"Viado": vereador usa termo homofóbico contra colega em Olinda – Terra

“Viado”: vereador usa termo homofóbico contra colega em Olinda  Terra
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Ideologias de branqueamento que envolvem a mestiçagem podem incentivar a manutenção do racismo – Jornal da USP

Segundo dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 50% da população brasileira se autodeclara negra. E nessa maioria há pessoas mestiças, de pele nem tão preta. “São aquelas que se autodeclaram pardas, nas quais a mestiçagem se mostra mais evidente”, diz a educadora Janaína Ribeiro Bueno Bastos, autora de uma tese de doutorado, defendida na Faculdade de Educação (FE) da USP, em que analisa a questão racial brasileira, as ideologias de branqueamento e a “trama que envolve a mestiçagem no Brasil”. A pesquisa intitulada Na trama da branquitude mestiça: a formação de professores à luz do letramento racial e os meandros da branquitude brasileira teve a orientação da professora Mônica Guimarães Teixeira do Amaral, da FE.
O objetivo principal da pesquisa, segundo Janaína, foi investigar a branquitude brasileira e os lugares de privilégios que as pessoas não negras – brancas e “mestiças”, estas últimas por vezes percebidas como brancas − acabam ocupando. “O que denomino privilégios são algumas concessões dadas às pessoas percebidas como brancas, ou como quase brancas, de pele nem tão preta, mesmo que de forma implícita. Posso citar como exemplo algumas situações em que o preconceito e discriminação no tratamento aos negros deixam de existir para estas pessoas”, descreve Janaina. “Se uma ou mais pessoas negras, passeando num shopping luxuoso, podem chamar a atenção de forma negativa, isso pode não ocorrer com as pessoas não negras, aquelas de pele mais clara, mas que não chegam a ser, de fato, sempre percebidas como brancas”, exemplifica a educadora ao Jornal da USP. Para ela, são aspectos subjetivos, mas que acontecem e caracterizam o racismo e a discriminação.
Durante o processo, professores que desenvolveram o letramento racial passaram a melhor perceber como a questão da discriminação racial ocorre no dia a dia
De acordo com Janaína, sua pesquisa trata de algumas especificidades da “branquitude brasileira” e seus discursos, que precisam ser rompidos no âmbito da formação escolar e de professores. E foi por esse motivo, principalmente, que o seu estudo de doutorado usou como metodologia a pesquisa-ação. Assim, foi desenvolvido um projeto de extensão com oito discentes da licenciatura do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), campus São Roque, que atuaram como docentes num projeto de extensão de uma escola pública de ensino fundamental, localizada na periferia daquele município. Lá, durante dois anos, os professores realizaram junto a alunos do ensino fundamental, com idades entre 12 e 15 anos, oficinas de hip-hop e ciências. “Isso tudo visando a valorização do pertencimento étnico-racial dos alunos”, conta Janaína.
Durante dois anos, os oito docentes foram acompanhados por Janaína, por meio de reuniões semanais em que eram discutidas questões étnico-raciais. “Durante o processo, professores que desenvolveram o letramento racial passaram a melhor perceber como a questão da discriminação racial ocorre no dia a dia”, descreve. Na opinião de Janaína, esse letramento é importante para todas as raças e os docentes puderam transmitir aos alunos referências negras positivas. “Os estudantes passaram a perceber que não precisariam ‘embranquecer’ para ter dignidade”, destaca a educadora.
Por meio de oficinas e filmes, foi possível perceber mudanças nos professores. Inclusive, nas formas de discurso. “No início, eles tinham dificuldade até em falar a palavra “negro”’. Houve até o caso de um professor que se autodeclarava branco e que, tempos depois, já se dizia pardo. Enfim, os docentes passaram a ter o hábito de falar sobre o assunto. Até mesmo os professores autodeclarados brancos perderam o medo de abordar a questão”, lembra Janaína.
Já os docentes pardos, que se viam como negros, que segundo a pesquisadora traziam consigo um sentimento de raiva sobre as questões de discriminação racial, passaram a “elaborar essas questões”. “A raiva e a revolta deram lugar à capacidade de falar”, destaca Janaína.
Existe uma pressão implícita para que o indivíduo se autodeclare branco ou negro. Contudo, um mesmo sujeito pode ser percebido como branco em um lugar, e como negro em outro. E, claro, se o mesmo for percebido como branco, poderá ter alguns privilégios. E o embranquecimento permite isso
Dentre os oito professores participantes do projeto de extensão, quatro se autodeclararam brancos e outros quatro pardos. Após as reuniões e a realização de todas as atividades, um dos docentes que se autodeclarou branco passou a se autodeclarar pardo. “Entre os autodeclarados pardos, dois tinham incerteza de serem negros ou não. Por outro lado, os demais, apesar de se declararem pardos, tendiam a ser percebidos como brancos em alguns espaços, o que demonstra a complexidade da questão racial brasileira, no que se refere à concessão de privilégios e desvantagens”, conta a pesquisadora.
De acordo com Janaína, sua pesquisa foi realizada com base, principalmente, nos estudos brasileiros sobre a questão racial, para compreender a questão da branquitude. “A principal referência com relação a esse tema é norte-americana. Há estudos aqui no Brasil, mas lá nos EUA a construção sobre essa temática é diferente da nossa. Quando pesquisadores brasileiros buscam estudar a questão da branquitude, certamente, consideram os estudos norte-americanos”, descreve a educadora.
Segundo Janaína, há no Brasil uma tendência de polarização entre ser branco ou negro, o que não favorece a discussão do tema. “Existe uma pressão implícita para que o indivíduo se autodeclare branco ou negro. Contudo, um mesmo sujeito pode ser percebido como branco em um lugar, e como negro em outro. E, claro, se o mesmo for percebido como branco, poderá ter alguns privilégios. E o embranquecimento permite isso”, analisa.
Dentre as diversas conclusões a que chegou Janaína, uma das que mais chama a atenção é que tanto os docentes quanto os alunos passaram a ter um outro olhar sobre a questão da discriminação racial após o período de atividades
A pesquisadora explica que “de forma geral, os estudos americanos indicam que a branquitude seria a experiência de poder e vantagens que o indivíduo branco vivencia. Porém, a análise de como esse fenômeno ocorre no Brasil precisa considerar a nossa realidade, tendo em vista que a própria classificação de branco empregada na sociedade brasileira apresenta uma complexidade que difere muito da empregada nos EUA. E é a análise da realidade que nos auxiliará a identificar o problema como realmente ocorre para, a partir daí, termos condições de pensar em soluções”.

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Pesquisa mostra como racismo se perpetua nas estruturas do poder

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Racismo e suas formas de existência na sociedade brasileira

Especialistas afirmam que existe racismo na sociedade como um todo e citam as formas como ele se manisfesta

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Com o letramento, os professores conseguiram transmitir aos estudantes a ideia de que não precisariam embranquecer para serem reconhecidos. “Alguns alunos diziam claramente que gostariam de ser cientistas, por exemplo”. Na opinião da educadora, existe uma tentativa de se polarizar a questão. “Aliás, essa pressão parte de nossa sociedade, pois há uma espécie de imaginário que o embranquecimento pode trazer uma forma de poder às pessoas”, analisa. Para Janaína, a mestiçagem e o branqueamento acabaram “diluindo identidades” no Brasil, e está ocorrendo um processo que visa resgatá-las, contudo, pela via da polarização, na qual o sujeito tem que optar entre ser branco ou negro, o que nem sempre corresponde à realidade do indivíduo.
A educadora acredita que o trabalho de pesquisa-ação realizado mostra que, com o diálogo constante e aberto sobre o tema, as pressões para o embranquecimento e polarização tendem a se reduzir. “O diálogo é o melhor caminho para o letramento racial”, constata Janaína.
Mais informações: e-mail janaina_rbb@hotmail.com, com Janaina Ribeiro Bueno Bastos

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No Porto de Manaus, venezuelanos driblam falta de emprego, mas esbarram em preconceito – Portal Em Tempo

Apesar de terem enfrentado fome e desemprego na Venezuela, a situação de muitos imigrantes não é diferente em solo brasileiro
Manaus (AM) – “Eu nunca trabalhei como carregador antes. É um trabalho difícil, e muitas vezes não conseguia um real pelo serviço porque muitas pessoas se recusavam a pagar”. Dessa forma se expressa o imigrante venezuelano César Rivero, de 26 anos. Apesar de ser engenheiro de petróleo, trabalha como carregador de bagagens e outras mercadorias no Porto da Manaus Moderna, no centro da capital.
A história de César é parecida com a de muitos venezuelanos que migraram em massa para o Brasil, em 2016, quando começou a crise econômica na Venezuela. Manaus, a capital do Amazonas, foi uma das cidades que mais recebeu os imigrantes, pois pela proximidade, muitos refugiados, vindo do país vizinho, pelas BR-174 e BR-432, escolheram a cidade, por considerada por eles próspera e boa para se morar.
Quando César chegou à capital, há onze meses, não imaginou que enfrentaria tantas dificuldades. Inicialmente, ele tinha o objetivo de passar por Manaus e seguir viagem até Santa Catarina, mas com o alto custo da viagem, decidiu ficar. Ele explica que o preconceito e a xenofobia foram grandes e, devido ao fato do Brasil também estar em crise, não conseguiu bons empregos, o que o fez optar por algo mais “simples”, devido a necessidade de sobrevivência.
“Eu nunca trabalhei como carregador antes, que é um trabalho difícil. Muitas vezes não conseguia um real porque as pessoas se recusavam a pagar. Até que eu conheci o dono do barco onde trabalho e a situação melhorou um pouco. Mesmo morando no barco, ainda é difícil porque o dinheiro que recebo só dá para pagar o aluguel e a comida”,

Outro caso parecido é o de Lui’am Medina, de 25 anos, que está em Manaus há cinco meses, também trabalhando como carregador no porto da Manaus Moderna. Medina escolheu Manaus por ser uma das cidades mais próximas da Venezuela e por ser uma cidade onde há oportunidades de emprego.
Do mesmo modo que César Rivero, Lui’am teve que buscar um trabalho mais simples, pois não conseguia se comunicar facilmente com as pessoas.
“Eu cheguei aqui, soube por outro carregador venezuelano que no porto dava para trabalhar como carregador, que faturava bem, mas o dinheiro só dava para pagar a diária do aluguel onde eu morava. Muitas vezes eu voltava para casa liso, sem nada”,

Quem conhece o trabalho de carregador no Porto de Manaus sabe que não é fácil. Além do peso das mercadorias sobre as costas, na época em que o rio está mais seco, os estivadores precisam caminhar por grandes extensões até levar as mercadorias até os barcos. A logística do porto ainda é muito rudimentar e não contempla grandes avanços tecnológicos no trabalho de carga e descarga. O mais comum é que esse trabalho seja braçal.
Lui’am lembra que chegou a Manaus depois de caminhar durante todo o trajeto da Venezuela até Pacaraima (município em Roraima distante a 213 quilômetros de Boa Vista), em um grupo de 30 pessoas, passando fome e sede. Atualmente, o imigrante trabalha como carregador em um barco e espera que a situação melhore para assim ter carteira de trabalho assinada, conforme foi prometido a ele pelo dono da embarcação.
Embora exista uma lei (Lei N° 12.023, de 27 de agosto de 2009), que garante remuneração negociável entre trabalhador e empregador avulso, além do fundo de garantia por tempo de serviço e 13° salário, o sindicato dos carregadores do Porto de Manaus não é atuante.
Outros carregadores manauaras que trabalham no Porto de Manaus afirmaram que nenhum dos estivadores que trabalham ali tem um salário fixo, não há um sindicato e não há fiscalização de nenhum órgão sobre a atividade trabalhista. “Cada um se vira como pode para ganhar o pão de cada dia”, disse um dos estivadores.
Embora Manaus tenha sido escolhida por venezuelanos como a melhor cidade para trabalhar e morar, segundo um estudo realizado pela Organização Internacional para Migração, em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), nos meses de outubro e novembro de 2021, a realidade enfrentada por muitos não condiz com o resultado da pesquisa.
Muitos imigrantes que chegam à capital amazonense enfrentam dificuldades como preconceito, xenofobia, desemprego e alto preço nos aluguéis. Segundo relatos de imigrantes, muito locadores de Manaus se aproveitaram da situação para praticarem valores abusivos.
De acordo com o estudo ‘Matriz de Monitoramento de Deslocamento (Displacement Tracking Matrix)’, que entrevistou 1.109 pessoas, sendo 52% de homens, a maioria dos imigrantes venezuelanos chegou ao país pela fronteira entre Brasil e Venezuela, sendo Boa Vista e Pacaraima, no estado de Roraima, as portas de entrada, sendo que Boa Vista foi uma cidade estratégica, quando se iniciou o fluxo migratório no Brasil, principalmente pelos indígenas da etnia Warao.
Ainda conforme a pesquisa, 29% dos venezuelanos entrevistados têm ensino superior, mas não pode atuar no Brasil em sua área de profissão sem o registro profissional brasileiro. Dessa forma, trabalhar como autônomo ou na informalidade é uma das saídas para essa população.
A Prefeitura de Manaus informou, por meio de nota, ser responsável pelo acolhimento, alimentação e assistência social de indígenas venezuelanos, da etnia Warao, desde 2016, quando ocorreu o fluxo migratório na cidade.
Já os imigrantes venezuelanos não-indígenas são de responsabilidade do Estado do Amazonas e do Exército Brasileiro.
Diante da situação de venezuelanos que chegam à capital em busca de oportunidades, o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Exército e outras agências para refugiados, informou que há um projeto de acolhimento para eles.
Chamado de Operação Acolhida, o alojamento foi inaugurado na última sexta-feira (8), na avenida Torquato Tapajós, no bairro Flores, Zona Centro-Sul, e tem capacidade para acomodar 300 pessoas.
O alojamento, segundo a Sejusc, tem o objetivo de fornecer atendimento humanitário aos migrantes venezuelanos, como consta na Constituição Federal sobre o direito ao abrigo. Porém, nem todas as secretarias do Estado e do município têm projetos para acolhimento e ou fiscalização desses imigrantes quanto à empregabilidade.
Segundo o Governo do Amazonas, há outros projetos coordenados pela Sejusc que oferecem serviços de refeição e lavanderia, como o Posto de Recepção e Apoio (PRA) e o Posto de Interiorização e Triagem (Pitrig), local cedido pelo Estado onde o Exército e as agências atuam para a retirada de documentação da população emigrante e refugiada.
Pelos relatos colhidos pela reportagem, é importante destacar que ainda há muito a se fazer por essa gente, que ao enfrentar falta de emprego e fome em seu País, jamais imaginou que enfrentaria também situação difícil em solo brasileiro.
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Relatora quer que Turquia retome acordo sobre direitos femininos – ONU News

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Alerta partiu de Reem Alsalem, relatora especial sobre violência contra mulheres e meninas; presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, anunciou retirada da Convenção de Istambul sobre prevenção e combate à violência contra mulheres; país tem centenas de feminicídios anualmente.
Uma em cada quatro mulheres na Turquia já foi vítima de violência física ou sexual por parte de seus parceiros.
Os dados de 2014 foram utilizados como parte de um alerta às autoridades do país para combater a violência de gênero.
Convenção de Istambul deixa de valer na Turquia
Em um comunicado, emitido na quarta-feira, a relatora especial sobre violência contra mulheres e meninas, Reem Alsalem, disse que a Turquia precisa reverter sua decisão de abandonar tratados internacionais sobre os direitos femininos.
Em março, o presidente Recep Tayyip Erdogan anunciou que a Turquia estava se retirando da Convenção do Conselho de Europa sobre Prevenção e Combate à Violência Doméstica e contra Mulheres.
O acordo conhecido como Convenção de Istambul, foi assinado em 2011, e deixou de ser aplicado na Turquia no início deste mês.
Todos os anos, centenas de mulheres são assassinadas em casos de feminicídio no país. A relatora da ONU afirma que os números estão subestimados porque existe “subnotificação séria” dessas mortes.
Muitos não confiam no sistema jurídico e nas autoridades para denunciar, uma vez que existe impunidade, discriminação e políticas tendenciosas contra o gênero.
Além disso, o aumento da crise econômica e de abrigar 4 milhões de refugiados, a maioria sírios, agravam a situação da mulher.
No comunicado, a relatora especial da ONU afirma que quase todos os interessados com quem ela se reuniu na Turquia, durante uma visita oficial ao país, reconheciam a importância da Convenção de Istambul no combate à violência contra meninas e mulheres.
Paraa Alsalem, o tratado está intrinsicamente ligado à história da Turquia e deve ser reconsiderado pelo governo. A relatora afirma que desde a saída do país da Convenção, a implementação da lei contra violência doméstica ficou enfraquecida.
Já os agressores se sentiram encorajados deixando as vítimas sob maior risco de violência.
Reem Alsalem afirma que nenhuma sociedade pode prosperar se as mulheres e meninas não tiveram direito à igualdade e de viverem sem violência.
*Os relatores de direitos humanos são independentes das Nações Unidas e não recebem salário pelo seu trabalho.
 
 
 
 

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Macaé lança estatuto e serviço próprios para combate ao racismo em evento do Dia Nacional da Mulher Negra – Clique Diário


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A Prefeitura de Macaé lançou, em evento realizado no Paço Municipal, o Estatuto Municipal de Igualdade Racial, o Disque Racismo e o Prêmio Dra. Olga Neme, que homenageia mulheres negras empreendedoras.
Os lançamentos aconteceram durante o IV Fórum de Igualdade Racial, que teve como tema “Empreendedorismo: uma herança ancestral”, e aconteceu na tarde da última segunda-feira, 25, data em que se comemorou o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
Segundo a prefeitura, a nova regulamentação tem como base a Constituição Federal, e conta com 8 incisos referentes à mulher afro-brasileira, incluindo ainda questões relativas à liberdade de crença.
“O próximo passo será o encaminhamento do Estatuto para a Câmara de Vereadores, para aprovação e posterior publicação no Diário Oficial de Macaé. O objetivo é que se torne, junto ao Disque Racismo, uma política pública”, explicou o município.
Assessor jurídico da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Dorniê Matias, revelou que o estatuto servirá como instrumento no combate ao racismo em Macaé, ressaltando a importância para toda a sociedade, e não apenas para as chamadas minorias.
“O Estatuto é um instrumento para combater o racismo no cenário desigual em que vivemos. A questão racial não é de negro, de índio etc.. É questão do povo brasileiro. É nossa tarefa enquanto cidadão e ser humano”, disse Dorniê Matias.
Sobre o Disque Racismo, a prefeitura explicou que o serviço funcionará através do telefone (22) 99244-7709, e foi criado para a identificação de comportamentos racistas e discriminatórios de cor, de etnia, de religião, de idade, de deficiência e até de gênero, e também para o acolhimento às vítimas.
Durante o lançamento do serviço, a professora Rosália Lemos e a delegada Débora Rodrigues, da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI), com atribuição em todo o Estado do Rio de Janeiro, também falaram sobre o serviço.
“Só acabaremos com o racismo e o sexismo quando pretos e brancos, homens e mulheres, marcharem juntos. É isto que digo desde a criação do 1º Disque Racismo, que atende a judeus, indígenas, a todos”, reforçou Rosália Lemos.
Criado em 2011, o DECRADI é um órgão público do governo estadual do Rio para o combate aos crimes de racismo e homofobia, preconceito e intolerância, sobretudo contra as religiões de matrizes africanas, como a Umbanda e o Candomblé.
“Na DECRADI oferecemos um atendimento acolhedor por pessoas especializadas. Inclusive recebemos reclamações de crianças e adolescentes de bullying, quando são crimes de injúria racial ou racismo, ou similar, que são encaminhados aos Conselhos Tutelares. Já os adolescentes respondem por fato análogo ao crime. Recebemos também muitas queixas no ambiente de trabalho. Seja através do Disque Racismo, ou outro, as pessoas devem denunciar, porque inquéritos policiais são abertos e pessoas são indiciadas por estes crimes”, disse a delegada Débora Rodrigues.
Já o Prêmio Dra. Olga Neme, em homenagem à advogada Olga Sueli Neme Rios, falecida em 2013, e organizadora da 1ª Parada do Orgulho Gay em Macaé, em 2005, foi conferido a Sheila Juvência, Jeanne Brazil, Laís Monteiro, Neide Baiana e Agnes Temóteo.
Ainda durante o evento, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial apresentou o balanço de ações dos 100 dias da criação da pasta, abordando os itens executados do Programa de Ações Afirmativas Ojé, realizado em colaboração com outros setores do município, com ações nas áreas de cultura, turismo, agricultura, trabalho e renda, e ensino superior.
O evento contou com a participação da secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Zoraia Braz; da doutora em Política Social, do movimento Feminismo Negro no Brasil, Rosália Lemos; da chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Mariana Previtali; e da chefe de posto da Agência Estadual de Desenvolvimento Econômico (Resolve RJ), Ariana Gouveia, que palestraram sobre o tema; além da primeira-dama, Quelen Rezende.
“Muito importante, nesta data especial, ver tantas mulheres e homens guerreiros aqui. Reforço a importância de toda igualdade; de gênero, religião etc. Abaixo a intolerância. Que busquemos conhecimentos para que não criemos preconceitos, mas sim, conceitos. Que aqui possam nascer muitas Terezas de Benguela e Karucangos”, lembrou Quelen Rezende.
Secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Zoraia Braz também ressaltou a importância da data, que homenageia a líder quilombola, Tereza de Benguela, que viveu no século XVIII, em região do atual Estado do Mato Grosso (MT).
“O Dia da Mulher Negra é o dia de Tereza de Benguela. Ela é como muitas mulheres contemporâneas. Teve uma grande liderança, por isso, representa todas que vieram depois dela”, enfatizou Zoraia Braz.
Sobre empreendedorismo negro, a gestora da pasta criada em abril, após reforma administrativa implementada pelo governo municipal, reforçou a importância da memória da cultura negra, e do impacto sobre as lutas atuais.
“Nossas ancestrais já faziam isso, só que não tinha este nome. Assim, conquistavam as próprias alforrias e de seus familiares, e tiravam o sustento de suas famílias. Elas atendiam a necessidades primárias, por isso, menos valorizadas. Muitas destas atividades se tornaram subempregos”, reforçou Zoraia Braz.
Chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Mariana Previtali aproveitou o evento para informar sobre os serviços prestados aos empreendedores do município, por meio das 3 unidades da Casa do Empreendedor.
A Casa do Empreendedor de Macaé funciona na Rua da Igualdade, 154, no centro da cidade, com atendimento das 9h às 16h, e também em unidades localizadas nos distritos do Sana e de Córrego do Ouro.
“A população negra é maioria na formação das pequenas empresas do país. Mas a maior parte destas pessoas está na informalidade. Nosso compromisso é incluí-las no mercado”, garantiu Mariana Previtali.
Também participaram do evento os vereadores Edson Chiquini (PSD) e Iza Vicente (REDE), além de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Macaé, do 32º Batalhão de Polícia Militar (32º BPM), e de secretarias municipais.
Prefeitura de Macaé anuncia parceria com a iniciativa privada para projeto de crédito para a agricultura familiar


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‘Operação Barreira’ mira passageiros que utilizam ônibus intermunicipais para o transporte de drogas e armas em Casimiro de Abreu
Homem é preso após agredir companheira em Cabo Frio
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Criminoso é preso com carregadores de pistola e munições em Conceição de Macabu
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Piquet banca racismo contra Hamilton e chama revolta mundial de "papo furado": "Não ligo" – Terra

Piquet banca racismo contra Hamilton e chama revolta mundial de “papo furado”: “Não ligo”  Terra
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Newsletter/ O que pode a Igreja Católica fazer sobre a ocultação de denúncias; e como perceber a discriminação dos direitos dos professores – – Observador

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Opinião: Perrone – Perrone: Repetição de racismo é resultado de punição branda ao Boca Juniors – UOL Esporte

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Monkeypox declarada emergência de saúde pública global – Diário de Notícias Madeira

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou hoje o surto de Monkeypox como uma emergência de saúde pública de preocupação internacional, o nível mais alto de alerta, quando estão notificados mais de 16 mil casos em 75 países.
“Temos um surto que se está a espalhar rapidamente à volta do mundo, do qual sabemos muito pouco e que cumpre os critérios dos regulamentos internacionais de saúde”, adiantou o diretor-geral da OMS em conferência de imprensa, após a reunião do Comité de Emergência para avaliar a evolução da doença no mundo.
Perante isso, Tedros Adhanom Ghebreyesus anunciou que “o surto global de Monkeypox representa uma emergência de saúde pública de preocupação internacional”, estabelecendo recomendações para quatro grupos de países.
O primeiro desses grupos inclui os países que ainda não reportaram casos de Monkeypox ou que não têm registo de contágios há mais de 21 dias, adiantou o diretor-geral da OMS, ao avançar que o segundo grupo abrange os países com casos recentes importados e com transmissão entre humanos.
O terceiro grupo de países são os que apresentam transmissão do vírus entre animais e humanos e o quarto inclui os países com capacidade de produção de testes, vacinas e tratamentos, explicou Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Segundo disse, o Comité de Emergência para a Monkeypox, que se reuniu na quinta-feira pela segunda vez para avaliar da evolução do surto, não chegou a um consenso, mas a avaliação da OMS é de que o risco é moderado a nível global, exceto na Europa, onde é considerado como elevado.
O diretor-geral explicou que a sua decisão de declarar a emergência de saúde pública de preocupação internacional baseou-se nas informações que mostram que o vírus se espalhou rapidamente a nível global, mesmo em países sem registo prévio de infeções, assim como nas “muitas incógnitas” face aos dados ainda insuficientes sobre a Monkeypox.
“Sei que este não foi um processo fácil ou simples e que existem pontos de vista divergentes entre os membros”, referiu Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao recordar que, atualmente, o surto concentra-se sobretudo em “homens que fazem sexo com homens, especialmente aqueles com múltiplos parceiros sexuais”.
Isso significa que se trata de um surto que “pode ser travado com as estratégias certas nos grupos certo”, salientou o responsável da OMS, alertando que o “estigma e discriminação podem ser tão perigosos como qualquer vírus”.
Na primeira reunião do Comité de Emergência, que decorreu há um mês, os peritos não chegaram a um consenso se a Monkeypox representava uma emergência de saúde pública de preocupação internacional (PHEIC, na sigla em inglês), numa altura em que estavam reportados 3.040 casos de 47 países.
A PHEIC é definida como “um evento extraordinário, grave, repentino, incomum ou inesperado”, com implicações para a saúde pública para além da fronteira nacional de um Estado afetado e que pode exigir uma ação internacional imediata.
Está é a sétima vez que a OMS declara a emergência internacional (mecanismo iniciado em 2005), depois de o ter feito para a Gripe A em 2009, para o Ébola em 2014 e 2018, para a Poliomielite em 2014, para o vírus Zika em 2017 e para o coronavírus que provoca a covid-19 em 2020, este último ainda em vigor.
De acordo com os últimos dados da Direção-Geral da Saúde DGS), Portugal totaliza 588 casos confirmados de infeção pelo vírus Monkeypox.
Segundo a DGS, uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.
Os sintomas mais comuns da doença são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

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