Há 8 mil anos, os indígenas já habitavam a Amazônia – Combate Racismo Ambiental

E hoje ainda são mortos na defesa de suas florestas. É essa história que Eduardo Góes Neves conta no livro “Sob os tempos do Equinócio”
Por Leila Kiyomura, no Jornal da USP
Apesar de o mundo olhar com apreensão e interesse para o Brasil graças à Amazônia, a história milenar e a importância da floresta para a preservação da vida do planeta ainda são desconhecidas. Em plena crise ambiental e social – em que os povos indígenas, na tentativa de salvar a floresta, estão sendo ameaçados e em que a comunidade internacional protesta contra o recente assassinato do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista brasileiro Bruno Pereira –, a história da Amazônia é contada em detalhes no livro Sob os Tempos do Equinócio – Oito Mil Anos de História na Amazônia Central, do arqueólogo e professor da USP Eduardo Góes Neves.
Publicada pela Editora da USP (Edusp) e Ubu Editora, a obra é resultado de mais de três décadas de pesquisas arqueológicas na região amazônica feitas por Neves e sua equipe do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP. “A história deste lugar chamado Brasil começa em 22 de abril de 1500. No entanto, numa estimativa conservadora, os ancestrais dos povos indígenas vivem aqui há mais de 12 mil anos”, escreve Neves na introdução. “Este livro busca contar uma parte dessa história, apresentando uma síntese do que se sabe dos 8 mil anos de ocupação indígena da Amazônia Central. Buscarei ainda desdobrar a discussão para outros contextos da arqueologia das terras baixas da América do Sul.”
Com uma linguagem clara e objetiva, o professor leva os leitores e leitoras para os lugares que pesquisou. O texto flui na expectativa de ser de interesse não só para os especialistas e estudiosos da arqueologia, mas para todos que acompanham a história dos povos indígenas e a luta pela preservação da Amazônia.
“De fato, a situação atual na Amazônia é trágica. Durante todo o período em que pesquisei e trabalhei na região, nunca vi um estado de coisas como este”, relata Neves, em entrevista ao Jornal da USP.  “Espero que o livro mostre para o público um pouco da riqueza e da beleza da história antiga dos povos indígenas que vivem há milhares de anos na Amazônia e em todo o Brasil. Uso o termo ‘história antiga’ porque considero ‘pré-história’ um conceito anacrônico para nós, na América Latina. Vivemos em uma época na qual, infelizmente, o negacionismo científico tem prosperado, inclusive com apoio de autoridades. Minha esperança é que o livro funcione como um antídoto.”
“Os povos indígenas que ocuparam a Amazônia modificaram a natureza, criando áreas de solos férteis e modificando a concentração de espécies de árvores”
“A arqueologia nos mostra que os povos indígenas que ocuparam a Amazônia e outros lugares do Brasil modificaram profundamente a natureza, criando, por exemplo, áreas de solos férteis, conhecidos como terras pretas, ou modificando a concentração de espécies de árvores. A Amazônia é berço de uma imensa agrobiodiversidade, resultante das práticas de cultivo dos povos indígenas”, afirma  Neves. “No presente, são os povos indígenas que têm resistido, pagando às vezes com suas vidas os ataques que a floresta tem sofrido. Basta olhar um mapa do avanço do desmatamento na Amazônia para verificar que muitas das áreas de floresta que ainda permanecem são terras indígenas.”
O professor ressalta: “As florestas brasileiras não existiriam como são se não fosse pela contribuição intelectual sofisticada de seus habitantes milenares. Por outro lado, sabemos como o desmatamento da Amazônia tem causado impacto profundo no ciclo de chuvas do Sudeste do País, comprometendo inclusive o futuro do próprio agronegócio. Vivemos em uma profunda crise climática e ambiental. Nosso papel na Universidade é continuar mostrando os sinais dessa crise, cada vez mais inequívocos, e também apontar caminhos para superá-la.”
O livro reproduz a tese de livre-docência defendida por Neves na USP em 2013. Apresenta objetivos distintos, porém relacionados. O primeiro deles é trazer, com detalhes, a reconstituição histórica da ocupação humana da Amazônia Central. Uma pesquisa que investiga acontecimentos de 10 mil anos atrás, até os primeiros momentos da colonização europeia, no século 16. O segundo objetivo é utilizar os dados e hipóteses da Amazônia Central para discutir temas semelhantes presentes em outros contextos da arqueologia das terras baixas da América do Sul. “A premissa, nesse caso, é que o potencial e as limitações da arqueologia da Amazônia Central não são exclusivos dessa área, mas têm  uma relevância que vai além do contexto regional.” O terceiro objetivo é contribuir para o debate teórico e metodológico da arqueologia brasileira.
“A Amazônia é berço de uma imensa agrobiodiversidade, resultante das práticas de cultivo dos povos indígenas”
As 224 páginas do livro propiciam a reflexão, o pensamento crítico e o questionamento sobre o Brasil, a Amazônia, a arqueologia e a história que nos foi contada. Eduardo Góes Neves assinala:
“É comum que se pense que a arqueologia estuda o passado, mas essa ideia é incorreta. A arqueologia estuda fenômenos do presente e outros tipos de registros que viajaram pelo tempo, às vezes por milhões de anos, até os dias de hoje. Essa não é apenas uma distinção semântica. Ela define de saída quais são as possibilidades e limitações que a arqueologia oferece para o conhecimento do passado. O passado é um país estrangeiro, um território estranho, ao qual jamais poderemos retornar”.
O leitor e a leitora podem começar a explorar Sob os Tempos do Equinócio: Oito mil Anos de História na Amazônia Central pelas orelhas do livro. O texto é da jornalista gaúcha Eliane Brum, também moradora da floresta, em Altamira, no Pará, um dos municípios com grave índice de desmatamento, segundo levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Brum escreve com a lucidez e coragem de sempre:
“O Brasil é a periferia da Amazônia – isso os menos estúpidos entre os humanos já perceberam. Não fosse por abarcar em seu território 60% da maior floresta tropical do mundo, insubstituível no enfrentamento do colapso climático, o Brasil atual seria apenas um país marcado por brutal desigualdade, racista até a medula e, com frequência exasperante, às voltas com a ameaça de um golpe capitaneada por algumas das mentes mais medíocres produzidas nos trópicos”.

Sob os Tempos do Equinócio: Oito mil Anos de História na Amazônia Central, de Eduardo Góes Neves, Editora da USP (Edusp) e Ubu Editora, 224 páginas, R$ 70,00.
Escavação de montículo funerário da cultura paredão – Foto: Val Moraes




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Pilotos e dirigentes da Fórmula 1 lançam campanha contra discriminação no esporte – Tribuna de Petrópolis

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A Fórmula 1 lançou a campanha “Drive It Out” neste sábado para pedir o fim de agressões, assédios e discriminações no esporte. Com enfoque nas redes sociais, um vídeo com participação dos 20 pilotos titulares circulou pelos canais oficiais da organização no início do dia. Stefano Domenicali, presidente da Fórmula 1, e Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, também estão presentes na campanha.
Em português, o termo “Drive It Out”, título da campanha, significa “expulse-o”, direcionado a casos de racismo e homofobia também nas arquibancadas dos autódromos, o que aconteceu recentemente nesta temporada.
“Fórmula 1 é sobre competição e rivalidade, mas também respeito. Respeito como competidores, respeito pelos nossos fãs, respeito por toda a família da Fórmula 1. Abusos de qualquer tipo não são bem-vindos online ou em nenhum lugar na F1”, diz a mensagem do vídeo.
“Estamos unidos e pedimos a todos que se juntem a nós para banir a discrimição do esporte e da sociedade. Temos o dever de dizer “chega”. Esses que se escondem atrás das redes sociais com comportamentos abusivos e desrespeitosos não são nossos fãs. Se você não pode ser respeitoso, não faça parte do nosso esporte”, completam os representantes.
A iniciativa da Fórmula 1 também encoraja os fãs a reportarem e denunciarem incidentes abusivos e com linguagem discriminatória feitos nas redes sociais. A publicação mostra o passo a passo para repostar e bloquear usuários que tenham esse tipo de comportamento.
O GP da Áustria, no começo do mês de julho, foi marcado por casos de assédio, além de relatos de racismo e homofobia. Os vídeos com as agressões circularam pelas redes sociais e a organização do evento repudiou os atos dizendo que tratam-se de um “comportamento inaceitável”. Neste sábado, uma suposta agressão de um segurança no GP da Hungria a um fotógrafo credenciado tem sido denunciada nas redes sociais.

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Jornalista Renata Cristiane fala sobre racismo sofrido na Região dos Lagos; casos recentes assustam – Portal Multiplix

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Os recentes casos de discriminação racial em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, vêm chamando a atenção para a prática de um crime que vem crescendo nos últimos anos. Os de ataques racistas que ganharam repercussão na mídia. Um dos mais recentes foi contra a jornalista Renata Cristiane em cartazes afixados em pontos de ônibus. A Multiplix conversou com ela e outras pessoas que já passaram ou presenciaram este tipo de preconceito. Veja na reportagem de Vinicius Pereira e Carlos Henrique Ferreira!
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Teresópolis realiza evento contra a discriminação – Portal Terê

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NOTÍCIAS
DE TERESÓPOLIS


 

Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha em Teresópolis - Foto: AsCom PMT
Teresópolis, 26/07/2022 – O Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher de Teresópolis (CMDDM) realizou na segunda-feira, 25/07, no auditório da da OAB – Teresópolis, um evento para a classe feminina em celebração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho e que neste ano, completa 30 anos.
Mulheres que atuam em diferentes áreas profissionais palestraram sobre o assunto. O encontro teve como objetivo ser um espaço de debate e reflexão acerca dos estigmas, as dificuldades e o racismo que ainda existe contra as mulheres negras no Brasil.
Durante a roda de conversa, várias mulheres deram depoimentos relatando casos e histórias que já vivenciaram por serem negras e sobre o racismo estrutural que ainda acontece nos empregos e destaques sociais. Também trataram de questões específicas, como o preconceito e a situação de inferioridade que se encontram em relação às mulheres brancas.
O Dia Internacional da Mulher Negra Latina e Caribenha é celebrado desde 1992, e faz homenagem a resistência e luta das mulheres negras por igualdade, respeito e reconhecimento. A data simboliza a representatividade histórica das mulheres negras em defesa de seus direitos e contra a opressão de gênero, a exploração e o racismo.
Marcella Lopes, psicóloga e especialista em promoção da Saúde / Desenvolvimento Social relatou sobre a história política das mulheres negras. “Nós mulheres negras nos fazemos fortes com a nossa presença, buscando sempre a igualdade, o respeito, a cidadania e a inclusão social. São 30 anos de muitas conquistas, mas ainda há muitos desafios para vencermos.” Ao final do evento, o público feminino contou ainda com um coffee break de confraternização.
Portal Terê com informações da AsCom PMT
 


 

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Azar de ser filipino | Opinião | PÚBLICO – Público

Em Macau nunca se tinha ido tão longe apontando o dedo a uma categoria de pessoas de uma nacionalidade. Ontem foram os vietnamitas e os birmaneses. Hoje são os filipinos. Amanhã serão os portugueses, com feições mais ou menos europeias, e depois todos os restantes. Podiam ser negros, gays, judeus. Calhou serem filipinos e haver alguns que gostam de confraternizar no exílio.
Há dias, em Genebra, nas audições sobre a aplicação em Macau do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (PIDCP), que tiveram lugar no Comité dos Direitos Humanos da ONU, entre 12 e 15 de Julho, o japonês Shuichi Furuy quis saber se as medidas adoptadas pelo Governo de Macau, na sequência do mais recente surto de covid-19, eram “compatíveis com os direitos garantidos pela Lei Básica e pelo PIDCP”, afirmando que, se a aplicação efectiva dessas medidas restritivas for compatível com o pacto, então deviam ser decididas de acordo com a sua “necessidade e proporcionalidade”. Para o inquiridor da ONU, a imposição de restrições severas infringia os direitos garantidos pelo PDICP, pelo que aconselhou Macau a evitar a imposição de “restrições desnecessárias e desproporcionais”.
A tudo o que foi perguntado, os representantes de Macau, liderados pelo secretário para a Administração e Justiça, tentaram dar resposta, embora em muitos casos esta fugisse gritantemente da realidade e da verdade dos factos.
Bastaria que aquelas audições tivessem tido lugar hoje, ou que o Governo da RAEM fosse mais lesto a aprovar as medidas ontem anunciadas, e haveria certamente mais para discutir e esclarecer em Genebra.
Refiro-me à imposição da obrigatoriedade aos cidadãos filipinos de Macau de serem sujeitos a dois testes diários de despistagem da covid-19, sine die, um antigénio a realizar antes de saírem de casa e o outro de ácido nucleico, vulgo PCR, numa das estações de colheita dos SSM.
Esclareça-se, a bem da verdade, que já há algum tempo haviam sido definidos grupos e zonas de risco. Porém, ainda não se havia ido tão longe apontando o dedo especificamente a uma categoria de pessoas de uma nacionalidade, já que é disto que se trata.
O Consulado-Geral das Filipinas emitiu um comunicado pedindo à sua comunidade de mais de 30.000 pessoas para se sujeitar a essa medida sem levantar ondas. Numa nota publicada no Facebook, pediu aos seus nacionais para que não olhem para a medida como um assunto de natureza política, mas antes como uma questão de saúde pública inserida nos esforços do Governo de Macau para alcançar a meta da “tolerância zero dinâmica”.
Não quero aqui discutir a irracionalidade da referida meta e os prejuízos que têm vindo a causar ao bem-estar dos residentes e à sua economia há quase dois anos e meio, nem as múltiplas nuances linguísticas de que os spin doctors da propaganda nacionalista se servem para enganar tolos, ignorantes e os idiotas úteis ao seu serviço nalguma comunicação social mais subserviente, nas redes sociais ou em Portugal.
Aparentemente, de acordo com a explicação dada na conferência de imprensa, as pessoas de nacionalidade filipina, incluindo os residentes de Macau portadores de passaporte filipino, correspondem, na primeira e única vaga registada digna desse nome em mais de dois anos, a 171 casos, cerca de 9,5% dos 1795 casos positivos registados. E são objecto desta medida porque “nesta comunidade tende-se a verificar mais contactos e encontros entre amigos, pelo que devemos encontrar as possíveis fontes de infecção por meio de inspecções de alta frequência”. A médica que o disse, poderá parecer anedota mas é a profissão com que é apresentada, excluiu que houvesse discriminação, referindo que anteriormente haviam sido aplicadas medidas semelhantes a birmaneses e vietnamitas, o que, sendo verdade, só serve para aumentar as preocupações de todos, residentes e comunidade internacional.
No entanto, as diatribes contra estrangeiros, para não lhe chamar perseguição, em especial contra os trabalhadores não-residentes (“blue cards”) filipinos, não é nova entre os patriotas ao serviço do princípio “um país, dois sistemas”, constituindo antes um padrão de actuação.
Na verdade, em Outubro de 2017, numa altura em que Macau se posicionava como uma das regiões mais ricas do mundo e os casinos batiam todos os recordes de receitas, levando os filipinos das empresas de segurança a correrem de um casino para outro para recolherem os milhares de milhões de dólares que entravam nas mesas do jogo, o então secretário para os Transportes, que é o mesmo de hoje, avançou com uma proposta para introduzir preços diferentes nas viagens de autocarro para trabalhadores não-residentes e residentes, esclarecendo na altura que a motivação não era de ordem económica. Ora, a maioria dos trabalhadores filipinos são empregadas domésticas, não havendo um salário mínimo obrigatório. As trabalhadoras domésticas recebem em regra um valor mensal que oscila entre as 3500 e as 4500 patacas, quando a média dos salários é de mais de 15.000 patacas, sendo a dos residentes de cerca de 18.000 (1906 euros), conforme referia um despacho da Lusa (3/10/2017). Face aos protestos de muitos residentes, o Governo acabou por recuar quanto a essa medida.
Depois, em 2018, o actual representante de Macau em Lisboa, Dr. Alexis Tam, ao tempo responsável pela Saúde e Assuntos Sociais do anterior Governo, na sequência de uma proposta dos Serviços de Saúde que aumentava em 9 (nove) vezes as taxas de parto das trabalhadoras não-residentes, certamente para evitar que parissem no local de trabalho, esclareceu que iria apresentar uma nova proposta para “apenas” triplicar essas taxas. O que fez.
Já com o actual chefe do executivo foi apresentada, na Assembleia Legislativa, uma proposta para limitar a importação de trabalhadores não-residentes, em resultado das pressões dos patriotas chineses, a qual um ano depois se revelou destituída de sentido. De tal forma que os mesmos deputados que a defenderam vieram queixar-se de que, afinal, as trabalhadoras domésticas chinesas queriam receber o dobro das filipinas e que era melhor autorizar de novo a entrada destas, o que lhes valeu uma reprimenda pública de Ho Iat Seng.
A medida agora concretizada, como outras aprovadas durante a pandemia, é a minha leitura desde 2017, insere-se, pois, num conjunto de iniciativas de natureza política e cariz patriótico que visa afastar da RAEM os estrangeiros, tornando-lhes a vida cada vez mais difícil e desconfortável para assim os obrigarem a partir. Seguro é que medida idêntica não foi aplicada aos outros 90% – de que nacionalidade, pergunta-se? – que testaram positivo nesta vaga.
Esta decisão é mais uma violação rasteira da Declaração Conjunta Luso-Chinesa e da Lei Básica, chegando ao ponto de mesmo em relação a residentes da RAEM, incluindo os residentes permanentes de Macau de passaporte filipino, e não apenas trabalhadores “blue card”, discriminar com base na nacionalidade, sendo que entre os residentes também há cônjuges, companheiras e mães de nacionais portugueses.
O artigo 25.º da Lei Básica dispõe que “os residentes de Macau são iguais perante a lei, sem discriminação em razão da nacionalidade, ascendência, raça, sexo, língua, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução e situação económica ou condição social”. Também o PIDCP, que está em vigor, é de aplicação imediata, não foi objecto de reservas por parte da China e não depende de actos legislativos locais para ser exequível, proíbe a discriminação com base na nacionalidade.
Mas é esta, e isto é muito grave, que efectivamente está em causa e é assumido pelo Governo de Macau. Depois da imposição de um estado policial, em que o Estado de direito é uma sombra do que foi, em que são polícias e burocratas que decidem e interpretam a lei condicionando quem tem de aplicá-la, é hoje normal a existência de dois pesos e duas medidas, como há dias se viu com a instauração de processos-crime a quem fumava sozinho à porta de casa (condenação a cinco meses de prisão e 10.000 patacas de multa) ou a quem circulasse sozinho sem máscara, para momentaneamente se aliviar do suor intenso provocado pelas altas temperaturas e a humidade, ao mesmo tempo que oito polícias eram filmados a confraternizar e a fumar sem máscara e sem que nada lhes acontecesse com a desculpa de que aquele era um espaço de convívio há muito utilizado para esse efeito.
De Portugal, do rei das selfies, do vidente de Boliqueime, dos excursionistas da AR, actuais e anteriores, do primeiro-ministro ou do actual MNE não se ouve uma palavra. De André Ventura e da sua trupe também não se espera nada, atento o modo como olham para os estrangeiros.
Não sei se esta medida é mais uma das destinadas a restituir “à grande Estupidez a dignidade”, como escreveu Melo Franco, citado por Jorge de Sena, n’O Reino da Estupidez. Todavia, após a ideia peregrina de integrar os macaenses no grupo das minorias étnicas da China, aqui nunca se tinha chegado tão longe com tanta displicência. Ontem foram os vietnamitas e os birmaneses. Hoje são os filipinos. Amanhã serão os portugueses, com feições mais ou menos europeias, e depois todos os restantes. Podiam ser negros, gays, judeus. Calhou serem filipinos e haver alguns que gostam de confraternizar no exílio.
Advogado e professor da Universidade de S. José. Co-autor e autor dos blogues Delito de Opinião e Visto de Macau
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Primeiro-ministro da Hungria contesta acusações de racismo – Aventuras na História

Viktor Orban afirmou que foi mal interpretado após condenar a mistura entre europeus e não europeus. Entenda!
Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 28/07/2022, às 15h32
Um discurso realizado no último final de semana por Viktor Orban, primeiro-ministro da Hungria, atraiu uma chuva de críticas por ser considerado de teor racista. Nesta quinta-feira, 28, todavia, o político procurou esclarecer a situação. 
O premiê, que é conhecido por expressar posicionamentos nacionalistas e contrários à imigração, fez declarações recentes em que condenava a mistura de povos europeus e não europeus dentro de um mesmo país.
Segundo o discurso de Orban, essa situação faria com que o país não pudesse mais ser considerado uma “nação”, e sim um “conglomerado de povos”. “Não queremos ser uma raça mista”, disse ele na ocasião, ainda de acordo com a agência de notícias. 
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É relevante mencionar que suas falas ocorreram durante um evento para uma comunidade húngara localizada na Romênia. 
O episódio acabou gerando a renúncia de uma assessora do primeiro-ministro. Zsuzsa Hegedus, que possui origem judia, sendo filha de dois sobreviventes do Holocausto, descreveu as declarações de Orban como “um puro texto nazista digno de Goebbels“, fazendo referência ao Ministro da Propaganda durante a Alemanha de Hitler
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Brasileira diz ter sido alvo de xenofobia em corrida de Uber em Portugal – Folha

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O último dia das férias da comunicadora Barbara Thomaz, 37, em Portugal foi marcado por um episódio de humilhação e violência que transformou —para pior— a reta final da viagem. Ela conta que foi xingada em um ataque xenofóbico de um motorista da Uber.
O relato engrossa um número crescente de queixas do tipo. A questão foi reconhecida pela ministra de Assuntos Parlamentares de Portugal, Ana Catarina Mendes, em entrevista recente à Folha.
Barbara conta que na madrugada de quinta-feira (28) pediu, com duas amigas também brasileiras, um carro por aplicativo depois de um jantar em Lisboa. O motorista logo passou a dirigir em alta velocidade e de forma imprudente, fazendo curvas bruscas e ignorando semáforos vermelhos —a ponto de, segundo ela, não permitir que as passageiras afivelassem o cinto de segurança, travado com o movimento.
Ainda de acordo com o relato, feito também nas redes sociais, a comunicadora e as amigas pediram ao motorista para que diminuísse a velocidade, mas foram ignoradas, o que as deixou aparavoradas, “se sentindo em uma roleta russa”.
Diante da insistência, “ele brecou repentinamente numa avenida completamente deserta e, aos berros, bradou: ‘aqui não é o Brasil, voltem para aquela merda de país’“, conta Barbara. Depois de xingar as passageiras, o motorista chegou a sair do veículo e abrir uma das portas, para tentar arrancá-las à força. “Eu saí pelo outro lado e fui puxando minhas amigas, porque ele estava descontrolado e agressivo.”
Segundo ela, por sorte um táxi estava passando do outro lado da avenida —e as três, nervosas, praticamente se jogaram na frente do veículo, para chamar a atenção e conseguir embarcar. “Passei o dia chorando. O último dia da viagem virou o enterro da minha alegria. Estamos vivas, mas definitivamente não estamos bem. Nossa nacionalidade, gênero e segurança foram atacados“, escreveu a comunicadora.
De volta ao Brasil, ela tenta agora denunciar o motorista, mas alega que ainda não recebeu da Uber os dados completos dele —sem os quais, diz, não consegue abrir um boletim de ocorrência.
Procurada, a Uber Portugal afirmou em nota que não tolera qualquer forma de discriminação. “Sempre que temos conhecimento, através do aplicativo, de situações como a indicada, o usuário e o motorista são contatados com o objetivo de tomar as medidas adequadas, que podem passar pela remoção do acesso do motorista.” A empresa informou ainda ter criado, no app, canais de denúncia contra casos de discriminação ou racismo.
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Diante da repercussão do caso, Barbara conta ter sido contatada pela Uber do Brasil, que prometeu ajudar nas investigações. A equipe, porém, ainda não informou que medidas serão tomadas.
A comunicadora afirma que foi a primeira vez que se sentiu tão humilhada em uma viagem. Dias antes, também em Portugal, onde havia chegado no dia 21 de julho, passou por outro momento constrangedor ao ouvir, em conversa com um português, a sugestão para virar prostituta, em um tom supostamente de brincadeira.
Os relatos de xenofobia contra brasileiros em Portugal acompanham o crescente interesse pelo país europeu. Em 2021, atingiu-se o recorde de 209.072 brasileiros residindo legalmente no país —mas a cifra não inclui quem tem dupla cidadania nem os que estão em situação irregular.
Diante da escassez de mão de obra no país, sobretudo nos setores de turismo e serviços, o Parlamento português aprovou na semana passada um programa que amplia e facilita a concessão de vistos de trabalho a cidadãos dos países da CPLP (Comunidades dos Países de Língua Portuguesa), incluindo brasileiros. Nesta sexta (29), o presidente Marcelo Rebelo de Sousa prometeu rapidez para sancionar as mudanças na lei de Estrangeiros.
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GNR de Beja comemora Dia dos Avós apelando à não discriminação das pessoas idosas! – Rádio Campanário

30 Jul. 2022 Regional

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28 Jul. 2022 Revista de Imprensa

12 maio 2018 Boletim Informativo

Comemora-se hoje, dia 26 de julho, o Dia dos Avós,  tendo sido esta data escolhida por referência à comemoração do dia de Santa Ana e São Joaquim, que, segundo a tradição da igreja católica  seriam pais de Maria e portanto avós de Jesus Cristo.
Esta é uma data especial que junta gerações diferentes em volta de um sentimento comum: o Amor.
A GNR de Beja, fez questão de assinalar a data e através da Seção de Policiamento Comunitário do Destacamento Territorial de Moura realizou uma ação de sensibilização na localidade de Santo Amador.
Conforme avançou a GNR na sua página oficial de facebook, esta acção  teve como intuito de consciencializar a população para a não discriminação das pessoas idosas para a construção de um mundo mais justo e igualitário.
Fonte/Foto: GNR de Beja
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Boca pede à torcida que não cometa racismo no reencontro com o Corinthians – globoesporte.com

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Destino de Zaquieu leva Filó às lágrimas e discute xenofobia em "Pantanal" – Yahoo Vida e Estilo

Em uma cena forte de “Pantanal”, Zaquieu (Silvero Pereira) levou Filó às lágrimas ao contar sobre seu passado e as dificuldades financeiras e culturais que encontrou como filho de uma mulher pobre e nordestina no Rio de Janeiro. O personagem, que trabalhou grande parte da vida para Mariana (Selma Egrei), contou que nasceu em uma dependência de empregada e teve uma infância difícil.
“A minha mãe me pariu em dependência de empregada. Quando a bolsa estourou os patrões tinham saído pra jantar. Depois fui criado no chiqueirinho da lavanderia. O patrão dela me amava, me colocava no colo, contava histórias. E quando a patroa não estava em casa, ele passava o dia brincando comigo. Até o dia que a esposa dele me viu chamando ele de pai”, contou Zaquieu. Chocada, Filó perguntou o que aconteceu, e o ex-mordomo disparou:
“O que acontece quando uma mulher pobre nordestina incomoda a patroa? Ela foi mandada para o olho da rua, sem eira nem beira, difamada pelos quatro cantos do RJ e não conseguiu mais emprego. Fomos pulando de casa em casa, até que ela não aguentou mais e foi embora para a terrinha dela. Ela não conseguiu me levar, e me deixou aos cuidados da última patroa. E aqui estamos novamente”, contou ele, em meio às lágrimas.
“O que acontece quando uma mulher pobre nordestina incomoda a patroa?”

Essa cena do Zaquieu contando a sua história pra Filó e mais uma atuação forte e emocionante de @silveropereira 🥺 #Pantanal pic.twitter.com/r9X74u4D4d
— TV Globo 📺 (@tvglobo) July 27, 2022
A história de Zaquieu não é novidade para ninguém que cresceu em grandes metrópoles brasileiras, nas quais o modelo de escravidão permanece firme e forte e empregadas domésticas vivem em condições insalubres e sem perspectiva de mudança. A situação piora quando fatores como raça e xenofobia entram em cena, considerando que a maior parte das pessoas contratadas para trabalhar em condições anàlogas à escravidão são nordestinas e pretas. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, o trabalhador exposto à escravidão contemporânea tem perfil preto, analfabeto funcional, idade médica de 31 anos e renda mínima.
Zaquieu (Silvero Pereira) foi embora do Pantanal após sofrer ataques homofóbicos dos peões, especialmente de Tadeu (José Loreto). O personagem viajou ao lado da patroa, Mariana (Selma Egrei), e tentou se adaptar ao local, mas não suportou a chacota e a masculinidade tóxicas dos peões de José Leôncio. Percebendo a gravidade do que aconteceu após uma conversa com Irma (Camila Morgado) e Mariana, José Leôncio (Marcos Palmeira) chamou os peões para uma conversa série sobre homofobia.
Com saudade de Mariana e desacostumado a morar sozinho na mansão no Rio de Janeiro, Zaquieu dará mais uma chance ao bioma e voltará para a fazenda. Mariana vai celebrar o retorno do amigo, e José Leôncio tentará pedir desculpas pelo que aconteceu.
“Eu não queria que você tivesse ido embora daqui daquela maneira. Vou te arrumar mais que um quarto, vou mandar armas uma roda de viola em sua homenagem”, explica o fazendeiro, feliz em ter mais uma chance. Zaquieu ficará emocionado com o ato do fazendeiro e decidirá permanecer no Pantanal.
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Em entrevista ao Yahoo, o influenciador contou detalhes de sua trajetória até fazer parte do projeto "Novelei"
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ator Ary Fontoura é o primeiro convidado do quadro "A Copa que Eu Vi", que a Globo estreia na noite do próximo dia 6, no intervalo da novela "Pantanal". Na atração, personalidades relembram histórias das edições da Copa do Mundo por meio de relatos pessoais. Fontoura fala sobre o campeonato de 1958, o primeiro em que a seleção brasileira sagrou-se campeã. Na final, o Brasil venceu a Suécia, país sede da disputa, por 5 a 2. "Essa vitória fantástica foi uma espécie d
Recentemente, o nome do artista tomou conta da web após um vídeo no qual ele ‘manda’ um rapaz que estava na plateia ‘calar a boca’ no decorrer de sua performance viralizar nas redes sociais
Aos gritos de "Fora Castillo! Fora!", centenas de manifestantes marchavam, nesta quinta-feira (28), rumo ao Congresso peruano para exigir a renúncia do presidente Pedro Castillo, que completa o primeiro de seus cinco anos de mandato sendo investigado por suspeita de corrupção.
Nas ultimas 24 horas foram realizadas 39 prisões, armas de fogo e drogas em operação conjunta da PMGO com a Polícia Federal
'Van Gogh Live 8k' foi montada num pavilhão de 2800 metros quadrados no estacionamento do BarraShopping
(Reuters) – O tetracampeão mundial de Fórmula 1 Sebastian Vettel anunciou sua aposentadoria da categoria ao final da atual temporada, dizendo nesta quinta-feira que seus objetivos mudaram e que quer se concentrar mais na família e em interesses fora do esporte. O alemão de 35 anos, que pilota pela equipe Aston Martin, conquistou seus títulos com a Red Bull entre 2010 e 2013 e também passou seis temporadas na Ferrari.
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Arthur Picoli foi o mais econômico de todos e gastou menos de R$ 100 no cartão
Com a promessa de agitar o público da cultura pop em São Paulo, evento entrega festival vazio e com diversas acusações
Cantora celebrou nomeação nas redes sociais
Ator virou alvo de piadas por cair no sono durante passeio de barco
Os filhos do vilão não querem mais se associar aos negócios ilegais do pai
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Ele recebe apoio do cantor e ex-dependente químico Rafael Ilha
Funkeiro usou as redes sociais para explicar o que aconteceu
A propriedade onde o príncipe e a duquesa residem com seus dois filhos, na Califórnia, foi alvo de duas invasões em apenas 12 dias
O ator interpreta Alcides, peão que tem caso com Maria Bruaca
Em 2021, a influenciadora Gkay reuniu centenas de famosos em Fortaleza, Ceará, para uma festa milionária de aniversário. A chamada "Farofa da Gkay" dá o que falar até hoje e mais uma edição se aproxima. Lucas Rangel, também influenciador e amigo de Gessica Kayane, deu um spoiler sobre a festa deste ano: "Eu acho que vai ser a melhor Farofa de todos os tempos e acho que as pessoas não estão prontas para o que ela está criando", disse ao Yahoo. Ficou curioso? Nós também! Lucas Rangel foi um dosconvidados do Yahoo Entrevista e conversou com a gente sobre carreira, empreendedorismo, amizades e relacionamento. Ele, ao lado de outros influencers como Rafa Uccman, Álvaro e a própria Gkay, fazem vídeos engraçados e inusitados sobre o dia a dia. Rangel não perdeu a oportunidade de defender a amiga: "Eu gosto muito da minha amizade com a Gkay. A gente se diverte, a gente se zoa, mas a gente também vibra com a conquista do outro", revela. Há dez anos trabalhando com Internet, ele lê bem os laços que se formam:"O que a gente mais vê é influencer brigando, influencer tretando, ou coisa de backstage de fulano não gosta de beltrano. Eu acho que as pessoas às vezes precisam ver essas amizades reais no meio para entender que não é tudo que é fake, não é tudo que é armado. Existem amizades reais, principalmente as que eu tenho no meio", finaliza. Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus e-mails em 1 só lugar Assine agora a newsletter Yahoo em 3 Minutos Assista à entrevista completa: <iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/uFPZEXNgfC4" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
Ator usou as redes sociais para explicar fala em podcast

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