Farfetch investiga “minuciosamente” denúncias de assédio – ECO – ECO


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A Farfetch diz investigar “minuciosamente” todas as denúncias de alegado assédio que lhe chegam e tomar “as medidas apropriadas“, numa reação à reportagem do programa A Prova dos Factos, da RTP, à Pessoas.
“Investigamos minuciosamente todas as questões levantadas por meio desses canais (de denúncia) e tomamos as medidas apropriadas. As nossas pessoas são nossa prioridade em todos os momentos”, garante fonte oficial da companhia à Pessoas.
A companhia, no entanto, não adiantou pormenores sobre o número de casos de assédio moral ou sexual reportados, o número de investigações levadas a cabo pela empresa e qual o seu desfecho, quando questionada pela Pessoas.
Esta sexta-feira a RTP avançou com uma reportagem onde vários atuais e antigos colaboradores da Farfetch denunciam alegados casos de assédio moral, sexual e discriminação na companhia à equipa do programa A Prova dos Factos. O programa será emitido esta noite, depois do Telejornal.
“Estamos cientes da reportagem (da RTP) e declarações feitas por ex-colaboradores. Nunca faríamos nenhum comentário público sobre um atual ou ex-colaborador, nem sobre as suas circunstâncias individuais, pois não seria justo para com a pessoa e não estaria de acordo com os nossos valores”, refere a mesma fonte.
Levamos estes assuntos muito a sério e temos várias formas e canais para as pessoas se manifestarem e reportarem quaisquer problemas que possam acontecer e não estejam de acordo com o nosso código de conduta e com os nossos valores”, reforça.
Presente em vários mercados, a Farfetch tem mais de 5 mil colaboradores.

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Mãe de Marília Mendonça relembra racismo com o marido – Terra

Mãe de Marília Mendonça relembra racismo com o marido  Terra
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Debatedores pedem políticas públicas de proteção às mulheres e crianças indígenas – Notícias – Agência Câmara de Notícias

Comissão Interamericana dos Direitos Humanos cobra maior presença do Estado brasileiro em territórios
26/05/2022 – 16:05  

Elaine Menke/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Proteção dos direitos das crianças e das mulheres indígenas. Dep. Rejane Dias PT-PI
Rejane: “Mulheres indígenas enfrentam formas diversas de discriminação”

Participantes da audiência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados defenderam nesta quarta-feira (25) políticas públicas efetivas que garantam a proteção das crianças e das mulheres indígenas. Os debatedores apontaram a vulnerabilidade dessas mulheres afetadas, principalmente, por situações de violência sexual causada por fazendeiros e garimpeiros.
O procurador da República Alisson Marugal, que atua em Roraima, afirmou que o garimpo nas terras indígenas traz, além dos impactos socioambientais conhecidos, como consequência para os territórios a exploração sexual das mulheres e crianças indígenas. Segundo ele, os crimes não são denunciados, muitas vezes são denúncias genéricas e que dificultam a investigação.
Marugal salientou que é necessário o fortalecimento das estruturas de fiscalização, refutar a visão fatalista de que o garimpo é inevitável, regular a cadeia do ouro, criar políticas sociais voltadas à geração de renda, entre outras saídas.
“Essas agressões são resultado de uma falta de política de proteção territorial mais efetiva. É importante que os órgãos protejam essas mulheres e impeçam que os territórios tradicionais sejam invadidos por milhares de garimpeiros ocasionando uma tragédia humanitária”, disse.
Instrumentos de proteção
A coordenadora de Gênero, Assuntos Geracionais e Participação Social da Funai, Maria Aureni Gonzaga, defendeu o empoderamento das mulheres indígenas nas suas comunidades. Segundo Aureni, o fortalecimento das mulheres permite que elas sejam capazes de reverter ou denunciar a violência.
“É preciso dar condições e instrumentos de proteção e defesa para que ela mesma possa se defender. Nosso olhar é fornecer os instrumentos de defesa e proteção para que elas possam entender que existem as leis as quais podem acessar”, disse a participante.
A presidente da Comissão Interamericana dos Direitos Humanos, Julissa Mantilla Falcón, cobrou maior presença do estado brasileiro não apenas para investigar os crimes de violência sexual, mas para prevenir que situações como essa aconteçam.
“É urgente reforçar uma ação mais estrita, porque não se trata de fatos isolados, há um risco conhecido”, destacou.
Discriminação
A coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, disse que as mulheres indígenas estão submetidas a um duplo grau de discriminação: de gênero e de raça.
“As mulheres são mais vulneráveis porque além de sermos mulheres, somos indígenas. Somos mulheres indígenas, pobres, uma vulnerabilidade absurda colocada contra nós. O machismo e o racismo pairam sobre nossa cabeça”, afirmou.
Segundo Guajajara, as ações que precisam ser realizadas exigem políticas públicas a longo prazo. Ela criticou o governo federal por se omitir nessas questões. “Não vemos ações de impacto deste governo voltadas a essa temática. O que vimos nesses 4 anos é um assistencialismo barato e busca de holofotes. As políticas públicas precisam ser levadas a serio”, criticou.
A deputada Rejane Dias (PT-PI), que solicitou o debate, afirmou que as mulheres indígenas costumam enfrentar formas diversas e sucessivas de discriminação histórica que se combinam e se sobrepõem, resultando na sua exposição a violações de direitos humanos em todos os âmbitos da vida cotidiana. A parlamentar, em seu requerimento, lembrou do estupro da menina indígena de 12 anos, violentada por garimpeiros da região.
“No caso da menina ianomâmi, a condição de vulnerabilidade é inconteste, não apenas pela pouca idade ou pela falta de percepção da realidade. Além disso, há um agravante no crime. Além de ser contra uma criança indígena de 12 anos, foi praticado por indivíduo supostamente de outra etnia que adentrou à comunidade, para cometer tal ilícito”, relatou.
A deputada Érika Kokay (PT-DF) também defendeu a proteção aos territórios indígenas e o avanço nas políticas de demarcação dos territórios. “Se o território é protegido, a vida é protegida. Nossa Constituição diz que crianças e adolescentes são prioridades. Portanto, é fundamental traçar planos que envolvem políticas públicas e avançar na demarcação das terras indígenas e na sua homologação”, disse.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Roberto Seabra
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56ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária

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PL das Fake News é racismo estrutural de esquerda – Gazeta do Povo

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No começo do mês, a Câmara dos Deputados rejeitou a urgência do Projeto de Lei 2630/2020, vulgo PL das Fake News. Se aprovado, as mudanças estarão vigentes ainda nas eleições deste ano. O texto tem sido muito criticado por afrontar a liberdade de expressão.
Feito às pressas e fruto da aglutinação de 80 propostas, o projeto trata de temas amplos de maneira confusa. A proposta institui um Estado policialesco no qual empresas serão obrigadas a armazenar mensagens privadas, violando a inviolabilidade de correspondências. Ademais, há uma pauta que tem sido ignorada: os efeitos da regulação das redes sobre as minorias.
Tendo como seus maiores defensores os partidos de esquerda, esse projeto mira no combate à disseminação de notícias falsas, mas atinge a ascensão de negros no debate público.
As redes sociais são hoje mecanismos de potencializar gente que por muito tempo ficou despercebida. O caso de Iran Ferreira, o Luva de Pedreiro, prova que a internet chega aos locais abandonados pela lupa social. No debate público não é diferente. As redes são uma ágora muito mais eficaz na inclusão de negros do que a política tradicional.
É curioso que os apologistas dessas limitações às redes proposta no PL das Fake News beberam na fonte de Manuel Castells, autor de A Sociedade em Rede. O sociólogo espanhol defende que as redes permitem a ascensão de agentes políticos externos aos esquemas dominantes de poder, sendo aliadas da democracia. Mas, agora que a direita também passou a usar as mesmas redes sociais, os argumentos de Castells não valem mais e as redes, no entender dos defensores do projeto, devem ser limitadas.
Outro ponto interessante é em relação ao chamado racismo estrutural. O progressismo aposta na tese de Sílvio Almeida de que haveria um “racismo estrutural” no Brasil, agindo nas relações sociais, políticas e econômicas, determinando a sujeição dos negros à posições subalternas, distantes do poder. Não concordo com a premissa de Almeida, mas busco alcançar soluções que favoreçam a inclusão dos negros nas instâncias decisórias. E as redes ajudam nesta inclusão com mais efetividade que a política tradicional, com sua concentração de poder e dinheiro nas mãos de gente pouco interessada em renovação.
Das redes brotaram nomes como Fernando Holiday. Nascido em uma das zonas mais pobres de São Paulo, despontou como liderança no impeachment de Dilma e foi o mais jovem vereador em São Paulo. Murilo Duarte, o “Favelado Investidor”, cresceu na periferia e dissemina conhecimento sobre finanças para os mais pobres, angariando milhões de seguidores. Eu também sou uma prova viva. Com 22 anos, negro e trabalhador, tornei-me um dos líderes do MBL. Conquistei isso graças ao meu trabalho em redes, não na militância partidária tradicional.
Saindo da direita, temos o socialista Thiago Torres, conhecido como “Chavoso da USP”, negro e estudante de Ciências Sociais. Através de seus milhares de seguidores, dissemina as ideias marxistas. Discordo de suas teses, mas é óbvio que ele tem mais sucesso que partidos comunistas tradicionais como PCO e PSTU.
Está claro que a nova política produz alternância de poder entre os polos dominantes, com viés de renovação e inclusão de sexo e cor. E as redes sociais têm um papel importante nesse processo. Por isso, a esquerda age em relação à PL das Fake News da mesma forma como que atua em outras pautas: alegando defender a democracia, a ataca ferozmente, lutando para limitar seu potencial.
Guto Zacarias é membro do Movimento Brasil Livre (MBL).
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Gkay surge sem um dente nas redes sociais: 'Meu dentista vai me matar' – Portal Uai

Gkay surge sem um dente nas redes sociais: ‘Meu dentista vai me matar’  Portal Uai
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Racismo no turismo pede quebra de paradigmas – 27/05/2022 – É Logo Ali – Folha – Folha

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No último dia 12 de maio, sete alpinistas norte-americanos chegaram ao pico do Everest. O que poderia parecer apenas mais uma vitória igual às dos poucos determinados que anualmente conseguem chegar ao ponto mais alto do planeta, representou uma vitória inédita: esse foi o primeiro grupo exclusivamente formado por pessoas negras a cumprir o desafio, depois de intensa campanha de crowdfunding e busca de patrocínios para o projeto Full Circle Everest.
O feito se mostra ainda maior quando se constata que, das cerca de 10 mil pessoas que conseguiram chegar ao cume desde 1953, apenas 10 haviam sido negras até então. Ou seja, esse pequeno grupo quase dobrou a conta, o que chama a atenção para um problema real: a falta de caminhantes, escaladores e trilheiros negros pelas rotas do planeta.
Não que seja difícil constatar essa realidade. Quem pratica a atividade há mais tempo sabe muito bem que, se mulheres são minoria, pessoas negras são raridade. Estatísticas não há, até porque a Embratur nunca incluiu a cor da pele na ficha que os turistas preenchem em estabelecimentos. Mas basta, como afirma o jornalista Guilherme Soares Dias, editor do blog Guia Negro, da Folha, “fazer o teste do pescoço”, e olhar ao redor para ver que a multidão de turistas é avassaladoramente branca.
“Infelizmente, as pessoas negras são atingidas pelo racismo estrutural não só sendo renegadas de espaços de apresentação, mas também sendo incutidas da ideia de que elas são as que sempre precisam trabalhar, que elas não têm direito ao lazer, viajar, fazer uma trilha”, afirma Dias. Ele lembra ainda o aspecto econômico, que faz com que, ao serem maioria entre os mais pobres, pessoas negras acabem não tendo muitas opções de turismo. “Mas mesmo entre aqueles poucos que estão entre os mais ricos, há uma questão psicológica, porque quando organizamos eventos voltados para eles, há um engajamento”.
Entre as exceções que batem de frente com a barreira psicológica e financeira, está Wallace Soares, turismólogo e curador de conteúdo do CIFS (Instituto Copenhague de Estudos de Futuros), que criou em 2015 o projeto Desbravando as Américas para percorrer, sozinho, o continente do Ushuaia até o Alasca.
“O projeto nasceu em 2014, numa das piores fases de minha vida”, conta Soares. “Estava desempregado, com muitas dívidas e sofrendo de uma grande desilusão amorosa. Resolvi que precisava viajar, conhecer o mundo, e durante uma semana fiquei trancado no quarto montando um roteiro de viagem por meio de aplicativos”.
O projeto parecia ambicioso ao morador da comunidade do Morro do Turano, no Rio de Janeiro, mas o planejamento foi cumprido à risca. “Montado o roteiro, estipulei cinco metas que incluíam conseguir um bom emprego, condicionamento físico, identificar os meios de transporte, hospedagem e documentos”, explica. “O momento de ruptura foi quando percebi que eu não precisava ser apenas mão de obra de turismo, mas que podia ser protagonista das viagens”. Em junho de 2015, botou a mochila às costas e seguiu para o sul do Brasil.
“Desde quando comecei a fazer trilhas percebi que havia um delay, era ostensiva a falta de presença negra nas viagens”, conta ele. “Na tevê não há nenhum apresentador de programa de viagens negro, o que faz com que a pessoa negra não tenha com quem se identificar”, afirma.
Com dinheiro contado, a intenção inicial era hospedar-se em surf coaching, que é o aluguel de espaços em casa de pessoas com estrutura mais simples e barata que os Air Bnb da vida. “Mas só consegui ficar em duas casas, uma em Santos (SP) e outra em Joinville (SC), e isso porque a dona do lugar era uma mulher negra”. Pedir informações nas ruas, então, é um problema: “Em Santiago, a mulher achou que eu ia assaltá-la”, conta Soares, indignado.
Casos de racismo explícito não faltam na sociedade —e no segmento de turismo não seria diferente. Em outubro de 2020, a Caminhada São Paulo Negra, city tour que conta a história de lugares e personagens negros da capital paulista, organizado pela Black Bird Viagens e idealizado por Dias, foi interceptada por um grupo de policiais militares que alegou ter sido informado de que o passeio seria, na verdade, uma manifestação do movimento negro, e que teriam que ser acompanhados. De nada adiantou explicar que era só um passeio turístico e até mostrar o CNPJ da agência. O tour foi seguido por dois PMs em suas motos.
A noção de que turismo é para poucos, avalia Soares, vem da época da revolução industrial, quando o empresário britânico Thomas Cook percebeu que as pessoas que estavam na cidade tinham anseio de conhecer outros lugares, que é uma necessidade do ser humano, está no nosso DNA. “Desde a pré-história, o ser humano se deslocava e era assim que a história se disseminava, mas quando todos ficaram presos às cidades, para a maioria havia o trabalho e uns poucos podiam se dar ao luxo de viajar por meses”, relata. “Foi aí que se cristalizou a ideia de que turismo era para poucos, um paradigma que precisa ser quebrado”.
Quem concorda com ele e trabalha para ajudar a quebrar esse paradigma é o jornalista Antonio Pita, cofundador do projeto Diáspora Black. Desde 2016, o grupo organiza caminhadas e viagens voltadas não só para pessoas negras, mas para a difusão da cultura, da história e da presença negra no país. “O turismo é um movimento de lazer, de diversão, mas o racismo não tira férias”, ressalta.
“O projeto Diáspora Black partiu da experiência, minha e de sócios como Carlos Humberto da Silva Filho, de situações que vivemos de discriminação e racismo em espaços turísticos”, conta Pita. “Havia barreiras, havia impedimentos para que serviços de qualidade nos atendessem como clientes e turistas, e entendemos que era importante levantar a discussão e educar e organizar os serviços dentro de um conceito de promoção da igualdade racial e diversidade”, acrescenta.
A Diáspora Black surgiu, então, com foco na promoção da história e do legado negros no Brasil, criando uma plataforma de compartilhamento não só de atividades como passeios e viagens, mas de hospedagem e parcerias.
“Ao todo, já levamos mais de quatro mil pessoas em nossas atividades, seja com passeios de poucas horas por cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, ou viagens mais longas por vários destinos turísticos, sempre com caminhadas guiadas para contar a história sob outra ótica, que conecte essas pessoas com a visão afro-brasileira, fazendo-as sentir-se pertencentes a esses espaços”, diz Pita.
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No total, segundo a pesquisa, 42% dos brasileiros confiam muito no voto eletrônico e 31% confiam um pouco
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Painel Discriminação: 77% das vítimas de injúria por preconceito na região são negras ou pardas – Folha dos Lagos

A Região dos Lagos registrou 59 ocorrências de injúria por preconceito no ano de 2021, segundo um estudo do Instituto de Segurança Pública (ISP), que resultou na primeira edição do Painel Discriminação, divulgado na ultima quarta-feira, dia 18. Das 66 vítimas destas ocorrências, 28 foram identificadas como negras e 23 como pardas, totalizando 77% dos casos. Entre as vítimas, 36 foram mulheres, o que equivale a 54% do total, sendo 28 delas mulheres negras e pardas, totalizando 42%.
O município de Cabo Frio foi o que mais registrou ocorrências de injúria por preconceito, com 20 casos (24 vítimas); seguido por Saquarema, com 14 casos (14 vítimas); Araruama, nove casos dez vítimas); Búzios, oito casos (nove vítimas); São Pedro da Aldeia, cinco casos (cinco vítimas); Arraial do Cabo, dois casos (duas vítimas); e Iguaba Grande, um caso (uma vítima). 
Em relação ao preconceito de raça e de cor, o município também teve 59 ocorrências no ano passado. Outro delito contabilizado pelo Painel Discriminação são as ocorrências de Ultraje de Culto e Impedimento ou Perturbação de Ato a ele Relativo. Ao todo, a região teve 66 casos registrados em delegacia desse tipo de crime no ano passado. 
A injúria por preconceito é o ato de discriminar um indivíduo em razão da raça, cor, etnia, religião ou origem. Já o preconceito de raça, cor, religião, etnia e procedência nacional tem por objetivo a inferiorização de todo um grupo étnico-racial e atinge a dignidade humana. A tipificação criminal de ultraje a culto é determinada pela ridicularização pública, impedimento ou perturbação de cerimônia religiosa.
Em todo o estado do Rio, foram contabilizados, apenas em 2021, 1.365 ocorrências de injúria por preconceito, sendo 1.036 vítimas negras. O relatório mostra dados estatísticos relacionados à discriminação contra indivíduos ou grupos em razão da sua etnia, raça, cor, classe social, sexualidade ou por intolerância religiosa. A pesquisa destaca também que 166 pessoas sofreram preconceito de raça, cor, religião, etnia e procedência nacional, e 33 casos por ultraje a culto. 
O levantamento mostra que 56% das vítimas por injúria de preconceito são mulheres negras, o que representa pelo menos uma vítima por dia durante todo o ano de 2021. Nos crimes de preconceito de raça, cor, religião, etnia e procedência nacional, das 77 vítimas negras, 26,5% também são mulheres. 
 
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Torcida do Ceará é alvo de discriminação no jogo com o Independiente – O Tempo

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A classificação do Ceará para as oitavas de final da Copa Sul-Americana, após vitória sobre o Independiente, foi marcada por um novo caso de racismo no futebol sul-americano. Durante a partida, torcedores argentinos foram vistos fazendo gestos racistas, como imitar um macaco, em direção à torcida cearense, no estádio de Avellaneda, em Buenos Aires.

“Vai ser preso, te vejo na cadeia”, afirmou um torcedor do Ceará no vídeo em que mostra o ato racista. “Tá sendo gravado”, completou. Em outro vídeo, a torcida cearense é hostilizada verbalmente pelos torcedores argentinos.

Segundo a Conmebol, “até amanhã deve ser aberto o expediente disciplinar para o caso do jogo Independiente 0 x 2 Ceará”. Após a abertura, o caso será julgado pela Unidade Disciplinar da entidade. Deve ser concedido um prazo de 7 dias ao clube e para o acusado para apresentarem suas defesas e argumentos. O prazo pode ser estendido caso o Ceará venha a solicitar uma audiência

Os casos de racismo se tornaram recorrentes na Sul-Americana e na Libertadores nesta temporada. Em jogo entre Corinthians e Boca Juniors, um torcedor argentino foi detido após cometer injúria racial contra corintianos na Neo Química Arena. Em outras rodadas, foram identificados outros casos de racismo em partidas envolvendo Palmeiras (diante do Emelec), Fortaleza (River Plate), Red Bull Bragantino (Estudiantes), Flamengo (Universidad Católica) e Fluminense (Olimpia e Millonarios).

Os torcedores racistas das equipes de Buenos Aires foram suspensos de ingressar em qualquer estádio da capital argentina. Leandro Ponzo, do Boca Juniors, não poderá assistir aos jogos presencialmente por quatro anos, enquanto Gustavo Sebastián Gómez, do River Plate, por dois.

No último mês, a Conmebol prometeu mudanças no regulamento de seus torneios, além se comprometer “a elaborar e implementar novos programas e ações que visem banir definitivamente este problema do futebol sul-americano”. No caso desta quarta-feira, os torcedores ainda não foram identificados.

O Ceará venceu o Independiente por 2 a 0, com gols de Rodrigo Lindoso e Mendonza, e garantiu sua vaga nas oitavas de final da Copa Sul-Americana pela primeira vez em sua história. Na edição deste ano, a equipe brasileira teve a melhor campanha geral, com 100% de aproveitamento nos seis jogos que disputou. (Estadão Conteúdo)
 
 
[#CopaSudamericana🏆] En el encuentro de ayer entre #Independiente🇦🇷 y #Ceará🇧🇷, un hincha del “Rojo” imitó a un mono ante la parcialidad visitante en un nuevo acto de racismo en las tribunas.

▶️Ya ha habido casos este año en las hinchadas de #River🇦🇷 y #Boca🇦🇷. #CAI pic.twitter.com/APBEYq1vSV
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Banca portuguesa dificulta abertura de conta a russos e bielorussos – Jornal de Negócios

Banca portuguesa dificulta abertura de conta a russos e bielorussos  Jornal de Negócios
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Família sofre racismo e tentativa de golpe ao tentar repatriar imigrante morto no Brasil – Agência Pública

Sem apoio do governo brasileiro e da Guiné-Bissau, familiares de Milton Sanca fazem campanha online para arrecadar valor para traslado do corpo
Sem apoio do governo brasileiro e da Guiné-Bissau, familiares de Milton Sanca fazem campanha online para arrecadar valor para traslado do corpo
O guineense Adilson Victor de Oliveira, 34 anos, é um homem impossibilitado de vivenciar o seu luto. Desde que seu irmão Milton Sanca, 39 anos, morreu vítima de um acidente vascular cerebral (AVC), em 25 de abril de 2022, em Fortaleza (CE), ele busca uma forma de levar o corpo do familiar de volta à Guiné-Bissau, país na África Ocidental, a fim de realizar os rituais fúnebres necessários de acordo com a crença da etnia brame ou macanha, da qual fazem parte. Contudo, os custos para isso são de aproximadamente R$ 40 mil — valor que a família não possui e que impede o “descanso” de Sanca.
Milton chegou ao Brasil em agosto de 2019. A intenção do guineense, com ofício de pedreiro, era seguir trabalhando por aqui a fim de ajudar a esposa e os quatro filhos, com idades entre 6 e 18 anos, que permaneceram na Guiné-Bissau. Seu sonho era estudar engenharia civil e ver a filha mais velha seguindo os passos do tio, Adilson, na Universidade Federal do Ceará (UFC). Contudo, seus planos de estudar foram adiados devido à pandemia, mas Milton conseguiu continuar trabalhando como pedreiro até o final de 2021. Em janeiro deste ano, o imigrante conquistou o seu primeiro trabalho de carteira assinada, como motorista de uma empresa em Fortaleza. Primogênito da família, ele também tinha a responsabilidade de cuidar dos pais e do irmão e teve forte participação na formação de Adilson.
“Meu irmão, a morte não é o fim. Eu sei que você tá aí. Você sempre me ajudou. Me ajuda a te levar de volta pra casa”, diz Adilson, olhando para o alto, em um hiato em meio a entrevista concedida à Agência Pública, na UFC, onde ele faz doutorado em história. E, então, explica: “Para a nossa etnia [brame ou macanha], o corpo do Milton não representa só o corpo de alguém falecido. Tem um significado. Enterrar a pessoa fora do país dela é muito difícil. Os filhos vão carregar isso até o último dia da vida deles. É um trauma muito grande. O que a gente quer é dar uma esperança para os filhos do Milton, de que o pai deles vai voltar”. 
Adilson conta que o rito é uma cerimônia feita pela família antes do funeral e que, caso não seja realizada, pode haver consequências físicas ou espirituais. “É importante que o corpo passe por todos os rituais para assim evitar futuras consequências para os filhos de Milton e para nossa família. Ao mesmo tempo, a família e amigos terão a oportunidade de se despedir do pai, irmão e amigo que ele foi e é”, afirma. 
Adilson explica que, segundo a crença brame ou macanha, se esses rituais não forem feitos corretamente, “alguém da família pode falecer ou toda a casa ser acometida por azares”. Devido a isso, desde o dia de sua morte, o corpo de Milton continua sendo preservado enquanto a família busca recursos para levá-lo para casa. O corpo passou mais de 20 dias no Hospital Geral de Fortaleza e agora aguarda o desfecho da história em uma funerária. 
Adilson e seu tio, Carlos Zacarias Joaquim Júnior, que também está no Brasil fazendo doutorado, iniciaram um financiamento coletivo por meio do Pix badilesanca100@gmail.com, em uma conta do NuBank em nome do Adilson, para arcar com os custos do traslado. Contudo, em meio à campanha, Carlos passou a receber mensagens racistas em seu WhatsApp. Por meio de um número de DDD 81, de Pernambuco, uma pessoa ainda não identificada o chamou de macaco e disse que os africanos não são bem-vindos no Brasil. “Que bom que aquele macaco morreu. Vocês estão infestando o nosso país e a nossa cidade. Saiam daqui!”, diz uma das mensagens. A pessoa afirmou ainda que os imigrantes estavam roubando o emprego dos brasileiros e transmitindo HIV às mulheres do país. 

“Eu fui fazer um BO [Boletim de Ocorrência] na Polícia Civil. Registraram como injúria racial. A gente sofre racismo toda hora. Acontece que a gente não divulga sempre. Mas desta vez resolvi falar, porque eu acredito que uma pessoa que manda uma mensagem dessa, em um momento como esse, tem coragem de matar alguém”, diz Carlos. “Eu fiquei com medo de um dia ser atacado. Isso mexe com a gente, sem dúvida. Mas eu preciso ser forte, porque agora preciso pensar nesta situação do Milton, no meu doutorado, em tudo o que está acontecendo na minha vida agora”, conclui. 
Além do racismo, a família de Sanca sofreu uma tentativa de golpe. Outro número, também de Pernambuco, tentou via WhatsApp se passar por doador do recurso para o traslado, mas, segundo o farsante, Adilson e Carlos teriam de pagar um montante de mais de R$ 3 mil a uma agência que se dizia representante da companhia portuguesa TAP. Contudo, o irmão e o tio Milton desconfiaram e, após terem analisado a proposta e feito contatos com a TAP, descobriram se tratar mesmo de uma tentativa de golpe. A família registrou um BO.
Ana Eugênia, do Movimento Quilombola do Estado do Ceará, que tem prestado auxílio aos familiares de Milton, diz que são evidentes, em todo esse processo vivenciado pela família, o racismo e a xenofobia. “A gente precisa cobrar do Estado uma resposta. A pessoa que fez isso precisa ser punida. É muito violento. A pessoa não tem um pingo de responsabilidade em respeitar a dor da outra pessoa”, disse Ana. 
Sobre ambas as situações, a Polícia Civil do Estado do Ceará informou à reportagem que os casos de tentativa de estelionato e injúria racial foram registrados e seguem em investigação. “Detalhes do trabalho policial serão divulgados em momento oportuno para não comprometer as investigações em andamento.”
Através da Associação dos Estudantes da Guiné-Bissau no Ceará, Adilson e Carlos solicitaram o apoio para o traslado do corpo de Milton à embaixada guineense no Brasil. Contudo, não receberam a ajuda financeira que esperavam. “A embaixada nunca esteve com a gente, é como se ela nem existisse”, desabafa Adilson. 
Em nota, a embaixada da Guiné-Bissau no Brasil informou “que não possui condições financeiras e não está dotada para os fins supra solicitados”. O órgão disse ainda que a sua atuação em relação ao traslado para a Guiné-Bissau dos restos mortais dos cidadãos guineenses falecidos no Brasil se estende apenas à cooperação de colaboração na emissão de documentos, intermediação entre órgãos alfandegários e as instituições funerárias, bem como ao contato com o Ministério de Relações Exteriores (MRE) do Brasil, caso necessário. 
O governo da Guiné-Bissau publicou uma nota em que afirma que “Milton Sanca, casado, pai de 4 filhos, era um emigrante exemplar, que contribuía com os recursos ganhos no país de acolhimento [no caso, o Brasil], através de remessas para sustentar a família em Bissau. Contudo, o governo enfatiza que não consta nas diretrizes da Secretaria de Estado das Comunidades a trasladação de restos mortais dos emigrantes falecidos na diáspora”. 
Adilson tentou recorrer também ao Itamaraty, contudo o órgão informou que não é atribuição do MRE prestar assistência a estrangeiros em solo nacional. João Chaves, defensor público federal com atuação na área migratória, explicou que de fato não existe nenhuma previsão de direito em favor da pessoa que faleceu ou da sua família. “O Brasil tem a obrigação de promover uma estrutura funerária digna e serviços funerários que preservem a dignidade da pessoa falecida e de sua família. O que envolve sepultura individual em cemitério, com identificação, direito a cerimônia fúnebre etc.”, informa Chaves. O defensor explica que esse tipo de repatriação não tem previsão internacional. “É uma situação muito delicada. O que se pode dizer é que os Estados não podem impedir a saída de corpos quando há o interesse da família nisso. Acaba sendo uma situação muito triste. E a solução depende bastante da organização da própria comunidade.”
Para Ana Eugênia é necessário humanizar as estruturas de governo. “Olhando para os dois países [Guiné-Bissau e Brasil], eu fico observando como se cria uma estrutura para dificultar as coisas. Tudo poderia ser mais fácil. A família não precisaria passar por tudo isso. O Milton trabalhou de 2019, quando chegou aqui, até praticamente o dia de sua morte. Ele pagou aluguel, comeu, bebeu. Ele contribuiu tanto com o Brasil quanto com Guiné, a partir do momento que ele envia o seu dinheiro pra lá. Então, eu me pergunto: por que a solidariedade encontra tanta dificuldade em penetrar essas estruturas?.”
Neste momento, a campanha online de arrecadação para o traslado do corpo atingiu 50% da meta. A família disse à reportagem não ter ainda um plano B caso a meta não seja alcançada. Para eles, enterrar o irmão no Brasil fere os rituais sagrados. 
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