Lei vai multar pessoas que cometem atos racistas em estádios de futebol em Teresina – Piauí Hoje

source

No Ceará, povos indígenas desenvolvem estratégias de combate à degradação ambiental em seus territórios – Ceará

Estimado usuário, identificamos que o seu navegador não conseguiu abrir todos os componentes necessários para o completo funcionamento do sistema. Recomentamos que atualize o seu navegador.
Sheyla Castelo Branco – Ascom SPS Texto
Luan de Castro Tremembé Fotos

Em meio a mudanças climáticas, vem dos territórios indígenas a esperança de uma convivência mais harmônica com o meio ambiente. Com seus saberes ancestrais, os povos indígenas do Ceará vêm ajudando a ampliar a diversidade da fauna e da flora e combatendo a desertificação em seus territórios.
Na semana em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, os indígenas Gleidson Karão Jaguaribaras, Nazaré Pitaguary e Mateus Tremembé compartilham suas experiências à frente de ações para preservar o meio ambiente com a Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS), que através da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial (Ceppir) vem formulando e implementado no Ceará ações de enfrentamento e combate à discriminação racial de indivíduos e grupos étnicos, com ênfase nas comunidades quilombolas, indígenas, religiões de matriz africana, cultura cigana e demais comunidades tradicionais.

Atualmente, o Ceará tem 15 povos de diferentes etnias, contabilizando cerca de 36 mil pessoas nas regiões de serra, sertão e zona costeira.
No território entre Aratuba e Canindé, o povo Karão Jaguaribaras vem realizando a recuperação das áreas florestais degradadas. Esse processo de recuperação ambiental é uma iniciativa do próprio Kalembre (Aldeia) e iniciou ainda em 2012, conta Gleidson, filho da cacique Mãe Ota.
“Estamos fazendo coletas de sementes nativas, começamos a pedir doações de sementes e mudas nos municípios vizinhos e com o auxílio do Projeto Fundo Guardiões da Terra construímos uma estufa para brotar sementes durante o verão e plantar no inverno. Estamos usando dos saberes ancestrais como estratégia de preservação e combate à desertificação, uma vez que nos reunimos para trabalhar diretamente com a terra. Seguimos calendários cosmológicos repassados pelos nossos troncos velhos, este contribui bastante para educar nossas Boré (crianças) e jovens mediante ao processo de se dar com a terra”, explica.
Ele lembra que a questão ambiental é uma das maiores preocupações do Kalembre, pelo fato de que o processo de desertificação tornam a região vulnerável à seca, causando prejuízos diretos na subsistência local. “Para os Karão Jaguaribaras manter esses ensinamentos faz parte de nossa existência. O mal uso de nossa Terra vem causando impactos de perda em massa de seres importantes para o equilíbrio natural, como animais e plantas medicinais. Proteger e respeitar a Mãe Terra é condição vital para nossa existência neste planeta”, frisa Gleidson.
Na Terra Indígena Tremembé da Barra do Mundaú, no distrito de Marinheiros, município de Itapipoca, também tem ações de preservação do meio ambiente. Organizado em quatro aldeias – São José, Munguba, Buriti do Meio e Buriti de Baixo – o território tem atualmente 150 famílias que participam e se beneficiam das ações de conservação e preservação dos recursos naturais.

O produtor cultural do ponto de cultura Recanto dos Encantados, Mateus Tremembé, estuda Agronomia e é uma das lideranças indígenas jovem de Itapipoca, além de pesquisador em cultura alimentar Tremembé. Segundo ele, o Conselho Indígena Tremembé vem realizando um trabalho de conservação e preservação dos recursos naturais do território, sobretudo, das peças nativas. “Estamos em processo de transição agroecológica com os nossos agricultores e também trabalhando com a juventude para resgatar a nossa cultura alimentar e os saberes da nossa cultura ancestral. Estamos fortalecendo a agroecologia e os sistemas de produção do nosso povo”, destaca Mateus.
Foram construídos 30 canteiros agroecológicos, duas áreas de nascente foram reflorestadas com diversas mudas e as áreas de plantio coletivo vêm sendo fortalecidas para que sigam sendo espaços onde os cuidados com a terra geram alimentos na mesa do povo Tremembé.
Mateus ressalta que será lançado ainda esta semana o Inventário Participativo da Cultura Alimentar Tremembé da Barra do Mundaú, um apanhado sobre os costumes e tradições do povo Tremembé.
Em Maracanaú, um território mais próximo da Capital, dona Nazaré Pitaguary levanta também a frente pelo meio ambiente e é uma das principais incentivadoras dos espaços de plantio coletivo, trabalhando com a horta mandala, uma estrutura de produção que se expande em círculos com cultivo de diversas plantas. Este modelo de plantação proporciona alimento para as famílias e gera excedentes para a comercialização..

Integrante da Articulação das Mulheres Indígenas no Ceará (Amice), Nazaré tem no nome que carrega, sua força. Ser Pitaguary significa muito para ela, que além de mãe de quatro filhos é militante e acredita que mesmo com dificuldades é possível cuidar da terra e tirar dela os alimentos de que se precisa sem desperdício e sem poluir o solo.

Desde 2010, Nazaré Pitaguary, a Nazinha, incentiva a agricultura familiar dentro da sua comunidade. “Tivemos algumas dificuldades no ano passado e neste ano porque choveu bastante e as hortas se encheram de água. Agora estamos esperando as águas baixarem para voltarmos à prática com as hortaliças. Queremos trazer mudas de plantas nativas para plantar próximo ao rio e queremos, em breve, construir uma barreira para proteger os canteiros e termos uma colheita garantida”, ressalta Nazaré Pitaguary, que junto às outras famílias da comunidade planta coentro, cebolinha, alface, pimenta, pimentão e outros.
Além do trabalho com as hortaliças, as famílias do povo pitaguary de Maracanaú participam de um programa de Agricultura familiar (PAA), e as frutas, acerola, limão, goiaba e ata também são vendidas para a prefeitura do município.
 
Av. Barão de Studart, 505 – Meireles
Fortaleza, CE
CEP: 60.120-013
09 às 18 horas
(85) 3466-4000
© 2017 – 2022 – governo do estado do ceará
todos os direitos reservados
Este site utiliza a ferramenta Google Analytics para coleta de dados estatísticos de acesso. Clique aqui e saiba mais sobre o uso de cookies do Google Analytics em sites.

source

ONGs lançam formação para o enfrentamento do racismo religioso – Notícia Preta

Jornalismo Antirracista

Voltado para pessoas de terreiros, o curso “Justeza: Caminhos Para o Enfrentamento ao Racismo Religioso” está com inscrições abertas até o dia 12 de junho e é destinado a profissionais e estudantes de Direito e pessoas de terreiro.
Em formato on-line, a formação é gratuita e tem como principal objetivo: construir, compartilhar estratégias de enfrentamento ao racismo religioso e qualificar para o acolhimento das demandas das comunidades tradicionais de terreiro com encontros que vão até novembro. Para além dos professores de diferentes universidades, as aulas também serão ministradas e acompanhadas por lideranças religiosas.
A iniciativa, desenvolvida pela ONG Criola (Rio de Janeiro), pelo Ilê Axé Omiojuarô (Nova Iguaçu/ RJ) e Ilê Axé Omi Ogun Siwajú (Salvador/BA) com o apoio do Instituto para Raça e Igualdade e do Instituto Ibirapitanga, é uma uma parceria com o Núcleo Interdisciplinar de Reflexão e Memória Afrodescendente (Nirema) da PUC/RIO, como ação do projeto “Racismo Religioso e Redução da Violência e Discriminação contra Praticantes de Religiões Afrodescendentes no Brasil”.
Leia também: Lewis Hamilton se torna cidadão honorário brasileiro pela Câmara dos Deputados
Para se inscrever é preciso acessar o link e preencher o formulário: clique aqui para realizar sua inscrição. O resultado das inscrições sai na próxima segunda-feira (13), pela manhã, quando os selecionados também receberão o link da plataforma Zoom para acompanhar a primeira aula.
Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.
<script data-ad-client=”ca-pub-2491134026964158″ async src=”https://pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js”></script>
Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.
Junte-se a 315 outros assinantes

source

Justiça determina que empresas de transportes divulguem campanha antirracista | Notícias – Mundo Sindical – Sindicalismo levado a sério!

Depois de uma longa batalha nos tribunais, um acordo judicial entre o Sincoverg-CUT (Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários no Transporte de Passageiros Urbano, Suburbano, Metropolitano, Intermunicipal e Cargas Próprias de Guarulhos e Arujá em São Paulo) e as empresas Vila Galvão, Viação Urbana Guarulhos e Viação Arujá coloca um fim à expressão racista “ônibus negreiro”.  O acordo  foi homologado pela juíza do Trabalho, Raquel Gabbai Oliveira.

Pesquisadores do movimento “Mobilidade Antirracista” classificam esse termo como racismo porque faz comparação aos “navios negreiros”, que foram embarcações, usadas em 1866, que trouxeram mais de 11 milhões de africanos para serem escravizados na América. Eles viajavam espremidos, sem condições de higiene e privados da mínima dignidade humana.

O assessor jurídico do Sindicato, Jonadabe Rodrigues Laurindo, explica que essa primeira etapa da luta contra o racismo no transporte coletivo guarulhense foi vencida. “Ingressamos com ação judicial em 2014 pedindo que as empresas deixassem de usar a expressão negreiro nos ônibus. Perdemos em primeira instância, mas revertemos o resultado na segunda instância. Aí as empresas recorreram ao TST (Tribunal Superior do Trabalho). Propusemos um acordo e a Justiça estipulou multa R$ 100 mil para as empresas de transportes. Negociamos que esses recursos, que seriam destinados ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), fossem usados pelas empresas em uma campanha de divulgação antirracista nos locais de trabalho”, explica o advogado.

Campanha antirracista nos ônibus

A Vila Galvão e as  Viações Urbana Guarulhos e Arujá desenvolverão uma campanha de divulgação antirracista que entrará em vigor no dia (26). Cerca de 500 ônibus que transportam na madrugada os trabalhadores e trabalhadoras do transporte público para o trabalho e casa exibirão adesivos com o slogan: “Contra o Racismo: Aqui discriminação não tem assento”.  

Serão afixados cartazes no interior dos ônibus explicando para os trabalhadores e população expressões racistas que devem ser evitadas como: “A coisa está preta”, “criado mudo”, “feito nas coxas” entre outras. Também serão divulgados vídeos, com depoimentos dos trabalhadores e trabalhadoras, nos veículos, com a finalidade de conscientizar sobre a importância de combater o racismo no dia a dia. 

Ainda segundo o acordo, as empresas realizarão essas ações até dezembro deste ano. Em 2023, elas deverão realizar palestras de combate ao racismo e a discriminação nos eventos da SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho). 

O acordo judicial estipula multa de R$ 100 mil caso as empresas de transportes descumpram as determinações.

“A luta contra o racismo é todos os dias. Vivemos em uma sociedade e país racista. É nosso dever lutar independente da raça. Temos que ter uma sociedade onde todos tenham as mesmas oportunidades”, explica o diretor da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) e diretor da CUT-SP e do Sincoverg, Wagner Menezes, conhecido no movimento sindical como Marrom.


Depois de uma longa batalha nos tribunais, um acordo judicial entre o Sincoverg-CUT (Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários no Transporte de Passageiros Urbano, Suburbano, Metropolitano, Intermunicipal e Cargas Próprias de Guarulhos e Arujá em São Paulo) e as empresas Vila Galvão, Viação Urbana Guarulhos e Viação Arujá coloca um fim à expressão racista “ônibus negreiro”.  O acordo  foi homologado pela juíza do Trabalho, Raquel Gabbai Oliveira.

Pesquisadores do movimento “Mobilidade Antirracista” classificam esse termo como racismo porque faz comparação aos “navios negreiros”, que foram embarcações, usadas em 1866, que trouxeram mais de 11 milhões de africanos para serem escravizados na América. Eles viajavam espremidos, sem condições de higiene e privados da mínima dignidade humana.
O assessor jurídico do Sindicato, Jonadabe Rodrigues Laurindo, explica que essa primeira etapa da luta contra o racismo no transporte coletivo guarulhense foi vencida. “Ingressamos com ação judicial em 2014 pedindo que as empresas deixassem de usar a expressão negreiro nos ônibus. Perdemos em primeira instância, mas revertemos o resultado na segunda instância. Aí as empresas recorreram ao TST (Tribunal Superior do Trabalho). Propusemos um acordo e a Justiça estipulou multa R$ 100 mil para as empresas de transportes. Negociamos que esses recursos, que seriam destinados ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), fossem usados pelas empresas em uma campanha de divulgação antirracista nos locais de trabalho”, explica o advogado.
Campanha antirracista nos ônibus

A Vila Galvão e as  Viações Urbana Guarulhos e Arujá desenvolverão uma campanha de divulgação antirracista que entrará em vigor no dia (26). Cerca de 500 ônibus que transportam na madrugada os trabalhadores e trabalhadoras do transporte público para o trabalho e casa exibirão adesivos com o slogan: “Contra o Racismo: Aqui discriminação não tem assento”.  

Serão afixados cartazes no interior dos ônibus explicando para os trabalhadores e população expressões racistas que devem ser evitadas como: “A coisa está preta”, “criado mudo”, “feito nas coxas” entre outras. Também serão divulgados vídeos, com depoimentos dos trabalhadores e trabalhadoras, nos veículos, com a finalidade de conscientizar sobre a importância de combater o racismo no dia a dia. 
Ainda segundo o acordo, as empresas realizarão essas ações até dezembro deste ano. Em 2023, elas deverão realizar palestras de combate ao racismo e a discriminação nos eventos da SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho). 
O acordo judicial estipula multa de R$ 100 mil caso as empresas de transportes descumpram as determinações.
“A luta contra o racismo é todos os dias. Vivemos em uma sociedade e país racista. É nosso dever lutar independente da raça. Temos que ter uma sociedade onde todos tenham as mesmas oportunidades”, explica o diretor da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) e diretor da CUT-SP e do Sincoverg, Wagner Menezes, conhecido no movimento sindical como Marrom.
Comentários

source

Vereadora Negra é alvo de ódio machista e racista da extrema-direita – Jornalistas Livres

Guida Calixto, vereadora  em Campinas (SP),  tem sofrido ataques de aliados de Bolsonaro em particular do partido PRTB por causa de uma HQ produzida pelo mandato da parlamentar. Ela é uma das mais acirradas na defesa dos direitos humanos e opositora  ferrenha  a atitudes antidemocráticas  e que retira direitos econômicos e sociais da classe trabalhadora. O PRTB alegou quebra de decoro e pediu a cassação da vereadora,  na sessão da Câmara  Municipal de  8 de junho, o pedido foi indeferido. Hoje (9), o PRTB fez um novo pedido de comissão processante, contra o mandato da parlamentar negra, em uma atitude clara de pressão e intimidação da extrema-direita.
A publicação em forma de  HQ (histórias em quadrinhos) com imagens ilustradas pelo cartunista negro Junião exalta a  cultura negra da cidade e combate ao racismo, e é distribuída de forma gratuita.  A alegação, por parte de acusadores, é que  houve “quebra de decoro “ ao distribuir a publicação de combate ao racismo nas escolas. Segundo os acusadores, a HQ incentiva a violência, por conta de uma imagem ilustrativa de um cartaz com  frase “fogo nos racistas” – popularizada pelo rapper Djonga em sua música “Olho de tigre” que  virou símbolo da luta antirracista.
Com o título “Territórios Negros, nossos passos vêm de longe”, a publicação possui 16 páginas com textos e ilustrações, que tratam de espaços e manifestações da cultura negra relevância social na história da cidade, como o Largo São Benedito, Grupo Urucungos, Puitas e Quijingues, a Fazenda Roseira,  as escolas de  Samba e a Casa Laudelina. Encerrando a publicação há uma ilustração representação de uma passeata por direitos do 20 de novembro “ Dia da Consciência Negra”, com faixas e cartazes, e em uma delas  existem as seguinte frases de ordem: “Fora Bolsonaro” e “Fogo nos racistas”. A HQ foi distribuída de forma gratuita .
Muitas cenas dantescas têm acontecido  na Câmara de Vereadores de Campinas. Um pequeno bloco parlamentar de extrema-direita que protagoniza cenas lamentáveis  como  a promoção de cloroquina e kit covid, negação das vacinas, combate ao uso de máscaras pelas crianças nas escolas, tentar agredir fisicamente outros integrantes  de bloco de oposição na  Câmara, a perseguição à educadores e parlamentares. Esses mesmos parlamentares  mobilizaram movimentos  fascistas e supremacistas que promoveram ataques racistas contra a Vereadora Paolla Miguel. Guida Calixto também será a relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar ações violentas de grupo neofascistas e neonazistas na  cidade.
As parlamentares são constantemente interrompidas pelos vereadores da bancada da extrema direita da Câmara de Campinas durante as sessões,   o PT em Campinas já denunciou e emitiu notas a respeito. As vereadoras Guida Calixto e Paolla Miguel  são igualmente  mulheres negras,  periféricas, integrantes da bancada de esquerda que lutam pelos direitos humanos e se opõem vigorosamente contra  medidas que ampliam a desigualdade  social e combatem o racismo.
 “Esse governo é genocida e tem trazido a miséria. Quero lembrar que a comunidade negra luta contra a miséria. Acho estranho o vereador criticar, mas não se solidarizar com o Genivaldo (homem que foi morto por asfixia dentro de um carro de policiais rodoviários em Sergipe). Lamento muito. Pode ficar nervoso, mas vou continuar lutando pela comunidade negra”, disse ela.

Considerada por historiadores como a última cidade brasileira a abolir, na prática, a escravidão da população negra, Campinas (SP) 
Campinas é conhecida por historiadores e pesquisadores como a última cidade do país a abolir a escravidão. Já o Brasil, como se é conhecido, foi o último país do mundo a abolir a prática, em 13 de maio de 1888. Além disso, há registros de relatos que apontavam a cidade paulista como uma das mais violentas para negros escravizados na época. 
Há registros e relatos da prática de escravidão em Campinas até 1920.  O escravizado ser vendido para um barão ou “senhor “ da cidade era considerado uma grande punição  devido a  violência  dos “senhores”. 
Os crimes de racismo estão previstos na Lei 7.716/1989, que foi elaborada para regulamentar a punição de crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, conhecida como Lei do Racismo. No entanto, a Lei nº 9.459/13 acrescentou à referida lei os termos etnia, religião e procedência nacional, ampliando a proteção para vários tipos de intolerância. Como o intuito dessa norma é preservar os objetivos fundamentais descritos na Constituição Federal, de promoção do bem estar de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, as penas previstas são mais severas e podem chegar até a 5 anos de reclusão.
“O ato faz parte de uma ofensiva da extrema-direita que em todo o país, inflados pelo bolsonarismo e fascismo, atacam mandatos populares de negras/os, trabalhadoras/es, mulheres, LGBTQIA+ e todas aquelas e aqueles que lutam contra as injustiças e por um país de fato democrático. De nossa parte dizemos que não nos calarão. Não cairemos na intimidação. Continuaremos na luta por uma Campinas antirracista, democrática e popular” publicou Guida Calixto em suas redes sociais.
Nesse sexto episódio do Programa “O Brasil e o Mundo em 30 minutos”, as professoras e pesquisadoras do NPEGen (Núcleo de Pesquisa em Economia e
Renato Freitas é vereador em Curitiba, Paraná, filiado ao Partido dos Trabalhadores. Ele é acusado de “invadir uma igreja católica na cidade” durante protesto contra
Mais de 100 mulheres do Acampamento Marielle Vive! exigem do poder público municipal do interior de SP que seja garantido o direito das famílias acampadas
Na calada da noite acontecem as execuções e o extermínio da população negra na capital baiana
O Café com Muriçoca de hoje traz “uma puta maré branca”. Nela, Dinha subverte a linguagem racista e problematiza o genocídio negro a partir do nosso idioma.
A sessão expirou
Acesse novamente. A página de login será aberta em uma nova janela. Depois de logar você pode fechá-la e voltar a esta página.

source

Justiça Eleitoral promove encontro sobre inclusão e diversidade no processo eleitoral — Tribunal Superior Eleitoral – TSE

Justiça Eleitoral promove encontro sobre inclusão e diversidade no processo eleitoral — Tribunal Superior Eleitoral  TSE
source

Michaela Coel e Paapa Essiedu recebem desculpas por racismo de escola prestigiada – Marie Claire Brasil

Paapa Essiedu e Michaela Coel trabalharam juntos em ‘I May Destroy You’ (Foto: Reprodução Instagram @jockograves)
A prestigiada escola de atuação Guildhall School of Music and Drama, fundada em 1880 em Londres, desculpou-se pelo “terrível” racismo experenciado por seus antigos alunos, a atriz ganhadora do Emmy Michaela Coel e o ator Paapa Essiedu, que trabalharam juntos na prestigiada série I May Destroy You. Em uma entrevista ao jornal inglês The Guardian, o ator relembrou o incidente em sala de aula.
“Bateu doído”: Taís Araujo se manifesta sobre caso de racismo com seu cabeleireiro
Em uma dinâmica de improvisação, conta ele, a professora empregou um termo racista. “De repente ela gritou: ‘Ei, você, ‘palavra que começa com a letra ‘N”, o que você tem atrás de você?”, diz ele ao jornal sem repetir o termo que, em inglês, é uma ofensa racial. O ator e Michaela eram os dois únicos alunos negros em sala de aula.
Na ocasião, a professora fazia de conta que era uma policial, em uma prisão, à procura de drogas entre os presidiários. O ator declarou que a experiência foi tão horrível que nenhum dos dois soube como reagir.  Paapa ainda contou ao jornal que a professora disse que ele não enunciava claramente e que soava como se sua boca estivesse “cheia de bolo de chocolate.”
Um porta-voz da Guildhall School, que está no ranking das 10 melhores escolas de artes performáticas do mundo, como menciona o Guardian, declarou ao jornal: “A Guildhall School se desculpa, sem reservas, pelo racismo experenciado por Paapa Essiedu, Michaela Coel e outros alunos enquantos eles estudavam na escola. As experiências que ele compartilha são terríveis e inaceitáveis.”
Na escola: Menino de 11 anos tem o dedo amputado após sofrer ataques racistas 
A declaração continua: “Nós temos, desde então, realizado um programa sustentável de ação para endereçar e desmantelar o racismo sistêmico de longa data dentro do programa de atuação, incluindo um relatório externo sobre racismo histórico e um processo de treinamento contínuo da equipe.” 
Paapa Essiedu explica que a situação, para ele, foi surreal. “Nós ficamos tão chocados pelo o que aconteceu e que tenha saído da boca de uma professora.” Michaela Coel já havia feito menção ao incidente anteriormente, no Festival de TV de Edimburgo, na Escócia, em 2018.
Lashana Lynch: Atriz de ‘Doutor Estranho sofre ataques racistas
“Claramente mostra uma falta de respeito e entendimento em relação à experiência de alguém que está naquela posição, naquela pele, naquela instituição”, afirma o ator.
Nos últimos anos, diferentes escolas de atuação do Reino Unido têm passado por uma série de denúncias. Em uma análise de 2022 da Diversity School Initiative, com o objetivo de pleitear a inclusão nessas instituições, diversas alegações de racismo em sala de aula e nos castings foram levantadas.
Em 2020, Gavin Henderson, diretor da Royal Central School of Speech and Drama, saiu do cargo após os estudantes da instituição terem levantado questões sobre racismo sistêmico no local. Dois anos antes, ele afirmou que cotas de estudantes negros e de minorias étnicas arriscavam diluir a qualidade dos alunos.
Ainda na entrevista ao jornal, Paapa Essiedu explica que o programa de estudos da Guildhall School of Music and Drama era inteiramente focado em dramaturgos brancos. “Eu me lembro de fazer comédias sobre as classes aristocráticas — donas de escravos, basicamente”, pontua.
Racismo no cinema: Viola Davis conta em Cannes que diretor a chamou pelo nome da empregada
“Essas peças demandam uma questão muito diferente dos atores negros e marrons, cujas ancestralidades podem ter sido negativamente impactadas por aquelas pessoas em particular, do que dos atores que não têm o mesmo contexto histórico”, afirma Paapa.
O ator explica que o corpo de professores não lhe consultava previamente para saber se ele se sentiria confortável, ou não, em atuar nessas performances. “Era mais como: essa pessoa está fazendo certo e você não. Eles reduziam à ideia de que que eles estavam fazendo certo porque eles eram melhores na atuação do que você.”
A instituição explica ao The Guardian que tem passado por um significante redesenho do currículo de atuação, “incluindo uma reestruturação da equipe, para que a nossa cultura de ensino e aprendizado priorize inclusividade, representação e bem-estar.”
Giovana Pacini: ‘É papel do CEO pensar ações para saúde física e emocional na empresa’
A Guildhall School of Music and Drama continua: “Nós entedemos que esse trabalho é longo e vai demandar comprometimento para construir uma cultura que seja inclusiva e equitativa para todos.”

source

Reportagem portuguesa é apontada como xenofóbica ao apontar o 'problema' das crianças falando 'brasileiro' no país – Hypeness

Meteorito atinge telescópio espacial James Webb e provoca danos
Como fazer chocolate quente para esquentar o que promete ser o fim de…
Next Level: a primeira rede de hamburguerias 100% vegana dos EUA faz…
Biodesigner italiana cria armação de óculos feita por bactéria
As baratas estão evitando comer doces e ficando mais resistentes aos…
Caso Madeleine: indiciamento de novo suspeito reacende…
A reportagem do jornal português Diário de Notícias tinha como propósito noticiar a influência dos muitos Youtubers brasileiros sobre as crianças portuguesas, alterando até mesmo o vocabulário dos pequenos – de acordo com a reportagem, as crianças em Portugal estão cada vez mais falando “brasileiro”, o idioma português da forma que se fala no Brasil.
A reação e o debate, porém, foram imediatos e intensos, não só pelo forte traço nacionalista que trouxe o texto, mas principalmente por certo tom de xenofobia que a crítica traz como pano de fundo ao apontar a influência, que teria se agravado especialmente durante a pandemia, e que no texto é diretamente chamada de “problema”.
A influência do português falado no Brasil sobre as crianças é “problema” na reportagem
-Xenofobia: Brasileiros, os ‘zucas’, são ameaçados com pedras na Universidade de Lisboa
O título já é chamativo e dá o tom: “Há crianças portuguesas que só falam ‘brasileiro’”, diz a matéria, assinada por Paula Sofia Luz. Os “sintomas” do “problema” apontados – sem estatísticas ou pesquisas efetivas para comprovar a tese – é o fato de que supostamente as crianças estariam cada vez mais falando “grama” ao invés de “relva”, “ônibus” ao invés de “autocarro”, “bala” ao invés de “rebuçado”, “listras” ao invés de “riscas” e “geladeira” no lugar de “frigorífico”.
Em suma, o sucesso dos youtubers brasileiros estaria fazendo com que as crianças estariam trocando formas do português falado em Portugal por palavras encontradas recorrentemente no Português falado no Brasil, situação que estaria dividindo as opiniões de pais, professores e especialistas “entre a preocupação e os que relativizam, por considerarem tratar-se de uma fase”.
O Youtube é apontado como origem do problema pela reportagem
-Professor usa slam para ensinar português em escola pública da ZL
O processo é visto como um “quadro de alerta” pela reportagem, que em momento algum comenta sequer sobre os evidentes aspectos que levaram diversos comentaristas e jornalistas brasileiros a apontarem o potencial xenofóbico da matéria – como o fato do Brasil falar português por uma violenta imposição do processo colonial conduzido por Portugal.
Outro ponto que não é mencionado no texto é o fato que hoje o português é numericamente muito mais falado por brasileiros do que portugueses – e, entre posições mais ou menos conservadoras, a reportagem trata a influência do “brasileiro” como um dilema ou uma questão que merece preocupação, chegando a apontar os youtubers como uma possível “ameaça”.
O youtuber Luccas Neto é apontado no texto como exemplo
-Emicida será professor em uma das principais universidades de Portugal
O mote da reportagem seria um show realizado com imenso sucesso por Luccas Neto, youtuber irmão de Felipe Netto, em Portugal. “Ao princípio, a família até achava alguma piada à forma como ele falava, às expressões brasileiras. Mas à medida que o tempo foi passando, a educadora de infância começou a preocupar-se”, diz o texto, que traz uma família que colocou uma criança que falava “como se fosse brasileiro” em uma “terapia de fala” por conta da influência de Luccas Neto. “Neste momento estamos num processo de tratamento como se fosse um vício.
Explicámos-lhe tudo, que ele não podia ver por que isto só o prejudica. E já notamos que está muito melhor”, afirma um pai. A reportagem parece esquecer que um idioma é uma entidade cultural autônoma, livre e maleável, que reflete a história e a realidade do povo, moldada não por temores conservadores ou pela norma culta, mas sim pelas práticas, falas, escritas e influências efetivas de uma população – sem se importar com qualquer opinião.
A matéria foi publicada pelo Diário de Notícias, tradicional jornal português
Publicidade
© fotos 1, 2: Getty Images

© foto 3: Divulgação

© foto 4: Wikimedia Commons
“Apenas” 150 pessoas foram convidadas para a festa de Réveillon do jogador Neymar, do Paris Saint-Germain. Sem…
Enquanto trabalhávamos, nos refrescávamos do insano calor ou simplesmente curtíamos ontem o nada pra fazer, alguns…
De longe, parecem caixas de correio – mas as escotilhas nas paredes de quase 50 quartéis de bombeiros e hospitais…
Essa matéria que você está lendo possivelmente chegou até você durante um desses vários momentos em que…
Com a implantação do ‘Programa Olho Vivo’, a Polícia Militar de São Paulo atingiu o menor nível de letalidade dos…
O apresentador Silvio Santos foi homenageado nesta terça-feira (15), com um selo criado pelos Correios em…
Ninguém deveria de forma alguma ter liberdade tão essencial quanto a de caminhar por seu próprio bairro cerceada…
Faltando apenas três dias para o segundo turno das eleições, pipocam relatos de medidas judiciais, que mais se…
Segundo o levantamento coletivo dos veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no nosso…
Conteúdo sob licença Creative Commons by nc-sa 2.5 br     |    
Política de privacidade     |    
Termos e condições de uso     |    
Solicitação de Remoção de Imagem

source

Cliente denunciado por injúria racial diz que enviou áudio sobre entregador por engano e nega ser racista: 'Eu? Jamais!' – G1

source