IA permitirá classificação dos processos do STF sob ótica dos direitos humanos – Consultor Jurídico

O Supremo Tribunal Federal lançou a RAFA 2030 (Redes Artificiais Focadas na Agenda 2030), ferramenta de inteligência artificial para classificar as ações de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).
"Esta é a segunda experiência de inteligência artificial da história do tribunal. A RAFA inverte a perspectiva de como analisamos as ações judiciais, que passam a ser classificadas não sob a ótica objetiva do campo do Direito, Administrativo, Tributário e outros, mas sob a ótica do direito humano protegido pela Constituição", afirmou o secretário-geral da presidência do Supremo, Pedro Felipe de Oliveira Santos.
Ele lembrou que o trabalho foi um esforço transversal que envolveu diversas áreas do tribunal. No mesmo sentido, o secretário de Gestão de Precedentes do STF, Marcelo Marchiori, destacou que, mais que uma ferramenta tecnológica, a RAFA é uma nova forma de apoio à prestação jurisdicional, que possibilita identificar e padronizar a classificação dos processos segundo os 17 objetivos da Agenda 2030.
Ele observou que, embora os servidores do STF sejam capacitados a identificar os objetivos, a classificação por IA padroniza a atividade. "Para que possamos implementar medidas, precisamos padronizar a informação".
Para Aline Dourado, coordenadora de Jurisprudência do STF, a ferramenta, por ser focada na Agenda 2030 e abranger uma grande gama de assuntos, é um passo importante para a transformação do Supremo em corte constitucional digital. A coordenadora do Escritório de Gestão da Estratégia do STF, Pamella Edokawa, considera que, dentro desse objetivo, a RAFA permite um alinhamento entre a inteligência humana e a artificial.
O supervisor do Núcleo de Gerenciamento de Precedentes (Nugep), Júlio Luz Sisson de Castro, observou que a ferramenta ajuda os servidores a montar uma base uniformizada de classificação dos processos. Walmes Zeviani, professor da Universidade Federal do Paraná, afirmou que a inteligência artificial, o aprendizado de computadores para que possam agir como humanos na execução de determinadas tarefas, estará cada vez mais presente nas nossas vidas.
Ele explicou que a RAFA utiliza mecanismos de machine learning, que permite à ferramenta ter um aprendizado sem que seja explicitamente programada, e de deep learning, que usa redes neurais profundas para aprender tarefas cognitivas de uma grande quantidade de dados. Zeviani salientou que a inteligência artificial deve ser modelada para ser justa e evitar vieses, pois os algoritmos, por aprenderem mais os dados mais abundantes, podem causar uma discriminação de minorias.
A procuradora de Justiça do Paraná, Maria Teresa Uille Gomes, disse que o STF é o primeiro Judiciário do mundo a utilizar essa nova classificação, mostrando a relação dos processos em tramitação com os objetivos da Agenda 2030 da ONU. Segundo ela, a classificação nesse modelo permite ao presidente do Supremo trazer os processos prioritários para a pauta com maior velocidade.
Por meio de redes neurais com comparação semântica, a RAFA 2030 auxilia magistrados e servidores na identificação dos ODS em textos de acórdãos ou de petições iniciais em processos do STF. A iniciativa integra o projeto estratégico da Agenda 2030 e está alinhada com o eixo tecnológico da gestão do ministro Luiz Fux de transformar o Supremo em uma Corte Constitucional Digital, o que expande o acesso à Justiça e otimiza a transparência dos trabalhos do tribunal.
O STF também conta com o robô Victor, que analisa os recursos extraordinários recebidos de todo o país, especialmente quanto à sua classificação em temas de repercussão geral de maior incidência. No hotsite sobre a Agenda 2030, é possível conferir detalhes sobre esse plano global, bem como conhecer os 17 ODS estabelecidos pela Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em 2015, em Nova York. Com informações da assessoria de imprensa do STF.
Revista Consultor Jurídico, 22 de maio de 2022, 10h48
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Marcha da maconha retorna às ruas depois de dois anos de pandemia – Folha de Pernambuco

Após dois anos com atividades voltadas inteiramente para o meio digital, a marcha da maconha volta às ruas com o lema “Aperte o Verde Contra o Fascismo: A nossa luta é pelo bem viver”. 
A concentração teve início às 14h na praça do Derby, com encerramento na Igreja do Carmo, Centro do Recife. Participaram do evento Calu, Bione, DJ Boneka, DJ Ciço, Mestre Almir e Som Na Rural.
Marcha da Maconha
A Marcha, organização da sociedade civil que completa 15 anos neste 2022, foi criada com o objetivo da legalização da Cannabis. Segundo o manifesto do movimento, mesmo com  a política de drogas focando na repressão do comércio ilícito, existem brechas dentro da legislação que a torna problemática em vários pontos.
“A proibição tem um caráter punitivista que resulta em encarceramento/extermínio dos corpos pretos/periféricos sendo uma ferramenta central na manutenção do racismo estrutural e de outras formas de opressões, como classismo, machismo, LGBTQIAP+fobia, capacitismo, xenofobia e intolerância religiosa, tão presentes na sociedade brasileira”, afirma o manifesto. 
 

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Racismo no futebol brasileiro: o que a CBF está fazendo para combater? – UOL Esporte

Denúncias de racismo se empilham no futebol brasileiro, mas mudanças da CBF apontam novo caminho no combate
Racismo aqui hoje! Racismo! Ele viu. Teve um cara ali na torcida. Me chamou de macaco duas vezes!”
Não há ponto de exclamação suficientemente proporcional à — justificada — revolta do volante Fellipe Bastos, do Goiás, na saída do gramado do estádio Antônio Accioly, após o clássico com o Atlético-GO no dia 8 de maio.
Quem já sofreu injúria racial sabe o que o jogador sentiu naquele momento. Nos últimos tempos, chama a atenção como o racismo tem sido escancarado, expresso em palavras, nos campos de futebol.
As denúncias — em muitos casos com provas explícitas — estão aí. Tem na elite, como a de Edenilson, do Internacional, que disse ter sido chamado de macaco pelo lateral-direito Rafael Ramos, do Corinthians. Tem também na base da pirâmide, como apontou Edinho Rosa, técnico do Aimoré, ofendido por torcedor do próprio time em partida da Série D.
Investigações começam, a Polícia entra na história, tribunais desportivos também. Na Libertadores, parece que virou rotina quando há brasileiros em campo. A legislação brasileira diz que é crime. Mas esse enquadramento, por si só, não é suficiente. Um torcedor do Boca Juniors foi preso, mas voltou para casa após pagamento de fiança. E ainda fez piada na rede social no caminho rumo à Argentina.
No universo mais restrito do futebol — não só na sociedade, como um todo —, a questão é como estabelecer mecanismos eficazes de combate e punição. A CBF, pela primeira vez, tem um presidente negro. Seria esse o impulso que faltava para uma legislação desportiva mais dura a respeito do assunto?
Não vai resolver se não for radical”.
Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, na conversa com o UOL, dá o tom das propostas que virão a seguir. O dirigente já disse que é a favor da perda de pontos para o clube cujo torcedor cometa atos racistas nos estádios. E quer ir além para casos em que a injúria venha de jogadores.
“Quando ficar caracterizado, o atleta tem que ficar no mínimo um ano fora dos jogos. Tem que suspender o contrato durante o ano e nesse período ele fica sem atividade alguma”, defende ele.
O baiano já mapeou para onde endereçar essas demandas. O momento é agora porque o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que norteia como são as punições, está em fase de atualização. O governo federal criou uma comissão destinada a isso, mas ela não concluiu os trabalhos.
Paralelamente, a discussão sobre a atualização da Lei Pelé no Congresso deve resultar em outro movimento para mexer no CBJD — cada modalidade, segundo o relatório do deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE), terá o seu.
“A CBF vai buscar essa proposição para uma reforma do código. Se isso já estivesse prevalecendo, você acha que teria essa continuidade? Difícil. Quando pune o clube, ele vai melhorar a cultura do torcedor, mais campanhas educativas. Se só tira o cara do estádio, dá uma multa ao clube, que recorre e paga metade?”, completa Ednaldo.
Além da discussão do assunto em Brasília, o presidente da CBF, ao mesmo tempo, vê um “atalho” para implementar sanções mais duras nos torneios nacionais: sugerir nos conselhos técnicos de cada uma das divisões do futebol brasileiro que a perda de pontos em caso de ofensa de torcedor entre nos regulamentos específicos.
A aceitação não é garantida. Adson Batista, presidente do Atlético-GO, por exemplo, já disse que “é um absurdo o clube ser culpado” pelo racismo.
“Posso ser voto vencido [quem vota, na verdade, são os clubes]. Mas aí é só colocar no Regulamento Geral de Competições [feito pela CBF] essa perda de pontos. Estou falando realmente para querer combater”, disse Ednaldo Rodrigues.
O dirigente está em começo de mandato, veio de uma batalha política tensa para tomar o poder na CBF e sabe que pode ser acusado de tentar “surfar” em uma pauta importante como essa.
“Não é querer aparecer. É querer combater o racismo, com bastante ênfase. Não é um paliativo para no dia seguinte ter uma multa e tapinha nas costas. Se a pessoa atira para matar, mas não mata, é homicida de qualquer forma. Racismo é diferente de uma canelada. Fica na mente da pessoa”, disse ele.
A CBF, nesse contexto, planeja um seminário sobre violência e combate racismo junto à Fifa. A ideia é organizar o evento em junho, em um combo de dois dias que terá esses temas e a liga. Ednaldo espera fechar a data em uma reunião em 30 de maio, em Paris, dois dias após a final da Liga dos Campeões.
O meio-campista Edenilson, do Internacional, acusou o lateral Rafael Ramos, do Corinthians, de injúria racial durante partida entre as equipes no dia 14. Edenilson disse que ouviu o jogador português o chamado de “macaco” durante uma dividida no segundo tempo do jogo. Foi prestada queixa à Polícia, e Ramos acabou preso em flagrante no Beira-Rio, liberado após pagamento de fiança de R$ 10 mil. O caso está sendo investigado.
O meio-campista Fellipe Bastos, do Goiás, afirmou que foi vítima de injúria racial na partida de seu time contra o Atlético-GO no dia 8. O jogador relatou que foi chamado duas vezes de “macaco” por um torcedor adversário quando estava indo para o vestiário. Bastos registrou Boletim de Ocorrência e foi aberto inquérito policial. O homem acusado ainda não foi identificado e a Polícia pediu 15 dias para analisar as imagens que estão disponíveis.
O técnico Edinho Rosa, do Aimoré, afirmou ter sido alvo de injúria racial por parte de um torcedor de seu próprio time durante um jogo da Série D, no dia 14. O homem, encaminhado pela Brigada Militar para a delegacia, é sócio do clube e, como consta em súmula, teria dito “faz alguma coisa aí, negão”. Edinho registrou Boletim de Ocorrência, mas não representou criminalmente. O prazo para isso é de seis meses.
Na final do Campeonato Paraibano entre Botafogo-PB e Campinense no dia 14, um grupo de torcedores do Botafogo acusou um torcedor do próprio time de cometer uma injúria racial durante o jogo. O homem teria chamado de “macaco” um integrante da delegação do time adversário. Ele é sócio do clube, foi identificado e houve abertura de Boletim de Ocorrência e inquérito no TJD.
Chamar uma pessoa negra de macaco relaciona um humano a um animal, principalmente por causa da cor da pele. Além disso, a associação problemática bebe de um histórico em que a ciência foi usada para justificar a diferença de tratamento entre pessoas negras e brancas. Para eugenistas, negros possuíam compleição física e comportamento próximos aos de animais.
Também são considerados racistas manifestações, declarações ou comentários que atribuam aspectos raciais apenas a indivíduos negros. Isso pressupõe que pessoas brancas são a norma e todos que sejam diferentes devem ter suas características especificadas. Foi o que ocorreu quando o torcedor se referiu ao técnico dizendo “faz alguma coisa aí negão”.??????
Infelizmente, é uma realidade que não está lincada apenas ao esporte, mas acontece todos os dias na farmácia, no ônibus, no supermercado, e muitas vezes os anônimos acabam ficando sem voz. Meu objetivo é tratar como crime. Tomei minha atitude respaldado pela lei, porque fui agredido, fui ofendido no meu local de trabalho. Meu conselho a todos é que procurem os seus direitos."
Edinho Rosa, técnico do Aimoré
Eu penso que essa é uma luta infelizmente perdida. Vamos ficar remoendo, retratando, conversando, trazendo à baila o mesmo assunto e amanhã vamos precisar falar novamente, só que de outro caso. Eu sou negro há 42 anos e sei bem como é que funciona. Não adianta levantar bandeira, porque nós fracassamos enquanto sociedade (…) É só lamentar."
Edinho Rosa, em entrevista à Web Rádio Índio Capilé
Uma série de atos racistas em sequência agitou as competições continentais sul-americanas nas últimas semanas e gerou reação por parte da Conmebol.
Um torcedor da Universidad Católica (CHI) imitou um macaco durante jogo contra o Flamengo; um torcedor do Emelec (EQU) foi flagrado dizendo “macaco, macaco, vocês são todos macacos” para a torcida do Palmeiras; um torcedor do Boca Juniors (ARG) imitou um macaco na direção da torcida do Corinthians (o que também aconteceu no jogo de volta); um torcedor do River Plate (ARG) atirou uma banana no setor da torcida do Fortaleza; e torcedores do Estudiantes (ARG) fizeram sons de macaco e gestos de descascar banana para os do Red Bull Bragantino.
Tudo isso em jogos válidos pela Libertadores no intervalo de duas semanas.
A pressão sobre a Conmebol cresceu, ainda mais depois da revelação de que a entidade punia com mais rigor infrações de marketing do que racismo. O resultado foi a alteração no Código Disciplinar da entidade, deixando mais duras as punições.
A multa mínima ao clube em decorrência de atos discriminatórios de torcedores em relação a outros torcedores, jogadores ou oficiais passa dos US$ 30 mil para US$ 100 mil (R$ 490 mil, na cotação atual). Além disso, será possível determinar que um clube tenha que jogar de portões fechados ou com interdição parcial do estádio. A mudança envolve o artigo 17 [leia mais aqui] e vale para jogos a partir de 9 de maio.
No momento em que crescem as denúncias de racismo, que a gente está vendo esse crescente de atos racistas na sociedade e no futebol, precisamos ter a coragem de denunciar, ir até uma delegacia, registrar um B.O., precisamos levar esses casos para a Justiça cível e criminal. Não podemos ficar no registro de denúncias na internet, nas redes sociais e smartphones. Os racistas não podem se sentir livres e liberados, esse não é o mundo que a gente quer. Principalmente no futebol, um espaço tão negro, tão popular. O futebol e o estádio não podem ser palcos para que racistas se sintam à vontade de expressar seu preconceito e discriminação. Precisamos seguir juntos, unidos e, principalmente, denunciar esses casos.”
Marcelo Carvalho, idealizador e diretor-executivo do Observatório da Discriminação Racial do Futebol.
Quando há um caso de racismo nas competições nacionais, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) é órgão responsável por analisar e, eventualmente, julgar a questão. Em geral, quando não há provas que estabeleçam uma ofensa flagrante, o rito é abertura de um inquérito para apurar se houve infração, antes da formalização de uma denúncia formal que leve a julgamento.
Para o inquérito, de fato, começar, a presidência do STJD precisa aceitar o pedido da procuradoria (uma formalidade) e um dos auditores do Pleno, a instância máxima, é designado como relator. Ele é responsável por colher os depoimentos das partes e receber provas de vídeo e documentais. Em casos de injúria racial, é comum que haja laudos de leitura labial.
A ideia é investigar se o jogador ou o clube (responsável solidário a um eventual crime do torcedor) vão ser enquadrados no seguinte artigo do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD):
Em caso positivo, a denúncia vai a julgamento. Para casos de extrema gravidade, o tribunal pode ainda aplicar perda de pontos, perda de mando de campo ou exclusão do campeonato.
Movimento negro, rappers e periferia: ressignificar camisa do Brasil é missão
Luva de Pedreiro: como Iran fez do seu campinho ‘palco do futebol mundial’
Ninguém é campeão de tudo no futebol brasileiro; qual taça falta a seu time?
Zagueiro do Corinthians cogitou desistir de jogar após tragédias familiares
Publicado em 22 de maio de 2022.
Edição: Bruno Doro, Patrick Mesquita e Pedro Lopes; Reportagem: Igor Siqueira e Gabriel Carneiro;

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Correio do Povo de Alagoas – Jornal Correio do Povo de Alagoas

O ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a Justiça Eleitoral vai agir contra a “coação” de votos por parte de “milícias digitais” nas eleições deste ano.
Moraes deu a declaração nesta sexta-feira (20), em São Paulo, ao participar do Congresso Paulista de Direito Eleitoral, organizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Alexandre de Moraes comandará o TSE nas eleições deste ano e, durante o encontro em São Paulo, disse ter se reunido com presidentes de todos os partidos com representação no Congresso Nacional para explicar o funcionamento das urnas, acrescentando que nenhum dos convidados levantou dúvidas sobre os equipamentos.
“Ninguém, nenhum político dos partidos, nenhum presidente [dos partidos], nenhum tem a mínima dúvida da transparência, da lisura e da integridade das urnas eletrônicas. Então, não serão milícias digitais que vão tirar esta legitimidade de uma das grandes conquistas do Brasil”, declarou Moraes.
“O que a Justiça Eleitoral vai garantir é que o voto colocado na urna eletrônica é o voto computado e que esse voto colocado não vai sofrer coação das milícias digitais. É isto é o que nós vamos garantir”, completou.
Moraes já havia dito nesta semana, em um evento sobre os 90 anos da Justiça Eleitoral, que o TSE e os tribunais regionais buscam combater quem é contra os “ideais constitucionais e republicanos”.
Conforme o ministro, “pouco importa” para a Justiça eleitoral quem vença as eleições, desde que não utilize “mecanismos fraudulentos” e respeite a democracia, a Constituição e a legislação.
Nas últimas semanas, agravou-se o clima de tensão institucional diante dos novos ataques do presidente Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral.
Bolsonaro, por exemplo, disse que as Forças Armadas sugeriram ao TSE que militares façam uma apuração paralela de votos, tese já rechaçada pelo presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Em discurso no último dia 17, o presidente do TSE, ministro Luiz Edson Fachin, afirmou que o Brasil não consente mais com “aventuras autoritárias“. Além disso, no último dia 4, em discurso no plenário do STF, Fachin declarou que não se pode transigir com ameaças à democracia.
 
Em outro trecho do discurso desta sexta-feira, Moraes ressaltou que as “milícias digitais” buscam tirar a legitimidade das eleições, independentemente do método de contagem de votos.
“O problema não é o voto pelo Correio, o problema não é o voto por escrito, o problema não é a urna eletrônica. O problema das milícias digitais é atacar a legitimidade das eleições. Então, você pega um instrumento das eleições e ataca. Se mudar o instrumento, você ataca do mesmo jeito porque assim você deslegitima “, declarou Moraes no evento em São Paulo.
“Quem fiscaliza isso? Quem pode ser o obstáculo? É o Judiciário”, acrescentou o ministro.
 
 
Conforme o vice-presidente do TSE, há uma “obsessão” em atingir o Poder Judiciário, prevista no que ele chamou de “cartilha que se iniciou na extrema-direita dos Estados Unidos”.
Para Moraes, as “milícias digitais” seguem essa “cartilha” e atuam “sempre” atacando a imprensa, as eleições e o Poder Judiciário.
“Por que, de repente, essa obsessão em atingir a independência do Poder Judiciário? Por que essa obsessão em querer rediscutir o que ninguém mais discute no mundo democrático, que é a legitimidade da Justiça constitucional? Porque há uma cartilha que se iniciou na extrema-direita dos Estados Unidos […] e essa cartilha passou de forma inteligente. E nós todos, o mea culpa deve ser feito por todas as instituições, subestimamos isso”, declarou Moraes.
O vice-presidente do TSE destacou ainda que as “milícias digitais” atuam disseminando as fake news, “se aproveitando de um vácuo legislativo mundial”.
“As grandes plataformas são consideradas no mundo todo empresas de tecnologia, não de mídia ou de propaganda”, disse Moraes.
“Como na mídia tradicional não é permitido, porque serão responsabilizados — discurso de ódio, racismo, xenofobia, homofobia, discurso contra democracia —, houve uma migração para as plataformas porque não há legislação”, completou.
 
 
Ainda no evento em São Paulo, Alexandre de Moraes disse que o Brasil vive o maior período de estabilidade democrática e que as pessoas “confundem” o que é “estabilidade” de “ausência de turbulência”.
“São coisas diversas. A estabilidade existe porque combate as turbulências. Um Poder Judiciário independente, um Poder Judiciário forte não conseguem, seja Constituição ou o Judiciário, evitar turbulências. Isso faz parte da vida, mas conseguem reagir a turbulências”, afirmou.
O vice-presidente do TSE relembrou ainda que, desde a Constituição de 1988, dois presidentes sofreram impeachment (Fernando Collor e Dilma Rousseff), os vice-presidentes assumiram e depois houve novas eleições para presidente.
“Isso demonstra a estabilidade democrática. Isso demonstra que a aposta do poder constituinte, do Congresso Nacional, deu certo. Então, por que quase 34 anos após a Constituição […] surgem milícias, principalmente digitais, para desestabilizar o Poder Judiciário?”, indagou Moraes.
O vice-presidente do TSE destacou ainda que as “milícias digitais” atuam disseminando as fake news, “se aproveitando de um vácuo legislativo mundial”.
“As grandes plataformas são consideradas no mundo todo empresas de tecnologia, não de mídia ou de propaganda”, disse Moraes.
“Como na mídia tradicional não é permitido, porque serão responsabilizados — discurso de ódio, racismo, xenofobia, homofobia, discurso contra democracia —, houve uma migração para as plataformas porque não há legislação”, completou.
 
 
Ainda no evento em São Paulo, Alexandre de Moraes disse que o Brasil vive o maior período de estabilidade democrática e que as pessoas “confundem” o que é “estabilidade” de “ausência de turbulência”.
“São coisas diversas. A estabilidade existe porque combate as turbulências. Um Poder Judiciário independente, um Poder Judiciário forte não conseguem, seja Constituição ou o Judiciário, evitar turbulências. Isso faz parte da vida, mas conseguem reagir a turbulências”, afirmou.
O vice-presidente do TSE relembrou ainda que, desde a Constituição de 1988, dois presidentes sofreram impeachment (Fernando Collor e Dilma Rousseff), os vice-presidentes assumiram e depois houve novas eleições para presidente.
“Isso demonstra a estabilidade democrática. Isso demonstra que a aposta do poder constituinte, do Congresso Nacional, deu certo. Então, por que quase 34 anos após a Constituição […] surgem milícias, principalmente digitais, para desestabilizar o Poder Judiciário?”, indagou Moraes.
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Fonte: g1.globo.com

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Técnico russo pode ser suspenso por 2 anos por racismo – Web Vôlei – Web Vôlei

A comissão disciplinar da Federação Russa de Vôlei propôs uma suspensão de dois anos para Andrei Voronkov, técnico do Lokomotiv Kaliningrado, após chamar de “macaco” a cubana Ailama Cesé Montalvo, do Uralochka, durante as finais do Campeonato Russo feminino.
Por unanimidade, os membros da comissão pediram que o técnico, campeão russo pelo segundo ano consecutivo, ficasse afastado por duas temporadas. A decisão terá de ser ratificada pelo Comitê Executivo, que se reunirá em 31 de maio.
Após a divulgação do caso de racismo, Voronkov se negou a pedir desculpas para a jogadora. Montalvo fez uma postagem nas redes sociais e o caso ganhou muito clamor popular.
Já a Federação Russa descartou que Andrei Voronkov seja candidato para assumir a seleção russa masculina, no cargo vago após a saída do finlandês Tuomas Sammelvuo.
O comentarista Dmitry Guberniev criticou a postura do treinador:
– O fato de Voronkov e o clube se recusarem a se desculpar é uma grosseria ultrajante. Eu diria que essas pessoas são especialmente perigosas. Tenho vergonha da liderança do Kaliningrado Lokomotiv, do técnico. Voronkov deve ser desqualificado para sempre. Assistimos a torneios internacionais, há grandes campanhas de “Não ao racismo”. E aqui no nosso país isso aconteceu no time que se tornou o campeão da Rússia. Essas pessoas são simplesmente uma vergonha para a Rússia. Eles são vergonhosos.
 
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Conegliano empilha erros. E a diferença do 8 a 3 despenca: 9 a 815 minutos
Olha, entre nós. Se o Vakif for campeão, apenas uma jogadora pode ser eleita a MVP: Gabi. Segurando as pontas do ti… 18 minutos
8 a 3 para as italianas no quarto set. Egonu já tem 33 pontos na final20 minutos

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Entrevías | Tirso é baseado em ex-capitão do exército? – Foco e Fama

‘Entrevías’ estreou na Netflix como uma série de drama e investigação criminal onde um ex-capitão do exército enfrenta o tráfico local para proteger a neta.  
A série é uma criação de Aitor Gabilondo e David Bermejo, estrelada por José Coronado que interpreta Tirso Abantos, o ex-capitão do exército que se junta aos antigos companheiros para derrubar Sandro. 
Outro ponto da série é a relação conturbada de Tirso com a neta Irene e a família de seu namorado Nelson.  
Entrando no mundo das gangues e do tráfico, a série ‘Entrevías’ já é um dos destaques da Netflix.
Com a popularidade da série fica a curiosidade sobre o personagem Tirso e se ele é baseado em um verdadeiro ex-capitão do exército.  

Tirso Abantos é baseado em um verdadeiro ex-capitão do exército? 

Na série, Tirso é uma personificação do bem e do mal da sociedade. Isso é o que explica o produtor executivo Aitor Gabilondo.
O personagem não é real, mas foi criado refletindo uma sociedade real com seus vários problemas.  
Tirso que poderia ser visto como um herói, é um ex-militar e está tentando proteger sua neta, mas ao mesmo tempo em que o personagem mostra um lado bom, ele também reflete vários males da sociedade como racismo e xenofobia.
O personagem é construído com vários traços da sociedade. 
A 1ª temporada de ‘Entrevías’ está disponível na Netflix. 

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DJ MARKETWATCH: Ações da Amazon caem após acusações de discriminação nos EUA – Jornal de Negócios

DJ MARKETWATCH: Ações da Amazon caem após acusações de discriminação nos EUA  Jornal de Negócios
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Mileide Mihaile celebra seu primeiro Baile da Vogue com adorno exuberante: "Xenofobia não veste bem" – Lorena

Influenciadora do Maranhão comemora a representatividade nordestina no tema “Brasilidade Fantástica”
Mileide Mihaile chegou ao seu primeiro Baile da Vogue 2022 com muito estilo, exibindo para as câmeras e os flashes um look preto brilhoso e um exuberante adorno com penas na cabeça. 

Com styling de Luiz Plinio, a influenciadora e empresária elegeu para o evento no Copacabana Palace do Rio de Janeiro, um mini vestido da Tufi Duek, com joias Gracie e o acessório da cabeça do renomado designer Walério Araújo.


Mileide Mihaile no Baile da Vogue (Foto: Luigi Galvão)


Essa minha estreia no Baile da Vogue é muito importante, principalmente pelo tema, que é fabuloso“, conta Mileide, se referindo ao “Brasilidade Fantástica” que dá o tom dos looks da noite. “Eu sou nordestina, de Imperatriz do Maranhão. Eu nasci em um dos lugares mais fantásticos deste Brasil. A moda brasileira é plural. Quando se pensa em Brasil, hoje em dia, os designers, estampas, cores e tendências oriundas do nordeste dominam a moda. Isso que é bacana. Ver essa representatividade ganhando espaço em um baile tão renomado e sofisticado. Xenofobia não veste bem e acho que essa edição é a prova disso. Moda é representatividade“.

O Baile da Vogue 2022, aconteceu ontem no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro (RJ). O tema da edição deste ano, a primeira após o retorno dos eventos por causa das restrições geradas pela pandemia, foi “Brasilidade Fantástica” em homenagem aos 100 anos da Semana de Arte Moderna.
 
Foto destaque: Mileide Mihaile. Luigi Galvão

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Prefeitura Municipal de Macaé – Prefeitura Municipal de Macaé

Vinte alunos do nono ano do Colégio Municipal Doutor Cláudio Moacyr de Azevedo, no Aeroporto, participaram na manhã deste sábado (21) de uma roda de conversa e performance fórum com o Teatro das Oprimidas. A programação falou sobre racismo e as abordagens violentas na adolescência e fez alusão ao 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

A Coordenadora do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, Elisa Silva, liderou a roda de conversa. “A exploração sexual é uma das piores formas de trabalho infantil e hoje, por meio de um método lúdico e pedagógico, estamos discutindo essa questão com os jovens e ampliando o debate”, ressaltou.

Segundo a orientadora educacional, Raquel Miranda, a temática precisa ser trabalhada porque está no cotidiano da sociedade. “É preciso discutir temas como violência, bullying, racismo”, observou.

O retorno ao ambiente escolar no período pós-pandemia foi citado pelo diretor adjunto do Colégio Municipal Doutor Cláudio Moacyr de Azevedo, Rodrigo Pessanha, como um período em que se deve trabalhar as novas questões. “Eles voltaram com uma demanda grande de socialização e o trabalho do teatro e da roda de conversa, abordando preconceito, são importantes para discutir o assunto com cultura e arte”, comentou.

A estudante Emily Vitória, de 14 anos, elogiou a iniciativa. “Estamos conversando sobre justiça social e reconhecimento do racismo como problema estrutural”, frisou. A coordenadora do projeto Teatro das Oprimidas, Maiara Carvalho, informou que além da performance, o fórum apresentou as propostas trazidas pelos jovens. “A performance fórum abordou o racismo em diversos locais da sociedade e como a gente se responsabiliza como um todo para essas problemáticas que não é só de um indivíduo, que não é só da pessoa que é negra”, citou.

A performance fórum foi encenada por jovens de Niterói e é uma parceria da prefeitura com a Petrobras, Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

O Teatro das Oprimidas é um instrumento de comunicação e de busca de alternativas concretas para a superação de problemas reais, através de meios estéticos. O método cria condições para que jovens ampliem suas possibilidades de expressão e propõe a superação das barreiras.

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