No ar em 'Pantanal', Gabriel Santana fala da virada de Renato nas próximas semanas: 'Me faz sentir um medo em cena que nunca tive' – gshow

Por Júlio Boll, Gshow — Rio de Janeiro
18/07/2022 08h01 Atualizado 18/07/2022
Gabriel Santana vive Renato em 'Pantanal' — Foto: Victor Pollak/Globo
Em Pantanal, Gabriel Santana vive Renato, um dos filhos de Zuleica (Aline Borges) com uma carga de responsabilidade que o atinge diariamente. Afinal, ele é de uma família negra em uma novela das nove em que o racismo ganha debate aberto com o espectador. Além disso, aos poucos, o personagem crescerá na história e terá um embate direto até mesmo com Tenório (Murilo Benício), seu pai que tenta dominar duas famílias ao mesmo tempo.
Na reta final, o personagem assumirá os negócios da família. Gabriel acredita que Renato tenha herdado o lado sombrio do pai, algo que tem sido experimentado com a evolução dos capítulos.

"Vejo o Tenório como um pedestal inalcançável para ele, e me faz sentir um medo em cena que nunca tive", conta Gabriel, ao Gshow. "O fato dele amar muito a mãe e não concordar com ela gera frustração e isso tudo é revertido: todos temos brigas com os pais e são coisas que não tinha experimentado em novelas".

Até o último capítulo, Renato enfrentará um misto de emoções. Segundo Gabriel, é o que torna o filho de Zuleica alguém ainda mais complexo e interessante de viver.

"Ele tem uma postura diferente e uma linguagem muito distante da que ele tem agora e é o que traz riqueza, profundidade e não precisamos ficar pensando se é certo ou errado. Eu vou entendo tudo isso conforme vou fazendo, é fenomenal passar por tudo isso", avalia ele.

Racismo

Gabriel Santana é Renato em Pantanal — Foto: Globo
É preciso reconhecer que o preconceito é uma das discussões mais importantes que Pantanal traz para o espectador. Gabriel reconhece que vem de classe média e é um negro de pele clara, com traços europeus, mas isso não o exime do debate. Muito pelo contrário. Em papo com o Gshow, ele recorda de uma vez em que sentiu o racismo na pele, de forma velada.
O fato foi durante uma noite de ano novo, em uma cidade brasileira. Ele e amigos tinham ido para uma balada e, logo na fila, acabou barrado junto de outros dois negros.

"Todos foram entrando, até quem estava atrás de nós e que conheciam o promoter. Os brancos, do lado de dentro, fizeram um 'barraco', ficou um clima chato, mas acabamos entrando na festa", recorda Gabriel. "A festa foi boa, mas esse primeiro contato com racismo foi bem desagradável, e aconteceu de fato pelo nosso tom de pele".

Apesar da experiência, Gabriel conta que precisou de um debate mais amplo para poder viver Renato. Para isso, criou um grupo no WhatsApp com toda a família da ficção, o autor da novela (Bruno Luperi) e a preparadora de elenco (Andrea Cavalcanti) para falar sobre as cenas que envolviam racismo e preconceito.

"O Bruno teve o acompanhamento de negros para escrever o roteiro e ele entendia quando provocávamos sobre algo ser mudado, alterar uma palavra para ter mais força e até onde encaixar", destaca Gabriel. "A proposta de ter a família negra partiu do Bruno e foi ótimo para modernizar o texto, porque temos uma população brasileira de mais de 50% de negros e não tem representação no audiovisual".

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