Deputados do PS vão defender reforço do financiamento da UMa junto do Estado – Diário de Notícias Madeira

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Os deputados do Partido Socialista (PS) Madeira à Assembleia da República vão defender, junto da ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a necessidade de ser reforçado o financiamento da Universidade da Madeira (UMa).
Ontem à tarde, Carlos Pereira, Miguel Iglésias e Marta Freitas estiveram reunidos com o reitor da UMa, ocasião em que adiantaram que está em curso a solicitação de uma reunião com a governante com a pasta do Ensino Superior, na qual irão abordar o tema do reforço do financiamento para a Academia madeirense.
“Julgamos que há condições para discriminar positivamente a UMa. Essa discriminação já existe hoje, mas é preciso reforçá-la, no sentido de assegurar que a Universidade da nossa Região tem condições para fazer o seu trabalho, aceder aos seus projetos e poder atrair o máximo de alunos possível”, afirmou o deputado Carlos Pereira no final do encontro, citado pela assessoria de imprensa.
Os parlamentares socialistas posicionam-se como facilitadores deste processo e garantem estar sempre disponíveis para contribuir para que tal seja assegurado. “Esperemos que nos próximos tempos, na sequência das reuniões que ocorrerão a partir de agora e que nós transmitimos ao senhor reitor, possamos ter soluções que venham ao encontro das necessidades da nossa universidade”, referiu Carlos Pereira.
Por outro lado, os deputados sublinharam os compromissos assumidos durante a campanha e que tinham a ver com procurar encontrar o máximo de meios financeiros disponíveis para o financiamento da Universidade, “não apenas o financiamento corrente, mas também aquele que é indispensável para que a Universidade continue a fazer investimentos, investigação e desenvolvimento e passe melhor a aceder aos fundos europeus”.
Conforme deu conta Carlos Pereira, no último quadro comunitário, a UMa estava impedida de aceder a fundos europeus, devido ao facto de o Governo do PSD/CDS não ter integrado as universidades das regiões autónomas no acordo de parceria, algo que agora será revertido. “Foi possível neste novo acordo de parceria para o próximo programa voltar a incluir a UMa como beneficiária dos fundos europeus”, congratulou-se o parlamentar.

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PAN defende em Congresso regional a "sustentabilidade" da vida – Funchal Notícias


O PAN realizou o seu Congresso regional. O seu porta-voz na Madeira fez uma intervenção centrada na sustentabilidade da vida, criticando aqueles que consideram que a economia é mais importante que as pessoas “O Planeta não deve ser encarado apenas como uma fonte de recursos, mas antes como a nossa casa. Eventualmente o segredo da nossa sobrevivência, poderá estar intimamente ligado à nossa capacidade de compreendermos que somos apenas do ecossistema Terra, que encerra em si múltiplas comunidades interdependentes entre si”.
O FN reproduz alguns pensamentos dos militantes do PAN.
A coordenadora da área animal Sofia Nóbrega – considerou fundamental a existência duma clínica veterinária pública, tendo o congresso refletido sobre a pertinência do cargo de Provedor do Animal urbano na Madeira ao invés de termos um Provedor de Todos os Animais.
A coordenadora da área Social Mónica Freitas – referiu na sua intervenção que é fundamental encontrar soluções para combater o emprego precário, que inviabiliza que os jovens possam ter estabilidade para comprar casa ou constituir família, considerou o congresso que associado a esta profunda crise de trabalho sem direitos está o problema da dignidade dos idosos e dos sem abrigo, assim como a discriminação que existe nas nossas escolas entre as turmas da manhã e as turmas da tarde;
Décio Alves lançou o tema da preservação ambiental, tendo referido que a situação em si mesma é problemática, em virtude de não estarmos a conseguir inverter o rumo das consequências das Alterações Climáticas, tendo dado como exemplo o problema que são as nuvens poluentes deixadas pelos transportes públicos no Funchal, ou o aumento da temperatura das águas na nossa região nos últimos anos.
O histórico militante Fernando Rodrigues fez a intervenção mais consensual do congresso, tendo defendido a ética na política, pois não podemos continuar a ser governados por aqueles que gerem os seus interesses e não os interesses coletivos, no que foi acompanhado por todos os congressistas.
 
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FF: racismo de Thurzin tira NOISE da Liga NFA; veja – Pichau Arena

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Pichau Arena – Pichau Arena – Dedicados ao E-Sports
A NOISE — equipe de Free Fire (FF) Emulador da LOUD — estava preparada para estrear na Liga NFA — maior campeonato emulador da modalidade na América Latina — neste sábado (16), mas foi impedida pelo torneio por conta do caso de racismo de Arthur “Thurzin” Fernandez.
Na noite deste sábado (16), a LOUD emitiu um comunicado para o portal Mais Esports dizendo que a NOISE havia sido desclassificada do torneio por parte da NFA, que teria afirmado ao clube que o motivo da decisão seria os sócios da organização terem revogado a participação de Thurzin — acusado de racismo ao campeonato. Vale lembrar que o pro também foi afastado da NOISE. Veja o comunicado:
“A LOUD informa – às vozes ativas de sua comunidade e a todos os fãs de eSports – que a NOISE, time da organização no cenário emulador de Free Fire, infelizmente não participará da Copa NFA 2022.
Somente na quinta, 14/07, após anunciarmos com enorme satisfação os integrantes da nova seleção NOISE, a Liga NFA entrou em contato com a organização, de maneira repentina, para comunicar a desclassificação da NOISE no evento que estreia hoje. O motivo, segundo a NFA, é a volta do jogador Arthur “Thurzin” Fernandes, que teve sua suspensão revogada para a disputa da Copa NFA pelos sócios.
A decisão da NFA jamais foi prevista ou esperada pela LOUD, já que NFA e LOUD vem trabalhando em conjunto na implementação de projetos para tornar a área menos tóxica e mais inclusiva. Nesse sentido, confirmamos que, em relação ao atleta mencionado, a LOUD realizou com ele, durante sua suspensão, um forte acompanhamento profissional,  psicológico e socioeducativo, dentro e fora das redes – conforme afirmamos no início de junho.
No entanto, mesmo ciente das medidas adotadas desde o princípio, já em prática entre todos os colaboradores internos por meio de um calendário ativo de palestras sobre preconceito no eSports e em sociedade, lideradas por nomes referências do mercado, infelizmente, a NFA não considerou as ações suficientes. Importante ressaltar que, é preciso mudar internamente para assim tornar pública a mudança que queremos no cenário.
Por fim, informamos que mantemos nosso posicionamento de respeito e transparência com a nossa comunidade e parceiros e que, portanto, não nos cabe julgar as decisões da NFA, mas acatar e evitar que tais situações voltem a ocorrer. Reiteramos que a LOUD segue com seu propósito – inegociável – de trabalhar para eliminar todo e qualquer tipo de preconceito em prol de um ambiente de eSports tão inclusivo e saudável quanto vibrante e capaz de transformar vidas.”
 
Outro ponto que vale ser lembrado, é que Thurzin também foi penalizado pela Garena além da própria NFA na época que o caso ocorreu.
 
 
 
 
Uma publicação compartilhada por Arthur Fernandes (@loud_thurzin)

 
A NFA também se posicionou afirmando que não desclassificou a NOISE e que a equipe poderá sim competir desde que seja com o elenco formado por Victor Gabriel “Mito” de Souza Maia, Ridson Kauã “NExt” Gonçalo da Silva, Elton “Eltin” John e Leonardo “Leozin” Garcia Fernandes Silva; que já está inscrito no torneio. Veja:
 
A NFA informa que são inverídicas as informações de desclassificação da NOISE do 2º Split da Copa NFA, conforme reportado por nota oficial da LOUD. Em nenhum momento, os sócios do torneio entraram em contato com os representantes da organização para informar qualquer desclassificação, já que a equipe estava inscrita regularmente e com quatro atletas aptos para jogar, sendo eles: Victor Gabriel “Mito” de Souza Maia, Ridson Kauã “Next” Gonçalo da Silva, Elton “Eltin” John e Leonardo “Leozin” Garcia Fernandes Silva.
A respeito da suspensão do atleta Arthur “Thurzin” Fernandes, em nenhum momento a decisão foi revogada por parte da organização do torneio. O jogador continua suspenso de todas as competições da NFA por conta do ocorrido no dia 01 de junho, quando o mesmo foi acusado de injúria racial, após apresentar uma fala racista em suas redes sociais. A NFA informou para a LOUD que, para o retorno do atleta às competições, seria necessário trabalhar o problema não somente com ações internas, mas também de forma externa, o que não ocorreu até o momento.
 
 
 
 
Uma publicação compartilhada por Arthur Fernandes (@loud_thurzin)

 
Além disso, a NFA também comentou sobre os treinos em que Thurzin foi liberado a participar e informou que foi uma decisão da própria LOUD não competir na Liga NFA. Leia mais:
A NFA reforça que respeita a decisão da NOISE em não disputar o torneio, porém, a equipe está liberada para retornar a competição a qualquer momento com os atletas que já haviam sido inscritos previamente. […] O Thurzin foi liberado nos treinos justamente porque é um atleta profissional e precisa manter o ritmo de jogo. Não existe nenhuma restrição de quem joga os treinos da NFA, já que não é necessário nenhum tipo de inscrição.
 
 
 
FF: LOUD afasta Thurzin da NOISE; entenda

FF: “Passou um significado diferente” diz LOUD Thurzin sobre injúria racial

FF: Após polêmica, Thurzin retorna aos treinos e pode ser reforço para a NOISE

 
Siouxsie Rigueiras é jornalista e pesquisadora científica com uma década de experiência em imprensa com passagem pelos maiores portais de eSports do Brasil. Editora chefe da Pichau Arena, main Morgana, power ranger rosa e mãe de três gatos.
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Mulheres são discriminadas no mercado de trabalho pela aparência – Delas

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Daniela Ferreira
Daniela Ferreira é estagiária desde dezembro de 2021 das editorias iG Delas e Receitas. Estudante de jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo, é apaixonada por tudo o que está ligado ao universo feminino e por poder ouvir e contar as histórias das pessoas à sua volta.
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Ter um bom currículo e ótimas qualificações nem sempre é o suficiente para conquistar uma vaga de emprego em determinadas empresas, especialmente para as mulheres. Fatores como a aparência se tornam determinantes em processos seletivos, seja por não serem consideradas de “boa aparência”, ou por até mesmo serem vistas como bonitas demais. Relatos de mulheres que acabaram por serem desqualificadas em processos seletivos, unicamente pela aparência, permeiam a internet. 
>fiz processo seletivo na escola
>passei em tds as etapas
>na entrevista com rh mtos elogios sobre minha aparência e etc
>resultado final “myrna vc é mt bonita e jovem, os alunos do e.m. vao cair matando em cima de vc, n q isso seja problema, dsclp mas vc n foi selecionada” 🙂
“Fiz o processo seletivo na escola, passei em todas as etapas, na entrevista com RH, muitos elogios sobre minha aparência, etc. Resultado no final ‘Myrna você é muito bonita e jovem, os alunos do ensino médio vão cair matando em cima de você, não que isso seja problema, desculpa, mas você não foi selecionada’”, escreve uma internauta. 
Tô tão revoltada, você passar em todas as etapas que exigir uma empresa ouvir que você tem qualificação pra exercer a função que é pedida pra no final, de horas de processo seletivo você ouvir que você não tem o perfil pedido pela empresa por causa da sua aparência
“Tô tão revoltada, você passar em todas as etapas de uma empresa, ouvir que você tem qualificação para exercer a função para, no final, depois de horas de processo seletivo, ouvir que você não tem o perfil pedido pela empresa por causa da sua aparência”, desabafa outra mulher. 
Além dos processos seletivos que discriminam as mulheres com base em características físicas, quando elas finalmente conseguem passar em certas vagas, algumas exigências surgem, como sempre estar maquiadas e até mesmo alisar os cabelos, são apresentadas para se manter naquele ofício.
Segundo o advogado mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná, Rubens Bordinhão de Camargo Neto, a Constituição veta qualquer tipo de prática discriminatória, em anúncios de vaga de emprego ou durante o exercício do trabalho.
“Portanto, a empresa não pode anunciar vagas, por exemplo, para empregados de determinada idade, cor de pele, gênero ou religião, porque esta conduta configura discriminação. Contudo, o que é possível sim que o empregador demande de seus funcionários que se apresentem ao trabalho com cuidados básicos de boa-aparência e higiene, desde que essas exigências não extrapolem o limite do razoável”, afirma o profissional. 
As práticas de discriminação se acentuam quando se trata de mulheres negras, de acordo com dados divulgados pela pesquisa feita pelo movimento Potências Negras: 63% das mulheres pretas entrevistas já se sentiram discriminadas durante processos seletivos. 
Como a analista de desenvolvimento Márcia Silva, de 39 anos. Ela passou por um processo seletivo de dois dias para uma vaga administrativa, avançando por todas as fases exigidas. Entretanto, durante a entrevista final, ela foi avisada de que só poderia trabalhar na empresa se alisasse os cabelos. 
“Fui selecionada para a entrevista, ficando apenas eu e outra menina, quando  eles nos chamaram para conversar, o responsável veio e disse que já  poderíamos ir trabalhar no dia seguinte. Porém, ele afirmou que  ‘o ideal é que vocês, para um visual melhor, de repente alisem o cabelo’.  Eu  olhei para a outra  menina,  olhei para ele e me hora eu levantei e fui embora, me senti indignada com o comportamento dele. É um absurdo você passar por dois dias de processo seletivo para no final das contas, você só vai poder ficar ali se tivesse o padrão estipulado pela empresa, como se o meu cabelo estivesse sujo ou desleixado”, relembra Márcia. 
Rubens Bordinhão explica que, conforme a lei, atos como esse configuram crime de racismo e que os empregadores não podem exigir atitudes que interfiram na vida privada dos funcionários. 
“Em regra, não pode o empregador exigir o alisamento de cabelo ou utilização de maquiagem para o desempenho do trabalho, porque se trata de uma exigência que invade as escolhas pessoais e a vida íntima do trabalhador. A discriminação em razão de raça é crime, independentemente de ocorrer ou não no ambiente de trabalho, e aquele que o pratica está sujeito a pena de prisão e multa”, fala o advogado. 
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Bolsonaro adota fala homofóbica e defende que 'Joãozinho seja Joãozinho a vida toda' – Folha

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um discurso na noite desta quarta-feira (13) carregado na pauta de costumes, com expressões homofóbicas e transfóbicas, em Imperatriz (MA), ao receber uma comenda em um evento evangélico —segmento que é uma de suas apostas na campanha pela reeleição.
Ele defendeu que “o Joãozinho seja Joãozinho a vida toda”, que “a Mariazinha seja Maria a vida toda” e repetiu que o seu modelo de família é composto por “homem, mulher e prole”.
Ao defender barrar projetos de lei que não sejam conservadores, disse que no governo Lula (PT) houve tentativa de “desconstrução da heteronormatividade”.
“O que nós queremos é que o Joãozinho seja Joãozinho a vida toda. A Mariazinha seja Maria a vida toda, que constituam família, que seu caráter não seja deturpado em sala de aula.”
Como mostrou a coluna Mônica Bergamo, a vereadora Erika Hilton (PSOL-SP) apresentou nesta quinta-feira (14) uma queixa-crime junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra Bolsonaro, sob a justificativa de que as falas do presidente apresentam “evidente caráter homofóbico e transfóbico”.
Bolsonaro acumula frases preconceituosas contra diferentes alvos.
Em 2011, ainda como deputado, disse: “Seria incapaz de amar um filho homossexual. Não vou dar uma de hipócrita aqui. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí.”
Em 2019, em conversa com jornalistas, afirmou: “Quem quiser vir aqui [ao Brasil] fazer sexo com uma mulher, fique à vontade. O Brasil não pode ser um país de turismo gay. Temos famílias”.
Em diferentes oportunidades nesta quarta, o presidente falou que seus adversários defendem o aborto.
“O que alguns querem para o nosso Brasil? Querem aprovar o aborto como se fosse a extração de um dente. Dizem que isso é questão de saúde e não uma questão de acreditar que a vida começa na concepção”, disse Bolsonaro.
Ele voltou a bater na tecla do aborto ao projetar as duas vagas que o próximo presidente indicará ao STF em 2023. Disse que pretende colocar “gente que pensa exatamente como nós, que tem a nossa crença” e que jamais indicaria “um abortista”.
Bolsonaro também falou sobre a atuação dos ministros indicados por ele ao STF: André Mendonça e Kassio Nunes Marques.
Sobre o primeiro, a quem se refere como pastor, disse que ele seria “um freio que colocamos lá dentro”. Sobre Kassio, falou que nem fala com o ministro, pois ele “sabe o que tem que fazer”.
“Fiz uma promessa de campanha que era indicar um terrivelmente evangélico para o STF e assim o fiz. Indicamos e lá temos um pastor [Mendonça]. Que é um ser humano. Pode errar. Mas tenho certeza: as pautas conservadoras estarão com ele. O ativismo judicial não será aprovado porque esse pastor tem o poder de pedir vistas aos processos”, disse Bolsonaro.
Mendonça, além de jurista, é pastor presbisteriano.
Bolsonaro foi convidado para participar da 35ª Assembleia Geral Ordinária da Convenção dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus do Seta no Maranhão e outros Estados da Federação (Comadesma), ocorrida no Templo Central da Assembleia de Deus de Imperatriz, um prédio de quase um quarteirão com capacidade para 12 mil pessoas.
Imperatriz é considerada reduto bolsonarista no Maranhão graças, sobretudo, à comunidade evangélica.
A Assembleia de Deus é a igreja mais tradicional de Imperatriz e, desde 2018, apoia Bolsonaro.
A cidade é uma das três entre os 217 municípios maranhenses em que Bolsonaro venceu o segundo turno das eleições 2018. Foi o município em ele que teve maior diferença de votos: fez 70.936 votos (55% dos válidos), 12.882 a mais do que Fernando Haddad (PT).

Racismo
A lei nº 7.716, de 1989, que dispõe sobre os crimes de discriminação, considera racismo o ato amplo de preconceito, que atinge uma coletividade indeterminada de indivíduos. A maioria das situações descritas na lei envolve condutas como impedir alguém de frequentar um estabelecimento ou negar emprego por causa da cor da pele. As punições variam conforme o ato, mas vão de um a cinco anos de reclusão
Homofobia
Embora não haja na legislação brasileira a criminalização da homofobia e da transfobia, ela é possível devido a uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que equiparou ambas as condutas ao crime de racismo até que o Congresso Nacional aprove uma legislação sobre o tema
Injúria racial
Previsto no Código Penal, o crime consiste em “injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro” (pena de multa e detenção de um a seis meses). Quando a ofensa faz referências a raça, cor, etnia, religião, origem ou condição de pessoa idosa ou com deficiência, a pena é aumentada (o tempo máximo de reclusão passa para três anos)
Xenofobia
Falas e gestos que denotam aversão a estrangeiros entram na previsão de injúria. O parágrafo do Código Penal que especifica os agravantes cita origem da pessoa ofendida como um dos fatores que podem aumentar a pena, em caso de condenação do agressor (o tempo máximo de reclusão é de três anos). A lei 7.716 também assegura punição aos crimes de discriminação em razão de procedência nacional
Decoro
A lei nº 1.079, de 1950, que tipifica o impeachment, define como crime de responsabilidade todos os “atos do presidente da República que atentarem contra a Constituição Federal”, especialmente contra a probidade na administração e outros pontos. E, entre os crimes contra a probidade na administração, está “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”
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Autor pioneiro, que teve sua obra tirada de escolas, afirma que banir aborto é primeiro passo de tempos de regressão
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Interpretando uma mulher que acorda depois de 20 anos em coma, atriz aparece de cabelos brancos e sem maquiagem no filme 'Ela e Eu', conta que confundem a sua vivacidade com beleza e afirma que não abre mão de nadar em mar aberto todos os dias pela manhã

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Conselho de Ética “apreensivo” com aumento de abortos entre mulheres imigrantes – CNN Portugal

O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) manifestou-se esta terça-feira “apreensivo” com o crescimento de abortos entre mulheres imigrantes nos últimos anos, alertando que essa tendência pode indiciar a sua discriminação.
“Entre 2016 e 2021, a percentagem de mulheres de nacionalidade não portuguesa que recorreu à interrupção voluntária da gravidez (IVG) até às 10 semanas registou uma subida bastante acentuada, passando de 17,7% para 26,4%”, adiantou o CNECV, que analisou na sua reunião plenária os últimos dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre esta matéria.
O conselho constituído por 21 membros de diversos ramos das ciências salientou ainda que, perante o “inquietante valor de 2021”, receia que esta tendência possa ter-se acentuado em 2022, sobretudo porque “não se conhecem medidas específicas tomadas recentemente para contrariar este aumento entre mulheres não portuguesas, mas residentes em Portugal, e supostamente assistidas pelo Serviço Nacional de Saúde”.
 “O CNECV atendeu quer a este número crescente de IVG e ao défice de assistência ao nível do planeamento familiar e de medidas de contraceção, quer à sua incidência particular entre população imigrante, no que poderá indiciar discriminação e certamente acentua a vulnerabilidade destas mulheres”, alertou o organismo presidido por Maria do Céu Patrão Neves.
Perante estes dados, “importa debater as suas causas e consequências, no contexto do Serviço Nacional de Saúde”, preconizou o CNECV, recordando que já vem dedicando atenção a alguns desafios que a IVG coloca mais recentemente no contexto nacional, devendo pronunciar-se em breve sobre o assunto.

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Não tem 'terrorismo político' nas leis brasileiras – Brasil 247

Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos"
Assassinato de petista por bolsonarista, diz Solnik, foi motivado por “intolerância política”, mas “não tem como enquadrá-lo como terrorismo” edit

A motivação política do crime de Foz do Iguaçu salta aos olhos. Intolerância política foi a causa dos tiros do bolsonarista contra o petista. Ponto. No entanto, de acordo com a atual legislação brasileira, não tem como enquadrá-lo como terrorismo ou atentado ao Estado de Direito. 
A Lei no.14.197, de 1/9/2021, que define e pune os crimes contra o Estado Democrático de Direito divide-se em três capítulos: crimes contra a soberania nacional, crimes contra as instituições democráticas e crimes contra o funcionamento das instituições democráticas no processo eleitoral. 
A única menção a “violência política” é a seguinte: “restringir, impedir ou dificultar, com emprego de violência o exercício de direitos políticos a qualquer pessoa em razão de seu sexo, raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade”.
Ou seja: impedir, por exemplo, que uma pessoa negra vote.
A Lei  no. 13.260, de 16/3/2016, conhecida como a lei antiterror, afirma que “o terrorismo consiste na prática por um ou mais indivíduos dos atos previstos neste artigo, por razões de xenofobia, discriminação ou preeconceito de rça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou incolumidade pública”.
Não há menção, portanto, a “terrorismo político”.
A seguir, são definidos os atos de terrorismo: 1) transportar explosivos; 2) sabotagem e 3) atentar contra a vida ou integridade física de pessoa (pelas razões expostas acima e não por intolerância política).
Também não há, nas leis brasileiras, “homicídio político” e sim, tão somente “homicídio simples” e “homicídio qualificado”. 
Este, no qual a polícia enquadrou o assassino, tem a pena mais alta de todas: de 12 a 30 anos de reclusão.
P.S. O homem que jogou um artefato explosivo no comício da Cinelândia foi indiciado por “crime de explosão” e não por “terrorismo”.
Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.
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Eu é que sei como se combate o racismo! – Setenta e Quatro

Da mesma forma que as pessoas negras precisam de se libertar de séculos de subjugação e opressão – multiplicando vozes de afirmação positiva contra mentes colonizadas –, as pessoas brancas precisam de desapegar da ideia de superioridade civilizatória.
O assédio encontra-me de cada vez que saio do meu círculo de maior proximidade. Cheios e cheias de si, eles e elas começam por simular interesse em ouvir-me falar sobre os meus projectos, mas, na realidade, estão apenas à espera do momento certo para “vender” o seu profundo conhecimento e “acordar-me” para uma nova consciência. A sua, entenda-se.
Convidam-me, elas e eles, a repensar a minha luta anti-racista porque – explicam-me do alto da sua suprema sabedoria –, defender uma maior representatividade negra é defender uma forma diferente de excluir. O fantasma do “racismo reverso”, portanto.
Sugerem as mentes brilhantes que, em vez de criar histórias só com heróis negros – como faço com a Força Africana –, eu deveria era criar histórias com personagens de todas as pertenças.
As ‘lições’ dos “coachs de anti-racismo” têm em comum a mesma escola: a branquitude, entendida enquanto construção social que ‘corre solta’, independentemente de boas intenções.
Porque, da mesma forma que as pessoas negras precisam de se libertar de séculos de subjugação e opressão – multiplicando vozes de afirmação positiva contra mentes colonizadas –, as pessoas brancas precisam de desapegar da ideia de superioridade civilizatória que – ainda que inconscientemente – as leva a instruir pessoas negras (e todas as outras não brancas) sobre como pensar e agir.
Fazem-no tão automaticamente que ignoram o que não pode ser ignorado: o racismo, validado cientificamente por sistemas de classificação de seres humanos, foi criado pelos modos brancos de pensar e agir.
Reconhecer isso é assumir responsabilidade (não confundir com culpa), e perceber que, no tema racismo, o lugar das pessoas brancas é, antes de qualquer outra coisa, de escuta.
Escrito isto, um ano depois de assinar o meu primeiro texto nesta morada, renovo interpelações e, do meu lugar de fala, proponho a todas as pessoas brancas que por aqui passem o mesmo exercício de partida: como reagem quando perante relatos de discriminação racial? Desligam a escuta porque o assunto é desconfortável, e escudam-se num silêncio descomprometido? Do tipo: “É melhor não me meter, que ainda sobra para mim”.
Ou será que se apressam a sugerir explicações não racistas para o episódio? Do género: “Tens a certeza que foi racismo? Sabes que as pessoas brancas também têm dificuldades na vida…”.
Se calhar minimizam o impacto da experiência e aconselham comedimento, porque “sabemos bem”, “estar sempre a falar” sobre racismo agrava o problema, além de que “isso é dar demasiada importância a pessoas ignorantes”.
Talvez até concluam, do alto de quem se considera conhecedor de tudo, que a história está mal contada, levantando suspeitas sobre a credibilidade de quem denuncia. Afinal, alguma coisa a pessoa terá feito, e é preciso ouvir todos os lados.
Encontrei e encontro essas e outras expressões de resistência sempre que… “lá vem a história do racismo outra vez”.
Por isso, insisto na pergunta que considero estrutural: qual a vossa reacção, pessoas brancas, perante testemunhos de racismo?
Do meu lugar de fala para o vosso lugar de escuta (não, não estou a dizer que pessoas brancas não têm o direito de manifestar opinião sobre o assunto), questiono-me sobre que distâncias continuamos incapazes de encurtar.
Mas, mais do que levantar questões, procuro respostas, assumindo nessa busca o compromisso de construir pontes. E isso, caros “coachs de anti-racismo”, por vezes implica derrubar muros. Porque o combate ao racismo é um combate de vida e de morte. Não é um desfile de tendências que se veste de achismos.
A autora escreve segundo o antigo acordo ortográfico.
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