“O racismo à brasileira é uma tecnologia sofisticada”, diz Thiago André no Provoca – TV Cultura

Custeada por dotações orçamentárias legalmente estabelecidas e recursos próprios obtidos junto à iniciativa privada, a Fundação Padre Anchieta mantém uma emissora de televisão de sinal aberto, a TV Cultura; uma emissora de TV a cabo por assinatura, a TV Rá-Tim-Bum; e duas emissoras de rádio: a Cultura AM e a Cultura FM.
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Edição com participação do criador do podcast “História Preta” vai ao ar nesta terça-feira (26)
Marcelo Tas entrevista Thiago André, criador e roteirista do podcast “História Preta”, nesta terça-feira (26). Na edição, ele conta como foi viver uma vida dupla, quando servia em bases navais, como Sargento da Marinha do Brasil, e também crescia como criador de conteúdo.
Como os militares são proibidos de expressar opiniões políticas, ele manteve em segredo sua segunda atividade. O Provoca vai ao ar a partir das 22h, na TV Cultura.
Durante o bate-papo, eles comentam sobre o ex-presidente da Fundação Cultural Palmares Sérgio Camargo. “Ele é parte da história preta do Brasil (…) as pessoas pretas também são diversas, tem pessoas pretas de direita, esquerda e racistas. É importante falar sobre essas coisas, até para as pessoas pretas entenderem que nem todo preto vai ser seu aliado”, diz Thiago.
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Ele ainda revela que o Vasco talvez tenha sido o primeiro clube que pensou na profissionalização do futebol. “Comerciantes portugueses financiavam o clube e resolveram contratar jogadores negros para o seu estabelecimento, padaria, açougue, mas na verdade eles não trabalhavam, eles só jogavam futebol. Como os negros não podiam ser profissionais, era uma regra, eles eram empregados nos estabelecimentos e jogavam (…) foram os primeiros jogadores a se profissionalizarem, a só jogar futebol. O Vasco fez um time matador que arrebatou todos os corações e os títulos e a Liga de Futebol pensou: como é que a gente vai deixar esse time, a maioria negros, ganhar da gente? E colocaram na regra que não poderia ter jogadores negros nos times e o Vasco foi tirado da Liga”, explica.
“A desculpa da lei é que não queriam jogadores profissionais, mais isso acabava limitando, eles colocaram que tem que ser alfabetizado, e isso atingia direto os negros (…) o racismo se espreia para todas as áreas (…) o racismo à brasileira é uma tecnologia sofisticada, porque diferente dos Estados Unidos que já fala direto, aqui no Brasil não, você é meu amigo, só que não é bem assim”, expõe.
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