Brasileira acusa idoso de xenofobia ao sofrer agressão em trem em Portugal – UOL Notícias

Maurício Businari
Colaboração para o UOL
11/07/2022 15h05
Uma jornalista brasileira denunciou um idoso por xenofobia após ter sido agredida verbal e fisicamente por ele em um trem de Portugal. Aline Lima, 28, conseguiu gravar toda a cena com o celular e registrou uma denúncia junto à Polícia de Segurança Pública de Braga.
Nas imagens, é possível ver quando o homem sugere que ela “retorne para o seu país” e acaba a agredindo no rosto com uma sacola.

A confusão teve início na sexta-feira (8) dentro de um vagão de trem que trafegava pela região de Braga, por causa de um patinete motorizado que Aline carregava com ela. Ela conta que entrou no vagão, sentou-se e colocou o equipamento, que é dobrável, sob o banco. Nesse momento, um homem começou a chamar sua atenção.
“Coloquei o patinete sob o meu banco e na hora esse senhor começou a reclamar. No começo, não liguei. Ele estava sentado distante de mim, então eu sabia que não estava atrapalhando ele em nada. Mas ele não parava de falar e comecei a questioná-lo sobre o porquê de estar tão irritado”, contou a jornalista ao UOL.
Foi aí que ele disse que eu devia voltar para o meu país. Começamos uma discussão e eu falei que iria denunciá-lo por xenofobia. Nesse momento, ele se levantou e bateu com a sacola que carregava contra o meu rosto com força. Tive que me segurar para não revidar.
Após ser agredida, ela começou a pedir para os passageiros que chamassem a polícia, que fizessem algo, mas a jornalista afirma que ninguém se manifestou a seu favor. Quando o trem parou na estação de São Bento, região do Porto, o homem desceu do vagão e ela começou a segui-lo.
“Em que mundo você vive?”, pergunta ela ao idoso, indignada, em outro trecho do vídeo. “Me ajuda aqui a chamar a polícia”, gritava para os usuários que passavam por ela. Em um dado momento, o idoso se aproxima e começa a indagar sobre os “papéis” dela.
“Ele achou que eu era uma imigrante ilegal. A ironia é que eu estava justamente voltando do consulado do Brasil em Portugal. Vivo há três anos no país de forma legal, tenho todos os documentos, autorização para trabalho, visto de residência. Estou me preparando para me naturalizar e esse homem vem para cima de mim? Que direito ele tem de fazer isso com as pessoas?”, questiona Aline.
O UOL entrou em contato com o consulado do Brasil em Portugal, para obter um pronunciamento, mas o órgão não havia se manifestado até a publicação.
A jornalista diz que os casos de xenofobia são comuns em Portugal, principalmente entre os cidadãos mais idosos. “Os jovens têm a cabeça mais aberta, tenho muitos amigos portugueses, gente do bem. Muitos até querem sair do país, tentar a vida em outros lugares”.
Ela afirma que não ficou abalada psicologicamente, como geralmente acontece com outros brasileiros que são destratados e acabam retornando ao Brasil por não aguentarem a pressão. “Já fui alvo de piadinhas, insinuações. Mas uma agressão assim, tão explícita, foi a primeira vez”.
Com a ajuda do namorado de uma amiga, que é policial, Aline registrou o caso junto à Polícia de Segurança Pública de Braga, onde reside. Ela lavrou um Termo de Notificação da Vítima e um Pedido de Indenização Civil.
“Não saí de Belo Horizonte (MG) para ser humilhada aqui em Portugal. O presidente Marcelo Rebelo já declarou várias vezes que não tolera a xenofobia. Ele mesmo tem parentes que moram no Brasil e muitas vezes deu declarações agradecendo aos brasileiros que moram em Portugal por sua dedicação ao trabalho e por ajudarem o país a crescer”, afirmou ela.
A jornalista diz que agora irá aguardar uma manifestação das autoridades portuguesas sobre o seu caso. Ela espera que o idoso que a agrediu seja ouvido e punido. Na sua opinião, as pessoas que são vítimas de xenofobia em outros países não deveriam ter medo de denunciar e expor os agressores, sob risco de os ataques se normalizarem e se intensificarem.
Eu amo Portugal e os portugueses. Por isso, minha expectativa é que o caso siga em frente, que seja feita Justiça. Que esse senhor se apresente à Justiça para pagar pelo que fez comigo. Seja com multa, detenção ou trabalhos voluntários. Ele, assim como outros portugueses que destratam e agridem estrangeiros em seu país, têm que aprender que isso não se faz. Espero que, com o meu exemplo, outros estrangeiros criem coragem e venham a público contar suas histórias.
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Defensor dos direitos LGBTQIA+ da ONU renova seu mandato – Folha de Pernambuco

O defensor dos direitos das minorias LGBTQIA+ perante a ONU continuará sua missão, apesar da resistência de um grupo de países muçulmanos, quando seu mandato foi ratificado por mais três anos na semana passada no Conselho de Direitos Humanos. 
“A comunidade internacional continua compreendendo a magnitude da violência e discriminação contra lésbicas, gays, bissexuais, trans ou pessoas de gênero diverso“, disse à AFP Victor Madrigal-Borloz, que ocupa o cargo desde 2017.
A proteção dos direitos das minorias sexuais e de gênero é regularmente debatida devido à forte oposição de alguns países. 
Apesar de uma campanha em que participaram “mais de 1.100 organizações LGBTQIA+” de 174 países e “o apoio político” de dezenas de Estados, segundo o defensor, a renovação teve que enfrentar a hostilidade da Organização de Cooperação Islâmica (OCI), que defende os interesses dos países muçulmanos na ONU. 
Madrigal Borloz critica “uma posição política muito infeliz” que nega a existência de discriminação em todos os países, incluindo os da OCI. 
Por 23 votos a 17 – Malawi, Eritreia e China juntando-se aos 14 países muçulmanos – o Conselho finalmente declarou a renovação, depois de rejeitar várias alterações destinadas a restringir seu alcance, às vezes por apenas um voto.

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Como a Amstel quer ajudar a combater o racismo na Libertadores – Meio & Mensagem – Meio & Mensagem

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Como a Amstel quer ajudar a combater o racismo na Libertadores
Patrocinadora oficial do torneio, marca se une ao Observatório da Discriminação Racial no Futebol e propõem apoio psicológico e engajamento contra o crime

28 de June de 2022 – 17h56
Os casos de racismo na Conmebol Libertadores da América, o principal campeonato de futebol do continente sul-americano, têm batido recordes neste ano de 2022.
 
Amstel e Observatório da Discriminação Racial no Futebol propõem a união das pessoas pelo combate aos episódios de racismo no ambiente do futebol (Crédito: Divulgação)
Somente em abril foram registradas cinco partidas em que aconteceram episódios racistas, por parte das torcidas adversárias, sempre contra times brasileiros. Naquele mês, um torcedor do clube argentino River Plate jogou uma banana na direção da torcida do Fortaleza. No final de abril, um torcedor do Boca Juniors chegou a ser detido dentro da Neo Química Arena, ao fazer gestos, imitando um macaco, para a torcida do Corinthians. Outros episódios semelhantes ocorreram na Argentina, com a torcida do Estudiantes de La Plata também ofendendo torcedores do Bragantino, e no Equador, em que torcedores do Emelec dirigiram ofensas racistas a um grupo de torcedores do Palmeiras.
Para tentar estruturar um movimento mais contundente a fim do combate a esse tipo de crime que ainda é presente no futebol, a Amstel, marca patrocinadora oficial da Conmebol Libertadores da América, se une ao Observatório da Discriminação Racial no Futebol e apresenta o movimento Barulho Contra o Racismo.
A proposta é convocar torcedores, formadores de opinião, atletas e ex-atletas, além de influenciadores, a se engajarem, de fato, na luta pelo racismo, encorajando as denúncias de episódios racistas. O observatório promete oferecer consultoria jurídica e atendimento psicológico às vítimas de racismo, por meio da plataforma.
A campanha terá início nesta terça-feira, 28, durante as partidas entre Corinthians X Boca Junior, que acontece em São Paulo, e Athlético Paranaense X Libertad, em Curitiba, válidas pela fase das oitavas de final da Libertadores e se estenderá ao longo de todos os jogos dos times brasileiros na competição. A Amstel irá divulgar o movimento nos estádios, com anúncios geolocalizados.
Quem assistir pela televisão também verá a campanha. A marca fez um acordo com o SBT, detentor oficial da Libertadores na TV Aberta, para uma ação patrocinada durante a transmissão. A empresa e o observatório também produzirão outros conteúdos para reforçar a mensagem.
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Tribunal condena 21 arguidos da Portugal Hammerskins por discriminação racial – Observador

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Tribunal absolveu seis arguidos do crime de discriminação racial de que vinham todos acusados. Houve ainda condenações por várias agressões ocorridas em Lisboa.
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Julgamento decorreu no Campus de Justiça em Lisboa
TIAGO PETINGA/LUSA
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O tribunal condenou esta segunda-feira 21 dos 27 arguidos acusados de pertencerem à organização de extrema-direita Portuguese Hammerskins por crimes de discriminação racial, religiosa e sexual. Houve ainda 22 arguidos condenados por  tentativa de homicídio, roubo, ofensa à integridade física, dano, posse de arma proibida e tráfico de droga.
Apenas sete dos arguidos que estiveram no Campus da Justiça, em Lisboa, a ouvir uma súmula da leitura pela voz de Noé Bettencourt vão cumprir uma pena efetiva. Alexandre Silva, de 27 anos, um dos únicos que confessou os crimes, teve a pena de prisão mais elevada: de nove anos por discriminação racial e dois crimes de homicídio na forma tentada. Já Tiago Gorjão, de 39 anos, foi condenado a oito anos e nove meses pelos crimes de homicídio na forma tentada, discriminação, detenção de arma proibida e dano e Ivo Valério, de 29, foi condenado a cinco anos e cinco meses de prisão.
Bruno Monteiro, João Dourado, Hugo Magriço (que foi absolvido de um crime de homicídio na forma tentada) e Nuno Cerejeira foram condenados a penas inferiores a cinco anos, mas pelo passado criminal vão ter que cumprir pena efetiva. Monteiro enfrenta uma pena quatro anos e cinco meses, João Dourado (que já foi condenado em dez processos) uma de quatro anos, Hugo Magriço quatro anos e dez meses por tráfico de droga, dano com violência, discriminação, detenção de arma proibida e Nuno cerejeira quatro anos e cinco meses.
Quinze arguidos foram condenados a penas inferiores a cinco anos e vão ficar em liberdade apesar de condenados: Tiago Leonel (três anos e nove meses), Francisco Fernandes (quatro anos e nove meses), Rui Miguel Veríssimo (três anos e nove meses), Jaime Hélder (quatro anos e três meses), Valério Carrapeto (três anos e seis meses); João Vaz (seis meses), Bruno Santos (quatro anos e seis meses de prisão), José Silva (três anos), Daniel Marques (três anos e três meses), Hugo Silva (três anos e quatro meses) Alfredo Sá (dois anos e seis meses), Ricardo Adolfo (dois anos), Pedro Guilherme (dois anos e seis meses), Daniel Pereira (dois anos e seis meses), Pedro Geraldes (dois anos e seis meses).
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Só cinco arguidos foram absolvidos de todos os crimes que lhes eram imputados: João Vicente, Luís Ribeiro, Orlando Pessoa, Rúben Martins, Bruno Mouta. Os 27 arguidos tinham um crime comum a todos: discriminação racial, religiosa e sexual, que é aliás segundo o tribunal a índole da organização que o Ministério Público os acusou de integrarem. Deste crime, foram absolvidos além destes cinco arguidos, um sexto: João Vaz, um guarda prisional que já em julgamento acabou por ver o Ministério Público a pedir a sua absolvição de um crime de homicídio na forma tentada, e que foi condenada a uma pena de seis meses suspensa por posse de uma soqueira.
Os arguidos estavam a ser julgados no Campus de Justiça por crimes de ódio racial e sexual, ofensas corporais, incitamento à violência, tentativa de homicídio, tráfico de droga e posse de arma proibida. O Ministério Público acusa-os de estarem ligados ao movimento “Portugal Hammerskins” (PHS) – grupo que exalta a superioridade branca – e que foi por isso que agrediram violentamente várias pessoas na zona de Lisboa, entre homossexuais, imigrantes e militantes comunistas.
Segundo a acusação do MP, ficou “suficientemente indiciado que os arguidos agiram com o propósito de pertencer a um grupo que exaltava a superioridade da ‘raça’ branca face às demais raças, sabendo que, pertencendo a tal grupo deveriam desenvolver ações violentas contra as minorias raciais, assim como contra todos aqueles que tivessem orientações sexuais e políticas diferentes das suas.
O tribunal deu como provado que pelo menos 21 arguidos integravam a organização de extrema direita PHS, valorizando mesmo mensagens de Whatsapp encontradas nos telemóveis e nos computadores de arguidos que falavam em pagamentos de quotas e formas de recrutamento. Um dos arguidos assumiu em tribunal que alguns elementos “achavam giro andar a bater em pessoas, outros não”, acrescentando que “era mais a nível de propaganda”.
Os hammerskins são um grupo de dimensão internacional, com “chapters” em diferentes países que se assume como defensor da “raça branca” sobre as “demais raças”. “A raça é um conceito previsto da lei , não temos que ter medo de chamar as coisas pelos nomes”, disse o juiz durante a leitura.
Em Portugal o grupo formou-se em 2005 pelas mãos de Mário Machado, que apesar de não estar a ser julgado teve o seu nome mencionado várias vezes no tribunal, por terem sido encontrados documentos por si assinados e porque alguns membros admitiram ter integrado a organização por causa dele. Este grupo está estruturado de forma “vertical” e, segundo concluiu o tribunal, todos os candidatos devem ter “orgulho racial e consciência patriótica”. Para entrarem têm que ter 18 anos, descendentes de caucasianos e têm que passar algumas provas para passarem os vários níveis, começando por serem “hang-around”, depois “prospect” e, por fim “hammer”.
A PHS tinha uma sede em Loures e desde 2013 uma banda musical de nome “BIBO” (Blood In Blood Out) cujas letras passavam mensagens de propaganda nacional-socialista. A certa altura elementos do PHS criaram uma página no Facebook contra os refugiados onde organizaram pelo menos uma manifestação em 2015 junto à Assembleia da República. Depois dessa manifestação, um grupo de manifestantes deslocou-se ao Largo de São Domingos de Benfica quando, pelas 18h00, um dos participantes no comício “Coligação Democrática Unitária” (CDU) – que decorria no coliseu – passou por eles. António Pinheiro foi ameaçado e quando tentava regressar ao coliseu foi agredido a soco e pontapé, como descreve o despacho de pronúncia do processo. João Vaz, um dos arguidos, deixou cair a sua bolsa com documentos no local deste crime, mas não foi identificado pela vítima como tendo sido um dos agressores. Mais tarde um casal que também tinha estado no comício foi igualmente agredido. Uma das vítimas esteve de baixa médica quase dois anos por causa da agressão.
Dois anos antes, num outro episódio que também acabou por ser junto a este processo, na Estrada de Benfica, um grup e suspeitos fazia outra vítima, atacando-o ao sair do autocarro. Wilson foi atacado a murro e pontapé, levou facadas na coxa esquerda, no abdómen e no tórax e golpes com uma chave de rodas numa mão. Teve que ficar internado.
Em abril de 2014, membros do PHS atacaram na Rua do Diário de Notícias, no Bairro Alto, em Lisboa, um vendedor ambulante senegalês, tendo roubado alguns dos seus bens.  Quatro meses depois, na Rua Duques de Bragança, atacaram o proprietário de um carro que abordaram para pedir um cigarro por “aparentar ser homossexual”. Já em janeiro de 2015, elementos do grupo deslocavam-se à Praça da Alegria, onde no bar “Fontória” decorria uma festa gay e atacaram um rapaz. Um mês mais trade, no bar “Indy”, também em Lisboa, também deixaram um rasto de destruição.
Do conjunto de crimes que levou os arguidos ao banco dos réus, e onde terão participado suspeitos que nunca foram identificados, consta também um outro ocorrido no aeroporto do Porto contra Jonathan Costa, comunista que pertence ao Núcleo Antifascista do Porto. Aqui dois dos suspeitos deram um soco à vítima e ameaçaram-na.
Desde as agressões até ao julgamento, que decorreu este ano, passaram-se anos, mas quando prestaram testemunho as vítimas ainda demonstraram “vivências marcadadamente traumáticas e que, não obstante os anos volvidos, ainda fazem despertar sentimentos carregados de temor”, lê-se no acórdão de 308 páginas.
O tribunal condenou ainda alguns arguidos a pagarem indemnizações às vítimas. Tiago Gorjão foi condenado a pagar 26.404 euros a uma das vítimas, Alexandre Silva 7500 a outra, Francisco Fernandes foi condenado a pagar mil ao cidadão senegalês e Bruno Ribeiro e José Silva a pagar 500 euros a Jonathan Costa.
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Tábata Poline, do Fantástico, sofre racismo em loja: 'Respeita minha existência' – Marie Claire Brasil

Tábata Poline, jornalista mineira da TV Globo (Foto: Reprodução/Instagram)
Tábata Poline, repórter do Fantástico, da TV Globo, através da sua conta no Twitter relatou ter sido vítima de racismo em loja de shopping na Zona Sul do Rio de Janeiro na sexta-feira (8). Neste sábado, a marca entrou em contato com a jornalista se desculpando e ela negou, afirmando ainda que esta atitude “fortalece um sistema que mata pessoas como eu todos os dias”. Leia o relato completo enviado à Marie Claire abaixo.
Segundo a jornalista, ela foi acompanhada do marido até uma loja de vestuário, e contou que cinco vendedoras a notaram com indiferença: “Me olharam dos pés à cabeça e decidiram não me atender”.
Tábata contou que as mesmas vendedoras atenderam normalmente outras clientes que entraram no estabelecimento logo após ela: “Meu marido quis brigar e eu não deixei (deveria). Só saí”, contou. E lamentou: “Logo eu, tão combativa, me vi exausta quando deveria me posicionar.”
Em nota à Marie Claire, a marca My Place pediu desculpas e lamentou o ocorrido na loja no Rio Sul. “Entramos em contato com Tábata Poline assim que tomamos conhecimento. Respeitamos e admiramos seu trabalho, e nos desculpamos e nos colocamos à disposição. Quando pensamos um espaço físico como ponto de contato com nossos clientes, para além de toda estratégia que o movimento exige, pensamos em nos relacionarmos de verdade”.
“Porque sabemos que pessoas é quem encantam pessoas. Infelizmente não foi o que aconteceu. Garantimos nosso comprometimento para que estes fatos não aconteçam novamente. Vamos desenvolver medidas e implementar ferramentas que preparem nosso time para que situações como essa não se repitam”, afirmou a marca. 
O RIOSUL Shopping Center informou que “tomou conhecimento através das redes sociais do lamentável episódio em uma de suas lojas e reforça que este tipo de conduta não condiz com os valores do estabelecimento”. O shopping afirmou ainda que “está apurando os fatos narrados junto à loja para que todas as medidas cabíveis sejam tomadas”.
+ Ynaê Lopes dos Santos: “A história do Brasil é a história do racismo no Brasil”
Na noite desde sábado (9), Tábata Poline falou à Marie Claire que a loja enviou um pedido de desculpas via Instagram e da mesma forma respondeu a marca. “Não é a primeira vez e não será a última. Moro na zona sul e quando frequento lojas da zona sul essa é uma postura ‘normal’. Minha atitude é sempre a mesma. Saio da loja e não invisto meu dinheiro, suado e honesto, em um local que não respeita a minha existência. O que relatei de fato aconteceu”, começou a repórter.
“Entrei na loja com a intenção de encontrar um vestido ou um macacão pra uma ocasião especial pra mim. Uma vendedora disse ‘boa tarde’, me olhou dos pés até o topo da cabeça e se afastou. Eu estava de camiseta preta, calça florida e chinelo. Meu marido estava comigo. Ela foi para o caixa, se juntou as demais vendedoras que lá estavam. Elas pararam de conversar enquanto eu olhava algumas coisas na arara. Atrás de mim tinha uma outra vendedora organizando peças na arara ao lado tudo isso durou, se muito, dois minutos. Tempo suficiente pra eu constatar o que já havia percebido antes. Meu marido ficou extremamente nervoso”, descreveu Tábata.
Que continuou: “Ele quis voltar até a loja e chamar a gerente, questionar o tipo de atendimento não prestado a mim. Mas eu não deixei que ele fizesse isso. Só pedi que ficássemos ali por um tempo pra constatar também o óbvio. Na sequência, uma moça e uma senhora entraram na loja. As vendedoras prontamente atenderam, ficaram mostrando coisas, conversando”.
Tábata falou ainda de como esta atitude “fortalece um sistema que mata pessoas como eu todos os dias”. “Mata literalmente colocando muitos em caixões. E também mata emocionalmente. Eu tenho um trabalho pautado pelos direitos humanos e não quero, em hipótese alguma, ganhar holofotes por causa da dor que o racismo me causa. Ao contrário, uso meu trabalho pra conscientizar pessoas e denunciar”.
E finalizou afirmando não aceitar o pedido de desculpas da marca. “Porque fatalmente todas as pessoas negras ou ‘mal vestidas’ que entrarem nessa mesma loja, em ‘shopping de rico’, terão o mesmo tratamento que eu tive. Ao não ser que sejam reconhecidas ou lidas como alguém que tenha dinheiro. Espero de verdade que os colaboradores, de todas as áreas, sejam treinados e capacitados a entender a realidade do país em que vivem e trabalham. De minha parte, manterei a postura que adoto quando essas situações me atravessam. Não vou mais, não consumo, não indico, não invisto.”
Tábata Poline (Foto: Reprodução/Instagram )
O relato da Tábata foi acompanhado por seus seguidores na rede social, que a apoiaram e  contaram episódios parecidos que também vivenciaram.
Uma seguidora contou ser apaixonada por relógios e sempre ficar de olho em vitrines, em busca de um novo para comprar: “Um dia estava voltando do trabalho, com bota de segurança e camisa polo, vendo a vitrine do lado de fora da loja a atendente saiu de dentro da loja e me falou: ‘aqui só divide em 3 vezes, viu’. Eu não tive reação, sai do shopping, fui para o carro e comecei a chorar”, lembrou.
Já outro contou da vez que usou chinelo e bermudas para ir comprar alguns móveis e nenhum vendedor o atendeu.
+ Eu, Leitora: “Fui barrada dentro da Assembleia Legislativa por racismo institucional”, diz deputada
Neste sábado (9), um dia após o relato, Tábata usou seu perfil no Instagram para comemorar 1 ano de trabalho no Fantástico: “Tanta coisa mudou dentro e fora de mim”, começou.
Tábata Poline é repórter do Fantástico, na TV Globo (Foto: Reprodução/Instagram)
“Cheguei com tanto medo que nem coragem tive de tirar foto no palco onde as apresentadoras ficam. Medo de não me adequar. Medo de não dar conta. Medo de não ser boa o suficiente. Medo de não realizar o que eu sempre batalhei pra ter. Medo.
Hoje, 9 de julho de 2022, digo com toda certeza que o medo se foi. A minha essência falou mais alto. Minha ousadia (ou cara de pau) também. E junto a isso uma equipe de milhões. Sério, que equipe!!! Fui acolhida, respeitada e impulsionada a fazer o que eu amo e sei: ouvir e contar histórias.”
+ Não parece, mas é racismo: 20 frases para extinguir do seu vocabulário

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Apenas 4 presidenciáveis têm propostas efetivas para a população LGBT+ – Internet Group

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Por
Rafael Nascimento
Jornalista formado pela Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro. Tem passagens por veículos como Folha de S.Paulo e Estadão, além da Rádio Eldorado e da Agência Estado. No iG, escreve para as editorias Canal do Pet, Turismo e iG Queer.
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Com a proximidade das próximas eleições, que ocorrem em outubro deste ano, e que vão definir os cargos de presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, a importância de votar em candidatos que demonstrem apoio e propostas efetivas às pautas queer se torna uma prioridade para esta população.
No quadro atual, o Brasil tem 12 pré-candidatos ao representante máximo do Poder Executivo e, destes, somente a metade se manifestou nas redes sociais no Dia do Orgulho, celebrado no dia 28 de junho. Apesar disso, somente quatro entre eles têm propostas efetivas direcionadas à população LGBTQIA+.
Nas diretrizes do programa de governo da chapa Lula-Alckmin, a comunidade queer é citada duas vezes. O primeiro ponto aborda o processamento de crimes e violências contra esta população.
“As políticas de segurança pública contemplarão ações de atenção às vítimas e priorizarão a prevenção, a investigação e o processamento de crimes e violências contra mulheres, juventude negra e população LGBTQIA+.”, cita trecho na diretriz de número 31.
O outro ponto é totalmente dedicado à comunidade queer e se refere à garantia de direitos, combate à discriminação e respeito à cidadania.
“Não haverá democracia plena no Brasil enquanto brasileiras e brasileiros continuarem a ser agredidos, moral e fisicamente, ou até mesmo mortos por conta de sua orientação sexual. Propomos políticas que garantam os direitos, o combate à discriminação e o respeito à cidadania LGBTQIA+ em suas diferentes formas de manifestação e expressão. Políticas que garantam o direito à saúde integral desta população, a inclusão e permanência na educação, no mercado de trabalho e que reconheçam o direito das identidades de gênero e suas expressões”, sinaliza a diretriz de número 41.
Vale ressaltar que o governo Luís Inácio Lula da Silva foi o que mais priorizou historicamente garantias às políticas públicas LGBT+, entre elas o Programa Brasil Sem Homofobia, a Conferência Nacional LGBT, o 1º Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil e o Sistema Nacional de Promoção de Direitos e de Enfrentamento à Violência contra LGBT.
Uma pesquisa realizada pela organização Vote LGBT aponta que o ex-presidente Lula é o favorito entre as pessoas que compareceram a eventos da 26° edição da Parada LGBT+ de São Paulo. O presidenciável obteve 86% de intenção de votos, seguido por Ciro Gomes (PDT), com 2,5%, e Jair Bolsonaro (PL), com 1,6%. 
Outro pré-candidato que se posiciona a favor das pautas LGBT+ é Leonardo Péricles (UP). Em seu plano de governo, ele lista ao menos oito iniciativas voltadas à comunidade queer. 
Entre elas estão a criação de casas de referência e abrigo, com atendimento psicológico e jurídico; inserção da população LGBTQIAP+ no mercado de trabalho e universidades, com programas e cotas, em especial, para a população trans; e aplicação integral do Programa Nacional de Saúde da População LGBT+ no SUS.
Uma publicação compartilhada por Unidade Popular (@unidadepopular)




Vera Lúcia do PSTU também já apresenta propostas mais definidas para assegurar os direitos das pessoas queer. Em seu plano de governo aparecem diversas menções à comunidade.
“Uma luta diária, que inclua em sua pauta conquistas políticas e avanços nos direitos democráticos dos oprimidos, como legislações que garantam igualdade de oportunidade e direitos iguais, combatam a discriminação e a violência, legalizem o aborto, o casamento gay, criminalizem a LGBTfobia, punam o racismo, permitam maior representatividade nos espaços”, diz um trecho.
O plano ainda pede pelo “fim da opressão LGBTIfóbica” e se propõe a construir uma sociedade “que ponha fim em toda forma de opressão e discriminação, como o racismo, o machismo, a LGBTIfobia, o capacitismo, a xenofobia etc”.
Sofia Manzano (PCB) é a última presidenciável que se propõe a discutir políticas públicas voltadas à população LGBT+ em seu plano de governo. Entre as propostas está, por exemplo, a assinatura do termo de compromisso Programa Vote Com Orgulho, elaborado pela Aliança Nacional LGBTI+, e parcerias de apoio à candidatura da presidenciável, que tem o objetivo de garantir a defesa da população queer.
Outras propostas são a produção de dados sobre a população LGBT+ “para que seja viável pensar políticas públicas adequadas ao perfil socioeconômico dessa população”; elaborar, por meio do IBGE, uma Pesquisa Nacional sobre orientações sexuais e identidades de gênero da população brasileira; defender e destinar verbas para a inclusão de perguntas sobre orientação sexual e identidade de gênero no Censo Demográfico, caso este seja adiado para 2023; e criar o Programa de Proteção e Moradia para a População LGBT.
Os outros seis presidenciáveis não apresentam propostas explícitas de apoio à comunidade LGBT+ em seus planos de governo, mesmo que alguns tenham se mostrado favoráveis às pautas queer como Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB). A posição mais contrária à causa é a do atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), que ao longo do governo se posicionou diversas vezes de forma LGBTfóbica.
Antes de assumir a Presidência, ele foi contra o Kit-escola Sem Homofobia, projeto engavetado no governo Dilma Rouseff que visava instituir a educação sexual nas escolas. Durante o processo eleitoral, ele retomou a discussão e vendeu a ideia de um ‘kit gay’ em alusão à proposta declinada no governo Rouseff.
Não houve nenhuma destinação de verba para políticas públicas voltadas à população queer durante a gestão Bolsonaro até aqui e, inclusive, o presidente é declaradamente LGBTfóbico. Em janeiro deste ano ele declarou que as pautas da comunidade são usadas contra ele como forma de desgaste ao governo e constituem uma forma de “destruir a família”.
“Tem LGBT que conversa comigo sem problema nenhum. Tem muita gente que a gente descobre que é depois e o cara tinha um comportamento completamente normal e não tem problema nenhum. Isso tudo são pautas para desgastar. Uma das maneiras de você dominar o povo é você destruir a família com essas pautas”, disse. 
A única movimentação positiva que ocorreu durante o governo Jair Bolsonaro foi a aprovação da PL 2.353/2021 que proíbe a discriminação de doadores de sangue por orientação sexual. Contudo, o projeto é de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES) .
O que os presidenciáveis disseam no Dia do Orgulho?
O ex-presidente e atual candidato ao Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está à frente nas pesquisas eleitorais, e fez uma breve postagem no Twitter para celebrar o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. 
“Ninguém deve ser desrespeitado ou sofrer violência por aquilo que é, e todos têm o direito à felicidade. Em meus governos, sempre estivemos atentos e atuantes aos direitos da população LGBTQIA+. O Brasil deve ser um país de amor, respeito e inclusão, não de ódio e preconceito”, escreveu.

Ninguém deve ser desrespeitado ou sofrer violência por aquilo que é, e todos têm o direito à felicidade. Em meus governos, sempre estivemos atentos e atuantes aos direitos da população LGBTQIA+. O Brasil deve ser um país de amor, respeito e inclusão, não de ódio e preconceito.

O pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, também se manifestou na mesma rede social: “Hoje é o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, movimento pelo respeito, contra a discriminação e que luta pelo direito de amar e ser amado. Hoje é dia de justiça, de luta e de liberdade. Vamos juntos por um Brasil melhor e mais igual!”, escreveu.
Hoje é o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, movimento pelo respeito, contra a discriminação e que luta pelo direito de amar e ser amado. Hoje é dia de justiça, de luta e de LIBERDADE. Vamos juntos por um Brasil melhor e mais igual! #DiaDoOrgulho

Já a pré-candidata do MDB, Simone Tebet, se limitou em postar uma foto da bandeira LGBTQIAP+ em seus stories com o slogan da campanha: “Uma nova esperança para o Brasil”.
Leonardo Péricles (UP) se expressou pelo Instagram e descreveu as propostas de sua campanha dedicadas à comunidade queer. Vera Lúcia (PSTU) também se manifestou pela mesma rede social: “As LGBTI+S querem viver! Contra a violência, desemprego e miséria: explodir o armário e o capitalismo”, escreveu.
Uma publicação compartilhada por Vera (@vera_pstu)

Sofia Manzano (PCB) é a última da lista de presidenciáveis que se manifestaram no Dia do Orgulho: “Dia de celebrar a radicalidade combativa da Revolta de Stonewall! A batalha permanente à LGBTfobia deve realizar-se não apenas numa dimensão cultural e de valores, mas por meio de uma efetiva garantia dos direitos e das condições de vida”.
Uma publicação compartilhada por Sofia Manzano (@sofiamanzanopcb)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) integra a outra metade de pré-candidatos que não se manifestou na data. Com ele estão os presidenciáveis Luciano Bivar (União Brasil), Luiz Felipe D’Avila (Novo), André Janones (Avante), Pablo Marçal (Pros) e José Maria Eymael (DC).
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Racismo nas polícias é estrutural e fica impune, diz perita – Público

Quem o diz é Liz Fekete, directora do Instituto de Relações Raciais, um think tank sediado no Reino Unido, que alerta que em vários países europeus a “actividade de extrema-direita está a florescer na ala de segurança do Estado”.
O racismo nas polícias europeias é um problema estrutural e não pontual, ao contrário do que as chefias tendem a defender, o que cria um problema de impunidade que potencia este fenómeno. Portugal não é uma excepção neste contexto. Quem o diz é Liz Fekete, directora do Instituto de Relações Raciais (IRR), um think tank sediado no Reino Unido há mais de meio século.

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Denúncias de racismo e homofobia no GP da Áustria chocam intervenientes – Jornal de Notícias

GP da Áustria foi palco de comportamentos impróprios por parte dos adeptos
Foto: EPA/RONALD WITTEK
Várias denúncias de comportamentos homofóbicos e racistas, durante a realização do GP da Áustria, levaram a organização da Fórmula 1 a emitir um comunicado onde repudia este tipo de atos.
“Tomámos conhecimento de relatos de que alguns adeptos foram alvo de comentários completamente inaceitáveis durante o Grande Prémio. Levámos estas questões muito a sério e levámos este tema ao promotor do evento e à segurança. Este tipo de comportamento é inaceitável e não será tolerado”, lê-se em comunicado.
Além da própria organização, também os pilotos se mostraram indignados com esta questão, como Lewis Hamilton (Mercedes) que além de criticar ferozmente este género de comportamentos, ainda pede reforço da segurança para evitar que este tipo de ações se repita em corridas futuras.
“Enojado e desapontado por saber que alguns fãs enfrentaram comentários racistas e homofóbicos e outro tipo de abusos no circuito este fim de semana. Assistir ao Grande Prémio da Áustria, ou outro qualquer, não deve ser uma fonte de ansiedade ou dor para os fãs. Algo tem de ser feito de forma que as corridas sejam seguras para todos”, escreveu o piloto nas redes sociais.
O GP da Áustria foi ganho por Charles Leclerc (Ferrari), numa corrida espetacular, disputada até final.
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Justiça proíbe francês acusado de racismo de deixar o Brasil – Nexo Jornal

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O médico Gilles David Teboul é investigado por agredir e usar termos racistas para xingar Reginaldo Silva de Lima, porteiro do prédio onde ele mora em Copacabana
A Justiça do Rio de Janeiro proibiu o médico francês Gilles David Teboul de se aproximar do porteiro Reginaldo Silva de Lima e de sair do território brasileiro. De acordo com a decisão proferida pela juíza Maria Izabel Pena Pieranti na quarta-feira (6), ele também terá de entregar seu passaporte no 12º Distrito Policial, em Copacabana.
A Polícia Civil investiga Teboul por cometer os crimes de injúria racial, ameaça e lesão corporal contra Lima, que é porteiro do prédio onde o francês mora, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo o depoimento de Lima aos policiais, em 26 de junho, o estrangeiro ficou bravo porque a porta de um elevador estava aberta, o que impedia que o equipamento se movesse até outros andares caso fosse acionado.
Em seguida, o francês teria começado a discutir com o porteiro, o chamando de macaco, incompetente e vagabundo. Em resposta às ofensas, Lima contou que pediu respeito, mas acabou sendo agredido. Imagens das câmeras de segurança do condomínio mostram Teboul usando as mãos para apertar o pescoço do porteiro. Ele ainda teria dito que o mataria caso fosse denunciado. Segundo o inquérito, em determinado momento, na presença de outros moradores, o estrangeiro declarou que, por ter dinheiro, mesmo se o funcionário do edifício fosse à delegacia, nada aconteceria.
No dia em que Lima fez a denúncia, Teboul se recusou a ir até o Distrito Policial. Uma moradora do condomínio relatou que o francês tem histórico de problemas com vizinhos. Seu depoimento estava programado para terça-feira (5), mas ele não compareceu. O advogado do médico francês, Marcio Barros, foi à delegacia para pedir que seu cliente seja ouvido na semana que vem. Ao G1, ele disse que Teboul nega ter ofendido o porteiro, vai entregar o passaporte e colaborará com a investigação.
Na quarta-feira (6), Lima pediu afastamento do trabalho como porteiro por três dias devido à falta de condições emocionais. Ele afirma que não consegue dormir nem comer. “Ele me chamou de negro, macaco, vagabundo. Falou que pela minha cor eu não tinha capacidade de exercer a função de porteiro”, contou ao G1.

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