Polícia de Nova Iorque investigada por alegada má gestão de crimes sexuais – Jornal de Notícias

Foto: AFP
O Departamento de Justiça dos EUA anunciou quinta-feira que está a investigar o Departamento de Polícia de Nova Iorque (NYPD) pela alegada má gestão em casos sexuais, depois de receber queixas de “humilhação e abuso” das vítimas.
O Governo abriu um inquérito civil à Divisão Especial de Vítimas (SVD) da Polícia de Nova Iorque para avaliar se é responsável por discriminação “preconceituosa em função do género” e planeia ouvir as “experiências” de organizações e de cidadãos.
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Em comunicado, o Departamento de Justiça informou ter recebido informações sobre “deficiências” que persistem há mais de uma década na SVD, acrescentando que não foram cumpridas “medidas básicas” neste tipo de investigação e muitas vítimas ficaram “mais traumatizadas”.
O Governo planeia rever as políticas, processos e formação estabelecidos nesta divisão da Polícia de Nova Iorque na condução de investigações, incluindo a forma como os oficiais interagem com “sobreviventes e testemunhas”, como recolhem provas e como encerram os casos.
A procuradora-adjunta, Kristen Clarke, referiu que as alegações são “justificação suficiente” para esclarecer se a polícia de Nova Iorque “seguiu um padrão ou exerceu discriminação baseada no género” e apelou para que o serviço seja “eficaz, informado sobre traumas e centrado na vítima”.
De acordo com os meios de comunicação locais, algumas vítimas de crimes sexuais acusaram a polícia de não investigar devidamente os seus casos, enquanto em 2018 a Administração constatou que os casos de violação cometidas por estranhos tinham prioridade sobre a violação perpetrada por conhecidos da vítima.
A falta de pessoal, um problema que se arrasta desde 2010, e a inexperiência dos oficiais nesta área foram apontados como fatores que têm prejudicado o trabalho do SVD e, consequentemente, as vítimas.
No início deste mês, a Procuradoria Distrital de Manhattan criou uma nova unidade dedicada aos crimes de violência sexual para prestar mais atenção à “dignidade e bem-estar” das vítimas, após anos de acusações de permissividade com agressores e de arquivamento de numerosos casos.
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