Nelson Mandela, vida e luta contra o racismo e por justiça social – Sagres Online

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O dia 18 de julho é celebrado em todo o mundo como o Dia Internacional de Nelson Mandela (Nelson Mandela Internacional Day). A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2009 e visa celebrar e homenagear a vida e o legado de um dos líderes mais corajosos e admiráveis da história.
Nelson Mandela, um dos símbolos dos direitos humanos mais reconhecidos do século XX, foi um homem cuja dedicação às liberdade de seu povo inspira os defensores dos direitos humanos de todo o mundo.
Madiba, como era chamado, lutou pela construção de uma vida melhor para o seu povo, garantindo a igualdade racial, social, política e econômica para todos os negros que viviam na África do Sul durante o regime do Apartheid.
O Dia Internacional de Nelson Mandela é uma oportunidade para refletir sobre a vida e o legado de um lendário defensor mundial da dignidade, igualdade, justiça e direitos humanos.
Nelson Mandela nasceu em 1918 em um vilarejo chamado Mvezo, na África do Sul. Nascido em uma família da aristocracia nativa da África do Sul, Mandela teve uma formação intelectual influenciada tanto pela herança cultural europeia quanto pela africana.
A partir da década de 1940, passou a atuar no Congresso Nacional Africano (CNA), partido político sul-africano que lutava pelos direitos dos negros no país e contra a política segregacionista do apartheid.
Mais do que um pacifista e um conciliador, o líder sul-africano foi um lutador revolucionário, que iniciou sua trajetória na faculdade de direito da única universidade do país que ministrava cursos para negros.
Em 1943, Mandela se filiou ao Congresso Nacional Africano (CNA), partido socialista anticolonial e antirracista, onde foi um dos fundadores da Liga da Juventude e tornou-se o principal líder nos anos 50. Ao ser julgado pelas suas ações, Mandela declarou:
“Lutei contra a dominação branca e lutei contra a dominação negra. Eu nutri o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal que eu espero viver para alcançar. Mas, se for preciso, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer.”
Acusado de comunista, ele foi preso em 1952, em 1956 e em 1962, passando a atuar na clandestinidade, até ser condenado à prisão perpétua em 1963. Na autobiografia que escreveu na prisão, Mandela dedica o último parágrafo a uma reflexão sobre a importância da luta diária e incansável na construção de uma sociedade justa:
“Eu caminhei essa longa estrada para a liberdade. Mas eu descobri que depois de escalar uma grande montanha, há outras montanhas a serem vencidas. Eu descansei por um instante para apreciar a incrível vista que me cercava. Olhei para trás e vi a distância que percorri. Mas só posso descansar por um momento. Porque com a liberdade vêm outras responsabilidades. E sequer me atrevo a demorar a continuar. A minha caminhada ainda não terminou.”
Preso por 27 anos, Mandela nunca cultivou desejo de vingança contra seus algozes, ao contrário, quando foi libertado, em 1990, pregou a paz e a conciliação. Depois de liberto, a jornada de Madiba por igualdade continuou.

Ainda em 1990, um plebiscito realizado apenas entre os brancos revogou o Apartheid. A mudança contou com grande influência de Mandela, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1993, ao lado de Frederick de Klerk, presidente sul-africano à época.
Em 1994, na primeira eleição aberta para a população negra, Madiba foi eleito presidente da África do Sul e promoveu várias reformas igualitárias. Eleito em 1994 o primeiro presidente negro da África do Sul, conduziu o país a novos patamares de igualdade.
Seu governo foi caracterizado pelo esforço em acabar com o legado histórico-cultural do apartheid para a população negra sul-africana. Foram criados programas de habitação, educação e desenvolvimento econômico para a população que vivia nos guetos. Uma nova constituição foi aprovada, garantindo a estabilidade política do país.
Após sua saída da presidência em 1999, como promessa que iria apenas auxiliar na transição para um regime democrático representativo, continuou seu trabalho em outras instâncias. Criou uma fundação que leva seu nome, atuando em diversas áreas sociais, como no amparo aos portadores de HIV e no auxílio à infância.
Nelson Mandela faleceu em 5 de dezembro de 2013, aos 95 anos, em sua residência em Johanesburgo, por decorrência de problemas pulmonares.
Os apelos de Mandela à solidariedade e ao fim do racismo são particularmente relevantes hoje, já que a coesão social em todo o mundo está ameaçada pelas divisões políticas. A atual pandemia da Covid-19 tornou estes males mais agudos e fez retroceder anos de progresso na luta global contra a pobreza.
As sociedades estão se tornando mais polarizadas, o discurso de ódio aumenta e a desinformação obscurece a verdade, questionando a ciência e minando as instituições democráticas.
Como sempre acontece em tempos de crise, são os marginalizados e os discriminados que mais sofrem, muitas vezes sendo culpados por problemas que não causaram. A pandemia mostrou a importância vital da solidariedade e unidade humanas, valores defendidos e exemplificados por Nelson Mandela na sua luta pela justiça ao longo da vida.
Neste 18 de julho, que possamos nos inspirar pela mensagem de Mandela e refletir no que cada um de nós pode fazer na promoção da paz, dos direitos humanos, da harmonia com a natureza e da dignidade para todos.
“A grandeza da vida não consiste em não cair nunca, mas em nos levantarmos cada vez que caímos” –  Nelson Mandela
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