Reduzir a desigualdade social envolve diversidade – A Gazeta ES

A desigualdade social historicamente assombra nosso país e, para alterar essa realidade, a diversidade exerce um papel fundamental. Acredito que sem a inclusão não há como almejar a equidade, sobretudo de grupos minorizados, que são as pessoas que mais sofrem com a falta de acesso ao trabalho e emprego, saúde, educação, sendo privadas de direitos fundamentais, previstos em nossa Constituição.
O Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e Desenvolvimento, celebrado em 21 de maio, é um convite para essa reflexão, que deve ser constante, pois é impossível vislumbrar o desenvolvimento econômico, social de uma nação sem valorizarmos as diferenças culturais e sem contemplarmos políticas que promovam a equidade racial, de gênero, das pessoas LGBTI+ e da pessoa com deficiência. Como afirmava o filósofo Aristóteles, “a pior forma de desigualdade é tentar fazer duas coisas diferentes iguais”.
Observamos que a crise, ainda em curso, provocada pela Covid-19 impactou e aprofundou as diferenças. O relatório de Desigualdade Econômica de Gênero do Fórum Econômico Mundial, divulgado em 2021, apontou uma projeção de mais de 135 anos para alcançarmos a equidade de gênero no mundo. A última previsão era de 99,5 anos. O combate ao racismo também já figurou entre as discussões do Fórum, assim como a promoção da diversidade que precisa avançar.
Nesse contexto, sabemos a responsabilidade das organizações e empresas na promoção da diversidade e, na Samarco, reconhecemos que temos um longo caminho a percorrer para efetivar uma transformação cultural e cooperar com a sociedade.
Entendemos que pautar essas discussões em nossa empresa contribuem para identificarmos tanto as demandas internas quanto externas. A partir disso, será possível a construção de ações cada vez mais efetivas de promoção à equidade. Queremos mostrar diariamente a importância da diversidade e o quanto ela é fundamental para nossa evolução. Esse debate deve ser amplo e fazer parte do nosso cotidiano. O enfrentamento a qualquer tipo de discriminação é um dever de todos. Esse é o nosso posicionamento e por isso buscamos mecanismos para fortalecer esse propósito, promovendo um ambiente em que todos (as) se sintam seguros (as) para ser quem são.
Temos um compromisso com o respeito a todos e todas e sabemos da proporção desse nosso posicionamento para nossos empregados e empregadas. Esses princípios e valores devem ser compartilhados e projetados para as famílias e sociedade como um todo.
Em janeiro deste ano, demos um passo importante e lançamos o Programa de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I). A princípio, nossas políticas estão direcionadas a atender as questões de gênero, raça, LGBTI+ e pessoa com deficiência, baseadas em nosso Código de Conduta que não tolera nenhuma forma de discriminação. Formamos grupos específicos para tratar de cada temática e contamos com o engajamento de cerca de 200 pessoas, entre empregados (as), contratados (as), trainees e estagiários (as) que compõem os grupos de diversidade de forma voluntária.
Temos objetivos e metas claras e definidas que farão parte da nossa gestão para melhorar os nossos índices de diversidade. As metas são definidas pelo conselho de administração e desdobradas por todos os diretores executivos. Trabalhamos ativamente na construção de um plano de ação coletivo para subsidiar a nossa atuação que, com foco no respeito, buscará fomentar o desenvolvimento profissional, ampliando as oportunidades de acesso a nossa empresa. É um movimento que precisa ser relevante não somente para o ambiente empresarial, mas deve causar impacto social e transcender para as comunidades que nos recebem e para a sociedade.
Sabemos que fazer uma mineração diferente, mais segura e sustentável, está diretamente ligado à promoção de um ambiente diverso, inclusivo e equânime. Também sabemos que esse não é um caminho fácil e que envolve coragem, mas é o caminho que escolhemos seguir, compartilhando valor com a sociedade, aprendendo e evoluindo diariamente, em busca de uma sociedade mais justa.
Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.
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