África do Sul volta a ser palco de protestos contra imigrantes ilegais – DW África

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Dezenas de sul-africanos saíram às ruas de Durban para protestar contra elevado número de imigrantes ilegais. São apoiantes da “Operação Dudula”, movimento que tem saído às ruas para exigir do governo medidas concretas.

Cresce a onda de fúria contra imigrantes ilegais na África do Sul (foto de arquivo)
Os manifestantes, que entoam slogans anti-imigração, sob o olhar atento da polícia, são apoiantes da já conhecida “Operação Dudula”. Um movimento que, desde o início do ano, tem saído às ruas para exigir do governo medidas concretas contra os imigrantes ilegais no país a quem acusam de serem os culpados pelo aumento da violência e do desemprego.
“A questão é que estas pessoas estão a entrar no país sem documentos e o governo não está a fazer nada, sem documentos é difícil encontrá-los quando cometem crimes. Só queremos que os nossos serviços apliquem efetivamente as leis que existem e que não estão a ser aplicadas”, diz Zandile Dabula, secretária nacional da “Operação Dudula”.
O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, voltou recentemente a garantir que o seu governo está a acompanhar de perto o ambiente “anti-imigração” que se tem estado a sentir em algumas regiões do país para impedir que se transformem em ataques xenófobos.
Algo que, na opinião de vários grupos de direitos humanos, já pode ser considerado como tal. Mas Zandile Dabula não concorda: “Não compreendo porque devemos ser chamados xenófobos quando tudo o que pedimos é que as pessoas estejam legais quando entram neste país. Acontece noutros países e lá não falam de xenofobia, porque é que os sul-africanos que estão a pedir o mesmo hão-de ser chamados xenófobos?”
A última vítima desta crescente onda de fúria contra imigrantes ilegais na África do Sul foi um zimbabueano que terá sido morto na passada quarta-feira (06.04), no bairro de Diesploot, alegadamente por manifestantes que exigiram aos moradores, de porta em porta, a apresentação de documentos de identificação.
Após o sucedido, a Amnistia Internacional criticou, em comunincado, a inação do governo, afirmando que os estrangeiros se “tornaram bodes expiatórios para comunidades descontentes com a criminalidade”.
A mesma opinião tem Loren Landau, especialista em migração em África, que frisa que “o que é preciso compreender é que o problema não está no aumento do número de migrantes. Os números têm vindo a diminuir. Trata-se realmente de falhas fundamentais no sistema político sul-africano.”
Segundo a Amnistia Internacional, mais de 153 mil pedidos de asilo permanecem pendentes na África do Sul.
A Human Rights Watch denuncia a inação do Governo sul-africano para travar ataques xenófobos contra africanos e asiáticos, um ano depois da adoção um plano de ação governamental de combate a ataques contra estrangeiros.  
A secreta está a monitorar o aumento dos níveis de descontentamento por parte dos nacionais em torno dos postos de trabalho que não exigem qualificações e ocupados por estrangeiros. Moçambicanos estão receosos.  
Violência contra camionistas estrangeiros já fez um morto e destruiu pelo menos 32 camiões nos últimos dias. “Não podemos tolerar esta perda de vidas e a destruição de propriedade”, afirma o Presidente sul-africano.
A onda de violência que vive na África do Sul está a afetar o fluxo de negócio com Moçambique. Transportadores dizem que camiões com bens essenciais estão parados. Não há relatos de moçambicanos vítimas de violência.
Os manifestantes protestaram esta sexta-feira em Pretória para pedir ao Governo sul-africano que trave a entrada de imigrantes no país. O seu slogan: #PutSouthAfricansFirst (sul-africanos primeiro).
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