Jovem negro denuncia racismo após ser acusado por mulher de roubo em teatro da Zona Sul – Extra

Um estudante de Nutrição usou as redes sociais para denunciar que foi acusado de roubar um guarda-chuva no Teatro Ipanema, no bairro de mesmo nome, na Zona Sul do Rio, na noite do último sábado (11). O caso teria acontecido após a pré-estreia da peça. Fábio Leandro Souza do Nascimento, de 25 anos, gravou um vídeo em que contou como tudo aconteceu. A publicação viralizou nas redes sociais. Entretanto, ele ainda não registrou o boletim de ocorrência. O rapaz afirmou que aguarda apenas um advogado para fazer um registro de ocorrência contra a mulher, na tarde desta segunda-feira.
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Segundo o universitário, tudo aconteceu na estreia da peça ‘Nem Todo Filho Vinga’, que fala sobre racismo, preconceito e desigualdade social. No vídeo, gravado no dia seguinte, ele desabafou sobre o caso de suposto racismo.
“Estou vindo aqui para compartilhar o que aconteceu comigo ontem lá no Teatro de Ipanema. Eu fui acusado de roubar um guarda-chuva de uma pessoa branca que assistiu à peça ‘Nem Todo Filho Vinga’, que fala sobre, justamente, isso: preconceito, racismo e desigualdade social”, relatou o universitário, que prosseguiu:
“Se ali perto de mim não estivesse pessoas confirmando e indo ao meu favor, hoje eu poderia estar até preso por conta disso. Eu fui acusando de roubar um guarda-chuva. Sendo que o guarda-chuvas era meu. Tem câmeras que mostram que eu entrei e saí com o guarda-chuvas. Ela veio na minha direção perguntando: “Você vai para onde com o meu guarda-chuvas? Me devolve meu guarda-chuvas. Me dá”, agressivamente”, relatou Fábio.
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Ao EXTRA, o jovem, que é nascido e criado no Chapéu-Mangueira, no Leme, disse que foi ao teatro para prestigiar a peça, que é feita por uma atriz amiga de sua mulher. No entanto, ao sair do local foi abordado pela mulher que o acusava de ter roubado o objeto.
– O espetáculo foi uma maravilha. Mostrou tudo que eu vivi. Foram cenas fortes e que me emocionaram muito. (Após o espetáculo) Minha esposa foi ao banheiro e fui saindo. E aconteceu isso tudo. Ela veio gritando e me acusando de roubo. Poxa, aquilo dentro de um teatro lotado de pessoas brancas, segurando o mesmo tipo de guarda-chuva e ela só veio me abordando? Ela surgiu do nada, gritando, me acusando de algo que não tinha cometido. Ela veio logo pra cima do Fábio, menino negro – desabafa o estudante.
Ainda de acordo com o universitário, a mulher ainda tentou agarrá-lo e retirar o objeto de suas mãos.
– Ela chegou puxando, dizendo que era dela. Eu questionei e falei que não era dela. Ela não confiou na minha palavra. A minha negativa não bastou pra ela. Ficamos naquele impasse por muito tempo e as pessoas começaram a me defender. E se as pessoas não me defendessem? O que teria acontecido comigo? – questiona o rapaz.
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Perguntado se ele perdoa a mulher, ele afirma que sim. Entretanto, ele pretende processá-la.
– Eu até desculpo ela. Mas tem que ter um processo para ela entender. Que a Justiça seja feita. Não podemos nos calar diante disso. Eu era o único preto de guarda-chuva e os outros eram brancos. Ela só veio até mim – afirma.
Fábio estava com a esposa, a atriz branca Marina Bastos de Souza Penetra, de 25 anos. A artista lembra que o marido chegou a ser impedido de deixar o local pela mulher, que gritava dizendo que o universitário havia roubado o objeto.
– Quando eu saí de lá (do banheiro), ela o cercava. Eu não entendi, num primeiro momento, o que estava acontecendo. Eu perguntei a ela o que havia acontecido. Nesse espaço de tempo, o Fábio estava pálido, nervoso, sem falar direito. Ele me contou toda a história, e eu disse: “Só pode ser brincadeira”. Eu chamei ela para o canto e ela impediu que ele saísse, ela tirou o telefone e começou a nos gravar. Ela gritava e dizia que também era de favela e que ninguém tirava onda com a cara dela. Como ela sabia que éramos de favela? Ficamos naquele impasse e ela disse que o guarda-chuvas tinha sumido em um dos mezaninos do teatro. Procuramos e nada. Eu queria muito que aquilo tivesse sido encontrado para ela ficar sem graça. Como ela aborda apenas o Fábio? Só porque ele é negro? – diz Marina.
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O rapaz disse que após a suposta acusação, ele recebeu todo o apoio dos organizadores da peça e da direção do teatro.
Após Fábio divulgar o que aconteceu, a direção do espetáculo teatral publicou um vídeo em suas redes sociais repudiando o que aconteceu.
“Nós, da Companhia Cria do Beco, repudiamos toda e qualquer atitude racista. Ontem, 11 de junho, após o espetáculo, uma mulher acusou um amigo negro, favelado, de ter roubado seu guarda-chuva. Sim, um guarda-chuva. A cena foi caótica, estendeu-se na rua, num constrangimento terrível. Continuaremos ocupando esses espaços e trazendo nossa galera pro teatro”.
Em nota, a Secretaria municipal de Cultura disse que “lamenta o ocorrido após a estreia da peça”. A pasta disse que reafirma “o compromisso de uma gestão pública que integre a cidade na qual corpos negros r periféricos possam circular livremente”. Ainda de acordo com o comunicado, “o fato só reforça a importância da prática de uma gestão democrática que preze por políticas afirmativas e antirracistas e ainda possibilite a circulação de grupos sociais e artísticos que historicamente tiveram acesso negado a estes espaços”.
Procurada, a delegada Daniela Campos Rodriguez Terra, titular da 14ª DP (Leblon), afirmou que não houve registro do caso na distrital. Entretanto, ela salientou que o rapaz poderá fazer o boletim de ocorrência em qualquer delegacia e, posteriormente, o registro é enviado para a 14ª DP, onde é a área de atribuição.
Meodeuss a mulher alteradona forçando a outra pedir desculpa e voltar pra achar a sombrinha.. Quem que age assim aqui no Rio de Janeiro mesmo ?;; Só vi berros,palavrão e ameaça, Criou provas contra…
O Extra e suas matérias de Racismo, selecionadas a dedo quando ocorre um assassinato brutal de duas mulheres provocada por dois criminosos negros…
Que violência verbal a que essa moça foi tratada em plena rua !. Caçada aos gritos com um celular apontado pra filmarem e produzirem provas, xingada , coagida repetidas vezes á voltar pro teatro pra…

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