado sul-africano “falhou” para com os sul-africanos e migrantes que vivem no país “por não lidar com as altas taxas de criminalidade” e por “permitir que a impunidade continue em torno de ataques xenófobos”.
“A violação dos direitos das pessoas à segurança, proteção, dignidade e vida não deve continuar impunemente”, adiantou.
A Amnistia criticou o sistema de gestão de asilo da África do Sul, afirmando que há milhares de requerentes sem documentação adequada, o que contribui para exacerbar a xenofobia no país.
“O atual sistema de processo de gestão de asilo está a falhar. Ao persistir com um sistema inoperacional que deixa aqueles que tentam reivindicar asilo sem documentos e no limbo, o governo está a causar uma divisão e a inflamar as tensões entre os cidadãos sul-africanos e os africanos que vivem no país”, salientou à Lusa Shenilla Mohamed.
Leia Também: Amnistia quer que governo venezuelano pare de atacar ativistas

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