Segunda semana de Cannes inicia com novo filme de Cronenberg, forte candidato à Palma de Ouro – UOL Notícias

23/05/2022 08h57
Até agora, dez dos 21 filmes na competição oficial do Festival de Cannes foram exibidos, mas nenhum deles se impõe como um candidato evidente à Palma de Ouro. A segunda semana do evento começa nesta segunda-feira (23) com a exibição de dois novos longas na disputa, entre eles uma das obras mais aguardadas da seleção: “Crimes do Futuro”, do veterano David Cronenberg.
Até agora, dez dos 21 filmes na competição oficial do Festival de Cannes foram exibidos, mas nenhum deles se impõe como um candidato evidente à Palma de Ouro. A segunda semana do evento começa nesta segunda-feira (23) com a exibição de dois novos longas na disputa, entre eles uma das obras mais aguardadas da seleção: “Crimes do Futuro”, do veterano David Cronenberg.
“Crimes do Futuro” é um filme de ficção científica que faz uma espécie de compilação de toda a obra do cineasta canadense e tem uma dimensão autobiográfica. Estrelado por Viggo Mortensen, Kristen Stewart e Léa Seydoux, ele mergulha o espectador em um mundo onde a espécie humana sofre mutações físicas para se adaptar ao meio ambiente cada dia mais artificial.

O cineasta de quase 80 anos (ele nasceu em 1943 e tem mais de 40 títulos entre longas, curtas e produções para a televisão em seu currículo), coloca em cena as performances de um célebre artista que exibe a metamorfose de seus órgãos em espetáculos de vanguarda. A prática é vigiada de perto pelo Escritório de Registro Nacional de Órgãos. O credo de Cronenberg, “o corpo é a realidade”, é mais uma vez citado, revelando mais uma vez as obsessões de cineasta.
“Crimes do Futuro” é um forte candidato à Palma de Ouro, mas será que Cannes 2022 vai repetir a edição do ano passado? Esse é o questionamento de alguns especialistas, em referência ao vencedor do ano passado “Titane”, de Julia Ducournau, discípula de Cronenberg, que trabalha com o mesmo universo.
O cineasta canadense mundialmente conhecido por “A Mosca”, de 1986, recebeu em 1996 o Prêmio Especial do Júri em Cannes com o filme “Crash: Estranhos Prazeres”. Ele voltou a ser selecionado em 2002, com “Spider”, em 2005 com “A History of Violence” (Marcas da Violência), e com “Cosmopolis”, em 2012.
No outro longa do dia, a Coreia do Sul volta aos holofotes no festival com “Decision to Leave” (“Decisão de Ir Embora”, tradução livre) do cineasta Park Chan-wook. O longa mistura o gênero policial e o drama para explorar a relação complexa entre um delegado de polícia e a principal suspeita da queda mortal de um homem de uma montanha. A mulher, esposa da vítima, é a culpada ideal.
Suspense garantido do início ao fim nessa nova obra do mestre sul-coreano que cativa o público ao explorar sutilmente a fascinação recíproca ente o jovem delegado ambicioso Hae-joon, interpretado por Park Hae-il, e a infeliz Seo-era, vivida por Tang Wei. Park Chan-wook resume seu filme com a frase, “quanto mais você se aproxima, mais difícil será a queda”.
Como Cronenberg, o cineasta sul-coreano já foi selecionado várias vezes em Cannes. Em 2004 ele levou o Grande Prêmio, com “Old Boy” e, em 2009, o Prêmio do Júri, com “Este é o meu sangue”.
Até agora, dez longas-metragens foram exibidos na competição oficial à Palma de Ouro. Nenhum deles conquistou unanimidade como favorito ao cobiçado prêmio. Os mais citados são: o thriller político-religioso “Boy From Heaven”, do sueco de origem egípcia Tarik Saleh; “R.M.N”, do romeno Cristian Mungiu sobre a imigração e xenofobia; “Armaggedon Time”, filme autobiográfico de James Gray, produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira; o iraniano “Holy Spider”, de Ali Abbasi; e “A Mulher de Tchaikovsky”, do cineasta russo dissidente Kirill Serebrennikov.
Até sexta-feira (28), os últimos 11 filmes em competição serão exibidos. Os vencedores serão revelados na cerimônia de encerramento, no sábado (28).
ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Por favor, tente novamente mais tarde.

Não é possivel enviar novos comentários.
Apenas assinantes podem ler e comentar
Ainda não é assinante? .
Se você já é assinante do UOL, .
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia os termos de uso

Rogério Gentile

source

Projeto "Conhecer para Aquilombar" da UEL traz debates sobre racismo com lideranças populares – Bonde. O seu Portal de Notícias do Paraná

Pesquisar
Canais
Serviços
O projeto de ensino e extensão “Aquilombando a Universidade: fluxos de educação e resistências entre Brasil, Angola e Moçambique”, do Departamento de Serviço Social (CESA), está com inscrições abertas para o “II Curso Introdutório Conhecer para Aquilombar: planejamentos de projetos, práticas antirracistas e defesa dos direitos humanos”. As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de maio, na página de Eventos do site da UEL. Os encontros serão nos dias 2 e 9 de junho, em duas quintas-feiras, das 14h às 17h. O local exato do evento será definido pela organização.

A segunda edição do projeto Conhecer para Aquilombar traz discussões a respeito do conceito de “aquilombamento”, trazido à luz por teóricos como Clóvis Moura, Abdias do Nascimento e Beatriz Nascimento. Eles se dedicaram a estudar o processo de escravidão do povo negro no Brasil, identificando na figura do quilombo (e do “aquilombamento”) um processo contínuo de resistência e fissura do sistema escravista colonial.

O projeto, nesta edição, convida lideranças populares e comunitárias, profissionais técnicos, educadores e profissionais da rede socioassistencial para o curso, focado na produção de projetos e iniciativas antirracistas e que visem à promoção dos direitos humanos, de acordo com a professora Andrea Pires Rocha, do Departamento de Serviço Social.

Formação teórico-prática
Em sua primeira edição, o curso abordou as categorias “aquilombamento”, de Moura, e “quilombismo”, de Abdias do Nascimento, além de tratar, de forma introdutória, de questões envolvendo racismo na sociedade brasileira. “Na primeira edição, focamos na formação de estudantes para entrarem no projeto. Agora, o intuito é promover projetos e atividades práticas”, definiu Andrea.

As aulas serão ministradas por Andrea e por estudantes participantes do projeto. No primeiro encontro, no dia 2, o grupo deve discutir aspectos mais elementares do racismo no Brasil. “É um erro partirmos do pressuposto de que as pessoas entendem o que é racismo estrutural. Faremos essa discussão e estimularemos os participantes a pensarem o público com o qual eles trabalharão em seus projetos”, comentou a professora.

O segundo dia será destinado à elaboração de ideias práticas de projetos. Isso porque parte importante do público-alvo do evento é composta de profissionais de áreas como cultura, por exemplo, que captam constantemente recursos provenientes de editais públicos. “São multiplicadores. Devemos estimular que essas pessoas pratiquem essas reflexões em seus coletivos”, defende Andrea.

O projeto
O Aquilombando a Universidade tem cerca de dez membros, além de Andrea. Conta com a professora Margarida de Cássia Campos, do Departamento de Geociências (CCE) e coordenadora do projeto “Tecendo Redes”, projeto “irmão” do Aquilombando a Universidade. O grupo também é formado por quatro estudantes bolsistas de Pós-Graduação (Doutorado) e graduandos. As reuniões são sempre às quintas-feiras.
Mais informações sobre o evento ou sobre o projeto de ensino e extensão pelo e-mail [email protected].

Continue lendo

Leia mais
Últimas notícias

Jornais
Televisão
Portais
Outras empresas

source

A regra nas bancadas do PS e do PSD é não fazer perguntas ao Chega – ZAP

InícioNotíciasNacionalA regra nas bancadas do PS e do PSD é não fazer perguntas ao Chega
António Cotrim / Lusa

Os líderes parlamentares do PS e do PSD deram indicações aos deputados para não interpelarem o Chega.
Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, e Paulo Mota Pinto, líder parlamentar do PSD, não combinaram mas adotaram a mesma estratégia: recomendaram às suas bancadas evitar pedidos de interpelação a deputados do Chega quando falam no plenário.
Após cada intervenção na Assembleia da República, as outras bancadas podem fazer perguntas a quem acabou de falar, isto consoante o tempo que têm disponível.
Mesmo que não assumam diretamente a forma de uma pergunta, dão direito ao interpelado a responder, também consoante o tempo de que disponha.
O Expresso avança, assim, que a estratégia dos socialistas e dos sociais-democratas acaba por limitar a possibilidade de intervenção do Chega em plenário.
Augusto Santos Silva, atual presidente da Assembleia da República, segue a mesma linha, evitando a reação sistemática do terceiro maior partido.
“Por mais esdrúxulas que sejam ou pareçam ser, a expressão das ideias pelos outros deve ser acolhida com cortesia, que não é por impedir o outro de se exprimir que alguém fica com a razão. E as ideias próprias não precisam de ser gritadas, porque a qualidade dos argumentos não se mede em decibéis”, disse , no seu discurso de posse.
O único discurso sem lugar aqui há de ser o discurso do ódio, quer dizer, o discurso que negar a dignidade humana seja a quem for, o discurso que insultar o outro só porque o outro é diferente, o discurso que discriminar, seja qual for o motivo da discriminação, o discurso que incitar à violência e à perseguição”, acrescentou.
Em reação ao semanário, o Chega não se diz surpreendido com aquela que considera ser “uma tentativa de cordão sanitário em bloco pelos principais partidos do sistema”.
“A estratégia de evitar interpelar o Chega não nos surpreende. Estranho aqui é o PSD não ter aprendido nada com as eleições de janeiro e continuar a embarcar na estratégia do PS”, acrescenta o partido.
  ZAP //
E bem!
Não vão dar corda aos alucinados…
Hoje perdi a cabeça, e vi um pouco das votações na AR, pelo que constatei que nas aprovações e reprovações das diversas propostas do OGE, estavam sempre, o BE e o CHEGA, (por vezes também o PCP mas estes são um caso á parte) em comum, ambos unanimes nas votações e propostas, o que se conclui no engano que cai o eleitorados, sendo que nem o BE é de esquerda muito menos de extrema esquerda, nem o Chega é de direita muito menos de extrema direita, são no mínimo ambos uns grupos políticos que tiveram a lucidez de arranjar, com populismo e através de descontentes, formas de viver á sombra da bananeira, com boas regalias, boas reformas, bons ordenados, claro que não tem culpa de serem espertos embora não seja louvável enganar partes do povo.
Your email address will not be published.

©2021 Cool Beans | AEIOU Ad Networks
Estatuto Editorial | Ficha Técnica | Política de Privacidade | Publicidade

source

Jogador de futsal do Benfica denuncia insulto racista de colega do Sporting – Maisfutebol

Nilson, jogador de futsal do Benfica [na foto], denunciou ter sido alvo de racismo durante o dérbi da final da Taça de Portugal contra o Sporting, que decorreu em Sines, este sábado, e que os leões acabaram por vencer.
«Fui alvo de um insulto racista por parte de um colega de profissão», escreveu o atleta na sua página de Instagram, lamentando «não ter dito nada ao árbitro ou ao delegado» durante o jogo.
«Devia ter marcado uma posição», afirmou o jogador, que, ainda assim, garante que irá «tratar do assunto no local apropriado».
Recorde-se que o Sporting venceu Benfica por 4-3 numa final muito disputada e que terminou com um gesto de desportivismo, com os jogadores encarnados a fazerem uma «guarda de honra» aos vencedores do troféu.
Leia a mensagem na íntegra:
“Ontem, na final da Taça de Portugal, fui alvo de um insulto racista por parte de um colega de profissão. Condeno-me por não ter dito nada ao árbitro ou ao delegado do jogo. Deveria ter marcado uma posição. De qualquer das formas, irei tratar deste assunto no local apropriado. Como é normal, existem picardias durante os jogos, mas não pode valer tudo. Quem me conhece sabe que não sou muito interventivo nas redes sociais, mas não posso aceitar uma situação destas. Sou pai e educo o meu filho para que tenha orgulho nas suas origens. Que não se sinta inferiorizado ou permita que seja ofendido por quem quer que seja. Obrigado.”
Uma publicação partilhada por nilson (@nilson.9)

source

Família de homem de Guiné-Bissau que morreu em Fortaleza é vítima de ataques racistas e xenofóbicos – O POVO

Os cookies nos ajudam a administrar este site. Ao usar nosso site, você concorda com nosso uso de cookies. Leia Mais or Aceitar.
Após a morte de Milton Sanca, 39, natural de Guiné-Bissau, em Fortaleza, no último dia 25 de abril por complicações de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), familiares do motorista estão recebendo ataques racistas e xenofóbicos pelas redes sociais. Por meio de mensagens no WhatsApp, um suposto doador com prefixo de Pernambuco pede para que a família saia do Brasil.
“Que bom que aquele macaco morreu. Há muitos de vocês infestando nosso país e nossa cidade. Saia daqui! Vocês não são bem vindos. [Estão] roubando nossos empregos e vagas de estudo, e dando HIV às nossas mulheres”, escreveu em mensagem.
A família de Milton tem levantado fundos por meio de doações para custear o transporte aéreo do corpo do motorista para o seu país de origem.
Tenha acesso a todos os conteúdos exclusivos, colunistas, acessos ilimitados e descontos em lojas, farmácias e muito mais.
Antes do incidente, os familiares também sofreram uma tentativa de golpe de outro suposto doador que afirmou que daria as passagens para transportar o corpo e o irmão do motorista, Adilson Oliveira.
“Pediu nossos dados e enviamos tudo. Fez um bilhete falso da companhia aérea TAP, depois nos pediu R$ 3.600 para terminar toda a compra. Foi aí que comecei a desconfiar que estava caindo em um golpe”, explicou.
Os doadores passaram a ter acesso ao número de um dos familiares do motorista, Carlos Zacarias, por ser a chave do Pix de uma das contas para recebimento das doações. Após o incidente com as mensagens racistas e xenofóbicas, a família de Milton registrou um Boletim de Ocorrência (BO) e espera que a pessoa por trás dos ataques possa responder judicialmente. 
“Nós queremos que a pessoa que fez isso seja levada à Justiça. Isso não será feito só para nós, mas, sim, para a sociedade. É tempo de sermos mais humanos e menos animais selvagens. Mas isso só acontecerá quando a Justiça assumir seu papel no que se refere à desigualdade social e racial, principalmente à naturalização do racismo e da xenofobia”, pontua Adilson.
Milton Sanca se mudou para Fortaleza em 2019 com o objetivo de estudar, trabalhar e garantir melhores condições de vida à sua família, que continuou morando em Guiné-Bissau. Na Capital, ele passou a morar no bairro Antônio Bezerra e trabalhava motorista para uma empresa do ramo da construção civil. Ele era casado e pai de quatro filhos. 
O corpo do motorista está há 26 dias na Capital, no Hospital Geral de Fortaleza (HGF), unidade para qual Milton foi levado após sofrer um AVC. Apesar de ter sido liberado logo após a confimação da morte, o corpo permanece no local por falta de recursos da família para custear o transporte aéreo para levá-lo de volta ao país de origem.  
A família precisa de aproximadamente R$ 40 mil para financiar o transporte do corpo, de acordo com Adilson Oliveira. Até a tarde deste sábado, 21, o irmão do motorista informou que faltam R$ 7.306 para seja possível conseguir realizar o traslado. O valor total da campanha é referente ao transporte aéreo do corpo de Milton junto com um acompanhante.
Titular da conta: Adilson Victor Oliveira
Banco: Bradesco
Agência: 5449
Conta: 0011198-8
Pix: 709.626.701-89 (CPF)
(Com informações do repórter Luciano Cesário)


Os cookies nos ajudam a administrar este site. Ao usar nosso site, você concorda com nosso uso de cookies. Leia Mais or Aceitar.
Os cookies nos ajudam a administrar este site. Ao usar nosso site, você concorda com nosso uso de cookies. Política de privacidade
Copyright © 2021. Todos os direitos reservados.
Copyright © 2021. Todos os direitos reservados.

source

Rafael Ramos detido por alegados insultos racistas a jogador do Internacional – Público

O futebolista português do Corinthians já foi libertado depois de ter sido paga uma fiança. Em causa estão alegados insultos racistas ao jogador do Internacional Edenilson, que rejeita ter proferido.
O futebolista português Rafael Ramos, do Corinthians, foi detido esta madrugada pela polícia de Porto Alegre, por alegados insultos racistas ao jogador do Internacional Edenilson, mas saiu sem liberdade após pagamento de uma fiança.
“O jogador foi preso por um crime de injúria racial, mas como pagou uma fiança vai responder por esse crime em liberdade. Se ele não pagasse essa fiança, seria levado para a prisão”, informou aos jornalistas Carlos Butarelli, delegado da polícia federal de Porto Alegre, na sequência da queixa apresentada por Edenilson, que acusou o lateral luso de lhe chamar “macaco”.
De acordo com a imprensa brasileira, foi o Corinthians, clube treinado pelo português Vítor Pereira, que pagou a fiança a Rafael Ramos, na ordem dos 10.000 reais (1.900 euros).
O encontro de sábado entre Internacional e Corinthians, da sexta jornada do campeonato brasileiro, que terminou empatado 2-2, esteve interrompido durante aproximadamente cinco minutos no decorrer da segunda parte, depois de, numa disputa de bola, o médio do Internacional Edenilson ter alegado que Rafael Ramos lhe dirigiu um insulto racista.
Na sequência do incidente, o técnico Vítor Pereira acabou por substituir o jogador contratado em Abril ao Santa Clara, que, após a partida, assegurou que tudo se tratou de um “mal-entendido”, negando ter proferido quaisquer insultos racistas.
“Foi puramente um mal-entendido entre mim e o Edenilson. No fim do jogo, fui ter com ele e tivemos uma conversa tranquila, expliquei-lhe o que tinha acontecido, ele explicou o que entendeu. Expliquei a verdade, o que eu disse. Ele estava com receio de passar por mentiroso, eu disse-lhe que ele não é mentiroso, simplesmente percebeu as palavras erradas. Apertámos as mãos e desejei-lhe boa sorte. Foi isso que aconteceu”, disse o lateral luso, aos jornalistas, após a partida em Porto Alegre.
Mais tarde, numa publicação na rede social Instagram, Rafael Ramos voltou a abordar o incidente.
“Não fui, não sou e nunca serei racista. Sempre me pautei por uma postura correcta em toda a minha carreira e não iria ser de outra forma agora. Que este caso tenha servido para que este tema seja novamente levantado e que possamos todos reafirmar: Racismo, não”, escreveu o lateral direito, de 27 anos.
Já o médio Edenilson, “capitão” do Internacional, saiu do Estádio Beira-Rio sem prestar declarações aos jornalistas, mas acabaria por abordar a situação igualmente através das redes sociais.
“Eu procurei o atleta [Rafael Ramos], para que ele assumisse e me pedisse desculpas. Afinal, todos erramos e temos o direito de o admitir. Mas o mesmo [jogador] continuou a dizer que tinha entendido errado. Eu não entendi errado. Procurei-o para que ele tivesse a oportunidade de se redimir. Independentemente da nossa cor, o carácter sempre falará mais alto. Enfim, peço desculpas por não estar preparado para reagir a algo deste género”, expressou no Instagram.
Seja o primeiro a comentar.
Escolha um dos seguintes tópicos para criar um grupo no Fórum Público.
Ao criar um novo grupo de discussão, tornar-se-à administrador e será responsável pela moderação desse grupo. Os jornalistas do PÚBLICO poderão sempre intervir.
Saiba mais sobre o Fórum Público.
Ao activar esta opção, receberá um email sempre que forem feitas novas publicações neste grupo de discussão.
Email marketing por
@ 2022 PÚBLICO Comunicação Social SA
Para permitir notificações, siga as instruções:
Estes são os autores e tópicos que escolheu seguir. Pode activar ou desactivar as notificações.
Receba notificações quando publicamos um texto deste autor ou sobre os temas deste artigo.
Estes são os autores e tópicos que escolheu seguir. Pode activar ou desactivar as notificações.
Para permitir notificações, siga as instruções:

source

24 maio | Exibição do Documentário “Alcindo” – Câmara Municipal da Amadora

No âmbito da Semana da Diversidade Cultural, que se realiza de 21 a 28 de maio, tem lugar no dia 24 de maio, pelas 19h00, a Exibição do Documentário “Alcindo”, seguido de debate com o realizador Miguel Dores, nos Recreios da Amadora.

“Alcindo” é um filme-homenagem à memória do luso-cabo-verdiano Alcindo Monteiro, quando se completam 27 anos do seu assassinato, no Bairro Alto, numa noite de 10 de junho, por elementos nacionalistas de extrema-direita, e alerta para os crescentes problemas de racismo e xenofobia na sociedade portuguesa.
O documentário, produzido em estreita relação com a família de Alcindo Monteiro (do Barreiro), mas também com diversos movimentos sociais do presente, conquistou já na sua curta história o Prémio do Público no Doclisboa, o Grande Prémio e o Prémio de Melhor Documentário no festival Caminhos do Cinema Português de Coimbra e Menção Honrosa nos Prémios da Associação Portuguesa de Antropologia.
O seu autor, Miguel Dores, é antropólogo, nascido, criado e ainda hoje residente na cidade da Amadora. Realizou, ao longo dos últimos três anos, «Alcindo», com o apoio da Associação SOS Racismo e da Produtora Maus da Fita, no âmbito da sua tese de mestrado em Antropologia: Culturas Visuais, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, tendo estreado no Doclisboa a 24 de outubro de 2021.

Bilhetes: 3 €
Ingressos à venda no local, no próprio dia, a partir das 17h00

Recreios da Amadora
Av. Santos Mattos, 2 – Venteira – 2700-748 Amadora
38.758323, -9.235262
Clique na imagem para conhecer o cartaz desta iniciativa!
cartazALCINDO page 0001
A fim de lhe proporcionar a melhor experiência on-line este site utiliza cookies.
Ao utilizar o nosso website, você concorda com o uso de cookies.

source

Comissários de voo demitidos após comentários em fórum processam a empresa aérea – AEROIN

Nesta terça-feira, 17 de maio, o First Liberty Institute entrou com uma ação federal em nome de dois comissários de bordo contra a companhia aérea norte-americana Alaska Airlines, com acusação de que a companhia aérea os demitiu após eles terem feito perguntas em um fórum da empresa sobre o apoio da mesma à “Lei da Igualdade”.
O First Liberty Institute é um escritório de advocacia de interesse público sem fins lucrativos e a maior organização jurídica dos EUA dedicada exclusivamente à defesa da liberdade religiosa para todos os americanos.
O processo também alega que o sindicato da Associação de Comissários de Bordo (AFA) não cumpriu sua responsabilidade de defender os queixosos por causa de suas crenças religiosas.
Ambos os demandantes, Marli Brown e Lacey Smith, apresentaram acusações de discriminação religiosa à Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego (EEOC) contra a Alaska Airlines em agosto de 2021. No início deste ano, o EEOC emitiu cartas de direito de processar para os dois comissários de bordo.
“A Alaska Airlines ‘cancelou’ Lacey e Marli por causa de suas crenças religiosas, desrespeitando flagrantemente as leis federais de direitos civis que protegem as pessoas de fé da discriminação”, disse Stephanie Taub, conselheira sênior do First Liberty Institute.
“É uma violação flagrante das leis estaduais e federais de direitos civis discriminar alguém no local de trabalho por causa de suas crenças e expressões religiosas. Corporações ‘acordadas’ como a Alaska Airlines pensam que não precisam seguir a lei e podem demitir funcionários se eles simplesmente não gostam de suas crenças religiosas”, completou Stephanie.
No início de 2021, a Alaska Airlines anunciou seu apoio à Lei da Igualdade em um quadro de mensagens interno dos funcionários e convidou os funcionários a comentar. Lacey postou uma pergunta, perguntando: “Como empresa, você acha que é possível regular a moralidade?”
No mesmo fórum, Marli perguntou: “A Alaska apoia: pôr em perigo a Igreja, encorajar a supressão da liberdade religiosa, obliterar os direitos das mulheres e os direitos dos pais?…”
Ambos os demandantes, que tinham registros exemplares como funcionários, foram posteriormente investigados, questionados pelas autoridades das companhias aéreas e, eventualmente, demitidos de seus empregos.
Quando os demitiu, a companhia aérea disse que os comentários dos dois comissários eram “discriminatórios”, “odiosos” e “ofensivos”. Em seu aviso de dispensa à Lacey, a Alaska Airlines afirmou: “Definir identidade de gênero ou orientação sexual como uma questão moral…é…uma declaração discriminatória”.
No processo, os advogados da First Liberty declaram: “Apesar do compromisso da Alaska Airlines com uma cultura inclusiva e seus frequentes convites aos funcionários para dialogar e expressar uma diversidade de perspectivas, a Alaska Airlines criou um ambiente de trabalho hostil à religião, e a AFA reforçou a cultura da empresa”.
“A Alaska Airlines e a AFA não podem usar sua defesa social como uma espada para discriminar ilegalmente funcionários religiosos e, em vez disso, devem permanecer conscientes de sua obrigação legal de ‘fazer a coisa certa’ em relação a todos os funcionários, incluindo funcionários religiosos. A Alaska Airlines e a AFA são responsáveis ​​por sua discriminação”, finalizaram os advogados.
Informações do First Liberty Institute

Explore
Fique Conectado

Copyright © AEROIN – 2009 – 2022 – Todos os Direitos Reservados

source

Festival de Cannes: cineasta romeno Cristian Mungiu alerta sobre o flagelo do racismo – SAPO Mag

Um dos realizadores mais aclamados do Leste Europeu, o romeno Cristian Mungiu, voltou a Cannes com um filme sobre racismo e a rapidez com que o ódio pode surgir numa comunidade.
“RMN” conta a história de uma pequena cidade na Transilvânia, onde coabitam várias comunidades, incluindo romenos, húngaros e alemães.
O quotidiano desta cidade é alterado com a chegada de três cingaleses para trabalhar numa padaria industrial. A sua presença começa a criar bolhas entre os vizinhos e o ambiente na cidade fica cada vez mais tenso.
“Espero que as pessoas entendam que falo delas”, explica à France-Presse o cineasta, que disputa a sua segunda Palma de Ouro, 15 anos depois de “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias”, sobre o aborto.
Quando os vizinhos começam a hostilizar os recém-chegados, as autoridades convocam uma reunião pública para decidir o destino desses três trabalhadores.
“Através de pequenos eventos, em pequenas cidades, tento falar sobre a natureza humana e a situação do mundo hoje, e essa sensação de que temos que as coisas não estão a ir na direção certa”, explica o realizador.
Segundo ele, “24 horas são suficientes para identificar um inimigo […] e libertar os instintos animais que estão em nós. Pessoas que são vizinhas são capazes de qualquer coisa amanhã, de violar, torturar ou matar”, alerta.
Notificações bloqueadas pelo browser
A informação tem valor. Considere apoiar este projeto desligando o seu Ad Blocker.

source