Preta Gil sofre discriminação por causa do casamento e choca ao expor mensagens gordofóbicas – RD1 – Terra

Há 7 anos, Preta Gil se casou com Rodrigo Godoy, que além de ser 15 anos mais novo que ela, tem a diferença de ser um cara musculoso. Em entrevista, a cantora reclamou de machismo e gordofobia dos internautas, que cornetam seu relacionamento em comentários maldosos.
Em aparição no Saia Justa do GNT, nesta quarta-feira (8), a artista desabafou: “Até hoje, se eu posto uma foto com ele, me chamam de cafetina, ele de gigolô; ou dizem que ele só está comigo por causa do dinheiro e da vida boa
Finalizando esse papo cabeça, Preta lutou contra essa discriminação estética, de idade, de gênero ou qualquer outro elemento:

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As pessoas não conseguem entender que o amor é possível de várias formas e que, sim, um homem mais jovem pode amar uma mulher mais velha. Um homem malhado pode, sim, amar uma mulher gorda. E que uma mulher gorda mais velha pode também amar um homem que está começando a sua vida”.
Confira:
 
 
Uma publicação compartilhada por Preta Gil 🎤 (@pretagil)

Atualmente uma voz importante na luta contra o preconceito, a filha de Gilberto Gil recordou de quando foi vaiada por usar o termo “mulata” em um discurso em público. Durante sua participação no Power Trip Summit, da revista Maria Claire, ela confessou:
Fiquei muito envergonhada, me perguntava: ‘Como isso não chegou até mim?’. Entendo a raiva que as mulheres ficaram. Estou vendo mulheres negras aqui nesse espaço, isso não existia. Na minha juventude sempre fui a única preta em todos os ambientes”.
Após o episódio, Preta Gil entendeu os privilégios que possui por não ser negra retinta, ter cabelos lisos e também por ser famosa, até mesmo com a ajuda de Taís Araújo:
Óbvio que aquilo me doeu. Se eu não tivesse sido vaiada talvez eu não tivesse amadurecido e aprendido tanto sobre a nossa história. A gente vive uma grande farsa no nosso país no que diz respeito à democracia racial. Vivemos uma disparidade. A gente está começando a emergir, se unir, mas ainda é tudo muito difícil. Temos que realmente provocar para que as instituições contem a nossa história de verdade”.
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