Lugares de Encontro promovem ação de prevenção e combate ao racismo – Jornal O Regional

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No âmbito do projeto Lugares de Encontro (dos Ecos Urbanos), foi promovida uma ação de capacitação de prevenção e combate ao racismo, que aconteceu na quarta-feira da semana passada.
Este projeto se destina a mães de família monoparentais, que se reúnem todas as semanas para diferentes atividades. “Fomos percebendo que muitas são confrontadas quotidianamente com um racismo, disfarçado, estrutural, presente”, indicam os Ecos Urbanos em nota remetida à redação d’O Regional.
Assim, com a colaboração dos parceiros do projeto, realizou-se a ação, que foi também estendida a todas as pessoas com intervenção direta no atendimento a públicos vulneráveis. “Quisemos pensar em conjunto sobre direitos humanos, sem deixar de assumir uma perspetiva crítica e de análise sobre as instituições políticas e sociais que, certamente, terão espaço para melhorar”, sustenta a mesma fonte, indicando que foi organizado um painel “de luxo” para 40 participantes, na sua maioria técnicos/as de intervenção social e professores/as de três agrupamentos do concelho de S. João da Madeira.
Enquanto a vereadora Paula Gaio falou da experiência política e conhecimento do território, a professora Maria Manuel Batista (da Universidade de Aveiro) partilhou uma contextualização histórica e cultural do fenómeno do racismo estrutural. “Através duma reflexão e desconstrução da narrativa do Luso-tropicalismo, conceito criado por Gilberto Freyre, aproveitado pelo Estado Novo e disseminado no imaginário nacional, que ainda perdura, a ideia de identidade com que os portugueses comummente se identificam, de um povo tolerante e benevolente”, completa a organização.
A problemática foi ainda mais aprofundada por Ana Cristina Pereira, conhecida por Kitty Furtado, que os Ecos Urbanos apontam como “uma das referências no combate antirracista” . A oradora começou por questionar as pessoas presentes sobre o “conceito de privilégio” e depois convocou perspetivas pós colonialistas para uma abordagem “mais eficaz no questionamento crítico dos diferentes layers em que o racismo existe e se manifesta”.
A poeta Alice Neto de Sousa encerrou o painel com “a sua poesia avassaladora” e a ação fechou com o coletivo Kanal com um concerto de música meditativa.
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