Margarida Tavares: “Não é mais grave ter VIH do que ter diabetes” – Expresso

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Horizonte 2030
12 julho 2022 19:42
O debate moderado pela jornalista da SIC Marta Atalaya contou com a presença de Dulce Salzedas (SIC), Sónia Dias (Escola Nacional de Saúde Pública) e, à distância, de Margarida Tavares (DGS)
josé fernandes
12 julho 2022 19:42
É justo dizer que a epidemia de VIH/SIDA foi vítima do sucesso das campanhas de sensibilização desenvolvidas na década de 90. A perceção é dos especialistas em saúde pública, que consideram que a população portuguesa perdeu a noção de risco associado ao VIH, uma ideia que vem sendo apoiada em dados como a diminuição de utilização do preservativo entre os mais jovens. “As mensagens que nos chegam são de sucessos terapêuticos enormes. Já não há medo da morte, de ficar muito magro ou de ficar com mazelas físicas”, afirma Dulce Salzedas, jornalista do Expresso especializada nos temas da saúde.
A jornalista participou na segunda conferência Horizonte 2030, uma iniciativa do Expresso com apoio da ViiV Healthcare, que promoveu o debate em torno do “Rastreio e Diagnóstico” e que contou com Margarida Tavares, responsável pelo Programa Nacional de VIH e Infeções Sexualmente Transmissíveis, e Sónia Dias, diretora da Escola Nacional de Saúde Pública. “Acho que é necessário transformar e adaptar a mensagem para a população”, aponta Dulce Salzedas.
Apesar de a infeção ser hoje “uma situação perfeitamente controlável e tratável”, Margarida Tavares vê na elevada taxa de diagnósticos tardios – quase 50% em 2019 – o maior inimigo do controlo da epidemia. As razões são muitas e de diferentes naturezas, considera a líder do programa nacional e infeciologista do Hospital de São João, mas podem resumir-se a três fatores principais – a ausência de perceção de risco entre heterossexuais e pessoas acima dos 50 anos; o estigma e a discriminação no acesso ao teste; e a falta de conhecimento e proatividade dos profissionais de saúde. “Os próprios profissionais de saúde têm preconceções de quem pode, ou não, estar em maior risco”, revela Sónia Dias, que justifica desta forma que os médicos nem sempre proponham a realização de rastreio.
Superar os obstáculos já identificados e melhorar a prevenção são condições essenciais para avançar no controlo da epidemia de VIH, que, segundo a Organização Mundial de Saúde, deverá ser suprimida até 2030. “Não é mais grave ter VIH do que ter diabetes”, lembra Margarida Tavares, que sublinha, porém, a importância do diagnóstico e, sobretudo, do tratamento.
Sónia Dias defende ser necessário apostar na formação e sensibilização dos profissionais de saúde para o VIH, de forma a que se sintam melhor preparados para propor a realização do teste de rastreio aos seus utentes
josé fernandes
Conheça, abaixo, as principais propostas das participantes desta conferência:
Mais e melhor informação

Na segunda conferência, realizada a 12 de julho, os especialistas debateram o tema do “Rastreio e Diagnóstico” do VIH. Pode ouvir o debate na íntegra no podcast em baixo.
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"Macaco": pré-candidato à presidência, Léo Péricles é alvo de racismo – Terra

“Macaco”: pré-candidato à presidência, Léo Péricles é alvo de racismo  Terra
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A formação reforça a autoestima do trabalhador… | Revista Líder – SAPO


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19 Julho, 2022
As empresas portuguesas devem incentivar a formação contínua dos seus colaboradores sem discriminação em relação à idade ou habilitações literárias
Em Portugal – ao contrário da maioria dos países que integram a UE – o conceito de formação profissional é estereotipado e estigmatizado. Regra geral, subsiste a ideia de que quem frequenta formações (das mais variadas áreas) ou está inscrito no IEFP e é “obrigado” a cumprir este requisito, ou precisa dessa temática para uma necessidade específica pontual, e em última análise porque (algumas) empresas seguem à risca o previsto no art.º 131º do Código do Trabalho, que estabelece a obrigatoriedade de todas as entidades empregadoras proporcionarem formação profissional.
A aquisição de novas competências através da formação traz benefícios para o trabalhador e para a empresa. A evolução do profissional passa pela renovação de conhecimentos e pela adaptação a desafios constantes. As entidades estagnam se não potenciarem o desenvolvimento dos seus recursos, incluindo os colaboradores. A formação incrementa a rentabilidade da empresa e reforça o empenho e a autoestima do trabalhador.
Esta é uma nova Era, pautada pela revolução digital, não só em tecnologia, mas também pelo “pensar” digital. É tempo de as empresas olharem para os seus colaboradores, e incentivarem a formação. Diz-se “o saber não ocupa lugar” e não segue idades, profissões ou habilitações literárias, e persegue desenvolvimento e satisfação.
 
Este artigo foi publicado na edição 2022 da revista Aprender. Subscreva a Aprender aqui.
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Jul 18, 2022
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Jul 15, 2022
Organizado em parceria entre a Tema Central e o Lisbon Hub dos Global Shapers WEF, é o maior evento nacional que pretende produzir conhecimento relevante em todas as áreas relacionadas com Liderança…
É um evento integrado no projeto Leadership Summit Portugal focado na gestão de pessoas. É uma conferência internacional que conta com a participação de figuras relevantes do mundo RH, nacionais e internacionais…
Grupo setorial composto por figuras com funções de destaque nas áreas de Comunicação e Marketing que pretende discutir a Liderança na perspetiva das marcas…
Grupo setorial composto por figuras com funções de destaque na área das novas Tecnologias que pretende discutir a Liderança numa perspetiva tecnológica…
Grupo setorial composto por figuras com funções de destaque na área da política nomeadamente personalidades que desempenhem funções políticas, professores, investigadores, jornalistas, comentadores, entre outros.
É um estudo baseado numa metodologia de avaliação própria certificada academicamente pela Nova IMS, que pretende reconhecer aqueles que se destacaram na liderança de equipas, avaliando as suas competências e características de personalidade…
Canal com conteúdos corporativos e organizacionais disponíveis Live e On Demand na posição 165 da grelha MEO…
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Ministério Público de Portugal abriu 49 inquéritos de discriminação e xenofobia em três meses – Globo.com

Quem escreve
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Portugal visto de dentro por um jornalista carioca: notícias e dicas de oportunidades no país cobiçado pelos brasileiros.
Gian Amato
Jornalista há mais de 20 anos, fez diversas coberturas internacionais por O Globo. Escreve de Portugal desde 2017 para o jornal e outros veículos brasileiros e portugueses. Sempre como repórter.
Investigação
Por Gian Amato

Bonde circula pelo centro de Lisboa

O Ministério Público de Portugal informou ao Portugal Giro que abriu 49 inquéritos apenas no primeiro trimestre deste ano para investigar crimes de discriminação e xenofobia.
Denúncias: Universidade de Portugal decide demitir professor que chamou brasileiras de mercadoria
São denúncias de “incitamento ao ódio e à violência que têm na sua base  motivações raciais ou xenófobas”, explicou o MP.
Em 2021, foram abertos 139 inquéritos, dois a mais que em 2020.
Ao longo dos anos, as denúncias têm aumentado e os resultados começam a aparecer, ainda que lentamente.
Brasileiras são alvo: Queixas de discriminação sobem 52% em Portugal na pandemia
Uma das denúncias que teriam sido remetidas diz respeito ao perfil Confissões da Feup no Instagram. É a sigla para Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. À época, a universidade informou que encaminharia o caso ao MP.
Entre as frases misóginas e xenófobas publicadas, estava a seguinte: “Antes, as brasileiras da Feup eram um regalo para os olhos. Agora, são uma cambada de feministas que querem pênis português e não admitem”.
Bullying: Agressão a brasileira de 11 anos choca, abre debate e expõe a violência nas escolas públicas de Portugal
Já o perfil Apanhei Covid na Feup trazia a imagem do coronavírus, a bandeira do Brasil e macacos representando brasileiros.
 
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Somos vistos como bicho: a rotina de xenofobia contra congoleses no Brasil – Correio Braziliense

O assassinato bárbaro do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe é mais um capítulo da violência que muitos refugiados sofrem cotidianamente no Brasil. O País tem histórico de receber estrangeiros, mas eles também sofrem com violência e racismo. Além de serem alvo de preconceito, conterrâneos de Moïse em São Paulo relatam as dificuldades para conseguir moradia e trabalho.
Ontem, milhares de manifestantes protestaram em ao menos cinco cidades por causa do espancamento de Moïse: São Paulo, Rio, Brasília, Porto Alegre e Salvador. A mãe da vítima, a congolesa Ivana Lay, participou do ato pediu “justiça até o final” pelo filho.
Há 14 anos no Brasil como refugiada, Prudence Kalambay conta ter sofrido muito preconceito. “Um chefe meu pedia para eu dançar no trabalho. As pessoas imitam nosso sotaque ou perguntam se dormíamos com leões”, lembra.
“Muitas pessoas estão querendo ir embora por causa desse crime (caso Moïse). Somos vistos como bichos, infelizmente. Que culpa eu tenho de ser mulher africana, ou ter nascido na República Democrática do Congo? Não tenho vergonha disso, tenho orgulho do meu tom de pele. Mas por que nos matar? Qual a diferença de uma pessoa branca ou preta?”
Segundo o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), desde 2016 foram relatados 858 refugiados do Congo no Brasil, a maioria para São Paulo e Rio. Como os dados oficiais foram tabulados só a partir de 2016, é estimado que haja ao menos o dobro de refugiados congoleses aqui. Venezuelanos são maioria entre os refugiados no período (57.025). Depois vêm Senegal (3.487), Haiti (2.848), Síria (2.364), Angola (1.336) e Cuba (1.293).
FUGA. No Rio, os congoleses se concentram em Brás de Pina, zona norte, mas na capital paulista estão mais dispersos, sobretudo na zona leste e na região central, em bairros variados. Vieram fugindo da guerra em um país com enorme riqueza mineral, mas péssima distribuição de renda e um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo.
“Escolhi o Brasil por causa das novelas da Globo. Não estava programado para mim. Mas me apaixonei por isso e decidi vir para cá. A maioria que vem é intelectual, com diploma de professor, fala outros idiomas… Mas só consegue trabalho como ajudante, pois não valorizam nossa formação. Ser artista, então, é mais complicado ainda. Quem tem tom de pele mais claro tem mais chance que a gente”, lamenta Prudence, que pede ao governo brasileiro permissão para trazer a mãe do Congo e ainda não foi atendida. “Ela está doente, queria poder ajudar.”
Claudine Shindany tem formação em Comunicação, trabalhou para a Unicef – braço da ONU para a infância – e veio porque era perseguida no Congo. “A gente trabalha para sobreviver. Existe a barreira da língua: quando chega isso já é um problema. Só algumas pessoas que estudaram aqui conseguem ter um cargo melhor. A primeira coisa que vão oferecer é no setor de limpeza. Conheço jornalistas que trabalhavam aqui fazendo faxina.”
Ela relata uma série de episódios tristes que já viu ou sentiu na pele. “Nunca fui discriminada em outros lugares, mas aqui sofri preconceito. Na época eu nem sabia que isso existia”, conta. “Me coloco no lugar dessa mãe que perdeu o filho. Ela escapou das bombas e do estupro, mas chega em um país para reconstruir sua vida e encontra essa morte cruel do filho. O país que acolhe tem a responsabilidade de dar segurança e oferecer uma vida digna”, afirma.
Segundo Prudence e Claudine, ter carteira de trabalho assinada é raro, até para quem tem ensino superior. Moïse trabalhava informalmente como atendente no quiosque Tropicália, onde ocorreu o crime. Ontem, a prefeitura do Rio ofereceu a gestão do espaço à família do jovem. Outra proposta é criar um memorial à cultura congolesa na área.
No Brasil, para eles a moradia também é um problema. Mesmo com dinheiro para o aluguel, os proprietários muitas vezes demonstram preconceito e não querem fazer negócio. A saída para alguns é se manter com auxílios do governo, que são baixos. “É tão complicada a questão da moradia que a maioria acaba indo para pensões, ocupações ou favelas”, afirma Claudine.
TRADIÇÃO. Segundo Luiz Fernando Godinho, porta-voz oficial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), os refugiados congoleses têm características étnicas e forte ligação religiosa. “Procuram manter tradições, fazem casamentos típicos e têm vínculo forte com a igreja, mas também apresentam diversidade”, diz. Ele lamenta o crime, mas defende evitar generalizações. “O Brasil tem histórico de proteção e acolhimento que não condiz com esse fato.”
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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Castro sanciona lei de criação do programa de combate ao racismo na gravidez – Diário do Rio de Janeiro

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É o que determina lei criada pela deputada Martha Rocha e publicado no Diário Oficial desta segunda-feira
O Estado do Rio terá o Programa de Combate ao Racismo no Ciclo Gravídico-Puerperal. É o que determina a Lei 9.797/22, de autoria da deputada Martha Rocha (PDT), que foi sancionada pelo governador Cláudio Castro (PL) e publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (18/07).
O objetivo da medida é estimular o combate ao racismo na área da saúde, em especial no ciclo gravídico-puerperal, devendo ter caráter permanente nas instituições, que atendam gestantes e possuam histórico de violência obstétrica ou mortes maternas.
A lei pretende assegurar que mulheres negras recebam o mesmo tratamento das de outras etnias no momento do parto. Inclusive, no que se refere à necessidade, quando indicado, do uso de anestesia local em procedimentos como a episiotomia ou mesmo outros tipos de anestesias, seja no parto normal ou em cesariana. A medida também tem como objetivo oferecer suporte aos grupos de apoio às mulheres grávidas e assistência humanizada durante toda a gravidez.
De acordo com a deputada Martha Rocha (PDT), a medida precisa ser implementada, pois o racismo começa a afetar a saúde de crianças e adolescentes na gestação.
“O racismo começa a afetar a saúde de crianças e adolescentes ainda no útero. Na gravidez, a exposição prolongada da mãe a hormônios do estresse, por exemplo, pode colaborar para o nascimento com baixo peso e o aumento das taxas de mortalidade infantil. As consequências são acentuadas pela dificuldade de as mulheres negras terem acesso ao pré-natal. Há que se ter, por parte dos obstetras, uma nova abordagem a respeito do tema racismo na gravidez, uma vez que o mesmo tem impacto direto no desenvolvimento infantil”, declarou a parlamentar.
A norma reforça a importância de ações de conscientização sobre o atendimento pré-natal orientado a partir do recorte de raça e etnia para prevenção da mortalidade materno-infantil, sobretudo em locais de baixa renda. A proposta também determina a criação de grupos de apoio às mulheres grávidas e assistência humanizada nos serviços de saúde. A lei ainda deverá ser regulamentada por decretos pelo Executivo.

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Projeto proíbe preço diferenciado de seguro para pessoas com deficiência – Notícias – Agência Câmara de Notícias

Eventual infração poderá resultar em pena de reclusão de um a três anos, mais multa
18/07/2022 – 16:26  

Paulo H Carvalho/Agência Brasília
Saúde - geral - cadeira de rodas - próteses - pessoa com deficiência - Mais de 2 mil próteses adquiridas para dar mais mobilidade a quem precisa
Pessoa com deficiência usando prótese e cadeira de rodas

O Projeto de Lei 4007/19, já aprovado pelo Senado, prevê que as operadoras de seguros pessoais, inclusive de vida, sejam obrigadas a garantir às pessoas com deficiência todos os serviços e produtos ofertados aos demais clientes. O texto está agora em análise na Câmara dos Deputados.
A proposta insere dispositivos no Estatuto da Pessoa com Deficiência para impedir tratamento discriminatório, em razão da deficiência, no momento da aquisição de seguro ou produto. A eventual infração poderá resultar em pena de reclusão de um a três anos, mais multa.
Atualmente, operadoras de planos e seguros de saúde já são obrigadas a garantir à pessoa com deficiência, no mínimo, todos os serviços e produtos ofertados aos demais clientes. A lei também proíbe todas as formas de discriminação contra a pessoa com deficiência, inclusive por meio da cobrança de valores diferenciados.
Autora da proposta, senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) vê lacuna na lei, já que os seguros pessoais vão além dos de saúde. “São de notório conhecimento os casos em que operadoras se recusam a contratar seguro de vida ou impõem condições contratuais abusivas quando o proponente é pessoa com deficiência”, afirmou.
Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para o Plenário.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Ralph Machado
Edição – Ana Chalub
Com informações da Agência Senado
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura ‘Agência Câmara Notícias’.
Use esse formulário para comunicar erros ou fazer sugestões sobre o novo portal da Câmara dos Deputados. Para qualquer outro assunto, utilize o Fale Conosco.
Sua mensagem foi enviada.
56ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária

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Câmara de Curitiba discute Política de Combate ao Racismo Institucional – Contraponto

A prevenção e o combate ao racismo institucional na administração pública estarão em pauta nas comissões da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), nos próximos meses. Protocolado em maio passado, projeto de lei pretende instituir na capital paranaense a Política Municipal de Denúncia, Prevenção e Combate ao Racismo Institucional. A iniciativa é da vereadora Carol Dartora (PT).
A proposta compreende como racismo institucional “toda ação ou omissão, objetiva ou subjetiva, de agente público no exercício de suas atribuições, através de normas, práticas e comportamentos discriminatórios adotados no cotidiano do trabalho, resultantes de preconceito étnico-racial contra qualquer pessoa negra e/ou indígena”.
O texto elenca 11 condutas discriminatórias, como impedir ou criar obstáculo ao acesso da pessoa devidamente habilitada a qualquer equipamento, prédio público, entrada social, cargo, promoção ou benefício funcional; proporcionar tratamento diferenciado ou deixar de conceder os equipamentos necessários para que o empregado atue em igualdade de condições; exigir aspectos de aparência próprios de raça ou etnia para as atividades realizadas no âmbito da administração pública municipal; agir, falar, retratar ou se manifestar de forma pejorativa de forma explícita e/ou subjetiva, quanto a aparência ou gestos da vítima; e injuriar alguém, ofendendo sua dignidade ou decoro, a partir de elementos referentes à raça, à cor e/ou à etnia.
Conforme a justificativa da proposição, é necessário regulamentar, na esfera local, diretrizes do Estatuto da Igualdade Racial, a lei federal 12.288/2010. O projeto também chama a atenção para o artigo 5º da Constituição Federal, que assegura que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. O mesmo dispositivo determina, no inciso XLII, que a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão.
“A negligência do Município ante as fissuras edificadas pelo racismo estrutural caracteriza omissão do dever estatal em garantir condições igualitárias para as minorias sociais, reforçando o não compromisso do poder público com a justiça social e legitimando práticas de embranquecimento dos espaços de poder na sociedade brasileira”, acrescenta a justificativa. “Combater o racismo nas instituições públicas é essencial para a garantia de igualdade nos espaços.”
De acordo com a matéria, a lei pretende tratar de episódios em que houve possíveis práticas de caráter discriminatório e/ou de conotação étnico-racial, garantido o sigilo da identidade das vítimas; viabilizar a sensibilização do serviço público, por meio do diálogo com todas as instituições municipais; apoiar a transparência de dados geridos pelo Município que envolvam episódios de discriminação étnico-racial; realizar cursos de aperfeiçoamento em questões humanitárias, com recorte específico de proteção e fortalecimento da população negra, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais; elaborar relatórios anuais sobre os trabalhos desenvolvidos; e conscientizar a população, os servidores e empregados públicos sobre o direito de não ser submetido às ações ou às omissões discriminatórias.
O texto reforça que, além das ações e omissões praticadas pelo agente público durante as atividades laborais, no local de trabalho ou no deslocamento para o mesmo, serão levadas em consideração as práticas por meios eletrônicos, “independentemente do local de envio e recebimento da mensagem”. Também diz que a Central 156, da Prefeitura de Curitiba, poderá ofertar atendimento específico para as denúncias, assegurado o sigilo das informações.
O canal receberia manifestações da população em geral e de agentes públicos municipais vítimas do racismo institucional. O projeto de lei estipula como três dias úteis o prazo para a resposta inicial. Outra proposta da Política Municipal de Denúncia, Prevenção e Combate ao Racismo Institucional é que os denunciantes sejam orientados, por exemplo, sobre a formalização de boletim de ocorrência e como solicitar atendimento jurídico e psicológico.
Se a criação da Política Municipal de Prevenção e Combate ao Racismo Institucional for aprovada pelos vereadores e sancionada pelo prefeito, a lei entrará em vigor 90 dias após a publicação no Diário Oficial do Município (DOM).
 

O Contraponto sabe que tem um papel a cumprir e que é ditado pelo próprio nome que escolhemos para o nosso portal – isto é, o de ser um lugar onde a notícia, a análise crítica, a opinião destemida sobre fatos políticos e da administração pública deverão se submeter a um só critério: a de permanecerem fieis ao interesse coletivo, nunca se confundindo com oposição ou situação.
Matinhos já tem trecho de 1,8 quilômetro de engorda da faixa de areia https://contraponto.jor.br/matinhos-ja-tem-trecho-de-18-quilometro-de-engorda-da-faixa-de-areia/
Rossoni encerra carreira política https://contraponto.jor.br/rossoni-encerra-carreira-politica/

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Seleção Brasileira Feminina mostra apoio à causa LGBTQIAP+ – ESPN.com.br

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A Seleção Brasileira Feminina, via nota oficial, mostrou apoio à causa LGBTQIAP+ e reforçou a luta contra o preconceito e a violência em virtude da orientação sexual e/ou identidade de gênero.
A atitude das jogadoras se une ao ideal da CBF em promover ações para discutir punições mais severas contra qualquer tipo de discriminação. A entidade realizará, em agosto, um seminário para discutir esses tipos de temas.
As jogadoras da Seleção Brasileira que estão na Copa América Feminina entram em campo e erguem a bandeira da inclusão. A equipe comandada por Pia Sundhage lidera o grupo B da competição com duas vitórias em dois jogos.

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Após insultos racistas, Sandro Cruz pode reforçar Rio Ave e responde a críticos: «Vergonha porquê?» – Record

Após insultos racistas, Sandro Cruz pode reforçar Rio Ave e responde a críticos: «Vergonha porquê?»  Record
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