Código Eleitoral completa 57 anos em vigor nesta sexta-feira (15) – TSE

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Deputada federal Chris Tonietto é condenada por discriminação contra comunidade LGBTQIA+ – Super Rádio Tupi

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Em ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF), a 24ª Vara Federal do Rio de Janeiro condenou a deputada federal Chris Tonietto por postagem discriminatória contra LGBTQIA+ no Facebook. A parlamentar foi condenada ao pagamento, a título de indenização por danos morais coletivos, de R$ 50 mil, que será destinado à estruturação de centros de cidadania LGBTQIA+, além de ter de excluir o comentário na rede social e publicar retratação.
Em fevereiro do ano passado, o MPF ingressou com a ação contra a deputada por prática de discriminação contra a população LGBTQIA+ em publicação postada no Facebook no dia 12 de junho de 2020, em que, com teor discriminatório, relacionava a prática de crime e a pedofilia a pessoas homossexuais.
A justiça recomendou que a deputada provasse sua argumentação e caso não conseguisse, que se retratasse publicamente. A deputada se recusou a acatar a recomendação, com a argumentação de que tem uso da imunidade parlamentar e que a decisão seria um “ato de censura”, além de sustentar que sua opinião estaria baseada no senso comum e na realidade.
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Acompanhe o jogo com a narração de Luiz Penido e os comentários do Apolinho
Na manhã deste sábado (16), agentes do programa Rio+Seguro foram acionados pelo filho de uma vítima de furto de celular…
Agentes do programa BRT Seguro, da Secretaria de Ordem Pública, encontraram, na noite desta sexta-feira (15),  uma criança perdida no…
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“Enraizadas na ancestralidade, antecipando o futuro: elimine o racismo, promova a igualdade” – ONU Brasil

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Reportagem: Jamil Chade – Acusado de xenofobia, Orbán diz que fará ação anti-imigração com Bolsonaro – UOL Notícias

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.
Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.
Colunista do UOL
17/02/2022 14h16
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, declarou ao lado do presidente Jair Bolsonaro que ambos os países compartilham a mesma abordagem em relação à migração e que irá propor uma aliança para impedir que o tema seja incluído em acordos internacionais no sentido de flexibilizar as fronteiras no mundo. Nem o Itamaraty e nem o Planalto se pronunciaram sobre o assunto.
Acusado pela ONU, pela UE, por ativistas de direitos humanos e por sua própria oposição de liderar uma campanha xenófoba contra estrangeiros, Orbán ergueu um verdadeiro muro contra refugiados e imigrantes nos últimos anos.

Nesta quinta-feira, Bolsonaro se tornou o primeiro presidente brasileiro a visitar a Hungria, numa espécie de campanha para ajudar a reforçar a imagem de Orbán, que vive uma campanha eleitoral arriscada. Para o movimento de extrema-direita, inclusive no Brasil, manter o húngaro no poder é estratégico.
Ao final do encontro em Budapeste, os dois líderes fizeram uma declaração diante da imprensa, mas perguntas não foram autorizadas.
Num discurso, o húngaro insistiu que a religião mais perseguida do mundo era o cristianismo e indicou que, juntos, Brasil e Hungria buscariam projetos para ajudar cristãos que estejam sendo perseguidos, como por exemplo na África. Bolsonaro também apontou que a religião é um dos pontos que unem os dois países, além do patriotismo e da família, um lema fascista.
Mas é no campo da imigração que o húngaro insiste que existiria também um espaço para atuação conjunta. Segundo ele, a proposta é a de criação de um sistema de alerta para detectar e prevenir acordos internacionais que procurem retratar a migração de forma positiva ou que não agrade a ultra-direita.
O sistema tentaria evitar que a ONU ou qualquer entidade internacional desenvolva projetos sobre migração no mundo que sejam contrários aos interesses dos dois países.
“Tenho o prazer de informar que o Brasil e a Hungria compartilham a mesma abordagem dos principais desafios globais do mundo, o que constitui uma base sólida de cooperação”, declarou o líder da extrema-direita húngara.
Ironicamente, tanto a Hungria como o Brasil vivem um êxodo, principalmente entre acadêmicos e profissionais. Mas o debate sobre a imigração volta a ganhar força, em momentos eleitorais.
Procurado, o Itamaraty ainda não se pronunciou sobre os comentários de Orbán. Em 2019, o então chanceler Ernesto Araújo retirou o Brasil do Pacto Migratório da ONU.

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SOS Racismo acusa Justiça de "legitimar um nazi" Mário Machado – Diário de Notícias

Tribunal português deferiu, por razões “humanitárias”, pedido de Mário Machado para deixar de estar obrigado ao cumprimento de uma medida de coação para poder deslocar-se à Ucrânia
Mário Machado
© Arquivo Global Imagens
A associação SOS Racismo repudiou este sábado (19) a permissão dada por um tribunal para que o neonazi Mário Machado deixe de estar obrigado a apresentações quinzenais, para se deslocar à Ucrânia. Num comunicado hoje divulgado, a SOS Racismo “lamenta e repudia que um tribunal português tenha deferido, por razões ‘humanitárias’, o pedido de Mário Machado para deixar de estar obrigado ao cumprimento de uma medida de coação, no âmbito de um processo-crime em que é arguido por indícios de posse ilegal de arma, discriminação racial, discurso e propagação de ódio na Internet”.
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O jornal Expresso avançou, na sexta-feira, que Mário Machado já não está obrigado a cumprir a medida de coação de apresentações quinzenais numa esquadra de polícia, tendo a decisão sido tomada no seguimento de um pedido interposto pelo seu advogado para que o neonazi possa deslocar-se à Ucrânia.
Segundo a decisão judicial, citada pelo Público, um juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) considerou que perante “a situação humanitária vivida na Ucrânia e as finalidades invocadas pelo arguido para a sua pretensão, o arguido poderá deixar de cumprir a referida medida de coação enquanto estiver ausente no estrangeiro”.
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No início deste mês, Mário Machado anunciou na sua conta na aplicação Telegram que iria deslocar-se à Ucrânia, juntamente com outras vinte pessoas, no que designou “Operação Ucrânia1143”, sem especificar o que o ia fazer.
A SOS Racismo recorda que Mário Machado “já cumpriu pena de prisão e já foi condenado pela prática de vários e múltiplos crimes, incluindo crimes discriminação racial”, “já pertenceu e pertence a várias organizações de extrema-direita, responsáveis por incontáveis crimes”, e “foi um dos que [participaram] no linchamento de negros no Bairro Alto, em Lisboa, na noite em que os seus cúmplices assassinaram Alcindo Monteiro”.
A SOS Racismo sublinha que “está tudo devidamente documentado”, alertando que “são sobejamente conhecidas as suas ligações à extrema-direita europeia, inclusivamente, ao movimento neonazi na Ucrânia”.
“Quando um juiz considera que, perante tudo isto, Mário Machado é um altruísta, um humanista que pode ser dispensado do cumprimento de deveres perante a justiça, para, conforme consta do requerimento do arguido, ir para a Ucrânia prestar ajuda humanitária e, se necessário, combater ao lado das tropas ucranianas, devemos estar muito preocupados”, defendeu a SOS Racismo.
Aquela associação acusa a Justiça de “legitimar um nazi” e de “legitimar o não cumprimento de medidas de coação, quando um arguido pretende ‘combater'”.
“Mário Machado não se voluntariou para ajudar vítimas de guerra – nunca o fez para nenhum dos múltiplos conflitos mundiais, da Síria ao Iraque, da Palestina ao Afeganistão. E não o faz agora. Mário Machado voluntaria-se para se reunir com um grupo de nazis e para se desobrigar de responder à justiça”, reforça.
A SOS Racismo apela ao Ministério Público, aos tribunais superiores e ao Conselho Superior de Magistratura para que revertam “esta vergonha”.
A decisão de isentar Mário Machado das apresentações quinzenais mereceu também comentários do Partido Comunista Português (PCP) e do Bloco de Esquerda (BE).
Num comunicado hoje divulgado no site do partido, o PCP referiu que esta decisão “não pode deixar de ser olhada com perplexidade”. “Sublinhe-se que Mário Machado é conhecido pelo seu envolvimento e promoção de atividades criminosas e que estão na origem da sua condenação. Não é possível ignorar ainda que, invocando questões de natureza humanitária, o que Mário Machado manifesta é o seu propósito de se juntar a forças fascizantes e nazis que combatem na Ucrânia com as quais se identifica e integra”, alertou o partido.
Já a líder do BE, Catarina Martins, numa publicação na sua conta oficial no Twitter, lembrou que “o Ministério Público pode recorrer” da decisão.
“Esperamos que o faça. Há um país democrático que anseia por sensatez”, escreveu Catarina Martins.

No início deste mês, Mário Machado anunciou na sua conta na aplicação Telegram que iria deslocar-se à Ucrânia, juntamente com outras vinte pessoas, no que designou “Operação Ucrânia1143”.
Na sexta-feira, o advogado de Mário Machado disse ao Público que o seu cliente partiria ainda naquele dia para a Ucrânia “integrado num grupo de 20 pessoas, entre portugueses e brasileiros”.
Mário Machado esteve ligado a diversas organizações de extrema-direita, como o Movimento de Ação Nacional, a Irmandade Ariana e o Portugal Hammerskins, a ramificação portuguesa da Hammerskin Nation, um dos principais grupos neonazis e supremacistas brancos dos Estados Unidos da América. Fundou também os movimentos Frente Nacional e Nova Ordem Social, que liderou de 2014 até 2019.
O nacionalista tem também um registo criminal marcado por várias condenações, entre as quais a sentença, em 1997, a quatro anos e três meses de prisão pelo envolvimento na morte, por um grupo de skinheads, do português de origem cabo-verdiana Alcindo Monteiro na noite de 10 de junho de 1995.
Tem ainda uma outra condenação de 10 anos, fixada em 2012 por cúmulo jurídico na sequência de condenações a prisão efetiva em três processos, que incluíam os crimes de discriminação racial, ofensa à integridade física qualificada, difamação, ameaça e coação a uma procuradora da República e posse de arma de fogo.

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ConJur – Larissa Rocha: Acordos extrajudiciais na Justiça do Trabalho – Consultor Jurídico

Por Larissa Medeiros Rocha
Na reforma trabalhista, o legislador introduziu na CLT os artigos 855-B a 855-E, que preveem o procedimento de homologação de acordo extrajudicial na Justiça do Trabalho. Para tal, bastaria que as partes, representadas por advogados distintos, apresentassem petição conjunta perante o juízo competente pleiteando a homologação daquilo que foi transacionado.
A introdução desse dispositivo teve como intuito promover ainda mais o princípio da conciliação inerente à própria Justiça do Trabalho, outorgando às partes a possibilidade da composição extrajudicial para dirimir conflitos, com a segurança jurídica de tais acordos serem homologados perante a justiça competente.
Ocorre que, nos últimos cinco anos, os tribunais do Trabalho têm criado normas específicas para esse procedimento, que vão além dos requisitos originalmente previstos pelo legislador.
A exemplo, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, que atende São Paulo, a Baixada Santista entre outras cidades, estipulou diversas diretrizes para o procedimento de homologação de acordo extrajudicial, incluindo, o rateamento de custas pelos interessados, a necessidade de previsão de cláusula penal em caso de descumprimento, a discriminação da natureza das parcelas negociadas e limitação da extensão da quitação aos direitos especificados no acordo. 
O Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, por sua vez, além da necessidade de previsão de cláusula penal e da discriminação da natureza das parcelas negociadas, também estabelece que deverá ser juntado aos autos comprovante do recolhimento de FGTS e, se for o caso, da multa de 40% sobre FGTS, caso tais parcelas não integrem o acordo.
Assim, a jurisprudência dos tribunais regionais tem se firmado no sentido de que é necessário o cumprimento de diversos outros requisitos para que o acordo extrajudicial seja validado. Além disso, há decisões que concedem a homologação apenas de forma parcial, muitas vezes, excluindo do negociado a cláusula de quitação geral do contrato de trabalho. Sem essa cláusula, o empregado estaria livre para demandar outros direitos na Justiça do Trabalho não expressamente transacionados no acordo.
Diante desse cenário, o tema está sendo constantemente levado ao Tribunal Superior do Trabalho, que, por sua vez, vem chancelando a homologação de acordos extrajudiciais quando cumpridos os requisitos do artigo 855-B, da CLT, e demonstrado o consentimento e a boa-fé das partes envolvidas. As decisões do TST reiteram que não cabe ao Poder Judiciário modular os efeitos do acordo negociado, à revelia da vontade das partes, representadas por advogados (como exige a legislação), devendo tão somente homologar ou rejeitar integralmente o acordo apresentado no procedimento de jurisdição voluntária.
O posicionamento do TST traz um folego às empresas que optam pela por essa modalidade de composição, trazendo mais segurança jurídica ao que fora pactuado extrajudicialmente. Contudo, é importante ter em mente que o próprio TST destaca a possibilidade de não homologação de acordos quando não demonstrada a existência de concessões recíprocas ou, ainda, quando identificado vício de vontade ou ofensa ao ordenamento jurídico, cabendo às empresas observarem tais elementos, aliados aos requisitos formais previstos no artigo 855-B, da CLT. 
 é advogada da área Trabalhista do BMA Advogados.
Revista Consultor Jurídico, 15 de julho de 2022, 19h29
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Quésia Falcão: Compliance para aplicar advertência e suspensão
Volpe Camargo: Necessária superação da súmula 83 do STJ
Igor Zwicker: Jurisprudência do STF nas nomeações

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Serenata da fome – Combate Racismo Ambiental

Por Inês Campelo*, no Marco Zero
Após três anos de governo Bolsonaro, um a cada três brasileiros enfrentaram algum tipo de insegurança alimentar. Os dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o país ultrapassou a marca de 60 milhões de pessoas nessa condição. Os números são chocantes, mas a realidade é ainda mais. Nesta quinta-feira, 14 de junho, me deparei com uma cena que retrata de forma muito triste a volta do Brasil ao mapa da fome.
Ele cantava na frente do prédio como em filmes de romance. A primeira vista tive a impressão de que um boêmio fazia uma serenata para sua amada.

Voltava de um dia comum de trabalho. O relógio marcava perto das 20h. Estacionei na rua, próximo ao portão da garagem, por onde entrei. Afastada dele. Evitei o portão principal do edifício. Não quis cruzar olhares. Não prestei atenção a música.

Subi os dez andares até minha casa e, de longe, ouvia o som dele. Entre uma conversa e outra fui recebida por Preta, minha cadelinha, com festa como de costume.
Agora não mais ouvia um som, uma música aleatória das antigas. Finalmente resolvi atentar para as palavras esbravejadas pelo desespero de um homem quase “invisível”.

Finalmente parei para ouvir.

Eram gritos de fome, de pedidos de ajuda, de desespero. Não era uma música. Não era um boêmio.

Desci estarrecida com dez reais. Não tinha mais dinheiro em casa. Em silêncio absoluto entreguei a cédula. O desespero daquele homem me silenciou de uma forma nunca vivida.

Não perguntei seu nome, não desejei boa noite ou boa sorte. Apenas baixei a cabeça e subi de volta pra casa. Dessa vez, ouvindo os gritos de agradecimento e apelo para que mais alguém o ajudasse.
Soube que aquele ritual de desespero, aquela espécie de serenata da fome, era repetida com frequência nos prédios vizinhos para lembrar a todos o tamanho do buraco em que nos metemos.

*Inês Campelo é cofundadora e presidenta do Conselho Diretor da Marco Zero.



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Senado apoia a luta da mulher negra contra o racismo estrutural – Senado Federal


Da Agência Senado | 11/07/2022, 14h23
Uma sessão especial do Senado comemorou nesta segunda-feira (11) o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra celebrado em 25 de julho. Tereza  liderou por 40 anos, no século 18, um quilombo na região do Vale do Guaporé (MT). Para a mestra em psicologia da Universidade de Brasília (UnB) Izete Santos, a mulher negra no Brasil ainda luta por respeito.
—  Somos as mulheres que são mais vítimas de feminicídio. E as mulheres negras são as menos amadas, porque os homens preferem as mulheres brancas. Então até para sermos amadas nessa sociedade, é cruel, é difícil. Nossa luta é uma luta de resistência para sermos respeitadas como negras, ocuparmos espaços de poder, porque é uma selva muito cruel com as mulheres em geral, que dirá com as negras.
O senador Wellington Fagundes (PL-MT) disse sentir orgulho de Tereza de Benguela, para ele uma referência das lutas de todos os mato-grossenses.
— Tereza de Benguela foi uma mulher forte. Tomou essa região e reinou por 40 anos. Então por isso Tereza é uma referência no Brasil e no mundo. Sabemos o que foi enfrentar naquela época uma resistência, quando o mundo era muito, mas muito machista — disse.
O pedido para a realização da sessão partiu da senadora Leila Barros (PDT-DF), para quem o Senado está “muito vigilante” às ameaças que tem sofrido a deputada estadual Andreia de Jesus [PT-MG], que sofre cotidianamente com o racismo estrutural em sua atuação política”. 
— A Procuradoria da Mulher no Senado, à qual presido, está atenta a esse caso. Ex-empregada doméstica, em 2018 tornou-se uma das três primeiras deputadas negras da história da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Diante da seguida e continuada violência racial que vem sofrendo, muitas dessas ameaças dizem explicitamente que ela será a próxima Marielle Franco. Mas não será! Todos os nossos olhos estão postos em Minas Gerais — disse Leila.
A senadora ainda abordou outros aspectos do racismo estrutural que fere as mulheres negras no Brasil.
— A abolição da escravatura não foi coroada e seguida de políticas públicas a favor da causa negra. Muito ao contrário, o que se viu foi uma chuva de leis que prejudicaram a integração da população negra à sociedade brasileira.
A defensora-pública-geral do Distrito Federal, Maria de Nápolis, afirmou que o racismo estrutural se traduz em índices que mostram as dificuldades enfrentadas pelas mulheres negras no Brasil.
— O Atlas da Violência 2021, do Ipea, mostra que 66% de todas as mulheres assassinadas em nosso país são negras. E 63% das casas chefiadas por mulheres negras estão abaixo da linha de pobreza, segundo o IBGE. As negras continuam na base da pirâmide da desigualdade de renda no Brasil, recebem menos da metade do salário de homens brancos e bem menos que as mulheres brancas. Elas são as principais vítimas do feminicídio, da violência doméstica e de mortalidade materna.
O senador Paulo Paim (PT-RS) ressaltou que o Brasil ainda é marcado por “inúmeras Terezas de Benguela”, mulheres capazes de resistir às mais duras dificuldades. E ressaltou que Tereza de Benguela foi apagada da história oficial do país, mas que os negros se encarregam de valorizá-la.
— A trajetória de Tereza, a rainha negra do Pantanal, nos lembra que a história da negra no Brasil não é uma história de submissão. Ah, não é! São de corajosas guerreiras! É uma história de lideranças contra a opressão. Uma história de inteligência, garra e competência de gestão com tão pouco. Sob a liderança de Tereza, o quilombo do Quariterê, em Mato Grosso, sobreviveu em pleno século 18. Era ela que liderava. Tereza é um exemplo que foi apagado de nossa história, racista e patriarcal, até ser resgatado como instrumento de valorização da mulher negra.
Izete Santos também ressaltou que a história oficial minimiza a participação negra na abolição oficial da escravatura.
— Na falsa abolição de 1888, aprendemos na escola até hoje que a princesa Isabel foi a heroína da libertação, o que não é verdade. O que ela fez foi nada mais que cumprir seu papel como uma pessoa que tinha que assinar aquele documento, o que poderia ter sido feito por qualquer pessoa. Foram os negros que lutaram por sua liberdade! E aí quando a princesa Isabel assinou o documento, o Estado não criou nenhuma política pública para os negros, que durante muitos anos tiveram que trabalhar forçadamente pro enriquecimento dos nobres, e nem para as negras, que tinham que criar os filhos de seus senhores e serem estupradas pelos senhores de engenho — disse.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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'Fantástico' traz denúncias de racismo e recuperação de Wesley Safadão – OFuxico

No dia 7 deste mês, o cantor Wesley Safadão precisou passar por uma cirurgia de emergência por conta de uma hérnia de disco. Após receber alta na última segunda-feira, o artista recebeu o repórter Ernesto Paglia em sua casa, em São Paulo, e mostrou um pouco do trabalho de fisioterapia que está sendo submetido.
O ‘Fantástico’ também acompanhou o primeiro retorno ao consultório do neurocirurgião que o operou. Ainda muito limitado por conta da operação, Safadão anda devagar e sente-se mais confortável em pé do que sentado, mas já sonha com o retorno aos palcos.

Leia+: Tierry lança 2° parte do ‘Rolê de Milhões’ com parceria de Wesley Safadão
“O que eu sei é que tem muitos movimentos que eu vou precisar ter muito cuidado nos próximos 15 dias”, admitiu o cantor.
Em outra reportagem, Tábata Poline apresenta um levantamento de denúncias que envolvem pessoas diferentes, dos mais variados lugares do país. Em comum, o fato de carregarem na pele a cor que é alvo de violência diariamente. Alguns destes relatos serão lidos por pessoas brancas que aceitaram participar deste material para falar sobre o papel delas no combate a um mal que atravessa séculos, mesmo com o Código Penal Brasileiro prevendo condenações que variam de um a cinco anos de prisão pelos crimes de racismo e injúria racial.

Leia+: Entenda a doença que fez Wesley Safadão cancelar shows e ser internado
A equipe do programa encontrou com uma das vítimas no dia em que ela fez seu primeiro boletim de ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, em São Paulo. Uma mulher que fala quatro idiomas, moradora de um bairro nobre da principal capital do país, mas que virou parte desta estatística ao pagar por uma compra e ouvir do funcionário a pergunta se ela queria a via para levar para a patroa. “Não importa o que você estudou ou onde você trabalha. Você é diminuído pela cor da sua pele”, atesta a vítima. “Eu só não conseguiria olhar para as minhas filhas em casa hoje, no fim do dia, e saber que aconteceu isso comigo e eu não fiz nada”.
“Ele começou a gritar comigo, mesmo eu tentando ajudar. Me chamou de macaca, saco de lixo preto”. Este trecho foi retirado de um boletim de ocorrência registrado por Vera, na época em que trabalhava como segurança de um supermercado. Ao tentar acalmar um cliente que gritava com uma operadora do caixa por conta do preço da margarina, ela sentiu na pele o que milhares de pessoas negras sentem frequentemente no Brasil. Hoje, tem medo de sair para a rua sozinha e desenvolveu síndrome do pânico. Este é um dos casos que o ‘Fantástico’ deste domingo, dia 17, aborda na reportagem especial sobre injúria racial.

O ‘Fantástico’ deste domingo começa logo depois do ‘Domingão com Huck’.
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