CGTP-IN: sindicatos não podem faltar à luta contra a discriminação de pessoas LGBTI+ – AbrilAbril

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No dia em que se assinalam os 53 anos da rebelião de Stonewall, a CGTP-IN reitera que, para cumprir o príncipio da unidade sindical, é indispensável o combate à discriminação da orientação sexual.
«Evidenciando os seus princípios», a CGTP-IN, através do seu Departamento de Igualdade e Combate às Discriminações, assinala o Dia Internacional do Orgulho LGBTI+: um posicionamento «essencial, enquanto organização sindical de classe que combate as desigualdades e discriminações e que tem orgulho na sua acção e em todos/as aqueles/as que representa».

O príncipio de unidade sindical exige, expressamente, a «ausência de discriminação de orientação sexual». Essa unidade pressupõe «o reconhecimento da existência no seu seio [da estrutura sindical] da pluralidade do mundo laboral, o que não impede, antes exige, a defesa da unidade orgânica do movimento sindical como etapa superior de unidade na acção baseada em interesses de classe comuns e o combate de todas as acções tendentes à sua divisão».
Cerca de 20% das pessoas LGBTI+ afirmam ter-se sentido «discriminadas no seu local de trabalho, ou ao procurar emprego», em Portugal. Os dados, citados pela CGTP-IN, foram divulgados num relatório de 2022, da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.
O estudo nacional sobre necessidades das pessoas LGBTI e sobre a discriminação em razão da orientação sexual e expressão de género e características sexuais alerta ainda para o aumento exponencial deste valor, que «sobe, consideravelmente, para 37% e 38% quando os respondentes são pessoas intersexo e trans, respectivamente».
Dados recolhidos no âmbito do Projecto ADIM, que exploram a realidade da discriminação da orientação sexual em Portugal e Espanha, referem que 7% da população ibérica terá presenciado uma situação em que um pessoa não recebeu uma pro­moção, um aumento salarial ou foi prejudicada profissionalmente por ser LGBTI+. 2% viu uma pessoa perder o seu trabalho por ser LGBTI+.
Graças à união e luta organizada dos trabalhadores, foi possível uniformizar os salários dentro da mesma categoria, o que permitiu, em alguns casos, actualizar alguns salários base em 235 euros.
A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais regista um nível de adesão à greve na ordem dos 90%, estando a ser cumpridos apenas serviços mínimos. 
O Sindicato dos Médicos da Zona Sul acusa o Governo e o Conselho de Administração do Hospital Santa Maria, em Lisboa, de «gestão danosa». 
Exigir a abertura dos processos negociais, garantir melhores condições de trabalho e dignificar as carreiras dos profissionais de saúde. Na região da Madeira a greve foi antecipada para hoje, 30 de Junho.
Os trabalhadores das empresas do Grupo Águas de Portugal (AdP) vão fazer uma greve de 24 horas, esta quinta-feira, na sequência de a administração ter retirado a proposta de actualização salarial.
Meses de negociação culminaram num novo Acordo Colectivo de Trabalho (ACT) com a Transdev, que opera dezenas de serviços rodoviários de transporte de passageiros por todo o País.
Dirigentes, delegados e activistas sindicais vão concentrar-se amanhã, 28 de Junho, 14h30, em frente ao Ministério da Educação, num plenário que vai avaliar o estado da rede pública escolar de infância.
Os trabalhadores não se deixaram vergar às imposições, ilegais, da empresa: se não podem reunir nas instalações, fazem o plenário na rua. Existe uma «clara discriminação» dos trabalhadores do SINTAB.
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