Pandemia de Covid-19 agravou discriminação e violência contra pessoas LGBTI – Observador

Ouvir Rádio
©2022 Observador
A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.
Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais
Adere à Fibra do MEO com a máxima velocidade desde 29.99/mês aqui.
Siga o tópico LGBTQ e receba um alerta assim que um novo artigo é publicado.
Estudo revela que a situação de vulnerabilidade das pessoas LGBTI+ foi ainda mais agravada com a pandemia, sendo que as pessoas trans, sobretudo as mulheres, são as mais discriminadas.
Exclusivo assinantes: Ofereça artigos aos seus amigos.
Os contextos de discriminação mais assinalados foram os de saúde, escolares, laborais, de segurança e proteção social
BERND WUESTNECK/EPA
Os contextos de discriminação mais assinalados foram os de saúde, escolares, laborais, de segurança e proteção social
BERND WUESTNECK/EPA
A pandemia provocada pela Covid-19 agravou a vulnerabilidade, a discriminação e a violência contra pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo (LGBTI+), revelou um estudo nacional, segundo o qual as mulheres trans são as mais discriminadas.
O estudo, encomendado pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) para assinalar o Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e a Bifobia, que se comemora a 17 de maio, demonstra que Portugal tem tido “significativos avanços” desde o início do século XXI em matéria de legislação e políticas públicas relacionadas com a orientação sexual, identidade e expressão de género e características sexuais (OIEC), o que permitiu colocar Portugal “num lugar cimeiro no ranking de legislação igualitária a nível europeu”.
Quatro em cada cinco alunos LGBTQ preferem não revelar orientação sexual a professores

No entanto, e apesar dos progressos, “o impacto destes avanços legislativos não se traduz de modo efetivo na vida destas pessoas, continuando a discriminação em função da OIEC a ser atualmente uma dura realidade em Portugal”.
PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR
Com a pandemia provocada pela Covid-19, a situação de vulnerabilidade, de discriminação e mesmo de violência sobre as pessoas LGBTI+ ficou ainda mais agravada”, lê-se nas conclusões a que a Lusa teve acesso.
Acrescenta que entre as pessoas LGBTI+, “as pessoas trans — e sobretudo as mulheres trans — foram identificadas como as mais discriminadas por força da conjugação do sexismo e do cisgenderismo”.
Significa que as mulheres trans sofrem dupla discriminação, seja pelo preconceito baseado no género (sexismo), seja pelo facto de a sua identidade de género não corresponder ao género que lhe foi atribuído à nascença (cisgenderismo).
Portugal cai cinco lugares no índice sobre direitos das pessoas LGBTI, mas mantém-se nos lugares cimeiros

Já no que diz respeito à orientação sexual, o estudo mostra que as mulheres lésbicas ou bissexuais são “mais invisíveis do que os homens gays, mesmo dentro da própria comunidade”, com especial incidência entre as mulheres menos qualificadas e residentes em zonas mais periféricas e/ou isoladas.
“Os contextos de discriminação mais assinalados foram os contextos de saúde, escolares, laborais, de segurança e proteção social”, refere o estudo, que acrescenta que “os centros de acolhimento temporário e estruturas residenciais, o acesso à habitação, a comunicação social, o espaço público e a própria comunidade LGBTI+ foram também identificadas como espaços discriminatórios”.
Por outro lado, aponta que “as escolas continuam a não ser ambientes seguros e acolhedores para as crianças e jovens LGBTI+”, enquanto “os conteúdos e práticas educativas continuam resistentes” à abordagem da orientação sexual, identidade e expressão de género e características sexuais.
Umas das recomendações do estudo vai no sentido de reforçar a inclusão destas temáticas nos conteúdos e práticas escolares, combatendo o bullying e promovendo uma educação para a cidadania e os direitos humanos.
Refere também que a discriminação no acesso ao emprego e no local de trabalho por razões relacionadas com a orientação sexual, identidade e expressão de género e características sexuais “ainda acontece frequentemente”.
O estudo mostra ainda que o número de denúncias se mantém reduzido, um fenómeno em parte explicado pela “falta de confiança nas autoridades policiais para responder de forma eficaz e adequada”.
Estas e outras conclusões do “Estudo Nacional sobre as necessidades das pessoas LGBTI e sobre a discriminação em razão da orientação sexual, identidade e expressão de género e características sexuais” são apresentadas publicamente esta terça-feira, em Lisboa, no ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa.
Salvador, o “miúdo mais fixe” que matou no Texas
E o fascista sou eu?
Esquerda Marx na rua, esquerda Modess com governo
MP investiga alegada burla. 22 queixas de tráfico
40 anos da despenalização da homossexualidade
Brasil. 3 milhões de LGBTI assumiram-se em 2019
As questões LGBTI+ para além dos partidos
ILGA repudia associação entre LGBTI+ e Monkeypox
Russiagate. Câmara de Lisboa vai a julgamento
Ray Liotta (1954-2022): para lá de um “goodfella”
Após tiroteio, republicano pró-armas ameaça Biden
Morreu o jornalista e membro da ERC Mário Mesquita
Djokovic nos oitavos do Roland Garros
“Eram verdadeiras tertúlias de jornalismo”
ONU alerta para travessias perigosas nas Caraíbas
Metadados. Juízes lamentam timing de iniciativa
Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.
A enviar artigo…
Ainda tem para partilhar este mês.
O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.
Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.
Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.
Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.
Por favor tente mais tarde.
Obrigado por assinar o jornalismo que faz a diferença.
Rua João Saraiva, nº 7
1700-248 Lisboa
© 2022
Disponível gratuitamente para iPhone, iPad, Apple Watch e Android

source

0 replies

Leave a Reply

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.