Projeto "Conhecer para Aquilombar" da UEL traz debates sobre racismo com lideranças populares – Bonde. O seu Portal de Notícias do Paraná

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O projeto de ensino e extensão “Aquilombando a Universidade: fluxos de educação e resistências entre Brasil, Angola e Moçambique”, do Departamento de Serviço Social (CESA), está com inscrições abertas para o “II Curso Introdutório Conhecer para Aquilombar: planejamentos de projetos, práticas antirracistas e defesa dos direitos humanos”. As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de maio, na página de Eventos do site da UEL. Os encontros serão nos dias 2 e 9 de junho, em duas quintas-feiras, das 14h às 17h. O local exato do evento será definido pela organização.

A segunda edição do projeto Conhecer para Aquilombar traz discussões a respeito do conceito de “aquilombamento”, trazido à luz por teóricos como Clóvis Moura, Abdias do Nascimento e Beatriz Nascimento. Eles se dedicaram a estudar o processo de escravidão do povo negro no Brasil, identificando na figura do quilombo (e do “aquilombamento”) um processo contínuo de resistência e fissura do sistema escravista colonial.

O projeto, nesta edição, convida lideranças populares e comunitárias, profissionais técnicos, educadores e profissionais da rede socioassistencial para o curso, focado na produção de projetos e iniciativas antirracistas e que visem à promoção dos direitos humanos, de acordo com a professora Andrea Pires Rocha, do Departamento de Serviço Social.

Formação teórico-prática
Em sua primeira edição, o curso abordou as categorias “aquilombamento”, de Moura, e “quilombismo”, de Abdias do Nascimento, além de tratar, de forma introdutória, de questões envolvendo racismo na sociedade brasileira. “Na primeira edição, focamos na formação de estudantes para entrarem no projeto. Agora, o intuito é promover projetos e atividades práticas”, definiu Andrea.

As aulas serão ministradas por Andrea e por estudantes participantes do projeto. No primeiro encontro, no dia 2, o grupo deve discutir aspectos mais elementares do racismo no Brasil. “É um erro partirmos do pressuposto de que as pessoas entendem o que é racismo estrutural. Faremos essa discussão e estimularemos os participantes a pensarem o público com o qual eles trabalharão em seus projetos”, comentou a professora.

O segundo dia será destinado à elaboração de ideias práticas de projetos. Isso porque parte importante do público-alvo do evento é composta de profissionais de áreas como cultura, por exemplo, que captam constantemente recursos provenientes de editais públicos. “São multiplicadores. Devemos estimular que essas pessoas pratiquem essas reflexões em seus coletivos”, defende Andrea.

O projeto
O Aquilombando a Universidade tem cerca de dez membros, além de Andrea. Conta com a professora Margarida de Cássia Campos, do Departamento de Geociências (CCE) e coordenadora do projeto “Tecendo Redes”, projeto “irmão” do Aquilombando a Universidade. O grupo também é formado por quatro estudantes bolsistas de Pós-Graduação (Doutorado) e graduandos. As reuniões são sempre às quintas-feiras.
Mais informações sobre o evento ou sobre o projeto de ensino e extensão pelo e-mail [email protected].

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