Bruno Luperi, autor do remake de Pantanal é xingado por morte e faz mistério sobre pênis decepado – TV Foco

“Pantanal”, é um sucesso na Globo. O remake assinado por Bruno Luperi é baseado na obra original escrita por Benedito Ruy Barbosa, exibida pela extinta TV Manchete em 1990.
Bruno Luperi está sofrendo uma série de ataques na web pela morte de Madeleine (Karine Teles), seguindo o mesmo desfecho da personagem na versão original de “Pantanal”.
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Sabendo da responsabilidade que é assumir uma novela das nove da Globo, Bruno Luperi não se intimida e ainda mantém um tom de mistério sobre uma cena emblemática da TV brasileira, que é a castração de Alcides, que na trama exibida na Manchete foi interpretado por Ângelo Antônio e no remake por Juliano Cazarré.
Bruno Luperi também possui um grande peso em fazer a atualização do que foi ao ar em 1990 em uma outra sociedade com os tempos atuais. O machismo, a xenofobia e a homofobia não são mais vistos como brincadeiras, assim como eram no início dos anos 90.
“Estamos sentindo isso em relação a Maria Bruaca [Isabel Teixeira]. Há um olhar mais sensível para o papel da mulher, sobre o que é o machismo, uma relação tóxica. A sociedade está muito mais atenta para as nuances. A novela não tem um caráter moralizador, mas tem que apresentar a realidade”, discursou Bruno Luperi em entrevista ao jornal O Globo.
Bruno Luperi afirma que algumas situações não podem mudar do que foi ao ar anteriormente, pois, já fazem parte de como “Pantanal” é contada. “Algumas questões pensadas lá atrás podem mudar, outras não. Doa a quem doer, temos que respeitar”, disparou o novelista que é neto do escritor da primeira versão. Ele contou que sofreu ataques pela morte da Madeleine, mas que não pode fazer nada se a novela é assim.
A indignação do público é que a ideia do seu avô, Benedito era manter a personagem viva, que se tornava uma pantaneira raiz, mas precisou abrir mão disso com o pedido de Ítala Nandi, que pediu para deixar o folhetim na época, irritando o novelista. Bruno Luperi teve a oportunidade de fazer diferente, mas pelo visto ele preferiu seguir a versão original.
Bruno Luperi também mantém um tom de mistério sobre a cena emblemática da castração de Alcides. “Mas alguns eventos têm que acontecer, talvez não da forma como foram concebidos”, despistou o autor.
“Mas a interpretação da direção, na época, era assim. Era um mecanismo presente naquele tempo, algo muito transgressor. A nudez era um recurso, a cena de natureza também. […] A nossa leitura foi mais para a poesia. Ninguém está sentindo falta da nudez”, revelou Bruno Luperi sobre não usar tanto o recurso da nudez como na versão de Benedito Ruy Barbosa.
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