Passageiro faz relato chocante e diz que TAP pratica xenofobia contra brasileiros – Mestre das Milhas

De acordo com reportagem do Portugal Resident, o qual você pode ler clicando aqui, um empresário brasileiro enviou uma carta a CEO da TAP e deve processar a cia aérea na justiça. Veja o teor da carta:
Cara Senhora Christine,
Viajamos para a Europa num grupo de 12 empresários. Começamos em Portugal e visitamos também a Alemanha, Polônia e Holanda. Compramos um bilhete de Business Class da TAP no Brasil, através da Agência Tristar Turismo. Foi uma viagem de negócios.
Fomos muito bem recebidos por empresários amigáveis em Portugal, mas agora eles têm vergonha do que a TAP nos fez.
Já visitei 62 países; tenho 52 viagens na China; 100 viagens na Alemanha e outras cem na América do Norte; não sou um estreante. Compreendo perfeitamente que problemas e acontecimentos imprevistos podem acontecer na aviação. Tenho visto muitas coisas más, mas nenhuma tão bizarra como a forma como a TAP tratou os seus clientes.
Talvez o serviço mais hostil oferecido pelos funcionários das companhias aéreas que já testemunhei anteriormente tenha sido nos EUA. Foi muito mau de ver – mas por vezes compreendemos por causa do que passaram com o terrorismo. Nunca imaginei que, Portugal – um país que depende do turismo – pudesse produzir o pior tratamento de cliente que alguma vez observei.
O nosso maior problema foi o do regresso ao Brasil: Tivemos um voo de AMS (Amesterdã) para LIS (Lisboa) e depois uma ligação de LIS para GRU (aeroporto de Guarulhos em São Paulo) no dia 28 de Junho de 2022.
Ao embarcar em AMS, enfrentamos um grande atraso causado pela TAP, porque o voo original que veio da LIS tinha chegado atrasado à AMS.
Os passageiros da Classe Executiva têm direito a um Lounge, mas o Lounge que a TAP utiliza em AMS foi encerrado. Havia um aviso na porta, direcionando os passageiros para outro Lounge, que também estava fechado. Ou seja, não foi possível utilizar o Lounge no AMS, o que seria nosso direito e teria aliviado o inconveniente do atraso.
Com o atraso do voo em AMS, o tempo do nosso voo de ligação em LIS foi limitado.
Quando o avião pousou em LIS, forçaram-nos a correr muito para o controlo de passaportes/imigração.
Tenho sérios problemas de joelhos: Peso 100 kg, tenho 1,90m de altura: Não posso correr, mas consegui.
Depois da Imigração, outro funcionário da TAP forçou-nos a correr para a porta 44, a fim de embarcar no voo para GRU. Danifiquei gravemente os joelhos a correr.
Quando chegamos à porta 44, o embarque estava em curso, imagino que havia cerca de 60 pessoas na fila. A classe econômica ainda estava a embarcar. A classe executiva já tinha embarcado.
Tentamos utilizar o nosso acesso Prioritário à Classe Executiva, mas os funcionários de embarque (nomes dados) e um terceiro identificado no vídeo, disseram-nos para esperar – isto não fazia sentido uma vez que estávamos a horas e tudo estava em ordem, e estávamos a sofrer com o stress de correr.
Queixamo-nos desta situação. Os funcionários da TAP claramente não gostaram da nossa queixa, não aceitam queixas e começaram a tratar-nos muito mal.
Não devíamos receber esse tipo de tratamento discriminatório – mas a situação tornou-se pior: começaram a gozar conosco, e mostraram a XENOFOBIA contra cidadãos brasileiros.
Ficamos indignados com isso. Não acreditávamos que fosse possível ser tratado tão mal. Pedimos um supervisor ou um gerente, e eles zombaram ainda mais de nós.
Um dos meus companheiros de viagem fez uma curta-metragem com o seu celular, só para ter provas do que nos fizeram passar.
Devido a isto, ficaram ainda mais zangados e disseram que não nos deixariam embarcar, como castigo. Estavam a cancelar a nossa viagem, chamando-nos “passageiros mal comportados”.
Chamaram um polícia, que nos acompanhou até o controle da imigração. Tivemos de passar novamente pelo procedimento de reentrada em Portugal.
Não nos foi dado qualquer apoio; fomos simplesmente abandonados. Já passava da meia-noite desta vez.
Só fomos informados de que podíamos levantar a nossa bagagem na esteira de número 9.
Fomos para a esteira e a bagagem nunca apareceu. Fomos ao serviço de recolha de bagagem; após horas de espera, disseram-nos para regressarmos no dia seguinte às 06:00 da manhã.
Tivemos dificuldade em encontrar um hotel disponível em Lisboa, uma vez que todos os hotéis estavam completamente lotados.
Dirigimo-nos a um amigo que vive em Lisboa. Ele veio ao aeroporto às 2:30 da manhã para nos buscar e com o seu carro fomos a vários hotéis à procura de uma vaga, até que, após uma dúzia, encontramos um com disponibilidade.
Conseguimos tomar uma ducha e dormir durante uma hora. Continuei a pedir ajuda à TAP, um tempo de espera mínimo de mais de uma hora, à espera de ser atendido.
Quando finalmente consegui falar com a TAP, após 2 horas ao telefone, ao amanhecer, eles indicaram que nos seria atribuído um voo de manhã, mas com destino CNF (Belo Horizonte-Confins, não o nosso destino original GRU) com um voo de ligação Azul para chegar ao GRU. Até enviaram um e-mail a confirmar este reescalonamento.
Recomendaram chegar ao aeroporto mais cedo às 6:00 da manhã, e por isso prosseguimos com a saga novamente.
Às 6:00 da manhã, fomos mais uma vez maltratados: no check-in não nos aceitaram, mesmo depois de termos mostrado o e-mail de confirmação que a TAP tinha enviado. Enviaram-nos para o balcão da TAP, apenas dois funcionários presentes – muitas pessoas à espera; a necessidade de uma senha – e o tempo passou.
Assistimos lá horrores, como maltratam os brasileiros, pessoas humildes/idosos tentando resolver seus diferentes problemas e situações com a TAP. Os funcionários zombam e usam XENOFOBIA o tempo todo.
Depois de muito tempo, eles chegaram até nós. Senhora de óculos, SUPER ARROGANTE disse que a TAP não gosta de gente que reclama, e tem o direito, segundo as leis portuguesas, de rejeitar passageiros. Por esse motivo, nossos bilhetes foram cancelados e fomos obrigados a comprar novos bilhetes. Ou seja, tivemos que gastar milhares de euros, novamente, só para poder sair do país.
Em vista de nossa exaustão, meus joelhos, todo o desgaste psicológico, não tivemos escolha; compramos novos bilhetes ali mesmo. Quando estava na porta de embarque e consultei o voo de ligação com outro colaborador da TAP, apercebemo-nos de que nos tinham penalizado de novo: tinham-me colocado num voo AZUL para o dia seguinte – obrigando-me a passar mais uma noite em Belo Horizonte. A funcionária disse que não podia fazer nada naquele momento, e que teríamos que tentar resolver a situação quando chegássemos ao Brasil.
No Brasil, a Azul também dificultou a situação, dizendo que não havia como alterar uma reserva feita pela TAP: fui obrigado a comprar passagem da Latam para poder chegar em casa.
Mas também tivemos outra surpresa indesejada ao desembarcar em Belo Horizonte: SEM BAGAGEM! Foi entregue 24 horas depois, mas com as malas todas quebradas…
Depois vejo no LinkedIn que a TAP está a festejar que Gago Coutinho e Sacadura Cabral fizeram a primeira travessia aérea do Atlântico em 1922. Imaginavam que 100 anos depois a TAP trataria tão mal os clientes?
Edson Cipriano”
Retomando, é um relato chocante. Sabemos que a TAP não é perfeita e precisa melhorar muito, mas esse nível de estrago está além da normalidade.
Como sempre o site está aberto caso a empresa aérea queira se pronunciar sobre o caso. E ficamos muito tristes com o tratamento dispendido aos brasileiros de forma generalizada por aqueles que mais ajudam a TAP ao consumir os seus produtos.
E você? Já passou por situação parecida? Deixe seu comentário abaixo sobre esse assunto.
 

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