Varíola dos macacos atinge Europa e Américas mais duramente, diz OMS – XINHUA Português


Doses da vacina contra a varíola dos macacos são retratadas em Chicago, Estados Unidos, no dia 25 de julho de 2022. (Foto por Vincent Johnson/Xinhua)
Genebra, 27 jul (Xinhua) — A Europa e as Américas foram as mais afetadas pelo surto de varíola dos macacos, disse o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, a jornalistas nesta quarta-feira.
Essas duas regiões relataram 95 por cento dos casos diagnosticados, disse ele, alertando contra o estigma e a discriminação nas mensagens de varíola dos macacos.
Mais de 18.000 casos de varíola dos macacos foram relatados à OMS em 78 países. Mais de 70 por cento destes vieram da região europeia e 25 por cento das Américas, disse ele.
Ele disse que 98 por cento dos casos relatados ocorreram entre homens que se relacionam sexualmente entre si, enfatizando que o estigma e a discriminação podem ser “tão perigosos quanto qualquer vírus e podem alimentar o surto”.
“Como vimos com a desinformação de COVID-19”, ela pode se espalhar rapidamente on-line, disse ele, “então pedimos às plataformas de mídia social, empresas de tecnologia e organizações de notícias que trabalhem conosco para prevenir e combater informações prejudiciais”.

Foto tirada em Bruxelas, Bélgica, no dia 24 de maio de 2021, mostra a transmissão ao vivo da 74ª Assembleia Mundial da Saúde realizada na sede da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra, Suíça. (Xinhua/Zheng Huansong)
No sábado passado, a OMS declarou oficialmente a varíola dos macacos uma emergência de saúde pública de interesse internacional (PHEIC). Um PHEIC é o maior nível de alerta que o órgão de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) pode declarar.
A OMS tem pedido aos países que levem a sério o surto de varíola dos macacos, tomando as medidas necessárias para interromper a transmissão e proteger os grupos vulneráveis. “A melhor maneira de fazer isso é reduzir o risco de exposição e fazer escolhas seguras”, disse ele.
“Para homens homoafetivos, isso inclui, no momento, reduzir o número de parceiros sexuais, reconsiderar relações sexuais com novos parceiros e trocar detalhes de contato com novos parceiros para permitir o acompanhamento, se necessário”.
Enquanto isso, o Canadá, a União Europeia e os EUA já aprovaram a vacina chamada MVA-BN (Modified Vaccinia Ankara — Bavarian Nordic) para uso contra a varíola dos macacos, e duas outras vacinas também estão sendo avaliadas. No entanto, devido à falta de dados sobre a eficácia e dosagem das vacinas, a OMS atualmente não recomenda a vacinação em massa contra a varíola dos macacos. Também pede que todos os países que estão administrando essas vacinas coletem e compartilhem dados críticos sobre sua eficácia.

Profissionais de saúde atendem pessoas que esperam para serem vacinadas em um local de vacinação contra varíola em Nova York, Estados Unidos, no dia 14 de julho de 2022. (Foto por Michael Nagle/Xinhua)
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