Casal sofre racismo dentro de unidade hospitalar, em Caucaia – GCMAIS

Um casal foi vítima de racismo por uma senhora de 63 anos, dentro de uma unidade de saúde no bairro Cigana, em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo o homem, a idosa estava na fila para conseguir medicação e começou a ofender o próprio marido que a estava acompanhando.
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O casal tentou apaziguar a situação, mas a senhora passou a falar ofensas para os dois. Com um celular, as vítimas conseguiram registrar parte dos insultos.
Nas imagens, a idosa aparece bastante alterada sendo contida por um policial municipal. Ao mesmo tempo em que ela conversa com o agente, ela continua ofendendo uma das vítimas.
O homem, que não quis se identificar, informou como foi a prisão da idosa.
“Ela me chamou de macaco, preto imundo e ainda ficou gritando essas palavras para todo mundo ouvir. Falou mal da minha noiva também. Fomos para a delegacia fazer o boletim de ocorrência porque ela cometeu um crime”, disse.
Após as injúrias, o casal foi à delegacia da região para fazer um boletim de ocorrência comunicando as injúrias que sofreram. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS), informou que Maria das Graças Moura Soares foi conduzida à Delegacia Metropolitana de Caucaia e autuada pelo crime de racismo. Ela ficará sob responsabilidade da justiça. Um inquérito foi instaurado para apurar os crimes.
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A principal diferença entre o crime de injúria racial e racismo é a quem é dirigida a ofensa. No dia 20 de maio, a corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo aprovou a abertura de processo disciplinar contra o vereador Camilo Cristófaro (Avante) por uma frase racista dita por ele em sessão da Casa. A Agência Brasil conversou com o presidente da Comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil São Paulo (OAB-SP), Irapuã Santana do Nascimento da Silva, que explicou a diferença entre as tipificações penais.
“Se você tem uma ofensa dirigida para uma pessoa ou um grupo determinado de pessoas, que você consiga destacar essas pessoas, é injúria racial. Quando você tem um número grande de pessoas sem conseguir individualizar, se você pratica essa ofensa para toda uma coletividade, você tem o crime de racismo. No caso do vereador, como ele fala que é coisa de preto, isso acaba trazendo uma ofensa a toda a comunidade negra, que são mais de 100 milhões de pessoas”, explicou o presidente da comissão.
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