Títi e Bless – ESHOJE – ES Hoje

Compartilhe
Os recentes atos de racismo sofridos pelos filhos do casal Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso em uma praia nos arredores de Lisboa repercutiram bastante tanto lá quanto aqui. A sociedade portuguesa e o Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, repudiaram publicamente o comportamento racista e xenófobo da mulher portuguesa responsável pelas ofensas e agressões. Como se não bastasse agredir as crianças, um grupo formado por quinze pessoas de uma mesma família angolana, em férias, também foram alvos dos crimes de racismo e xenofobia.
Durante a última visita do Presidente de Portugal ao Brasil para celebrar os 200 anos da independência da ex-colônia, o Presidente Marcelo Rebelo não foi recebido pelo Presidente Jair Bolsonaro para um jantar diplomático organizado pelo Itamaraty, pelo fato do ilustre visitante ter se encontrado previamente com os últimos três ex-presidentes do Brasil, Lula, Temer e Fernando Henrique Cardoso.
Apesar de mais uma demonstração de arrogância e desrespeito do Presidente do Brasil para com Presidentes de países estrangeiros, não é este o tema do artigo que proponho compartilhar com os leitores de ES Hoje. Temos acompanhado em tempo real, a escalada da discriminação de pessoas e o aumento do preconceito com relação ao gênero, origem, religião e outras preferencias individuais, em todos os cantos do mundo. Tendo o Brasil registrado, nos últimos anos, índices crescentes de ocorrências violentas e fatais.
Esse estado de violência e intolerância contra tudo que não for à sua semelhança ou recortes de afinidades, tem provocado diferentes reflexões e inquietações em setores importantes da sociedade brasileira. Afinal, não estamos falando de algo recente, transitório ou conjuntural, trazido de fora. Trata-se de um fenômeno estrutural presente desde a chegada dos navegantes estrangeiros às terras brasileiras e a adoção sistemática da narrativa contada sob a ótica dos vitoriosos em detrimento dos derrotados e subjugados.
Há cinco séculos tem sido esse o método de ressignificação da existência dos povos naturais do Brasil, da supremacia branca sobre os povos negros originários do continente africano, da participação das mulheres no ambiente corporativo e político, da hegemonia religiosa cristã sobre as doutrinas de origem africana ou oriental, da priorização de políticas públicas para o morador do asfalto em detrimento daqueles que moram em comunidades nos morros e favelas; enfim, do surgimento de uma classe social predominante, com direitos e oportunidades, enquanto as outras, lhes cabem a exclusão e a responsabilização por tudo de ruim ou negativo gerado na esteira da interação entre estes dois mundos.
Não é possível que tenhamos perdido a vontade de nos rebelarmos diante de tanta maldade e preconceitos; não é admissível que continuemos assistindo todos os dias o avanço da violência contra pessoas pretas, pobres e moradoras de periferias, em sua maioria, mulheres e crianças. Não basta apenas que não sejamos racistas, precisamos ser antirracistas! Precisamos nos indignar perante o retrocesso civilizatório em que nos encontramos. Precisamos nos reconectar, com nós mesmos, com os outros e com DEUS!

Com ESHoje você fica atualizado com as principais notícias do Espírito Santo, Brasil e do mundo, a qualquer hora e em qualquer lugar.

Política de privacidade ESHOJE
Diretor Geral
Carlos Roberto Coutinho
[email protected]

Diretora Administrativa
Bianca Coutinho
[email protected]

Diretora de Redação/Editora
Danieleh Coutinho – MTB/ES 2694-JP
[email protected]

source

0 replies

Leave a Reply

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.