Atriz de 'Pantanal' utiliza termo racista e é corrigida por apresentador – Correio Braziliense

No programa “Encontro”, da manhã desta quarta-feira (10/8), o apresentador Manoel Soares interrompeu e corrigiu, ao vivo, um termo racista utilizado pela atriz Marcela Fetter durante uma conversa sobre seu papel na novela “Pantanal”. A atriz, que interpreta Érica, falava sobre a relação da personagem com a família quando se referiu a ela como “ovelha negra da família”.

Fetter, sendo ouvida também por Patrícia Poeta e Tati Machado, explicava que os pais de Érica “não são flor que se cheire” e que ela não tinha os mesmos tipos de comportamento que eles. “Acredito que tenha sido a primeira experiência dela de liberdade, de conhecer o novo, essa nova realidade e o amor. É o primeiro amor dela, por mais que ela tenha um noivo, foi tudo o pai que deu um jeitinho. A Érica que não é dessa família, ela é a ovelha negra”, disse.
Logo que terminou sua fala, Manoel Soares a interrompe de maneira sutil para falar “ou branca”. A atriz, sem jeito, concorda, e Tati Machado dá uma risada para descontrair; assista ao momento abaixo.
Origem do termo

Após a abolição da escravatura no Brasil – o último país das Américas a fazê-lo – não houve auxílio às pessoas pretas anteriormente escravizadas. Sem políticas públicas que as integrassem à sociedade, estavam sujeitas a um ambiente extremamente competitivo que não as aceitava.

“Muitas expressões racistas foram herdadas dessa época. Quando uma pessoa pretende se desfazer do trabalho de alguém, é chamado de ‘serviço de preto’, por exemplo”, explica o historiador Sérgio Henrique, formado pela Unesp (Universidade Estadual Paulista).
Termos que utilizam a palavra “negro(a)” como algo negativo, pejorativo, prejudicial ou ilegal também são consideradas racistas pela associação de cores escuras a coisas nocivas, como é o caso de “mercado negro”, “magia negra”, “lista negra” e, no caso do programa “Encontro”, “ovelha negra”.
Neste último caso, a ovelha considerada “padrão” seria a branca, enquanto as restantes, negras, seriam destoantes e, portanto, passíveis de desprezo.
Com o programa transmitido ao vivo, internautas logo se prestaram a publicar – e dividir – suas opiniões sobre o comentário de Manoel Soares em resposta à fala de Marcela Fetter; confira abaixo.

 
Incrível como é necessário ter @ManoelSoares_ na TV. Hoje ele foi certeiro ao corrigir a expressão racista que uma atriz utilizou.

como esse manoel soares é chato, espero que a globo chute logo ele da emissora

Só eu vi @ManoelSoares_ substituir ovelha negra, por ovelha branca, pra “educar” a convidadinha de hoje? Sou fã desse preto antenado. #Encontro #nãosomosobrigados pic.twitter.com/Lw4FOdZJXs

Sou negro e achei desnecessária e deselegante a atitude do @ManoelSoares_
Não me sinto atingido ou perturbado quando alguém pronuncia: a coisa tá preta (sem luz), ovelha negra (algo destacado), negrito ou a situação está preta (sem luz). Chega de vitimismo

Que foi isso no Encontro??????????#manoelsoares se garante na hora de corrigir frases racistas. Que elegância e educação.
“Ovelha negra da família…ou branca”

 
Digite seu endereço de e-mail para acompanhar as notícias diárias do Correio Braziliense.

source

"Vamos acabar com sua raça": ameaça racista a Douglas Belchior simula morte de George Floyd – Brasil de Fato

Início
Política
Douglas Belchior, liderança do movimento negro e pré-candidato a deputado federal pelo PT-SP, recebeu ameaças e ataques racistas pelo Facebook, na última quinta-feira (21). Nas mensagens, o racista, que se identifica como Bruno Silva, afirma que "nós, brancos, vamos acabar com sua raça" de merda e que a vitória do presidente Jair Bolsonaro (PL) "deixará o Brasil mais racista."
As mensagens acompanhavam uma montagem simulando a morte do americano George Floyd, sufocado por um policial em 25 de maio de 2020. Na imagem, Douglas Belchior aparece com a cabeça sendo pressionada por um agente, que tem o rosto de Silva.
"Olha o que eu faço com você, macaco nojento", diz o racista. Em outro trecho, Silva afirma: "O macaco só é valente na internet, eu estou no Brasil e quero ver se é valente pessoalmente. Preto sujo."
A equipe da campanha de Douglas Belchior ainda não identificou o agressor, mas, desconfia que sejam militantes de extrema-direita de fora do país. A conta utilizada para atacar o ativista foi desativado, mas utilizava o mesmo nome de um perfil responsável por ataques racistas ao pré-candidato à presidência Leonardo Péricles (UP), ocorridos no último dia 17. "Babuíno! Vota em Bolsonaro para o Brasil continuar racista!! Bolsonaro é o maior racista do Brasil! Viva o racismo!", afirmou o perfil Bruno Silva contra Péricles.
De acordo com Belchior, medidas serão tomadas e a agressão tem relação com as eleições no país e o histórico do atual presidente, "comprometido com o racismo, que é um método para se aproximar e mobilizar sua base."
"Há tempos o Bolsonarismo está convocando e arregimentando psicopatas e assassinos a se se tornarem ativistas políticos na disputa desses eleições. O Brasil está deflagrado. O clima de ódio e de intolerância está instalado. A segurança de defensores de direitos humanos e, no atual contexto, pré-candidatos do campo democrático, está ameaçada. Não estamos seguros. Mas não vamos recuar", sustenta o candidato.

Mensagens de Bruno Silva para Douglas Belchior / Foto: Reprodução/Facebook
 
 
Edição: Nicolau Soares
Quem Somos
Parceiros
Publicidade
Contato
Newsletters
Política de Privacidade
Redes sociais:
Fale Conosco
Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.

source

Atleta Ricardo Dos Santos parado pela polícia em Londres pela segunda vez – Público

Atleta português e a sua mulher, a atleta britânica Bianca Williams, foram parados e algemados pela polícia há dois anos e acusaram as forças de segurança britânicas de discriminação racial. Ricardo Dos Santos diz agora que “nada mudou” após ter sido parado por sete polícias armados.
O atleta português Ricardo Dos Santos, que alegadamente foi vítima de discriminação racial durante uma operação stop há dois anos, revelou que foi parado pela segunda vez por “sete polícias armados” enquanto se deslocava para a sua casa em Londres, neste fim-de-semana.
Ricardo Dos Santos fez várias publicações no Twitter, nas quais mostra vídeos do momento em que foi parado e interrogado pela polícia.
O atleta português disse que os polícias acreditavam que ele estava ao telefone quando o pararam e alegou que um polícia pegou no bastão “por frustração, pronto a partir o vidro” do carro por não saber como abrir a porta do carro Tesla que o atleta conduzia.
Ricardo Dos Santos lamenta que “nada mudou” desde que foi parado pela polícia há mais de dois anos com a sua mulher, Bianca Williams, e o seu filho bebé no carro.
“Não estou surpreendido por ter de passar por isto de novo”, escreveu numa publicação. “Enquanto conduzia para casa ontem à noite, sete polícias armados da polícia britânica pararam-me porque pensaram que eu estava ao telefone enquanto conduzia. A pedido deles, parei quando era seguro fazê-lo”, explicou.
Annoyed that 2 years down nothing has changed but they still manage to over police.. why do 7 armed officers need to be present when I was alone. 2 or 3 max would of been enough. 3/3 pic.twitter.com/fol46XxKPR
“Depois de ter parado, dois polícias correram para as laterais do carro, um punho cerrado bateu na minha janela e tentou abrir a porta do carro. Não sabendo como usar um puxador da porta do carro Tesla, ele pegou no seu bastão, frustrado, pronto a partir o vidro”, acrescentou.
“[Sinto-me] irritado porque dois anos depois nada mudou. Porque é que sete polícias armados precisam de estar presentes quando eu estava sozinho? Dois ou três, no máximo, seria o suficiente”, concluiu.
Mais tarde, Ricardo Dos Santos disse que partilhou apenas algumas filmagens nas redes sociais e que os outros vídeos estão já na posse do seu advogado.
Em Julho de 2020, imagens de Williams e de Dos Santos a serem revistados e algemados foram amplamente partilhadas nas redes sociais. Williams acusou a polícia de discriminação racial.
Em Abril, a Agência Independente para a Conduta Policial (IOPC) anunciou que um sargento e quatro polícias enfrentariam uma audiência disciplinar por má conduta grave na sequência do incidente.
Sobre o caso deste fim-de-semana, a polícia britânica disse que mandaram o atleta parar porque estavam “preocupados que o condutor pudesse estar a usar um telemóvel ao volante”.
“Estamos cientes de [que circulam] imagens nas redes sociais que mostram parte de uma paragem de um carro. Por volta das 4h de domingo, 14 de Agosto, polícias armados estavam em patrulha de rotina num veículo da polícia identificado”, revelou a polícia britânica em comunicado citado pelo diário britânico The Guardian.
Hmm yes only showing part because the rest will be with my lawyer.

Also no mention of why I took a little longer to stop???? https://t.co/Eyo6Wl1cUp
“Os polícias indicaram claramente para o carro encostar, mas o condutor não o fez e eles pediram mais assistência. O condutor parou cerca de cinco minutos depois no Orsett Terrace W2, e os polícias conversaram com ele sobre por que queriam parar o veículo. Após a conversa, o veículo foi autorizado a passar. Desde então, entramos em contacto com o condutor via Twitter para convidá-lo a entrar em contacto connosco se quiser discutir mais este assunto”, acrescentou.
Leia os artigos que quiser, até ao fim, sem publicidade
Faça parte da comunidade mais bem informada do país
Seja o primeiro a comentar.
Escolha um dos seguintes tópicos para criar um grupo no Fórum Público.
Ao criar um novo grupo de discussão, tornar-se-à administrador e será responsável pela moderação desse grupo. Os jornalistas do PÚBLICO poderão sempre intervir.
Saiba mais sobre o Fórum Público.
Ao activar esta opção, receberá um email sempre que forem feitas novas publicações neste grupo de discussão.
Email marketing por
@ 2022 PÚBLICO Comunicação Social SA
Para permitir notificações, siga as instruções:
Estes são os autores e tópicos que escolheu seguir. Pode activar ou desactivar as notificações.
Receba notificações quando publicamos um texto deste autor ou sobre os temas deste artigo.
Estes são os autores e tópicos que escolheu seguir. Pode activar ou desactivar as notificações.
Para permitir notificações, siga as instruções:

source

Precisamos dizer a usuários da cracolândia que a vida deles importa, diz canadense – Folha

Acesse seus artigos salvos em
Minha Folha, sua área personalizada
Acesse os artigos do assunto seguido na
Minha Folha, sua área personalizada

Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Gostaria de receber as principais notícias
do Brasil e do mundo?
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
A repulsa à pobreza e a grupos étnicos vulneráveis é uma barreira para o tratamento de dependentes químicos, avalia o antropólogo Dan Small, pesquisador associado da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, e membro do Observatório Das Adições, no Brasil.
Para ele, seja no centro da capital paulista ou no Downtown Eastside (DTES), a cracolândia de Vancouver, a maneira como a população e o poder público lidam com moradores de rua e a questão do abuso de substâncias lesa a dignidade desses grupos.
Small é um dos criadores do primeiro centro de consumo de drogas supervisionado da América do Norte. Fundado em 2003, o Insite (“no local”, em português) é parte de um programa de redução de danos baseado em Vancouver. O bairro que recebeu o primeiro Insite foi Downtown Eastside.
A iniciativa integra uma série de ações cujo objetivo é resguardar a dignidade de moradores de rua e dependentes químicos por meio da oferta de emprego, moradia, saúde (da odontologia à psicologia) e espaço para arte e cultura.
“É importante que elas permaneçam vivas, por isso criamos este programa. Existem, hoje, 49 locais de consumo supervisionado no Canadá, mais do que em qualquer outro país do mundo. E o que isso quer dizer para as pessoas sem-teto e usam drogas? Que a vida delas importa.”
Um dos desafios do programa é combater um processo histórico de construção de narrativas que deu ao Downtown Eastside a imagem de lugar desumanizado. Manchetes que falam em “os quatro quarteirões do inferno” e “caos e depravação” mostram o estigma do bairro.
Termos que, para o pesquisador, não diferem muito do senso comum atrelado à cracolândia de São Paulo. “A imprensa descreve o bairro de forma muito depreciativa. Isso tem um grande efeito em como abordamos a situação. Quando participei de uma reunião no Brasil, recentemente, ficou perceptível a maneira como a cracolândia é enquadrada“, avalia Small.

A dificuldade de acesso à moradia, saúde e emprego está no cerne da questão, segundo Small. Ele afirma que a base para a recuperação de uma pessoa em situação de rua ou de dependência química é a busca de um sentido para a vida. Isso não é possível sem que haja reconhecimento da dignidade dessas pessoas pela sociedade na qual está inserida.
“A pessoa em maior sofrimento é, muitas vezes, aquela que precisa disso, do senso de valor próprio. Em parte um senso de estima da comunidade e em parte autoestima”, diz.
A falta de sensibilidade em relação a moradores de rua e dependentes químicos e o julgamento moral que recai sobre esse grupo atrapalha a recuperação, segundo o especialista. Vergonha e medo da repressão policial, ambos causados pela estigmatização da dependência química, alimentam a aglomeração dessas pessoas em busca de proteção.
“Esses grupos são excluídos da odontologia, da formação profissional, da atenção à saúde mental; não têm moradia, conta em banco; são excluídos do próprio tratamento contra dependência. Essas são questões primárias para lidar com usuários de drogas em vulnerabilidade”, diz Small.
Esta quinta (11) marca três meses de uma megaoperação que retirou usuários de drogas da praça Princesa Isabel, em São Paulo. O uso da força apenas dispersou o fluxo de dependentes que se aglomeravam no endereço da cracolândia. Parte do que sobrou do grupo se deslocou para a rua Helvétia próximo a avenida São João, ou está dispersa em outros pontos da região central, como a Santa Ifigênia.
Até o momento, não há indícios de queda no uso de drogas na região. Os relatos de roubos no entorno, porém, aumentaram logo após a ação, segundo o delegado responsável pela área.
No Downtown Eastside, o uso da força como resposta ao abuso de substâncias foi a principal política pública por décadas. Mas a história do combate às drogas no Canadá tem ligação profunda com racismo e xenofobia.
De acordo com a Coalizão Canadense de Políticas de Drogas, composta por mais de 50 organizações, a população de Vancouver responsabilizava indígenas e migrantes chineses por uma suposta corrupção de homens brancos e cristãos.
Entre as décadas de 1880 e 1920, as tensões raciais entre esses grupos se acirraram.
Os indígenas eram proibidos por lei de comprar bebidas alcoólicas; já os chineses não podiam ter negócios fora de Chinatown. “Alguns chineses da época fumavam ópio para aliviar a dor e relaxar. O fumo de ópio foi ligado a homens racializados”, diz o histórico produzido pela coalizão.
Na década de 1940, a criminalização do uso de drogas no Downtown Eastside ganhou força ao mesmo tempo em que era enfraquecida a resposta à dependência química por meio da saúde pública.
De acordo com a coalizão, cerca de 75% das condenações envolvendo drogas eram por posse, e três quartos dessas condenações se converteram em prisão.
Atualmente, existem 49 locais como como o Insite criado por Small. “Os serviços de consumo supervisionado usam um modelo de redução de danos, o que significa que eles se esforçam para diminuir as consequências adversas à saúde, sociais e econômicas do uso de drogas sem exigir a abstinência”, de acordo com a Vancouver Costal Health, autoridade de saúde da região costeira da província canadense.
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Leia tudo sobre o tema e siga:
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas (conheça aqui). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Carregando…
Carregando…
Depressão exige intervenção urgente, acolhimento e tratamento adequado
Mineradoras de MG adotam disposição a seco de rejeitos para eliminar barragens
Investimentos constantes e inovação melhoram a experiência do passageiro
Reality show mostra trabalho de desenvolvedores de tecnologia; conheça o C0D3RS Championship
Entenda o que é privacidade e por que precisamos falar sobre isso
Uma nova era de avanços e esperança no tratamento dos cânceres hematológicos
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Reunião da executiva do partido nesta segunda aprovou aliança com PT, mas palavra final será dada pela Justiça
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Edição será enviada ao final do dia, de segunda a sexta, com os destaques da cobertura do jornal
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Eleição de 2022 consolida tendência de vices mulheres nos estados; homens ainda são 8 em 10 cabeças de chapa

O jornal Folha de S.Paulo é publicado pela Empresa Folha da Manhã S.A.
Copyright Folha de S.Paulo. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folhapress.
Cadastro realizado com sucesso!
Por favor, tente mais tarde!

source

Cuca responde para abalar Abel Ferreira. Os dois brigam para suceder Tite na seleção brasileira. O duelo já começou – R7

source

Brasileiros garantem dois em cada três votos dados a extrema direita de Portugal – Blogs

 
De cada três votos obtidos pelo Chega nas eleições deste ano, dois foram dados por brasileiros, diz o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Souza em entrevista à CNN. O partido de extrema direito elegeu 12 deputados para a Assembleia da República. Já é a terceira força da política portuguesa.
 
Curiosamente, o Chega, liderado por André Ventura, é o partido que mais combate a entrada de estrangeiros em Portugal. O discurso é o de que as pessoas que vêm de fora “roubam os empregos e a riqueza dos portugueses”.
 
De costas para a população
 
Essa falácia, por sinal, foi repetida diversas vezes há quase um mês, quando a Assembleia da República, o Parlamento de Portugal, aprovou as novas leis que facilitam a entrada de estrangeiros no país para procurar emprego.
 
Contrariados, os 12 parlamentares do Chega deram as costas e abandonaram o plenário de votação, alegando que não concordavam com o projeto que estava em debate. O partido foi duramente criticado pelos demais deputados e pelo governo, que veem nos estrangeiros uma força importante para renovar a capenga economia de Portugal.
 
População brasileira só cresce
 
O presidente Português afirma que tem dito a André Ventura não entender o discurso dele e do Chega como um todo contra os estrangeiros e a favor da xenofobia, se os principais eleitores da legenda são estrangeiros, em especial, os brasileiros.
 
Pelos dados mais recentes do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), responsável pelo sistema de imigração, os brasileiros legalizados em Portugal somam 255 mil, sendo que 47,6 mil receberam autorização de residência nos primeiros seis meses deste ano.
 
A expectativa é de que esses mesmos brasileiros que apoiam o Chega votem em massa na candidatura à reeleição do presidente Jair Bolsonaro em outubro próximo. Em 2018, ele recebeu mais de 70% da comunidade brasileira em Portugal.
 
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que Portugal é hoje o maior colégio eleitoral fora do Brasil. Neste ano, estão aptos a votarem no país 86.934 brasileiros. Temendo violência, a maioria dos consulados do Brasil no exterior está reforçando a segurança para proteger as urnas eletrônicas e os eleitores.
 
Vicente Nunes
Repórter há 34 anos. Não dispensa a boa informação. Está no Correio Braziliense desde 2000. Tem passagens pelo Jornal do Comércio, O Globo, Jornal do Brasil, Estado de S. Paulo e Gazeta Mercantil. Tem três prêmios Esso de Jornalismo Econômico (2009/ 2014/ 2015).
Veja todas as matérias
Repórter há 34 anos. Não dispensa a boa informação. Está no Correio Braziliense desde 2000. Tem passagens pelo Jornal do Comércio, O Globo, Jornal do Brasil, Estado de S. Paulo e Gazeta Mercantil. Tem três prêmios Esso de Jornalismo Econômico (2009/ 2014/ 2015).
É jornalista de economia desde 1995, quando passou a integrar o time da Gazeta Mercantil. Está sempre atrás da boa informação. Ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo Econômico em 2014 e em 2015 com a equipe do Correio Braziliense.
Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações.

Os bastidores da política e notícias exclusivas do DF
Espaço para a análise da economia
Saiba tudo sobre os concursos públicos do país
Todos os assuntos de interesse dos servidores públicos
Espaço para compatilhar notícias e eventos sobre o mundo pet
Xõ, dúvida! Dicas de Português pra dar vender e emprestar
Tudo sobre TV, séries, filmes e o que mais tiver na tela
Você não pode dormir sem ficar sabendo disso
Crônica da Cidade
Um blog sobre sexo
Análises, opinião e lembranças do arco-da-velha sobre futebol
Notas e Comentários Políticos
Análises e informações sobre o dia-a-dia da política nacional
Favas contadas em matérias saborosas
Blogão do Zé, onde o humor e a irreverência brindam a vida!
Registros dos acontecimentos sobre a política e Brasília desde 1960
A tecnologia como meio para um estilo de vida produtivo, acessível e sustentável
Crônicas
Cultura Pop
Cultura pop, jogos, filmes, quadrinhos e muito mais sobre o mundo NERD
Um espaço para a divulgação de ideias pela Igualdade
Crônicas
Blog sobre literatura, livros, leitura, lançamentos
Espaço para compartilhar notícias esportivas em que a mulher é protagonista
Psicologia
Blog sobre boa música e literatura.
Um blog de pitacos sobre moda, estilo e comportamento.
Blog sobre a segurança pública do país.
© Copyright 2001-2020 S/A – Correio Braziliense. Todos os direitos reservados.

source

Biden quer mudar lei estudantil para privilegiar “identidade trans” – Gospel Prime

Pastores apontam dinheiro e aprovação social como ídolos modernos
Pesquisadores dizem que 50% dos latino-americanos serão evangélicos até 2030
Líderes evangélicos pedem eleições pacíficas no Quênia
Claro processa Igreja Mundial por dívida de R$ 8,8 milhões
Teólogos da Convenção Batista do Sul esclarecem significado de “pastor”
Cristãos nigerianos se unem em evento de oração em meio a perseguição
Líderes cristãos chineses são julgados em Tribunal
Perseguição aos cristãos já atinge 76 países do mundo
Crianças são mortas e cristão tem mão decepada por ataque muçulmano
Morte do líder da Al-Qaeda pode atingir a vida de cristãos no Afeganistão
Ministério Público segue STF e quer aumento de 18% no salário
André Mendonça pede vista e suspende julgamento contra Bolsonaro
Professor vai nu em universidade para ato pró-LGBT
EUA anunciam estratégia política para a África subsariana
Tunísia aprova nova Constituição que estimula o islamismo
Como viver a vida de Cristo?
O que significa ser crucificado com Cristo?
Por que Jesus Cristo foi tentado?
O que é ser Igreja?
Versículos sobre perdoar o próximo
A sutil armadilha da pregação
Diferença entre os sem religião e os desigrejados
A supremacia de Cristo e a autoridade de César
Unidade: Igreja brasileira tem desafio em meio a polarização
Prisão de Milton Ribeiro expõe hipocrisia da esquerda “Lula livre”
A ideia é incluir na lei o termo de orientação sexual e identidade de gênero.
em
Por
Departamento de Educação dos EUA, cria regra para que as faculdades identifiquem os alunos com uma identidade de gênero solicitada por eles, ou seja, não necessariamente o sexo biológico.
De acordo com The Christian Post, o governo Biden tem feito tentativas para alterar uma lei de direitos civis existente a pelo menos meio século. A lei protege todos os estudantes de discriminação independente do sexo.
A ideia é incluir na lei o termo de orientação sexual e identidade de gênero. Um crítico conservador americano, considera que essa alteração “não é justa com os estudantes”.
“O Departamento, portanto, propõe que os regulamentos atuais sejam alterados para fornecer maior clareza sobre o escopo da discriminação sexual, incluindo as obrigações dos destinatários de não discriminar com base em estereótipos sexuais, características sexuais, gravidez ou condições relacionadas, orientação sexual e identidade de gênero. ” afirma o sumário executivo.
Em 12 de julho, a nova regra proposta foi avaliada para comentários públicos, essa análise vai até dia 12 de setembro.
O título IX da Lei federal de 1972 proíbe a discriminação sexual em institutos educacionais.
“Nenhuma pessoa nos Estados Unidos deve, com base no sexo, ser excluída da participação, ter seus benefícios negados ou ser submetida a discriminação sob qualquer programa ou atividade educacional que receba assistência financeira federal”, de acordo com título IX.
É válido ressaltar, que essa lei não se aplica a institutos de ensino administrados por viés religioso, se a lei não foi condizente com os princípios religiosos da organização.
Angela Morabito, do Fórum de Mulheres, afirma que a alteração proposta para a lei não é justa com os estudantes.
“A maneira como eles estão fazendo isso é jogando um pequeno jogo de palavras complicado. Eles estão realmente tentando redefinir o que ‘sexo’ significa”. Título IX ficou por 50 anos para proteger todos os alunos da discriminação com base no sexo e agora nesta nova regra, eles vão tentar fingir que sexo inclui identidade de gênero, o que não é o que o Título IX diz”, afirmou Morabito.
“Se essa regra do governo Biden for codificada em lei, qualquer um pode levantar a mão, declarar como se identifica, e a escola teria que tratá-los de acordo com isso”, continuou Angela.
“Alguém que se identifica como transgênero desde os 11, 12, 13 anos… seria tratado da mesma forma que alguém que levantou a mão naquela manhã e disse: ‘Eu me identifico como mulher’”, concluiu.
Após críticas o Departamento de Educação emitiu um “Aviso de Intepretação”, dizendo que a lei 1972 proíbe a discriminações com base no sexo “proíbe a discriminação com base na orientação sexual e identidade de gênero”.
A decisão da Suprema Corte Americana foi citada no aviso. Tal decisão considerou que a discriminação com base na identidade de gênero e orientação sexual, viola a lei dos direitos civis.
“Esta interpretação orientará o Departamento no processamento de reclamações e na condução de investigações, mas não determina o resultado em nenhum caso ou conjunto de fatos em particular”, diz o aviso.
Apesar do “aviso de interpretação” tentar explicar a respeito da nova regra, organizações ficaram insatisfeitas.
Como é o caso da American College og Pediatricians, que acusou o departamento de reescrever a lei de direitos civis dizendo que “obriga uma falsa definição de sexo aos estudantes americanos”.
“As escolas agora serão forçadas a permitir que estudantes biologicamente do sexo masculino tenham acesso a todos os espaços exclusivamente femininos. Eles serão alojados com mulheres durante viagens e eventos escolares noturnos, participarão de esportes apenas para mulheres e desalojarão mulheres de equipes esportivas femininas. Essa interpretação não é científica e uma clara ameaça à saúde e segurança das alunas,” afirmou o American College of Pediatricians.
Biden assina ordem executiva pró-LGBT ameaçando liberdade religiosa
Joe Biden se diz um “filho de Deus” em defesa do aborto
Joe Biden: Transgêneros “feitos à imagem de Deus”
Biden declara apoio a cirurgias trans para “mudança de sexo” em crianças
Biden pedirá US$ 2,6 bilhões para promover questões de gênero
Biden gastará US$ 88 milhões em pesquisa com partes de bebês abortados
Líderes cristãos chineses são julgados em Tribunal
Estado americano aprova lei pró-família e proibição do aborto no mesmo dia
EUA anunciam estratégia política para a África subsariana
Pesquisadores dizem que 50% dos latino-americanos serão evangélicos até 2030
Tunísia aprova nova Constituição que estimula o islamismo
Militares cogitam realizar apuração paralela das eleições
Perseguição aos cristãos já atinge 76 países do mundo
Neto de Billy Graham fala sobre vida ao lado de evangelista
Lula ataca Deltan Dallagnol em evento na Fiesp: “Fedelho”
Professor vai nu em universidade para ato pró-LGBT
Pastores apontam dinheiro e aprovação social como ídolos modernos
Cristãos nigerianos se unem em evento de oração em meio a perseguição
Gospel Prime – Igreja, vida cristã, opinião e estudos bíblicos

source

Plano de governo de Bolsonaro ignora combate a racismo e homofobia – Metrópoles


Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli
11/08/2022 9:00,atualizado 11/08/2022 0:31
O plano de governo de Jair Bolsonaro à reeleição ignora o combate aos crimes de racismo e homofobia. No documento de 48 páginas apresentado nesta quarta-feira (10/8) à Justiça Eleitoral, não há nenhuma menção a “racismo”, “negro” ou “LGBT”.
“Arma”, por outro lado, foi citada 14 vezes pelo documento, coordenado pelo vice, general Walter Braga Netto. “Família” aparece 67 vezes. “Mineração” e “Deus” também foram elencados em seis e duas vezes, respectivamente.
Bolsonaro prometeu que ampliará o acesso dos brasileiros a armas de fogo em um eventual segundo mandato. No atual, a quantidade de caçadores, atiradores esportivos e colecionadores de armas de fogo (CAC) explodiu: passou de 63,1 mil em 2017 para 673,8 mil em 2022, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O primeiro turno da eleição para presidente da República está marcado para 2 de outubro de 2022 Rafaela Felicciano/Metrópoles
Com cenário ainda longe de ser definido, já se fala em pelo menos 11 pré-candidatos ao Palácio do Planalto. Alguns estão oficializados pelos partidos; outros, ainda nãoRaimundo Sampaio/Esp. Metrópoles

Ciro Gomes (PDT) – A cúpula do partido diz que Ciro é pré-candidato, mas, após o primeiro turno da votação da PEC dos Precatórios, o político retirou o nome por discordar do partidoJP Rodrigues/Especial para Metrópoles
Felipe d’Ávila (Novo) – O partido Novo lançou o cientista político Felipe d’Ávila como pré-candidato da legenda à Presidência da RepúblicaReprodução/Instagram
Jair Bolsonaro (PL) – A filiação de Bolsonaro ao Partido Liberal tem como objetivo a reeleição presidencial. No entanto, o nome do mandatário ainda não foi oficializado como pré-candidatoAlan Santos/PR
Eymael (DC) – Eymael é apresentado desde 2020 como pré-candidato do Democracia Cristã (DC) à PresidênciaRafaela Felicciano/Metrópoles
Leonardo Péricles (UP) – Presidente oficial da sigla, Péricles é pré-candidato e vai concorrer ao cargo de presidente do Brasil em 2022Emiliana Silbertein/ Amanda Alves/ Manuelle Coelho/ Jorge Ferreira
Luiz Inácio Lula da Sila (PT) – O ex-presidente ainda não assumiu oficialmente a pré-candidatura, mas tem se movimentado para enfrentar os principais adversários em 2022Fábio Vieira/Metrópoles
Simone Tebet (MDB) – o nome da professora já foi lançado oficialmente pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) e concorrerá em 2022Igo Estrela/Metrópoles
Sofia Manzano (PCB) – O nome da professora foi confirmado oficialmente pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) para concorrer à Presidência Reprodução/ Instagram
Vera Lúcia (PSTU) – O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) lançou a socióloga como pré-candidata da legenda à Presidência da RepúblicaRomerito Pontes/Divulgação
Luciano Bivar (União Brasil) – Vencedor das prévias do partido, Luciano Bivar está oficializado como pré-candidatoMichael Melo/Metrópoles
Pablo Marçal (PROS) – O empresário é pré-candidato à Presidência do Brasil pelo Partido Republicano da Ordem Social (PROS)Igo Estrela/Metrópoles
Já leu todas as notas e reportagens da coluna hoje? Clique aqui.
Siga a coluna no Twitter e no Instagram para não perder nada.
Réu por importunação e assédio sexual, Gabriel Monteiro não acredita que terá seu mandato cassado e foca em sua campanha a deputado federal
Cúpula do PSDB vê com desconfiança a possibilidade de João Doria tentar um retorno para a vida política em cargo majoritário
Além do risco de ataques hackers, partidos podem ser punidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Primeira-dama compartilhou uma foto de Bolsonaro com Eduardo, Flávio e Jair Renan, e disse que faltava apenas a filha Laura
Bolsonaro mais uma vez vai querer demonstrar força no Sete de Setembro
Todos os direitos reservados

source

Casa Pia contra os «três grandes» em Leiria: «É quase uma solução saloia» – Maisfutebol

Lúcio Miguel Correia, professor de Direito do Desporto da Universidade Lusíada de Lisboa, considera que a norma que obriga o Casa Pia a receber Benfica, FC Porto e Sporting em Leiria é «violadora do princípio da igualdade».
Em declarações à Lusa, o especialista fala de um regulamento «bizarro» que não tem paralelo em qualquer outra liga europeia. «São soluções ‘à portuguesa’, que não beneficiam a própria credibilidade da competição. E é uma clara violação do princípio da igualdade. É uma discriminação positiva de três em detrimento dos outros. É quase uma solução saloia, não faz sentido. (…) É tudo muito subjetivo e há claramente uma discriminação positiva: se um clube jogar contra um grande num campo, tem de jogar com os outros nesse campo. Porquê?», vincou.
Recorde-se que o Estádio de Pina Manique, recinto do Casa Pia, está em obras de requalificação para cumprir os requisitos da Liga, sendo expectável que entre o final do ano e o princípio de 2023 possa voltar a jogar em casa, cenário que poderia permitir-lhe jogar em Pina Manique com o FC Porto em janeiro e com o Sporting em abril.
No entanto, o número 4 do artigo 29.º do Regulamento das Competições da Liga obriga a que um determinado clube efetue no mesmo estádio todos os jogos na condição de visitado com Benfica, Sporting e FC Porto para a Liga.
Esta alteração ao regulamento foi concretizada em AG da Liga no verão de 2016. Foi, por isso, votada pelos clubes. «É difícil perceber como é que o futebol português acaba por ceder perante três ‘grandes’. O campeonato não são os três ‘grandes’. Mas são os próprios clubes, no fundo, a reconhecer que há uns mais iguais do que outros. Ou seja, parece que os três ‘grandes’ têm um valor diferente caso ocorra aquela circunstância da norma», observou Lúcio Miguel Correia, alertando que há sempre o risco de que esta norma não seja cumprida.
«A situação pode ocorrer depois do clube em causa já ter jogado com outros dois denominados ‘grandes’, o que pode levar a uma impossibilidade de aplicação, porque parte do pressuposto de que a situação ocorre no início da época», notou, considerando que havia outros caminhos, mais justos, para impedir que situações com a do Estoril-Benfica em 2005 (e não só) se repetissem. «Se o Estoril – Benfica, na altura, foi perturbador da verdade da competição, há uma solução: não se permite a alteração, ponto final. Os órgãos da Liga estão lá exatamente para isso: para decidir. (…) As normas devem ser gerais e abstratas, não devem olhar a quem, nem servir alguém em particular. É um princípio básico do direito», concluiu.

source

Qual a nossa responsabilidade no enfrentamento do racismo? (Coluna da APPOA) – Sul21

Priscilla Machado de Souza e Norton Cezar Dal Follo da Rosa Jr (*)
Este movimentado mês de julho marcou a entrada em um dos semestres mais importantes da recente história do Brasil. Estamos há menos de uma centena de dias para decidir um novo rumo para o país, seja para o estancamento do retrocesso nas bases democráticas, seja para o aprofundamento ainda maior dessa barbárie que insiste em destituir a nossa dignidade. Diante do sério risco de golpe que nos espreita, é nossa responsabilidade sustentar uma posição em defesa da vida, da liberdade e do Estado democrático de direito. Isso requer, também, o enfrentamento de toda e qualquer atitude racista. 
Apesar desse cenário de ventos indefinidos, atrocidades se misturam a boas notícias que renovam esperanças, como a da expulsão por racismo do então doutorando em Filosofia pela UFRGS – Álvaro Körbes Hauschild. Essa é uma decisão inédita que responde de forma assertiva ao clamor de boa parte da comunidade acadêmica, demonstrando-nos que não podemos assistir passivamente, como numa espécie de cumplicidade cínica, qualquer ato de racismo. Como aponta o nosso colega Edson de Sousa, em seu último livro Furos no Futuro: psicanálise e utopia, a função de testemunha é como uma fresta que pode reativar a força da vida, lá onde ela foi silenciada. Portanto, não se pode silenciar diante da tirania racista que insiste em destruir as possibilidades de pensarmos num mundo melhor.
O ex-aluno partilhou seu racismo em ambiente virtual, quando ao transbordar o seu ódio e sua ignorância, tentava dissuadir uma colega branca a se relacionar com seu namorado negro. Evidentemente, é uma notícia ao mesmo tempo triste, uma vez que mostra não só a falência dos ideais humanísticos como um todo, mas também no seio da própria Universidade. Álvaro foi aluno da UFRGS desde 2013, tendo cursado graduação, mestrado e parte do doutorado.
Haja vista que a implementação do sistema de cotas se dá em 2008, essa expulsão não deixa de assinalar o que escutamos em nossos consultórios por parte de alunos negros e negras: as cotas, embora fundamentais no processo, não cessam com o ciclo de violência a qual os jovens negros estão expostos. Estamos diante de uma situação análoga à promovida pela Lei Áurea, quer dizer, o anúncio dos direitos sem a garantia de acesso aos mesmos. A presença das cotas é a condição de ingresso, não de permanência. É imprescindível que a comunidade universitária – ou qualquer outra instituição que trabalhe na direção de políticas afirmativas de inclusão – preveja a revisão histórica e subjetiva da branquitude.
Há poucos meses, em entrevista no podcast de Mano Brown, Suely Carneiro fazia referência ao texto do historiador gaúcho Tau Golin: “Os cotistas desagradecidos”. Golin, um homem branco, relembra quais foram as condições de acesso de alemães e italianos no estado. Para esses não houve começo do zero. 
A expulsão do aluno foi um Ato que além de assumir uma posição de não compactuar com o horror do racismo, resgata a nossa humanidade e renova as nossas esperanças de viver num país menos racista e preconceituoso. Talvez, isso ajude a muitos que assistem calados na condição de espectadores emudecidos a saírem da apatia e sustentarem a sua voz para colocar um basta nisso. 
Apesar de reconhecermos a extrema importância dessa decisão da universidade, temos muito trabalho pela frente, pois como observou Dodô Azevedo, em artigo publicado na folha, em 29 de julho de 2022, “Nunca existiu Estado de Direito de fato para negros no Brasil”. O autor, ao comentar o manifesto publicado pelos alunos da faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP): “Cartas às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado democrático de direito!”, que já consta com centenas de milhares de assinaturas, propõe a seguinte ideia: “Que tal uma carta em defesa do Estado democrático de direito para o povo preto? Ora, por que se faz necessária essa indagação”? Certo que nos últimos anos a democracia, as instituições e o Estado de direito estão em risco, mas, os pretos estão ameaçados há séculos neste país. Assim, não caberia neste artigo expor os diversos dados que justificam essa verdade vergonhosa, apenas alguns detalhes: 7 a cada 10 mais pobres no Brasil são negros, a cada três presos 2 são negros, 8 a cada 10 pessoas mortas pela polícia são de pele preta….
No entanto, o primeiro dado lançado por Azevedo no artigo aponta que a renda de 33 milhões de mulheres negras é superada por apenas 705 mil homens brancos. Se lembrarmos que a esmagadora maioria das mães solo e/ou chefe de família é negra, por si só, esse dado já justificaria toda e qualquer política pública e marcos regulatórios em âmbito privado que garantisse ações afirmativas. 
Contudo, é preciso ir além. No último final de semana de julho, o casal de artistas Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso perceberam mais uma vez que apenas seu dinheiro e posição social não são suficientes para a proteção de seus filhos adotivos – duas crianças negras retintas. A adoção dessas crianças por parte do casal perde o tom de bom mocismo quando a mãe, Giovanna, parte para cima de uma agressora racista em Portugal. Depois do episódio, em entrevista, Giovanna compreende a importância de seu papel como mulher branca no antirracismo ativo, mas reconhece que é sua condição de branquitude que a possibilita de ser escutada sem ser tachada de louca ou irracional, como tantas mães pretas. Mulheres que vêm desistido da maternidade, inclusive, por não suportarem a ideia de colocar no mundo mais uma criança negra.
Enfrentar, combater e não tolerar o racismo é responsabilidade, intransferível, de cada um que acredita na luta por um mundo mais justo.
Priscilla Machado de Souza é Psicanalista, membro da APPOA e do Instituto APPOA. Mestre em Psicanálise: Clínica e Cultura (UFRGS). Autora dos livros: A função po-ética na psicanálise: sobre o estilo nas psicoses (Criação Humana, 2018) e do Infantojuvenil: História da menina poesia (Giostri, 2020).
Norton Cezar Dal Follo da Rosa Jr é Psicanalista, membro da APPOA e do Instituto APPOA, doutor em Psicologia Social e Institucional – UFRGS, autor dos seguintes livros Perversões: o desejo do analista em questão. Curitiba: Editora Appris, 2019; Ensaio sobre as pedofilias. São Paulo: Editora Escuta, 2021.
As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21.

source