Ucranianos são os refugiados mais aceitos no mundo, indica pesquisa – Folha

Acesse seus artigos salvos em
Minha Folha, sua área personalizada
Acesse os artigos do assunto seguido na
Minha Folha, sua área personalizada

Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Gostaria de receber as principais notícias
do Brasil e do mundo?
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Uma pesquisa que ouviu mais de 20 mil pessoas em 28 países corrobora um fenômeno discutido desde o início da Guerra da Ucrânia: os refugiados ucranianos são muito mais aceitos pelos países de acolhida do que afegãos, sírios e os que fogem de desastres humanitários em outros lugares do mundo.
De acordo com o levantamento, realizado pelo instituto de pesquisa Ipsos, 54% dos entrevistados afirmaram apoiar que seu país receba refugiados ucranianos, e apenas 15% se disseram contrários.
É uma receptividade bem maior do que a direcionada a refugiados de outras nacionalidades —32% disseram apoiar a chegada de sírios; 31%, de pessoas de Mianmar; 30%, de venezuelanos e afegãos, e 27%, dos que fogem do conflito no Sudão do Sul. Os ucranianos foram os mais aceitos em 26 países —Arábia Saudita e Malásia foram os únicos mais abertos aos sírios.
A margem de erro da pesquisa é de 3,5 pontos percentuais, e a amostra é representativa da população adulta da maioria dos países —no caso do Brasil, representa a população conectada à internet, mais urbana e escolarizada que a média. Segundo o relatório do Ipsos, o resultado “sugere que a Guerra da Ucrânia pode até ter melhorado a atitude em relação aos refugiados, mas não é algo incondicional, e outras questões podem estar afetando as visões em relação aos refugiados de outros países”.
Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo; aberta para não assinantes.
Carregando…
Na outra ponta, os afegãos foram os mais rejeitados pelos 28 países da sondagem: um terço da amostra se disse contrária à chegada de refugiados do país controlado pelos radicais do Talibã. Questionados em relação a refugiados de qualquer nacionalidade, 36% se disseram favoráveis a recebê-los em seus países.
Nesse quesito, o Brasil é exceção e foi o mais aberto do ranking: 64% dos brasileiros ouvidos disseram apoiar o acolhimento de refugiados no geral. Assim como no resto do mundo, os ucranianos são os mais bem-vindos, com 69% de respostas favoráveis, contra 52% para birmaneses, 53% para sudaneses e 55% para afegãos. A aceitação a venezuelanos e sírios, fluxos mais comuns hoje no país, foi de 61% e 58%.
Outras pesquisas já mostraram que os brasileiros têm, no geral, uma visão positiva sobre os refugiados, mas relatos de xenofobia, especialmente contra imigrantes negros ou de origem indígena, vêm crescendo nos últimos anos. O Brasil também tem tradição de política externa aberta a esses grupos —foram criados vistos humanitários para sírios, afegãos e ucranianos, por exemplo—, mas o apoio aos que chegam é considerado insuficiente, com ONGs ficando responsáveis por absorver a maior parte da demanda.

Na pesquisa do Ipsos, os maiores índices de aceitação aos refugiados depois do Brasil foram os da Argentina e da Arábia Saudita, ambos com 52%, e do México, com 50%. As menores porcentagens de apoio ficaram entre os cidadãos de Turquia, Malásia e Hungria, com 12%, 14% e 18%, respectivamente.
A Turquia, vizinha à Síria, em guerra civil há mais de dez anos, é o país com o maior número de refugiados no mundo, 3,8 milhões, segundo o último relatório do Acnur (alto comissariado da ONU para refugiados).
Receba no seu email os grandes temas da China explicados e contextualizados; exclusiva para assinantes.
Carregando…
Os dados, de 2021 —portanto, anteriores à Guerra da Ucrânia—, mostraram que a cifra de deslocados à força dobrou na última década, com 89,3 milhões vivendo longe de suas casas devido a conflitos ou violações de direitos humanos. Em maio deste ano, as Nações Unidas divulgaram uma atualização que inclui os refugiados ucranianos, com o número de deslocados forçados atingindo 100 milhões.
O êxodo ucraniano chamou a atenção por ser um dos mais velozes da história, com mais de 3 milhões de pessoas tendo deixado o país apenas no primeiro mês do conflito, especialmente pela fronteira com a vizinha Polônia. Uma parte desses exilados, porém, começou um movimento de retorno depois que o conflito se concentrou no leste do país. No geral, os países europeus abriram suas fronteiras a esses migrantes, o que gerou comparações com a resposta a outros fluxos recentes, como os do Oriente Médio.
54% é o apoio geral dos entrevistados de 28 países ao acolhimento de ucranianos; 32% disseram ter o mesmo posicionamento em relação a sírios, 30%, sobre venezuelanos, e 30%, sobre afegãos
64% dos brasileiros são a favor da recepção do país a refugiados de qualquer nacionalidade; a média mundial é de 36%
69% dos brasileiros apoiam a recepção de ucranianos; só os suecos são mais abertos a esse grupo, com 73%

Fonte: Pesquisa Ipsos realizada entre 22.abr e 6.mai de 2022
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Leia tudo sobre o tema e siga:
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas (conheça aqui). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Semanalmente, os principais fatos do globo, explicados de forma leve e interessante
Carregando…
Semanalmente, os principais fatos do globo, explicados de forma leve e interessante
Carregando…
Live discute como a tecnologia pode ser aliada das empresas na sustentabilidade
Com múltiplos destinos, Argentina está pronta para receber brasileiros
ENERGIA LIMPA HOJE E NO FUTURO
Referência em Cidades Inteligentes, Curitiba investe em iniciativas para qualidade de vida
Análise de dados ajuda governos na formulação de políticas públicas
Cidades inteligentes colocam tecnologia na porta de casa; saiba tudo sobre as “smart cities”
Crea-SP realiza ações para ampliar presença e relevância das mulheres
Controle do glaucoma depende de prevenção e adesão a tratamento
Tranquilidade e segurança para o produtor rural
Novo protocolo do SUS poderá mudar cenário de pacientes com Hipertensão Arterial Pulmonar
ID digital garante maior confiança nas transações pela internet
Tecnologia aumenta produtividade e reduz custo de empresas de logística
Economia circular ganha força e chega à produção de fertilizantes
QUALIDADE E CUIDADO COM O MEIO AMBIENTE
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Reunião do conselho político da pré-campanha petista ocorre nesta segunda (11)
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Para responsável por área de liberdade de expressão da entidade, Justiça precisa ter critérios para enquadrar abuso
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Órgão afirma preocupação com a segurança do magistrado e seus familiares

O jornal Folha de S.Paulo é publicado pela Empresa Folha da Manhã S.A.
Copyright Folha de S.Paulo. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folhapress.
Cadastro realizado com sucesso!
Por favor, tente mais tarde!

source

0 replies

Leave a Reply

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.