Álvaro Hauschild é desligado da UFRGS por praticar "discriminação ou preconceito" no RS – Brasil de Fato

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Álvaro Hauschild foi desligado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), no final da tarde desta quinta-feira (15). A medida que expulsa o estudante da instituição foi assinada pelo reitor da UFRGS, Carlos André Bulhões Mendes, que deu procedência ao processo movido no âmbito do Conselho Universitário da UFRGS (Consun) contra Álvaro por prática de discriminação ou preconceito.
Conforme já havia adiantado o Brasil de Fato RS, Álvaro é denunciado por diversos setores ligados à UFRGS devido à suas recorrentes manifestações racistas, misóginas e de inspiração nazista. Inclusive, Álvaro foi indiciado pela Polícia Civil/RS pelo crime de "racismo qualificado", também sendo alvo de uma operação da Polícia Federal em uma ação que buscou repreender a "publicação de conteúdos racistas e neonazistas em sites, blogs e redes sociais na internet".
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Segundo consta na Portaria Nº 4001 de 14/07/2022 da UFRGS, assinada pelo reitor, a penalidade de desligamento do estudante da UFRGS foi aplicada devido ao mesmo ter infringindo regras do Código Disciplinar Discente, que constam na Resolução nº 07/2004, de 10/03/2004 da Universidade. A Portaria explica que Álvaro infringiu o Artigo 10, inciso V, que afirma ser uma infração disciplinar estudantil gravíssima "praticar, induzir ou incitar, por qualquer meio, a discriminação ou preconceito de gênero, raça, cor, etnia, religião, orientação sexual ou procedência".
A reportagem do Brasil de Fato RS entrou em contato com a família de Álvaro, para saber se a mesma deseja fazer alguma manifestação e se vai recorrer da decisão. Até o fechamento da matéria ainda não havia resposta. Também foi procurada a Assessoria de Comunicação Social da UFRGS, para saber se haveria um posicionamento público a respeito do ato. Foi respondido que há não necessidade de posicionamento "pois o processo correu com seu rito normal e foi concluído".
Em seu perfil no Instagram, o Diretório Central dos Estudantes da UFRGS afirmou que o desligamento de Álvaro é uma vitória, que veio através de "muita mobilização da comunidade acadêmica e deu um recado importante: racistas e nazistas, não passarão!".
Para a servidora técnico-administrativa da UFRGS, Tamyres Filgueira, mais do que uma vitória, o desligamento serve como exemplo para toda a sociedade. "Essa ideologia não pode ser tolerada, não podemos aceitar. O nazismo precisa ser combatido e punido", disse Tamyres.
Por sua vez, a estudante Érica Machado comemorou o acontecido. Érica coordena o Centro Acadêmico das Políticas Públicas (CAPP) e organizou um abaixo-assinado pela expulsão de Hauschild, que coletou mais de três mil assinaturas. "Ficamos muito felizes com a expulsão. Desde o início nos mobilizamos, a comunidade acadêmica da UFRGS está de parabéns", exaltou Érica.
Entenda o caso
Álvaro Hauschild é acusado reiteradamente de racismo, principalmente por setores ligados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde cursava doutorado em Filosofia. Inicialmente, veio a público a denúncia de que o próprio Álvaro mandava mensagens para uma estudante branca, que namorava um estudante negro, fazendo comentários racistas sobre o relacionamento. Também criticava os relacionamentos inter-raciais com afirmações racistas e eugenistas.
Conselho Universitário da UFRGS move um processo disciplinar contra Álvaro, recomendando sua expulsão da universidade. O caso chegou até a Polícia Civil do RS, que convocou Álvaro para depor, circunstância essa em que o mesmo admitiu a autoria da mensagens, porém, afirmando que não cometeu racismo. Passada a fase preliminar de inquérito, veio a público a informação de que a PC/RS indiciou Álvaro por "racismo qualificado".
Fonte: BdF Rio Grande do Sul
Edição: Marcelo Ferreira
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