Associação da GNR queixa-se de falta de compensação por trabalho em feriados – Jornal de Notícias

Foto: Arquivo Global Imagns
A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) divulgou esta sexta-feira um comunicado no qual se queixa de “discriminação negativa” por esta força de segurança não receber compensação por trabalho realizado em dias feriados.
Num comunicado a propósito do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que hoje se celebra, a direção nacional da associação lamenta que este feriado nacional “não é compensado da mesma forma a todos aqueles que têm que trabalhar”.
“No setor privado, o trabalho em dia de feriado nacional é remunerado em dobro e, no setor público, há uma compensação de metade de um dia de descanso, tal como sucede na PSP”, contextualiza a APG/GNR em comunicado.
Sublinha ainda que, além dos profissionais da Guarda Nacional Republicana “não serem compensados de forma alguma” nos feriados, os “vencimentos são miserabilistas”, e existem diversos “obstáculos” à progressão nas carreiras, o que torna estas forças de segurança “pouco atrativas” para novos candidatos.
“As forças de segurança, pela centralidade e importância das suas funções em prol do Estado e da legalidade democrática deveriam ser as primeiras a ser reconhecidas neste dia e de forma igual, naquele que é o espírito da nossa Constituição”, defende a associação.
Na mesma linha, aponta que “são muitas as diferenças pela negativa” que distinguem os profissionais da GNR, quer numa ótica comparativa com o setor público no geral, quer no que respeita a outras forças de segurança nacionais”.
No mesmo comunicado, dizem que esta “discriminação negativa assume diversas formas”, nomeadamente em salários e em carreiras, comparativamente a outras forças de segurança.
A direção da associação diz que “numa recente entrevista” a um canal televisivo, o ministro da Administração Interna, José Luis Carneiro, “afirmou que um polícia ganha em início de carreira 1.070 euros, incluindo subsídios”.
“Deduzimos que se estivesse a referir aos agentes da PSP e aos guardas da GNR, sendo que é de lamentar que tenha faltado o rigor em semelhante afirmação, pois considerando os descontos obrigatórios (Segurança Social/CGA e IRS) o vencimento líquido é pouco mais de 820 euros, valor que na GNR será ainda inferior, em virtude de o seu regime remuneratório estar por rever desde 2009, contrariamente ao que já aconteceu na PSP”, expõe.
Para a APG/GNR, o valor em causa “é indigno, sobretudo quando estes profissionais podem estar a trabalhar a cerca de 300 e mais quilómetros da sua residência, tendo muitas vezes que fixar uma segunda residência, o que naturalmente implica despesas a dobrar”.
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