Justiça bloqueia R$ 2,4 milhões de médico indiciado por racismo – R7

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Brasília | Hellen Leite, do R7, em Brasília
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A Justiça de Goiás bloqueou R$ 2,4 milhões em bens do médico Márcio Antônio Souza Júnior, indiciado por racismo após filmar um funcionário negro acorrentado e algemado. O caso aconteceu na Cidade de Goiás, em fevereiro deste ano. A medida atende a um pedido do Ministério Público, que pretende usar o valor para pagamento de “possíveis indenizações visando à aplicação em políticas públicas antirracismo.”
Em março, o médico foi indiciado pela Polícia Civil, que concluiu que o profissional da saúde “incitou o preconceito através da discriminação de raça, etnia ou cor”. No vídeo, que acabou viralizado nas redes sociais, é possível ver que o homem negro está acorrentado pelos pés e mãos. Em tom de deboche, o médico afirma: “Falei para estudar, mas ele não quer. Então vai ficar na minha senzala. Tenta fugir, pode ir embora”.
Leia também: Senado endurece pena para injúria racial no esporte e humor
Após o caso ficar conhecido, o vídeo foi apagado, e o médico gravou uma mensagem em que disse estar “envergonhado” pelo que considerou uma “brincadeira”. “Fui pego de surpresa com a repercussão de algo que eu achava que era só uma brincadeira. Uma brincadeira que hoje eu entendo que é sem graça, idiota, irresponsável e muito infeliz. Que nunca, jamais deveria ser feita”, diz em vídeo. 
A diferença entre os crimes de injúria racial e racismo é sutil. O primeiro é direcionado a uma coletividade e não tem alvo específico, enquanto o segundo, basicamente, é direcionado a um alvo específico com o objetivo de diminuir a pessoa em razão de sua raça ou cor. Atualmente, as penas previstas para quem comete o crime podem chegar a até 5 anos de reclusão.
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Roda Viva: Já em 1996, Gil falava sobre racismo e os limites da liberdade de expressão – TV Cultura

Custeada por dotações orçamentárias legalmente estabelecidas e recursos próprios obtidos junto à iniciativa privada, a Fundação Padre Anchieta mantém uma emissora de televisão de sinal aberto, a TV Cultura; uma emissora de TV a cabo por assinatura, a TV Rá-Tim-Bum; e duas emissoras de rádio: a Cultura AM e a Cultura FM.
Rua Cenno Sbrighi, 378 – Caixa Postal 66.028 CEP 05036-900
São Paulo/SP – Tel: (11) 2182.3000
Cantor e compositor comentou a proibição de uma música de Tiririca, que continha ofensas racistas
Na última segunda-feira (24), Gilberto Gil esteve no centro do Roda Viva pela quinta vez. Numa das entrevistas anteriores, em 1996, o cantor e compositor falou sobre racismo e liberdade de expressão, dois temas muito debatidos nos dias atuais.
Na edição em questão, o jornalista Tarik de Souza questionou Gil sobre a proibição da música ‘Veja os cabelos dela’, do comediante Tiririca, após a pressão de entidades do movimento negro. A canção era acusada de conter ofensas racistas em relação à mulher negra.
Acho interessante que já haja condições no país de que essa facilidade no discurso pejorativo, da chacota com o negro, seja combatida (…) Acho importante porque até bem pouco tempo atrás, além de poder chicotear, matar, discriminar… era ainda tranquilo que você pudesse ter o discurso da rejeição, da secundarização do negro em termos de dignidade humana”, opinou.
Leia Também: Roda Viva: Há 35 anos, Gilberto Gil era questionado sobre sua sexualidade
Confira o trecho:


Na ocasião, ainda sobre a proibição da canção, Gil tocou em um ponto que causa muitas discussões atualmente: o que é liberdade de expressão e quais são os seus limites. “Tem seu sentido importante essa coisa de dizer olha, tudo bem, há liberdade de expressão, o discurso, mas vejam bem, não caiam nessa facilidade, nesse vício do pelourinho”, disse.
“Ao mesmo tempo, há que se levantar a questão da liberdade de expressão. Da mesma maneira que não se censurou e não se condenou o Gabriel Pensador quando ele chamou a loira de burra (se referindo à música ‘Lôrabúrra’) (…) Mas eu achei exemplar o episódio, para ensinar aos dois lados”, completou.


Assista ao último Roda Viva com Gilberto Gil:
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Lincoln Portela é eleito vice-presidente da Câmara após destituição de Marcelo Ramos

Polícia investigará origem das armas do trafico apreendidas na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro

Em entrevista, Moro confirma que é pré-candidato ao Senado por São Paulo
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Faculdade de Medicina condenada no Japão por discriminação de gênero – SAPO Brasil

A Universidade Juntendo, em Tóquio, afirmou em 2018 que a iniciativa pretendia “reduzir a diferença com os estudantes do sexo masculino”, porque, segundo a instituição, as estudantes do sexo feminino têm capacidades de comunicação superiores e, em consequência, uma vantagem nas entrevistas em relação aos homens.
De acordo com um porta-voz do tribunal, a universidade terá que indenizar as 13 demandantes. A imprensa local afirma que a instituição terá que pagar no total 8 milhões de ienes (62.000 dólares).
O governo japonês abriu uma investigação há quatro anos, depois que outra instituição, a Universidade de Medicina de Tóquio, admitiu que alterou as notas das candidatas de sexo feminino, atribuindo uma pontuação menor que a correspondente, para que a proporção de alunas continuasse por volta de 30%.
De acordo com a imprensa japonesa, o comitê de seleção alegou que tomava a iniciativa por considerar que muitas mulheres que se formavam médicas abandonavam o trabalho posteriormente para casar e ter filhos.
O ministério da Educação explicou na ocasião que revisou de maneira detalhada os concursos de admissão de 81 universidades públicas e particulares e encontrou procedimentos condenáveis em 10 delas.
Vários procedimentos judiciais foram iniciados após a publicação do relatório do ministério.
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Os militares voltaram de vez para o jogo da política – VEJA

As Forças Armadas são as grandes vencedoras do governo Bolsonaro. Se o presidente for reeleito, os militares vão dividir o poder com o Centrão como fizeram nos últimos quatro anos, segurando mais de 6 mil cargos em comissão, ingerências nas estatais e vantagens salariais. É ilusão, no entanto, supor que eles perderão tanto assim se Lula da Silva tomar posse.
O desafio de Lula nos próximos meses é comparável ao de Getúlio Vargas, o ditador que retornou ao poder com 48% dos votos nas eleições de 1950 depois de ser deposto pelos generais, e de Tancredo Neves, o candidato que montou a mais ampla aliança política da história para encerrar a ditadura militar em 1985. Mas há um terceiro presidente que pode servir de exemplo ao Lula de 2022, Juscelino Kubitschek.
Vitorioso nas eleições de 1958 com 36% dos votos contra 30% do general Juarez Távora e 26% do governador Ademar de Barros (não havia segundo turno à época), Kubitschek teve a vitória questionada. O líder da oposição Carlos Lacerda defendeu um golpe militar para impedir a posse: “Àqueles que têm nas mãos a força de capaz de decidir a questão. Basta que ouçam a voz do seu patriotismo, e não a dos que falam em legalidade para entregar o Brasil a contraventores e criminosos do pior dos crimes, que é o de enganar o povo com o dinheiro que lhe roubam”. A conspiração tinha o apoio do presidente interino Carlos Luz e só não foi à frente porque o general Henrique Lott fez um golpe preventivo, derrubou o presidente e garantiu a posse de JK.
Lula não tem um general Lott. Seus contatos militares estão na reserva. Seus interlocutores nas casernas, os ex-ministros da Defesa Nelson Jobim e Jaques Wagner, lhe trazem relatos edulcorados sobre o clima nos quartéis. Os relatos são de que as ameaças golpistas são de uma minoria e que os militares nomeados para cargos civis apenas cumpriam uma missão.
O simples fato de Lula ter a cautela de ter enviados aos quartéis, no entanto, é a prova da vitória das Forças Armadas. No curto prazo, ter as benesses de um governo Bolsonaro é bom, mas no longo prazo o importante para as FFAA é voltar a ter um papel na política. Este protagonismo, o governo Bolsonaro devolveu às FFAA.
Na segunda-feira (23/05), o Instituto General Villas-Bôas lançou o “Projeto de Nação, o Brasil em 2035” (a íntegra pode ser lida aqui). O projeto, coordenado pelo general Luiz Eduardo Rocha Paiva, ex-presidente da ONG Ternuma (Terrorismo Nunca Mais), do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI, departamento de repressão política durante a ditadura militar, é uma coleção de platitudes, xenofobia, premissas erradas e conclusões inconsequentes. Defende o fim da gratuidade do sistema único de saúde, a intervenção política nas universidades e ataques aos direitos das minorias. O Brasil de 2035 do projeto dos militares é pior que o de 2022.
O fato, porém, de os generais da reserva estarem colocando as suas ideias em livro comprova que eles voltaram a ter protagonismo.
De 1989 até 2016, os generais só eram lembrados pelos presidentes e governadores para tocar as operações de intervenção nos Estados, as GLOs, resolvendo problemas imediatos de segurança. Depois do histórico tuíte do ex-comandante general Eduardo Villas-Bôas admoestando o STF a prender Lula da Silva em 2018, as coisas mudaram. O próprio Villas-Bôas foi ouvido por todos os candidatos a presidente (inclusive Fernando Haddad), o Ministério da Defesa deixou de ser prerrogativa de um civil, os Ministérios das Relações Exteriores e Meio Ambiente passaram a se consultar com generais e almirantes e o próprio TSE chamou militares para opinar sobre o processo eleitoral. O documento do Instituto General Villas-Bôas inspirou a Câmara dos Deputados a retomar uma pauta de cobrança de mensalidades nas universidades públicas, uma das ideias defendidas pelos militares. Os militares voltaram a ter um papel político ativo e não vão sair do jogo. Com ou sem Bolsonaro.
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Futebol mostra que decisão do STF sobre injúria racial ainda 'não pegou' – Folha

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Dois episódios recentes em estádios de futebol do Brasil mostram que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de equiparar a injúria racial ao racismo ainda “não pegou” nas delegacias do país.
Em um deles, no dia 26 de abril, um torcedor do Boca Juniors foi detido na Neo Química Arena sob a acusação de ofender corintianos imitando um macaco. Na manhã seguinte, ele pagou fiança e foi solto.
No outro, o jogador Rafael Ramos, do Corinthians, foi acusado de usar a palavra “macaco” para ofender Edenilson, do Internacional, em partida no sábado (14), no Beira-Rio. Detido, também foi solto após pagamento de fiança.
Os dois negam a ofensa de cunho racial e responderão a eventual processo em liberdade.
Ocorre que o STF, no julgamento encerrado em outubro passado, resolveu que um caso de injúria racial (ofender uma pessoa usando elementos referentes a raça ou cor, por exemplo), assim como os de racismo (discriminar um grupo ou coletividade por causa de raça ou cor, por exemplo), deve ser considerado inafiançável e imprescritível.
Ou seja, pelo menos na teoria, o autor do crime de injúria racial não deveria ser solto mediante fiança para responder ao processo em liberdade, e seu crime jamais deixaria de ser passível de punição (não prescreve).
Na prática, contudo, esses dois exemplos mostram que a teoria é outra. Como o julgamento no Supremo ocorreu em uma ação individual que não tem efeito vinculante –isto é, não torna obrigatório que se siga o mesmo entendimento—, há espaço para interpretações divergentes, embora a corte tenha dado um sinal claro de sua compreensão sobre o tema.

“Infelizmente, essas interpretações nada mais são do que mais uma das facetas perversas do racismo”, afirma o advogado Robson de Oliveira, ex-presidente da Comissão Permanente de Igualdade Racial da OAB/SP.
“Negar a vigência ao que decidiu a nossa mais alta corte é um modo de banalizar a conduta, minimizar seus efeitos nefastos e, de algum modo, garantir aos agentes uma sensação de impunidade diante da prática de tais crimes”, afirma.
Respeitar a decisão do STF, é bom que se diga, não significa necessariamente ter mantidos presos o torcedor do Boca e o jogador do Corinthians.
O advogado Davi Tangerino, professor de direito penal da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), lembra que, depois da Constituição de 1988, algumas reformas transformaram a prisão preventiva quase em exceção. Em seu lugar, a Justiça pode aplicar medidas como uso de tornozeleira, entrega de passaporte ou dever de se apresentar periodicamente às autoridades.
“Em 1988, quando havia pouca alternativa à prisão, ser inafiançável significava muito provavelmente continuar preso”, diz Tangerino. “Hoje, um crime ser inafiançável já não significa grande probabilidade de responder preso, porque, embora não caiba a fiança, existem todas essas outras medidas.”
Assim, nos dois exemplos do futebol, a linha mais adequada de ação teria sido enviar os suspeitos para uma audiência de custódia, onde o Ministério Público se pronunciaria e a Justiça decidiria sobre decretar prisão preventiva ou determinar alguma medida diversa da prisão.
Só o que não deveria ocorrer, à luz da decisão do STF, era soltar mediante fiança –embora não seja ilegal fazê-lo.
Ou, nas palavras de Karen Luise Vilanova Batista de Souza, juíza em Porto Alegre, sem se referir aos casos em particular: “O que não pode é a pessoa praticar um fato gravíssimo e entrar por uma porta e sair pela outra da delegacia, como se nada houvesse acontecido”.
“Me parece que, enquanto não for convertida em lei a decisão do STF, a fiança será a regra, exatamente porque existe uma dificuldade muito grande em nosso país em reconhecer o racismo e puni-lo de forma adequada”, diz Souza.

Na última quarta (18), o Senado aprovou um projeto de lei que faz exatamente isso e vai além, ao criar punições específicas para crimes de injúria racial cometidos em locais com a presença de público, como estádios de futebol. A proposta ainda precisa ser aprovada pela pela Câmara dos Deputados antes de ir à sanção do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Para Souza, seria possível avançar mais, proibindo que seja celebrado acordo de não persecução penal nos crimes de racismo, assim como ocorre nos casos de violência doméstica. Nessas situações, o Ministério Público tem que apresentar denúncia.
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O advogado Tiago Rocha também cita o projeto no Congresso como uma iniciativa que ajudará a coibir o racismo, até porque que a pena para os crimes de injúria racial passará a ser de 2 a 5 anos de reclusão (atualmente é de 1 a 3 anos).
De acordo com ele, tanto a decisão do STF quanto a aprovação do projeto de lei fazem sentido porque o delito de injúria racial compreende a prática do racismo prevista na Constituição.
“Sob a perspectiva histórica e social, a decisão do STF se estabelece no rol de medidas mitigadoras e paliativas numa sociedade marcada há séculos pelo tolhimento dos direitos da população negra”, afirma Rocha.
O advogado Lenio Streck discorda dessa visão. Em artigo na Folha, ele argumentou que não se pode, por interpretação judicial, equiparar dois crimes diferentes: “Enquanto o racismo se dá dentro de um contexto mais abrangente, a injúria racial é direcionada ao indivíduo injuriado”, escreveu.
CONSTITUIÇÃO
Artigo 5º, inciso XLII – a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei
LEI 7.716, de 1989
Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. A lei não trata de ofensas.
CÓDIGO PENAL
Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:
Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.
(…)
§ 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência:
Pena – reclusão de um a três anos e multa.
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Miguel Ramalho: Gestos de solidariedade em tempos de promoção da guerra e da xenofobia – Rádio Pax

Escrevemos esta crónica num dia marcado pela rendição em Azovstal dos militares ucranianos, dos neonazis do batalhão AZOV e, mais tarde saberemos, se também de alguns militares de países ocidentais… dê no que der a continuação deste episódio, o que parece consensual é que esta guerra está para durar. Quem está a ganhar, pelo menos por agora, nem russos nem ucranianos, a não ser que embarquemos alegremente no que as centrais de informação ocidentais desde o início, na ausência de contraditório, nos têm vendido.
Certo certo é que, segundo dados não contestados, o complexo industrial militar dos Estados Unidos da América ultrapassará pela primeira vez os 300 mil milhões de dólares, 60% do mercado mundial. Os lucros das empresas petrolíferas triplicam e o gás norte-americano conquista os mercados da União Europeia. Em suma, a invasão criminosa é Russa mas enquanto dura, e os estímulos para continuar por longo tempo são muitos, os lucros são dos Estados Unidos da América.
Por cá, dos episódios contra a Câmara de Setúbal tendo como pano de fundo a guerra contra o PCP, a propósito do atendimento feito por um casal russo nos serviços do Município, fica-nos o testemunho de uma imigrante ucraniana na Assembleia Municipal extraordinária realizada em Setúbal a 10 de maio: ‘estou aqui para exprimir a minha indignação, estão a denegrir a imagem de umas pessoas sem provas. Chamar de espião é muito grave e tendo em conta que este casal tem 2 filhos que estudam na escola, alguém pensou naquilo que estão a sofrer estes 2 meninos adolescentes, o bullying, alguém pensou nisso? Ou era necessário alguém vender uma notícia má que se vende melhor?’ Estas afirmações feitas com o sotaque de uma imigrante ucraniana com 20 anos de Portugal são muito mais convincentes do que ditas por qualquer de nós. São gestos como este, num mundo marcado por uma crise profunda de valores, que nos fazem continuar a acreditar na humanidade.
Miguel Ramalho
Coordenador da União de freguesias de Santiago Maior e S. João Batista

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“Continua a faltar a discriminação positiva à UMa”, clama Valter Correia – JM Madeira

Numa intervenção política, Valter Correia levou ao plenário a temática em redor do financiamento às universidades das regiões autónomas.

O deputado do PSD releva que “volta a não estar no Orçamento de Estado, a discriminação positiva das universidades da Madeira e dos Açores”.
Valter Correia diz que foi a própria ministra, Elvira Fortunato, reconheceu “insuficiências no atual modelo de financiamento”, que, conforme as suas palavras “está ultrapassado”.
Diz que esta ausência de repete-se depois de 2019, 2020 e 2021 e volta a não estar consagrada a revisão esta matéria em 2022.
“Enquanto assistimos a toda esta incompetência e inação, o aumento da taxa de inflação, associado aos sobrecustos da insularidade, a ministra remete-se ao silencia”.
É notória a falta de empenho do governo de António Costa “em resolver esta questão”, associando ainda a “falta de sensibilidade”.
Falou em “destrato” às regiões autónomas. “Está à vista de todos uma estratégia do governo da república para impedir no imediato a majoração do financiamento às universidades da Madeira e doas Açores”, conforme exaltou
“Falta de empenho em estabelecer um modelo justo”, afetando a sua “capacidade formativa”, foi outra das notas deixadas por Valter Correia.
“Será que a intenção e António Costa é perpetuar medidas arbitrárias do passado”, consoante registou, lembrando que, entretanto, foi anunciado um regime de exceção para os Açores mas “após ter mudado de liderança governativa, acabou por não se concretizar o reforço dessa majoração”, também nos Açores.
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Gueye vai ter de explicar recusa em jogar com camisola arco-íris – A Bola

O Conselho Nacional de Ética (CNE) da Federação Francesa de Futebol (FFF) enviou carta a Idrissa Gueye a pedir explicações sobre o sucedido frente ao Montpellier, no sábado.
 
Alegadamente, o jogador do PSG recusou-se a vestir a camisola usada pelo campeão francês – com as cores do arco-íris -, em dia de luta contra a homofobia.
 
PSG’s Idrissa Gueye has been asked by the French football federation why he sat out a game in which players wore jerseys with rainbow-colored numbers to denounce homophobia.

Full story: https://t.co/3ZNi0pc1V1 pic.twitter.com/A2KhIqMmGc

 
«Se se tratam de rumores infundados, acabe com eles. Por exemplo, convidamo-lo a acompanhar a sua mensagem com uma foto sua com a camisola em questão. Ou os rumores são verdadeiros. Aí, pedimos que esteja ciente do alcance da sua ação e do erro gravíssimo que cometeu»: esta será, segundo o L’Équipe, parte do texto do CNE.

Aquele órgão da FFF assume a «luta contra a discriminação», o que terá sido desrespeitado pelo atleta nascido no Senegal, onde ser homossexual é punível com um a cinco anos de prisão.

Macky Sall, presidente daquele país africano, apoiou Gueye, dizendo que «as suas convicções religiosas devem ser respeitadas».
 
Kouayté e Sarr, seus companheiros de seleção, também estão solidários com o médio; Crystal Palace e Watford, clubes aos quais estão vinculados, condenam qualquer tipo de discriminação. No caso do segundo, que tem um presidente honorário gay – o músico Elton John -, alguns adeptos pediram o despedimento do jogador.
 

 
a oficial. nao devemos condenar a descriminaçao e logo a seguir fazer o contrario.descriminando o direito do jogador fazer a sua escolha.
As pessoas normais têm que começar a pensar em colocar estes mariconsos no seu devido lugar. Já andam a ameçar até jogadores que nunca fizeram nada de errado e que simplesmente não querem ser defensores dos cagga para dentro.
Uma coisa é criminalizar/descriminar pessoas pela sua etnia/religião/tendência sexual, outra coisa é integrar esses lobbys, ou obrigar alguém a mostrar publicamente esse apoio na sua atividade profissional, usando símbolos no equipamento ou gestos impostos (dobrar o joelho antes do início dos jogos)
Começa a ser nojenta a hipocrisia reinante. Se não me identifico com uma causa serei ainda assim obrigado a promovê-la? E a liberdade individual, onde fica? Agora todos temos de ser adeptos da homossexualidade? Tolerância é uma coisa. Impor uma ideologia é outra bem diferente!
Falamos tanto em liberdade de escolha (Livre Arbítrio) mas no entanto temos que escolher o que algumas instituições querem! É tipo uma ditadura mas disfarçada “bons valores morais”. Gueye fez a sua escolha e é preciso respeitá-la

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PLURAL: racismo estrutural – Diário

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A coluna Plural deste final de semana traz textos de Marcio Felipe Medeiros e Suelen Aires Gonçalves sobre o tema Sociedade e Comportamento. Os textos da Plural são publicados diariamente na edição impressa do Diário de Santa Maria. A Plural conta com 24 colunistas.
Marcio Felipe Medeiros
Sociólogo e professor universitário
Quando falamos de “racismo estrutural”, o qual é brilhantemente retratado na obra homônima de Silvio de Almeida, estamos falando de um conjunto de dispositivos sociais, cuja raiz está assentada em processos históricos, mas que por inúmeras razões é reproduzida na sociedade. A dimensão estrutural, mais do que pensar em uma estaticidade do racismo, está relacionada à forma abrangente e de difícil combate que o racismo ocupa por estar em tantos lugares ao mesmo tempo. O racismo está presente na linguagem, na cultura, nas instituições, na educação, na segregação social, na desigualdade, no acesso a bens e serviços, enfim, está entranhado na sociedade.
Dentre os lugares mais complexos que está o racismo, um é a dimensão intersubjetiva, relacionada ao imaginário pessoal, ou como diria Frantz Fanon, o racismo está também no inconsciente. Como vivemos em uma cultura com inúmeros traços racistas, é comum muitas pessoas reproduzirem comportamentos racistas. Aqui entra uma dimensão de difícil compreensão, para ser racista um indivíduo não precisa querer voluntariamente ser, basta este reproduzir comportamentos dessa natureza. Portanto, uma pessoa pode ser racista sem ter a intenção de ser ou mesmo ter a compreensão que é.
Quando falamos de crítica a comportamentos com lastro histórico, é bastante comum aparecer a crítica ao “politicamente correto” ou tratar como “mimimi”. Não raro, as pessoas que assumem esse discurso o utilizam para justificar suas práticas discriminatórias, enraizadas em sua criação, e que acreditam ser meras “brincadeiras”. Emerge, deste grupo, questões como: se era permitido brincar com a condição de uma pessoa e isso trazia risadas no passado, qual o motivo de hoje isso não ser mais legítimo?
Aqui entra uma dimensão, sinônimo da modernidade que estamos experienciando. Hoje, aqueles que eram excluídos (justamente a população negra) encontram a possibilidade de falar e serem escutados, através das redes sociais e do ativismo. O protagonismo político negro, sem “atravessadores” brancos, questiona e busca desconstruir o racismo ainda tão vivo e presente na sociedade brasileira e que se manifestava, dentre outros universos, na “brincadeira”.
As dificuldades ainda são inúmeras, vide a triste situação ocorrida recentemente na UFSM, na qual uma aluna posta um stories racista. Ao ver a repercussão do ocorrido, foi possível verificar nos comentários vários discursos extremamente enviesados que reforçam a urgência de se discutir o racismo. Parte do discurso, minimizava a fala da aluna, enquanto outros, de modo criminoso, propagavam palavras de ódio e “complementavam” a postagem. Resta sempre a esperança, de que em algum momento da história, debater sobre a diferenciação humana baseada na melanina não faça sentido, fruto de um passado remoto de práticas e discursos abandonados.
Leia o texto de Suelen Aires Gonçalves
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