Projeto +Igual Viseu Dão Lafões promove debate público em Penalva do Castelo – SAPO

Mais Beiras Informação
Diretor: Paulo Menano
Decorrente da implementação do projeto +Igual Viseu Dão Lafões no município de Penalva do Castelo realizou-se no passado dia 07 de julho, na Loja de Cidadão local, o debate público “Educação – Capacitação e Igualdade de Género”.
Esta iniciativa encontra-se integrada num plano de capacitação na área da igualdade e da não discriminação a levar a cabo pelos 14 municípios associados da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões até final de março de 2023, com o objetivo de habilitar público estratégico para o desenvolvimento de ações na área da educação promotoras da igualdade de género.
No âmbito deste projeto, a Equipa para a Igualdade na Vida Local do concelho aprovou, em maio passado, o seu Diagnóstico, estando presentemente a ser elaborado o plano de ação, a aprovar até final de setembro de 2022.
O fim último de todo este processo passa pela implementação de ações em diversos setores da comunidade local promotoras da igualdade e da não discriminação que contribuam para uma sociedade mais justa, igualitária e participativa.
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Unesco: O poder da educação para acabar com o estigma e a discriminação relacionados ao HIV – Agência AIDS – Agência de Notícias da Aids


Para muitos dos estimados 1,7 milhão de adolescentes que vivem com HIV, a escola não é o lugar seguro que deveria ser. Eles sofrem bullying, punições indevidas e até violência. Muitos não têm acesso aos serviços de que precisam devido ao estigma, discriminação ou criminalização.
Joyce Ouma, do Quênia, da Rede Global de Jovens Vivendo com HIV (Y+ Global), falou com líderes de saúde e educação em uma reunião de junho do Conselho de Coordenação do Programa Unaids. O Conselho reúne 11 agências da ONU e uma Secretaria para acabar com a epidemia de aids como uma ameaça à saúde pública até 2030.
Ouma, uma jovem que vive com HIV, disse que todos os jovens, independentemente do estado de saúde, têm o direito de aprender em um ambiente de aprendizagem seguro e de apoio. A jovem fez referência às recomendações de Aprendizagem Positiva, que foram desenvolvidas sob sua liderança como parte de uma parceria inovadora liderada por jovens entre a Unesco e a Rede global de Pessoas Vivendo com HIV.
O relatório esboça recomendações para que o setor de educação atenda às necessidades dos alunos que vivem com HIV. Salienta a importância da educação sexual abrangente, apoio à saúde mental e bem-estar e confidencialidade. Ele aborda o tratamento e cuidados do HIV, saúde e direitos sexuais e reprodutivos, e fala sobre bullying e violência e ambientes de aprendizagem inclusivos e promotores da saúde.
A educação é uma das melhores ferramentas de prevenção do HIV, disse o chefe de Saúde e Educação da Unesco, Christopher Castle, com evidências mostrando que cada ano adicional de escolaridade secundária leva a uma redução no risco cumulativo de infecção pelo HIV.
Ecoando o forte apoio expresso por vários ministros da educação à educação sexual abrangente, Castle observou que “a escola é uma parte fundamental da educação de qualidade que os jovens exigem e merecem”, disse Castle. “Ele procura equipar os jovens com as habilidades, atitudes e valores de que precisam para realizar sua saúde, bem-estar e dignidade, construir relacionamentos saudáveis, conhecer seus direitos e os direitos dos outros. É importante ressaltar que é uma ferramenta crucial no combate ao estigma e à discriminação relacionados ao HIV”.
Encerrando a reunião, o diretor executivo interino do Programa do Unaids, Matt Kavanaugh, disse que “a educação deve estar no centro de como alcançarmos nossos objetivos em relação ao HIV. Devemos reconhecer que o estigma e a discriminação matam e devemos usar o poder da educação para mudar nossa atual trajetória de HIV.”
A Unesco é co-patrocinadora e fundadora do Unaids, responsável por liderar esforços para apoiar os setores nacionais de educação para fortalecer sua resposta ao HIV e co-convoca o trabalho sobre jovens com o Unicef e o UNFPA.
Fonte: Unesco
A transvereadora Filipa Brunelli é a convidada da coluna “Senta aqui, com Marina Vergueiro” nesta segunda-feira (11). Filipa Brunelli tem 29 anos, é graduanda em Sociologia e foi eleita para o seu primeiro mandato, com 1.119 votos, sendo a segunda pessoa mais votada do partido. Filipa é a primeira mulher Trans a ocupar uma vaga […]
O casamento homoafetivo nos Estados Unidos foi legalizado em 2015 e com essa legislação é possível pleitear o Green Card e a cidadania americana, que permitem a permanência em solo norte americano.
O imunizante tem sido utilizado com base em uma autorização de uso emergencial, concedida em janeiro de 2021.
A menos de três meses das eleições, os espaços de discussão deveriam estar ocupados por debates sobre propostas de candidatos para enfrentar desafios na saúde, educação, assistência social, violência, preservação ambiental, economia e planejamento urbano, entre outros tantos temas. Deveriam, mas não estão, infelizmente.
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Não foram só os 'apupos a Hamilton: F1 vai investigar queixas de assédio e racismo a adeptos – AutoSport

O GP de Abu Dhabi de 2021 foi bom e mau ao mesmo tempo para a F1: ofereceu-nos um espetáculo e drama de exceção e ‘futebolizou’ quase ao extremo adeptos que não sabem o significado da palavra desporto.
Na sexta-feira, quando Lewis Hamilton saiu da pista com o seu Mercedes W13, num acidente forte em que o piloto ficou algum tempo dentro do carro, a festa laranja que foi feita na bancada mais perto, e provavelmente em todas as que tinham um ecrã gigante à frente, foi bem forte.
Mais de 50.000 adeptos holandeses foram à Áustria para a corrida deste fim-de-semana, que terá uma multidão estimada em 105.000 pessoas no domingo.
Lewis Hamilton disse que achou “surpreendente” que os adeptos tenham aplaudido um acidente, particularmente sem conhecerem o estado do piloto: “Estou grato por não me ter ferido, mas nunca se deve aplaudir um acidente de alguém. Os apupos não deveriam ter acontecido em Silverstone, embora não tenha sido um acidente, e não deveriam ter acontecido aqui”.
As coisas atingiram um nível ainda maior na Áustria. Existiram muitas queixas de assédio e racismo por parte de adeptos presentes na Áustria, vários adeptos publicaram comentários nos meios de comunicação social sobre o assédio que sofreram, incluindo o uso de calúnias homofóbicas e racistas.
Isso chegou “aos ouvidos da F1” que respondeu com uma declaração de que iria tomar medidas. “Fomos informados de relatos de que alguns adeptos foram sujeitos a comentários completamente inaceitáveis por outros no evento. Levantámos esta questão junto do promotor e da segurança e iremos falar com aqueles que relataram estes incidentes e estamos a levar esta questão muito a sério. Este tipo de comportamento é inaceitável e não será tolerado e todos os adeptos devem ser tratados com respeito”.
A F1 não gostou do que se passou com Verstappen em Silvertone, Hamilton na Áustria, como não gostou muita gente pelo mundo que sabe estar no desporto, e agora pretende discutir o assédio ‘inaceitável’ dos adeptos.
Vamos ver o que vai fazer…
Façam como o Max fez em Silvertone, não deem ouvidos, e tudo passa, Quanto mais se manifestarem mais gosto lhes vai dar brincar com o assunto.
Enfim acho que anda tudo doido, Mataram o Cante e foi o que foi… Na Africa do Sul foram mortos mais de 300 Portugueses (brancos) nos últimos anos e nem uma palavra… Não sei, assim de repente parece que os Africanos (pretos) têm mais direitos e são mais importantes que os Europeus (brancos) Se calhar aquele slogan de “todas as vidas são importantes” devia ser transformado em “a vida dos pretos é muito importante” Os termos branco e preto não são pejorativos, nós dizemos que um carro é branco ou é preto porque é a cor do carro, a não… Ler mais »
Não se deve “celebrar” o acidente quando o piloto ainda está dentro do carro e/ou quando tem de ser transportado para o hospital, isto parece-me óbvio.
Dito isto, quando em Silverstone 2021 Hamilton causou o acidente de Verstappen e a Mercedes celebrou, será que o inglês repreendeu a sua equipa?
Karma…
Cumprimentos
Pais de queques e copinhos de leite, devem ser como aqueles que protestam contra as minas de litio com um smartphone na mão.
Eu não conheço os Africanos de Portugal vivo e trabalho em Àfrica À mais de 10 anos, já trabalhei em mais de 6 países e se alguém quer combater o racismo de fazê-lo em Àfrica, eles são muito mais racistas que nós, em todos os países existe calão para designar um branco, etc
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Academia é condenada por discriminação de criança autista – Correio Braziliense

A Academia Elton Pedrosa foi condenada a indenizar, por danos morais, uma aluna que foi impedida de continuar na aula de dança porque estava acompanhada da filha autista. Segundo o magistrado do Juizado Especial Cível e Criminal do Riacho Fundo do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), a abordagem foi constrangedora e discriminatória. 
No pedido, a autora conta que, em setembro de 2021, compareceu à unidade do Riacho Fundo II para participar da aula e a filha de 10 anos estava com ela. Antes de começar a aula, o coordenador da unidade avisou que a criança não poderia permanecer na sala.
A mãe, por outro lado, relata que a criança já havia estado em outras ocasiões e que as filhas de outras alunas também aguardavam as respectivas mães terminarem a aula dentro da sala. A autora alega que a discriminação gerou “enorme constrangimento”, por isso requereu a rescisão contratual, devolução dos valores pagos e reparação legal.
A acusada alega que negou a permanência da menina na aula com o objetivo de cumprir decretos que previam a limitação de alunos nas aulas por conta da pandemia do coronavírus. Ela ainda informa que o pedido foi feito de forma discreta e reservada para que pessoas não autorizadas a participar da aula aguardassem em uma área específica. A ré ainda nega que o funcionário da empresa sabia que a criança era autista e que “apenas cumpria os comandos de decreto governamental vigente à época”. 
Durante a análise do processo, foram ouvidas três testemunhas, sendo que duas afirmaram que, após a chamada de alunos, antes do início da aula, a autora e a filha foram informadas que deviam se retirar. Uma das testemunhas narrou que outras crianças assistiram às aulas tanto antes quanto depois do ocorrido, inclusive a filha da autora, mas que, no dia dos fatos, esta era a única criança presente no local.
As testemunhas ainda contaram que na unidade não existe espaço reservado para crianças, as quais ficariam na recepção, do lado de fora. No caso da filha da autora, por ser autista, acredita que não poderia ficar naquele local, em face da vulnerabilidade.
O professor de dança, que tem depoimento prestado, afirma ter recebido ordem para retirar a criança da sala. Ele ainda disse que o coordenador teria recebido reclamação de outras alunas de que a menina gritava e atrapalhava as atividades. O profissional conta que negou que o comportamento dela era esse e discordou da posição do coordenador.

“A prova oral demonstrou que houve uma conduta injustificável da academia ao restringir a presença da criança no local. Isso porque o próprio professor admitiu que a retirada se deu em razão do autismo da menor e não das normas inerentes à pandemia, o que foi confirmado pela outra testemunha ouvida, que também era aluna”, avaliou o magistrado.
O magistrado explicou que, de acordo com o Código Civil, “aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”. 
De acordo com a legislação também, o fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.
O julgador ponderou que, mesmo que fosse o caso de observação das normas da pandemia, em relação à limitação de pessoas presentes na sala de aula, a particular situação da filha da autora justificaria sua presença no local em que a mãe faz suas atividades. 
Observados os fatos, o magistrado concluiu que é justificável a ausência da autora às aulas desde o dia dos fatos e, por isso, cobra a restituição dos valores do serviço não utilizado (R$ 671,30). Os danos morais serão concedidos e a academia deverá pagar à autora do pedido R$ 5 mil.
Com informações do TJDFT
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Tesla com mais um processo de discriminação – MaisTecnologia

A Tesla enfrenta um novo processo depois de 15 ex-funcionários terem aberto um novo processo contra a empresa por esta supostamente não impedir a discriminação de raça na sua fábrica em Fremont, Califórnia. O processo, que foi aberto num tribunal na Califórnia na semana passada, detalha as alegações dos trabalhadores de que estavam sujeitos a insultos racistas, comentários ofensivos e assédio no local de trabalho.
Conforme descrito no documento, os trabalhadores alegam que os seus colegas frequentemente usavam a palavra “negro” e outros termos racistas ou discriminatórios como “escravidão” ou “plantação” para descrever a cultura de trabalho da fábrica. Além disso, a Tesla supostamente deixou os grafites racistas nas paredes das casas de banho, bancos, armários e estações de trabalho que continham palavras racistas e ofensivas.
A ação alega que a administração também participou do assédio, “ignorou as reclamações e denúncias repetidas” sobre o assunto e retaliou os trabalhadores “por denunciar e reclamar sobre a discriminação”. Uma ex-funcionária, Jasmin Wilson, afirma que foi assediada sexual pelos seus colegas de trabalho e gerentes. Os seus gerentes supostamente não fizeram nada para denunciar a discriminação e, em vez disso, estabeleceram políticas prejudicando Jasmin Wilson numa retaliação pelas suas queixas.

Outro trabalhador, Nathaniel Aziel Gonsalves, afirma que foi demitido repentinamente após nove anos na Tesla por denunciar os atos discriminatórios na empresa. Vários outros trabalhadores alegam que foram negadas várias promoções com base na raça.
Este processo mais recente é apenas um dos muitos que visam a Tesla por suposta discriminação e outras formas de assédio no local de trabalho. No ano passado, um ex-assessor negro ganhou o seu caso que acusou a Tesla de não fazer o suficiente para evitar a discriminação. Ele recebeu um pagamento reduzido de US$ 15 milhões. A empresa também pagou US$ 1 milhão a um funcionário que alegou que a empresa não fez nada depois que ele ter sofrido insultos racistas pelo seu supervisor.
A Tesla negou as alegações de discriminação num post no seu blog, afirmando que a empresa “se opõe fortemente a todas as formas de discriminação e assédio”.
Fonte: Prnewswire

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'Fiquei muito mal', desabafa Bruno Gagliasso após episódios de racismo com seus filhos – Terra

‘Fiquei muito mal’, desabafa Bruno Gagliasso após episódios de racismo com seus filhos  Terra
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Negros são as maiores vítimas de crimes violentos no País – Terra

Negros são as maiores vítimas de crimes violentos no País  Terra
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Dois dos três torcedores argentinos detidos por injúria racial e racismo durante jogo do Corinthians em SP são soltos após pagar fiança – G1

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Vaticano diz que pandemia agravou discriminação das tripulações marítimas – Renascença

09 jul, 2022 – 18:25 • Ângela Roque
Na mensagem para o Domingo do Mar 2022, que a Igreja celebra a 10 de julho, o prefeito do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral lembra que as dificuldades das tripulações marítimas se agravaram com a pandemia. O cardeal Michael Czerny lamenta que, mesmo vacinados, muitos continuem a ser impedidos de desembarcar.
“Vários governos e companhias de navegação ainda se recusam a permitir que os marinheiros desembarquem. Para piorar a situação, alguns marinheiros podem ir a terra se tiverem a ‘cidadania adequada’. Essa discriminação é tão injusta quanto imoral. Todos nós devemos lembrar que a dignidade inata dos marinheiros como seres humanos deve ser respeitada”, escreve aquele responsável, acrescentando que com a pandemia “mais de 400 mil marítimos ficaram retidos a bordo, impossibilitados de deixar o navio no final do contrato e voltar para casa para as suas famílias”.
A mensagem lembra que mais de um milhão de marinheiros transportam, todos os dias do ano, “os bens que usamos e consumimos”, num “trabalho essencial” que deve ser agradecido. “É hora de dizer ‘obrigado!’“, lembra o cardeal, que fala, ainda, do impacto da guerra da Ucrânia para quem tem “a árdua tarefa de navegar através das minas no Mar Negro e no Mar de Azov”. “Muitos navios afundaram-se e muitas vidas foram perdidas durante essa guerra injusta e imoral”, lê-se na mensagem.
O Domingo do Mar é celebrado anualmente no segundo domingo do mês de julho, homenageando os marinheiros e pescadores, mas também os capelães e voluntários da ‘Stella Maris’ – o Apostolado do Mar da Igreja católica.
A comemoração nasceu em 1975, em Inglaterra, por iniciativa precisamente do Apostolado do Mar, mas assumiu ao longo do tempo uma dimensão internacional e ecuménica, sendo assinalado pela comunidades cristãs em todo o mundo.
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Relatos reais de racismo se tornam livro: 'Senti na pele' – AnaMaria

A comunidade que deu visibilidade às vítimas de racismo atualmente virou audiolivro e traz relatos comoventes
Raquel Borges Publicado em 09/07/2022, às 14h30
Foi ouvindo histórias reais de negros que vivenciaram o preconceito que o jornalista e antropólogo Ernesto Xavier, 37 anos, criou o projeto Senti na Pele: Relatos. A ideia era que as pessoas pudessem denunciar o racismo sofrido por elas. 
O neto da saudosa atriz Chica Xavier e do ator Clementino Kelé escutou dolorosas denúncias que viraram um livro, distribuído pela Editora Malê. Neste ano, a obra homônima virou audiolivro, produzido em parceria com a Tocalivros e dublado pelos atores Leo Raoni e Thaís Cabral. 
Quando criou a página no Facebook, em 2015, Ernesto não imaginou em que lugar chegaria: “Queria que mais pessoas tivessem contato com essas histórias e entendessem como o racismo atinge os negros brasileiros. Queria que elas se sentissem à vontade para falar sobre nossas dores, e que um pudesse ajudar o outro. Transformar aqueles depoimentos em um livro foi especial, porque podia fazer chegar a mais gente nossas histórias. Em audiolivro ainda mais…”, revela.
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Morre bilionária e filantropa brasileira, Lily Safra, na Suíça aos 87 anos
Para o jornalista, ainda falta bastante para mudar a sociedade com relação ao racismo: “Pelo menos durante quatro séculos foi tirado de nós o direito de falar, de sermos ouvidos. É uma questão tão profunda que está na base da sociedade brasileira e, para mudar, é necessário um debate contínuo, profundo, franco. É importante ainda que os outros lados estejam dispostos a ouvir, a aceitar o que temos para falar, pedir, exigir, especialmente para as pessoas mais marginalizadas – as que estão nas periferias em situação de vulnerabilidade. Isso vai levar tempo, mas a gente não vai recuar”, reflete o antropólogo.
A atriz Thais Cabral também foi tocada pelos textos: “ Infelizmente, não há uma só pessoa negra nesse país que não tenha passado por alguma situação de racismo, por isso a gente se identifica tanto. Lembro de um relato de uma psicóloga que chegou num evento em que seria a palestrante. A atendente não deu a devida atenção a ela e não anunciou sua chegada. As pessoas não a viam como pertencente daquele local.”
Thais continua: “Esse olhar de ‘aqui não é o seu lugar’ já sofri diversas vezes também. Lembro-me de um Carnaval que passei em Salvador. Tinha um par de convites em meu nome para um camarote. Fui com uma amiga branca e loira. Ao chegar na entrada, nenhum funcionário sequer olhou pra mim para me atender. Todos foram falar com minha amiga”, desabafa. 
De acordo com Thais, essa reflexão tem que começar a partir da valorização da cultura negra para as novas gerações. “A juventude e a criançada têm que ter acesso à cultura e à real história negra. Elas precisam conhecer e saber o valor que a cultura negra tem. Esse acesso deve ser permitido para crianças negras e não negras também. Acredito que assim podemos começar um bom debate”.
Ouvir as histórias foi muito difícil para Ernesto, pois o fez relembrar de questões particulares. Mas ele aprendeu a ter um olhar de fora para dentro. “Precisava tratar aquilo de maneira com que pudesse decodificar para outras pessoas. Não podia fazer isso de uma forma totalmente emocional”. 
O autor ficou bastante chocado com alguns relatos, porém sentiu-se acolhido. “Haviam outras pessoas que entendiam o que eu passava, e também se sentiam bem com o meu acolhimento ali. Era uma troca, isso foi praticamente um despertar da minha negritude. Com o projeto, podia falar sem achar que seria julgado. As pessoas entenderam o que eu estava dizendo”, conta. 
A importância de projetos como esse é jogar uma luz sobre o racismo. “Trazer essas histórias que estavam escondidas nas memórias das pessoas e inserir as novas gerações nesse debate é muito importante, por isso comecei pela internet, que é um espaço em que os jovens estão”, finaliza.
Empreendedorismo
Influenciadora diz que vida real e relacionamento é a chave de seu sucesso
Crônica
O que vimos em oito anos do trauma do 7×1
Conselho de amiga
Mensagem da Karlinha: Desligue-se dos problemas
Numerologia
Numerologia: Como descobrir seu talento oculto com ajuda dos números
Conselho de amiga
Ainda é tempo de rever o caminho
Conselho de amiga
Mensagem da Karlinha: Muito cuidado com o que fala
GRUPO PERFIL – Argentina, Brasil, Uruguai, Chile, Estados Unidos, Portugal e Índia
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