Rússia critica comentários "ultrajantes" de cônsul norueguesa – Diário de Notícias

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia denunciou neste sábado o comportamento “ultrajante” de uma cônsul norueguesa na Rússia, depois de vídeos partilhados nas redes sociais mostrarem a diplomata a insultar o povo russo numa receção de hotel
Incidente com cônsul norueguesa em receção de hotel russo
© Youtube
Num vídeo, publicado num canal da rede social Telegram alegadamente próximo aos serviços de segurança russos, uma mulher apresentada como Elisabeth Ellingsen, cônsul norueguesa na cidade ártica de Murmansk, parece exaltada enquanto espera por um quarto limpo num hotel.
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“Eu odeio russos… Simplesmente dê-me um quarto… Estou acostumada a limpar quartos, sou da Escandinávia”, diz a mulher, na versão editada do vídeo publicado no canal Mash. Na tarde deste sábado, o vídeo já tinha sido visto mais de 500.000 vezes.
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A porta-voz diplomática russa, Maria Zakharova, disse no Telegram: “O Ministério das Relações Exteriores da Rússia está a considerar uma reação a esse ato ultrajante de ódio, nacionalismo e xenofobia“.
O Ministério das Relações Exteriores da Noruega também já disse que “lamentava profundamente” o incidente. “Os sentimentos expressos não refletem a política norueguesa ou a atitude norueguesa em relação à Rússia e ao povo russo”, assegurou à AFP, acrescentando que o ministério está a lidar com o incidente “através dos canais apropriados”.
De acordo com o site da embaixada norueguesa em Moscovo, o Consulado-Geral da Noruega em Murmansk está temporariamente fechado desde 1 de julho, devido à situação “difícil” nas relações bilaterais.
O Ministério das Relações Exteriores da Noruega não especificou se o incidente ocorreu antes ou depois do fecho temporário do consulado.
O incidente diplomático ocorre num momento de grande tensão nas relações entre a Rússia e o Ocidente devido à ofensiva russa na Ucrânia, que provocou uma série de sanções europeias e norte-americanas contra Moscovo.

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Relatora sobre os Direitos dos Afrodescendentes e contra a Discriminação Racial da CIDH visita o Brasil – Notícia Preta

Relatora sobre os Direitos dos Afrodescendentes e contra a Discriminação Racial da CIDH visita o Brasil  Notícia Preta
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Denúncias de xenofobia contra brasileiros em Portugal aumentaram 433% – Blogs

Quem escreve
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Portugal visto de dentro por um jornalista carioca: notícias e dicas de oportunidades no país cobiçado pelos brasileiros.
Gian Amato
Jornalista há mais de 20 anos, fez diversas coberturas internacionais por O Globo. Escreve de Portugal desde 2017 para o jornal e outros veículos brasileiros e portugueses. Sempre como repórter.
Discriminação
Por Gian Amato

Ofensas racistas contra brasileiros em 2019 na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa

As denúncias de casos de xenofobia contra brasileiros em Portugal aumentaram  433% desde 2017, ano em que a comunidade imigrante do Brasil no país voltou a crescer.
No Porto: Universidade de Portugal decide demitir professor que chamou brasileiras de mercadoria
Em 2020, ano com dados mais recentes, foram 96 queixas nas quais a origem da discriminação foi a nacionalidade brasileira. Haviam sido 18 em 2017.
É possível que os números sejam maiores porque nem sempre as vítimas relatam oficialmente uma queixa. Mas o fato de as denúncias terem aumentado ao longo dos anos mostra uma tendência de mudança de comportamento.
As denúncias foram recolhidas pela Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial (CICDR) e enviadas na última terça-feira ao Portugal Giro.
Brasileiras são alvo: Queixas de discriminação sobem 52% em Portugal na pandemia
Os dados também constam nos relatórios anuais do órgão, presidido pelo Alto Comissariado para as Migrações e com integrantes parlamentares, do governo e de associações de imigrantes, contra o racismo e a favor dos direitos humanos.
A CICDR explica que “a expressão que mais se destaca enquanto fundamento na origem da discriminação é a nacionalidade brasileira”. 
A discriminação sofrida pelos brasileiros supera as manifestações de racismo e de xenofobia contra outras nacionalidades. E pode reunir múltiplas expressões, que acontecem quando o discurso de ódio atinge uma nacionalidade ou a cor da pele simultaneamente.
Os dados de 2021 ainda estão em fase de apuração pelo CICDR e estarão no relatório que será divulgado este ano.
Barreira: Em Portugal, Parlamento bloqueia extrema direita e cala discurso xenófobo
Denúncias anuais de xenofobia contra brasileiros (CICDR):
2017 – 18
2018 – 45
2019 – 74 
2020 – 96
2021 –  (Em apuração)
Evolução da população brasileira em Portugal  (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras):
2017 – 85.426
2018 – 113.636
2019 – 151.304
2020 – 183.993
2021 – 209.558  (Dados provisórios)
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Empresa de Buffett discriminou negros e latinos no crédito habitação – Idealista

Uma empresa de crédito habitação do grupo Berkshire Hathaway, do empresário Warren Buffett, excluiu de forma discriminatória potenciais compradores negros e latinos em Filadélfia, Nova Jérsia e Delaware, informou o Departamento de Justiça.
A informação foi divulgada, esta quarta-feira (dia 28 de julho de 2022), no contexto de um acordo judicial, que já é considerado o segundo maior de sempre, que envolveu o Departamento de Justiça e a Agência de Proteção do Consumidor Financeiro, de um lado, e a Trident Mortgage Co., uma divisão da HomeServices of America, integrada na Berkshire, do outro.
Como parte do acordo, a Trident vai ter de reservar 20 milhões de dólares para empréstimos àqueles potenciais compradores.
O Departamento de Justiça denunciou ainda comentários racistas feitos por empregados da Trident, sobre a concessão de empréstimos a negros, designando algumas zonas por ‘ghettos’, além de um gestor da Trident ter sido fotografado com uma bandeira da Confederação.
Warren Buffett é atualmente a quinta pessoa mais rica do mundo, atrás de Elon Musk, Jeff Bezos, Bernard Arnault e Bill Gates, segundo a revista Forbes. Graças à sua brilhante carreira nos negócios, é uma importante referência no campo da economia e finanças, e parte do seu sucesso deve-se à escolha de bons profissionais para trabalhar nas suas empresas. Apresentamos-te as 6 qualidades que Buffett procura num líder antes de contratá-lo. Com uma fortuna estimada em 118 bilhões de dólares, o que equivaleria a aproximadamente 107,58 bilhões de euros, o magnata é considerado uma das pessoas mais influentes do mundo. A maior parte dos seus lucros vem da holding Berkshire Hathaway, através da qual começou a comprar ações em 1962. Hoje em dia não é apenas o seu maior acionista, mas também o presidente e diretor da empresa.
A Covid-19 acelerou muitas tendências no mercado imobiliário. Entre elas está a industrialização e as casas pré-fabricadas. Uma moda que não escapou a um dos homens mais poderosos do mundo, Warren Buffett. O magnata começou a investir nesse negócio através da sua empresa Berkshire Hathaway, segundo o El Economista. A MiTek, fornecedora global de produtos inovadores baseados em construção, software, serviços e soluções de construção de engenharia de propriedade da Berkshire Hathaway, acaba de assinar um acordo com o estúdio de arquitetura Danny Forster, com sede em Nova Iorque, para lançar-se o projeto ‘Modular Initiative’.
Quando tinha 10 anos, Warren Buffett foi com o seu pai para Nova Iorque. Eles visitaram vários locais de interesse, e o último foi Wall Street. O seu pai era corretor da bolsa e corria o ano de 1940. Os Estados Unidos ainda não haviam emergido da depressão económica, mas o pequeno Warren surpreendeu-se com a atividade da mais poderosa bolsa de valores do mundo: muitos homens de fato gritavam preços, slogans e movimentavam quantidades fabulosas de dinheiro. Na hora do almoço, os Buffett sentaram-se com um holandês chamado At Mol, que era membro do conselho da Bolsa de Valores de Wall Street. Após a refeição, um homem veio até à mesa com um carrinho sobre o qual havia uma pilha de folhas de tabaco de todas as qualidades. O Sr. Mol apontou para um deles e o homem começou a enrolar um charuto. “Então pensei: é isso. Nada pode ser melhor que isto. Um cigarro feito à mão”, confessa na sua biografia “A bola de neve: Warren Buffett e o negócio da vida”.
A Berkshire Hathaway HomeServices (BHHS), a rede imobiliária do multimilionário Warren Buffett, está a dar gás à sua estratégia de expansão global e Portugal não fica fora dos planos. Até porque a procura por imóveis de luxo continuou na mira dos investidores estrangeiros mesmo durante a pandemia. Foi há cerca de dois anos que a BHHS entrou em Portugal. O seu plano de expansão no país começou pelas áreas de Lisboa, Porto e Algarve, zonas que continuam, aliás, a “ser muito procuradas por investidores de alto nível”, comenta a empresa em comunicado enviado às redações. A estas acresce, agora, a Costa Litoral Atentejana, com destaque para a Comporta, que está a ser apontada como um dos “destinos mundiais favoritos para o investimento imobiliário no segmento de luxo”, referem ainda.
A prestação da casa paga pelos clientes bancários no crédito habitação vai subir acentuadamente em agosto nos contratos indexados à Euribor a três, seis e 12 meses, face às últimas revisões, segundo a simulação da Deco/Dinheiro&Direitos.
O presidente da Comissão Executiva do BCP, Miguel Maya, diz não perspetivar nenhuma subida do crédito malparado nos próximos dois anos pela subida das taxas de juro do BCE, considerando este movimento um “processo de normalização da política monetária”. “Não se está a verificar uma subida dos juros para patamares que são para fora da normalidade. Fora da normalidade é o que temos ainda hoje que é taxa zero”, referiu Miguel Maya na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do banco no primeiro semestre, realizada esta quarta-feira, dia 27 de julho de 2022.
Nada parece afastar as famílias portuguesas de cumprir o sonho de uma vida: comprar casa (ou mudar para uma melhor). Mesmo com a incerteza gerada pela pandemia e pela guerra da Ucrânia, os preços das casas em alta, as taxas de juro a subir e a inflação a aumentar o custo de vida, os portugueses continuam a comprar casa com recurso ao crédito habitação. A procura está em alta e para atrair famílias, os bancos têm usado várias estratégias, como é o caso da redução dos spreads.

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Hepteto de jogadores boicota camisola de apoio a LGBTQIA+ – A Bola

Um conjunto de sete jogadores da equipa de râguebi dos Manly Warringah Sea Eagles, equipa da National Rugby League (NRL) da Austrália, recusou-se a usar uma camisola com a inscrição ‘Pride’ (‘orgulho’), em apoio à comunidade LGBTQIA+ local, num jogo da respetiva liga, por não terem sido consultados sobre a decisão de «inclusão pelo desporto» tomada pelo clube da Oceânia sem que os atletas dessem, antes, a sua opinião à ideia da direção
A insólita e inesperada decisão foi confirmada em conferência de imprensa realizada na segunda-feira (já madrugada desta terça-feira em Portugal continental) o treinador da equipa, Des Hasler [foto de capa], que pediu desculpas públicas «à comunidade cujos direitos se pretendia apoiar com a inédita iniciativa» mas reconhecendo: «O clube cometeu grande erro».
Esse lapso, referiu um técnico acabrunhado pelo desenlace negativo do que pretendia ser uma boa ação, foi «não terem consultado os jogadores antes de avançarem com a ideia». Por isso, Hasler pediu também perdão «aos atletas envolvidos».
A identidade do hepteto foi mantida pelo clube no segredo dos deuses, mas segundo o Sydney Daily Telegraph, os sete jogadores que se recusaram a envergar a camisola – e como a NRL não permite que a mesma equipa jogue com camisolas diferentes (ou inscrições diferentes, na frente ou costas, como seria o caso), inviabilizaram à nascença a ideia – serão Josh Aloiai, Jason Saab, Christian Tuipulotu, Josh Schuster, Haumole Olakau’atu, Tolu Koula and Toafofoa Sipley.
«O que mais me enfurece é que não se abespinham e indignam com casos, por exemplo de violência doméstica, mas agora opuseram-se por questões religiosas e culturais, que, reforço, respeito ao máximo. Mas esta embrulhada resultou numa confusão», resumiu um treinador que irá mesmo defrontar os Illawarra Kawks, no próximo encontro, sem qualquer menção aos direitos humanos dos LGBTQIA+ nas camisolas, no fim de contas, com toda a polémica que o episódio espoletou.
De tal forma que até o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, também já veio a público apaziguar os ânimos. «É importante que na sociedade australiana todos respeitem todos por serem o que são e como são, independentemente do resto», disse o líder do Executivo sobre o episódio, cujos ecos acabam por resultar num efeito contrário ao pretendido.
«O que isto serviu foi para mostrar que a homofobia e a discriminação continuam bem presentes na Austrália e no desporto», resumiu Ian Roberts ao diário australiano – a antiga e e maior estrela da história do Manly Warringah Sea Eagles é homossexual. «Cometemos um erro significativo», assumiu o clube, em comunicado.
A liberdade é:quem não quer ser heterosexual tem todo o direito, mas não me venham pedir para andar por aí com a bandeira deles, ou agora só esses “seres” é que têm direito a ter uma opinião e EU não e quem não está com eles está contra? vão pó c@rlh0 (queriam eles)
Esqueceram-se de pôr CR7- nessa sigla.
O quê? Os jogadores recusaram-se porque ninguém sequer lhes falou da decisão sobre camisolas que ELES iriam envergar!!! Isto é… é… é… insólito. E também é inesperado. KKKKKKKKKKKKKKKK
Eu apoio a comunidade LGHDTV4K+
Eu respeito todas as pessoas independentemente das suas opções culturais. Mas exijo o mesmo respeito comigo e para todos os heterossexuais (Homens e Mulheres). Isto a continuar assim é uma desilusão p quem tem filhos para educar. Até já tenho medo de desenhar um Arco Íris para o meus sobrinhos !!

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Aeromoça denuncia motorista de aplicativo por racismo em Porto Alegre – Rádio Guaíba


Depois de cancelar o serviço, motorista retornou ao local da chamada e ofendeu passageira
Uma aeromoça denunciou, nesta quinta-feira, ter sido vítima de racismo por parte de um motorista do aplicativo 99App, em Porto Alegre. Em um vídeo publicado, por volta do meio-dia, em redes sociais, Kenia Aquino Garcia, de 36 anos, relata que o crime ocorreu há cerca de duas semanas, na zona Leste da capital. Ela fala que só agora decidiu tornar o fato público em razão do trauma enfrentado.
Em entrevista à Rádio Guaíba, ela conta que, no dia do ocorrido, chamou um veículo do aplicativo a fim de participar, na Câmara Municipal, de um seminário promovido, entre outras entidades, pelo grupo ‘ODABÁ – Associação de Afroempreendedorismo’, da qual é diretora. De acordo com Kenia, quando ela entrou no elevador, o motorista cancelou a corrida em razão do prazo máximo de espera, de dois minutos,, pelo passageiro.
Multada em R$ 5, a aeromoça chamou outro carro da 99 e decidiu permanecer em frente ao edifício. Foi quando, segundo o relato, o primeiro motorista retornou ao local e proferiu ofensas racistas em direção a ela.
“Inicialmente eu não compreendi as coisas que ele falou, pois achava que não era comigo”, disse Kenia. “Foi então que ele continuou me olhando com uma expressão séria e falou mais alto as palavras ‘tinha que ser preto’, e aí que eu fui entender. Ele só saiu quando se certificou que eu havia entendido as palavras dele”, recorda.
Abalada, Kenia embarcou no segundo carro do aplicativo e ao chegar, chorando, à Câmara de Vereadores, onde outros integrantes do grupo a orientaram a fazer o boletim de ocorrência. A Delegacia de Combate à Intolerância de Porto Alegre registrou a denúncia.
Para embasar a acusação, também já formalizada ao aplicativo, ela espera obter imagens de câmeras da vizinhança que mostrem o retorno do motorista ao endereço no momento do crime. Kenia também vai solicitar registros do trajeto feito pelo GPS do aplicativo.
A Rádio Guaíba procurou a Delegacia de Combate à Intolerância, que se comprometeu a comentar o caso nesta sexta. Já o 99App emitiu nota oficial lamentando o ocorrido e informando ter bloqueado o perfil do motorista e oferecido suporte à denunciante.
Leia abaixo:
A 99 lamenta profundamente o ocorrido com a passageira Kenia Aquino Garcia. Assim que o relato foi registrado, foi aplicado o bloqueio no perfil do motorista e uma equipe foi mobilizada e está tentando contato com a Kenia para oferecer todo o suporte e acolhimentos necessários. A plataforma se coloca à disposição para colaborar com as investigações das autoridades, se preciso. 
A empresa tem uma política de tolerância zero em relação a qualquer tipo de discriminação e repudiamos veementemente o caso. O respeito mútuo é a base da comunidade do aplicativo. Todos os usuários, sejam eles motoristas ou passageiros, devem se tratar com educação, boa-fé e profissionalismo, independente de sua religião, credo ou raça. Em comportamentos como esse, que vão contra os Termos de Uso e o Guia da Comunidade 99, medidas cabíveis são adotadas, podendo resultar em bloqueio definitivo.

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Xenofobia regionalista e o assédio moral: o nordestino como alvo – Migalhas

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quinta-feira, 30 de junho de 2022
Atualizado em 4 de julho de 2022 14:59
Antes, porém, de falarmos sobre a xenofobia regional ou interna, vamos entender o que é a xenofobia propriamente dita, ou seja, aquela que tem aversão ao estrangeiro. Neste passo, temos que a xenofobia é a exteriorização de um sentimento perverso e, às vezes, odioso em relação àquele que é estrangeiro, de nacionalidade distinta do sujeito que manifesta o mau sentimento. 
O Dicionário Jurídico diz que xenofobia é ter “ódio a estrangeiro”.  Para entendermos mais sobre essa forma de violência é necessário vislumbrarmos de onde ela vem, como e por que ela surgiu. Isso nos remete ao século XIX, época em que surgiu na Europa o chamado nacionalismo. 
O nacionalismo foi outro fator que contribuiu para a eclosão da guerra. Durante o século XIX, cresceu na Europa o sentimento nacionalista e os indivíduos passaram a se identificar, em termos étnicos, culturais, linguísticos e emocionais, com sua nação. A propaganda nacionalista se fez a partir das escolas primárias e secundárias, onde se ensinava a história da nação e as crianças e adolescentes aprendiam a ser bons súditos e bons cidadãos. Essa propaganda gerou um novo tipo de movimento político, alicerçado no patriotismo exagerado, na xenofobia, na idealização da expansão territorial, na conquista e no próprio ato da guerra. (BRAICK/MOTA, 2006, p. 74). 
  As memórias mais recentes e absurdas sobre xenofobia advêm precisamente da Europa, emergindo do sentimento nacionalista difundido no ambiente escolar, fazendo com que eclodisse inclusive guerra oriunda desse sentimento. Com a pregação doutrinária nacionalista os jovens cresceram lapidados, ideologicamente, com esses valores. Isso fazia com que enxergassem sua cultura e valores como sendo únicos aceitáveis à sua volta e às suas vidas, por conseguinte, passando a rejeitar e até odiar qualquer coisa diferente disso. 
A história nos mostra que, muito mais que um idealismo europeu, a xenofobia foi um grande marco político/segregacionista especificamente em um país daquele continente, a Alemanha.
O nacionalismo xenófobo foi a base sobre a qual se constituíram as primeiras manifestações do ‘fascismo’ alemão, como se vê no texto a seguir: 
Somente uma raça alemã (volkstum) forte que proteja decididamente suas características e o seu ser e se resguarde de qualquer influência estrangeira pode constituir o alicerce seguro de um Estado alemão forte. Eis porque combatemos todo espírito antialemão destruidor, venha, ele, dos meios judeus ou de outras fontes. Denunciamos expressamente a preponderância judaica  essa que se afirma de maneira cada vez mais funesta […] O afluxo de estrangeiros às nossas fronteiras deve ser contido. (BRAICK/MOTA, 2006, p. 111) . 
Como se sabe, o ideal chamado de nacionalismo, eivado de ódio macabro e antissemitismo, regado à xenofobia, foi responsável por milhões de mortes de judeus, sendo tal barbárie um dos maiores atentados da história da humanidade. Sob a pecha de se criar uma raça ariana, pura, deu-se início a um dos maiores genocídios de que se tem notícia por motivação racial e nacionalistas, liderado pelo representante direto do diabo, o secretário do inferno chamado Hitler. Foi neste contexto que se deu início à xenofobia propriamente dita, sendo esta expressada até os dias atuais, de forma atenuada e camuflada, firmando raízes no seio social contemporâneo com roupagens novas, por vezes discretas, mas não menos repudiáveis.
Entretanto, a formatação de xenofobia implementada neste trabalho tem outro viés de sentido, isto é, outra conotação no que toca suas vítimas, pois não são estrangeiras, mas sim brasileiras. A aversão, o desdém, a injúria, o preconceito e outras formas de se desprestigiar alguém são atos perpetrados por pessoas de certas regiões do país em relação a outras de região distinta. Assim, aquele visto como ser “diferente”, em sentido negativo, acaba por sofrer atos de repulsa. Esses atos, por demonstrarem aversão ao outro, por questões relacionadas à regionalidade, são denominados de xenofobia regional, no enfoque deste trabalho.
Em assim sendo, no Brasil surgiu uma forma de xenofobia não como a conhecemos na segunda guerra mundial diante de judeus, ciganos, etc, mas em relação aos próprios brasileiros, denominada por estudiosos no assunto como xenofobia interna ou regional. É o que ocorre frequentemente em parte do Sul/Sudeste do país, regiões nas quais a população nordestina convive com essa forma de violência quase que diariamente e em larga escala no ambiente de trabalho. Esse sentimento de repulsa à sua naturalidade, à sua cultura linguística e às suas escolhas políticas e pessoais, através das quais sempre foram alvos dessa aversão, nutre o descompasso entre culturas e fomenta o repúdio ao outro.
Além dos casos em que a xenofobia regional foi a causa de pedir da ação, há outros acórdãos com referências indiretas e incidentais ao nordestino e ao Nordeste, que julgam imputações falsas de preconceito, lidam com as práticas discriminatórias como motivação para outros atos ilícitos, etc. (ACUNHA, 2012, p. 103). 
Ainda nas palavras de  Fernando José Gonçalves Acunha:
“A invenção do Nordeste”, como dito por Albuquerque Júnior, quer-se discutir o aparecimento de um preconceito, sua expressão exterior ( ao que chamaremos de “discriminação regional” ou ” xenofobia interna” ) e a sua inegável presença na atualidade. Ou seja, quer-se debater o lado pernicioso que a diferenciação artificial produzida a partir da criação do Nordeste assumiu em nosso país, gestando o bacilo do preconceito, que uma vez nutrido e incubado, dá origem aos odiosos e recorrentes atos de irracionalidade xenófoba que temos visto acontecerem no nosso país (ALBUQUERQUE JÚNIOR,  apud ACUNHA, p.07, 2014). 
Vê-se que a xenofobia regionalista se nutre, na opinião do autor, de preconceito e que este sendo exteriorizado dá margem à discriminação. Logo, tem-se que xenofobia é um  comportamento perverso, constituído de outras formas patológicas de interação social. Podemos concluir que o preconceito e a discriminação constituem a xenofobia regional, ao passo que são práticas depreciativas e excludentes por motivos de origem de lugar. Nessa esteira de raciocínio, os tribunais também vislumbram a xenofobia regional ou interna como causa de comportamentos aversivos ao diferente, como este julgado   extraído do Tribunal Regional do Trabalho (TRT/15), ao declarar alguns motivos causadores desses atos de violência ao diferente. Na decisão, foi destacada fala de uma testemunha num processo trabalhista. O caso ocorreu na cidade de Jundiaí/SP, mas julgado em segunda instância em Campinas/SP. A testemunha que relatou no processo disse: 
Que trabalhava na mesma seção do reclamante… que o Sr. Flor tinha um certo preconceito com os funcionários que dirigiam empilhadeira; que chegou a presenciar o Sr. Flor chamando o reclamante de ‘burro’ e ‘jumento’; que o Sr. Flor também chamava o depoente e outros funcionários de nordestino cabeça seca, incompetentes, etc… (RIBEIRO, Relatora, TRT/15°Nº 0000707-66.2013.5.15.0002, 2014). (sem destaque no original). 
Já em outro processo trabalhista, relatado pela Desembargadora Tereza Aparecida Asta Gemignani, extrai-se:
“Na inicial o reclamante postulou o pagamento de indenização por assédio moral, aduzindo, em resumo, que era constantemente humilhado pelo gerente José Carlos, que gritava, xingava e dizia que por ele ser nordestino não gostava de trabalhar [destaque nosso]. Asseverou que era cobrado R$ 1,00 de cada empregado para que fosse mantido limpo o banheiro que utilizavam”. (GEMIGNANI, Relatora, TRT/15, N° 0024600-31.2009.5.15.0001, 2011).
Expressa-se, diante de tais casos, que o trabalhador oriundo do NE sofre constantemente no ambiente de trabalho por sua condição geográfico/naturalística. Esta, infelizmente, é uma prática tão comum que muitas pessoas que a sofrem preferem não falar no assunto.
Note-se que uma das causas de incidência do assédio moral, aqui no Brasil, é a xenofobia, toda prática que vise ofender moralmente ou psicologicamente alguém, no ambiente de trabalho, de forma constante e intencional devido à nacionalidade ou naturalidade da vítima.
É dizer, toda vez que ocorrer quaisquer desses atos de forma reiterada, intencional e injustificada, com vistas a causar mal-estar, pressão, insultos regados por elementos ligados à origem da vítima, estarão presentes os requisitos do Assédio Moral. Entretanto, faremos desde já algumas incursões sobre esse tema. É preciso destacar que antes que o assédio aconteça algum ato xenófobo já fora praticado. Neste contexto, temos que Assédio Moral seja:
(…) uma conduta abusiva, de natureza psicológica, que atenta contra a dignidade psíquica do indivíduo, de forma reiterada, tendo por efeito a sensação de exclusão do ambiente e do convívio social” (PAMPLONA F. 2006, online).
A exclusão, como menciona Pamplona Filho, perpetra-se com a discriminação, esta por sua vez constitui, no caso aqui tratado, ato de xenofobia regional, uma vez que ocorra contra pessoas de regiões distintas daquela onde ocorre o fato. De tal sorte, a aversão ao migrante nordestino é exteriorizada por meio do sentimento xenófobo regionalista, materializado pela discriminação que é alimentada, por sua vez, pelo preconceito. 
Nas palavras de Marie-France Hirigoyen, pode-se aferir que o Assédio Moral se dá quando:
As vítimas se veem impotentes em se defender, pois são obstadas, impedidas, paralisadas, pelo assediador para que se defendam. Mesmo que no primeiro momento entendam passarem pelo ato abusivo, não possuem instrumentalização para tal, pois estão em uma relação muita das vezes verticalizada, hierarquizada. (HIRIGOYEN, 2017, p.20). 
Neste ponto, o Assédio Moral é uma forma abusiva, praticada por meio de comentários, palavras, gestos, enfim, qualquer prática que venha a submeter a vítima a uma situação vexatória ou indigna, mas de forma continuada. É o que ocorre com os comentários costumeiramente feitos aos naturais do Nordeste, seja num chão-de-fábrica, seja num departamento ou escritório. Numa segunda acepção, esse comportamento nada mais é do que o ato de xenofobia regionalizada, especificamente falando do nordestino, tendo em vista que tais palavras pronunciadas para ferir o íntimo do migrante têm conotações regionalistas e preconceituosas. 
 
Um exemplo dessa intolerância regionalista foi mostrado numa reportagem do programa de televisão Fantástico, da rede Globo, em que um jovem paulista, mencionado como Caio César, ataca o povo nordestino usando a internet. Isso ocorreu porque a escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi resolvera homenagear o NE naquele ano (2011), com seu enredo. Neste caso, a polícia implementou esforços para o indiciar criminalmente, mostrando que esses tipos de comportamentos odiosos não ocorrem exclusivamente no ambiente de trabalho. Esse jovem, segundo reportagem de jornal (G1, 2011, online), fazia parte do movimento separatista que propõe a desvinculação do estado de SP do resto do país, o que por óbvio levaria a exclusão de nordestinos caso isso ocorresse. Na oportunidade, ele diz, “Cara, se é crime isso, a gente vai ter muito criminoso solto por aí” (sic).
O que Caio César afirmou com todas as letras foi que esse tipo de comentário é tão comum no seu dia a dia no estado de São Paulo que, se for condenar todo mundo que usa esse discurso, haja cadeia pra todos. Neste ponto, observa-se que o ódio é pregado contra o povo do NE sim, a opção é aceitar ou não esse fato. É só lembrar das declarações da então atendente de telemarketing, Mayara Petruso, em 2010. Se não há ódio naquelas declarações, então vamos mudar nosso conceito do que é ódio. Será que iríamos chamar as pessoas que amamos e dizer o quanto gostaríamos que morressem afogadas, como forma de demonstrar nosso mais requintado sentimento de amor? O sentimento xenófobo interno está enraizado na cultura de parte do Sul/Sudeste do país, e o direito está aí para tentar equalizar a paz social por meio da atuação do Estado.
Diante do que já foi exposto, podemos concluir que a discriminação regional ou xenofobia interna, como conceitua Fernando José Gonçalves Acunha (2014, p.07) é um sentimento de repúdio a pessoas de outras regiões, principalmente do Nordeste, que se constitui de práticas discriminatórias e preconceituosas. Essas práticas também são expressadas por meio do bullying, injúria, dentre outros comportamentos,  com vistas a promover o afastamento ou a humilhação das vítimas, seja no ambiente de trabalho, seja na vida social.
_________
1.    ACUNHA, Fernando José Gonçalves. Têmis e o Sertão: Os limites do direito no combate à discriminação  contra o Nordeste e os nordestinos. 2012. 173 f. Dissertação ( Mestrado em Direito, Estado e Constituição) —  Faculdade de Direito da Universidade de Brasília, Brasília, 2012. 
2.    ACUNHA, Fernando José Gonçalves . O Combate à Discriminação Regional no Brasil: Limites e Possibilidades do Direito. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2014. 
3.    BRASIL. Tribunal regional do trabalho. Recurso Ordinário. TRT/15° Região, N° 0000707-66.2013.5.15.0002; Recorrentes: Metais Comercial ltda – Fredson Saraiva Rodrigues. Relator: Eliane de Carvalho Costa Ribeiro. Campinas, 2014. 
4.    BRASIL. Tribunal Regional do Trabalho. Recurso Ordinário.° TRT/15° Região, N° 0024600-31.2009.5.15.0001, Recorrente: Fábio Lucas Bressan Campinas – mecambuí catedral choperia ltda – EPP; Recorrido: José Braz da Silva. Relator: Tereza Aparecida Asta Gemignani. Campinas, 2011. 
5.    BRAICK, Patrícia Ramos.; MOTA, Myriam Becho. História: Das Cavernas ao Terceiro Milênio. 2. Ed – São Paulo: Moderna, 2006. 
6.    PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Noções conceituais sobre o assédio moral na relação de emprego. [S.I.], online, ago. 2006. Acessado em 28 de dez. 2017. 
7.    HIRIGOYEN, Marie-France. Assédio moral – a violência perversa do cotidiano. 16 ed. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 2017. 
8.    JOVENS ofendem nordestinos e moradores de periferia pela internet. G1, [S.I.], online, 02 de jan. de 2011. Acessado em 14 de set. 2016. 
 
Advogado, articulista de portal na web, escritor independente, membro da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da 3° subseção da OAB/SP, Curso em Direitos Humanitários e Direitos Humanos (2018).
Busque pelo nome ou parte do nome do autor para encontrar publicações no Portal Migalhas.
A proposta segue para análise do Senado.
Ministro disse também que o Brasil sabe como manter a sua democracia.
Liminarmente, desembargador do TJ/PR decidiu que a cachorrinha ficará com a mãe.
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Tribunal de Justiça suspende lei de São Bernardo que impedia banheiros unissex – RD – Repórter Diário

há 1 dia Política
O Tribunal de Justiça de São Paulo acatou pedido do Ministério Público e suspendeu a lei que proibia a instalação de banheiros unissex em espaços públicos e privados de São Bernardo. A ação direta de inconstitucionalidade foi proposta pela Procuradoria-Geral de Justiça após pedido encaminhado por Abner Castorino, promotor de Justiça de Inclusão Social.
Nos autos, o procurador-geral de Justiça, Mario Sarrubbo, sustenta que a lei municipal questionada representa ofensa aos princípios da dignidade da pessoa humana e à liberdade de orientação de gênero. Ainda na petição inicial, o chefe do MPSP alega que, para diversas pessoas, não há coincidência entre o sexo biológico e a identidade de gênero, acrescentando que o Supremo Tribunal Federal vem atuando na proteção das minorias que sofrem qualquer tipo de discriminação, entre elas a dos transgêneros.
“Tal restrição exprime discriminação que não se coaduna com os princípios que norteiam a República. A vedação conduz à desigualdade na medida em que a identidade de gênero somente é respeitada e acolhida, se for concordante com o sexo biológico. Não há, contudo, espaço para tal discrepância em uma sociedade multicultural que, conforme mandamentos constitucionais federais (arts. 1º, III, 3º, IV, e 5º), aplicáveis para a declaração de inconstitucionalidade por força do art. 144 da Constituição Estadual”, anotou Sarrubbo na petição inicial.

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Arlete Salles relembra racismo durante relacionamento com Tony Tornado – OFuxico

Convidada do “É de Casa” neste sábado, 30 de julho, Arlete Salles comentou a época em que era casada com Tony Tornado. A relação inter-racial entre os dois gerou muito preceito na época, principalmente porque ela havia acabado de se separar do falecido Lúcio Mauro.
“Foi horrível, misturou várias outras histórias. Tinha a minha separação do Lúcio, então as pessoas resolveram confundir propositalmente, de que eu tinha deixado meu marido pelo Tony”, contou Arlete.

Leia +: Veja alguns famosos que já sofreram com o racismo
Com Lúcio Mauro, a atriz se tornou mãe do ator Alexandre Barbalho e o cineasta Gilberto Salles. No programa, a atriz destacou que a separação era usada para tentar ocultar o racismo, já que Tony é negro.
“A diferença não era a cor. Era ‘essa mulher ter abandonado maridos e filhos para ter seguido uma paixão’, Foi bem violento, um trajeto muito sofrido, mas faz parte. O importante é que emoções eu vivi”, disse a atriz.

Arlete Salles ainda falou sobre a intolerância com a sexualidade de pessoas idosas. Aos 80 anos ela interpreta a Santa na novela “Além da Ilusão”.
“A vovó namorando? Desejo sexual? Não, não pode. Existe não tanto como já houve, mas ainda existe, sim”, disse ela, se referindo ao preconceito.

Arlete Salles e Tony Tornado, imagem preto e branco Arlete Salles e Tony Tornado, imagem preto e branco
Arlete Salles e Tony Tornado enfrentaram muito preconceito – Foto: Reprodução; Revista Amiga

TONY TORNADO LEMBRA QUE RELACIONAMENTO ‘FOI UM CHOQUE’

Entrevistado por Pedro Bial, Tony Tornado também comentou u assunto, em outra ocasião. O ator de 92 anos lembrou que ao conquistar o primeiro lugar na etapa nacional do Festival Internacional da Canção em 1970, dedicou o prêmio à atriz e foi bastante criticado pelos seus fãs, que eram contra o relacionamento.

“É uma história complicada. Foi um choque muito grande. As pessoas não estavam acostumadas. Eu cantava e falava coisas de negros, depois casei com uma loira. Foi um negócio muito sério. Deixavam recados ofensivos no meu carro”, relembrou.

Arlete Salles e Tony Tornado, imagem preto e brancoArlete Salles e Tony Tornado, imagem preto e branco
Eles foram casados por sete anos – Foto: Reprodução/ Revista Amiga

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