Cristão demitido por usar colar de cruz é indenizado por discriminação religiosa – Guiame (Notícias Gospel)

Um operário cristão, que foi demitido por usar um colar de cruz em uma fábrica na Escócia, ganhou uma indenização de mais de 26 mil dólares, em um processo por discriminação religiosa.
De acordo com o Telegraph, Jevgenijs Kovalkovs, que trabalhava como inspetor de qualidade, foi demitido pela Sisters Food Group Limited, em Coupar Angus, ao se recusar tirar seu colar de prata de cruz.
A juíza trabalhista Louise Cowen, do tribunal em Dundee, considerou que o cristão, membro da Igreja Ortodoxa Russa, perdeu o emprego por discriminação religiosa.
“Sua religião e o uso de seu colar tinham um significado profundo para ele”, declarou Cowen.
O profissional começou a trabalhar no atacadista de frango em novembro de 2019 e foi promovido a inspetor de qualidade.
Jevgenijs vestia um jaleco branco durante o expediente, enquanto seus colegas usavam cordões, cartões de identidade e chaves em volta do pescoço, conforme o The UK Times.
O gerente do cristão ordenou que ele retirasse o colar, que foi presente de sua mãe, alegando que era um risco na fábrica. Porém, Jevgenijs se recusou. 
Segundo a política da empresa, os operários tinham permissão para usar apenas um anel simples nas áreas de produção. Já as joias religiosas passavam por uma avaliação de risco antes de serem autorizadas.
O gerente não realizou uma avaliação do colar de cruz de Jevgenijs e ele foi demitido por não obedecer a instrução. 
Casos semelhantes
Em um caso semelhante, a enfermeira cristã Mary Onuoha, de 61 anos, processou o hospital onde trabalhava em Londres, por puni-la ao usar um colar de cruz, e venceu o caso na Justiça em janeiro deste ano.
Em 2013, Nadia Eweida, uma funcionária da British Airways, venceu uma batalha histórica no Tribunal Europeu de Direitos Humanos para poder usar um colar de cruz durante o trabalho.
A companhia aérea havia pedido que a cristã não usasse sua cruz de ouro branco de forma visível. 
O tribunal entendeu que o pedido era uma violação dos direitos de Nadia, de acordo com o artigo nove da Convenção Europeia de Direitos Humanos.
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