Garimpeiros querem eleger candidatos ao Congresso para legalizar atividade – Combate Racismo Ambiental

ClimaInfo
O garimpo ilegal na Amazônia não está satisfeito em ter apenas o apoio explícito do presidente da República e de seus aliados: agora, eles também querem eleger “representantes da classe” no Congresso Nacional. Leandro Prazeres abordou na BBC Brasil alguns dos pré-candidatos que concorrem tendo como plataforma a legalização da atividade garimpeira e o enfraquecimento da fiscalização e das leis ambientais. Não acidentalmente, quase todos eles pretendem concorrer em partidos que compõem a base de apoio do governo federal em Brasília.
Um dos nomes mais destacados é o do empresário Rodrigo Mello, vulgo “Rodrigo Cataratas”, que ganhou notoriedade por liderar um suposto “movimento popular” em favor do garimpo em Roraima. Dono de empresas de transporte aéreo, ele foi alvo de operações da Polícia Federal e do IBAMA por suspeita de transportar garimpeiros e ouro explorado ilegalmente. Ele também encabeçou protestos de garimpeiros em Boa Vista neste mês quando uma comitiva do Congresso Nacional visitou o estado depois de denúncias de violência do garimpo contra indígenas na Terra Yanomami. Aliás, a Folha de Boa Vista noticiou que o grupo chefiado por Cataratas ameaça bloquear a BR-174 por tempo indeterminado caso a Polícia Federal realize novas operações para retirada de garimpeiros da Reserva Indígena. Neste mês, a Justiça Federal de Roraima determinou que a União reforçasse medidas para a expulsão de não indígenas da Terra Yanomami.
Em tempo: O presidente do Instituto Brasileiro da Mineração (IBRAM), Raul Jungmann, afirmou ao Valor que a entidade que representa as principais mineradoras do país defende a possibilidade de exploração mineral em Terras Indígenas, mas fez “ressalvas” ao projeto de lei apresentado pelo governo federal sobre o tema. “Somos favoráveis à mineração em Terras Indígenas como diz a Constituição. Mas cobramos uma legislação que respeite os Povos Originários e, sobretudo, leve em conta a Resolução 169 da OIT, que é o compromisso livre e informado”, disse o ex-ministro da defesa do governo de Michel Temer. “No que diz respeito ao garimpo ilegal, nossa posição é vertical e cristalina: garimpo ilegal é coisa de polícia, porque destrói a vida e o meio ambiente. Não há o que se dizer além disso”.



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“Alunos que inspiram”: Festival da Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) realiza Fase Regional no TJA – Secretaria da Cultura – Secult-CE

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Ascom Theatro José de Alencar

O evento visa identificar, valorizar e dar visibilidade à produção artística e cultural das/os estudantes matriculadas/os na Rede Pública Estadual de Ensino do Ceará
O Theatro José de Alencar (TJA), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), recebe no dia 1º de junho (quarta-feira), a Fase Regional do Festival “Alunos que Inspiram”, iniciativa da Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) que visa identificar, valorizar e dar visibilidade à produção artística e cultural das/os estudantes matriculadas/os na rede pública estadual de ensino do Ceará.
Realizado em três fases (Escolar, Regional e Estadual), o festival objetiva: promover a interação das/os estudantes através da cultura pela participação em expressões artísticas pertencentes às manifestações culturais da coletividade que estejam presentes no cotidiano; oportunizar momentos para divulgar os talentos artísticos das/os estudantes matriculadas/os na rede estadual de ensino e estimular a participação em atividades que contribuam para a formação global, sem discriminação por características pessoais, físicas, sexuais, étnicas, raciais ou sociais.
Na realização da Fase Regional (Sefor), teremos a apresentação de nove trabalhos em cada uma das expressões artísticas do festival, a saber: Desenho, Grafite, Fotografia, Poema, Cordel, Quadrinhos, Crônica, Dança, Música Intérprete, Música Autoral, Esquete Teatral e Vídeo Curta-Metragem.
O evento contará com um público de aproximadamente 300 pessoas em cada turno, prioritariamente formado por alunos/as do Ensino Médio das Escolas Públicas Estaduais de Fortaleza, e necessitará utilizar o Palco Principal do Theatro, para as apresentações de Dança, Música Intérprete, Música Autoral e Esquete Teatral, e espaços para exposição das Expressões de Artes Visuais e Criação Literária, para exibição dos Vídeos Curta-metragem e para distribuição de lanches aos/às alunos/as participantes.
Será disponibilizada pela Seduc/Sefor toda a estrutura de alimentação e transporte aos participantes, painéis de exposição para os trabalhos das expressões de Artes Visuais e Criação Literária, banners e painel com a arte do evento, piso à base de linólio apropriado para dança e sistema de som e iluminação que se fizerem necessários para complementar e adaptar a estrutura técnica do Theatro para o evento.
Entendemos que o Festival “Alunos que Inspiram” se configura como um evento que promove o Protagonismo e os talentos dos educandos das Escolas Públicas Estaduais em Fortaleza e que realizar tal evento nas dependências do Theatro José de Alencar representa oportunizar as nossas juventudes conhecimento e apropriação deste importante espaço de disseminação das atividades sócio-culturais e artísticas em nosso Estado, fortalecendo, assim, a aprendizagem e formação integral de nossos/as alunos/as.
SERVIÇO
Festival “Alunos que inspiram” – Fase Regional
Quando: dia 1º de junho (quarta-feira), das 8h às 18h
Onde: Palco Principal e Teatro Morro do Ouro/ Anexo CENA do Theatro José de Alencar (Rua Liberato Barroso, 525 – Centro)
Classificação: Livre
* Evento exclusivo para estudantes das Escolas Públicas Estaduais de Fortaleza
RUA MAJOR FACUNDO, 500 – CENTRO
Fortaleza, CE
CEP: 60.025-100
De segunda a sexta 08 às 17 horas
(85) 3101-6744
Agendagab@secult.ce.gov.br
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Assembleia Mundial da Saúde propõe novo modelo à OMS – Combate Racismo Ambiental

Encerrado neste final de semana, evento debateu modelo de financiamento para uma Organização Mundial da Saúde (OMS) mais robusta, o nó central de uma rede intercontinental – onde a nossa Fiocruz construiu papel de destaque
Paula Reges em entrevista a Gabriela Leite, em Outra Saúde
Realizada anualmente pela OMS, terminou no último sábado (28/05) a 75ª Assembleia Mundial de Saúde. Teve lugar em Genebra, na Suíça, e trouxe propostas ousadas: a OMS pretende articular um modelo mais ágil e distribuído do que o atual, uma rede intercontinental de saúde que permitirá maior colaboração entre órgãos nacionais e sociedade civil. A Fiocruz já tem lugar de destaque nesta rede, principalmente no combate a doenças emergentes.
A proposta de financiamento da empreitada é ousada e depende de um consórcio de vários países – que agora precisam caminhar para além do campo das promessas. 
Paula Reges, infectologista no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI-Fiocruz), foi delegada brasileira no evento e fez um balanço da assembleia em entrevista ao Outra Saúde.
Na visão de Paula, o debate mais importante é sobre o financiamento. Com a pandemia, o mundo teve uma demonstração histórica da importância de ações coordenadas para a contenção de doenças – amplamente protagonizada pela OMS. Está evidente a necessidade de financiar projetos encabeçados pela organização, resta saber quais promessas serão cumpridas. “A proposta de expansão da colaboração dos países para o seu financiamento foi aprovada – o que é um passo importante para a independência da organização. Tedros Adhanom, seu diretor, declarou que se os países querem essa OMS mais robusta, têm que ajudar a construí-la”, afirmou a infectologista.
Paula também refletiu sobre os rumos da Covax, a iniciativa da OMS para organizar a doação de países do norte global e farmacêuticas a países do sul. Elencou alguns projetos futuros que foram acordados durante o evento. E celebrou o papel global sustentado pela Fiocruz – não apenas para os países do continente, mas como um parceiro estratégico da OMS. A ideia, segundo ela, é que a parceria continue a se expandir ainda mais.
Você poderia fazer um balanço geral da Assembleia?
Foi uma boa Assembleia, no geral. Foi muito importante podermos retornar ao encontro pessoal. Criou-se novamente um espaço maior de diplomacia, de discussão, de contato, que facilita firmar acordos, conversas bilaterais, propostas de trabalho, de inovação. Acho que esse é sempre o ponto mais importante: conseguir reunir não só os representantes dos países, mas as organizações da sociedade civil. É um espaço de confluência de ideias e de propostas. 
A covid continua ocupando um papel central, sobretudo quando se fala sobre movimentações financeiras. Um dos questionamentos que sempre são trazidos é como vai se dar um financiamento sustentável da OMS. A proposta de expansão da colaboração dos países para o seu financiamento foi aprovada – o que é um passo importante para dar maior independência e mais recursos para a organização. O próprio diretor, Tedros Adhanom, declarou que se os países querem essa OMS mais robusta, têm que ajudar a construí-la. 
As discussões sobre financiamento sustentável, sobretudo no preparo e respostas a situações de emergência de saúde, é uma pauta que mostrou-se muito mais importante que em assembleias anteriores à covid. Os países perceberam a real necessidade de investimento em recursos humanos e materiais. Acredito que tudo isso passe pelo financiamento à pesquisa e desenvolvimento de soluções sustentáveis.
No evento, foi apresentada uma nova proposta de mecanismo de financiamento para projetos de pesquisa e desenvolvimento dentro das mais diferentes áreas. É também algo que surge com vistas ao contexto da covid, já se ampliando para situações emergentes, reemergentes, doenças epidêmicas ou com potencial pandêmico. Isso também é algo que vai continuar chamando a atenção nos próximos anos. Porque o futuro da organização depende da forma com que esses financiamentos são acordados. 
Durante a Assembleia, discutiu-se a situação da Covax, iniciativa da OMS para distribuir vacinas a países de renda baixa e média? Qual a avaliação da organização sobre ela?
Isso costuma ser mais debatido em acordos bilaterais e conjuntos menores do que propriamente na Assembleia em si. Levantaram-se muitas vezes esse questionamento: a Covax funcionou ou não? Ainda estão sendo estudados os seus reais impactos e dos outros mecanismos de compartilhamento de tecnologia e vacinas. 
Em uma reunião no Mercosul, por exemplo, em que estavam presentes Uruguai, Paraguai, Argentina e Brasil, tratou-se muito do atraso para a entrega das vacinas pela Covax e o quanto isso impactou direta ou indiretamente cada país. O Brasil é um produtor de vacinas, com dependência menor da OMS, diferente de Uruguai e Argentina, por exemplo, onde a relevância da Covax foi maior.
Apesar de muitos questionarem, ainda não foi feita uma análise ampla que responda o quanto a Covax funcionou. A ideia dos mecanismos de financiamento propostos no encontro é financiar iniciativas semelhantes à Covax, mas também incentivar e financiar iniciativas como Gavi (The Vaccine Alliance) e a Cepi (Coalition for Epidemic Preparedness Innovations), organizações que fornecem insumos imunobiológicos e tecnologia na ponta. 
Quais as novas iniciativas da OMS para possíveis futuras pandemias?
A OMS já trabalha com a ideia da doença X, com a preocupação em relação ao que é necessário ser feito. Isso também foi discutido durante a Assembleia. E, de fato, bato nessa tecla porque o financiamento é realmente a chave para tudo. Não é possível haver pesquisa e desenvolvimento se não houver financiamento. 
A Assembleia também reforçou a importância dos mecanismos de vigilância – e aqui vigilância sobretudo no aspecto de one health. A necessidade de compartilhamento dos dados em redes intercontinentais de saúde. 
O maior esforço para conter outras doenças emergentes deve ser a criação de uma articulação maior entre as diferentes organizações de saúde ao redor do mundo. 
Essa rede poderia estar articulada em torno da vigilância, do preparo e da resposta eficiente. Com a produção de medicamentos, de vacinas, de testes diagnósticos, sobretudo de qualificação profissional. 
Qual foi o papel da Fiocruz na Assembleia? Que novos acordos internacionais podem ser firmados, daqui para frente?
É muito bacana ver o quanto a Fiocruz é respeitada e bem posicionada. Justamente por essa nossa atuação tão holística, com preocupação social, atuação direta na assistência, produção de pesquisa, produção de medicamento, de vacina. Tudo isso abre muitas possibilidades de diálogo. A Fiocruz é realmente um ator global. 
Dos pontos principais que vemos tendo destaque na Fiocruz é o hub de produção de vacinas de mRNA e a possibilidade que se abre de desenvolvimento não só de componentes vacinais como também de componentes para tratamento de outras doenças – por exemplo, doenças e terapias oncológicas – e tudo isso parece ser muito promissor.
Mas sempre há uma colaboração muito grande em trabalho, não só com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), mas também diretamente com a OMS. É muito bacana ver o quanto a Fiocruz é importante também para essas articulações, nas Américas e no mundo. Sempre se reforça a possibilidade de cooperação com a África de língua portuguesa – a Fiocruz tem um escritório em Moçambique. 
A ideia é que essas parcerias sejam exploradas ainda mais, para que a Fiocruz consiga se tornar um centro de colaboração diretamente da OMS, sobretudo na resposta a doenças emergentes. Acredito que, neste momento de fragilidade, é uma das coisas mais importantes.



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Retrocesso: STF decide que ultratividade de acordos trabalhistas é inconstitucional – Combate Racismo Ambiental

Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos
O Supremo Tribunal Federal (STF) vetou a chamada ultratividade das normas pactuadas em acordos e convenções coletivas, na última sexta-feira (27). Na votação, seis dos 11 ministros consideraram que os direitos conquistados pelos trabalhadores em acordos e convenções só têm validade de dois anos e passam a ser cancelados até que um novo acordo seja assinado.
A ultratividade é a extensão da validade das cláusulas dos acordos e convenções coletivas, em um processo de acúmulo de conquistas até que um novo acordo seja negociado. Com ela, os sindicatos conseguiam a melhora progressiva das condições de trabalho, até que uma nova contratação fosse celebrada, em um processo de constante evolução.
Desde a reforma trabalhista de Michel Temer (MDB), a ultratividade deixou de valer. Porém, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) havia julgado que as conquistas dos trabalhadores poderiam ser mantidas até que novas cláusulas fossem assinadas (súmula 277). Com isso, diversas decisões judiciais eram favoráveis aos trabalhadores durante o período de negociação.
Contrária à classe trabalhadora, a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), uma entidade patronal, ingressou com pedido de veto à súmula no STF, que passou a julgar a inconstitucionalidade da ultratividade no ano passado.
O Sindicato considera que a decisão dos ministros é um retrocesso que só favorece os patrões e as entidades patronais, desamparando trabalhadores de empresas que, a partir dessa decisão, irão dificultar a assinatura de novos acordos e convenções.
“Mesmo com acordos assinados, muitas empresas descumprem os direitos dos trabalhadores. Com essa decisão do STF, a classe operária precisará de muita mobilização e garra em suas próximas negociações. A Campanha Salarial da nossa categoria se aproxima, e a nossa negociação já deve começar com muita luta para garantir a renovação das cláusulas existentes e a ampliação dos direitos na data-base, em setembro”, afirma o secretário-geral do Sindicato, Renato Almeida.



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Racismo linguístico – Brasil 247

Doutor em Linguística Aplicada
“Há racismo, sim, no uso que sempre se fez de palavras como denegrir, e o ato de questionar seu uso hoje está longe de ser uma alucinação'” edit

Recentemente, li um texto intitulado “Polícia etimológica” em um desses jornalões da grande mídia. Como se o “equívoco” já não fosse gritante nas duas palavras que intitulam o artigo, pois é uma versão abobalhada de “patrulha ideológica”, a coisa ainda fica pior quando os quatro parágrafos que constituem o texto transbordam de preconceito, ignorância política e linguística. Para surpresa de zero pessoas, não há nada de novo no front, uma vez que a mídia corporativa brasileira está repleta de “especialistas” emitindo opinião sobre tudo e todos, usando como fontes apenas as vozes que ecoam em suas próprias cabeças, haja vista o caso daquela jornalista que ironizou a fala de Lula por ele falar “adevogado”. Uma “jênia”! Diria Paulo Henrique Amorim. 
O artigo em questão, como para dar respaldo ao festival nonsense ali esboçado, começa por citar a escritora Camille Paglia e sua opinião acerca do que se convencionou chamar de “politicamente correto”. Na sequência, a articulista recupera um fato ocorrido em um programa de televisão qualquer, quando na ocasião o âncora corrigiu uma colega que havia usado a lexia “denegrir” durante sua participação ao vivo no tal Programa. Longe de ser um transtorno mental, uma alucinação coletiva ou uma praga, como querem alguns reacionários, o politicamente correto é uma forma de cobrar respeito e justiça àquelas pessoas que são, cotidianamente, vitimas das mais variadas formas de preconceito e agressão. Contudo, é bastante confortável ser contra o politicamente correto e tachar o outro de “vitimista”, quando se é bem nascido, branco, e ter tido a oportunidade de estudar nas melhores escolas que o dinheiro pode pagar. E não me venham com esse papo tacanho de “meritocracia”, cuja existência, sabemos, é tão real quanto o saci e a Fada do Dente.
Assim como a palavra “denegrir”, há inúmeras outras que devem ser definitivamente evitadas. Como comprovação do que digo, basta dar uma olhada na lexia “negro” em qualquer um dos nossos dicionários de língua portuguesa (em língua inglesa se dá o mesmo). Assim, orientar alguém a não falar palavras ofensivas, sejam elas relacionadas a gênero, crença ou etnia, não se constitui como censura, mas como um apelo ao uso do bom senso e ao exercício da decência e da ética. O curioso é que no caso em questão, a autora do artigo recorre à etimologia numa tentativa vã de justificar o injustificável, fazendo uso “policial” da etimologia para criticar aquilo que chama de “polícia etimológica”. Pois é!
Há racismo, sim, no uso que sempre se fez de palavras como “denegrir”, e o ato de questionar seu uso hoje está longe de ser uma alucinação ou “um delírio de intelectuais”, como bradam as vozes na cabeça da articulista, que “buscam criar um paraíso igualitário a partir do mundo das ideias desconsiderando o mundo real”. E aqui caberia uma belíssima discussão acerca do que a autora compreende por “mundo das ideias” e sua relação com o “mundo real”. Aí já seria querer demais. Mas já ficaríamos bastante satisfeitos se a autora do tal artigo tivesse deitado olhos, por pelo menos uns vinte minutos, acerca daquilo que se compreende por preconceito linguístico, racismo linguístico e tudo o mais que nos ensinam a Sociolingüística e a Linguística Aplicada, por exemplo. 
Sobre tal questão, teria sido oportuna a leitura do trabalho de Gabriel Nascimento, Racismo linguístico: os subterrâneos da linguagem e do racismo (2019), quando diz que: “o preconceito racial é entrelaçado com o social e o linguístico” naquilo que chama de “racismo linguístico, e que se desenha através do linguicídio, ou seja, do extermínio do outro não branco”. Mais adiante, o autor aponta que: “uma vez que admitimos que o racismo está na estrutura das coisas, precisamos admitir que a língua é uma oposição nessa estrutura”. Nascimento entende que “o racismo é produzido nas condições históricas, econômicas, culturais e políticas, e nelas se firma, mas é a partir da língua que ele materializa suas formas de dominação”. Logo, qualquer tentativa de atacar o “politicamente correto”, tentando descontruir as ressignificações de termos racistas em uso na nossa sociedade, é jogar o jogo do colonizador, do escravocrata contemporâneo e, além disso, é ignorar a realidade selvagem que persegue, cerca, ataca e fere de morte o outro não branco.
O texto do tal jornalão mete os pés pelas mãos e mistura alhos com bugalhos, quando toma posicionamentos rasos e equivocados sobre temas como sociedade, etimologia, neurose, paranoia, ignorância, antirracismo, alucinação, feminismo, chacinas, delírios e realidade. E tudo isso em quatro parágrafos. Em resumo, o texto em questão é todo ele um conjunto de equívocos sociohistoricos, linguísticos, políticos e culturais por meio dos quais se percebe um lugar de fala privilegiado, emoldurado por um racismo linguístico que salta aos olhos, assim como um latente e completo desconhecimento (ou não?) do que seja racismo estrutural e de como os preconceitos estão enraizados na linguagem humana.
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Junho de 2022: cenário de dificuldade e restrições aumenta o medo do futuro – Universa

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Maduro acusa Estados Unidos de 'discriminação de povos inteiros' na Cúpula das Américas – Istoé Dinheiro

Giro
(Arquivo) O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro – AFP
AFP
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos incorrem em “discriminação” contra “povos inteiros”, diante da exclusão iminente de vários países da Reunião de Cúpula das Américas, que será realizada de 6 a 10 de junho em Los Angeles.
Venezuela, Cuba e Nicarágua se perfilam como os excluídos do evento, ameaçado por um boicote, segundo analistas.
“Pretendem excluir o povo da Venezuela da chamada Cúpula das Américas. Houve um grande protesto de mais de 25 governos contra a tentativa de excluir os povos de Cuba, Nicarágua e Venezuela”, citou Maduro durante um ato em Caracas transmitido em cadeia obrigatória de rádio e TV.
“O caminho não pode ser a exclusão, a discriminação, discriminar povos inteiros, como Venezuela, Cuba, Nicarágua”, criticou Maduro, afirmando que, “façam o que fizerem em Washington, a voz da Venezuela, a voz de Cuba e a voz da Nicarágua chegarão a Los Angeles”.
Washington não deu a última palavra sobre quem será convidado para a próxima Reunião de Cúpula das Américas. No entanto, o governo do democrata Joe Biden, que, desde janeiro, vem apontando que o “compromisso com a democracia” seria “um fator-chave” para ser convidado, disse que não espera a presença de Cuba, nem de Nicarágua e Venezuela, uma vez que esses países “não respeitam” os princípios da Carta Democrática Interamericana em vigor desde 2001.
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Os presidentes de México, Bolívia, Guatemala, Honduras, bem como outros da Comunidade do Caribe, disseram que não irão se não forem convidados todos os países da região, enquanto Argentina e Chile pediram que não haja exclusões.
Cuba, Venezuela e Nicarágua se reunirão na próxima sexta-feira em Havana, no âmbito da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), informou nesta terça-feira a chancelaria cubana.
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Bellingham critica DFB em tema sobre o racismo: "Talvez eles não se importem" – Borussia Dortmund Brasil

Bellingham critica DFB em tema sobre o racismo: "Talvez eles não se importem"
31/05/2022 – 14:10
Foto: BVB
Jude Bellingham já se tornou um dos meio-campistas mais promissores do mundo no Borussia Dortmund com apenas 18 anos. No entanto, o inglês também tem que lutar com os lados sombrios do futebol profissional – como a hostilidade racista. “Depois da maioria dos jogos, recebo mensagens racistas na minha caixa de entrada do Instagram”, disse Jude Bellingham à CNN.
O jovem explicou: “A primeira vez que coloquei isso na minha história, tive reações positivas de pessoas que disseram que estavam do meu lado.” O meio-campista do BVB afirmou que “não deve haver um único trabalho no mundo onde você merece ser criticado com racismo”.
Bellingham denunciou que os jogadores por outro lado, foram abandonados pelas associações ou que as reações viriam tarde demais. Por outro lado, no entanto, as associações são rápidas, de acordo com a estrela do BVB, se eles mesmos pudessem distribuir penalidades para outras infrações. Neste contexto, o jovem de 18 anos abordou sua sanção, que recebeu em dezembro de 2021 devido a declarações na direção do árbitro Felix Zwayer após a derrota por 2 a 3 contra o Bayern. Bellingham foi punido pelo DFB na época com uma multa de 40.000 euros.
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A DFB descreveu as observações de Bellingham como “comportamento antidesportivo” já que seus comentários “colocavam em questão a imparcialidade do árbitro”. Obviamente, a DFB reagiu rapidamente, mas não houve apoio da associação para declarações racistas contra ele. “Eu realmente não tenho nada da DFB ou da FA (Associação Inglesa de Futebol) ou algo assim. E eu sempre comparo isso com o que eu disse sobre o árbitro em dezembro”, disse o inglês.
Ele criticou: “Eles foram muito rapidamente no local para impor minha punição a mim e fazer um grande drama com isso na mídia. Aprendi com isso. Eu sei o que posso ou não dizer. Eu sei que às vezes eu preciso controlar melhor minhas emoções. Ele concluiu: “Talvez estejamos sozinhos com isso e talvez eles não estejam interessados, talvez eles não se importem. E talvez cabe a mim e a nós agirmos de forma independente para espalhar nossa mensagem.” (Via Fussbal.news)
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Cresce o número de denúncias contra racismo no DF – R7

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Os registros de denúncias de racismo e injúria racial cresceram no Distrito Federal. De acordo com um levantamento feito pela Secretaria de Segurança Pública, de janeiro a abril deste ano, foram registradas 208 ocorrências deste tipo de crime, o que mostrou um aumento de 16% quando comparado ao mesmo período do ano passado.
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Vasco vai homenagear o ex-goleiro Aranha, técnico Roger Machado, Mano Brown e mais personalidades negras por luta contra racismo – UOL Esporte

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