República abre conversações com a TAP sobre doentes açorianos (Vídeo) – Local – RTP Açores – RTP

Publicado 26 Ago, 2022, 10:29 / atualizado em 26 Ago, 2022, 12:15
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A Casa do Dragão | Steve Toussaint responde comentários racistas à série – Omelete

Créditos da imagem: A Casa do Dragão/HBO/Reprodução
Séries e TV
O ator Steve Toussaint, o Lorde Corlys Velaryon de A Casa do Dragão, rebateu os comentários racistas que produções de época, como o derivado de Game of Thrones, têm sofrido em relação à diversidade. Em entrevista à revista Men’s Health, ele afirmou que a questão “vai além de palidez”, argumento usado para “justificar” o incômodo com sua presença entre os Targeryens e as demais Casas vindas de Valíria.
“Por alguma razão, é muito difícil para as pessoas engolirem. Elas estão felizes com dragões voando. Estão felizes com cabelos platinados e olhos cor de violeta, mas um homem negro rico? Isso vai além da palidez”.
Esse tipo de comentário não é exclusivo à Casa do Dragão. A escalação da atriz Kirby Howell-Baptiste como a Morte em Sandman e dos atores Ismael Cruz Córdova como um elfo e Sophia Nomvete como uma anã em O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder também sofreram os mesmos tipos de ataque.
Independente do preconceito de alguns fãs, porém, o Lorde Corlys Velaryon é, sim, o chefe de uma Casa tão antiga quanto a Targeryen e, portanto, é uma das pessoas mais poderosas de Westeros. Casado com a Princesa Rhaenys (Eve Best), ele se senta no Conselho do Rei Viserys I (Paddy Considine). Mas, antes disso, já era uma das figuras mais ricas do continente, sendo o dono da maior frota de navios.
Situada 200 anos antes dos eventos de Game of ThronesA Casa do Dragão é baseada no livro Fogo & Sangue, de George R. R. Martin. Os showrunners serão Ryan Condal (Colony) e Miguel Sapochnik (Thrones).
A Casa do Dragão é exibida aos domingos, na HBO e no streaming HBO Max.
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Procurador processa com sucesso o procurador-geral dos EUA – Consultor Jurídico

Por João Ozorio de Melo
O procurador federal Charles Pell, que atua na região metropolitana de Los Angeles, processou com sucesso o procurador-geral dos EUA, Merrick Garland, que chefia o Departamento de Justiça (DoJ). Submetido à mediação, o caso terminou em acordo favorável ao autor da ação.
Pell, que é branco (anglo-saxônico), acusou alguns procuradores, que ocupam cargos de supervisão no escritório do Distrito Central da Califórnia, por ações e palavras racialmente discriminatórias contra uma colega latina e colegas negros.
Pell também alegou que sofreu retaliações no trabalho desde que apresentou uma queixa administrativa à procuradora-geral do Distrito Central da Califórnia, Nicola Hanna, contra os mesmos supervisores, com as mesmas alegações. No entanto, Nicola Hanna não fez nada para reprimir tais ações e palavras discriminatórias.
O procurador federal escreveu na abertura de sua petição: "Esse é um caso de discriminação, que definitivamente ocorreu no último lugar em que deveria ocorrer: no escritório de procuradores federais, responsáveis por decidir quem investigar, acusar e encarcerar; e aconteceu em uma das áreas mais diversificadas da nação – a de Los Angeles, Califórnia".
Pell citou exemplos em sua petição, como o de um supervisor que descreveu o trabalho de uma procuradora latina como de qualidade inferior, abaixo do nível de "crimes gerais", para os quais a Procuradoria designa procuradores novos ou recém-contratados. Insinuou que ela era preguiçosa e afirmou que ela não estava devidamente preparada para trabalhar na acusação.
Outro procurador, com responsabilidades administrativas, comentou que um colega negro estava usando seu "traje de cafetão". E um supervisor apelidou um procurador negro de "mamba-negra" (uma temida serpente africana).
A retaliação contra Pell também se deveu ao fato de que ele integrou um grupo de trabalho, formado por procuradores federais, para examinar problemas de justiça e equidade social, depois que vários procuradores de minorias raciais e procuradoras foram substituídos no Distrito Central da Califórnia por procuradores brancos e mais jovens. Chegou a um ponto, em 2019, que todos os procuradores com funções administrativas eram brancos.
Nessa época, surgiram múltiplas acusações de discriminação, incluindo as de que procuradores de minorias raciais e procuradoras eram preteridos em promoções e eram designados apenas para casos não desejáveis por seus colegas brancos.
Acordo favorável
No acordo que fechou com a Procuradoria-geral, o procurador federal conseguiu basicamente o que queria: "uma vitória para os procuradores de minorias raciais e uma clara mensagem de que esse tipo de racismo não será tolerado no ambiente de trabalho", disse ao Jornal da ABA (American Bar Association) a ex-procuradora federal e presidente da West Coast Employment Lawyers, Neama Rahmani.
E uma reviravolta no caso de retaliação. O Departamento de Justiça e a Procuradoria-Geral no Distrito Central da Califórnia se comprometeram a: 1) retirar de suas últimas avaliações anuais todas as palavras e frases depreciativas; 2) remover de seus registros de pessoal uma carta de repreensão por suposta conduta não profissional; 3) restaurar a classificação "excelente" (outstanding) de seu trabalho, que foi recomendada, mas, por retaliação, foi substituída por "bem-sucedido" (o que pesa na carreira).
Além disso, a Procuradoria-Geral se comprometeu a conceder um crédito de folga remunerada de 40 horas (que equivale a uma semana), pelo tempo que o procurador perdeu cuidando da ação relacionada à Oportunidade Igual de Emprego (Equal Employment Opportunity).
E, embora a ação não pedisse qualquer indenização, a Procuradoria-Geral se comprometeu a ressarcir os custos a que o procurador incorreu: US$ 402 pagos em taxas judiciais e US$ 5.750 que correspondeu a sua parte no pagamento da mediação feita pela Judicate West.
Pell se defendeu contra as alegações depreciativas feitas contra ele nas avaliações, dizendo que é um dos procuradores federais mais produtivos da instituição, tendo, por exemplo, processado 15 casos criminais, contra 20 réus, em um período de cerca de dois anos. E que foi premiado com o "California Lawyer Attorney of the Year" da área criminal em 2015.
Como parte do acordo, um órgão da Procuradoria-Geral emitiu uma decisão de que nenhum caso de discriminação ou retaliação foi encontrado, com a que Pell teve de concordar. Ele também teve de isentar a Procuradoria de qualquer acusação ou demanda e renunciar ao direito de voltar a processar a instituição por qualquer fato descoberto após a assinatura do acordo, com referência ao mesmo caso.
 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.
Revista Consultor Jurídico, 25 de agosto de 2022, 12h23
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ConJur – Carlos Alberto Vilhena: Por menos Amélias e mais Bias – Consultor Jurídico

Por Carlos Alberto Vilhena
A música é um dos traços principais da cultura de qualquer povo. O modo de pensar, de sentir e de se portar de uma população está muitas vezes expresso nas letras e melodias de suas canções.
Um bom exemplo disso é o samba "Ai! Que Saudade da Amélia", lançado em 1942. Grande sucesso na época de seu lançamento, a canção dizia assim:
Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz

Você não sabe o que é consciência
Não vê que eu sou um pobre rapaz
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo o que você vê, você quer
Ai, meu Deus, que saudade da Amélia
Aquilo sim é que era mulher
Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
Quando me via contrariado
Dizia: Meu filho, o que se há de fazer!
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade [1]
Hoje talvez pouca gente saiba a íntegra dessa letra, mas o trecho "Amélia é que era mulher de verdade" mantém-se na memória coletiva brasileira.
E essa lembrança está de tal modo encravada em nossa cultura que a palavra Amélia designa, no Brasil, as mulheres obedientes a seus maridos, ajustadas a um modelo de submissão feminina quase absoluta.
"Ai! Que Saudade da Amélia" reflete a mentalidade de seu tempo. A canção alimenta o estereótipo do homem provedor e líder, em contraste com o da mulher apoiadora, resignada e coadjuvante, denominada mulher de verdade.
Passados oitenta anos da criação desse samba, impressiona que o espírito dos anos 1940 persista em boa parte do mundo.
Isso se deve ao fato de a maioria das sociedades serem estruturadas para subjugar suas populações femininas. Uma lógica patriarcal, centralizada no masculino, vem regendo por milênios as relações sociais, de modo a relegar o gênero feminino a um segundo plano.
Essa lógica — provavelmente a principal causa da discriminação contra as mulheres — foi culturalmente semeada nos quatro cantos do mundo, alimentada por interpretações religiosas equivocadas, fortalecida como costume e até mesmo inserida em textos legais de diversas nações, entre as quais se inclui o Brasil.
Uma amostra disso é o Código Civil brasileiro de 1916. Ele considerava as mulheres casadas civilmente incapazes para determinados atos. Se tivesse cônjuge, uma mulher não poderia, por exemplo, exercer uma profissão sem autorização dele, definido como chefe da sociedade conjugal [2]. Essa condição de incapacidade civil relativa apenas deixou de existir cerca de 50 anos depois, com a aprovação, em 1962, de uma norma menos discriminatória, o Estatuto da Mulher Casada, hoje substituída por lei mais equânime [3].
As mulheres envidaram esforços e lideraram movimentos que resultaram não só na revogação de legislações discriminatórias, mas também na aprovação de marcos legais para enfrentamento a essa prática, como a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, aprovada em 1979 pela Organização das Nações Unidas (ONU) [4].
Ainda assim, o problema persiste. Um estudo do Banco Mundial indicou que, em média, as mulheres detêm pouco mais de 76% dos direitos concedidos na legislação aos homens em todo o planeta [5]. O relatório indicou que apenas 12 países, entre eles Portugal, conseguiram atingir total equidade entre homens e mulheres do ponto de vista de seu conjunto de leis, mencionando também avanços significativos na legislação de Angola [6].
A ONU tem a igualdade de gênero como um de seus objetivos de desenvolvimento sustentável para 2030 [7]. Ela estabeleceu um índice formado com dados de 144 países, visando monitorar as melhorias nesse campo. Até o momento, nenhuma dessas nações conseguiu atingir a igualdade plena entre mulheres e homens [8].
O Brasil, em particular, não fez qualquer progresso nesse índice entre 2015 e 2020 [9]. E isso também não surpreende, por suas estatísticas em diversos campos.
Nosso país carrega tristes números de violência contra as mulheres. Em 2021, houve uma agressão doméstica a cada 2 minutos, um estupro a cada 8 minutos e um feminicídio a cada 7 horas em território brasileiro [10].
Na seara política, há claramente uma sub-representação feminina. As mulheres brasileiras eram 52,5% do total de eleitores nas eleições de 2018, mas ocuparam apenas 15% das vagas na Câmara Federal e 13% dos assentos no Senado da República [11].
O mercado de trabalho brasileiro também penaliza as mulheres: em 2019, elas recebiam somente 78% do salário de um homem no mesmo cargo. Além disso, só ocupavam pouco mais de 42% das posições de gerência [12], mesmo tendo melhor formação educacional do que os homens [13].
Acrescente-se também o fato de as mulheres ocuparem semanalmente 10 horas a mais com afazeres domésticos do que os homens, mas essa atividade não ser valorizada ou remunerada [14].
O tripé formado por violência, baixa representação política e desvantagens trabalhistas é talvez a parte mais visível de diversos problemas que não se limitam ao Brasil, mas se repetem ao redor do mundo.
As soluções para essas e muitas outras questões passam por iniciativas legislativas, educacionais e de diálogo com a sociedade civil, além de ações que as sustentem.
No Brasil, foram criadas normas específicas para o enfrentamento à violência contra a mulher. Elas estabeleceram mecanismos protetivos às vítimas de agressão (Lei Maria da Penha) [15] e qualificaram o feminicídio, ou seja, o assassinato baseado unicamente na condição feminina [16], além de assegurarem atendimento médico às mulheres atacadas sexualmente (Lei do Minuto Seguinte) [17]. Também foram criadas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams) para prover serviços adequados às vítimas de violência [18].
Na área política, o congresso brasileiro promulgou, em abril deste ano, a Emenda Constitucional nº 117/2022, que destina 30% do fundo eleitoral dos partidos às campanhas femininas, como forma de ampliar a participação das mulheres no Executivo e no Legislativo [19].
No que se refere ao mercado de trabalho, ainda tramita no Congresso brasileiro o PLC nº 130/2011, que proíbe a diferença salarial entre homens e mulheres que exerçam as mesmas funções em empresas [20].
As medidas mencionadas são importantes, mas ainda se revelam insuficientes para levar o Brasil, e outros países assemelhados, a erradicar a discriminação de gênero. Avanços legislativos adicionais permanecem necessários e há também o fator cultural. Se a discriminação germina no solo da cultura, é lá que devemos buscar a solução para esse problema.
A eficácia de leis que protejam e empoderem a mulher é menor, se a sociedade não mudar seu viés cultural depreciativo em relação ao gênero feminino. É preciso que todas e todos possuam uma mentalidade menos patriarcal e mais feminista.
Como forma de responder a essas demandas, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) criou, na atual gestão, um Grupo de Trabalho (GT) voltado especificamente à proteção de direitos de mulheres, crianças, adolescentes e idosos.
Em 2020, esse GT foi responsável por promover um ciclo de webinários sobre o enfrentamento à violência contra mulher, dentro do projeto Encontros da Cidadania, espaço virtual da PFDC voltado à educação em direitos humanos [21]. Em 2022, a PFDC retornou a esse tema, ao promover webinário sobre discurso de ódio e violência de gênero.
No ano passado, a PFDC, em conjunto com seu GT Combate ao Racismo e Promoção da Igualdade Racial, divulgou nota pública contra a opressão e a violência sofridas pelas mulheres negras, bem como em favor de sua maior participação na política nacional.
Ainda no campo político, vale destacar a campanha Política é Substantivo Feminino, lançada pelo Ministério Público Federal no mês passado, cujo objetivo é estimular maior presença feminina nos cargos eletivos do Brasil [22].
Ações governamentais que canalizem recursos para a equidade de gênero também são essenciais ao atingimento desse objetivo. Não basta a letra da lei e dos tratados, se os meios para extirpar a discriminação contra as mulheres não forem disponibilizados. Gastos que assegurem a elas uma base socioeconômica de onde possam ascender a seu lugar de direito.
É importante destacar que promover a igualdade de gênero não é fazer qualquer tipo de favor às mulheres. Garantir que isso ocorra é, de fato, uma questão de justiça para com metade da população deste planeta. É também uma forma de garantir avanços para a humanidade, pois o bloqueio à participação feminina em todos os aspectos da sociedade provoca imenso desperdício de talento, já que elas são tão capazes quanto qualquer homem.
As mulheres de 2022 ganharam um espaço inimaginável em 1942, mas querem e merecem mais. Elas não se contentam com viver resignadas à sombra de ninguém. Elas podem e querem ser protagonistas em qualquer atividade humana, sem temer por suas vidas. Elas já são mulheres de verdade, como bem coloca a cantora e compositora Bia Ferreira, no fim de sua canção "Não Precisa Ser Amélia":
Não precisa ser Amélia pra ser de verdade
Cê tem a liberdade pra ser quem você quiser

Seja preta, indígena, trans, nordestina
Não se nasce feminina, torna-se mulher [23]
Simone de Beauvoir não seria mais eloquente.
*Texto adaptado de fala proferida no webinário "Criação de Mecanismos para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher", promovido pela Rede de Direitos Humanos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em 3 de agosto de 2022.
[1] Letra disponível em Ai, Que Saudades da Amélia – Mário Lago – LETRAS.MUS.BR. Acesso em 18/8/2022.
[2] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l3071.htm#art147. Acesso em 26/7/2022.
[3] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/l4121.htm. Acesso em 26/7/2022.
[4] https://www.onumulheres.org.br/wp-content/uploads/2013/03/convencao_cedaw.pdf. Acesso em 26/7/2022.
[5] https://www.worldbank.org/pt/news/press-release/2022/03/01/nearly-2-4-billion-women-globally-don-t-have-same-economic-rights-as-men. Acesso em 28/7/2022.
[6] Disponivel em https://openknowledge.worldbank.org/bitstream/handle/10986/36945/9781464818172.pdf. Acesso em 28/7/2022.
[7] https://brasil.un.org/pt-br/sdgs/5. Acesso em 26/7/2022.
[8] https://www.equalmeasures2030.org/wp-content/uploads/2022/03/SDG-index_report_FINAL_EN.pdf. Acesso em 26/7/2022
[9] https://www.equalmeasures2030.org/wp-content/uploads/2022/03/SDG-index_report_FINAL_EN.pdf. Acesso em 26/7/2022
[10] https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2022/06/anuario-2022.pdf?v=4. Acesso em 26/7/2022.
[11] https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2019/Marco/numero-de-mulheres-eleitas-em-2018-cresce-52-6-em-relacao-a-2014. Acesso em 26/07/2022.
[12] https://br.noticias.yahoo.com/4-fatores-que-acentuam-a-desigualdade-de-genero-no-mercado-de-trabalho-090003699.html. Acesso em 26/7/2022.
[13] https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-03/ibge-mulheres-ganham-menos-que-homens-mesmo-sendo-maioria-com-ensino-superior. Acesso em 26/7/2022.
[14] https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/27877-em-media-mulheres-dedicam-10-4-horas-por-semana-a-mais-que-os-homens-aos-afazeres-domesticos-ou-ao-cuidado-de-pessoas. Acesso em 27/7/2022.
[15] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm. Acesso em 26/7/2022.
[16] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13104.htm. Acesso em 26/7/2022.
[17] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12845.htm. Acesso em 26/7/2022.
[18] https://www.tjac.jus.br/wp-content/uploads/2015/05/Norma_tecnica_de_Padronizacao_das_Delegacias_Especializadas_de_Atendimento_a_Mulher.pdf. Acesso em 27/7/2022.
[19] https://www.camara.leg.br/noticias/864409-congresso-promulga-cota-de-30-do-fundo-eleitoral-para-candidaturas-femininas/. Acesso em 27/7/2022.
[22] https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2021/04/26/projeto-que-estabelece-multa-por-desigualdade-salarial-entre-homens-e-mulheres-volta-a-camara. Acesso em 27/7/2022.
[22] Projeto Encontros da Cidadania – YouTube. Acesso em 27/7/2022
[22] http://www.mpf.mp.br/pgr/noticias-pgr/mpf-lanca-campanha-politica-e-substantivo-feminino-por-mais-mulheres-na-politica. Acesso em 27/7/2022.
[23] Letra disponível em Bia Ferreira – Não Precisa Ser Amélia Lyrics | Genius Lyrics. Acesso em 18/8/2022
 é procurador federal dos Direitos do Cidadão.
Revista Consultor Jurídico, 26 de agosto de 2022, 6h05
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Marília Golfieri Angella: Empresas e violência doméstica
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#MercadizarExplica: Racismo recreativo e a espetacularização do caso da Mulher da Casa Abandonada – Mercadizar

Entre junho e julho deste ano, o podcast “A Mulher da Casa Abandonada” esteve entre as principais conversas dos brasileiros. Produção original da Folha de S.Paulo e apresentada pelo jornalista Chico Felitti, a série investiga Mari, que depois descobrimos ser Margarida Bonetti, moradora de uma mansão no luxuoso bairro de Higienópolis, em São Paulo, e integrante da lista de procurados do FBI, serviço de inteligência estadunidense.
Ao longo de sete episódios, a série esclarece quem é Margarida e os crimes com os quais está envolvida, que incluem manter uma funcionária negra em situação analóga à escravidão nos Estados Unidos durante cerca de duas décadas. Assim, o principal intuito da produção, segundo a própria Folha, é propor um necessário debate sobre escravidão moderna, visto que casos como este têm se tornado cada vez mais comuns no país e fora dele — a produção inclusive dedica um espisódio para mostrar essas histórias.
Desde o primeiro episódio, lançado em 8 de junho, “A Mulher da Casa Abandonada” se tornou um fenômeno nas redes sociais. Em matéria, a Folha destaca os números de audiência: até 19 de julho, data da publicação em questão, a série era uma das produções mais ouvidas no Spotify, com mais de 7 milhões de downloads nas principais plataformas de áudio, de acordo com a Triton. 
Algumas das funções do jornalismo são manter a sociedade informada, denunciar crimes, expor fatos e colocar pautas importantes em debate. Mas, neste caso, a recepção do público foi diferente do que era esperado pela própria produção. Embora trate de um tema contemporâneo importante e apesar do trabalho sério de jornalismo investigativo por trás da produção, o podcast, muito por conta das redes sociais, virou um espetáculo: em vez de os ouvintes se indignarem com o crime, uma parte deles transformou Margarida em celebridade, e a casa virou ponto turístico na capital paulista. O principal assunto tratado na série foi deixado de lado, e as pessoas passaram a ir para a frente do imóvel tirar fotos ou esperar uma aparição da mulher na janela. No Twitter e no TikTok, por exemplo, plataformas muito pautadas pelo entretenimento, o tema virou meme, piada e trend.
Durante 388 anos, o Brasil adotou o regime escravocrata. Foram mais de três séculos e meio em que pessoas pretas e indígenas foram desumanizadas, tratadas como objetos e obrigadas a trabalhar sem compensação, sem direitos e sofrendo violências. A sociedade se acostumou a ver as minorias dessa forma, e o racismo se enraizou na estrutura social. Apesar de existir uma data de “abolição” da escravidão, em 1888, nos dias atuais, a prática criminosa ainda existe e pessoas pretas, principalmente mulheres, são as maiores vítimas. 
O foco da série “A Mulher da Casa Abanadonada”, que deveria ser o debate sobre a escravidão contemporânea e como ela está, na maioria das vezes, atrelada ao racismo, foi deixado de lado. A pergunta que fica é: como um caso que envolve explicitamente racismo e escravidão, crimes contra a humanidade, pode ser tratado de maneira tão banal, recebendo até mesmo vieses sensacionalista e humorístico, enquanto Margarida Bonetti passou a ser tratada como uma ‘senhora que precisava de ajuda’? Este é mais um exemplo de muitos de como o racismo é normalizado e minimizado pela sociedade brasileira, principalmente pela parcela de classe média alta. 
Nesta situação, podemos fazer um recorte e enquadrar a banalização do preconceito e da escravidão sofridas pela vítima no racismo recreativo. As piadas, os memes e as trends que abordam o caso explicitam o tratamento dado a pessoas pretas no Brasil até os dias de hoje. Adilson José Moreira, autor do livro “Racismo Recreativo”, explica, em entrevista à BBC Brasil, que as piadas racistas, fantasiadas de brincadeiras, expressam um estereótipo do negro, colocando-o numa posição de alguém que não poderia ter respeito social. 
O conceito de racismo recreativo é justamente esse, segundo Moreira:
“O humor racista é uma forma com que pessoas brancas e instituições controladas por pessoas brancas expressam condescendência e ódio por minorias raciais, para reproduzir a ideia de que só pessoas brancas podem atuar de forma competente no espaço público.”
Esse comportamento de camuflar racismo por meio de ‘brincadeiras’ e ‘piadas’ vem de muito tempo e está enraizado na sociedade como uma consequência do racismo estrutural, levando à reprodução de estigmas e preconceitos. Utilizando o tom humorístico, o objetivo é expressar o racismo sem ‘o peso da chibata’, como explica a reportagem do projeto antirracista RioOnWatch. Mas, no final, as ‘brincadeiras’ e ‘piadas’, enquadradas como microagressões por Moreira, constrangem igualmente e não deixam de ser crime, além de afetar diretamente a saúde mental de quem é vítima desse preconceito. 
O combate ao racismo é e deve ser uma ação constante. Aliado a isso, o letramento racial é imprescindível para a educação antirracista: pessoas não pretas, por exemplo, precisam compreender o contexto das relações sociais e como desconstruir preconceitos. De acordo com a socióloga Neide de Almeida, é necessário entender que nossa sociedade foi e está organizada a partir de uma perspectiva eurocêntrica e orientada pela lógica do privilégio do branco. 
“É preciso compreender como o racismo é construído e mantido, política e ideologicamente. Para isso, é essencial conhecer a história dos diferentes povos que estão na origem de nossa sociedade e de nossas identidades”, explica em artigo
*O Mercadizar não se responsabiliza pelos comentários postados nas plataformas digitais. Qualquer comentário considerado ofensivo ou que falte com respeito a outras pessoas poderá ser retirado do ar sem prévio aviso.
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Exercícios sobre países desenvolvidos – Exercícios Mundo Educação

Publicado por: Mateus Campos em Exercícios de Geografia
Questão 1
Assinale abaixo um critério utilizado para classificar o nível de desenvolvimento de um país:
A) densidade demográfica
B) produto interno bruto
C) saldo total de migração
D) taxa de analfabetismo
E) índice de endividamento
ver resposta
Questão 2
Qual dos aspectos abaixo remete a uma característica de um país desenvolvido?
A) Presença crescente de emigração
B) Acentuado índice de fecundidade
C) Ocorrência de crises migratórias
D) Crescente fenômeno de xenofobia
E) Elevado nível de industrialização
ver resposta
Questão 3
Qual dos países listados abaixo NÃO é uma nação classificada como desenvolvida?
A) Noruega
B) Índia
C) Irlanda
D) Suécia
E) Finlândia
ver resposta
Questão 4
Em relação ao cenário demográfico, assinale um aspecto populacional típico das nações desenvolvidas:
A) grande volume de mortalidade
B) alta expectativa de vida
C) baixo índice de envelhecimento
D) elevada taxa de natalidade
E) acentuada taxa de analfabetismo
ver resposta
Questão 5
Com relação ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), importante indicador para verificar o grau de desenvolvimento de um país, indique a alternativa correta:
A) o IDH não considera aspectos relacionados à renda de um país.
B) o valor próximo de 0 caracteriza um país com um IDH elevado.
C) a saúde é um aspecto que não está presente no cálculo do IDH.
D) o IDH mais próximo de 1 remete a um país mais desenvolvido.
E) a educação é o indicador mais importante das medidas do IDH.
ver resposta
Questão 6
A renda é comumente apontada como uma variável importante para a classificação do grau de desenvolvimento de um país. Nesse contexto, países mais desenvolvidos apresentam
A) elevada disparidade de salários.
B) renda oriunda de bens primários.
C) alto nível de renda per capita.
D) má distribuição da renda nacional.
E) baixos salários no setor público.
ver resposta
Questão 7
Qual dos países abaixo é classificado como uma nação de alto desenvolvimento humano?
A) Congo
B) Níger
C) Haiti
D) Áustria
E) Uganda
ver resposta
Questão 8
A América é um continente que apresenta grandes disparidades econômicas e sociais. As duas únicas nações americanas classificadas como desenvolvidas são:
A) Brasil e Argentina
B) México e Estados Unidos
C) Argentina e Uruguai
D) Estados Unidos e Canadá
E) Brasil e Colômbia
ver resposta
Questão 9
(PUC-RJ) Políticas natalistas vêm sendo desenvolvidas, desde o final do século XX, por países de industrialização antiga, porque a:
A) redução das taxas de mortalidade criou um círculo vicioso de estagnação dos capitais e, portanto, do sistema produtivo.
B) queda da fertilidade feminina desde aquele período reduziu a quantidade de população em idade ativa (PIA) na atualidade.
C) melhoria da expectativa de vida nesses países aumentou a necessidade de mais migrantes que trabalhem junto aos mais aptos.
D) elevação do fluxo migratório, notadamente no Velho Continente, desmontou o sistema de bem-estar social criado no pós 2ª Guerra.
E) crise financeira associada ao desenvolvimento pós-industrial estimulou a renovação populacional, mesmo através da inteligência artificial.
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Questão 10
(Cesmac) Os países industrializados capitalistas, no século XIX, dominaram territórios e populações na África e na Ásia, com o objetivo de ampliar os mercados consumidores e explorar matérias-primas. Esse processo ficou conhecido como Imperialismo. Nesse mesmo período, foi possível verificar o desenvolvimento de várias áreas da ciência, uma vez que
A) o trabalho de muitos estudiosos contribuiu para a construção de conhecimentos que ajudaram na dominação imperialista.
B) os cientistas se engajaram politicamente para denunciar as ações imperialistas arbitrárias nos territórios conquistados.
C) a exploração econômica nas áreas subjugadas financiou projetos de pesquisa realizados exclusivamente na Europa.
D) a dominação imperialista impediu o trabalho científico feito por estudiosos nativos para favorecer a Ciência no Ocidente.
E) os estudiosos aproveitaram o momento para a execução de projetos que evidenciassem as contradições do imperialismo.
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Questão 11
(ESPM)
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida resumida do progresso a longo prazo em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: renda, educação e saúde. O objetivo da criação do IDH foi o de oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento.
Fonte: PNUD, 2018. Disponível em: http://www.br.undp. org/content/brazil/pt/home/idh0.html.
Em seu Relatório de Desenvolvimento Humano divulgado em setembro de 2018, o PNUD demonstrou que no Ranking dos dez países mais bem colocados, em relação ao indicador mencionado no texto, verifica-se uma hegemonia dos países da:
A) Ásia
B) América do Norte
C) Europa
D) Oceania
E) América Latina
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Questão 12
(Unemat) A urbanização deve ser entendida como um processo que resulta principalmente da transferência de pessoas do meio rural para o urbano e concretiza-se quando o percentual da população urbana é superior ao da população rural. Ou seja, um país só é considerado urbanizado quando mais da metade da sua população vive em cidades. A causa fundamental da urbanização nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos é a:
A) globalização
B) industrialização
C) macrocefalia urbana
D) desmetropolização
E) conturbação
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Resposta Questão 1
Alternativa B
O Produto Interno Bruto (PIB) é um indicador de renda que permite avaliar o grau de desenvolvimento de um país. Os países com maior PIB são considerados desenvolvidos.
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Resposta Questão 2
Alternativa E
Um país desenvolvido é caracterizado pela concentração econômica no setor secundário e no setor terciário, logo, possui elevado nível de industrialização.
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Resposta Questão 3
Alternativa B
A Índia, localizada na Ásia, é um país subdesenvolvido. Noruega, Irlanda, Suécia e Finlândia, situadas na Europa, estão entre as nações mais desenvolvidas do mundo.
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Resposta Questão 4
Alternativa B
As nações desenvolvidas apresentam, no geral, uma população mais envelhecida e com melhores condições de renda e saúde, portanto, com elevada expectativa de vida.
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Resposta Questão 5
Alternativa D
O IDH é um indicador social que permite avaliar o grau de desenvolvimento de um país. Os países com IDH mais próximo de 1 são considerados desenvolvidos.
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Resposta Questão 6
Alternativa C
Os países desenvolvidos apresentam um índice de renda per capita bastante elevado, pois são nações com grande geração de riqueza por parte de sua população.
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Resposta Questão 7
Alternativa D
A Áustria, país localizado no continente europeu, possui um IDH muito elevado. Já Congo, Níger, Haiti e Uganda são nações subdesenvolvidas que possuem um IDH mais baixo.
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Resposta Questão 8
Alternativa D
Os Estados Unidos e o Canadá são as duas únicas nações americanas classificadas como desenvolvidas. Esses dois países possuem condições econômicas e sociais, como elevados PIB e IDH, característicos de nações desenvolvidas.
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Resposta Questão 9
Alternativa B
Os países desenvolvidos, de industrialização tardia, vivenciam a sua população decrescer gradativamente com base na queda da taxa de fecundidade, logo, necessitam de políticas de incentivo à natalidade.
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Resposta Questão 10
Alternativa A
O imperialismo, empreendido pelas nações mais desenvolvidas, especialmente na África e na Ásia, foi influenciado por estudos científicos que auxiliaram na exploração econômica desses territórios.
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Resposta Questão 11
Alternativa C
A Europa apresenta o maior conjunto de países desenvolvidos, logo, possui o maior número de nações com IDH considerado bastante elevado.
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Resposta Questão 12
Alternativa B
A industrialização foi fundamental para o desenvolvimento da urbanização nos países. No caso das nações desenvolvidas, ela ocorreu de forma mais planejada e igualitária, permitindo o crescimento econômico e social dessas nações.
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Enfermeiros do Médio Tejo em greve esta terça-feira por contagem do tempo de serviço – Diário de Notícias

Os enfermeiros querem que “seja retificado” o “tempo que não foi contado para progressão nas carreiras” e pretendem que sejam cumpridos os horários de trabalho.
© José Mota / Arquivo Global Imagens
A adesão à greve desta terça-feira dos enfermeiros do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) tem sido “muito elevada”, disse à agência Lusa fonte sindical, tendo apontado para números na casa dos 90% ao turno da manhã.
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“A adesão à greve foi muito elevada, nomeadamente em Abrantes foi de 93%, em Tomar de 85% e em Torres Novas cerca de 90%”, disse ao início da tarde a enfermeira Helena Jorge, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), com o CHMT a confirmar uma “adesão global de 85%”, com especial impacto nas cirurgias programadas.
O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) integra os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas.
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Questionado pela Lusa, fonte da administração do CHMT deu conta de uma “adesão global à greve dos enfermeiros convocada pelo SEP de 85% – 85% na Unidade de Torres Novas, 79% na Unidade de Tomar e 90% na Unidade de Abrantes.
A mesma fonte frisou, no entanto, que a greve “não afetou a consulta externa nas três unidades do CHMT, que está a decorrer com o apoio dos assistentes operacionais e enfermeiros que se apresentaram ao serviço”, tendo “mais expressão ao nível das cirurgias programadas”, que tiveram, entretanto, de ser reprogramadas.
No hospital de Abrantes, “no Serviço de Bloco Operatório, apenas 50% dos enfermeiros aderiam à greve”, estando todos os serviços com mínimos assegurados, incluindo as Urgências, acrescentou.
Os enfermeiros do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) realizam hoje uma greve aos turnos da manhã e da tarde, entre as 08:00 e as 24:00, para “reivindicar que seja retificado o tempo que não foi contado para progressão nas carreiras”, e contestar o “agravamento das condições e horários de trabalho”, com reflexos nos descansos e folgas.
A dirigente sindical, que esteve esta terça-feira à entrada do Hospital de Torres Novas, no distrito de Santarém, frisou que “a questão central tem a ver com o problema da progressão das carreiras”, um processo que remonta a 2018 e que estará a afetar 80% dos cerca de 700 enfermeiros daquele centro hospitalar.
O nível de adesão ao protesto, afirmou, é reflexo de um “descontentamento geral” e “demonstra as razões e preocupações que motivaram a greve” dos enfermeiros.
Dando conta que o problema “não é exclusivo” deste centro hospitalar e lembrado que “o hospital de Santarém também tem dois anos não avaliados”, Helena Jorge afirmou, no entanto, que “o CHMT, desde o descongelamento da administração pública, é um dos hospitais do país que menos contabilizaram os anos não avaliados” à classe da enfermagem.
“Não avaliou os enfermeiros entre 2004 e 2014, em períodos diferenciados”, disse, tendo feito notar que “há 20 e tal anos que estes enfermeiros continuam a ganhar o vencimento base da carreira, mantendo-se uma “discriminação entre os vínculos a contrato individual de trabalho (CIT) e da função pública, com menos férias, sem ADSE e muitas diferenças”, um “problema que se arrasta desde 2018”.
A dirigente sindical disse ainda que “o SEP vai reunir-se amanhã [quarta-feira] com o Ministério” [da Saúde] tendo manifestado a expectativa de “que seja um dos assuntos resolvidos”.

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Produção de dados vai embasar políticas judiciárias voltadas à população LGBTQIA+ – Dourados Agora – – Dourados Agora – Notícias de Dourados e Região

Agência CNJ de Notícias
A importância da produção de dados consistentes para embasar a formulação de políticas públicas foi destacada pelo conselheiro Marcio Freitas durante o Seminário de Pesquisas Empíricas aplicadas a Políticas Judiciárias, realizado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na última quinta-feira (19/8). No evento, foi detalhada a pesquisa “Discriminação e Violência Contra a População LGBTQIA+”, produzida pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias e Laboratório de Inovação e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (LIODS) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
“Se pretendemos fazer com que o Poder Judiciário contribua com a construção de um país mais livre, justo e solidário, com a erradicação e todas as formas de discriminação, é preciso que busquemos dados que revelem a situação daqueles que são vulneráveis. É essencialmente para eles que nós temos que dirigir a nossa atuação”, afirmou Marcio Freitas. Na avaliação do conselheiro, o combate à discriminação e à LGBTfobia passa por tornar visível o sofrimento humano de quem se encontra em situação de vulnerabilidade.
A sintonia entre o estudo sobre violência que atinge a população LGBTQIA+ e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que compõe a Agenda 2030 das Nações Unidas foi enfatizada pelo representante residente adjunto do Pnud Brasil, Carlos Arboleda. “O ODS 16 está voltado para a construção de sociedades pacíficas, justas e inclusivas. Não há como construir o futuro que queremos sem avançar na qualificação das políticas de redução de violência e garantia do acesso efetivo à Justiça.”
Pesquisa
Os crimes mais frequentes motivados por identidade/orientação são homicídio, ameaça e lesão corporal. De acordo com a pesquisadora do Pnud Daniela Dora Eilberg, as principais vítimas de homicídios são travestis, lésbicas e gays; ameaças alcançam mulheres trans de forma mais significativa; e lésbicas são as principais vítimas de lesão corporal. “Comprovar a motivação LGBTfóbica do crime é um dos gargalos dos casos que chegam ao Poder Judiciário. Existem dúvidas sobre como apontar elementos de materialidade, o que dificulta a compreensão de acesso à Justiça pelas de LGBTfobia.”
Para a consultora do Pnud Sílvia Aguião, a pesquisa constatou que o cotidiano das pessoas LGBTQIA+ é marcado por inúmeras situações de preconceito e discriminação que, muitas vezes, não são reconhecidos como tais. “Entre estas situações estão agressões verbais, constrangimentos, exclusão de espaços públicos e privados de convívio social, situações de assédio, desqualificação e humilhação.”
Além de apontar o risco de revitimização das pessoas que buscam delegacias para o registro de denúncias, a consultora do Pnud Olívia Pessoa destacou que o levantamento constatou que a insuficiência de políticas de segurança voltada para essa população. “O acolhimento da vítima é o grande desafio das delegacias, que se soma à dificuldade de inserção correta do tipo de violência nos sistemas disponíveis.”
Acesse a íntegra da pesquisa “Discriminação e Violência contra a População LGBTQIA+”
Debates
A apresentação da pesquisa foi seguida por debate mediado pelo juiz auxiliar da Presidência do CNJ Anderson Paiva. A procuradora de Justiça do Ministério Público de Goiás e ex-conselheira do CNJ, Ivana Farina, afirmou que o desafio de todos é transformar o quadro detectado pela pesquisa. “A partir dessa pesquisa devemos ter a capacidade de exigir que o estado brasileiro proteja e garanta os direitos da população LGBTQIA+.”
Na avaliação do desembargador Roger Raupp, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), “a LGBTfobia não apenas persiste entre nós”. “Sabemos que ela tem se agravado, especialmente em função das condições políticas e culturais que nós temos vivido nos últimos anos no Brasil e no mundo.”
Os resultados da pesquisa, segundo o advogado e professor Paulo Iotti, corroboram tudo aquilo que é relatado por essa comunidade. O debate também contou com a participação da servidora do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Vitória Moreno Silva, travesti e estudiosa de gênero e diversidade, e do vice-presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT), Gustavo Coutinho.
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Cinco anos de perseguição aos Rohingya. Minoria "deve fazer parte da solução" no Myanmar – Renascença

25 ago, 2022 – 12:29 • Redação com Lusa
O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu à junta militar que assumiu o poder em Myanmar (antiga Birmânia), em 2021, que inclua os rohingya numa solução para a crise política do país.
Há cinco anos, nesta data, mais de 700 mil mulheres, homens e crianças rohingya fugiram de Myanmar para o Bangladesh para escapar a alegados assassinos e violações em massa cometidas pelos militares.
O conflito de longa data começou faz hoje cinco anos, a 25 de agosto de 2017, quando os militares lançaram o que chamaram de uma campanha de limpeza na província de Rakhine, no oeste do país, em resposta a ataques contra a polícia e guardas fronteiriços por militantes rohingya.
Guterres sublinhou “as aspirações incansáveis por um futuro inclusivo” para os rohingya, que enfrentam discriminação generalizada em Myanmar, cuja população é de maioria budista, disse na quarta-feira o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric.
As autoridades birmanesas têm negado cidadania à maioria dos rohingya, alegando que são imigrantes ilegais.
Em janeiro de 2020, o Tribunal Internacional de Justiça, o principal tribunal da ONU, ordenou que Myanmar fizesse tudo o que fosse possível para evitar um genocídio contra os rohingyas.
Dois dias antes, uma comissão independente, criada pelo então governo civil de Myanmar, concluiu que havia razões para acreditar que as forças de segurança tinham cometido crimes de guerra contra os rohingya, mas não genocídio.

Dujarric disse que “os autores de todos os crimes internacionais cometidos em Myanmar devem ser responsabilizados”, acrescentando que “a justiça para as vítimas contribuirá para um futuro político sustentável e inclusivo para o país e o seu povo”.
O porta-voz da ONU lamentou não haver perspetivas imediatas de retorno dos rohingyas, observando que mais de 150 mil estão ainda confinados em campos no estado de Rakhine, em Myanmar.
Depois da tomada do poder pela junta militar, em fevereiro do ano passado, “a situação humanitária, de direitos humanos e de segurança em Myanmar deteriorou-se”, disse Dujarric.
António Guterres “sublinha que a participação plena e efetiva do povo rohingya é parte inerente de uma solução liderada por Myanmar para a crise”, salientou.
“É fundamental que a comunidade internacional continue a procurar soluções abrangentes, duráveis e inclusivas para a crise,” defendeu o secretário-geral da ONU.
O porta-voz Dujarric acrescentou que um maior acesso às áreas afetadas por funcionários humanitários e de desenvolvimento da ONU e parceiros “é crucial”.
Na segunda-feira, mais de 860 organizações não-governamentais (ONG) pediram à Assembleia-Geral da ONU que elimine o cargo de enviado especial para Myanmar, que entendem ter servido para legitimar a junta militar.
O pedido, enviado através de uma carta, ocorreu depois de a atual enviada especial da ONU para Myanmar, Noeleen Heyzer, ter visitado o país na semana passada e mantido um encontrado com o chefe da junta militar, Min Aung Hlaing, em Naypyidaw.
Os quatro homens, aliados da líder deposta Aung Sa(…)
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