Os psiquiatras e a raça: um debate sobre descriminalização – Folha

Acesse seus artigos salvos em
Minha Folha, sua área personalizada
Acesse os artigos do assunto seguido na
Minha Folha, sua área personalizada

Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Gostaria de receber as principais notícias
do Brasil e do mundo?
Jornalista de ciência e ambiente, autor de “Psiconautas – Viagens com a Ciência Psicodélica Brasileira” (ed. Fósforo)
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
O psiquiatra Luís Fernando Tófoli, professor da Unicamp e membro do Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas de São Paulo (Coned), chama a atenção para manifesto da Associação Psiquiátrica Americana (APA) acerca da questão racial.
A corporação parte da raça para defender nada menos que a descriminalização do uso de drogas. O texto afirma que a APA “reconhece que a política de drogas dos EUA produziu resultados profundamente desiguais entre grupos raciais, discriminação racial por agentes da lei e perseguição de comunidades”.
“No mínimo, políticas que resultam em taxas desproporcionais de prisão e encarceramento (…) devem ser eliminadas em favor de tratamento e descriminalização do uso de drogas.”
Está lá, no documento “Declaração de Posição sobre Impacto do Racismo Estrutural no Uso de Substâncias e nos Transtornos de Uso de Substâncias”, aprovado em julho. Leitura instrutiva para brasileiros, sobretudo os psiquiatras daqui, encharcados como estão da propaganda obscurantista na era Bolsonaro.
Nos EUA, 12,4% dos habitantes se declaram negros. Na população carcerária de cerca de 2 milhões de pessoas, entretanto, essa parcela triplica para 38,4%.
No Brasil, são negras 67,5% das 815.165 pessoas que estavam encarceradas em 2021. Na população geral a parcela é de 56%, ou seja, há também aqui evidente viés racial nas polícias e na Justiça.
Em nosso país, 84% das vítimas de letalidade policial são negras. Pretos e pardos enfrentam probabilidade quádrupla de morrer pelas mãos de agentes da lei na comparação com brancos (taxas respectivamente de 4,5/100 mil e 1/100 mil).
Racistas convictos, como os instalados no governo federal, concluirão que tais números decorrem de haver algo inerentemente depravado na população negra. Por essa lógica desumanizante, discriminação e condições socioeconômicas desfavoráveis nada teriam a ver com isso.
Precisa ser muito obtusa a pessoa para não enxergar que a violência contra negros começou com a escravidão e continua hoje, mantendo-os subalternos e negando-lhes até a dignidade de pessoa. Para quem necessita de estatísticas, eis mais algumas.
Brancos ganham 69,3% mais que negros. Dos pretos e pardos, 32% são pobres, contra 15% de brancos. Entre maiores de 25 anos, 25% dos brancos têm diploma superior, diante de meros 11% dos negros.
Receba no seu email uma seleção de colunas e blogs da Folha; exclusiva para assinantes.
Carregando…
“O fato de a APA ter reconhecido o viés racial da guerra às drogas em sua faceta legal e médica é importantíssima”, diz o psiquiatra Tófoli, “incluindo a conclamação pela descriminalização do porte de drogas para uso pessoal.”
Descriminalização e não legalização, ressalve-se. Em outras palavras, o primeiro passo é deixar de encarcerar quem apenas usa drogas. A política para a área deixaria o setor criminal do poder público e passaria a ser alçada da saúde.
Essa mudança legal aconteceu em Portugal, por exemplo, já no começo do século. No Brasil, destaca Tófoli, a sociedade civil ainda espera que algum presidente do Supremo Tribunal Federal demonstre coragem de pôr a questão em pauta, coisa que Luiz Fux não se dignou fazer.
A posse de pequenas quantidades de maconha foi nominalmente despenalizada no Brasil, mas a lei não pegou, como se diz. Juízes seguem enquadrando jovens usuários como traficantes, em sua maioria negros e pobres, enquanto os brancos se safam.
“Nossa atual Associação Brasileira de Psiquiatria, entremeada no reacionarismo do governo federal, está atrasada ao não reconhecer o impacto desproporcional que as políticas públicas para drogas têm sobre os grupos vulneráveis, especialmente as pessoas negras”, aponta Tófoli. “É preciso mudar esse cenário.”
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar cinco acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Leia tudo sobre o tema e siga:
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas (conheça aqui). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Carregando…
Carregando…
Depressão exige intervenção urgente, acolhimento e tratamento adequado
Mineradoras de MG adotam disposição a seco de rejeitos para eliminar barragens
Investimentos constantes e inovação melhoram a experiência do passageiro
Reality show mostra trabalho de desenvolvedores de tecnologia; conheça o C0D3RS Championship
Entenda o que é privacidade e por que precisamos falar sobre isso
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Perfis ainda não têm seguidores; Datafolha mostrou a ampliação da vantagem de Bolsonaro entre evangélicos
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Presidente esteve no RJ para evento de formatura dos aspirantes a oficiais do Exército
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Ser chamado de thutchuca do Centrão pode ser um ponto positivo, diz marqueteiro

O jornal Folha de S.Paulo é publicado pela Empresa Folha da Manhã S.A.
Copyright Folha de S.Paulo. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folhapress.
Cadastro realizado com sucesso!
Por favor, tente mais tarde!

source

Projeto de lei criminaliza discriminação com base na raça ou credo – Sete Margens

| 19 Ago 2022
A sã convivência entre a religião católica e a muçulmana ainda não passou totalmente para a prática do dia a dia. Foto © Maria Tan/Rappler
 
Parlamentares filipinos liderados por um senador muçulmano aprovaram um projeto de lei que visa criminalizar a discriminação, que inclui estereotipos e recusa de emprego com base na religião ou na raça.
O senador Robin Padilla afirmou que os que pertencem a minorias religiosas como ele sofreram discriminação no local de trabalho por causa do seu credo. “Não senti a discriminação quando ainda era católico. Somos uma nação católica, então ser um é a norma. Mas quando me tornei muçulmano, tornei-me a exceção. As coisas mudaram, especialmente no local de trabalho, quando comecei a trabalhar com outros atores que eram cristãos”, disse Padilla, citado pela UCA News.
O país precisa de uma lei para criar igualdade entre cristãos e não cristãos, disse ele, impondo sanções àqueles que discriminam com base em credo e raça. “Precisamos proteger os direitos de todos os filipinos, protegendo-os da discriminação. Se uma pessoa for considerada culpada, ela será penalizada com uma pena de prisão de pelo menos seis anos e uma multa de pelo menos 100.000 pesos [cerca de 2.000 euros]”, acrescentou Padilla.
O projeto visa combater a discriminação racial no local de trabalho, fornecendo seminários e palestras sobre o tema, bem como palestras obrigatórias sobre história e cultura filipinas. “Educação é a chave. A causa raiz da discriminação é a ignorância. Se educarmos a mente, coisas positivas acontecerão certamente”, disse o líder muçulmano Rasheed Wahab Jaafar à UCA News.
Enquanto isso, o líder do Lumad, Prospero Kalusig, disse que o projeto de lei protegeria não apenas os muçulmanos, mas também os povos indígenas que também anseiam por um retrato igual ao da maioria católica. “Muitos católicos ainda acreditam que se alguém pertence a uma tribo indígena, a pessoa presta culto à natureza e não tem nenhuma religião ou credo formal. Mas a Constituição filipina não garante a liberdade de religião livre de qualquer restrição?”, questiona Kalusig.
As autoridades filipinas estimam que, da população total de 110 milhões, mais de 79% são católicos romanos, enquanto 9% pertencem a outros grupos cristãos, e 5% são muçulmanos.
 
Powered by Contextual Related Posts
“Agressões sexuais”

  O cardeal Marc Ouellet veio a público “negar categoricamente” as acusações de violência sexual, de que está a ser alvo no Canadá. Ao mesmo tempo, o modo como o processo foi conduzido no Vaticano está a levantar burburinho, nomeadamente no país em que os factos…
Guerras e Direitos humanos
19 Ago 2022
Cerca de 300 profissionais de comunicação social de cinco continentes discutiram presencialmente o tema “paz no mundo digital” no Congresso Mundial da SIGNIS, que terminou ontem, dia 19, em Seoul, com centenas a juntarem-se às sessões online, noticia o UCA News.
 
podcast
“Estará o Estado Social a definhar? Como reagiu o nosso Estado Social à crise financeira de 2010? E à pandemia? Como responderam o nosso e o dos outros? Qual das duas crises ‘infetou’ mais o Estado Social português?”
Semana missionária dos Capuchinhos
As ruas e praças de Elvas foram palco, durante a última semana de julho, de peças de teatro, de música e de dança interpretadas por um grupo de três dezenas de católicos entre os 10 e os 68 anos vindos do Norte por iniciativa dos Capuchinhos de Barcelos, organizadores desta semana missionária.
Segunda língua oficial portuguesa
A Diocese de Bragança-Miranda, que acolhe os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em agosto, lançou hoje a versão em mirandês do hino da JMJ Lisboa 2023.
Nordeste Transmontano
19 Ago 2022
Abre este sábado, dia 20, na Praia Fluvial da Fraga da Pegada (Azibo), em Macedo de Cavaleiros, o Folia, um concerto-espetáculo que tem a particularidade de se desdobrar em diferentes contextos do Nordeste transmontano e de envolver agentes culturais das comunidades locais.
Navio com cereais da Ucrânia é esperança
18 Ago 2022
No momento em que um primeiro navio carregado com 23 mil toneladas de cereais da Ucrânia consegue, finalmente, singrar através do Mar Negro, o Programa Alimentar Mundial (PAM) alerta para a tragédia da fome que se abate sobre várias regiões do mundo.
Cardeal Ouellet acusado de assédio sexual
18 Ago 2022
O diretor da Sala de Imprensa, Matteo Bruni, anunciou hoje que o Papa Francisco decidiu descartar qualquer processo contra o cardeal Marc Ouellet, considerando sem fundamento as acusações de assédio sexual contra o responsável canadiano.
Ignorando apelo dos ambientalistas
18 Ago 2022
A Igreja da Inglaterra mantém investimentos em empresas de combustíveis fósseis superiores a 13.500 milhões de libras (mais de 16 mil milhões de euros), contrariando o compromisso reafirmado pelo arcebispo de Cantuária, Justin Welby, na “cimeira” da Comunhão Anglicana realizada este mês.
There are no upcoming events.



 
Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905

Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)
Contactos
Sobre nós
Apoie o 7 Margens

source

ONG apresenta espetáculo sobre racismo, identidade e guerra do Congo em Igreja Evangélica de Aracaju – A8SE.com

A ONG Baluarte foi fundada por um cantor brasileiro em Angola, sendo a primeira escola gratuita da comunidade, que atende mais de 400 crianças diariamente no país africano.
Integrantes da ONG Baluarte, fundada na África pelo cantor gospel e compositor brasileiro Marcos Freire, irão promover um espetáculo musical na Igreja Evangélica Verbo da Vida, em Aracaju, neste sábado (20). A peça irá retratar temas como racismo, identidade e guerra do Congo.
A capital sergipana é uma das noves cidades do país selecionadas para receber a apresentação. Com classificação livre, o evento é aberto ao público e os ingressos são vendidos pelo site ou diretamente no local da apresentação.
Todo dinheiro arrecadado será revertido ao trabalho desenvolvido pela ONG, que atende mais de 400 crianças diariamente no país africano. A instituição religiosa fica localizada na Rua Campo do Brito, 1265, Bairro São José.

ONG Baluarte
A ONG Baluarte foi criada em um bairro muito pobre de Angola no ano de 2018, sendo a primeira escola gratuita da comunidade. O trabalho já recebeu pessoalmente a visita de brasileiros com relevância no cenário nacional, a exemplo da apresentadora Xuxa Meneghel, sua filha e modelo Sacha, a cantora Priscilla Alcântara, a atriz Bruna Marquezine e os jogadores do Palmeiras Willian Bigode e Raphael Veiga.

source

“Eu não acredito em intolerância religiosa, isso é racismo e ódio religioso”, diz Mãe Márcia de Ogum sobre Michelle Bolsonaro – Brasil 247

Liderança do Candomblé desmonta o preconceito em mensagens da primeira-dama: “candomblecista não é macumbeiro, nem feiticeiro” edit

247 – “Atitudes como a desta senhora são racismo e ódio religioso. E no caso dela [Michelle Bolsonaro] vem maquiado de desespero, porque sabe que o único candidato que conseguirá e vai derrubar o esposo dela [Bolsonaro] de onde está (equivocadamente) é o nosso candidato Lula”. Foi assim que a yalorixá Mãe Márcia de Ogum, presidente do Conselho de Política Cultural de Salvador, definiu, em entrevista à TV 247, o gesto da primeira-dama Michelle Bolsonaro, que publicou um vídeo de ódio contra o ex-presidente Lula e as religiões de matriz africana.
Segundo mãe Márcia, a mensagem passada por Michelle é carregada de preconceitos e falta de conhecimento dos significados das religiões africanas que, maldosa e equivocadamente, são citadas como “feitiçaria”. 
>>> Michelle Bolsonaro compartilha ataque a Lula e religiões africanas: “entregou a alma para vencer essa eleição” (vídeo)
“Essa senhora ou qualquer outra pessoa que queira de certa forma agredir a imagem do ex-presidente Lula o colocando como um feiticeiro deve entender que no candomblé não se faz feitiço. E a palavra macumbeiro é equivocada. Macumba é um instrumento de percussão. Nós não somos macumbeiros. Somos candomblecistas”. 
A yalorixá afirmou que Bolsonaro, que diz defender os “terrivelmente evangélicos”, na verdade ofende os evangélicos. “Esse senhor [Bolsonaro], que está de forma equivocada sentado na Presidência, ele diz a todo momento defender os evangélicos, mas na verdade ele está ofendendo os evangélicos. Ele é um grande disseminador dessa cultura de ódio e de falta de respeito que se instalou em nosso país”. 
>>> Michelle Bolsonaro representa as trevas, diz colunista da Folha
Mãe Márcia finaliza exaltando o compromisso de Lula com as religiões. “O ex-presidente Lula, sensível e sensato, não vai ter religião. É justamente no governo dele que a gente traz a situação do nosso país ser um Estado laico, mas esta laicidade, de seis anos para cá, sobretudo nos últimos quatros anos [do governo Bolsonaro], tem sido difícil de ser obedecida e respeitada, mesmo constando na nossa Carta Magna que é a Constituição.”
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
O conhecimento liberta. Quero ser membro. Siga-nos no Telegram.
A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247
© 2022 Editora 247 – Todos os Direitos Reservados

source

Corporativismo de técnicos do país se recicla para atacar Abel Ferreira – UOL Esporte

source

Mais de um quinto da população alemã já sofreu racismo – DW (Brasil)

Primeira edição do Monitor Nacional de Discriminação e Racismo aponta que 90% dos alemães reconhecem que há racismo no país. Maioria se disse disposta a se engajar contra o problema.
Você já foi vítima de racismo? Num estudo feito recentemente na Alemanha, 22% das pessoas responderam que sim.
O que isso significa em termos concretos para os afetados e como a sociedade alemã lida com o tema foram objeto do primeiro Monitor Nacional de Discriminação e Racismo, conduzido pelo Centro Alemão de Pesquisa sobre Integração e Migração. 
Os pesquisadores ouviram 5 mil pessoas e apresentaram os resultados nesta semana em Berlim.
Segundo Naika Foroutan, diretora do centro de pesquisa, os resultados do estudo foram inesperados: “Ficamos realmente surpresos com o fato de 90% da população dizer: ‘Há racismo na Alemanha'”. E o que mais surpreendeu foi a afirmação “Vivemos em uma sociedade racista”, o que aponta para uma percepção de racismo institucional e estrutural, diz a pesquisadora.
Na apresentação do estudo, Foroutan assinalou que o conhecimento empírico sobre o racismo está “comparativamente pouco desenvolvido” no país, já que “não há uma única cátedra para a pesquisa sobre o racismo na Alemanha”.
O estudo se concentrou em seis grupos: judeus, muçulmanos, sinti e roma, negros, asiáticos e europeus do leste. Segundo o estudo, pessoas são alvo de discriminação por sua cor da pele ou do cabelo, mas também por usarem um lenço na cabeça ou ter um nome que soa estrangeiro.
Ao mesmo tempo, há fenômenos que a equipe do estudo chama de “gradações”. Quando se trata de discriminação no mercado de trabalho ou na busca por moradias, por exemplo, os pesquisadores constataram que “quando afeta judeus ou negros, as pessoas tendem mais a chamar de racismo do que quando afeta sinti e roma ou muçulmanos”. 
O estudo também mostrou que se verificam formas discriminatórias de pensar e agir entre pessoas de todos os níveis educacionais, e que isso nada tem a ver com a origem. Além disso, as vítimas de racismo também podem ser perpetradoras. 
Na apresentação do estudo, a ministra alemã da Família, Lisa Paus, lembrou os ataques terroristas à sinagoga em Halle (Saxônia-Anhalt) em 2019 e a um bar de narguilé em Hanau (Hessen) em 2020. Foram atentados com muitas mortes, que, segundo ela, desencadearam perguntas como: “Por que o racismo persiste?”
Ninguém tem respostas simples e rápidas, nem mesmo a ministra. Mas ela acredita que a planejada Lei de Promoção da Democracia “tornará mais permanentes as estruturas de engajamento da sociedade civil contra o extremismo e o racismo”.
To view this video please enable JavaScript, and consider upgrading to a web browser that supports HTML5 video
No estudo, 70% dos entrevistados se disseram dispostos a se engajar de várias formas contra o racismo.
Ao mesmo tempo, um terço dos entrevistados muitas vezes considera vítimas de racismo “excessivamente sensíveis”, e quase a metade as considera “desnecessariamente temerosas”.
O estudo deve servir de base para pesquisas subsequentes, pois está previsto um monitoramento permanente da discriminação e do racismo na Alemanha. Políticos, acadêmicos e a sociedade civil esperam que, assim, seja possível conhecer melhor as causas, a extensão e as consequências do racismo.
“O racismo está em toda parte, ele está entre nós”, conclui a ministra da Família..

source

Professores dos EUA são instruídos a não falarem sobre racismo e raça, mostra pesquisa – XINHUA Português

Nova York, 12 ago (Xinhua) — Um em cada quatro professores nos Estados Unidos relatou ter sido instruído por funcionários escolares ou líderes distritais a limitar suas conversas em sala de aula sobre raça, racismo ou preconceito, informou a NBC News na quinta-feira, citando uma nova pesquisa.
Quase um terço dos educadores relatou ter sido instruído a limitar suas discussões em sala de aula em mais de uma dúzia de estados com restrições estaduais sobre conversas escolares sobre racismo, sexismo e outros tópicos controversos.
“Um em cada quatro professores de estudos sociais e de inglês e um em cada quatro diretores dizem que foram assediados por políticas de raça, racismo ou preconceito”, disse o relatório.
“Os dados fornecem uma das primeiras análises abrangentes de como os esforços para restringir as conversas em sala de aula sobre raça em muitos estados e distritos afetaram educadores e administradores escolares”, acrescentou.
A pesquisa nacionalmente representativa, que obteve respostas de cerca de 2.400 professores K-12 e cerca de 1.500 diretores, foi divulgada na quarta-feira e conduzida pela Rand Corp., um instituto de pesquisa apartidário. 
Fale conosco. Envie dúvidas, críticas ou sugestões para a nossa equipe através dos contatos abaixo:
Telefone: 0086-10-8805-0795
Email: portuguese@xinhuanet.com

source

Karina Bacchi diz que sofre racismo por ser branca: “Branca nojenta” – AaronturaTV

Recentemente, 12, a famosa Karina Bacchi comentou que sofreu ‘racismo reverso’. Isso porque ela criticou Giovanna Ewbank após caso de racismo com seus filhos.
“Sei que jamais serei agredida por ser negra, jamais serei ofendida por minha raça, por pessoas sem coração, por quem não sabe que a cor da pele não define quem somos, mesmo tendo uma bisavó negra e outros familiares também”, declarou Karina Bacchi.
“Mas já fui chamada de branca nojenta, imunda, entre outros milhares de insultos nos comentários das redes sociais, destilados por pessoas que desejam respeito. Sinto, sim, dor em ver alguém passando por isso, até mais do que quando eu mesma passo”, comentou a famosa, deixando a entender que recebe críticas por sua cor.
Faustão toma fora de Moacyr Franco na frente de todos na Band: “Não é da sua conta”
Karina Bacchi prosseguiu. “Sinto a dor de ser mulher, a dor de ser mãe, a cruz de ser cristã. Que sejamos mais pacíficos, mais brandos, mais amorosos”, explicou ela. Em podcast, a artista comentou que Giovanna Ewbank não tinha de confrontar a mulher que disparou falas racistas contra suas crianças.
“Desculpe-me se não fiz compreendida. Não compactuo, muito menos apoio, nenhuma atitude racista”, declarou. “Jamais sentirei a dor de muitos, mesmo desejando diariamente ajudar a currar feridas, apesar de também sentir as minhas dores e as dores alheias muitas vezes não compartilhadas”, prosseguiu Karina Bacchi.
Irmã sumida de Vitor Belfort é achada depois de anos: “Em cárcere e muito doente”; declara paranormal
“Minha intenção jamais será ferir, pois ainda desejo, sim, ver mais paz no mundo. Mesmo também recebendo insultos daqueles que distorcem minhas palavras ou creem em algo que não sabem a fundo. Mesmo assim, também agredida, não reagirei na mesma medida, continuarei desejando paz”, explicou a artista.

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

source

Indústria chinesa de semicondutores acusa EUA de discriminação devido a novas medidas restritivas – Avalanche Noticias

As autoridades chinesas já manifestaram oficialmente o seu protesto contra a adopção pelos seus colegas americanos de um pacote de leis que prevê subsídios para empresas construírem empreendimentos nos Estados Unidos em troca, entre outras coisas, da promessa de não desenvolver a produção na China por dez anos. Esta disposição da legislação dos EUA causou insatisfação entre os representantes da indústria chinesa de semicondutores.

Fonte da imagem: SMIC
De qualquer forma, Yu Xiekang, vice-presidente da Associação da Indústria de Semicondutores da China, sem entrar em detalhes em um evento em Nanjing, disse que partes deste pacote de leis dos EUA “discriminam claramente a China” e, em geral, a iniciativa americana é destinado a apoiar os concorrentes, a China na arena da política externa. De acordo com o representante da associação da indústria, alguns pontos do programa do governo dos EUA de subsidiar a indústria nacional de semicondutores contrariam os princípios do comércio justo defendidos pela OMC.
De acordo com Yu Sekan, as autoridades da RPC devem continuar a apoiar a indústria nacional de semicondutores para eliminar os gargalos que impedem seu desenvolvimento tecnológico. Outros participantes do evento acrescentaram que o pacote de leis dos EUA traz mais incerteza ao desenvolvimento de toda a indústria global, e as autoridades chinesas, instituições educacionais e empresas devem trabalhar juntas para combater isso.

O seu endereço de e-mail não será publicado.
document.getElementById(“comment”).setAttribute( “id”, “a228c8cfb1382f62bbbca35c19ebb1be” );document.getElementById(“cc55a415b7”).setAttribute( “id”, “comment” );



Proudly powered by WordPress | Theme: Newsup by Themeansar.

source

Conheça as melhores práticas de combate à discriminação nas relações de consumo e no ambiente de trabalho – Fecomercio

Para acessar todo o conteúdo dessa página (imagens, infográficos, tabelas), por favor, sugerimos que desabilite o recurso.
Listamos os casos mais comuns, além de protocolos que sua empresa pode seguir; acesse também um e-book completo sobre o tema e o decálogo que pode ser fixado em seu estabelecimento
Ajustar texto A+A-
Compartilhar
Uma boa conduta no tratamento dos clientes e dos funcionários no ambiente de trabalho tem se tornado um tema central para os negócios. O engajamento demanda ações voltadas ao combate às diversas formas de manifestação da discriminação – racial, intolerância, injúria, xenofobia, homofobia, entre outras. 
O combate à discriminação é um aspecto fundamental para a garantia da saúde dos empregados. Idealmente, é isso o que os empregadores buscam, mas, na prática, os trabalhadores correm o risco de sofrer segregação caso não haja atuação contínua no caminho contrário, por meio de práticas no cotidiano, principalmente as orientativas. Além de tornar o ambiente laboral hostil, a discriminação pode ter um peso enorme na reputação da empresa, e não apenas perante o cliente, mas com reflexos na Justiça.  
A discriminação em virtude de orientação sexual e de identidade de gênero, por exemplo, é equiparada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao crime de racismo (inafiançável e imprescritível). Ela ocorre pela violência psicológica, moral ou física – e, em todos os casos, representa clara violação aos direitos humanos.
SAIBA MAIS SOBRE ESG
Com o objetivo de colocar esta discussão no centro do debate, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) também apoia o Pacto de Promoção da Equidade Racial, iniciativa que propõe implementar um protocolo ESG (Environmental, Social and Governance) racial no Brasil. Saiba mais.
Discriminação nas relações de consumo 
Nas relações de consumo, a discriminação também precisa ser combatida.  
Para não restar dúvidas quanto às situações que podem caracterizar discriminação nestas situações, ou condutas que ficam no limiar das práticas questionáveis, confira, a seguir, alguns exemplos que separamos. 
▸ Preterir ou ignorar um cliente em detrimento de outro em razão de sua aparência;
▸ Impedir que determinado cliente frequente o estabelecimento comercial ou contrate algum serviço sem que haja motivo justificável, como por motivo étnico, de cor da pele ou discordância em relação à condição sexual;
▸ Submeter o consumidor a situações constrangedoras ou vexatórias no exercício de seus direitos, como revistas de pertences ou revistas íntimas, perseguição nos corredores do estabelecimento, entre outros;
▸ Negar-se a chamar o cliente pelo seu nome social ou se referir a partir de outro gênero com o qual ele não se identifique;
▸ Dirigir-se ao cliente com termos, expressões, jargões ou comentários que convirjam para práticas discriminatórias. 
Ações preventivas 
A melhor maneira de banir a discriminação é com informação. Além disso, as empresas precisam disseminar boas práticas entre os colaboradores. Contudo, é importante lembrar que, para se tornarem ações autênticas, consolidando-se como cultura da empresa, o apoio, o treinamento e o aprimoramento de procedimentos devem ser contínuos.  
Mais importante do que estabelecer diretrizes é reforçá-las, por meio da propagação constante dessa cultura inclusiva e do genuíno interesse pela diversidade. Inspirar a equipe e estimular o diálogo são premissas essenciais para os sucessos de qualquer programa voltado a implementar novos hábitos e perspectivas. 
A organização ainda precisa se preparar para imprevistos e criar processos para responder a situações sensíveis nas quais ocorram conflitos ou eventuais equívocos. A adoção de protocolos para atender às queixas dos consumidores é tão fundamental quanto criar mecanismos preventivos. São eles: 
▸ adotar um código de conduta;
▸ estabelecer políticas internas de banimento às desigualdades raciais e de gênero;
▸ realizar treinamentos periódicos;
▸ criar grupos identitários ou de afinidade;
▸ contratar empresas com as mesmas preocupações;
▸ disponibilizar materiais orientativos para as equipes;
▸ dispor de um canal de denúncias ou ouvidoria aos consumidores;
▸ adotar meios de conciliação e resolução dos conflitos. 
Quer saber detalhadamente como implementar cada uma destas ações? Preparamos um material completo cobrindo estes tópicos e muitos outros, como a legislação relativa às penalidades por discriminação, à conduta do Procon, à identificação os tipos de discriminação, ao decálogo contemplando os “10 Princípios de Enfrentamento ao Racismo nas Relações de Consumo”, construído pelo Procon-SP, em conjunto com a iniciativa e com a FecomercioSP. O decálogo está disponível para download em vários tamanhos no site do Procon-SP para o empresário imprimir e fixar em seu estabelecimento, como ato de boa fé e apoio à iniciativa.
Já conhece o Fecomercio Lab, o nosso canal para associados? Nele, você encontra produtos e serviços exclusivos, além de orientações para o seu negócio, por cerca de R$ 1,64/dia. Saiba mais.
Interessados têm até o dia 15 de agosto para se inscreverem no processo; saiba mais
Legislação precisa ser atualizada já que consumidores podem acessar o código pelo celular
Programa Trabalho Sustentável debatido no nosso comitê também dissemina práticas ESG; confira
Rua Doutor Plínio Barreto, 285,
Bela Vista, São Paulo – SP
CEP: 01313-020
Tel: (11) 3254-1700 Ver no Mapa

source