Metaverso inundado de violações, assédio sexual e racismo? – Pplware

Pplware
31 Mai 2022 · High Tech 42 Comentários
Está a ser notícia o caso de uma mulher que foi violada no metaverso da Meta, o Horizon Worlds, durante uma festa e com pessoas a assistir. Um caso que já se ouviu falar vezes demais na vida real é explanado agora no universo paralelo da realidade virtual.
No entanto, este não é caso único e há mesmo quem afirme que o metaverso está inundado destas situações, de assédio sexual, racismo ou xenofobia. Mas, então, qual será o propósito deste novo mundo?
Metaverso inundado de violações, assédio sexual e racismo?
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A plataforma Horizon vem dar aos utilizadores uma experiência social do mundo virtual. É estar num universo paralelo, contactar com outras pessoas reais, mas no universo virtual. Trata-se de uma plataforma da empresa Meta, dona do Facebook e que faz uso de produtos como os óculos e controladores Meta Quest 2.
Foi no âmbito de um estudo levado a cabo pela SumOfUs, que uma investigadora entrou num Mundo Horizon e se viu numa festa privada. Este estudo tem como título Metaverse: another cesspool of toxic content (ou em português, Metaverso: outra fossa de conteúdo tóxico).
No relatório podem ler-se os pormenores desta experiência, nomeadamente como é que a investigadora se sentiu.
Ao entrar na plataforma a mulher foi convidada para uma festa privada com outros utilizadores e foi-lhe sugerido que desligasse a ferramenta de segurança que, quando ativada, impede que outros avatares se aproximem, ficando sempre a uma distância superior a um metro, segundo é descrito.
Em seguida é levada para um quarto onde foi violada por um utilizador que lhe dizia para se virar de costas, enquanto outros utilizadores viam pela janela. Isto tudo enquanto outro utilizador estava no quarto, assistia e lhe passava uma garrafa de vodka.

Segundo se pode ler,”esse ato sexual não foi consensual e a investigadora descreveu a experiência como “desorientadora” e confusa.
Apesar desta ser a história do momento, a verdade é que não é única. No estudo são destacados outros casos de assédio sexual não só no Horizon Worlds, mas também noutras plataformas virtuais que pertencem à Meta.
Existem inúmeros casos reportados à empresa de insultos racistas, homofóbicos e outros crimes de agressão sexual. Por exemplo, no Horizon Worlds (Beta Testing) uma pessoa apresentou queixa à Meta por ter sido apalpada por um estranho, sugerindo melhores mecanismos para prevenir o assédio. Da reclamação não surgiram quaisquer ações por parte da Meta, como o utilizador ainda foi acusado de uso inadequado da plataforma.
Entretanto, a Meta está a ser pressionada para publicar um relatório onde coloque em evidência os perigos a que os utilizadores estão sujeitos neste tipo de ambientes virtuais. Há também pressão para que seja realizada por uma entediada externa uma avaliação de potenciais danos psicológicos civis e de direitos humanos dos utilizadores e de que forma poderão ser evitados.
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Autor: Maria Inês Coelho
Tags:
19 Jun, 2021
13 Mai, 2022
28 Set, 2021
Alguém me explica como é que alguém pode ser “violado” num sitio que não existe e com o qual não se tem contacto fisico???
+1
Já não conseguem distinguir o que é real e o que não é 🙁
Esta humanidade está a caminhar num bom caminho, está!…..
Só o facto de imaginarem e ainda se rirem de fazer isso, mesmo sendo virtualmente, já diz muito sobre o que se passa hoje em dia e a facilidade em que muita gente tem de fazer e dizer tudo a outros em qualquer rede social, ou mesmo por outros meios que não os pessoais.
É uma nova expansão do Sims.
Vivemos num mundo estranho…
Mas deve ser tipo quando utilizadores da Horde faziam camping aos da Alliance no WOW e viceversa.
Mas daí levar esse sentimento a sério…
“…sociedade “fortes” tornam os homens fracos…”
Não se pode
O que está em causa é o corportamento dos que fizeram isto.
No momento que tens este comportamento numa situação “irreal” quem te diz que, vendo que podes fazer isto numa realidade virtual, não o vais fazer na vida real?!
JR… Nao queiras ver o meu comportamento no GTA ou no POSTAL. lol
A tua comparação…. speechless
É de todo pertinente, uma coisa é um “jogo” e uma realidade “virtual”, outra coisa é a realidade… real!
Eu, como muitos, tenho comportamentos completamente diferentes!
Hugo Nabais, jogos de tiros há muitos. Diz-me apenas quantos jogos baseados em agressões sexuais existem. Mesmo que não explícitos…
Desculpa, então é por eu levar tudo á frente no GTA que vou atropelar pessoas na vida real?
É por eu jogar pokemon que vou andar em lutas de cães ou de galos?
É por se assaltarem comboios no Red dead que vou fazer assaltos na vida real?
É por Jogar COD que vou andar aí aos tiros?
Os jogos são “sítios” onde podes fazer tudo, sem represálias. Realidade virtual é o que?
E mais: se o serviço tem um sistema para outros utilizadores não se aproximarem, ela já começou mal por o desligar….
Acredito que o estado vai noutro sentido.
Num mundo virtual, aliás, até no mundo das redes sociais o anónimato faz com que as pessoas deixem cair a mascara e mostrem quem realmente são sem inibidores ou receio de consequencias.
Quantas pessoas não andam a insultar alguém nas redes sociais mas quando é ao vivo nem sequer levantam a voz da mesma forma porque ja´sabem que ao vivo estão sujeiros a consequencias (que podem passar por levar na cara se andarem a insultar o povo como fazem nas redes sociais).
Este estudo é relevante porque mostra que numa realidade virtual o que acontece a esta mulher é algo que na realidade também acontece mas, digo eu, menos publico e muito menos aceite pela comunidade… Basta ver a nossa distinção “moral” nos comentários em que “como é que alguém pode ser violado numa realidade virtual?”. O caso aqui não é se existe violação legal ou não. Acho que este estudo simpelsmente demonstra que num mundo sem consequencias a malta mostra o pior de si. Quem realizou e participou nesta “violação” muito provavelmente nunca o iria fazer cá fora e a unica razão para isso não é por ser “boa pessoa” mas porque tem medo das consequencias ou não tem sequer capacidade para isso.
+1
Se quer mesmo saber e não estava a ser só parvinho, sugiro que procure num dicionário o significado da palavra. Existem muitos online, nem precisa de gastar € para se aculturar.
Se ainda assim tiver dificuldades em conseguir diga, que eu envio-lhe o endereço completo.
E questão está na violação psicológica e não na violação física.
Assédio moral, também não há contacto físico.
Aliiciar menores nas redes sociais, sexting, etc. São crimes puníveis pela lei.
Pronto, é o fim da internet…. É com cada estupidez….. Ser violado num jogo………..
Ao menos que façam a javardice toda no metaverso. Se isso resultar em menos violações e abusos sexuais no mundo real já valeu a pena…
Isso é muito subjetivo. Alguém que nunca o faria na vida pessoal, até hoje, pode usar o Metaverso como um estimulo. É preciso ter noção, que nem todos pensamos da mesma forma, agimos da mesma forma e por aí fora.
No meu tempo havia paradise cafe, agora há isto. Acho que o Mark esqueceu-se de dizer ao pessoal que o metaverse não é um jogo. Parece que os fãs do GTA e COD estão lá todos batidos…
O que importa não ser um jogo? Para muitos tem a sensação de ser um porque é a extensão do que podes fazer em jogos, ter a liberdade para fazeres o que quiseres, ainda para mais porque estás num ambiente virtual onde não estás fisicamente a afectar outra pessoa.
Mark, Metaverse, etc.. por alguma razão estranha continua a parecer que foi preciso esse senhor sugerir esta ideia, porque meio mundo esqueceu-se que a ideia de espaços virtuais sociais já existe há décadas. VRChat, Second Life, MUDs, etc.
Por muito que seja reprovável a atitude que certas pessoas têm nestes espaços (que claramente devia ser mantida a um nível privado), a educação das pessoas para lidar com estas coisas parece estar em falta. Querem-se queixar de um “crime” para o qual seguiram um desconhecido e em vez de sair do ambiente ficou lá para desfrutar do assedio? Não é uma criança de 8 anos a meu saber, e isto não é Sword Art Online. ALT+F4 ainda é uma possibilidade.
Totalmente de acordo, e já referi algumas vezes na net também, que este senhor não veio descobrir o mundo metaverso. Eu conheço o Second Life há anos e este tipo de plataforma não tem nada de novo. Agora que nos dias de hoje, o Mark não tenham descoberto certos mecanismos…é outra história. O SL até hoje, que eu saiba, não teve este tipo de queixas, mesmo sabendo que tem todo um mundo para adultos. Mas entendo que só baixa a defesa quem quer 😉
Como hoje em dia tudo se aponta para ganhar uns trocos extra….já nada me surpreende também.
Pois é, mas a realidade é que não sendo físico, podes com isto afetar mentalmente, há abusos através através de canais destes a toda a hora. E se achas que por ser um jogo, ou uma realidade paralela, toda a gente se deve ver no direito de fazer de tudo a todos, então estamos muito mal. A internet é livre, mas a tua liberdade pode acabar quando começar a minha (ou de outra pessoa qualquer).
Não estou a dizer que cada um pode fazer o que quer e obviamente que pode afetar mentalmente quem anda por estas plataformas e perder a noção da realidade. A minha observação vai mais no sentido que o Mark não inventou nada de novo e que há sempre que ter noção dos limites seja na nossa realidade ou na virtual. Felizmente do que observei no SL, nunca soube de casos negativos. Só a minha opinião 🙂
o “lixo do mundo” continua à solta.
por que é que não há electricidade para metade do mundo, enquanto outros criam estas “porcarias” que não servem para nada???
isto vai ter que ter um fimm…
Se não tens habilidade para ver uma finalidade num ambiente virtual de socialização, isso é meramente um problema teu e das palas que estás a usar.
Se queres que a outra metade do mundo tenha electricidade, melhor fazeres uma campanha de angariação de fundos e pores-te ao trabalho, porque estás a viver num mundo capitalista e nisso não há dinheiro a curto-medio prazo para satisfazer os investidores.
Vai falar com um psicólogo e lê os diversos estudos que há sobre o tema. O ambiente virtual só serve para encher os bolsos a capitalistas. Não trás nada de bom à sociedade e é péssima para a saúde mental.
o “lixo do mundo” continua à solta.
por que é que não há electricidade para metade do mundo, enquanto outros criam estas “porcarias” que não servem para nada???
isto vai ter que ter um fimm…
Porque não voltou a ligar o tal sistema de segurança que tinha desligado?
Porque depois não tinha conteúdo para ser famosa?
A quantidade de vezes que fiz e me fizeram o tea bag no Halo ou no CS… as vezes que peguei fogo a pessoas no Sims… no RDR ou GTA a arrebentar com NPC´s ou players só porque sim… nunca houve nada. é um jogo… é virtual… javardai á vontade. sociedade cada vez pior. por este andar vai ser só bixas ofendidadas com tudo que existe ou se faz. concordo com o que se disse acima. Se javardarem e fizerem tudo no metaverso e nao se passar nada no mundo real… está joia
“…metaverso da Meta”????
Porque é que não chamam as coisas pelo nome???
Não é metaverso da Meta, mas sim Realidade Virtual da Meta.
O conceito Metaverso dentro da Realidade Virtual é uma coisa completamente diferente.
Só poque um tipo mudou o nome da empresa para Meta e disse que estava a criar o Metaverso, significa que está a aplicar o conceito do Metaverse dentro da Realidade Virtual.
Além disso, o conceito do Metaverse existe à mais de 20 anos.
Não chamem Metaverso à Realidade Virtual, porque são coisas completamente diferente.
Se não sabem do que estão a falar, mais chamarem as coisas peloa nome.
O Metaverso em termos práticos ainda não existe. É isso que a Meta está a tentar desenvolver dentro da Realidade Virtual.
lol
Boa pasta oh Pedro
Tanto Meta que já não sei quem põe .
😀
Salvando a palavra “metaverso” dessas estranhices virtuais que exitem agora.
Eu tenho é pena das mulheres que foram violadas na vida real, com é que elas se devem sentir.
+1
uma coisa é certa, devem sentir algo
Acabou-se o tea bagging nos FPS de competição!
O maior abuso está a ser cometido às crianças de todo o mundo, desde tráfico sexual (até por gente conhecida das Big Corp, realeza ingleza, etc.) e o verdadeiro ataque à unidade da família e costumes cristãos… mas isso os néscios não reparam. São néscios!
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Está na hora de criminalizar a gordofobia? – BBC News Brasil

Crédito, Getty Images
Depois de um ano trabalhando em uma empresa de moda canadense, Courtney percebeu que estava sendo excluída de reuniões com fornecedores.
"Me foi dito que ficar fora do escritório durante uma tarde inteira [encontrando fornecedores] não era um bom uso do meu tempo", ela lembra.
Em agosto de 2018, 18 meses após ter começado a trabalhar na empresa, Courtney (cujo sobrenome foi omitido por motivos de privacidade) sentou-se com seu gestor para uma avaliação de desempenho.
Ele passou os primeiros 10 minutos elogiando seu desempenho profissional, mas os 20 minutos seguintes pegaram Courtney de surpresa.
"Ele disse que minha aparência estava afetando meu trabalho. Disse categoricamente que me achava gorda demais para estar no cargo que estava. Disse que ficava envergonhado de me ver perto dos nossos fornecedores em reuniões e que isso arruinava sua reputação."
Fim do Matérias recomendadas
O chefe de Courtney também falou que ela precisava começar a ir à academia e parar de usar roupas justas. Pediu a ela para comprar roupas novas e usar maquiagem todos os dias.
"Fiquei muito chocada", diz ela. "Eu meio que só fiquei sentada lá, para ser bem honesta. Senti como se fosse começar a chorar."
A equipe da BBC News Brasil lê para você algumas de suas melhores reportagens
Episódios
Fim do Podcast
Após a reunião, Courtney conta que as preocupações com a aparência afetaram significativamente seu trabalho e que ela ficou paranoica com o que os colegas pensavam.
A discriminação baseada no peso no ambiente de trabalho ainda é legal em quase todas as partes do mundo, exceto no Estado americano de Michigan e em algumas cidades dos Estados Unidos, incluindo San Francisco e Madison, em Wisconsin.
Em muitos países, características como gênero, raça, religião e orientação sexual são oficialmente protegidas por lei, o que significa que os empregadores não podem usá-las para discriminar. Mas, salvo pequenas exceções, esse ainda não é o caso do peso.
É claro que muita gente sabe que incluir o peso como um fator para contratar candidatos ou promover funcionários não é correto. Mas este tipo de discriminação ainda acontece, seja abertamente ou nos bastidores, com base em vieses conscientes e inconscientes das pessoas. Pode ter um preço significativo, tanto econômica quanto mentalmente, para aqueles que a vivenciam.
As medidas para combater legalmente a gordofobia avançam lentamente. Enquanto isso, esta forma insidiosa de discriminação continua difícil de ser erradicada.
"A discriminação por peso pode ser vivenciada de muitas maneiras diferentes, algumas sutis e outras mais evidentes", explica Rebecca Puhl, professora do Departamento de Ciências do Desenvolvimento Humano e da Família da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos.
"Vemos pessoas sendo discriminadas por causa do peso quando se candidatam a empregos. Elas são menos propensas a serem contratadas do que indivíduos mais magros com as mesmas qualificações."
Embora não haja evidências para respaldar a ideia de que o peso está ligado a certos traços de personalidade, estereótipos alimentam estas decisões de contratação.
Puhl cita um estudo de 2008 que mostrou que os candidatos a emprego com excesso de peso são vistos como sendo "menos agradáveis, menos emocionalmente estáveis ​​e menos extrovertidos do que aqueles que tinham um peso considerado 'normal'".
Uma vez contratadas para um trabalho, as pessoas podem sofrer discriminação de peso de várias maneiras. Pode ser explícito, como a exclusão e os comentários dos quais Courtney foi alvo na empresa de moda.
Um estudo de 2021, do qual Puhl foi coautora, ouviu 14 mil pessoas na Austrália, Canadá, França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos que estavam participando de um programa de controle de peso: 58% disseram que haviam sido estigmatizados por seu peso por parte de colegas.
Outras discriminações podem ser sutis. "Também vemos pessoas que foram preteridas para promoções ou estão sendo demitidas injustamente de seus empregos", explica Puhl.
Um estudo de 2012 com profissionais de Recursos Humanos mostrou que eles eram mais propensos a desqualificar pessoas obesas para contratações e menos propensos a nomeá-las para cargos de supervisão.
Na empresa de moda, Courtney viu outras pessoas com o mesmo cargo serem promovidas, enquanto ela permaneceu na mesma posição. "Qualquer pessoa na minha posição subia (na empresa) dentro de um ou dois anos", explica.
A discriminação por peso se manifesta em todos os tipos de ambiente de trabalho, de acordo com Brian J. Farrar, advogado trabalhista da Sterling Employment Law. Mas ele diz que é especialmente prevalente em ambientes com foco na aparência física.
"Você tende a ver mais onde os funcionários estão interagindo com os clientes", afirma. "Em um restaurante ou no varejo, você tende a ter potencialmente uma maior incidência de discriminação por peso."
Há ainda um componente de gênero: Puhl diz que as mulheres são mais vulneráveis ​​à discriminação de peso no ambiente de trabalho.
"[Elas] vivenciam não apenas em níveis mais altos, como também em níveis mais baixos de peso corporal", diz ela. "Para os homens, o IMC [índice de massa corporal] tem que aumentar bastante até desencadear o mesmo nível de discriminação por peso que afeta as mulheres."
Puhl atribui isso a diferentes padrões sociais em torno do peso e atratividade entre os gêneros. Farrar concorda, observando que as expectativas de aparência física não são aplicadas universalmente entre funcionários do sexo masculino e feminino.
A renda também pode desempenhar um papel na discriminação por peso, segundo ele, afetando desproporcionalmente profissionais com baixos salários.
"Eles podem ser menos propensos a se manifestar e denunciar a discriminação", observa. "Isso pode fazer com que os empregadores tirem mais proveito deles."
Crédito, Getty Images
A discriminação de peso não apenas impede as pessoas de avançar em suas carreiras, como também pode afetar sua saúde física e mental
A discriminação de peso pode ter múltiplos impactos, tanto em termos de progressão na carreira de um profissional – o que está relacionado ao seu potencial de ganho – quanto na sua saúde mental.
Do lado econômico, um estudo de 2011 mostrou que o aumento de uma unidade no IMC de uma mulher está correlacionado com uma diminuição de 1,83% no salário.
Um estudo de 2018 indicou que estar em uma faixa de renda mais baixa pode aumentar o risco de obesidade, e que o inverso também é verdadeiro – ser obeso diminui a renda, com impactos mais pronunciados entre as mulheres do que os homens.
O julgamento baseado no peso e as observações rudes também podem levar a comportamentos negativos de saúde, como distúrbios do sono e consumo de álcool, menos atividade física e maus hábitos alimentares.
Para Courtney, ser julgada por seu peso levou a uma ansiedade grave que, junto a outros estresses cotidianos, fizeram com que ela tirasse uma licença médica de dois anos do trabalho.
Especialistas como Puhl e Farrar, que representou funcionários em Michigan em casos de discriminação de peso no ambiente de trabalho, concordam que a legislação pode ter um impacto nessa questão.
Nos Estados Unidos, há projetos de lei tramitando em Nova York e em Massachusetts, semelhantes às salvaguardas de Michigan, onde o peso é incluído como uma característica protegida na lei de direitos civis do Estado.
Reykjavik, capital da Islândia, e algumas partes do Brasil – como em Recife e em Rondônia – também aprovaram leis que protegem as pessoas da discriminação de peso.
Puhl nos lembra que a mudança é lenta por causa dos estigmas persistentes em torno do peso. "Se a sociedade continuar a colocar culpa pessoal nas pessoas por seu peso, e se essa culpa for considerada socialmente aceitável, a mudança política é muito desafiadora", diz ela.
Mas ela acredita que Massachusetts "está bem perto" de aprovar uma nova lei. "Isso é algo importante, porque a lei de Michigan foi aprovada em 1976. Desde então, nenhum Estado aprovou nada. Se Massachusetts fizer isso, vai abrir as portas para outros Estados seguirem o exemplo."
A legislação não é a única solução, é claro, porque não vai erradicar atitudes negativas generalizadas em relação ao peso. Mas, semelhante aos avanços anteriores em relação a gênero, raça e orientação sexual, a legislação faz diferença.
"Vai acabar com o estigma do peso? Não, claro que não", diz Puhl. "Ainda vivemos na mesma sociedade e cultura em que há mensagens de que o peso é sobre responsabilidade pessoal, preguiça ou disciplina."
Mas as proteções legais são importantes e necessárias para que ocorram mudanças sociais significativas.
Courtney acredita que ter proteções contra discriminação de peso no Canadá não teria impedido sua experiência negativa no ambiente de trabalho, mas diz que a existência de leis teria sido reconfortante.
"Acho que saber que existe uma legislação parece quase uma validação de que é errado ser discriminado pelo peso", diz ela.
Depois de voltar ao trabalho da licença médica, Courtney continuou a sofrer bullying relacionado ao peso e a ouvir comentários negativos dos supervisores. Ela acabou sendo demitida – e se sente aliviada por estar fora de uma "situação tóxica".
"Isso colocou muita insegurança na minha cabeça sobre minha capacidade de fazer meu trabalho, sobre a carreira que eu quero", explica Courtney. "Isso me fez repensar se sinto que sou capaz de trabalhar na indústria da moda em geral. Não acho que possa ter uma carreira duradoura se estiver sempre pensando que as pessoas estão me julgando."
No Brasil, a gordofobia não é crime, mas pode ser enquadrada por injúria e danos morais, ou seja, o abusador pode ser processado nas esferas criminal e cível.
Foi o que aconteceu com a bailarina Thais Carla que venceu o processo judicial que moveu contra o humorista Leonardo Lins após sofrer discriminação por estar acima do peso.
Foi a primeira condenação direta por gordofobia e, segundo especialistas da área, pode representar um marco jurídico. No caso de Thais, ela ganhou indenização por danos morais.
Leia a íntegra desta reportagem (em inglês) no site BBC Worklife.
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Técnico russo de vôlei pega gancho de dois anos por racismo – Yahoo Esportes

O comitê executivo da Federação Russa de Voleibol suspendeu Andrei Voronkov, técnico do Lokomotiv, por dois anos nesta segunda-feira por proferir insultos racistas contra a cubana Ailama Cese Montalvo, jogadora do Uralochka de Yekaterinburg.
“O comitê executivo ratificou a decisão da comissão disciplinar da Federação Russa de Voleibol. Voronkov será suspenso por dois anos” de todos os torneios, informou o secretário-geral da federação, Alexandr Yaremenko, citado pela agência TASS.
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“A suspensão se estende apenas aos eventos da Federação Russa de Voleibol, mas não podemos proibi-lo de treinar”, explicou. “Ele não poderá estar com os atletas no banco” durante os jogos, acrescentou o diretor desportivo, lembrando que Voronkov poderá recorrer desta decisão no prazo de 10 dias.
O escândalo eclodiu em 12 de maio durante um pedido de tempo em uma partida entre as duas equipes, quando Voronkov disse a uma de suas jogadoras: “Por que você está bloqueando aquela macaca de novo?”.
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A frase foi capturada ao vivo pelas câmeras de televisão, causando um grande escândalo, mas o treinador nunca se desculpou, apesar da insistência de Uralochka Yekaterinburg. Segundo o jornal “Sport-Express”, Montalvo deixou o clube, onde se tornou uma das estrelas do campeonato russo.
Após o incidente, instituições e personalidades russas exigiram um pedido de desculpas do treinador. “Acredito que, devido a este incidente, a Federação Russa de Vôlei deveria tomar medidas disciplinares contra o técnico do Lokomotiv”, disse o ministro russo dos Esportes, Oleg Matitsin, que descreveu como “inaceitável qualquer demonstração de racismo ou desrespeito ao rival”.
O ministro acrescentou que “na sociedade contemporânea não há espaço para discriminação com base na raça ou nacionalidade”.
PARIS (Reuters) – A jovem tenista norte-americana Coco Gauff atropelou a italiana Martina Trevisan por 6-3 e 6-1, nesta quinta-feira, para se tornar a mais jovem finalista do Aberto da França em 21 anos. Gauff, de 18 anos, enfrentará na decisão a polonesa Iga Swiatek, atual número um do ranking mundial, que venceu mais cedo a russa Daria Kasatkina por 6-2 e 6-1 — sua 34ª vitória seguida no circuito.
PARIS (Reuters) – A ministra francesa do Esporte, Amélie Oudéa-Castéra, disse nesta quarta-feira que a Inglaterra sofreu, no ano passado, uma desordem semelhante ao tumulto que marcou a entrada do público para a final da Liga dos Campeões entre Liverpool e Real Madrid, em Paris, no fim de semana passado. Oudéa-Castéra, que junto com o ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, enfrentou críticas pela forma como a França lidou com o jogo no Stade de France, destacou os casos de violência no e
(Reuters) – O presidente do Liverpool, Tom Werner, exigiu um pedido de desculpas da ministra do Esporte da França depois que ela disse que torcedores com ingressos falsos e a forma como o clube tratou seus torcedores foram responsáveis ​​pelo problema que prejudicou a final da Liga dos Campeões no sábado. A partida no Stade de France, que o Real Madrid venceu por 1 x 0, foi adiada em mais de meia hora depois que a polícia tentou impedir pessoas que buscavam invadir o estádio.
Em entrevista ao canal Pilhado, no YouTube, centroavante falou sobre sua passagem no Galo
Volante ganha mais uma oportunidade após a suspensão de Betinho
Meia estreou no elenco principal na vitória sobre o Ayacucho e agora foca na estreia do nacional sub-20 contra o Flamengo, no Rio de Janeiro
Dirigentes e treinador do RWD Molenbeek, que também pertence a John Textor, estarão no Rio de Janeiro na próxima semana.
Rubro-Negro abre junho com o quinto de cinco jogos consecutivos no Maracanã, contra o Fortaleza. O último confronto do mês será pela Libertadores e fora de casa
A competição será disputada em julho e, embora não tenha times brasileiros, conta com uma participação nacional: a cantora Ivete Sangalo
Rendell, que chegou neste ano ao clube, falou sobre as metas traçadas para 2022
Clube usou site oficial para divulgar a lista e deixou uma mensagem aos atletas: "Desejamos-lhes o melhor para a sua carreira".
Diretor executivo de futebol avaliou início do Brasileirão, adaptação do elenco e projetou novos passos da gestão de Textor no Botafogo
O técnico da Itália, Roberto Mancini, não escondeu nesta sexta-feira sua "preocupação" com a falta de atacantes de alto nível no país, em pleno processo de reconstrução de sua seleção depois de não ter se classificado para a Copa do Mundo de 2022.
Canal campeão teve o dobro da audiência do segundo colocado durante a estreia do Brasil
Peixe tem a melhor campanha da competição e ataque é o melhor do século
Separação de Shakira e Gerard Piqué segue repercutindo na imprensa espanhola
Durante o programa 'Os Donos da Bola', o apresentador afirmou que o clube não conquistará nenhum título nesta temporada
GLASGOW (Reuters) – A Ucrânia manteve vivo seu sonho de chegar à Copa do Mundo deste ano ao derrotar a Escócia por 3 x 1 em partida da repescagem das eliminatórias europeias no estádio Hampden Park, em Glasgow, nesta quarta-feira, em seu primeiro jogo desde a invasão russa ao país. A Ucrânia agora enfrentará o País de Gales, no domingo, em Cardiff, com o vencedor garantindo vaga no Mundial de novembro no Catar.
Gabriel Sara, Nikão, Andrés Colorado, Talles e Igor Gomes são desfalques do Tricolor
Suíços e tchecos estão no grupo B, ao lado de Portugal e Espanha

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50 cidades brasileiras homenageiam Raoni Metuktire – Combate Racismo Ambiental

Nos 50 anos do Dia Mundial do Meio Ambiente, líder indígena é exemplo e inspiração para todos que defendem a natureza!
Por Marcia Sousa, no Ciclo Vivo
Raoni Metuktire, único indígena brasileiro indicado ao prêmio Nobel da Paz, está sendo homenageado por um grupo de 20 organizações da sociedade civil brasileira na semana em que se comemoram cinco décadas da criação do Dia Mundial do Meio Ambiente. 
Nada menos que 50 cidades brasileiras, incluindo as 24 capitais estaduais, estão recebendo lambes de 6 metros quadrados com artes mostrando o líder mebêngôkre. A ação, que teve início na última quinta-feira (2/6), segue até o Dia do Meio Ambiente (5/6) e inclui projeções em oito localidades em quatro diferentes cidades: São Paulo (SP), Recife (PE), Tefé (AM) e Belo Horizonte(MG) e um mural em Manaus (AM). 
“Vamos ‘raonizar’ as cidades na semana do meio ambiente porque Raoni é um exemplo vivo de paz e uma inspiração para todos que defendem a natureza”, explica Jonaya de Castro, do Megafone – uma das organizadoras da ação.
“Além de ser um guardião da vida e um dos principais defensores dos direitos indígenas, Raoni Metuktire destaca-se pela forma como fez isso: sempre por meio do diálogo”, acrescenta Megaron Txucarramãe, sobrinho de Raoni que o acompanhou na campanha da demarcação da terra Indígena Mēbēngokre-Kayapó e da criação do Instituto Raoni. “Homenagear Raoni nos 50 anos do Dia do Meio Ambiente é uma forma de fazer com que as novas gerações conheçam este símbolo vivo da paz e do diálogo. Em tempos de tanta intolerância e radicalismo, a lembrança de Raoni é sopro de esperança para todos nós”, completa Jonaya. 
Perguntado sobre a mensagem que gostaria de deixar para os outros brasileiros, o cacique Raoni respondeu: “Todos nós devemos nos preocupar com a floresta. Nos comprometermos com a demarcação de todas as terras indígenas do Brasil e com o fortalecimento da Funai. E que esse compromisso se transforme em amizade e em tempos de paz.” 
A criação dos lambes foi um processo coletivo que teve início durante a residência artivista no Condô Cultural, em março deste ano. Os artivistas Matsi (neto de Raoni) e Raul Zito fizeram algumas artes e uma delas, com uma foto do cacique tirada por Todd Southgate, recebeu a frase “O futuro é indígena” – que resume a necessidade de preservarmos a natureza se quisermos solucionar as crises do clima e de biodiversidade que colocam nossa sobrevivência em risco – diagramada como se saísse de um megafone.
A arte inclui também uma fala de Raoni na língua falada pelos mebengokre: 
Amej bê 1954 kam ne kubē mēbêngôkre krõ. Kam ne bēnjadjwyry Ropni abatàj nyre kam pyka kuni kôt myjja mari mokraj. Kam ne ari kubê Villas Boas kôt kubē kabēn ma ne kam kubē kukràdjà ma. Nhym kam Ropni arym mēbêngôkre kadjy kubē kangõj mokraj. 
Em português: 
Em 1954, quando o povo Mbêngôkre estabeleceu contato definitivo com os brancos, Cacique Raoni tinha aproximadamente 24 anos e teve um papel fundamental no processo de pacificação e união das diversas aldeias dos povos indígenas. Nesta época, conheceu os irmãos Villas Boas, com quem aprendeu a falar a língua portuguesa e a tomar consciência do mundo não-indígena.
O mural em Manaus, por sua vez, foi concebido por Raiz Campos, grafiteiro e muralista criado na floresta amazônica e cujo trabalho se notabiliza por retratar a cultura da região. 
Não se sabe ao certo a data de nascimento do hoje cacique Raoni Metuktire, mas acredita-se que ele tenha 91 anos. Nascido no Mato Grosso, onde hoje reside na aldeia Metuktire, localizada na Terra Indígena Capoto-Jarina, Raoni foi protagonista em diversas lutas em favor dos povos indígenas e da Amazônia, consolidando-se como uma liderança legítima e porta voz da preservação do meio ambiente. 
Em 1954, Raoni teve o primeiro contato com o homem branco, tendo aprendido português com os irmãos Villas-Boas. Em 1964, encontrou-se com o rei Leopoldo III, da Bélgica, quando este fez uma expedição em terras indígenas no Mato Grosso. Na década seguinte, em 1978, foi tema de um documentário intitulado “Raoni”, indicado ao Oscar e que contou com a participação de Marlon Brando na sequência de abertura.
Em 1984, negociou com o então ministro do interior, Mário Andreazza, a demarcação de sua reserva. Em 1987 e 1988, teve protagonismo, ao lado de outras lideranças indígenas, na garantia dos direitos dos povos indígenas na Constituição Federal.
Ainda em 1987, o encontro com o cantor Sting daria início a uma parceria que lhe conferiu notoriedade internacional. Juntos, eles fizeram uma grande turnê por 17 países de abril a junho de 1989, na qual defendeu a criação de um parque nacional na região do Xingu – projeto que encontrou apoio junto a políticos e personalidades internacionais, como os ex-presidentes franceses François Mitterrand e Jacques Chirac, o rei Juan Carlos da Espanha, o príncipe Charles e o Papa João Paulo II, entre outros. Empenhou-se na luta contra Belo Monte. 
Em 2011, Raoni recebeu o título de cidadão honorário de Paris. Já em 2019, um grupo de ambientalistas e antropólogos apresentou seu nome como candidato ao Prêmio Nobel da Paz de 2020 por sua defesa vitalícia da floresta. Em 2020, recebeu o Prêmio Darcy Ribeiro, sendo a quinta personalidade a receber o prêmio, que é destinado a pessoas ou entidades cujas ações mereceram destaque especial tanto na defesa, quanto na promoção da educação no país. No ano seguinte, 2021, recebeu o título de Membro Honorário da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

Ilustração: Homenagem a Raoni em Manaus



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Vaticano: Papa assume vontade de visitar a Ucrânia, em encontro com crianças – Agência Ecclesia

Jun 4, 2022 – 14:48
Grupo de refugiados e menores com deficiência esteve com Francisco
Foto: Vatican Media
Cidade do Vaticano, 04 jun 2022 (Ecclesia) – O Papa assumiu hoje a vontade de visitar a Ucrânia, numa conversa com crianças, no Vaticano, mas disse que tem de esperar pelo “momento certo”.
“Eu gostaria de à Ucrânia, só tenho que esperar o momento para o fazer, sabes? Porque não é fácil tomar uma decisão que pode fazer mais mal ao mundo inteiro do que bem. Eu tenho de procurar o momento certo para o fazer”, disse, em resposta a uma interpelação do pequeno Sachar, refugiado ucraniano.
O menino participava na iniciativa ‘Comboio das Crianças’ que levou ao Vaticano um grupo de 160 participantes – menores da Ucrânia e com deficiência -, organizado pelo Conselho Pontifício da Cultura, através do projeto ‘Átrio dos Gentios’.
Sachar, acolhido em Roma, dirigiu-se a Francisco, pedindo: “Pode ir à Ucrânia, para salvar todas as crianças que estão a sofrer lá, agora?”.
O Papa adiantou na sua resposta, divulgada pelo Vaticano, que na próxima semana se vai encontrar com governantes ucranianos, para conversar sobre uma “possível visita”.
“Vamos ver o que acontece”, acrescentou.
Francisco mostrou-se “feliz” pelo encontro e disse pensar muito nas crianças da Ucrânia.
“Por isso enviei alguns cardeais, para ajudar lá e estar perto de todas as pessoas, mas sobretudo das crianças”, explicou.
O encontro decorreu no Pátio São Dâmaso, no Vaticano, visando “promover a integração, a inclusão e a luta contra a discriminação e o preconceito”.
Na conversa com as crianças, Francisco falou das viagens internacionais, destacando que cada país é diferente, com “riquezas especiais”.
Questionado sobre o que é ser Papa, o pontífice destacou que o importante é “não deixar de ser quem és”, evitando a artificialidade.
“Tenho que tentar fazê-lo da forma mais humilde e mais de acordo com a minha personalidade, sem tentar fazer coisas estranhas a quem eu sou”, acrescentou.
Francisco admitiu que existe cansaço, mas sublinhou que “Deus dá força” para realizar a sua missão com “honestidade, sinceridade e trabalho”.
As 160 crianças – incluindo invisuais e menores com outras deficiências – frequentam uma histórica instituição de assistência fundada por Pio IX, o ‘Sant’Alessio – Margherita di Savoia’, de Roma.
“Quando olho para crianças que têm algumas limitações, deficiência, acho que o Senhor lhes deu outras coisas, outras coisas bonitas. Uma das coisas que, confesso, toca o meu coração quando estou com cegos, muitas vezes, muitas vezes eles dizem-me: “Posso olhar para si?”. No princípio, não entendi, mas depois disse: ‘Sim!’ E eles, com as mãos, tocaram no meu rosto e olharam para mim”, relatou Francisco.
Graças à colaboração da Confagricoltura, uma organização agrícola italiana, foi criado na instituição “um jardim sensorial para crianças e as suas famílias” o ‘Jardim Invisível’ – projetado pela arquiteta Eleonora Ghezzi com o apoio da organização sem fins lucrativos ‘Senior – The Age of Wisdom’.
Segundo comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o encontro deste sábado sublinha o “espírito de solidariedade e abertura”, contando com a participação de crianças refugiadas, vindas da Ucrânia e acolhidas em Roma pela Igreja de Santa Sofia.
Esta manhã, o Papa assinalou o Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão, com uma mensagem publicada no Twitter.
“Rezemos juntos pelas crianças que ficaram órfãs e fogem da guerra; por aquelas que sofrem em todo o mundo por causa da fome, pela falta de cuidados médicos, pelos abusos e violência; por aquelas a quem foi negado o direito de nascer. Protejamos todas as crianças”, escreveu.
OC
Vaticano/Ucrânia: 100 dias de preocupação, de Fátima a Moscovo

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A próxima semana no Parlamento Europeu: 3 a 12 de junho – Parlamento Europeu – Cision News

1. 6 a 9 de junho: sessão Plenária em Estrasburgo

Agenda: aqui.

Tópicos em agenda explicados: aqui.

Alterações climáticas / Fit  for  55. O Parlamento Europeu adotará a sua posição sobre oito propostas que fazem parte do pacote “Fit for 55 in 2030” – o plano da UE para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em pelo menos 55% até 2030 e para atingir a neutralidade de gases de efeito estufa até 2050. Os textos aprovados serão o mandato do Parlamento Europeu para negociações com governos da UE sobre a legislação final. (debate na terça-feira e votações quarta-feira). Mais sobre esta prioridade: aqui e aqui. Press kit do seminário para jornalistas decorrido esta semana: aqui.

Conclusões da Cimeira da UE e discurso do Presidente do Parlamento da Ucrânia. Quarta-feira de manhã, os eurodeputados debatem com os Presidentes Charles Michel e Ursula von der Leyen os resultados do último Conselho Europeu, no qual líderes dos países da UE concordaram em novas sanções contra a Rússia. Mais tarde, o Presidente da Verkhovna Rada, Ruslan Stefanchuk, discursará no hemiciclo de Estrasburgo. Análise sobre a Ucrânia: aqui.

Debate “This  is  Europe” com o chefe de governo da República da Irlanda, Micheál Martin. Na quarta-feira, os eurodeputados vão debater a UE e suas perspetivas futuras com o Taoiseach da Irlanda. No âmbito desta série de debates, os eurodeputados já receberam a primeiro-ministra estónia, Kaja Kallas, em março, e o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, em maio.

Apelo à mudança dos Tratados em resposta à Conferência sobre o Futuro da Europa. O Parlamento Europeu debate e vota na quinta-feira um projeto de resolução que pede um primeiro conjunto de alterações específicas aos documentos fundadores da União, à luz das conclusões da Conferência sobre o Futuro da Europa. Mais informação aqui e aqui. Na quarta-feira, o Plenário debate um relatório do eurodeputado Paulo Rangel (PSD, PPE) sobre o Direito de Iniciativa do Parlamento Europeu. Aquando da aprovação do relatório sobre o direito de iniciativa do Parlamento Europeu na Comissão dos Assuntos Constitucionais, Rangel disse “o Parlamento Europeu é o único Parlamento do mundo democrático a não ter direito de iniciativa.”

Acabar com a discriminação contra as empresas da UE. Os deputados devem dar luz verde ao Instrumento para contratos públicos internacionais, criado para impulsionar os mercados globais e acabar com a discriminação contra empresas da UE em países terceiros. (debate quarta-feira, votação quinta-feira). Análise: aqui

Estado de Direito na Polónia / aprovação do Plano de Recuperação e Resiliência da Polónia. Na tarde de terça-feira, os eurodeputados interrogam a Presidente von der Leyen sobre o apoio da Comissão Europeia aos fundos de recuperação para Polónia enquanto se mantiverem as ameaças ao estado de Direito.

Cerimónia dos 60 anos da Política Agrícola Comum. Na segunda feira de tarde, os eurodeputados assinalam os 60 anos da PAC. Mais informação sobre esta prioridade: aqui.

Cerimónia do Prémio Europeu do Público para o Cinema. Os representantes dos três filmes pré-selecionados para o prémio estão em Estrasburgo e o vencedor será anunciado a 8 de junho, pelas 11h00 – hora em Lisboa. Na terça-feira à tarde, o Parlamento Europeu organiza uma conferência de imprensa. Informação para jornalistas: aqui. Mais informação: aqui e aqui. Pedidos de entrevista: aqui.

Briefing de última hora. Segunda-feira, pelas 15.30 (hora em Lisboa), o Porta-voz do Parlamento Europeu faz uma conferência de imprensa sobre a sessão Plenária – que arranca pelas 16.00, hora em Lisboa. Os briefings dos grupos políticos acontecem na terça-feira de manhã.

2. Agenda da Presidente Roberta Metsola  
Na terça-feira, a Presidente Roberta Metsola vai encontrar-se com a Provedora de Justiça Europeia, Emily O’Reilly. Na quarta-feira, tem um encontro bilateral com Micheál Martin antes do debate “Isto é a Europa”. Metsola faz uma conferência de imprensa com o Presidente da Verkhovna Rada, Ruslan Stefanchuk, antes da sessão no Hemiciclo e preside ainda à cerimônia do Prémio Europeu do Público para o Cinema. Na sexta-feira, viaja para a Dinamarca, onde faz um discurso na Cimeira da Democracia em Copenhaga.

3. Seminários para jornalistas
7 de junho, 15.00 (hora em Lisboa): seminário para jornalistas sobre Prémio Europeu do Público para o Cinema. Seguir em direto (com possibilidade de colocar questões): aqui. Webstreaming aqui. Língua: Inglês. Tópicos: Fighting discrimination: the role of the cinema e Times of war: Mirrors of reality. Falam o eurodeputado Romeo FRANZ (Os Verdes, Alemanha), vice-presidente da comissão parlamentar da Cultura e Educação, Maria WALSH (PPE, Irlanda), também membro dessa comissão, e os representantes dos três filmes nomeados. Entrevistas podem ser pedidas para media-seminars@europarl.europa.eu.

8 de junho, 9.00 (hora em Lisboa). Briefing aos jornalistas sobre igualdade de género em cargos de administração não executiva das empresas cotadas em bolsa. Os Gabinetes do Parlamento Europeu na Áustria e nos Países Baixos organizam um briefing aos jornalistas (em Inglês) com as eurodeputadas Evelyn Regner (S&D, Áustria) e Lara Wolters (S&D, Países Baixos), em Estrasburgo e com possibilidade de participação remota, via Webex. Mais informação: pers-denhaag@europarl.europa.eu.

4. Negociações legislativas: Carregador comum / Salário mínimo / Mulheres em cargos não-executivos.
Segunda e terça-feira, o Parlamento Europeu e os negociadores do Conselho tentarão chegar a acordos sobre:
a introdução de um carregador comum para dispositivos eletrónicos. A UE está a trabalhar num projeto legislativo em que propõe uma porta normalizada comum para todos os telemóveis inteligentes, tablets, câmaras digitais, auscultadores, altifalantes portáteis e consolas de videojogos. A proposta relativa ao carregador comum visa pôr fim à necessidade de comprar um novo carregador de cada vez que é comprado um novo telemóvel ou dispositivo afim e garantir que todos os dispositivos possam ser recarregados com o mesmo carregador.
sobre o salário mínimo. A garantia de que os trabalhadores na UE auferem salários adequados é essencial para assegurar condições de vida e de trabalho dignas, bem como para construir economias e sociedades justas e resilientes, de harmonia com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e os respetivos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A existência de salários adequados é uma componente essencial do modelo europeu de economia social de mercado. A convergência entre os Estados Membros neste domínio contribui para a promessa de prosperidade partilhada na União.
sobre igualdade de género em cargos  de administração não-executiva. Os conselhos de administração das empresas da UE caracterizam-se pela persistência de um grande desequilíbrio entre os géneros, como é evidenciado pelo facto de as mulheres apenas exercerem 13,7% dos cargos de administradores (15% entre os administradores não executivos) das grandes empresas cotadas em bolsa. Comparativamente com outras áreas da sociedade, nomeadamente com o setor público, a sub representação das mulheres nos conselhos de administração das empresas cotadas em bolsa é particularmente acentuada).
 
5. Em Portugal: Parlamento Europeu em Braga e Porto.
A iniciativa ‘Parlamento Europeu à sua porta’ estará em Braga, no Largo de São João do Souto, de 3 a 5 de junho e conta com a presença dos eurodeputados Isabel Carvalhais, José Manuel Fernandes, Nuno Melo e Francisco Guerreiro, que participam em conversas com os cidadãos. O “Parlamento Europeu à sua porta” segue depois para o Festival Primavera Sound, de 9 a 11 de junho, no Porto. Este é um projeto-piloto na Europa permite que os cidadãos conheçam o trabalho do Parlamento Europeu, interajam com os eurodeputados e façam ouvir a sua voz.
6. Últimas publicações do Serviço de Estudos do Parlamento Europeu 
(nota: o conteúdo de todos os documentos presentes no sítio web do Think Tank é da exclusiva responsabilidade dos autores e as opiniões nele expressas não representam necessariamente a posição oficial do Parlamento Europeu)
Demographic Outlook for the European Union 2022
Member States’ defence investment and capability gaps
How have major economies responded to the COVID-19 pandemic?
EU economic developments and projections
The EU’s foreign, security and defence policy after Russia’s invasion of Ukraine

7. Recursos audiovisuais
The European Parliament in Strasbourg
Roberta Metsola, President of the European Parliament
Common agricultural policy (CAP)
EU – Turkey
Question time
Working conditions 
Fit for 55
Common EU charger 
Green house emissions trading systems
Car emissions
Russian aggression against Ukraine
This is Europe Debates
EU – Ireland
Special meeting of the European Council, 30-31 May 2022
Lux award 2022
Sexual and reproductive health and rights
Debates on cases of breaches of human rights, democracy and the rule of law
Conference on the Future of Europe
 
8. Brevemente (calendário consolidado)

3 a 5 de junho: Iniciativa ‘Parlamento Europeu à sua porta’ em Braga
6 a 9 de junho: sessão Plenária em Estrasburgo 
8 de junho, 9.00 (hora em Lisboa). Briefing aos jornalistas sobre igualdade de género em cargos de administração não executivos das empresas cotadas em bolsa 
8 de junho: Cerimónia do Prémio Europeu do Público para o Cinema
9 a 11 de junho: Iniciativa ‘Parlamento Europeu à sua porta’ no Porto
13 a 16 de junho: reuniões das Comissões do Parlamento Europeu em Bruxelas
13 de junho: workshop New European Bauhaus: The way forward
14 de junho: mesa redonda: Russia’s war on Ukraine and sanctions
17 e 19 de junho: Iniciativa ‘Parlamento Europeu à sua porta’ em Portimão
20 a 21 de junho: reuniões das Comissões do Parlamento Europeu em Bruxelas
22 a 23 de junho: mini sessão Plenária em Bruxelas
27 a 30 de junho: reuniões das Comissões do Parlamento Europeu e dos grupos políticos em Bruxelas
28 de junho: workshop The use of animals for scientific research in Europe
Ver aqui Calendário de 2022
Ver aqui mais eventos

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Família espancada por lugar de estacionamento – SIC

A Televisão que mexe consigo
Site provisório
SIC
A Televisão que mexe consigo
Homem fica com nariz e clavícula partidos e apertam pescoço a mulher com bebé ao colo.
Uma família foi espancada por, pelo menos, oito homens em Camarate, devido a uma discussão por um lugar de estacionamento. Uma das vítimas é um bebé de colo. O homem foi agredido a murro e a pontapé, a mulher foi derrubada quando estava com a criança de um ano e meio ao colo. Os bombeiros revelam que, quando chegaram ao local, a vítima do sexo masculino estava praticamente irreconhecível.  
“Pior do que o crime de xenofobia, está este ato do país dos heróis do mar” – afirma Hernâni Carvalho, revelando que foram “oito heróis” a espancarem um casal com um bebé ao colo. 

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Jovem autista e deficiente auditivo é agredido em shopping de SP – Aventuras na História

Motivação teria sido o volume de seu celular
Luisa Alves, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 02/06/2022, às 17h26
Fábio Junio Deodato, de 23 anos, autista e deficiente auditivo, foi agredido por seguranças com chutes e socos na cabeça, por não ter abaixado o volume de seu celular. O caso ocorreu nesse último sábado, 29.
O jovem é atendente do McDonald’s em um shopping de Ribeirão Preto, local onde foi agredido. Segundo a família e sua defesa, ele estaria sentado na praça de alimentação durante seu intervalo de trabalho, sem uniforme, ouvindo música com seus fones de ouvido.
Uma funcionária de segurança, do Shopping Iguatemi, teria gritado com Fábio para que ele abaixasse o volume da música. As informações são da Folha de São Paulo.
‘Já vou’: o papagaio que deixou religiosos esperando durante meia hora
A obra em que Karl Marx concluiu que a história acontece como tragédia e se repete como farsa
Fábio Junio Deodato foi levado à uma galeria do shopping, onde foi agredido com chutes e socos na cabeça. Segundo a Resolv, empresa de segurança terceirizada, o jovem teria abordado de maneira brusca o segurança que iniciou as agressões, “criando um ambiente de risco potencial”. De acordo com a empresa, o agente seguiu o protocolo de segurança ao retirá-lo do local.
O McDonald’s disse repudiar atos de violência e que está em contato com a família para oferecer o suporte necessário. A família do jovem optou pela sua transferência de restaurante. Fábio deve iniciar suas atitividades em outra unidade também na zona sul de Ribeirão na quinta-feira, 2.
Para a família, Fábio Junio Deodato foi vítima de racismo e discriminação por ser autista. “Não consigo achar uma explicação que não seja por racismo, discriminação [pelo autismo] e total falta de preparo. Ela pediu para abaixar o som, ele não ouviu, é surdo de um ouvido e está perdendo a audição do outro”.
“Quando Fábio perguntou ao segurança o motivo de ele [segurança] estar encarando, o segurança falou que ele era ‘bandidinho’ e não deveria estar ali. As agressões só pararam quando chegaram uma gerente de uma loja de alimentos que fica ao lado e a gerente do McDonald’s e tiraram ele de lá”, disse a advogada do jovem, Laura Parodi
O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária de Ribeirão Preto como lesão corporal. A resolv e o shopping não entraram em contato com a família até a noite da quarta-feira, 1. 
Chile
Mulher esterilizada por ter HIV recebe pedido de desculpas do governo do Chile
Brasil
Após ato de intolerância, umbandistas e católicos se reúnem para recolocar imagem de São Jorge em praça
Rússia
Putin compara ‘cancelamento’ da Rússia ao de J.K. Rowling
Brasil
Racismo no transporte já foi presenciado por 72% dos brasileiros
Estados Unidos
Ator que foi demitido por não tomar vacina processa Disney
GRUPO PERFIL – Argentina, Brasil, Uruguai, Chile, Estados Unidos, Portugal e Índia
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Relatório acusa Universidade Harvard de manter restos mortais de nativos e escravos: possível constatação de racismo – Olhar Digital

De indígenas à africanos. Seres humanos que foram explorados, escravizados e nem tiveram o corpo velado sob o olhar dos seus familiares. Onde ficaram os restos mortais? Na Universidade de Harvard. Pelo menos é o que diz um relatório que vazou, nesta quinta-feira (2), informando que pelo menos 7 mil corpos de nativos norte-americanos e 19 de descendentes africanos possivelmente escravizados continuam no Museu Peabody de Arqueologia e Etnografia da faculdade.  
Caso a denúncia seja comprovada, tudo indica que uma lei federal de 1990 foi desrespeitada por uma das Universidades de maior renome do mundo.  
Segundo a legislação norte-americana, os restos mortais deveriam ser enviados aos familiares, mesmo que, para isso, seja necessária uma investigação para encontrar descendentes apropriados ou grupos de afinidades. Do contrário, há um nítido exemplo de racismo estrutural e institucional. 
No entanto, há muitas controvérsias na notícia. Um comitê composto por curadores de museus, professores e funcionários da faculdade preferiu se ausentar dos comentários. 
O grupo tem como integrante o renomado estudioso afro-americano Henry Louis Gates Jr, que também não se manifestou sobre o assunto.  
A história foi divulgada por um repórter da Crimson Education, uma consultoria fundada por ex-alunos de Harvard, que está sendo amplamente criticado.
A presidente do comitê, Evelynn M. Hammonds, divulgou uma declaração informando que “é profundamente frustrante que o Harvard Crimson tenha escolhido divulgar um relatório preliminar inicial e incompleto do Comitê de restos humanos”. 
O jornalista não divulgou as fontes da informação e se recusou a responder às perguntas sobre como obteve o relatório.   
Leia mais:
Apesar da denúncia, o comitê responsável pelo retorno de restos humanos indígenas já repatriou, nos últimos 32 anos, restos mortais de 3.000 dos 10.000 indivíduos que detinha, segundo informações oficiais. 
A diretora do Peabody, Jane Pickering, pediu desculpas formalmente em janeiro de 2021 pelo ritmo lento e “por não confrontar práticas históricas de coleta e administração de todos esses restos humanos e pelo fracasso como instituição em enfrentar as questões éticas e morais que marcaram todas as situações vivenciadas pelo museu em relação ao tema”.  
Apesar dos pedidos de desculpas, há vários processos em andamento contra Harvard, muitos por conta da mesma problemática, incluindo daguerreótipos de um homem escravizado e sua filha, que foi forçada a posar nua para um cientista racista em 1850.   
Fatos tão evidentes que a Universidade de Harvard divulgou um relatório sobre o envolvimento de profissionais da instituição com a escravidão, compromentendo-se a reparar os danos das injustiças no valor de US$ 100 milhões. 
Dinheiro que jamais apagará as marcas de um passado que ainda persiste em se repetir na atualidade em várias situações humanas. 
Via: The Washington Post 
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