Star Wars e Ewan McGregor defendem atriz afro-americana que entra em "Obi-Wan Kenobi" contra mensagens de racismo – Observador

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Na nova série da Disney sobre o universo Star Wars, Moses Ingram representa Reva Sevander, a Terceira Irmã. Atriz afro-americana foi alvo de insultos racistas.
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A série "Obi-Wan Kenobi" trouxe de volte não só Ewan McGregor como Hayden Christensen
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A atriz norte-americana Moses Ingram recebeu centenas de mensagens racistas por causa da sua participação na mais recente série da Disney: “Obi-Wan Kenobi”. Tanto a Disney, através da marca e estúdio “Star Wars”, como o ator Ewan McGregor já expressaram o apoio para com a atriz.
Na nova série, que estreou na sexta-feira, Moses Ingram representa Reva Sevander, a Terceira Irmã. Darth Vader encarrega a personagem de procurar Obi-Wan Kenobi.
Aquilo que me incomoda é este sentimento dentro de mim, de que ninguém me falou, mas este sentimento de que tenho de me calar e aguentar. Mas eu não sou assim”, afirmou a atriz esta terça-feira no Instagram, segundo o jornal The Guardian. “Por isso, quero agradecer às pessoas que me apoiaram nos comentários. E para os restantes, são todos esquisitos.”
Na madrugada desta quarta-feira, o ator principal da série — conhecido pelos fãs de Star Wars por ter dado vida a Obi-Wan Kenobi na trilogia que conta a história de Anakin Skywalker — defendeu Moses Ingram na rede social Twitter.
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Moses é uma atriz brilhante, é uma mulher brilhante e absolutamente fantástica nesta série“, disse Ewan McGregor. “Ela deu tanto à série, e tanto ao franchise. Entristeceu-me bastante que isto lhe tenha acontecido.”
A personal message from Ewan McGregor. pic.twitter.com/rJSDmj663K
— Star Wars (@starwars) June 1, 2022

A reação de McGregor surgiu não aenas como ator, mas também enquanto produtor executivo da mais recente aposta da Disney no universo Star Wars: “nós [a Disney e o próprio] estamos com a Moses.”
Se lhe estás a mandar mensagens de bullying, então, na minha visão, não és um verdadeiro fã de Star Wars . Não há lugar para o racismo neste mundo” concluiu.
Também a marca Star Wars da Dinsey reagiu aos insultos racistas na sua conta oficial do Twitter.
Há mais de 20 espécies conscientes na galáxia de Star Wars, não escolhas ser racista“, escreveu a marca. “Estamos orgulhosos em receber a Moses Ingram na família Star Wars e excitados para que a história de Reva swe desenrole. Se alguém quiser fazê-la sentir-se excluída, só temos uma coisa a dizer: vamos resistir.”
We are proud to welcome Moses Ingram to the Star Wars family and excited for Reva’s story to unfold. If anyone intends to make her feel in any way unwelcome, we have only one thing to say: we resist. pic.twitter.com/lZW0yvseBk
— Star Wars (@starwars) May 31, 2022

A série Obi-Wan Kenobi trouxe de volta para o universo onde imperam jedis e sith, não só Ewan McGregor, como também Hayden Christensen no papel de Anakin Skywalker/ Darth Vader. A nova aposta da StarWars tornou-se na série original da Disney mais vista na estreia.
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Marcelo promulga alteração das taxas moderadoras no SNS. Mas assinala “potencial discriminação” – ECO


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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou esta segunda-feira o diploma do Governo que altera o regime de taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas registando a “potencial discriminação” dos beneficiários da ADSE.
Embora registando a distinção feita entre as pessoas, com a potencial discriminação designadamente dos beneficiários da ADSE, bem como que a medida se confronte com a carência de médicos de família e com a sobrecarga da linha SNS 24, o Presidente da República promulgou o diploma do Governo que altera o regime de cobrança de taxas moderadoras no SNS”, refere uma nota publicada no site da Presidência.
Em 5 de maio, o Conselho de Ministros aprovou o decreto-lei que prevê essa alteração do regime de cobrança de taxas moderadoras no SNS.
Segundo a ministra da Saúde, Marta Temido, apenas as urgências sem referenciação da linha SNS 24 ou dos cuidados de saúde primários vão ser objeto de cobrança de taxas moderadoras. “A partir de junho, apenas será devida a cobrança de taxas moderadoras – dentro daquilo que tinham sido os compromissos assumidos na lei de bases da saúde e no Orçamento do Estado – na circunstância de haver utilização de serviços de urgência que não é referenciada pela linha SNS 24 ou pelos cuidados de saúde primários, e ainda a possibilidade de essa dispensa também acontecer quando não há uma referenciação, mas as pessoas são encaminhadas para internamento”, explicou.
Fim das taxas moderadoras vai custar 31 milhões ao SNS
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Após o Conselho de Ministros que aprovou o diploma, a governante destacou o “progressivo alargamento” da dispensa do pagamento das taxas moderadoras, afirmando que, com esta alteração ao regime, “fica cumprido o último ponto do compromisso assumido pelo Governo” na eliminação de barreiras de acesso a cuidados de saúde.
Marta Temido esclareceu que as taxas moderadoras “deixam de ser cobradas em qualquer consulta”, dando como exemplo as consultas subsequentes a uma primeira consulta em contexto hospitalar, que continuam sujeitas a taxas, mas que tal vai mudar com o diploma de alteração do regime de taxas, prevendo a entrada em vigor para 01 de junho.
Questionada sobre um eventual aumento da procura dos cuidados de saúde primários e da sua capacidade de resposta às necessidades assistenciais dos cidadãos, em virtude de um expectável desvio das urgências de situações menos graves e sem referenciação prévia, Marta Temido garantiu que os cuidados de saúde primários permanecem “a principal resposta” e que o Orçamento do Estado prevê um investimento nesta área.

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A partir de junho acabam as taxas moderadoras no Serviço Nacional e Saúde, com exceção das urgências não referenciadas e das que não resultem em internamento.
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Cinema: O desejo feminino no banco dos réus – Outras Palavras

Com sarcasmo e crítica feroz ao neoliberalismo, Má sorte no sexo é um mosaico dos absurdos do mundo contemporâneo. No centro, uma professora em julgamento kafkiano. O crime: ter feito sexo livre e subversivo, cujo vídeo vazou na internet
Por José Geraldo Couto, no Blog do Cinema do Instituto Moreira Salles
Pode um único filme condensar em si toda a loucura e o absurdo do mundo contemporâneo? Provavelmente não, mas o romeno Má sorte no sexo ou Pornô acidental, de Radu Jude, chega bem perto disso. O filme chega aos cinemas brasileiros depois de ter vencido uma porção de prêmios, entre eles o Urso de Ouro no festival de Berlim do ano passado.
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A combinação de invasão de privacidade, superexposição na internet e moralismo retrógrado está no centro desse turbilhão, mas ele envolve também fake news, xenofobia, racismo, violência de gênero, antissemitismo, desigualdade social, individualismo exacerbado, confusão entre público e privado, negacionismo científico e caos urbano.
Tudo isso vem à tona na trajetória acidentada (e acidental) de Emilia Colibiu (Katia Pascariu), professora de história em Bucareste, depois que um vídeo em que ela aparece fazendo sexo selvagem com o marido vaza na internet e chega aos olhos e ouvidos de professores e pais de alunos do colégio onde leciona.
Essa situação inicial, potencialmente trágica, potencialmente cômica, é desenvolvida com criatividade e ousadia pelo diretor Radu Jude. Seu mérito maior, a meu ver, é o de incorporar na própria forma, na textura mesma de seu filme, o aparente caos de nossa época, mas sem perder a coerência e a visada crítica. O que cimenta o conjunto é o sarcasmo, que perpassa toda a narrativa e explode sem freios em seus três finais alternativos.
As primeiras imagens – cenas de sexo explícito e palavreado obsceno de um casal na intimidade – já colocam o espectador em posição de espanto e atenção. Em seguida acompanhamos Emilia em seu périplo pela cidade, na tentativa de impedir ou minimizar o desastre produzido pelo vazamento das mesmas imagens na internet.
O modo como Jude filma esse deslocamento da protagonista pelas ruas da metrópole é de uma sagacidade especificamente cinematográfica. Emilia é mostrada sempre a uma distância média, com uma porção de coisas e objetos entre ela e a câmera. Esta, por vezes, parece ocasionalmente perder a personagem de vista, detendo-se em fachadas de lojas, outdoors e pequenos incidentes urbanos, antes de reencontrá-la um pouco adiante. É como se a protagonista fosse tragada pelo mundo ao seu redor.
O percurso de Emilia, filmado assim, é revelador das tensões e fraturas de nossa época. Brigas de trânsito, conflitos de classe, manifestações de racismo, manipulação midiática, deterioração urbana, tudo isso é mostrado como que por acaso. No aparente naturalismo documental dessas sequências está embutida toda uma visão crítica da sociedade ferozmente neoliberal da Europa contemporânea.
Mas a ousadia maior de Radu Jude vem em seguida, num bloco intermediário que, em princípio, parece não ter nada a ver com o drama pessoal da professora. Antes de voltar à história dela, na assembleia de pais e professores que selará seu destino no colégio, o filme nos lança uma colagem frenética de materiais díspares, de trechos de cinejornais a desenhos animados, de home movies a memes de internet, abordando de forma irônica e anárquica os temas mais variados: nacionalismo, pornografia, racismo, sexismo, poluição, violência, consumo, guerras.
Esse procedimento, digamos, caleidoscópico mimetiza o modo de apreensão da realidade propiciado pela internet e pelas redes sociais, com sua algaravia de vozes, assuntos e abordagens.
É devidamente aturdido e desconcertado por uma saturação de informações e estímulos sensoriais que o espectador entra na última parte do filme, dedicada à inquisição da protagonista, transformada numa espécie de Joseph K. de nosso tempo. O crime imperdoável de Emilia é ter feito sexo livre e prazeroso com seu homem. É o desejo feminino, no fim das contas, que está no banco dos réus.
Está em cartaz no IMS Paulista e no IMS Rio uma bela obra “renascida das cinzas”: Amigos de risco, longa-metragem de estreia do pernambucano Daniel Bandeira. Realizada em 2007 e exibida em alguns festivais, a fita teve em seguida sua única cópia em 35 milímetros extraviada por uma companhia aérea e desde então seus realizadores se empenharam numa batalha ao mesmo tempo jurídica e técnica para salvar o filme, que só agora, quinze anos depois, chega aos cinemas.
O enredo é simples, mas com um desenvolvimento surpreendente: o malandro Joca (Irandhir Santos) está de volta ao Recife depois de uma temporada “na moita”, fugindo da lei e de credores. Para comemorar o retorno, ele chama dois velhos amigos: o garçom Nelsão (Paulo Dias) e o balconista de gráfica Benito (Rodrigo Riszla). Juntos, os três viverão uma longa noite de gandaia, bebedeira e conversas, culminando numa overdose de cocaína de um deles. A farra se converte então numa acidentada odisseia pela cidade para buscar socorro e, ao mesmo tempo, driblar a polícia.
É admirável o equilíbrio encontrado por Daniel Bandeira entre o desenho psicológico dos personagens e o contexto urbano em que estão inseridos. É ao mesmo tempo um conto moral e uma crônica social, em que a cidade do Recife entra por todos os lados. De quebra, traz a primeira grande atuação do fabuloso Irandhir Santos, que até então só tinha feito alguns pequenos papéis.
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Projeto prevê intérprete de libras em transmissões esportivas na TV – Senado Federal


Da Agência Senado | 03/06/2022, 09h04
Transmissões de jogos ou competições desportivas na televisão deverão ter a presença de intérprete da Linguagem Brasileira de Sinais, é o que prevê o Projeto de Lei (PL 1.426/2022), apresentado pelo senador Jorge Kajuru (Podemos/GO).
O Projeto propõe dar eficácia a já existente determinação na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), Lei nº 13.146 de 2015, para que os serviços de radiodifusão de sons e imagens tenham o uso de janela com intérprete de Libras.
O Estatuto da Pessoa com Deficiência assegura e promove, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania.
“É dever do Estado brasileiro integrar sua população e não fazer discriminação a qualquer cidadão por motivo, inclusive, de deficiência. Nesse sentido, cabe ao Estado, na forma do Poder Legislativo, a criação de normas que assegurem o direito à diferença e à integração.”, afirma Jorge Kajuru.
A proposta surgiu de uma ideia legislativa apresentada no e-cidadania, e despertou o interesse do senador que já teve experiência como jornalista esportivo, apresentador de TV e radialista.
Ainda não foi designado relator para a Proposta recém apresentada.

Joás Benjamin sob supervisão de Patrícia Oliveira
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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D’Or Consultoria promove campanha do mês do Orgulho LGBTQIAP+ | SEGS – Portal Nacional de Seguros, Saúde,… – Portal Nacional de Seguros

TOKIO MARINE SEGURADORA
D’Or Consultoria promove campanha do mês do Orgulho LGBTQIAP+
Tema traz a reflexão do não poder ser quem se é em diversos setores da vida, inclusive na saúde
Uma imagem contendo em pé, grupo, placa Descrição gerada automaticamente
O calendário de saúde mensal da D’Or Consultoria, empresa do Grupo Rede D’Or, destaca o Dia do Orgulho LGBTQIAP+, comemorado em 28 de junho. Nesta campanha, a empresa promove a reflexão ao público com a pergunta: “Imagina não poder ser quem você é?” A provocação mostra como a discriminação, ainda presente na sociedade, pode comprometer diversas áreas da vida dessa população, incluindo o acesso à saúde.
De acordo com dados do The Rainbow Project, cerca de 40% das pessoas LGBTQIAP+ nunca acessaram centros de saúde sexual, 30% não procuram ajuda quando experienciam depressão e aproximadamente 20% não saberiam onde acessar suporte ou aconselhamento à saúde mental e bem-estar. Além disso, a campanha também explica a nomenclatura das siglas, a diferença entre orientação sexual, identidade de gênero e sexo biológico.
“Na parte visual trouxemos o colorido do arco-íris que é um símbolo da comunidade LGBTQIAP+ com recortes de letras de jornais e revistas, que visa representar a invisibilidade e a falta de representatividade que essa população ainda sofre em diversos âmbitos. O nosso intuito é reforçar a importância de combater o preconceito, violência física, moral e psicológica sensibilizando as pessoas sobre o tema”, explica Victor Davi, gerente de Comunicação e Marketing da D’Or Consultoria
Preconceito e barreiras ao acesso à saúde
O preconceito não pode ser uma barreira para que os pacientes LGBTQIAP+ tenham acesso aos procedimentos que permitem prevenir ou identificar doenças. “Experiências negativas, a discriminação e muitas vezes o despreparo por parte de profissionais de saúde resultam no abandono dos tratamentos ou na busca por soluções alternativas quase sempre clandestinas e arriscadas”, alerta Sérgio Hércules, médico e superintendente de Gestão de Saúde Médica da D’Or Consultoria.
A discriminação compromete não só a saúde, mas também o acesso ao mercado de trabalho e à educação. Segundo Pesquisa Nacional Sobre o Ambiente Educacional no Brasil (2016), 73% dos alunos LGBTQIAP+ já sofreram agressões verbais por conta de sua orientação sexual. Seja por violência emocional, como o bullying, ou física, a discriminação no ambiente educacional costuma resultar na queda drástica do desempenho escolar da vítima ou, pior, no abandono dos estudos.
Participe também desta campanha e compartilhe essa ideia. Vídeo, cartaz e wallpapers estão disponíveis no https://dorconsultoria.com.br/portfolio/imagina-nao-poder-ser-quem-voce-e/
Sobre a D’Or Consultoria |
Empresa de corretagem do Grupo Rede D’Or especializada em benefícios. Fundada em 2015 com aposta total em inovação, a D’Or Consultoria atende a mais de 1.7 mil clientes, com 2,2 milhões de vidas administradas, movimentando R$ 3,5 bilhões em prêmio ao ano junto às maiores seguradoras de saúde do mercado.

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No Segs, sempre todos tem seu direito de resposta, basta nos contatar e sera atendido. –  Importante sobre Autoria ou Fonte..: – O Segs atua como intermediario na divulgacao de resumos de noticias (Clipping), atraves de materias, artigos, entrevistas e opinioes. – O conteudo aqui divulgado de forma gratuita, decorrem de informacoes advindas das fontes mencionadas, jamais cabera a responsabilidade pelo seu conteudo ao Segs, tudo que e divulgado e de exclusiva responsabilidade do autor e ou da fonte redatora. – “Acredito que a palavra existe para ser usada em favor do bem. E a inteligencia para nos permitir interpretar os fatos, sem paixao”. (Autoria de Lucio Araujo da Cunha) – O Segs, jamais assumira responsabilidade pelo teor, exatidao ou veracidade do conteudo do material divulgado. pois trata-se de uma opiniao exclusiva do autor ou fonte mencionada. – Em caso de controversia, as partes elegem o Foro da Comarca de Santos-SP-Brasil, local oficial da empresa proprietaria do Segs e desde ja renunciam expressamente qualquer outro Foro, por mais privilegiado que seja. O Segs trata-se de uma Ferramenta automatizada e controlada por IP. – “Leia e use esta ferramenta, somente se concordar com todos os TERMOS E CONDICOES DE USO”.






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“Se só um cantar, o toré não acontece. Precisa do coletivo” – UNICEF

Thaís Hellen Silva conta com orgulho que participava dos movimentos indígenas em Pacatuba, cidade próximo de Fortaleza (CE), ainda na barriga da mãe. Cresceu fazendo parte de vários grupos indígenas e prefere ser identificada por seu nome indígena – Aimara Pitaguary. Aos 15 anos, ela observa que adquiriu a compreensão de seus direitos em sua formação diária, mas já sabe que nem sempre o acesso à informação e o direito à participação são garantidos a cada menina e cada menino.
“Daí, a importância do Nuca”, diz Aimara, enfaticamente. Ela faz referência ao Núcleo de Cidadania de Adolescentes (Nuca), um mecanismo proposto pelo UNICEF aos municípios como forma de facilitar a garantia do direito à participação de meninas e meninos nas decisões que impactam sua vida nas comunidades, atendendo ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Em sua experiência, Aimara acredita que esses espaços são fundamentais para atrair adolescentes que ainda não são engajados em outros grupos e não têm acesso a informações sobre seus direitos, garantindo o respeito e a voz de cada um, em especial aqueles de comunidades tradicionais.
“Tem adolescente que vem fazer parte sem entender muito o que é, mas, quando descobre as mil possibilidades, se encanta. A gente reúne pessoas diferentes e discute muitos temas, entramos em contato com a gestão do município, é muito importante”, afirma. Como o UNICEF estimula a diversidade na composição dos núcleos, entre gêneros, raças, etnias, pessoas com deficiências e outras diferenças, Aimara destaca o benefício para o enfrentamento da discriminação e para as populações tradicionais; e não tradicionais também. “Quem não tem a oportunidade de interagir em outros grupos consegue fazer isso no Nuca. Além disso, é uma oportunidade para adolescentes não indígenas ampliarem suas visões”, reforça.
No Nuca de Pacatuba já foram discutidas questões como desmatamento e garimpo em terras indígenas, além de abusos sofridos por adolescentes. “Mesmo que a gente não consiga uma solução imediata, chamar a atenção de outras pessoas já é importante. Se só uma pessoa cantar, o toré não acontece. Precisa do coletivo”, diz, lembrando ainda de outros temas abordados pelo Nuca, como mudanças climáticas, racismo e gravidez na adolescência. Aimara também destaca o diferencial da comunicação e mobilização entre pares. “Adolescente falando com adolescente é diferente. A gente fica mais à vontade”. Por sua participação ativa no Nuca e no município, a adolescente foi convidada para participar também do Conselho Jovem do UNICEF, criado para promover o diálogo direto com adolescentes, com reconhecimento da importância de sua voz e seus conhecimentos, além de mais um fomento à participação cidadã.
Um lugar para se encontrar e reconhecer
A mãe de Aimara, Ana Clécia Silva, é uma liderança indígena que acompanha a gestão no município e celebra, desde o início dos anos 2000, a existência de escolas indígenas, que recebem alunos indígenas e não indígenas. Mas lembra da discriminação vivida por muitas crianças em escolas tradicionais. “As crianças eram impedidas de entrar por conta das pinturas e as pinturas levam até 15 dias para sair. Na aldeia, não havia escola e na escola tradicional elas não se encontravam…”.
Aimara conta que ainda hoje sente-se discriminada. “Falam que sou indígena fake porque tenho celular, porque estamos evoluindo. Mas é um trabalho nosso, temos esse direito”, reforça. Ela se diz esperançosa pela maior presença e participação em grupos e convida outros adolescentes a buscar os Nucas de seus municípios. “É uma excelente forma de união e de ganhar forças, vir atrás de seus direitos e melhorar seu município”, afirma.
Nucas – O direito de meninos e meninas a participar nas decisões de sua comunidade que impactam sua vida é assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Como forma de facilitar a implantação de mecanismos que garantam essa participação, o UNICEF propõe a criação de Núcleos de Cidadania de Adolescentes (Nucas). Sua proposta é articular adolescentes em rede para discutir questões importantes para seu desenvolvimento, implementar ações e levar suas reivindicações à gestão pública municipal. Os municípios que participam do Selo UNICEF, como é o caso de Pacatuba, são convidados a implementar Nucas.
Selo UNICEF – O Selo UNICEF é a principal iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no Brasil que atua a partir do estímulo e reconhecimento de avanços reais e positivos na promoção, realização e garantia dos direitos de crianças e adolescentes em municípios do Semiárido e da Amazônia Legal brasileira. A Edição 2017-2020 conta com a participação de 2.023 municípios de 18 Estados brasileiros, sendo 676 na Amazônia e 1.347 no Semiárido. Seu sucesso é resultado da parceria entre o UNICEF e muitos parceiros, a exemplo de governos estaduais e municipais por meio da atuação integrada entre diferentes níveis de governo voltados para crianças e adolescentes.
Espaços de participação dos adolescentes construídos nos municípios participantes do Selo UNICEF.
Selo UNICEF: Estratégia para garantir a mobilização de adolescentes de forma dinâmica, envolvente e responsável.
O Selo UNICEF é uma estratégia para fortalecer as políticas públicas municipais voltadas para crianças e adolescentes que vivem na Amazônia e no Semiárido.
Com sua ajuda, levamos educação, saúde, proteção às crianças que mais precisam. Mude a vida de uma criança. Para quem precisa, cada minuto conta. Doe agora.

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Estudantes afirmam que professor universitário cometeu racismo após chamar aluno de ‘cabelo duro’ em MT – G1

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Marcelo sobre as eleições francesas: uma vitória da UE contra a xenofobia – Bom Dia Europa

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou um “abraço de felicitações muito caloroso” a Emmanuel Macron pela reeleição nas presidenciais francesas considerando que foi uma vitória da União Europeia e contra a xenofobia.
Em declarações aos jornalistas, na feira agropecuária Ovibeja, em Beja, Marcelo Rebelo de Sousa assinalou que “já foi concedida a derrota” pela candidata da extrema-direita Marine Le Pen, após a divulgação das primeiras projeções.
Por isso, o chefe de Estado enviou “um abraço de felicitações muito caloroso e muito amigo a Emmanuel Macron” pela sua reeleição como Presidente de França.
“É uma vitória da União Europeia, é uma vitória do reforço da relação entre a União Europeia e os demais aliados do outro lado do Atlântico. É uma vitória de quem sempre soube compreender a comunidade portuguesa em França, é uma vitória de quem soube sempre compreender o que é a imigração e a integração dos imigrantes no seu país”, considerou Marcelo Rebelo de Sousa.
“É, portanto, uma vitória contra a xenofobia, uma vitória contra as discriminações de toda a natureza. E, nesse sentido, é uma vitória que a nós portugueses, que temos tantos compatriotas nossos em França e que tão bem se sentem naquele país, e começamos a ter muitos franceses já em Portugal, corresponde a um resultado que nos enche de alegria e de esperança no futuro”, acrescentou.
Segundo as primeiras projeções de resultados da segunda volta das eleições presidenciais em França, o Presidente em exercício, Emmanuel Macron, centrista liberal, foi reeleito com cerca de 58% dos votos, contra Marine Le Pen, da extrema-direita, que teve aproximadamente 42%.
Logo depois de prestar declarações em Beja, o Presidente da República fez divulgar uma mensagem escrita em que felicita “calorosamente e com amizade, Emmanuel Macron pela sua reeleição como Presidente da República francesa, desejando-lhe os maiores sucessos neste segundo mandato, com o reforço das já excelentes relações bilaterais, bem como no quadro da União Europeia e no contexto multilateral”.
“Na atual situação de guerra às portas da União Europeia, é particularmente importante poder continuar a contar com uma França forte, defensora dos direitos humanos e do direito internacional, da democracia e do Estado de direito, de um reforço da solidariedade europeia e do caminho comum para a paz, o progresso social e o desenvolvimento sustentável”, lê-se na mensagem publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.
Perante os jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa ressalvou que não havia ainda “resultados oficiais definitivos”, mas saudou esta “vitória muito clara na segunda volta das eleições francesas”.
“Uma vitória clara é muito importante para um conjunto de valores que são os que estão na nossa Constituição e que são os valores da generalidade dos portugueses. E, se assim for, aqui vai para um amigo de Portugal e dos portugueses em França, Emmanuel Macron, um abraço muito caloroso e amigo de felicitações”, reforçou.
Questionado se a incerteza quanto ao resultado destas eleições em França não constitui um sinal de alerta, o Presidente da República respondeu: “Eu devo dizer que eu não tive essa dúvida”.
“Conhecendo bem a realidade francesa, nunca duvidei que era uma opção de cultura, não era uma opção meramente política, era uma opção de cultura, de visão do mundo, das pessoas, das sociedades, e que nessa opção os franceses estavam do lado daquilo que são direitos fundamentais, valores fundamentais liberdade, da democracia, da solidariedade e da inclusão”, disse.
Na primeira volta destas eleições, em 10 de abril,  Macron foi o mais votado, com aproximadamente 28%, e Le Pen ficou em segundo lugar, com cerca de 23%.
Macron foi eleito Presidente de França em 07 de maio de 2017 com cerca de 66% dos votos na segunda volta das presidenciais francesas, que disputou também com Marine Le Pen, e tomou posse uma semana depois.
Nessa noite, Marcelo Rebelo de Sousa felicitou-o, considerando que a sua “histórica eleição” representava “uma vitória para a França e para a Europa, e igualmente uma vitória da democracia e do Estado de direito”.
“Uma vitória dos mais elementares valores da liberdade, igualdade e fraternidade que fizeram da França uma referência no mundo”, escreveu o chefe de Estado, numa mensagem enviada ao Presidente eleito de França.

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A Coreia do Norte assumiu na quinta-feira a presidência rotativa da Conferência de Desarmamento da ONU, em Genebra. A tomada de posse acontece não obstante a feroz política de armamento, os frequentes testes com mísseis e o desenvolvimento de armas nucleares pelo regime de Pyongyang.
O avançado Cavani selou com dois golos o triunfo por 3-0 do Uruguai, adversário de Portugal no Mundial2022 de futebol, que se disputa no Qatar, numa visita ao México, em jogo de preparação.
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Como a xenofobia se aplica ao assassinato do congolês Moïse – Nexo Jornal

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Especialistas ouvidos pelo ‘Nexo’ falam de como a cor de pele, a origem e a pobreza estão presentes no espancamento e morte do jovem que foi cobrar salário atrasado em um quiosque da Barra da Tijuca, no Rio
Moïse Mugenyi Kabagambe, de 24 anos, chegou ao Rio de Janeiro em 2011 como refugiado, escapando de uma guerra civil em seu país de origem, a República Democrática do Congo. Em 24 de janeiro, ele morreu depois de ter apanhado de um grupo de homens num quiosque da Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense.
Ivana Lay, mãe de Moïse, contou ao jornal O Globo que o filho foi ao quiosque cobrar o salário relativo a dois dias de trabalho (o tio fala em três dias de trabalho), quando acabou sendo espancado até a morte por cinco pessoas. Até esta terça-feira (1º), a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios, tinha ouvido oito testemunhas e recolhido imagens de câmeras de segurança do local.
Neste texto, o Nexo resume o caso, dimensiona em números a questão migratória no país e mostra diferentes pontos de vista presentes no debate sobre a ocorrência ou não dos crimes de racismo e de xenofobia na morte de Moïse.
Até noite de terça-feira (1º), a polícia havia prendido três suspeitos de participação das agressões que levaram à morte do congolês. Apenas um deles, o vendedor de caipirinhas Fábio Silva, havia tido seu nome divulgado. Um vídeo do quiosque mostra que Moïse levou ao menos 30 pauladas, parte delas quando já estava desacordado.
Parentes de Moïse dizem que ele foi ao quiosque Tropicália para cobrar uma dívida por trabalhos prestados ao dono do local. Yannick Kamanda, primo da vítima, disse ao site G1 que Moïse, já desacordado, foi amarrado pelos pés e pelas mãos. Os agressores também amarraram o pescoço da vítima que, depois do espancamento, foi largada desacordada. O corpo de Moïse foi encontrado em uma escada, amarrado e sem vida.
A investigação da Polícia Civil está sob sigilo. O dono do quiosque, cujo nome não foi divulgado, deveria depor nesta terça-feira (1º). Os advogados dele compareceram à delegacia, mas ele, não. Os defensores disseram que o proprietário do quiosque não estava no local na hora do episódio e que ele nega que tivesse dívidas com o congolês.
Moïse nasceu numa região da República Democrática do Congo (ex-Zaire) onde há anos uma guerra civil opõe dois grupos locais, os hemas e os lendus. Os avós dele foram mortos na guerra, assim como muitos outros parentes próximos, de acordo com relato da mãe.
Em 2011, ele veio ao Brasil e teve sua condição de “refugiado” reconhecida. Esse status é conferido aos imigrantes que comprovam ter “fundado temor de perseguição” por razões políticas, religiosas ou étnicas, ou por serem vítimas de situações em que há grave e reiterada violação dos direitos humanos.
De acordo com a mãe, Moïse era apaixonado por tudo o que dizia respeito ao Brasil. O tio conta que ele era um jovem doce, inteligente e respeitoso. Ele trabalhava de maneira informal para quiosques da região do posto 8, na orla da praia, na Barra da Tijuca.
A mãe diz que Moïse se queixava de receber pagamentos mais baixos do que o de outros trabalhadores dos quiosques. Uma parte do dinheiro ia para ajudar a pagar o aluguel da mãe. No local, era chamado por colegas e clientes de “Angolano”, embora fosse da República Democrática do Congo.
De acordo com dados do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), entre 2011 e 2020, um total de 58.835 cidadãos estrangeiros tiveram reconhecida sua situação de “refugiados” no Brasil.
77
é o número de diferentes nacionalidades de cidadãos reconhecidos como refugiados pelo Brasil, de acordo com o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados)

Nesse período, 1.050 congoleses foram reconhecidos formalmente como refugiados pelo Brasil. Um deles era Moïse. O topo da lista de refugiados presentes legalmente no país é ocupado pela Venezuela, com 46.412 cidadãos nessa situação. Em seguida, vem a Síria, com 3.594. A República Democrática do Congo vem em terceiro lugar.
A morte de Moïse teve ampla repercussão política entre organizações de direitos humanos, acadêmicos que estudam o fenômeno migratório, especialistas em direito internacional e ativistas do movimento negro.
Para familiares de Moïse e membros de ONGs brasileiras de direitos humanos, trata-se de um crime de xenofobia e de racismo. Pelo menos quatro especialistas no tema, ouvidos pelo Nexo, concordam com essa interpretação.
Algumas organizações dedicadas à questão migratória, no entanto, esperam pela conclusão do inquérito policial para se posicionar em relação a uma possível dimensão racista e xenófoba do crime.
O Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), disse por meio de nota que “espera a conclusão do inquérito policial para entender a motivação e as circunstâncias” da morte de Moïse.
A organização afirmou que “reconhece a existência de atos xenofóbicos e discriminatórios contra pessoas refugiadas de diferentes origens”, mas ressaltou que “o Brasil é um país acolhedor para pessoas refugiadas e tem um histórico de proteção desta população”.
A ONG internacional de direitos Human Rights Watch disse que “o gravíssimo contexto de violência contra a população negra no Brasil, cuja chance de ser vítima de homicídio é quase 3 vezes maior em comparação a de não negros, impõe que a investigação sobre este caso apure minuciosamente a possível discriminação contra a vítima, em relação a sua raça e origem”.
João Carlos Jarochinski, pesquisador da questão migratória na Universidade Federal de Roraima, disse ao Nexo que, etimologicamente, a palavra “xenofobia” significa “hostilidade ao estrangeiro”.
“Etimologicamente, xenofobia seria aversão ao estrangeiro, àquele que vem de fora. Alguns estudos pontuam que essas pessoas migrantes e refugiadas já estão entre nós, motivo pelo qual a xenofobia seria a manifestação de preconceito de caráter racista”
João Carlos Jarochinski
pesquisador da questão migratória na Universidade Federal de Roraima, em entrevista ao Nexo
Jarochinski afirma que o sentimento expresso na xenofobia acompanha as diversas formas de rechaço aos estrangeiros, mesmo quando esses estrangeiros já vivem dentro do país em que são discriminados, embora isso possa ser enquadrado, etimologicamente, apenas como “racismo”.
No caso concreto de Moïse, o acadêmico diz estar convencido de que há o cruzamento de três tipos de sentimentos discriminatórios: xenofobia, racismo e aporofobia, que é a aversão a pobres.
“Essas são chaves muito próximas e eu acho que todas elas estão presentes nesse caso”, disse Jarochinski. “Isso normalmente se manifesta no Brasil num nível simbólico e verbal, mas chega a um assassinato como esse, que pode se tornar mais comum, caso não se esclareça o ocorrido”.
“Eles pegaram uma linha (uma corda), colocaram o meu filho no chão, o puxaram com uma corda. Por quê? Por que ele era pretinho? Negro? Eles mataram o meu filho porque ele era negro, porque era africano”
Ivana Lay
Mãe de Moïse Mugenyi Kabagambe, em depoimento no jornal O Globo, em 1º de fevereiro de 2022
Assim como Jarochinski, Savia Cordeiro, cofundadora do I-MiGRa (Instituto Migração Gênero e Raça), também vê na morte de Moïse um crime de racismo e de xenofobia. Em entrevista concedida ao Nexo, por telefone, nesta terça-feira (1º), ela analisou o caso e falou de como ele afeta o Brasil internacionalmente, de maneira mais ampla.
Savia Cordeiro Sim. É um caso de xenofobia porque você tem uma situação clara de discriminação contra uma pessoa proveniente de um outro país. Porém, esse é um caso que expõe mais do que apenas a xenofobia no Brasil. Ele expõe como esse tipo de opressão interage com o racismo estrutural, que está presente no nosso país, e como essa interação oprime, marginaliza e precariza mais ainda, até matar o imigrante negro.
Não há como pensar migração sem entender que as fronteiras são racializadas. E, quando eu falo em fronteira, não me refiro apenas a fronteiras terrestres. Estou me referindo, de forma mais ampla, à fronteira da integração. Como aquele migrante acessa o mercado de trabalho? Como ele acessa os direitos básicos no país de destino? Tudo isso passa por um recorte de raça, por um recorte de gênero, de classe. Isso vai criando sistemas de opressão que vão se sobrepondo e marginalizando, oprimindo e discriminando cada vez mais aquela pessoa.
Esse caso deixa clara a violência que os imigrantes negros têm sofrido há muito tempo no país. Isso não é de agora.
Savia Cordeiro O Brasil historicamente teve uma política imigratória que atraia o imigrante europeu, o imigrante branco, que era visto como o vetor civilizatório para ocupar a força de trabalho, para servir de mão-de-obra no país. Isso é claro e está bem presente nos estudos sobre a onda migratória do século 20, que trouxe italianos, alemães, espanhóis, enfim, europeus em geral. Isso é algo que permaneceu ao longo da nossa história, no Estado Novo [1937-1946] e na ditadura [1964-1985]. É só olharmos para as resoluções responsáveis por regular a política migratória no Brasil.
Ao ler essas resoluções, você vê que há, claramente, um interesse no que eles chamam de imigrante qualificado, que é alguém pensado, na política migratória nacional, como alguém que vem do norte global [Europa e EUA]. E, muitas vezes, é alguém branco.
As autorizações de residência de trabalho expedidas pelo Brasil não são viáveis para um imigrante proveniente do continente africano acessá-las. Na maioria das vezes, quando esses imigrantes conseguem se regularizar, eles o fazem por autorizações de residência que eu chamo informalmente de “autorizações emergenciais”, que são as autorizações concedidas por causas humanitárias, como no caso dos haitianos e da maioria dos imigrantes africanos, que usam uma lacuna da solicitação de refúgio [argumentando serem vítimas de fundado temor de perseguição em seus países de origem]. Esse imigrante não é nem pensado como um trabalhador aqui. Alguém como o Moïse não é nem visto como trabalhador. Ele não consegue nem reivindicar seu salário. Está aí, na prática, a intersecção entre racismo e xenofobia.
Savia Cordeiro Isso depende da repercussão que esse crime vai ter. Nós temos de dar visibilidade para essa situação. Temos de cobrar as autoridades. Temos de criticar, discutir e debater a situação do país. Não é possível que continue essa imagem do Brasil como um país tolerante e acolhedor, que atende a todos os imigrantes. Essas violações têm ocorrido de forma cotidiana na vida dos migrantes negros, das mulheres migrantes.
Não vou dizer que não exista uma discussão, atualmente, sobre o cruzamento entre xenofobia e racismo. Há muitos acadêmicos e muitas pessoas na ponta trabalhando com isso. Mas, na minha percepção, ainda há muito a ser feito, seja na parte de produção acadêmica, seja na parte da incidência política. Tem que ter interação mais forte entre organizações que trabalham com temas raciais e os que trabalham com imigração.
Quando nós estudamos a política migratória brasileira, nós vemos que o Brasil não é tão amigável e aberto aos migrantes quanto o Estado brasileiro faz parecer nos fóruns internacionais. Há claramente recortes de interesse por uma migração chamada de qualificada, que, muitas vezes, marginaliza migrantes, por exemplo, do Haiti ou dos países do continente africano. Isso tem que aparecer.
ESTAVA ERRADO: A primeira versão deste texto dizia que Moïse Mugenyi Kabagambe chegou ao Brasil em 2014 aos 11 anos, mas o congolês veio ao país em 2011. O texto foi corrigido às 20h26 de 2º de fevereiro de 2022.

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Fortaleza passa a ter dia de Luta Contra a Gordofobia no calendário oficial da cidade – Diário do Nordeste

A data, celebrada no dia 11 de maio dá visibilidade ao combate à discriminação contra as pessoas gordas. Na Capital, 59,2% dos adultos têm excesso de peso.
Escrito por Redação, 17:45 – 31 de Maio de 2022.
O dia 11 de maio em Fortaleza agora é oficialmente o Dia Municipal de Luta Contra a Gordofobia. Desde o último dia 30, a Lei Municipal 11.267/2022 estabeleceu e data passou a integrar o calendário Oficial de Eventos do Município. A ação é uma iniciativa do poder público e ajuda a dar visibilidade ao combate à discriminação contra as pessoas gordas.
Conforme a Lei Municipal é considerado gordofobia o preconceito, a repulsa ou a discriminação social, política e econômica praticados contra a pessoa gorda.
A Lei foi proposta e aprovada pela Câmara Municipal e sancionada pelo prefeito Sarto Nogueira. A publicação consta no Diário Oficial do Município do dia 30 de maio.

Na justificativa do projeto de lei, o autor, vereador Marcos Lemos (PSL) argumentou que “o efeito da gordofobia é bastante expressivo e negativo, inclusive sobre crianças e adolescentes”. 
Ele acrescenta que, em adultos, o “preconceito também prejudica a saúde mental e afeta relacionamentos e oportunidades de trabalho ou o simples ato de usufruir da cidade”. 
A gordofobia, diz o parlamentar no projeto, afeta o planejamento urbano e o acesso da pessoa gorda à cidade. Isso tendo em vista, por exemplo, os padrões utilizados na construção de banheiros, transporte coletivos e até mesmo a mobília dos espaços públicos e privados. 
Em Fortaleza, 59,2% dos adultos têm excesso de peso, segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2021, do Ministério da Saúde. Desta população, 23,7% tem obesidade. 
As duas condições se referem ao acúmulo de gordura corporal e podem ser diagnosticadas a partir do Índice de Massa Corporal, conhecido como IMC, que avalia a relação do peso e altura.

O IMC é obtido ao se dividir o peso (em kg) pela altura ao quadrado (em metros). 

Conforme o padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e adotado na Vigitel, quando o resultado entre 25,0 e 29,9kg/m2, é considerado que a pessoa tem excesso de peso. Acima deste valor, a pessoa é considerada obesa.
Com o passar do tempo, mantive minhas esperas, mas passei a aguardar – além dos grandes acontecimentos de vida – pelos detalhes, miudezas que fazem histórias dentro de nós
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