Vídeo. Filha de novelista da Globo relata caso de racismo em prédio – Metrópoles


29/06/2022 15:56,atualizado 29/06/2022 16:24
A novelista Renata Dias Gomes, com passagem pela Globo e premiada com o Emmy Internacional por Império, relatou em suas redes sociais um episódio de racismo sofrido por sua filha, Maiara, em um prédio no Rio de Janeiro. Ela ainda publicou um vídeo da jovem detalhando o caso.
“Maiara, minha filha, foi barrada no prédio do namorado por duas senhoras que justificaram que precisavam tomar cuidado porque o prédio já havia sido assaltado por duas moças escuras (palavras delas)”, escreveu Renata no Twitter. “Estamos juntando os caquinhos, ela está acompanhada e medicada e estamos buscando orientação para fazer a denúncia formal na delegacia de crimes raciais”, complementou.
No Brasil, os termos racismo e injúria racial são utilizados para explicar crimes relacionados a intolerância contra raças. Apenas o primeiro é considerado imprescritívelIlya Sereda / EyeEm
Crime imprescritível é aquele que não prescreve, ou seja, que será julgado independentemente do tempo em que ocorreu. No caso do racismo, a Constituição Federal de 1988 determina que além de ser imprescritível, também é inafiançávelXavier Lorenzo
O racismo está previsto na Lei 7.716/1989 e ocorre quando pessoas de um determinado grupo são discriminadas de uma forma geral. A pena prevista é de até 5 anos de reclusãoVladimir Vladimirov
Segundo o advogado Newton Valeriano, “quando uma pessoa dona de um estabelecimento coloca uma placa informando “aqui não entra negro, ou não entra judeu”, essa pessoa está cometendo discriminação contra todo um grupo e, dessa forma, responderá pela lei do racismo”Dimitri Otis
Ainda segundo o especialista, “no caso da injúria racial, prevista no código penal, a pena é reclusão de 1 até 3 anos, mais multa. Nesses casos, se enquadram ofensas direcionada a uma pessoa devido a cor e raça. Chamar uma pessoa de macaco, por exemplo, se enquadra neste crime”Aja Koska
Em situações como intolerância racial e religiosa, a vítima deve procurar as autoridades e narrar a situação. “Se o caso tiver sido filmado, é importante levar as imagens. Se não, a presença de uma testemunha é importante”, afirmou ValerianoFilippoBacci
No caso do racismo, qualquer pessoa pode denunciar, independentemente de ter ou não sofrido a situação. Para isso, basta procurar uma delegacia e relatar o caso. Se for de injúria racial, no entanto, é necessário que a vítima procure pessoalmente as autoridadesLordHenriVoton
Além disso, a vítima também pode pedir uma reparação de danos morais na justiçaLumiNola
Recentemente, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o crime de injúria racial é uma espécie de racismo e, portanto, é imprescritível. Os ministros chegaram ao posicionamento após analisarem o caso de uma idosa que chamou uma frentista de “negrinha nojenta, ignorante e atrevida” Marcelo Camargo/Agência Brasil
No fim de 2021, o Senado, por sua vez, aprovou o Projeto de Lei (PL) nº 4.373, de 2020, que altera a legislação para incluir a tipificação de injúria racial como crime de racismo. A proposta agora está sendo estudada pela Câmara dos DeputadosWaldemir Barreto/Agência Senado
Estamos juntando os caquinhos, ela está acompanhada e medicada e estamos buscando orientação para fazer a denúncia formal na delegacia de crimes raciais.
— Renata Dias Gomes (@renatadiasgomes) June 29, 2022

Renata é neta de dois dos mais importantes dramaturgos da TV, Janete Clair e Dias Gomes. Ela publicou no Instagram um vídeo em que Maiara expõe os detalhes da situação de preconceito que sofreu.
“Eu tenho a chave da porta do meu namorado. Duas senhoras apareceram atrás de mim e não me deixavam subir. Até o momento em que elas falavam que o prédio tinha sido assaltado e que eu era até ‘bonitinha’. Eu mostrei a chave do apartamento, mesmo assim elas iriam subir comigo, mas apareceu o carteiro e subi sozinha”, disse Maiara, de 18 anos.
Emocionada e inconformada, ela prosseguiu: “Meu namorado desceu para falar com elas. Uma das senhorinhas já me conhecia, já tinha me cumprimentado. Deu um estalo em mim de gravar, e foi um show de horrores. A gente não imaginava que seria tão absurdo como foi. Elas disseram que o prédio tinha sido assaltado por duas moças ‘escuras’. Falaram: ‘Eu tenho amigas de cor’. E me ameaçaram: ‘Você vai conhecer nossa amiga advogada, morena… não, negra, três graduações, vai sair deputada na Baixada’”.
Maiara quase prestou queixa na delegacia, mas foi orientada a não ir sozinha. Ela concluiu o vídeo dizendo que irá denunciar as duas moradoras do prédio por racismo: “Não vou deixar passar”.
 
 
Uma publicação compartilhada por Renata Dias Gomes (@renatadiasgomes)

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